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Posts Tagged ‘shoppings’

Aumenta interesse por financiamentos diversificados

Do lado do aplicador, há outra facilidade – cotas de fundos imobiliários disponíveis por valores a partir de R$ 1 mil. Entre os empreendimentos que emitiram fundos imobiliários estão os shoppings Pátio Higienópolis (em São Paulo) e o Dom Pedro, em Campinas (SP). Desde o início das emissões de FII, em 1999, a CVM registrou R$ 4,6 bilhões em 271 operações, das quais praticamente a metade, ou R$ 1,9 bilhão, somente este ano. b(N.G.)/b

via Aumenta interesse por financiamentos diversificados.

“Próximo ano será muito bom”, avalia Peres

Entrevista: Controlador da Multiplan não acredita em “bolha” no mercado e vê participação crescer no varejo

“Próximo ano será muito bom”, avalia Peres

 

    Marília de Camargo Cesar, de São Paulo
    24/11/2009
Julio Bittencourt/Valor
Foto Destaque
José Isaac Peres, da Multiplan: “As vendas de shopping centers têm uma participação baixa dentro das vendas totais do varejo, apenas 18%”

Ao inaugurar seu novo Shopping Vila Olímpia, num dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo, com investimentos de R$ 230 milhões, o grupo Multiplan acirra a competição com a família Jereissati, do Iguatemi, que também já trabalha para erguer, a poucos metros dali, o novo Shopping Iguatemi JK.

Diante da proliferação de investimentos em novos shoppings Brasil afora, o controlador da Multiplan, José Isaac Peres, não acredita que o mercado caminhe para a saturação nos próximos anos. “O Brasil ainda tem grande potencial para a indústria de shopping centers”, afirma, em entrevista ao Valor.

Peres não vê um excesso de otimismo, com apetite desenfreado das empresas por captações no mercado de capitais ou a chegada de fundos de investimentos e de venture capital ao negócio. “Nós, particularmente, não trabalhamos muito alavancados. Talvez, por sermos pacientes, tenhamos sobrevivido a tantas crises no Brasil.” E informa que a Multiplan, líder do setor em faturamento, dispõe atualmente de um caixa de aproximadamente R$ 800 milhões, para uma dívida bruta de quase R$ 460 milhões. Uma situação confortável.

O novo Shopping Vila Olímpia foi construído de forma vertical, com seis pisos e 187 operações, entre lojas e restaurantes. Também vai contar com quatro lojas “âncoras” : livraria Saraiva, CTIS (informática), Colombo Premium (aparelhos eletrônicos) e um boliche. Para 2010, está prevista a abertura de um teatro e um complexo de cinemas do grupo Severiano Ribeiro.

A Multiplan acaba de lançar ainda o ParkShoppingSãoCaetano, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. É um projeto para 242 lojas, 15 âncoras e megalojas e 30 operações de alimentação. São 39 mil metros quadrados de área bruta locável e 84 mil metros quadrados de área construída, o shopping vai servir a toda a região do ABC, com população estimada em 1,6 milhão de pessoas.

Valor: Diante do grande volume de investimentos previstos no setor de shoppings, como o Sr. vê o mercado dentro de cinco anos? Estamos caminhando rapidamente para uma saturação?

Foto Destaque

José Isaac Peres: Vejo o mercado promissor para os próximos cinco anos em consequência da perspectiva de redução da taxa de juros, que é o maior estímulo ao consumo. Se a taxa de juros cair mais para o varejo, provavelmente as vendas vão crescer. E o Brasil ainda tem grande potencial para a indústria de shopping centers. As vendas de shopping centers têm uma participação baixa dentro das vendas totais do varejo. Enquanto no México, por exemplo, as vendas de shoppings respondem por 50% das vendas do varejo, aqui, este percentual é de 18%. Se olharmos o índice de área bruta locável (ABL) por mil habitantes, é a mesma coisa. Enquanto no México são 105 metros quadrados por mil habitantes e na França, 231 metros quadrados por mil habitantes, no Brasil são apenas 45 metros quadrados por mil habitantes.

Valor: Mas é possível que o setor de shoppings possa estar vivendo uma bolha, com grande aumento nos investimentos e projetos para curto prazo?

Isaac Peres: Não vejo uma bolha no setor. Os projetos de shopping centers levam quase cinco anos entre o período de concepção e o início da operação do empreendimento. É um setor que exige planejamento, preparação com antecedência, não é possível realizar uma grande quantidade de projetos em curto prazo.

Valor: Há receios de que haja um aumento de endividamento por parte das empresas que estão captando recursos no mercado? As empresas não estão se alavancando demais?

Isaac Peres: Nós, particularmente, não trabalhamos muito alavancados. Talvez, por sermos pacientes, tenhamos sobrevivido a tantas crises no Brasil. Ao final do terceiro trimestre, nossa dívida líquida era negativa. Dispomos atualmente de um caixa de aproximadamente R$ 800 milhões e nossa dívida bruta é de quase R$ 460 milhões.

Valor: O ano de 2010 promete ser de crescimento expressivo da economia. O setor de shoppings poderia cair na tentação de um excesso de otimismo?

Isaac Peres: O ano de 2009 foi muito positivo para o setor de shopping centers, a crise não chegou a nos afetar. Nos primeiros nove meses do ano, a Multiplan, por exemplo, registrou crescimento de 19,4% nas vendas de seus shoppings em relação ao mesmo período de 2008. Este índice está bem acima do crescimento das vendas do varejo nacional no mesmo período que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 4,7%. Esta é uma tendência que temos observado ao longo dos últimos anos: as vendas dos nossos shoppings sempre superiores às vendas do varejo nacional. Agora, com relação a 2010, não acho que vão aparecer muito mais shopping centers do que existem ou foram programados. Acredito que o próximo ano será muito bom, melhor do que 2009.

