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Matéria Estadão 20 Junho 2010 – Perdizes

junho 21, 2010 1 comentário

materia estadao Perdizes 20 Junho 2010

Arena, a maior transformação do Palmeiras! Confira tudo com exclusividade!

ARENA
Arena, a maior transformação do Palmeiras! Confira tudo com exclusividade!
Agência Palmeiras
27/05/2010 19h30
O torcedor palmeirense se despede do velho Palestra Itália, o estádio mais antigo em atividade no Brasil, palco de inúmeras glórias e alegrias, e começa a sonhar com a Arena, que será o mais moderno complexo esportivo das Américas. Prepare o coração, torcedor alviverde, porque o sonho de todas as gerações será colocado em prática e vai surpreender a todos com sua grandiosidade e beleza.

O novo e completo vídeo exclusivo da Arena Palestra Itália!

“Estamos prestes a sofrer uma verdadeira revolução na nossa história. O projeto Arena é um presente para todas as gerações de palmeirenses e palestrinos. Não é um projeto de uma Presidência ou uma diretoria, mas sim de todos os palmeirenses. Estamos muito perto de uma total independência financeira, da realização de ter um estádio moderno e um clube totalmente novo”, afirmou Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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A concepção do projeto ficou a cargo do arquiteto Tomás Taveira, um português que atualmente é uma das principais referências da nova arquitetura européia, com a assinatura de importantes projetos esportivos, como os estádios do Sporting, Leiria e Aveiro, todos utilizados com sucesso na Eurocopa 2004.

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A capacidade da Arena está definida: 45 mil expectadores, ideal para abrigar qualquer tipo de jogos finais e, ainda, competições importantes internacionais. Com relação ao estádio atual, mudanças fundamentais serão realizadas.

O anel inferior da arquibancada será fechado na parte das piscinas, passando para uma capacidade de 30 mil lugares. Acima, dois andares com cerca de 250 camarotes e cabines de imprensa se erguerão (um restaurante, com vista para o campo, será instalado neste novo anel). A capacidade total deste novo espaço ficará em torno de 5 mil lugares. A imprensa ficará instalada nos dois lados do campo (do lado da av. Padre Tomás ficarão as cabines de TV, e do lado da Turiassu, as cabines de rádio e imprensa escrita). Por fim, um anel superior, que será destinado às cadeiras especiais da nova Arena, comportarão um público estimado de 10 mil torcedores.

Para não prejudicar a área do conjunto aquático e, assim, causar transtornos aos sócios, o campo de futebol será deslocado cerca de 7 metros em direção ao lado do placar eletrônico. A parte inferior do gramado –onde hoje estão os vestiários do futebol profissional, de um lado, e os vestiários femininos, de outro—será totalmente aproveitado no novo projeto. Este local contará com quatro novos e modernos vestiários para as equipes de futebol, totalmente adaptados às exigências da FIFA.

A entrada dos times em campo, assim como a posição dos vestiários, também muda. Na Arena, os times passam a ter entrada comum, pela área central do gramado (onde ficam hoje as numeradas cobertas). Assim, os ônibus com as delegações do Palmeiras e visitantes vão ter acesso pelo portão da Turiassu.

O Jardim Suspenso, inovação do Palestra Itália, continua. Mas com modificações. Os torcedores, por exemplo, não transitam mais no corredor abaixo do campo, que passa a ser apenas para o corpo administrativo da Arena, autoridades, policiais, ambulâncias, etc. Haverá, ainda, um estacionamento interno para o uso de caminhões e veículos da imprensa, além de carros da polícia e ambulâncias.

A Arena será construída com tecnologia de última geração e terá projetos de sustentabilidade, principalmente no que diz respeito ao uso e reaproveitamento de água, energia elétrica, etc.

Mas a futura Arena não será destinado apenas ao futebol: será um importante pólo de eventos culturais, musicais e esportivos em geral. Para shows, por exemplo, a capacidade chegará a 60 mil. Além do estádio, o complexo irá contar com um auditório modular que comportará entre 500 e 2.000 pessoas e um anfiteatro modular para receber eventos de 2.000 a 20 mil pessoas.

A localização da Arena é um dos grandes trunfos do projeto. A proximidade do centro da cidade e acesso a grandes vias — como a Marginal Tietê, avenidas Sumaré, Francisco Matarazzo, Marquês de São Vicente e Pompéia— faz com que o projeto seja único e diferenciado. Isto tudo na maior cidade da América do Sul e principal centro econômico do País.

