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Jovens Realizam mais cedo o sonho da casa própria

jovens realizam mais cedo sonho da casa propria Estadao 23052010

Gafisa, Norcon e outras noticias dessa terça feira no mercado imobiliario

From: Moreno, Andre On Behalf Of Monteiro, Rodrigo
Sent: terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 08:19
Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG Pactual’s Monteiro)

•           RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações (Reuters Focus)

•           Foco volta para as construtoras (Jornal do Commércio)

•           Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações (O Estado de São Paulo)

•           Vendas em shoppings caem com as chuvas (Jornal da Tarde)

•           Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME (Reuters)

•           Bonsucesso investe no nicho da habitação (Reuters)

•           Norcon equaciona dívida e refaz planos (Valor Econômico)

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RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações

9 February 2010

Reuters Focus

* Construtora cita clima positivo para setor imobiliário

* Emissão de ações visa melhorar estrutura de capital

* Gafisa prevê lançamentos de até R$5 bilhões em 2010

SÃO PAULO, 9 de fevereiro (Reuters) – A Gafisa , uma das maiores incorporadoras e construtoras do país, divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de 55,3 milhões de reais no quarto trimestre e anunciou que planeja fazer uma oferta primária de ações para levantar 1 bilhão de reais.

“Em vista do clima positivo da economia interna, o aumento da demanda por moradias e a expansão dos mercados de financiamento imobiliário público e privado, acreditamos que haja uma oportunidade significativa para expandir nossa presença no setor de habitação brasileiro de maneira lucrativa”, afirmou a Gafisa no relatório que acompanha o balanço trimestral.

“Uma oferta de ações nos proporcionará a oportunidade de financiar de modo confortável nossos objetivos de negócios nos próximos anos, enquanto melhoramos nossa atual estrutura de capital”, disse a empresa, citando ainda eventuais oportunidades de fusões e aquisições.

Para 2010, a empresa estima lançamentos de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, o dobro de 2009. Do total previsto para este ano, de 40 a 45 por cento serão no segmento de baixa renda, por meio da Construtora Tenda, que acaba de ser incorporada pela Gafisa.

RESULTADOS

O lucro líquido da Gafisa no quarto trimestre ficou aquém do esperado pelo mercado. Quatro analistas consultados pela Reuters previam, em média, que a empresa registrasse lucro de 67,2 milhões de reais de outubro a dezembro. [ID:nN05154558]

O resultado de outubro a dezembro se compara ao lucro de 12,8 milhões de reais no mesmo intervalo de 2008.

Originalmente, no início de 2009, a construtora havia reportado um prejuízo líquido de 12,6 milhões de reais para os três últimos meses de 2008.

A receita líquida da Gafisa totalizou 897,5 milhões de reais no quarto trimestre, aumento de 60 por cento na comparação anual. As vendas contratadas no quarto trimestre totalizaram 1,05 bilhão de reais, com lançamentos de 1 bilhão de reais, representando altas de 79,1 por cento e de 55,1 por cento, respectivamente, contra um ano antes.

A Gafisa reportou um Ebitda ajustado de 174,7 milhões de reais nos três meses até dezembro, acima dos 82,3 milhões de reais um ano antes. A margem Ebitda saltou de 14,6 para 19,5 por cento.

Para 2010, a construtora prevê margens Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) entre 18,5 e 20,5 por cento.

No acumulado de 2009, o lucro líquido da Gafisa quase dobrou ante o ano anterior, para 213,5 milhões de reais. A receita líquida subiu 73,7 por cento, atingindo 3 bilhões de reais. Os lançamentos no ano passado recuaram 45,2 por cento, para 2,3 bilhões de reais, enquanto as vendas contratadas aumentaram 26 por cento, chegando a 3,2 bilhões de reais.

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Foco volta para as construtoras

9 February 2010

Jornal do Commércio do Rio de Janeiro

Apesar das perdas na cotação das ações do setor em janeiro, analistas apontam os papéis da construção civil como boa opção para o ano. No pregão de ontem, as ações de Gafisa, MRV Egenharia e Duratex mostraram força, ficando entre as maiores altas do dia.