Valor: Como vê o ano de 2010 para o setor, que grau de crescimento espera? E para os negócios da Multiplan, como será 2009 e 2010?

Isaac Peres: No segundo semestre de 2009, a Multiplan inaugurou três expansões: no Shopping Anália Franco, em São Paulo, com 76 novas lojas; a segunda etapa da expansão no RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto, que ganhou uma nova praça de alimentação, e a expansão do ParkShopping, em Brasília, com 78 operações. Essas três novas áreas representam um aumento de 21 mil metros quadrados na área bruta locável total da Multiplan, que já ultrapassa os 500 mil metros quadrados. Para 2010, temos programadas inaugurações de duas grandes expansões, no BH Shopping, em Belo Horizonte, e no ParkShoppingBarigui, em Curitiba, que acrescentarão mais cerca de 180 lojas ao nosso portfólio. Também iniciaremos a construção do ParkShoppingSãoCaetano, em São Caetano do Sul, com 242 lojas, que acabamos de lançar oficialmente no dia 18 de novembro. É possível, também, que iniciemos a construção de mais um ou dois shoppings, dependendo das condições do mercado e dos processos de aprovação junto às prefeituras. Também daremos continuidade às obras da torre de escritórios Cristal Tower, iniciada este ano, que é interligada ao BarraShoppingSul, em Porto Alegre. A entrega deste prédio está prevista para 2011.

Valor: Em que nível se dá a mais forte concorrência hoje, nos empreendimentos para classe AAA ou C e D? Por quê?

Isaac Peres: Acredito que não existe essa concorrência. A classe AAA é um mercado muito restrito, limitado, em que a Multiplan só investiria para preencher uma lacuna de mercado. Existem algumas áreas do Brasil onde esse tipo de projeto é possível. Agora, o poder de consumo das classes A, B e C tem aumentado muito nos últimos anos e a tendência é que isso continue, o que favorece projetos voltados para este público, como são os shoppings da Multiplan. Nossos empreendimentos são democráticos, voltados prioritariamente para as classes A e B, mas também atendem à crescente classe C.

Valor: Há um sem número de novos shoppings surgindo, em especial pelo interior do Brasil. São empreendimentos, em média, comuns ou trazem alguma inovação do ponto de vista de comércio lojista e de mercado?

Isaac Peres: O Brasil é um país com grande potencial para shopping centers, ainda temos poucas unidades por habitante em comparação a outros países. Temos dois shoppings no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto. Um deles, o RibeirãoShopping, foi pioneiro na cidade, inaugurado em 1981, e se tornou uma referência na região, levando marcas inéditas e atraindo consumidores em um raio de até cem quilômetros, de outras cidades do interior de São Paulo, além do sul de Minas e Triângulo Mineiro. É um shopping regional, que já passou por cinco expansões, se modernizando constantemente para manter a atratividade.

Valor: Uma forte concorrência em São Paulo, capital, se dá entre os projetos para um público de maior renda. Como o Sr. vê o impacto da crise sobre esses compradores, se é que houve, e que crescimento espera nesse segmento em 2009?

Isaac Peres: A Multiplan tem dois shoppings na capital de São Paulo, o MorumbiShopping e o Shopping Anália Franco, que atendem prioritariamente às classes A e B. Eles tiveram um crescimento de vendas expressivo nos primeiros nove meses de 2009. Acredito que em 2010 será ainda melhor. Dia 25 de novembro iremos inaugurar o nosso terceiro empreendimento na capital, o Shopping Vila Olímpia, que tem uma proposta restrita para o bairro, uma área de grande concentração urbana, e que também está focado prioritariamente nas classes A e B. Além desses três shoppings, temos mais dois em Ribeirão Preto, perfazendo um total de cinco no Estado de São Paulo. Pelo menos nos nossos shoppings não houve impacto da crise e acreditamos que em 2010 o cenário será ainda melhor.

Valor: E no segmento da baixa renda, qual será o crescimento do setor? Por que?

Isaac Peres: As classes C e D são uma das grandes apostas do varejo atual e devem continuar assim. Com a estabilidade, o crescimento econômico e a tendência de queda nas taxas de juros, é natural que essa classe consumidora emergente se torne cada vez maior e mais forte. A Multiplan também tem projetos específicos para este setor.

Valor: As tendências de construção apontam para o abandono do estilo neoclássico? Qual o estilo arquitetônico que mais lhe chama atenção entre os shoppings construídos no Brasil? E fora do Brasil? Qual seria um exemplo de construção mais moderna?

Isaac Peres: Cada local tem suas características e tendências próprias. O projeto arquitetônico depende da localização e do público alvo do empreendimento. Quando fazemos nossos shoppings, o objetivo principal é dar prazer às pessoas, elaborando projetos cada vez mais acolhedores, com áreas verdes, paisagismo, ambientação diferenciada e aproveitamento da luz do sul, entre outros aspectos. Quanto mais acolhedor e confortável for o shopping, melhor para os clientes – porque eles se sentem bem – e melhor para os lojistas – porque aumentam as chances de compras.

Valor: A preocupação socioambiental aos poucos vai ganhando terreno entre os shoppings. Qual é, na sua opinião, o shopping mais sustentável hoje do ponto de vista ambiental do Brasil?