O projeto

Com investimento total de cerca de R$ 300 milhões, a WTorre inicia o projeto de transformar o estádio Palestra Itália na mais moderna Arena multiuso das Américas, nos moldes de qualidade e conforto e praticidade das principais praças esportivas da Europa, e totalmente dentro dos rígidos padrões exigidos pelo caderno de encargos da FIFA. Deste total, cerca de R$ 50 milhões ficam destinados para a construção de melhorias no clube social, além dos novos vestiários junto às piscinas, e na construção de prédios administrativo e esportivo no complexo da Arena.

O projeto Arena está regularizado na Prefeitura de São Paulo e já passou com aprovação por todos os departamentos e secretarias municipais envolvidos na questão. Todas as garantias bancárias estão asseguradas, o que oferece total garantia e segurança para o início e conclusão do projeto.

As obras, no clube, já começaram pela relocação das quadras de tênis. “Nossa previsão é que em aproximadamente um ano os prédios administrativo e de quadras estejam prontos. Já em relação à Arena, calculamos dois anos. Ou seja, em meados de 2012 todo o complexo estará pronto”, afirma José Cyrillo Jr, diretor de Planejamento do Palmeiras.

O Palmeiras ganhará em todos os sentidos. O associado terá um clube completamente novo, o mais moderno do Brasil, com novas quadras cobertas, ginásio, restaurantes, lanchonetes e todo o conforto possível.

Na parte financeira, novas fontes de renda –hoje inexistentes– vão garantir um futuro brilhante à Sociedade Esportiva Palmeiras. A renda de todos os jogos do Palmeiras na futura Arena serão 100% do clube. Pelo contrato entre Palmeiras e WTorre, todas as despesas para a utilização da Arena (luz, água, segurança, limpeza, seguros, manutenções do gramado, etc.) ficarão a cargo da empreendedora –estes gastos estão estimados em cerca de R$ 9 milhões anuais, estimando-se até 40 jogos por ano.

O Palmeiras terá uma participação crescente em todas as propriedades da futura Arena (camarotes, cadeiras cativas e especiais, restaurantes, lanchonetes, etc.), durante os 30 anos de concessão, que variam de 5% (as propriedades) a 20% (as receitas), valores estes que crescem 5% a cada 5 anos.

“A Arena, quando concluída, não será apenas um moderníssimo espaço para o futebol, mas será o principal local dos principais shows e eventos da cidade de São Paulo. Será uma referência mundial, um motivo de orgulho para todos os palmeirenses”, disse Cyrillo, referindo-se às múltiplas formas de utilização do espaço.

Vila Pompeia mescla rock e chá na varanda – 9/4/2009

Vila Pompeia mescla rock e chá na varanda – 9/4/2009

Fonte:Gazeta Mercantil

SÃO PAULO, 9 de abril de 2009 – Há décadas, a Rua Venâncio Aires, localizada no bairro paulistano Vila Pompeia, faz parte da história da música brasileira. Ali, em um casarão hoje mal cuidado, nasceram e cresceram os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, que ao lado de Rita Lee, formaram uma das maiores bandas de rock psicodélico do País: Os Mutantes. Dos endereços pacatos da região também saíram os conjuntos The Rebels e Made in Brazil.

Apesar dessas raízes musicais, Ubirajara Spessoto, diretor-geral da Cyrela São Paulo, não acredita que a Pompeia, como é mais conhecida, vá se tornar uma Vila Madalena – bairro bastante popular por sua vida noturna. “Houve até uma tentativa, mas não deu muito certo. O perfil básico dos moradores são as grandes famílias. Não é difícil encontrar, por exemplo, senhoras tomando chá na varanda com as vizinhas em uma cena bastante bucólica. O bairro é tradicional”, explica.

Mas o tradicionalismo dos casarões e das residências geminadas está cedendo seu espaço. O mercado imobiliário encontrou uma oportunidade no bairro, que ainda conta com preços de terrenos mais acessíveis se comparados aos vizinhos, como Perdizes, Pacaembu e Alto da Lapa. Hoje a paisagem é harmônica. Prédios, casarões, vilas e centros comerciais convivem lado a lado.

Segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), em 2005, foram lançadas 1.365 unidades, número que caiu drasticamente para 443 no ano seguinte. Em 2007, voltou a subir levemente para 512 e nos doze meses seguintes chegou apenas a 140. Durante esses quatro anos, o valor médio dos apartamentos não variou muito. Em 2005, era de R$ 337 mil, e em 2008, R$ 351 mil.

