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Alphaville Granja Viana – Vendo 2.500 m2 em lotes comerciais na portaria do condominio

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5 lotes comerciais apenas, de frente pra Av. São Camilo, melhor oportunidade pra quem trabalhar ao lado do Alphaville, do  lado de São Paulo, dentro de uma área verde de 300 mil m2 (cerca de 230 m2 de área verde por habitante). Devido ao número limitadissimo de unidades e a exclusividade do projeto.  Não perca a oportunidade !! Como investimento, terreno moeda forte, não há outro projeto igual no mercado !

mapa alphaville granja viana

Escolha seu lote, para investimento ou moradia, melhor oportunidade do ano !!

DADOS TÉCNICOS:


População
Previsão de população 304 x 5 = 1520 habitantes
Área verde por habitante 228 m²/habitante
Estatísticas de Áreas
Área total 674.938,97 m²
Área de lotes 198.062,45 m²
Estatística de Lotes
Residenciais Unifamiliares 179.561,34 m² (304 lotes)
Comerciais 18.501,11 m² (29 lotes)
Áreas Verdes
Clube 19.354,29 m²
Espaços livres (EL) 35.605,83 m²
Áreas Verdes externas 139.280,01 m²
Áreas de Preservação Permanente (APP) 152.305,68 m²
Total de áreas verdes 346.545,81 m²

Matéria publicada na imprensa :

Alphaville Granja Viana vem aí

A Prefeitura de Carapicuíba assinou em 19 de maio, um Termo de Compromisso para construção de duas novas creches na cidade, uma na Estrada do Jacarandá, Roseira Parque, com 250 vagas e outra na Estrada do Jathay, Ariston III, com 220 vagas.

A conquista veio através de uma reivindicação do prefeito Sergio Ribeiro junto à empresa Alphaville Urbanismo S/A, que construirá um condomínio na cidade, o Alphaville Granja Viana, na Avenida São Camilo.

A área total tem cerca de 700 mil metros quadrados de mata nativa, como vocês podem observar no google maps aqui.
Apenas um terço será destinado ao condomínio, um empreendimento com cerca de 400 lotes de 500 metros, para residências de alto padrão.

Por solicitação da prefeitura, o restante da área será transformado em parque para uso da comunidade e a região ganhará um novo acesso até o km 26 da Rodovia Raposo Tavares.

Marcelo Willer, representante da Alphaville Urbanismo ressaltou que, “será implantado um centro de educação ambiental para as crianças das escolas da região, que vai ajudar na preservação do patrimônio ambiental”.

O prefeito Sergio Ribeiro já determinou que as duas creches fossem construídas pela própria Alphaville Urbanismo, para dar agilidade às obras.

Outros detalhes sobre o empreendimento Alphaville Granja Viana serão dados em breve pela Assessoria de Imprensa da empresa.

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33551283355127 me envie um email jonasjr@delfortefrema.com.br que darei mais detalhes (91067441)

Proteção aos bairros

Sexta-Feira, 10 de Abril de 2009 | Versão Impressa

 

Proteção aos bairros

 

 

Após 17 anos de tramitação, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) aprovou o processo de tombamento do City Lapa, bairro projetado pela Companhia City na década de 1920. O perímetro, formado por 24 ruas densamente arborizadas, de traçado sinuoso e vias largas, planejado pelo urbanista inglês Barry Parker está, finalmente, protegido. Numa metrópole onde a especulação imobiliária é intensa em bairros nobres, a fiscalização das regras de zoneamento e de uso e ocupação do solo é falha e os congestionamentos levam os motoristas a buscar ruas residenciais como rotas alternativas, o tombamento pode evitar a descaracterização e a degradação de um bairro.

Apesar do valor do bairro como patrimônio público, de sua riqueza arquitetônica e ambiental, os moradores do City Lapa tiveram de esperar quase duas décadas pelo tombamento. O Conpresp e o Condephaat, órgão estadual de proteção ao patrimônio, tinham opiniões contrárias a respeito do tombamento. Enquanto os conselheiros municipais defendiam o tombamento, mas nunca o colocavam como prioridade da pauta de discussões, o órgão estadual arquivou seu estudo em março. O conselho estadual entendeu que bairros com as dimensões dos lotes, a arborização das ruas e as restrições de uso e ocupação já registradas em escrituras públicas não necessitam de tombamento.