Isaac Peres: Essa é uma tendência que realmente vem ganhando cada vez mais espaço no setor e também na nossa empresa. Além do benefício socioambiental, iniciativas de redução do uso de insumos naturais diminuem os custos de manutenção. A maior entidade de shopping centers do mundo – Internacional Council of Shopping Centers (ICSC) – já promove debates sobre esse assunto e criou uma agenda para o setor que pretende resultar em uma unificação das normas globais. A racionalização no Brasil também tem uma alta performance. O BarraShoppingSul, inaugurado pela Multiplan em novembro de 2008, em Porto Alegre, recebeu o prêmio de mais econômico projeto de refrigeração do país pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado e Ventilação e Aquecimento. Lá, conseguimos reduzir em 40% o consumo de energia. Em todos os nossos shoppings estamos cada vez mais utilizando recursos que visam à economia de recursos naturais, como água e energia, com o uso de equipamentos especiais em banheiros e vidros especiais em claraboias no teto que valorizam a luz natural, mas não deixam entrar calor.

Valor: Em termos globais, o Sr. poderia citar exemplos de ações inovadoras do ponto de vista socioambiental que os empresários brasileiros pudessem reproduzir?

Isaac Peres: Nossa equipe de operações está sempre pesquisando o que é feito em outros países e avaliando as possibilidades de implementação por aqui. As empresas de shopping centers brasileiras estão se empenhando para se adequar aos novos padrões.

Valor: Nos Estados Unidos existe o fenômeno dos shoppings fantasmas, sempre vazios e carentes de receita. Em que áreas do Brasil existe a possibilidade de termos esse tipo de ocorrência? Já existe algum exemplo de shopping fantasma no Brasil?

Isaac Peres: Não existe isso no Brasil. Já, nos Estados Unidos, há um excesso de shopping centers, é um mercado maduro. Como mencionei, aqui a participação dos shopping centers no varejo nacional ainda é muito pequena. O varejo precisa de novas áreas para crescer e são os shoppings que proporcionam esse desenvolvimento.

Conceito regional atende a classe média emergente

Mercado: Com renda maior, 20 milhões entram no mundo das compras

Conceito regional atende a classe média emergente

 

    Roberto Rockmann, para o Valor, de São Paulo
    24/11/2009
Davilym Dourado/Valor
Foto Destaque
Marcos Romiti, presidente da REP: proposta inovadora que conjuga pequenos varejistas e marcas tradicionais

Nos últimos seis anos, com o aumento real de 43% do salário mínimo e a ampliação dos programas de transferência de renda, a base da pirâmide social brasileira passou a crescer e desempenhar importante papel não apenas nas vendas de fabricantes de bens de consumo ou do varejo de rua, mas também na estratégia dos shopping centers brasileiros.

Entre 2003 e 2008, 31 milhões de brasileiros melhoraram seu padrão de vida e subiram de classe social. Desse total, 19,4 milhões deixaram a classe E – que traça a linha da pobreza no país, tendo renda domiciliar inferior a R$ 768,00 – e ascenderam à classe D. Em cinco anos, 25 milhões de pessoas subiram à classe C. Isso levou a uma queda acumulada de 43% no grupo dos mais pobres nesse período, segundo estudo divulgado, em setembro, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base nos dados de 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Chamada de a nova classe média emergente por economistas, as classes C e D têm ido cada vez mais às compras. “Os juros mais baixos e o crédito mais abundante têm feito com que mais de 20 milhões de pessoas comecem a ter mais dinheiro para consumir, e o potencial de expansão ainda é alto”, diz Marcelo Carvalho, co-presidente da Ancar Ivanhoe, grupo que atua na gestão de 16 shoppings no Brasil.

Com negócios em todas as regiões do Brasil e com plataformas direcionadas a todas faixas sociais de consumo, Carvalho diz que na crise as classes C e D foram as que menos reduziram suas compras. “Temos operações de todos os tipos no Brasil, para todas as classes. No auge da crise, a classe alta reduziu o consumo, voltando gradualmente a partir do início do ano. Já as classes C e D foram muito menos afetadas e mantiveram um bom patamar de compras.”

Para atrair a classe média emergente, os gestores de shoppings fazem esforços de criatividade para cativar o público e aumentar o movimento. Em shoppings de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Ancar Ivanhoe realizou recentemente feirões de vendas de veículos e de imóveis. “Em um fim de semana, chegamos a ajudar a venda de 200 apartamentos”, diz Carvalho.

Foto Destaque

A ascensão das classes de menor renda não é um fenômeno localizado no Sudeste. Tem ganho vigor também nas outras regiões. Um retrato diferente do visto no início da história dos centros comerciais, surgidos nas grandes capitais brasileiras e com foco nas faixas mais abastadas. Com a melhoria da renda e o crescimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o setor começou a se desenvolver para regiões periféricas das grandes capitais, onde os terrenos são mais baratos , e para o interior do país.

No fim de outubro do ano passado, foi inaugurado, em Rondônia, o Porto Velho Shopping, o primeiro do Estado. Neste ano, o centro comercial ganhou outra novidade: em maio foi aberto o primeiro McDonald’s de Rondônia, demonstrando o bom índice de crescimento econômico e demográfico da região. “Esse é um shopping com o conceito regional, desenhado para todas as classes da região”, afirma Carvalho. O Norte também pode motivar novos investimentos do grupo nos próximos anos. “Alguns pontos na região são interessantes”, comenta o executivo, sem dar pistas de futuros investimentos. Outro destaque da Ancar Ivanhoe tem sido o shopping no Distrito Federal, localizado no Conjunto Nacional, que concentra a venda de 40% dos eletroeletrônicos de Brasília.