Mas a pouca oferta de terrenos teve reflexos nos preços e no tamanho dos imóveis. Em 2005, o metro quadrado de área útil custava em média R$ 2,9 mil, sendo que em 2008 chegou a atigir R$ 4 mil. Já a área útil média dos apartamentos passou de 117 m para 87 m.

Para Mirella Parpinelle, diretora geral de atendimento da Lopes, a região ainda tem muito a crescer. “Atrás da Avenida Pompeia há espaço muito antigo e não verticalizado”, diz. Além disso, ela chama atenção para as medidas que estão sendo tomadas pela Prefeitura para melhorar o bairro, como a construção de um piscinão para escoar a água das chuvas, já que hoje em dia o local alaga.

Mirella acrescenta que os lançamentos mais recentes têm tamanhos medianos, já que faltam terrenos disponíveis na região. “Mesmo os terrenos menores voltam a ter valor. O mercado está voltando a fazer produtos de alta costura, ou seja, bem feitos”, afirma. Hoje, em média, o preço do metro quadrado é de R$ 3,6 mil, enquanto em bairros vizinhos como Perdizes esse valor sobe para R$ 4,8 mil. “O bairro é bem visto pelos moradores, que em geral são de classe média média.”

Lançado em julho de 2005 e entregue no fim de 2008, o empreendimento Sphera, da Klabin Segall, foi um caso de sucesso. As 224 unidades de 103 m tinham flexibilidade de planta e kits de acabamentos. Paulo Porto, diretor de marketing da Klabin Segall, explica que isso se deve às necessidades de cada família. “Se os moradores preferirem quebrar uma parede e deixar a sala de estar maior não tem problema”, afirma.

Porto acrescenta que o perfil dos compradores é de famílias com um ou no máximo dois filhos. “O bairro está cada vez mais agradável. Hoje é tipicamente residencial e conta com atrativos próximos como o Sesc (Serviço Social do Comércio) Pompeia, Playcenter e o Shopping Bourbon. Além disso, tem muito verde, as pessoas acordam com os passarinhos cantando”, diz.

Segundo Porto, o bairro tem a sua origem em 1910, com a Companhia Urbana e Social. Com ela, veio Rodolpho Miranda que decidiu lotear a região entre a Lapa e a Água Branca, batizada por ele de Vila Pompeia, em homenagem a sua esposa, Aretusa Pompeia. Em pouco tempo, vieram os descendentes de italianos, húngaros, portugueses, espanhóis e franceses para trabalhar nas fábricas instaladas nos arredores.

Até hoje, filhos e netos daqueles imigrantes ainda moram na Vila Pompeia. São pessoas que viram seus familiares trabalhando nas indústrias, ouviram Os Mutantes, e ainda frequentam aos domingos o Parque Antártica, estádio do Palmeiras. (Natália Flach – Gazeta Mercantil)

Mercado de imóveis dá sinal de vida nos EUA

Mercado de imóveis dá sinal de vida nos EUA

Christopher Palmeri, Mara Der Hovanesian e Prashant Gopal, BusinessWeek
08/04/2009

No ano passado a área de Cape Coral, na Flórida, registrou os maiores níveis de retomadas judiciais de imóveis dos Estados Unidos, devido à falta do pagamento do financiamento imobiliário. Os bancos retomaram mais de 1 em cada 10 residências na comunidade de Gulf Coast, que tem 165 mil habitantes. As repercussões ainda estão sendo sentidas. Mansões construídas em grande escala e recém-concluídas estão vazias. Transformaram-se em monumentos empoeirados do grande boom imobiliário. Casas menores estão sendo saqueadas. Prédios de apartamentos estão sendo lacrados. Ex-proprietários estão tirando tudo o que podem das casas antes que as fechaduras sejam mudadas, segundo afirma Kirsten Prizzi, uma corretora de imóveis da imobiliária AC Global Realty, da região. “Maçanetas, utensílios. Tem gente vendendo até janelas.”

Mas uma coisa curiosa está acontecendo nesta cidade outrora próspera: compradores estão aparecendo. Pessoas que querem comprar sua primeira residência subitamente começaram a entrar em disputas com especuladores imobiliários de lugares tão distantes como a Espanha e a Alemanha. Em fevereiro, as vendas superaram as registradas no pico do boom, com algumas casas recebendo mais de 50 ofertas e sendo vendidas acima dos preços pedidos. “Vou atrás de mercados que estão em baixa”, afirma o aposentado Rich Lehrer, autoproclamado “investidor em mercados emergentes”, de Wilimington, Carolina do Norte, que quer comprar várias propriedades na área. “Espero conseguir rendimentos melhores para o meu dinheiro.”