Nos últimos anos, várias associações de moradores de locais considerados estritamente residenciais pela Lei de Zoneamento e alguns já tombados tiveram de se empenhar em disputas judiciais para garantir a proteção aos bairros. No fim do ano passado, por exemplo, a última grande área verde da Consolação, um bosque de 24 mil metros quadrados entre as Ruas Caio Prado e Marquês de Paranaguá, foi motivo de disputa entre os moradores e uma incorporadora que decidiu construir ali torres residenciais. Projeto de lei já aprovado pela Câmara Municipal finalmente autorizou a criação de um parque na parte do terreno já tombada – falta, agora, completar o processo de desapropriação.

No Pacaembu, a atenção permanente dos moradores levou ao embargo de uma obra que unificava dois terrenos, além de ter obrigado a reconstrução de uma rua de paralelepípedos que havia sido descaracterizada por obras realizadas por concessionárias de serviços públicos.

Levantamentos da administração municipal mostram que, anualmente, os fiscais multam, em média, 3 mil imóveis que estão em desacordo com as leis de uso e ocupação do solo. Desse total, cerca de 300 são embargados. Nos 32 quilômetros quadrados administrados pela Subprefeitura de Pinheiros, onde estão os bairros de Pinheiros, Alto de Pinheiros, Itaim Bibi e Jardim Paulista, há pelo menos 40 obras embargadas.

Isso demonstra que, ao contrário do que considera o Condephaat, as leis existentes não são eficazes a ponto de garantir a proteção aos bairros. Se o fossem, moradores do City Lapa não teriam sido obrigados a entrar na Justiça para embargar as obras de pelo menos quatro grandes empreendimentos, iniciadas em total desacordo com a legislação de ordenamento urbano.

Os moradores tiveram, ainda, de buscar apoio do Ministério Público Estadual para impedir a construção de uma alça do Complexo Anhanguera no bairro, o que despejaria em suas ruas milhares de carros e caminhões nos horários de pico.

A subjetividade das normas de ordenamento urbano, que permite interpretações “criativas”, e a crença na impunidade, alimentada pela falta de fiscalização, levam às irregularidades. Mais claras e rígidas, as regras do tombamento têm maior eficácia. É evidente que a cidade se transforma e nem todos os bairros podem ser congelados. Mas é inegável a importância que têm os bairros estritamente residenciais para o patrimônio da cidade e para a melhoria ambiental. Afinal, nos chamados bairros-jardim, a temperatura ambiente chega a ser 10 graus centígrados inferior à dos outros bairros e os níveis de poluição são muito mais baixos.

BES mantém os planos de crescimento no Brasil

BES mantém os planos de crescimento no Brasil

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
08/04/2009
Davilym Dourado / Valor
Ricardo Espírito Santo, que é o presidente do BES Investimento no Brasil

O português Ricardo Espírito Santo, presidente do BES Investimento do Brasil, se diz aliviado por não ter fechado com o banco alemão WestLB uma sociedade para atuação conjunta nas Américas. A ideia que chegou a ser cogitada era unir as estruturas dos dois grupos nos Estados Unidos e América Latina e cada um ficar com 50% do negócio. “Teríamos uma estrutura muito maior do que o necessário em meio a essa crise toda nos mercados”, diz, em entrevista ao Valor.

Os planos de crescimento do Grupo Espírito Santo no Brasil, no entanto, se mantêm firmes e fortes. “O país é uma das prioridades para nós”, diz Ricardo Espírito Santo, bisneto do fundador do grupo, o português José Maria do Espírito Santo e Silva. O BES nasceu em 1868, em Lisboa, como casa de câmbio, se tornou também loteria espanhola e hoje é a segunda maior instituição financeira privada em Portugal em ativos líquidos.