Com foco nas classes B e C, a General Shopping Brasil também identifica potencial de crescimento com a ascensão social verificada no país nos últimos anos. “Continuamos acreditando no crescimento do varejo fundamentado no consumo crescente das classes B e C, que são o público-alvo dos nossos locatários”, diz o presidente e diretor de relações de investidores, Alessandro Veronezi. Um dos empreendimentos do grupo, o Outlet Premium, inaugurado em junho no interior paulista e cuja fórmula combina produtos de grife a preços mais baixos, tem tido boa receptividade do público, também beneficiado pela classe média emergente, principalmente da classe B. “Alguns lojistas venderam 150% a mais do que previsto inicialmente”, diz Veronezi. A General Shopping Brasil detém 30% de participação no Outlet Premium, com opção de elevar essa fatia para 50%.

O aumento do poder aquisitivo das classes C e D nos últimos anos foi um dos fatores da rápida consolidação do Shopping Taboão, localizado na região metropolitana de São Paulo e próximo ao trecho Oeste do Rodoanel. Empreendimento da Aliansce, o centro comercial foi expandido no primeiro semestre de 2008 e ganhou mais 48 lojas. Neste ano, mais uma ampliação, com a abertura de mais nove unidades na praça de alimentação, entre restaurantes e redes de fast food. Com público de 1,2 milhão de pessoas por mês, o shopping tem 52% de seus frequentadores da classe B e 39% da classe C, segundo dados de uma pesquisa interna realizada no ano passado. O tíquete médio de compras, que em 2006 era de R$ 88, pulou para R$ 152,20 em 2008, sinal do maior poder aquisitivo da população e da ampliação de lojas e da praça de alimentação aos visitantes do shopping.

A nova classe emergente também é a aposta da REP Centros Comerciais, que deu início recentemente às obras do Mais Shopping Largo 13, que será inaugurado em outubro de 2010. Localizado no bairro de Santo Amaro (SP), no largo 13 de Maio, o centro comercial contempla investimentos de R$ 200 milhões e terá foco na classe C. O novo shopping vem com uma proposta inovadora, que coloca lado a lado marcas tradicionais e pequenos varejistas, num total de 400 operações, incluindo oito salas de cinema. O interesse em investir em um projeto específico para a classe C tem uma razão especial – segundo dados dos shoppings, cerca de três quartos de seus visitantes e consumidores em todo o país ainda são da classe A e B, uma realidade que poderá mudar ao longo dos próximos anos.

A projeção dos empreendedores é de que 50 mil pessoas circulem, diariamente, no Mais Shopping Largo 13. “Além dos apelos inerentes ao empreendimento, formatado para atender um nicho de mercado ainda pouco explorado e em crescimento exponencial, a localização é um trunfo, num local no qual circulam cerca de 1,3 milhão de pessoas por dia”, afirma o presidente da REP, Marcos Romiti.

A réplica da Multiplan ao grupo Iguatemi – 16/11/2009

Fonte:Valor Online

O shopping Vila Olímpia, no qual foram investidos R$ 230 milhões, abre suas portas, daqui nove dias, em um dos bairros mais sofisticados da cidade de São Paulo. Nessa reta final, um formigueiro de operários e funcionários dos lojistas entram e saem das obras do centro comercial para dar os últimos retoques, o que torna o trânsito ainda mais complicado nos arredores.

Construído de forma vertical, com seis pisos, o shopping terá 187 operações, entre lojas e restaurantes, e contará com quatro lojas “âncoras” : Saraiva (livraria), CTIS (informática), Colombo Premium (aparelhos eletrônicos) e um boliche. Em 2010, ainda serão abertos um teatro e um complexo de cinemas do grupo Severiano Ribeiro.

O Vila Olímpia é, para a Multiplan, sócia do empreendimento, mais do que um shopping center. José Isaac Peres, controlador da Multiplan, conta que, três anos atrás, foi procurado pelo empresário Paulo Malzoni, então dono da rede Plaza de shopping centers, que queria propor-lhe um negócio: uma sociedade na construção de um centro comercial na capital paulista.

Havia um imóvel disponível no bairro da Vila Olímpia, não muito distante do shopping Iguatemi, a jóia do coroa do Grupo Iguatemi, da família Jereissati. “Quando o Malzoni me mostrou o imóvel, eu disse no mesmo momento: onde está o contrato para eu assinar?”, conta Peres. Malzoni até perguntou se ele não iria fazer pesquisas de mercado para avaliar se o negócio valia a pena. “Topei na hora”, diz Peres.

Quinze anos atrás, o Iguatemi construiu o shopping Market Place praticamente do outro lado da calçada do shopping Morumbi, a jóia da coroa da Multiplan. Construído há 30 anos, até hoje o Morumbi possui o aluguel mais caro entre todos os shoppings da empresa.

Para Peres, a oportunidade de disputar mercado com a família Jereissati só deu um sabor mais especial ao Vila Olímpia. “Seríamos dois contra um”, brinca o empresário. No entanto, apesar de ter descoberto o endereço, Malzoni não chegou até o fim da empreitada.

Em 2007, o empresário vendeu a sua empresa por mais de R$ 1,5 bilhão ao grupo Brookfield (antiga Brascan). A participação de Malzoni no capital do shopping Vila Olímpia entrou no pacote, o que acabou desagradando a Multiplan. A companhia entrou com um processo na Justiça por considerar que o Malzoni deveria ter dado à Multiplan o direito de preferência na aquisição de sua participação no empreendimento.

“Mas isso não afetou o nosso relacionamento com a Brookfield. Nos entendemos muito bem”, diz Peres. Além da Multiplan e da Brookfield, o antigo dono do imóvel onde o shopping está sendo construído, a família Milan, também recebeu uma participação no empreendimento, como permuta.

Peres afirma que tem um lema: “Terreno bom não dá prejuízo”. O que não dá dinheiro, acrescenta, é terreno barato. No caso do empreendimento na Vila Olímpia, a Multiplan pagou uma fortuna, R$ 9 mil por metro quadrado, por um pequeno terreno ao lado do shopping só para poder ampliá-lo.