Entretanto Cape Coral não é o único ponto luminoso do mercado residencial. Algumas das mesmas regiões que levaram o mercado imobiliário americano para o abismo começam a dar sinais de vida. As vendas na costa do Golfo do México da Flórida, na Califórnia (principalmente nos arredores de Los Angeles) e na região metropolitana de Las Vegas cresceram mais de 80% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado.

Portanto, o que está acontecendo? Em todos esses mercados, os bancos estão despejando imóveis que tiveram suas dívidas executadas, atraindo especuladores cheios de dinheiro em busca de pechinchas. “Por que esperar [pelo fundo do poço] se o negócio é bom?”, diz Brent McAlee, um morador de Las Vegas de 31 anos que recentemente pagou US$ 140 mil por uma casa com três dormitórios que valia cerca de US$ 350 mil poucos anos atrás. Ele espera alugá-la por US$ 1,3 mil por mês.

E mais: os compradores de “primeira viagem” finalmente estão se apressando, atraídos não só pela queda dos preços mas também pelos incentivos do governo, como as taxas de juros ultrabaixas e as grandes isenções fiscais. Esses atrativos são bons demais para não serem aproveitados, pelo menos em mercados que já caíram 50% ou mais.

Essas compras frenéticas em umas poucas áreas deprimidas não significam que a crise nacional acabou – longe disso. Mas prenuncia o começo de uma nova fase no ciclo de “boom e estouro”. Os economistas podem chamar isso de equilíbrio: os preços caíram tanto em algumas áreas que os compradores voltaram a se interessar, melhorando a balança entre compradores e vendedores. Isso não significa que os preços vão subir em algum momento no curto prazo. Mas compras pesadas deverão pelo menos estabelecer um piso para os preços. “Já chegamos ao fundo do poço?”, pergunta Christopher Thornberg, economista da Beacon Economics. “Estamos perto.”

Se Thornberg estiver certo, pode-se esperar que outros mercados comecem o processo de recuperação nos próximos meses. Assim como a Califórnia, a Flórida e Las Vegas lideraram o estouro da bolha imobiliária nos EUA, essas áreas poderão fornecer o modelo para a recuperação nacional. “Um dos grandes problemas que temos em todo o país é a falta de confiança”, diz Adam York, economista do banco Wachovia em Charlotte, Carolina do Norte. “Na medida em que esses ex-mercados da bolha começarem a sair do fundo do poço em termos de vendas, poderá haver alguma esperança para outros mercados quanto ao fim das quedas nos preços.”

Mas muitas advertências estão no ar, porque há fatores peculiares de mercados em fase de baixa em operação. O fato de os estoques estarem caindo bastante na Califórnia – para uma oferta suficiente para apenas 6,5 meses, contra 15,3 meses no mesmo período do ano passado – parece ser um bom presságio.

Historicamente, “os preços respondem muito dramaticamente aos estoques”, afirma William C. Wheaton, diretor de análises do Centro para o Mercado Imobiliário do Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT).

Mas os estoques estão caindo mais rápido em mercados onde os especuladores e os compradores de primeira viagem estão conduzindo a ação. E eles não precisam colocar suas próprias casas no mercado para fazerem negócios.

Mas continua muito difícil para aqueles proprietários que compraram suas casas nos últimos cinco anos vender um imóvel e comprar outro.

Além disso, os incentivos do governo de até US$ 8 mil em créditos fiscais para os compradores do primeiro imóvel e as baixas taxas das juros para os financiamentos imobiliários instituídas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, estão atraindo compradores que de outra forma estariam de fora do mercado. Se o governo retirasse os incentivos, mercados que parecem estar saindo do fundo do poço voltariam a cair.

E mais: os bancos apertaram tanto as condições para a concessão de empréstimos que apenas os compradores mais qualificados estão tendo facilidade para conseguir dinheiro. Enquanto as condições não melhorarem, o mercado imobiliário residencial não conseguirá decolar.

É melhor ver as vendas aquecidas em alguns mercados como um vislumbre de esperança em um mercado nacional que provavelmente continuará fraco por algum tempo. As vendas continuam caindo em muitas regiões, especialmente as que até recentemente não haviam sido atingidas. Em Charlotte, onde os preços das moradias estavam subindo até poucos meses atrás, as vendas caíram 38% em fevereiro, em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos nacionais, o índice S&P/Case-Shiller, que monitora os preços das moradias nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA, registrou queda de 19% em janeiro, em relação ao mesmo período de 2008, e uma queda de 29% em relação ao pico registrado em 2006. “O mercado ainda está muito ruim”, alerta Robert J. Shiller, professor de economia da Universidade de Yale e criador do índice. Mas ele acrescenta: “Há sempre uma luz no fim do túnel”.

