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Aluguéis e “luvas” ficam mais caros

Aluguéis e “luvas” ficam mais caros

    De São Paulo
    12/03/2010

Com o forte desempenho do varejo, os shopping centers estão cobrando mais caro pelos aluguéis e pelas “luvas” (valor do ponto comercial). Os contratos para quem quer abrir uma loja no shopping Alphaville, que está sendo construído pelo grupo Iguatemi em São Paulo e que ficará pronto em 2011, estão sendo negociados com um ágio de 10% em relação aos preços de “tabela”, ou os valores previstos no orçamento da companhia.

A BR Malls obteve reajustes nas renovações dos antigos contratos de aluguel e na contratação dos novos espaços de 14,7% e 26,8%, respectivamente, acima do IGP-M no quarto trimestre de 2009.

Segundo Cristina Betts, vice-presidente de finanças da Iguatemi, os cinco novos shoppings que estão sendo construídos pela empresa são mais bem localizados e mais bem-cotados, o que vai fazer com que a qualidade do seu portfólio de empreendimentos melhore nos próximos anos.

O aluguel do shopping Iguatemi na cidade de São Paulo é o mais caro do varejo brasileiro – R$ 200 por metro quadrado. Mas o aluguel médio nos 11 shoppings já existentes cai para algo entre R$ 70 e R$ 80 por metro quadrado. “Com certeza, o valor médio dos nossos aluguéis vai subir nos próximos anos”, disse Betts.

O grupo Iguatemi reviu para cima seu plano plurianual de expansão até o fim de 2014. A empresa agora prevê elevar sua área bruta locável (ABL) de 215 mil metros quadrados para 520 mil metros quadrados, ou em cerca de 150%.

Para isso, a empresa pretende contratar R$ 1 bilhão em empréstimos nos próximos cinco anos, dos quais 60% ela espera levantar com o BNDES. Das grandes empresas do setor listadas na Bovespa (BR Malls, Multiplan e Aliasnce), a Iguatemi é a única que possui acesso ao empréstimos subsidiados do banco estatal de fomento porque seu controle acionário pertence a brasileiros – a família Jereissati.

A estrutura de capital permite que a Iguatemi eleve o seu endividamento. A empresa fechou o ano de 2009 com um caixa líquido (descontadas as dívidas) de R$ 300 milhões, e uma caixa bruto de R$ 626 milhões. No ano passado, o grupo captou R$ 410 milhões com uma nova oferta de ações.

A receita líquida da Iguatemi cresceu 7,3% no quarto trimestre em relação a igual período de 2008, totalizando R$ 65 milhões. A geração de caixa (lajida – lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi 21% maior e atingiu R$ 51 milhões no último trimestre de 2009. (CF)

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A réplica da Multiplan ao grupo Iguatemi – 16/11/2009

Fonte:Valor Online

O shopping Vila Olímpia, no qual foram investidos R$ 230 milhões, abre suas portas, daqui nove dias, em um dos bairros mais sofisticados da cidade de São Paulo. Nessa reta final, um formigueiro de operários e funcionários dos lojistas entram e saem das obras do centro comercial para dar os últimos retoques, o que torna o trânsito ainda mais complicado nos arredores.

Construído de forma vertical, com seis pisos, o shopping terá 187 operações, entre lojas e restaurantes, e contará com quatro lojas “âncoras” : Saraiva (livraria), CTIS (informática), Colombo Premium (aparelhos eletrônicos) e um boliche. Em 2010, ainda serão abertos um teatro e um complexo de cinemas do grupo Severiano Ribeiro.

O Vila Olímpia é, para a Multiplan, sócia do empreendimento, mais do que um shopping center. José Isaac Peres, controlador da Multiplan, conta que, três anos atrás, foi procurado pelo empresário Paulo Malzoni, então dono da rede Plaza de shopping centers, que queria propor-lhe um negócio: uma sociedade na construção de um centro comercial na capital paulista.

Havia um imóvel disponível no bairro da Vila Olímpia, não muito distante do shopping Iguatemi, a jóia do coroa do Grupo Iguatemi, da família Jereissati. “Quando o Malzoni me mostrou o imóvel, eu disse no mesmo momento: onde está o contrato para eu assinar?”, conta Peres. Malzoni até perguntou se ele não iria fazer pesquisas de mercado para avaliar se o negócio valia a pena. “Topei na hora”, diz Peres.