O Iguatemi, porém, dará sua tréplica à Multiplan. O grupo começou a construir o shopping Iguatemi JK a apenas alguns metros do Vila Olímpia.

Maior oferta de financiamentos reativa a construção de shoppings – 12/11/2009

Fonte:Valor Online

Julio Bittencourt/Valor
Foto Destaque
João Pessoa Jorge, presidente da Sonae Sierra, que vai investir R$ 746 milhões

O maior apetite dos investidores e a maior oferta de alternativas de financiamento estão reativando a indústria de shopping centers no Brasil, que depende da captação de recursos para bancar a construção dos novos centros comerciais. Os empreendimentos demandam investimentos elevados, de R$ 100 milhões até mais R$ 300 milhões.

A Sonae Sierra Brasil, sexta maior rede de shopping centers do país, descarta abrir o capital, mas avalia a venda de cotas de fundos imobiliários dos seus empreendimentos mais maduros e nos quais detém 100% de participação, afirma o presidente da companhia, João Pessoa Jorge.

Esse é caso do Shopping Parque D. Pedro, de Campinas (SP). A Sonae Sierra Brasil está preparando a distribuição secundária das cotas de um fundo imobiliário que detém 12% de participação no empreendimento. Com a operação, a empresa poderá levantar até R$ 100 milhões. Como o processo de venda das cotas está andamento, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) impede que as empresas se pronunciem sobre a operação.

Jorge avalia que venda de cotas de fundos imobiliários pode ser uma boa alternativa para captar recursos. Além do Shopping D. Pedro, a companhia também detém 100% do capital do shopping Boa Vista, em São Paulo, e, mais recentemente, do Shopping Metrópole, localizado em São Bernardo do Campo (SP). A companhia analisa a possibilidade de vender cotas desses empreendimentos.

A aquisição da totalidade do capital do Metrópole foi finalizada nesta semana. A Sonae Sierra Brasil já possuía 83% do shopping e comprou os 17% restantes que ainda estavam com a Aerus, fundo de pensão composto em sua maioria por ex-funcionários da Varig. Pela participação, adquirida em leilão, a Sonae Sierra pagou R$ 40,7 milhões.

Segundo Jorge, com a saída da Aerus, a empresa poderá fazer investimentos no shopping de São Bernardo, que está desatualizado e precisa de reformas. Serão investidos R$ 52 milhões na revitalização do centro comercial.

Além desse projeto, a Sonae Sierra tem programados investimentos totais de R$ 670 milhões em três novos shoppings, em Goiânia (GO), Londrina (PR) e Uberlândia (MG). O Shopping Parque D. Pedro também passará por uma ampliação de R$ 23 milhões.

Jorge, porém, não deve estar no Brasil para ver a finalização dessas obras. O executivo português vai voltar para a matriz da Sonae, em Portugal, em abril de 2010, após 12 anos no Brasil. Foi Jorge quem implementou a operação de shopping centers do conglomerado português no mercado brasileiro, que hoje é sócio no país do grupo americano DDR.

Para o lugar de Jorge, o Sonae nomeou José Baeta Tomás, que já comandou a divisão de varejo do grupo no Brasil. Essa operação foi vendida para o Walmart em 2004.

[categories mercado imobiliario, filosofia, vendas, Brasil, economia,
Brazil]

Shoppings tiram projetos da gaveta – 23/10/2009

Shoppings tiram projetos da gaveta – 23/10/2009

Fonte:Valor Online

As empresas de shopping centers estão desengavetando a construção de novos empreendimentos, cujos projetos foram suspensos ao longo do primeiro semestre devido às incertezas causadas pela crise econômica.

Empresas como a BR Malls também enxergam uma boa oportunidade para retomar as aquisições, antes que os preços fiquem muito altos novamente, conforme apurou o Valor. A BR Malls comprou recentemente o Shopping Metrô Santa Cruz por R$ 188 milhões.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luiz Fernando Pinto Veiga, 29 novos projetos, pelo menos, foram confirmados – o maior número na história recente do setor. São shopping centers que devem ficar prontos entre 2011 e 2012, já que o prazo para a conclusão das obras é de três anos aproximadamente.

Neste ano, a previsão é de que 15 shoppings entrem em operação. Três empreendimentos que haviam sido anunciados foram adiados para o ano que vem, de acordo com a Abrasce.

O ano de 2010, por sua vez, deve concentrar a inauguração de muitos projetos que foram lançados em 2007, durante o pico de euforia do mercado imobiliário brasileiro. Estão previstas 25 inaugurações de shopping centers no ano que vem.

Segundo Veiga, a reabertura do mercado de capitais permitiu que as companhias voltassem a captar recursos e retomassem os investimentos em novos projetos. A BR Malls, a Multiplan e a Iguatemi captaram em torno de R$ 2 bilhões na Bovespa nos três últimos meses com um nova rodada de venda de ações, conhecido como “follow-on offering”, calcula o presidente da Abrasce.

A Aliansce, quarta maior empresa de shoppings do país, enviou prospecto para a abertura de capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e passará, quando concluído o processo, a ser a quarta empresa de shoppings listada na Bovespa.

Segundo analistas, os recursos captados pelas companhias devem ser destinados a investimentos e não para a redução do endividamento. A BR Malls, a Multiplan e a Iguatemi não possuem alavancagem muito elevada.

A recuperação do mercado financeiro também deve reabrir as linhas de financiamento e o apetite dos investidores por fundos imobiliários de shopping centers, injetando mais recursos no setor.

Brazilian Malls What are the implications of GGP’s bankruptcy?