Essa luz pode estar começando a brilhar mais em Las Vegas. As vendas de moradias começaram a cair em Sin City (“cidade do pecado”, como é conhecida) antes de caírem na maioria das outras partes do país. Agora, Las Vegas está mergulhada na recessão. O desemprego subiu para 10,1%, bem acima da média nacional. Mais de 80% das casas à venda são propriedades com problemas. São aquelas em que o atual proprietário corre o risco de ter sua dívida executada ou aquelas que foram tomadas pelos bancos. Os preços médios caíram de US$ 315 mil, em junho de 2006, para os atuais US$ 155 mil, mais ou menos o nível de 2002.

Essa queda vertiginosa dos preços está atraindo pessoas como Mark e Claudia McLaughlin. O casal, que trabalha no Departamento Penitenciário do Estado de Nova York e mora em Westernville, Nova York, pretende morar em Las Vegas após a aposentadoria, em cerca de seis anos. Eles estão ansiosos por encontrar um imóvel enquanto os preços ainda estão baixos. No fim de março, começaram a procurar casa junto com o corretor de imóveis e visitaram 18 imóveis com preços entre US$ 75 mil e US$ 100 mil. “Achamos que podemos comprar algo agora e conseguir um bom preço”, diz Mark McLaughlin, 55. “Vamos alugar a casa e ela vai se pagar sozinha.” Eles não precisam vender sua casa no norte do Estado de Nova York e daqui alguns anos o mercado local poderá ter melhorado – se for preciso vender.

Os Garvin também compraram outra casa, ao mesmo tempo em que mantiveram a atual. Em 2004, o gerente-financeiro de hotel J.D. Garvin e sua mulher, Nona, uma enfermeira, pagaram US$ 202 mil por uma casa de 110 metros quadrados em Las Vegas, que provavelmente está valendo a metade disso hoje. Após o nascimento do primeiro filho, eles decidiram que precisavam de mais espaço. Então, em janeiro eles compraram uma casa de 350 metros quadrados por US$ 300 mil num subúrbio de Henderson, Estado de Nevada.

Com os preços ainda baixos, os Garvin decidiram encontrar um inquilino para sua primeira casa, em vez de vendê-la. O aluguel quase cobre a hipoteca mensal desse primeiro imóvel. J.D. Garvin, 30, diz: “Estamos tranquilos com o fato de estarmos pagando um pouco mais que a outra hipoteca – e a casa é três vezes maior”.

Para os Garvin, que não se qualificaram para o crédito fiscal do governo, as taxas de juros em níveis recordes de baixa foram um grande atrativo. Com a taxa de sua hipoteca pré-fixada de 30 anos em 4,75%, o pagamento do empréstimo de US$ 292 mil que eles fizeram está ao redor de US$ 1,6 mil por mês. Em termos nacionais, a taxa sobre um empréstimo pré-fixado de 30 anos está ao redor de 4,85%, a menor já registrada.

Na Califórnia, políticos estão contribuindo com as tentativas de persuasão do governo federal. O Poder Legislativo aprovou um crédito fiscal de US$ 10 mil para qualquer pessoa que comprar uma casa nova recém-construída (moradias já existentes não se enquadram no plano).

A isenção fiscal atraiu Marisol Monroy, que decidiu trocar o aluguel pela casa própria. Há mais de um ano Monroy vinha vendo, com um nervosismo crescente, amigos após amigos perderem suas casas no sul da Califórnia.

Em março, esta mãe de três filhos comprou uma casa de quatro quartos em um novo empreendimento imobiliário em Fontana, parte da outrora agitada área de Inland Empire. A mensalidade, incluindo impostos e seguro, é de US$ 2,1 mil, apenas US$ 600 mais que o aluguel do apartamento de três quartos em que ela morava em Placentia. Monroy achou que os filhos iriam odiar a mudança, mas diz que eles estão animados para conhecer a casa nova: “Eles estão contando os dias no calendário”.