Quinze anos atrás, o Iguatemi construiu o shopping Market Place praticamente do outro lado da calçada do shopping Morumbi, a jóia da coroa da Multiplan. Construído há 30 anos, até hoje o Morumbi possui o aluguel mais caro entre todos os shoppings da empresa.

Para Peres, a oportunidade de disputar mercado com a família Jereissati só deu um sabor mais especial ao Vila Olímpia. “Seríamos dois contra um”, brinca o empresário. No entanto, apesar de ter descoberto o endereço, Malzoni não chegou até o fim da empreitada.

Em 2007, o empresário vendeu a sua empresa por mais de R$ 1,5 bilhão ao grupo Brookfield (antiga Brascan). A participação de Malzoni no capital do shopping Vila Olímpia entrou no pacote, o que acabou desagradando a Multiplan. A companhia entrou com um processo na Justiça por considerar que o Malzoni deveria ter dado à Multiplan o direito de preferência na aquisição de sua participação no empreendimento.

“Mas isso não afetou o nosso relacionamento com a Brookfield. Nos entendemos muito bem”, diz Peres. Além da Multiplan e da Brookfield, o antigo dono do imóvel onde o shopping está sendo construído, a família Milan, também recebeu uma participação no empreendimento, como permuta.

Peres afirma que tem um lema: “Terreno bom não dá prejuízo”. O que não dá dinheiro, acrescenta, é terreno barato. No caso do empreendimento na Vila Olímpia, a Multiplan pagou uma fortuna, R$ 9 mil por metro quadrado, por um pequeno terreno ao lado do shopping só para poder ampliá-lo.

O Iguatemi, porém, dará sua tréplica à Multiplan. O grupo começou a construir o shopping Iguatemi JK a apenas alguns metros do Vila Olímpia.

Brascan vê potencial em Multiplan ON

Brascan vê potencial em Multiplan ON

Luciana Monteiro, de São Paulo
12/05/2009

A Brascan Corretora iniciou a cobertura das ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Multiplan, gerenciadora de shopping centers. Segundo análise da corretora, a recomendação para os papéis é de “outperform”, o que significa que o retorno esperado da ação excede em 5 pontos percentuais o projetado para o Índice Bovespa no mesmo período.

Pelos cálculos da corretora, o preço-alvo para cada ON da companhia é de R$ 23,00, o que corresponde a um potencial de valorização de cerca de 22% ante a cotação de ontem. Vale lembrar que as estimativas levam em conta as projeções de resultado da empresa, mas dependem das condições de mercado para se concretizarem.

A Multiplan é uma empresa que planeja, desenvolve e administra shopping centers. A companhia atua no ramo de incorporação imobiliária comercial e residencial. O faturamento da companhia vem principalmente da cobrança de aluguel dos lojistas, prestação de serviços, estacionamento, além da venda das unidades da área de incorporação imobiliária. “Embora o faturamento proveniente do aluguel mínimo possa recuar em momentos de crise devido a uma redução na taxa de ocupação, não esperamos que isso aconteça com a Multiplan, pois acreditamos que a companhia conta com shopping centers líderes do setor, que possuem um amplo mix de lojas, além de centros de entretenimento e gastronômicos”, diz o relatório.

Entre as companhias de shopping center com capital aberto, a Multiplan é a primeira colocada em termos de faturamento e ocupa a segunda posição em termos de área bruta locável (ABL) própria. A cobrança de aluguel mínimo representa mais de 50% da receita bruta total da empresa, dando a ela maior previsibilidade e segurança em relação ao seu fluxo de caixa, avalia a corretora. “Acreditamos que a Multiplan conta com um portfólio de shopping centers líderes do setor, o que atrai constantemente um alto fluxo de consumidores e, portanto, mantém elevada a demanda de lojistas por espaços em suas unidades”, diz o relatório.

A empresa possui participação majoritária na maioria de seus shopping. Atualmente, a Multiplan conta com 12 unidades em seu portfólio, concentrados no Sul e Sudeste, regiões que contam com a maior parte do mercado consumidor do país. De acordo com as estimativas da Brascan Corretora, a empresa vem sendo negociada a um Preço/Lucro (P/L, indicador que dá uma ideia do prazo de retorno do investimento) de 25,8 vezes neste ano, número considerado bastante atrativo ante os pares da empresa, avalia a corretora. Já segundo o múltiplo Valor da Empresa/ Lucro Projetado Antes de Juros, Impostos e Depreciação (EV/Ebitda, na sigla em inglês), os papéis vêm sendo negociados a uma relação de 8,2 vezes.