UBS Investment Research 24 April 2009
www.ubs.com/investmentresearch

Rodrigo Monteiro(+5521 3262 9208) rodrigo.monteiro@ubs.com
Analyst

Gordon Lee(+1-212-713 1094) gordon.lee@ubs.com
Analyst

Global Equity Research
Americas
Real Estate
Sector Comment

Brazilian Malls
What are the implications of GGP’s bankruptcy?

brz-malls_ggp-chapter11

* GGP files for chapter 11:
* After several months of trying to reach an agreement with creditors,
GGP, one of the largest retail REITs in the U.S., recently filed for
Chapter 11 bankruptcy protection. Though not surprising, this is
relevant for the mall space as a whole given the importance of GGP in
the sector and for Brazil given their presence through its 49% stake
in Aliansce, one of the country’s largest mall players.

* What are the implications for the Brazilian malls?:
* In our view, there are two main implications for Brazilian malls.
First, it serves as a reminder of the risks associated with excessive
leverage and of how well the Brazilian malls stack up against peers on
this metric. Second, we would expect GGP to intensify its efforts to
sell its stake in Aliansce, which could have implications for the
competitive landscape and listed malls’ M&A strategy.

* What might Aliansce be worth?:
* Assuming zero discount to the average 10.7x 08 EV/EBITDA multiple on
which Brazilian malls trade, GGP’s 49% stake in Aliansce would be
worth approximately R$400m. In our view and assuming a fully-debt
financed acquisition, Multiplan’s balance sheet would seem the best
suited to acquire the stake.

* We reiterate our Buy ratings on BR Malls and Multiplan:
* We maintain our Buy ratings on BR Malls (top pick on higher stock
liquidity) and Multiplan, both of which trade at meaningful discounts
to global peers.

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A.

UBS does and seeks to do business with companies covered in its research reports. As a result, investors should be aware that the firm may have a conflict of interest that could affect the objectivity of this report.
Investors should consider this report as only a single factor in making their investment decision.

Statement of Risk
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* Risks for the Brazilian malls include 1) contract renewals, 2) macro economic downturn (decreasing customer spending) and 3) relatively lower stock liquidity.

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ANALYST CERTIFICATION

Each research analyst primarily responsible for the content of this
research report, in whole or in part, certifies that with respect to
each security or issuer that the analyst covered in this report: (1)
all of the views expressed accurately reflect his or her personal
views about those securities or issuers; and (2) no part of his or her
compensation was, is, or will be, directly or indirectly, related to
the specific recommendations or views expressed by that research
analyst in the research report.

Required Disclosures

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A., an affiliate of UBS AG. UBS AG, its subsidiaries, branches and affiliates are referred to herein as UBS.

This document contains a summary of UBS research content. For a complete copy of the non-summarized version, please contact your UBS sales representative.

For information on the ways in which UBS manages conflicts and maintains independence of its research product; historical performance information; and certain additional disclosures concerning UBS research recommendations, please visit www.ubs.com/disclosures. The figures contained in performance charts refer to the past; past performance is not a reliable indicator of future results. Additional information will be made available upon request.

UBS Investment Research: Global Equity Rating Allocations
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UBS 12-Month Rating Rating category Coverage[1] IB services[2]
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Buy Buy 51% 36%
Neutral Hold/Neutral 37% 31%
Sell Sell 12% 22%

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UBS Short-Term rating Rating category Coverage[3] IB services[4]
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Buy Buy less than 1% 43%
Sell Sell less than 1% 36%

1: Percentage of companies under coverage globally within the 12-month rating category.
2: Percentage of companies within the 12-month rating category for which investment banking (IB) services were provided within the past 12 months.
3: Percentage of companies under coverage globally within the Short-Term rating category.
4: Percentage of companies within the Short-Term rating category for which investment banking (IB) services were provided within the past 12 months.
Source: UBS. Rating allocations are as of 31 March 2009.

UBS Investment Research: Global Equity Rating Definitions
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UBS 12-Month Rating
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Buy = FSR is > 6% above the MRA.
Neutral = FSR is between -6% and 6% of the MRA.
Sell = FSR is > 6% below the MRA.
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UBS Short-Term rating
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Buy: Stock price expected to rise within three months from the time the rating was assigned because of a specific catalyst or event.
Sell: Stock price expected to fall within three months from the time the rating was assigned because of a specific catalyst or event.
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KEY DEFINITIONS
Forecast Stock Return (FSR): is defined as expected percentage price appreciation plus gross dividend yield over the next 12 months.
Market Return Assumption (MRA): is defined as the one-year local market interest rate plus 5% (a proxy for, and not a forecast of, the equity risk premium).
Under Review (UR): Stocks may be flagged as UR by the analyst, indicating that the stock’s price target and/or rating are subject to possible change in the near term, usually in response to an event that may affect the investment case or valuation.
Short-Term Ratings: reflect the expected near-term (up to three months) performance of the stock and do not reflect any change in the fundamental view or investment case.

EXCEPTIONS AND SPECIAL CASES
UK and European Investment Fund ratings and definitions are: Buy:
Positive on factors such as structure, management, performance record, discount; Neutral: Neutral on factors such as structure, management, performance record, discount; Sell: Negative on factors such as structure, management, performance record, discount.
Core Banding Exceptions (CBE): Exceptions to the standard ±6% bands may be granted by the Investment Review Committee (IRC). Factors considered by the IRC include the stock’s volatility and the credit spread of the respective company’s debt. As a result, stocks deemed to be very high or low risk may be subject to higher or lower bands as they relate to the rating. When such exceptions apply, they will be identified in the Company Disclosures table in the relevant research piece.