No Brasil, acaba de comprar uma fatia de 70% na Refran, que o executivo definiu como um “multi family office”, um gestor de fortunas para diversas famílias ricas. A Refran continua 30% de seu fundador, Francisco Brant de Carvalho, que trabalhou no Lloyds mas tem “mais de dez anos de vôo solo”. Segundo Espírito Santo, os bilionários têm estrutura própria de gestão de fortunas, mas muitos milionários não. “Queremos nos posicionar no aconselhamento profissional de investimentos, no chamado wealth management.”

Segundo ele, o banco pretende também abrir um fundo de private equity no Brasil, que compra participações em empresas para depois tentar vendê-las com lucro, de US$ 200 milhões. O capital próprio seria de 15% a 20% e o resto dos clientes. “Queremos fazer isso neste ano, mas se não der fica para o início de 2010”, afirma.

Afinal, segundo o executivo, o grupo, que está desde 1976 no país, já tem experiência no investimento e desinvestimento de capital próprio em diversas empresas de diversos setores (ver arte nesta página). Recentemente, o grupo ganhou, por meio do consórcio Opway, a sua primeira concessão para operação de rodovia, no caso a Marechal Rondon Leste, a autoestrada SP300 no Estado de São Paulo, com um total de 415 km de extensão. Do consórcio vencedor participam a Ascendi (empresa da construtora portuguesa Mota-Engil e do grupo Espírito Santo), com 40%, o Cibe, empresa do Bertin e da Equipave, com 50%, e o Leão & Leão, com 10%. O Espírito Santo participa ainda do grupo Monteiro Aranha, com 23% do capital, da empresa de seguro de assistência automotiva Europ Assistence Brasil – em parceria com o Bradesco e a Generali-, entre outras empresas.

Em abril do ano passado, o BES aproveitou a venda da fatia de 5% das ações ordinárias que o espanhol BBVA possuía no Bradesco e cresceu sua participação para 7,97% do capital votante e 4% do capital total. O Bradesco, por sua vez, tem 20% do Banco Espírito Santo de Investimento no Brasil e também tem participação de 3,1% no Banco Espírito Santo em Portugal. O brasileiro já informou que pretende participar do aumento de capital que o português está fazendo, de ? 1,2 bilhão, de forma a manter sua participação de 3,1% inalterada. “Consideramos o Bradesco o nosso braço de varejo no Brasil”, diz Ricardo Espírito Santo.

O BES Investimentos pretende continuar a crescer no Brasil apesar de a crise, no entender de seu presidente, não ser uma “marolinha”. Ele afirma que a escassez de recursos continua grande. “O dinheiro sumiu e não sei onde foi”, brinca. No entanto, no seu entender, a situação no país é mais tranquila. “O governo brasileiro está adotando políticas contracíclicas e o setor financeiro no Brasil é um dos mais regulamentados do mundo”, diz. Ele acredita que os bancos brasileiros estão mais fortes do que na Europa e nos Estados Unidos. “O crédito não é tão desenvolvido, é só 60% a 70% do Produto Interno Bruto, nos outros países vai a 200%, e por isso a escassez de crédito afeta mais a economia lá fora do que aqui”, diz.

Ele vê o mercado de fusões e aquisições aquecido no Brasil. “Muitas empresas precisam de recursos e por isso terão mais propensão a aceitar sócios, ainda mais diante da inexistência do mercado de capitais”, comenta. Ricardo Espírito Santo acredita existir uma boa oportunidade para empresas brasileiras que “estão relativamente fortes e capitalizadas” irem à Europa e aos Estados Unidos comprar. “As empresas brasileiras não são muito alavancadas, pois o crédito é caro e o custo do crédito inibe a alavancagem”, diz.

Ele também vê oportunidade no financiamento de projetos, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal a todo vapor. Os negócios estão nas áreas de energia renovável, parques eólicos, energia hidrelétrica, transmissão elétrica, transportes, aeroportos, portos e rodovias. “Queremos também atuar nos financiamentos para a construção das plataformas de petróleo que serão alugadas pela Petrobras”, diz.

O banco pretende ainda continuar a focar sua atuação no mercado de capitais externo e interno. Neste ano, foi co-líder na emissão de US$ 200 milhões de eurobônus da construtora Norberto da Odebrecht. Atuou como coordenador na emissão da debênture da Bradespar, de R$ 690 milhões, e da nota promissória da OHL, de R$ 200 milhões.