Os investidores em imóveis também estão percebendo que a hora é deles. Especuladores ficam com uma reputação ruim em épocas de mercado aquecido por levarem os preços para a estratosfera. Mas, nas profundezas de uma crise, eles são necessários para ajudar a limpar os estoques e estabilizar os preços. John Hoehl saiu de Vermont para procurar imóveis em Cape Coral – onde algumas casas cujas dívidas foram executadas estão sendo vendidas por apenas US$ 30 mil. Até agora, ele fez ofertas por três imóveis, e comprou uma casa de três dormitórios por US$ 150 mil. “Nesse ritmo, teremos um grande problema de estoque até o verão [terceiro trimestre nos EUA], e isso vai fazer os preços subirem”, diz Paula Hellenbrand, presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Cape Coral. O corretor local Marc Joseph, da Foreclosure-ToursRUs.com, comprou dois barcos para procurar na orla casas que tiveram dívidas executadas.

As compras estariam sendo ainda mais velozes não fosse pelos bancos. Especuladores e compradores de primeira viagem continuam tendo dificuldades para obterem financiamento. Com os bancos endurecendo as condições dos empréstimos, sempre é bom o comprador de primeira viagem aparecer com o maior volume de dinheiro vivo possível. Dean Brittingham e sua companheira, Nancy Rocks, entraram com 20% dos US$ 350 mil que pagaram por uma casa em estilo mediterrâneo em Santa Rosa, Califórnia – e mesmo assim tiveram problemas. Um investidor havia comprado a casa de três dormitórios poucos meses antes por US$ 187 mil. A rápida mudança no imóvel inadimplente acendeu o sinal vermelho no banco hipotecário dos dois, que insistiu em uma segunda avaliação. Depois que o casal superou este obstáculo, eles perderam um prazo e decidiram começar o processo novamente num outro banco. Os dois finalmente fecharam a compra da casa em março. “Nosso corretor disse que estamos num momento totalmente novo”, afirma Brittingham. “Tudo está diferente.”

Os especuladores também estão tendo problemas com a dificuldade de se conseguir financiamentos – e procuram por eles além dos bancos. Durante o boom, Robert Close teve lucro certo construindo casas que custavam até US$ 640 mil em Inland Empire. Agora, ela está trabalhando com um pequeno grupo de investidores que compra e reforma casas com hipotecas executadas. Como muitos bancos não emprestam dinheiro para casas que precisam de grandes reparos, Close paga em dinheiro – ou recorre ao que é conhecido como “hard money”, agiotas que cobram juros de até 12%.

Mas Close diz que pode ganhar dinheiro com taxas de juros altas como essas – um sinal de que os preços podem estar baixos demais. Ele normalmente desembolsa US$ 75 mil por casa, mais US$ 20 mil para reformas. Então, ele as aluga por até US$ 1,5 mil por mês, produzindo retornos de dois dígitos sobre seu investimento. Nos últimos sete meses, Close comprou 34 imóveis, tomando cuidado para evitar as casas que ele construiu. “Acho que sou supersticioso”, diz ele. “Não quero brincar com a minha sorte.” Esse tipo de especulação cautelosa está bem distante dos dias de “festa”. Mas depois de uma depressão de três anos, isso é um sinal de que alguns mercados podem estar se movimentando na direção certa.

Espera por pacote habitacional impulsiona ações do setor

março 25, 2009 4 comentários

25/03/2009 – 07h00
Espera por pacote habitacional impulsiona ações do setor
Sílvio Crespo
Em São Paulo
As ações de empresas do setor imobiliário, que tiveram fortes perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde o segundo semestre do ano passado, anteciparam-se à divulgação do pacote habitacional do governo e já vêm registrando alta nas últimas semanas, analisa Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

Os investidores vêm sendo influenciados por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteriores ao anúncio oficial do pacote. Em 11 de fevereiro, Lula adiantou que o programa contemplaria a construção de 1 milhão de moradias no país até 2010.

Pacote habitacional deve empregar 400 mil pessoas
Construção foi a que mais perdeu emprego e renda

Desde o início de março, as ações da Cyrela (CYRE3) subiram cerca de 30%, enquanto as da MRV (MRVE3) e da Gafisa (GFSA3) avançaram 27%, e as da PDG, 26%.

“Desde que o Lula começou a falar em construir 1 milhão de casas, os investidores já foram avaliando quais empresas poderiam se beneficiar”, afirma Vieira. A divulgação oficial do pacote acontece nesta quarta-feira.

O valor de mercado de 33 empresas do setor imobiliário e de construção que têm ações na Bolsa aumentou 13% em março até essa segunda-feira, 23, segundo dados compilados pela consultoria Economatica. No mesmo período, o Ibovespa, índice de referência das ações brasileiras, avançou 5%.