Research analysts contributing to this report who are employed by any non-US affiliate of UBS Securities LLC are not registered/qualified as research analysts with NASD and NYSE and therefore are not subject to the restrictions contained in the NASD and NYSE rules on communications with a subject company, public appearances, and trading securities held by a research analyst account. The name of each affiliate and analyst employed by that affiliate contributing to this report, if any, follows.

Banco UBS Pactual S.A.: Rodrigo Monteiro. UBS Securities LLC: Gordon Lee.

Company Disclosures
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Company Name: BR Malls Participacoes S. A.[2a,4,5,6,20]

Reuters: BRML3.SA
12-mo rating: Buy (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$14.62
Price date: 23 Apr 2009

Company Name: Iguatemi[2b,4,6,13,16,20]

Reuters: IGTA3.SA
12-mo rating: Neutral (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$15.90
Price date: 23 Apr 2009

Company Name: Multiplan Empreendimentos Imobiliarios[2b,4,6,16,20]

Reuters: MULT3.SA
12-mo rating: Buy (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$16.09
Price date: 23 Apr 2009
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Source: UBS. All prices as of local market close.

Ratings in this table are the most current published ratings prior to this report. They may be more recent than the stock pricing date

[2a] UBS AG, its affiliates or subsidiaries has acted as manager/co-manager in the underwriting or placement of securities of this company/entity or one of its affiliates within the past 12 months.
[2b] UBS AG, its affiliates or subsidiaries has acted as manager/co-manager in the underwriting or placement of securities of this company/entity or one of its affiliates within the past three years.
[4] Within the past 12 months, UBS AG, its affiliates or subsidiaries has received compensation for investment banking services from this company/entity.
[5] UBS AG, its affiliates or subsidiaries expect to receive or intend to seek compensation for investment banking services from this company/entity within the next three months.
[6] This company/entity is, or within the past 12 months has been, a client of UBS Securities LLC, and investment banking services are being, or have been, provided.
[13] UBS AG, its affiliates or subsidiaries beneficially owned 1% or more of a class of this company`s common equity securities as of last month`s end (or the prior month`s end if this report is dated less than 10 days after the most recent month`s end).
[16] Banco UBS Pactual S.A. makes a market in the securities of this company.
[20] Because UBS believes this security presents significantly higher-than-normal risk, its rating is deemed Buy if the FSR exceeds the MRA by 10% (compared with 6% under the normal rating system).

Brazil Regulation 388 Analyst Certification. Except as provided above, each research analyst primarily responsible for the content of this investment research report, in whole or in part, certifies that: (1) all of the views expressed accurately reflect his or her personal views about those securities or issuers, and such recommendations were elaborated independently, including in relation to Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates, as the case may be; (2) no relationship is maintained with any person who works for the subject companies which securities are mentioned on this research; (3) Banco UBS Pactual S.A.
and/or its affiliates (including the funds, portfolios and investment clubs in securities managed by them) do not own directly or indirectly 1% or more of the total capital of the subject companies or are involved in the acquisition, alienation or intermediation of such securities in the market; (4) does not hold, directly or indirectly securities of the subject companies which represent 5% or more of his or her net worth, and is not involved in the acquisition, alienation or intermediation of such securities in the market; (5) neither the analyst nor Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates receive compensation for any services rendered or presents any commercial relationships with any of the subject companies or person, entity or any kind of funds which represents the same interest of the subject companies; (6) no part of any of the research analyst’s compensation was, is, or will be directly or indirectly related to the pricing of any of the securities issued by any of the subject companies and/or to the specific recommendations or views expressed by the research analyst in this research although part of the analyst’s compensation comes from the profits of Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates and, consequently, revenues arisen from transactions held by Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates.

Unless otherwise indicated, please refer to the Valuation and Risk sections within the body of this report.

BR Malls Participacoes S. A.

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
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Mar-31-2004 – – No Rating
Jun-04-2007 23.8 30 Buy 2
Aug-04-2007 22 30 Buy
Aug-16-2007 21.9 34 Buy
Dec-21-2007 22.2 40 Buy
Apr-13-2009 12.97 20.5 Buy
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
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Date Price Short-term rating
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Mar-31-2004 – No Rating
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Iguatemi

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
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Mar-31-2004 – – No Rating
Jul-17-2007 31.3 43 Buy 2
Aug-04-2007 29.75 43 Buy
Apr-13-2009 15.95 18 Neutral
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
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Date Price Short-term rating
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Mar-31-2004 – No Rating
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Multiplan Empreendimentos Imobiliarios

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
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Mar-31-2004 – – No Rating
Nov-26-2007 21.3 40 Buy
Apr-13-2009 15.3 21 Buy
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
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Date Price Short-term rating
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Mar-31-2004 – No Rating
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

[Note: On August 4, 2007 UBS revised its rating system. (See ‘UBS Investment Research: Global Equity Rating Definitions’ table for details). From September 9, 2006 through August 3, 2007 the UBS ratings and their definitions were: Buy 1 = FSR is > 6% above the MRA, higher degree of predictability; Buy 2 = FSR is > 6% above the MRA, lower degree of predictability; Neutral 1 = FSR is between -6% and 6% of the MRA, higher degree of predictability; Neutral 2 = FSR is between -6% and 6% of the MRA, lower degree of predictability; Reduce 1 = FSR is > 6% below the MRA, higher degree of predictability; Reduce 2 = FSR is > 6% below the MRA, lower degree of predictability. The predictability level indicates an analyst’s conviction in the FSR. A predictability level of ‘1’ means that the analyst’s estimate of FSR is in the middle of a narrower, or smaller, range of possibilities. A predictability level of ‘2’ means that the analyst’s estimate of FSR is in the middle of a broader, or larger, range of possibilities. From October 13, 2003 through September 8, 2006 the percentage band criteria used in the rating system was 10%.]