No primeiro trimestre, a volatilidade maior trouxe oportunidades a tesouraria do banco, conta, e o BES Investimento conseguiu elevar suas receitas em 100% na área na comparação com o ano passado. “Mas é preciso lembrar que a receita é não recorrente, tem que correr atrás”, afirma. “A única coisa certa em um banco de investimento é custo.”

Um dos grandes focos de atuação do banco é o atendimento aos 200 clientes espanhóis e portugueses no Brasil. “Acompanhamos o movimento de internacionalização de nossos clientes, inclusive pequenos e médios, quando eles vão ao Brasil, Angola e Europa do Leste”, conta o executivo.

O acordo com o WestLB não deu certo, mas em agosto de 2008 o BES assumiu a área de gestão de recursos do alemão no Brasil, ampliando a gestora de recursos de terceiros Besaf, com ativos de R$ 500 milhões hoje. Executivos seniores do WestLB também foram para o banco em Nova York, que recentemente abriu agência e corretora na cidade. No Brasil, o banco contratou cerca de 12 pessoas no ano passado, crescendo seu time para 160 pessoas. Hoje, há pressão para redução de pessoal, diz Ricardo Espírito Santo.

Vendo Excelente Oportunidade – Próximo Parque Villa Lobos

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A vista : R$ 650 mil

Saldo com a Construtora de R$ 288 mil, podendo ser financiado no banco ou direto com a Rossi.

Oportunidade pra quem precisa morar próximo as Marginais, Próximo de um parque como o Villa Lobos e precisa mudar já !!!! Acabei de receber o apartamento, está muito bonito, obra da Construtora Rossi muito melhor do que os clientes esperavam !!!

Espera por pacote habitacional impulsiona ações do setor

março 25, 2009 4 comentários

25/03/2009 – 07h00
Espera por pacote habitacional impulsiona ações do setor
Sílvio Crespo
Em São Paulo
As ações de empresas do setor imobiliário, que tiveram fortes perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde o segundo semestre do ano passado, anteciparam-se à divulgação do pacote habitacional do governo e já vêm registrando alta nas últimas semanas, analisa Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

Os investidores vêm sendo influenciados por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteriores ao anúncio oficial do pacote. Em 11 de fevereiro, Lula adiantou que o programa contemplaria a construção de 1 milhão de moradias no país até 2010.

Pacote habitacional deve empregar 400 mil pessoas
Construção foi a que mais perdeu emprego e renda

Desde o início de março, as ações da Cyrela (CYRE3) subiram cerca de 30%, enquanto as da MRV (MRVE3) e da Gafisa (GFSA3) avançaram 27%, e as da PDG, 26%.

“Desde que o Lula começou a falar em construir 1 milhão de casas, os investidores já foram avaliando quais empresas poderiam se beneficiar”, afirma Vieira. A divulgação oficial do pacote acontece nesta quarta-feira.

O valor de mercado de 33 empresas do setor imobiliário e de construção que têm ações na Bolsa aumentou 13% em março até essa segunda-feira, 23, segundo dados compilados pela consultoria Economatica. No mesmo período, o Ibovespa, índice de referência das ações brasileiras, avançou 5%.

Até fevereiro, no entanto, a situação era oposta. O valor de mercado das empresas acumulava uma queda de 60% desde janeiro do ano passado (veja gráfico abaixo).

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“Os lançamentos de imóveis caíram (no ano passado). As pessoas, com medo de perder o emprego, tendem a adiar a compra da casa própria”, afirma Vieira.

As ações de algumas empresas do ramo imobiliário chegaram a cair 90% desde 31 de janeiro do ano passado até a última terça-feira (23), como a BR Brokers e a Abyara. No período, o Ibovespa recuou 28,7%.

De 33 companhias analisadas pela Economatica, dez acumularam, no mesmo intervalo, uma queda de mais de 80%, e apenas quatro tiveram desempenho melhor que o Ibovespa: Lix da Cunha (alta de 6,5%), Multiplan (queda de 17,5%), BR Malls (recuo de 21%) e Mendes Jr. (perda de 22,8%).