Até fevereiro, no entanto, a situação era oposta. O valor de mercado das empresas acumulava uma queda de 60% desde janeiro do ano passado (veja gráfico abaixo).

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“Os lançamentos de imóveis caíram (no ano passado). As pessoas, com medo de perder o emprego, tendem a adiar a compra da casa própria”, afirma Vieira.

As ações de algumas empresas do ramo imobiliário chegaram a cair 90% desde 31 de janeiro do ano passado até a última terça-feira (23), como a BR Brokers e a Abyara. No período, o Ibovespa recuou 28,7%.

De 33 companhias analisadas pela Economatica, dez acumularam, no mesmo intervalo, uma queda de mais de 80%, e apenas quatro tiveram desempenho melhor que o Ibovespa: Lix da Cunha (alta de 6,5%), Multiplan (queda de 17,5%), BR Malls (recuo de 21%) e Mendes Jr. (perda de 22,8%).

Em São Paulo, 12 distritos já atingiram o limite de verticalização

março 22, 2009 4 comentários

Domingo, 22 de Março de 2009 | Versão Impressa

Em São Paulo, 12 distritos já atingiram o limite de verticalização
Prefeitura agora estuda a liberação de áreas, para que seja permitido construir acima da determinação atual

Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta

Com o boom imobiliário e o número recorde de lançamentos de prédios em São Paulo nos últimos dois anos, 12 dos 91 distritos da área urbana da cidade chegaram ao limite da verticalização atualmente permitido pelo Plano Diretor – em oito deles, a construção de grandes edifícios ficou praticamente inviável, por conta da necessidade de se encontrar grandes terrenos. A falta de opções atinge Cambuci e Liberdade, no centro; Vila Leopoldina e Jaguaré, na zona oeste; Morumbi e Campo Grande, na zona sul; e Limão e Vila Guilherme, na zona norte. Ipiranga, Cursino e Capão Redondo, na zona sul, e Lapa, na zona oeste, já consumiram mais de três quartos dos chamados “estoques”. Há 15 meses, apenas Liberdade e Cambuci se aproximavam desse limite.

Como solução para o gargalo, a Prefeitura finaliza estudo conjunto com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos para respaldar uma mudança nas regras imobiliárias da capital. “A ideia de verticalização costuma ter conotação negativa. Mas uma cidade compacta pode ser interessante para todos, caso haja transporte público e condições viárias adequadas para que os bairros sejam adensados. Se constatarmos que há capacidade, vamos permitir o adensamento”, diz o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.

Os estoques foram instituídos pelo Plano Diretor de 2002, para controlar o adensamento. Estabelecia-se um limite à verticalização, apesar de os empreendimentos poderem pagar valores adicionais à Prefeitura, para comprar m² adicionais – esse teto era de 30 mil m² no Morumbi, por exemplo, valor que se mostrou insuficiente frente aos 80 lançamentos imobiliários em dois anos.

É preciso ainda entender que a administração mede as construções com base no que se denomina coeficiente de aproveitamento (CA), que determina o tamanho máximo das edificações. O CA básico da cidade é 1, o que significa que toda edificação poderá ter área construída de até uma vez o tamanho do lote. Literalmente para cima disso, instituiu-se um CA máximo que varia de 2 a 4 – ou seja, nesses casos, é possível ter área construída de até quatro vezes a metragem do terreno, para cima.

É aí onde se criam os estoques, instituídos distrito a distrito. Entre o coeficiente básico e o máximo, é preciso pagar uma taxa à Prefeitura equivalente a cada m² adicional que for construído além do básico. Do total de 2,1 milhões de metros quadrados negociados até agora, foram arrecadados pela administração municipal R$ 300 milhões, destinados a urbanização de favelas e parques lineares, entre outras obras.

O estudo para a expansão dos estoques está sendo feito paralelamente à revisão do Plano Diretor, que na terça-feira passará por votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal. A mudança, que pode ser feita via lei complementar, é vista como medida necessária para respaldar outros instrumentos de adensamento a serem aplicados na cidade.

É o caso das Áreas de Interesse Urbano (AIUs), instrumento urbanístico poderoso já previsto no Plano Diretor em vigor, que permite aos empreendedores construírem até quatro vezes a área de terrenos a 300 metros das linhas ferroviárias e a 600 metros das estações. Somam na cidade cerca de 67,1 milhões de metros quadrados.