Entre os pontos que merecem atenção, a corretora cita o fato de que os projetos de desenvolvimento e expansão demandam elevados desembolsos de caixa durante a construção. “No entanto, o retorno ocorre somente no médio e longo prazos, na medida em que são contabilizadas as receitas de aluguel, luvas, estacionamento, entre outros”, diz o texto. Além disso, uma eventual piora no cenário econômico pode levar a companhia a postergar alguns projetos, reduzindo o crescimento estimado os próximos anos. A corretora cita ainda a corrida para a consolidação no setor, que “pode resultar em múltiplos mais elevados para aquisições de novos empreendimentos, gerando, portanto, menores retornos.” A Multiplan divulga os números referentes ao primeiro trimestre do ano amanhã.

Vendas da Multiplan – 16/4/2009

Vendas da Multiplan – 16/4/2009

Fonte:Valor Econômico

A Multiplan, maior empresa de shopping centers do Brasil em faturamento, registrou vendas 20,6% maiores no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008. Juntos, os 12 shoppings em operação faturaram R$ 1,3 bilhão. As vendas nas mesmas lojas cresceram 5,1% em relação ao primeiro trimestre de 2008, lideradas pelo segmento de serviços (cinemas, academias, telefônicas, áreas de entretenimento, entre outros). As lojas satélites cresceram 6,4%, maior que o das lojas âncoras.

Brazilian malls have decoupled from their global peers

UBS Investment Research                                          13 April 2009
                                                www.ubs.com/investmentresearch

Rodrigo Monteiro(+5521 3262 9208)                     rodrigo.monteiro@ubs.com
Analyst

Gordon Lee(+1-212-713 1094)                                 gordon.lee@ubs.com
Analyst

Global Equity Research
Americas
Real Estate
Sector Comment

Brazilian Malls
Defensive Decoupling

brz-malls_model-ravamp_apr09

* Brazilian malls have decoupled from their global peers:
  * After performing in line with their troubled global peers for much
  of 2008, Brazilian malls decoupled decisively starting in October,
  since when they have rallied by 80%, outperforming sector and regional
  benchmarks. We believe this de-coupling is justified given the
  defensive nature of their contracts and significantly stronger balance
  sheets, all of which enhances earnings and cash flow visibility.

* Brazilian malls are most attractively valued globally, despite better growth:
  * Despite outperforming, Brazilian malls remain the most attractively
  valued among global retail REITs. We view this as all the more
  compelling considering they are expected to outperform from a growth
  standpoint and show the best balance sheet ratios.

* Revising estimates on more conservative assumptions:
  * Following a transfer of primary coverage after changes to our team
  in late 2008, we are revamping our models to incorporate more
  conservative assumptions, especially with regards to acquisitions.

* Buy ratings on BR Malls and Multiplan; Downgrade Iguatemi to Neutral:
  * We maintain our Buy ratings on BR Malls (top pick on higher stock
  liquidity) and Multiplan, both of which trade at meaningful discounts
  to global peers. We downgrade Iguatemi to Neutral owing mostly to
  stock liquidity concerns, though we acknowledge that it is one of the
  most attractively valued mall plays globally.

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A.

UBS does and seeks to do business with companies covered in its research reports. As a result, investors should be aware that the firm may have a conflict of interest that could affect the objectivity of this report.
Investors should consider this report as only a single factor in making their investment decision.

Statement of Risk
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* Risks for the Brazilian malls include 1) contract renewals, 2) macro economic downturn (decreasing customer spending) and 3) relatively lower stock liquidity.

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ANALYST CERTIFICATION

  Each research analyst primarily responsible for the content of this
  research report, in whole or in part, certifies that with respect to
  each security or issuer that the analyst covered in this report:  (1)
  all of the views expressed accurately reflect his or her personal
  views about those securities or issuers; and (2) no part of his or her
  compensation was, is, or will be, directly or indirectly, related to
  the specific recommendations or views expressed by that research
  analyst in the research report.
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