Em São Paulo, 12 distritos já atingiram o limite de verticalização

março 22, 2009 4 comentários

Domingo, 22 de Março de 2009 | Versão Impressa

Em São Paulo, 12 distritos já atingiram o limite de verticalização
Prefeitura agora estuda a liberação de áreas, para que seja permitido construir acima da determinação atual

Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta

Com o boom imobiliário e o número recorde de lançamentos de prédios em São Paulo nos últimos dois anos, 12 dos 91 distritos da área urbana da cidade chegaram ao limite da verticalização atualmente permitido pelo Plano Diretor – em oito deles, a construção de grandes edifícios ficou praticamente inviável, por conta da necessidade de se encontrar grandes terrenos. A falta de opções atinge Cambuci e Liberdade, no centro; Vila Leopoldina e Jaguaré, na zona oeste; Morumbi e Campo Grande, na zona sul; e Limão e Vila Guilherme, na zona norte. Ipiranga, Cursino e Capão Redondo, na zona sul, e Lapa, na zona oeste, já consumiram mais de três quartos dos chamados “estoques”. Há 15 meses, apenas Liberdade e Cambuci se aproximavam desse limite.

Como solução para o gargalo, a Prefeitura finaliza estudo conjunto com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos para respaldar uma mudança nas regras imobiliárias da capital. “A ideia de verticalização costuma ter conotação negativa. Mas uma cidade compacta pode ser interessante para todos, caso haja transporte público e condições viárias adequadas para que os bairros sejam adensados. Se constatarmos que há capacidade, vamos permitir o adensamento”, diz o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.

Os estoques foram instituídos pelo Plano Diretor de 2002, para controlar o adensamento. Estabelecia-se um limite à verticalização, apesar de os empreendimentos poderem pagar valores adicionais à Prefeitura, para comprar m² adicionais – esse teto era de 30 mil m² no Morumbi, por exemplo, valor que se mostrou insuficiente frente aos 80 lançamentos imobiliários em dois anos.

É preciso ainda entender que a administração mede as construções com base no que se denomina coeficiente de aproveitamento (CA), que determina o tamanho máximo das edificações. O CA básico da cidade é 1, o que significa que toda edificação poderá ter área construída de até uma vez o tamanho do lote. Literalmente para cima disso, instituiu-se um CA máximo que varia de 2 a 4 – ou seja, nesses casos, é possível ter área construída de até quatro vezes a metragem do terreno, para cima.

É aí onde se criam os estoques, instituídos distrito a distrito. Entre o coeficiente básico e o máximo, é preciso pagar uma taxa à Prefeitura equivalente a cada m² adicional que for construído além do básico. Do total de 2,1 milhões de metros quadrados negociados até agora, foram arrecadados pela administração municipal R$ 300 milhões, destinados a urbanização de favelas e parques lineares, entre outras obras.

O estudo para a expansão dos estoques está sendo feito paralelamente à revisão do Plano Diretor, que na terça-feira passará por votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal. A mudança, que pode ser feita via lei complementar, é vista como medida necessária para respaldar outros instrumentos de adensamento a serem aplicados na cidade.

É o caso das Áreas de Interesse Urbano (AIUs), instrumento urbanístico poderoso já previsto no Plano Diretor em vigor, que permite aos empreendedores construírem até quatro vezes a área de terrenos a 300 metros das linhas ferroviárias e a 600 metros das estações. Somam na cidade cerca de 67,1 milhões de metros quadrados.

Pela venda de estoques em vias de se esgotar que se vai permitir ao poder público liberar a iniciativa privada para construir nessas regiões. “Se o estudo servir para que a Prefeitura consiga reequilibrar as desigualdades na ocupação da cidade, o adensamento e o aumento de estoques podem ser benéficos”, diz o arquiteto Cândido Malta, consultor do estudo. “Mas o planejamento deve induzir mudanças. A sociedade precisa cobrar um plano para que o crescimento não ocorra só de acordo com os interesses do mercado”, alerta o arquiteto Nabil Bonduk, professor da FAU-USP.