Pela venda de estoques em vias de se esgotar que se vai permitir ao poder público liberar a iniciativa privada para construir nessas regiões. “Se o estudo servir para que a Prefeitura consiga reequilibrar as desigualdades na ocupação da cidade, o adensamento e o aumento de estoques podem ser benéficos”, diz o arquiteto Cândido Malta, consultor do estudo. “Mas o planejamento deve induzir mudanças. A sociedade precisa cobrar um plano para que o crescimento não ocorra só de acordo com os interesses do mercado”, alerta o arquiteto Nabil Bonduk, professor da FAU-USP.

Para requalificar espaços, o instrumento urbanístico mais apropriado são as Operações Urbanas, 13 delas já previstas no Plano Diretor atual. Outras duas – Terminal Logístico Fernão Dias e Amador Bueno – foram incluídas no plano a ser revisto. Na Operação Urbana Rio Verde-Jacu, na zona leste, por exemplo, está prevista ria cação de 3,6 milhões de estoques de m² para incentivar o adensamento na região. Além disso, há criação de incentivos fiscais e de uma rede de ensino profissionalizante para incentivar o estímulo de empregos. “A Prefeitura vai acertar se as ações forem pensadas tendo em vista a rede de transporte público na cidade”, avalia Heloísa Proença, consultora do Plano Integrado de Transportes Urbanos.

A falta de estoques à disposição da Prefeitura ocorreu porque o cálculo no Plano Diretor em vigor foi feito em cima de tendências do mercado. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, um dos formuladores do Plano, explica que foram analisadas as tendências do mercado na década de 1990. A Vila Leopoldina, na zona oeste, por exemplo, acabou recebendo estoque de menos. “Era o instrumento que tínhamos à época e por isso a revisão é necessária. Desde que a capacidade dos transportes seja respeitada.”

A coordenadora do Defenda São Paulo, Lucila Lacreta, ressalta que os estoques atuais já foram suficientes para tornar o trânsito caótico em toda a região sul e oeste, que inclui Vila Leopoldina e Morumbi. “Os congestionamentos são gigantes. A qualidade de vida na cidade vai piorar ainda mais com o adensamento geral que se pretende fazer em São Paulo.”

Brasil Brokers tem lucro líquido de R$ 58,3 milhões

março 17, 2009 4 comentários

Brasil Brokers tem lucro líquido de R$ 58,3 milhões

SÃO PAULO, 17 de março de 2009 – A Brasil Brokers Participações registrou lucro líquido de R$ 58,3 milhões no ano passado. Em função das alterações no cenário econômico mundial, que impactaram significativamente o mercado imobiliário nacional no quarto trimestre de 2008, a companhia teve um prejuízo de R$ 7,4 milhões no período, correspondendo a uma margem líquida negativa de 21,4%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 65,5 milhões em 2008, representando uma margem Ebitda de 31,9%, sendo que no último trimestre ficou negativo em R$ 4,4 milhões, com margem de – 12,8%.

Entre outubro de dezembro, as vendas contratadas apenas de unidades residenciais e comerciais totalizaram R$ 1,615 bilhão. Deste total, R$ 352 milhões referem-se à revenda de imóveis avulsos e R$ 1,263 bilhão referem-se à venda de lançamentos. No ano de 2008, as vendas contratadas totalizaram R$ 9,4 milhões. Deste total, R$ 1,731 milhões referem-se à revenda de imóveis avulsos.

Segundo a companhia, as obrigações da empresa referentes a empréstimos e financiamentos totalizavam R$ 10,7 milhões no final de 2008, sendo que R$ 10,3 milhões referem-se a um empréstimo de capital de giro para a subsidiária Abyara Brokers que foi consolidado na proporção de participação de capital na companhia. “Esse empréstimo foi transferido integralmente para outra empresa, sem nenhum vínculo com a Brasil Brokers, quando da realização da cisão parcial de ativos imobiliários e dívidas da subsidiária, conforme divulgado ao mercado em 18 de fevereiro de 2009″, ressalta em nota.

Em comunicado, a administração informa que a Brasil Brokers possuia um saldo a pagar de R$ 24 milhões ao final de 2008 referente as aquisições efetuadas. “Este valor já considera os ajustes da lei 11.638/07 em que os passivos da empresa são calculados a valor presente com a utilização de taxa de desconto de 12,75% ao ano”.

A Companhia também destacou que não possui nenhum passivo baseado em operações com derivativos ou atrelado à variação cambial.

De acordo com a Brasil Brokers, seu plano de expansão foi concluído no último trimestre com a inauguração de mais cinco filiais, totalizando 30 novas filiais abertas no ano de 2008.

(Vanessa Stecanella – InvestNews)

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