Global Disclaimer

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A., an affiliate of UBS AG. UBS AG, its subsidiaries, branches and affiliates are referred to herein as UBS. In certain countries, UBS AG is referred to as UBS SA.

This report is for distribution only under such circumstances as may be permitted by applicable law. Nothing in this report constitutes a representation that any investment strategy or recommendation contained herein is suitable or appropriate to a recipient’s individual circumstances or otherwise constitutes a personal recommendation. It is published solely for information purposes, it does not constitute an advertisement and is not to be construed as a solicitation or an offer to buy or sell any securities or related financial instruments in any jurisdiction. No representation or warranty, either express or implied, is provided in relation to the accuracy, completeness or reliability of the information contained herein, except with respect to information concerning UBS AG, its subsidiaries and affiliates, nor is it intended to be a complete statement or summary of the securities, markets or developments referred to in the report. UBS does not undertake that investors will obtain profits, nor will it share with investors any investment profits nor accept any liability for any investment losses.
Investments involve risks and investors should exercise prudence in making their investment decisions. The report should not be regarded by recipients as a substitute for the exercise of their own judgement. Any opinions expressed in this report are subject to change without notice and may differ or be contrary to opinions expressed by other business areas or groups of UBS as a result of using different assumptions and criteria. Research will initiate, update and cease coverage solely at the discretion of UBS Investment Bank Research Management. The analysis contained herein is based on numerous assumptions. Different assumptions could result in materially different results. The analyst(s) responsible for the preparation of this report may interact with trading desk personnel, sales personnel and other constituencies for the purpose of gathering, synthesizing and interpreting market information. UBS is under no obligation to update or keep current the information contained herein. UBS relies on information barriers to control the flow of information contained in one or more areas within UBS, into other areas, units, groups or affiliates of UBS. The compensation of the analyst who prepared this report is determined exclusively by research management and senior management (not including investment banking). Analyst compensation is not based on investment banking revenues, however, compensation may relate to the revenues of UBS Investment Bank as a whole, of which investment banking, sales and trading are a part.
The securities described herein may not be eligible for sale in all jurisdictions or to certain categories of investors. Options, derivative products and futures are not suitable for all investors, and trading in these instruments is considered risky. Mortgage and asset-backed securities may involve a high degree of risk and may be highly volatile in response to fluctuations in interest rates and other market conditions. Past performance is not necessarily indicative of future results. Foreign currency rates of exchange may adversely affect the value, price or income of any security or related instrument mentioned in this report. For investment advice, trade execution or other enquiries, clients should contact their local sales representative.
Neither UBS nor any of its affiliates, nor any of UBS’ or any of its affiliates, directors, employees or agents accepts any liability for any loss or damage arising out of the use of all or any part of this report.
For financial instruments admitted to trading on an EU regulated market:
UBS AG, its affiliates or subsidiaries (excluding UBS Securities LLC and/or UBS Capital Markets LP) acts as a market maker or liquidity provider (in accordance with the interpretation of these terms in the
UK) in the financial instruments of the issuer save that where the activity of liquidity provider is carried out in accordance with the definition given to it by the laws and regulations of any other EU jurisdictions, such information is separately disclosed in this research report. UBS and its affiliates and employees may have long or short positions, trade as principal and buy and sell in instruments or derivatives identified herein.
Any prices stated in this report are for information purposes only and do not represent valuations for individual securities or other instruments. There is no representation that any transaction can or could have been effected at those prices and any prices do not necessarily reflect UBS’s internal books and records or theoretical model-based valuations and may be based on certain assumptions.
Different assumptions, by UBS or any other source, may yield substantially different results.
United Kingdom and the rest of Europe: Except as otherwise specified herein, this material is communicated by UBS Limited, a subsidiary of UBS AG, to persons who are eligible counterparties or professional clients and is only available to such persons. The information contained herein does not apply to, and should not be relied upon by, retail clients. UBS Limited is authorised and regulated by the Financial Services Authority (FSA). UBS research complies with all the FSA requirements and laws concerning disclosures and these are indicated on the research where applicable. France: Prepared by UBS Limited and distributed by UBS Limited and UBS Securities France SA. UBS Securities France S.A. is regulated by the Autorité des Marchés Financiers (AMF).
Where an analyst of UBS Securities France S.A. has contributed to this report, the report is also deemed to have been prepared by UBS Securities France S.A. Germany: Prepared by UBS Limited and distributed by UBS Limited and UBS Deutschland AG. UBS Deutschland AG is regulated by the Bundesanstalt fur Finanzdienstleistungsaufsicht (BaFin). Spain:
Prepared by UBS Limited and distributed by UBS Limited and UBS Securities España SV, SA. UBS Securities España SV, SA is regulated by the Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). Turkey: Prepared by UBS Menkul Degerler AS on behalf of and distributed by UBS Limited.
Russia: Prepared and distributed by UBS Securities CJSC. Switzerland:
Distributed by UBS AG to persons who are institutional investors only.
Italy: Prepared by UBS Limited and distributed by UBS Limited and UBS Italia Sim S.p.A.. UBS Italia Sim S.p.A. is regulated by the Bank of Italy and by the Commissione Nazionale per le Società e la Borsa (CONSOB). Where an analyst of UBS Italia Sim S.p.A. has contributed to this report, the report is also deemed to have been prepared by UBS Italia Sim S.p.A.. South Africa: UBS South Africa (Pty) Limited (Registration No. 1995/011140/07) is a member of the JSE Limited, the South African Futures Exchange and the Bond Exchange of South Africa.
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The disclosures contained in research reports produced by UBS Limited shall be governed by and construed in accordance with English law.

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