Para requalificar espaços, o instrumento urbanístico mais apropriado são as Operações Urbanas, 13 delas já previstas no Plano Diretor atual. Outras duas – Terminal Logístico Fernão Dias e Amador Bueno – foram incluídas no plano a ser revisto. Na Operação Urbana Rio Verde-Jacu, na zona leste, por exemplo, está prevista ria cação de 3,6 milhões de estoques de m² para incentivar o adensamento na região. Além disso, há criação de incentivos fiscais e de uma rede de ensino profissionalizante para incentivar o estímulo de empregos. “A Prefeitura vai acertar se as ações forem pensadas tendo em vista a rede de transporte público na cidade”, avalia Heloísa Proença, consultora do Plano Integrado de Transportes Urbanos.

A falta de estoques à disposição da Prefeitura ocorreu porque o cálculo no Plano Diretor em vigor foi feito em cima de tendências do mercado. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, um dos formuladores do Plano, explica que foram analisadas as tendências do mercado na década de 1990. A Vila Leopoldina, na zona oeste, por exemplo, acabou recebendo estoque de menos. “Era o instrumento que tínhamos à época e por isso a revisão é necessária. Desde que a capacidade dos transportes seja respeitada.”

A coordenadora do Defenda São Paulo, Lucila Lacreta, ressalta que os estoques atuais já foram suficientes para tornar o trânsito caótico em toda a região sul e oeste, que inclui Vila Leopoldina e Morumbi. “Os congestionamentos são gigantes. A qualidade de vida na cidade vai piorar ainda mais com o adensamento geral que se pretende fazer em São Paulo.”

Brasil Brokers tem lucro líquido de R$ 58,3 milhões

março 17, 2009 4 comentários

Brasil Brokers tem lucro líquido de R$ 58,3 milhões

SÃO PAULO, 17 de março de 2009 – A Brasil Brokers Participações registrou lucro líquido de R$ 58,3 milhões no ano passado. Em função das alterações no cenário econômico mundial, que impactaram significativamente o mercado imobiliário nacional no quarto trimestre de 2008, a companhia teve um prejuízo de R$ 7,4 milhões no período, correspondendo a uma margem líquida negativa de 21,4%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 65,5 milhões em 2008, representando uma margem Ebitda de 31,9%, sendo que no último trimestre ficou negativo em R$ 4,4 milhões, com margem de – 12,8%.

Entre outubro de dezembro, as vendas contratadas apenas de unidades residenciais e comerciais totalizaram R$ 1,615 bilhão. Deste total, R$ 352 milhões referem-se à revenda de imóveis avulsos e R$ 1,263 bilhão referem-se à venda de lançamentos. No ano de 2008, as vendas contratadas totalizaram R$ 9,4 milhões. Deste total, R$ 1,731 milhões referem-se à revenda de imóveis avulsos.

Segundo a companhia, as obrigações da empresa referentes a empréstimos e financiamentos totalizavam R$ 10,7 milhões no final de 2008, sendo que R$ 10,3 milhões referem-se a um empréstimo de capital de giro para a subsidiária Abyara Brokers que foi consolidado na proporção de participação de capital na companhia. “Esse empréstimo foi transferido integralmente para outra empresa, sem nenhum vínculo com a Brasil Brokers, quando da realização da cisão parcial de ativos imobiliários e dívidas da subsidiária, conforme divulgado ao mercado em 18 de fevereiro de 2009″, ressalta em nota.

Em comunicado, a administração informa que a Brasil Brokers possuia um saldo a pagar de R$ 24 milhões ao final de 2008 referente as aquisições efetuadas. “Este valor já considera os ajustes da lei 11.638/07 em que os passivos da empresa são calculados a valor presente com a utilização de taxa de desconto de 12,75% ao ano”.

A Companhia também destacou que não possui nenhum passivo baseado em operações com derivativos ou atrelado à variação cambial.

De acordo com a Brasil Brokers, seu plano de expansão foi concluído no último trimestre com a inauguração de mais cinco filiais, totalizando 30 novas filiais abertas no ano de 2008.

(Vanessa Stecanella – InvestNews)

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