Gafisa ON fechou com ganho de 4,22%, a R$ 24,19. As ações ordinárias da MRV Engenharia subiram 3,59%, a R$ 12,40. As ON da Duratex valorizaram 2,73% a R$ 16,18.

O analista da corretora SLW, Pedro Galdi, afirmou que não houve nenhum evento pontual que favorecesse a alta dos papéis ligados à construção civil e os ganhos são decorrentes das boas perspectivas para o setor no Brasil, como reflexo da melhora da economia nacional.

“É um movimento gradual de melhora do setor, que tem ótimas perspectivas”, disse Galdi.

A ação que mais se valorizou no dia, entre as 63 componentes do Ibovespa, foi a da Fibria, maior produtora de celulose de fibra curta do mundo. O papel ON da companhia subiu 6,17% a R$ 34,60. Galdi disse acreditar que o aumento do preço da celulose no início de fevereiro e a recomendação de compra do papel pelo Citigroup influenciaram, mas não foram as causas principais para a alta. Para ele, a ação se tornou muito suscetível à especulação.

“Embora as perspectivas com relação à operação sejam muito boas, o passivo da companhia é muito grande. A relação dívida líquida/Ebitda é de oito vezes. É por isso que um dia a ação se valoriza 6% e no outro cai 6%”, disse Galdi, que considera que o preço justo do papel está em torno de R$ 28,79.

Cosan sobe mais. A ação ordinária da Cosan voltou a subir – alta de 4,7%, a R$ 24,50. A valorização ocorre a reboque da divulgação, na semana passada, de acordo bilionário com a Shell, e de novas altas nos preços internacionais do açúcar.  

Na ponta vendedora, destaque para a varejista B2W, que caiu 3,06% a R$ 34,90. De acordo com Galdi, a desvalorização pode ser reflexo de notícias divulgadas ontem dando conta de  de que a Casas Bahia pretende expandir sua atuação no mercado de vendas pela internet, mercado no qual a B2W atua.

As ações da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau também caíram no pregão de ontem. A PN da Gerdau recuou 1,5% a R$ 24,30. As ON da Gerdau Metalúrgica caíram 1,33% a R$ 26,69, apesar da alta das commodities no mercado internacional, que ajudaram os papéis de Vale e Petrobras.

Segundo Galdi, as ações do grupo sofrem com a situação da economia dos Estados Unidos, cujo setor de construção civil continua mostrando debilidade.

O analista disse, contudo, que as perspectivas para o papel devem melhorar, à medida que o mercado americano deve apresentar dados melhores ao longo do ano.

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Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações

9 February 2010

O Estado de São Paulo

Recursos devem ser usados na compra de terrenos e investimento em lançamentos

Se depender do bom humor dos executivos da Gafisa, a construção civil parece ter dado adeus à fase ruim deflagrada pela crise econômica global, que impactou fortemente nos negócios até meados de 2009. Ontem, no começo da noite, a companhia informou ao mercado que fará uma emissão primária de ações de cerca de R$ 1 bilhão.

Segundo o presidente da companhia, Wilson Amaral, o dinheiro em caixa será um reforço importante para aproveitar o bom humor do mercado e dos consumidores para adquirir terrenos (que deve absorver cerca de 35% dos novos recursos), turbinar o capital de giro (25%), investir nos lançamentos (20%) e fazer aquisições (20%). Como são ações primárias, os recursos serão usados integralmente no crescimento da companhia.

Com dinheiro novo, a empresa vai reduzir bastante o seu nível de alavancagem (valor da dívida líquida dividido pelo patrimônio líquido). Em 31 de dezembro, ela estava em 83%. Após a emissão, deve ficar abaixo de 50%. “Em período de forte tendência de crescimento, é bom a empresa não ter um endividamento alto”, explica Amaral.

O presidente da Gafisa garante que, no momento, não analisa possíveis aquisições. Um caminho para crescer, segundo ele, pode ser por meio da compra de estoques de terrenos de concorrentes onde a companhia não tem uma participação muito expressiva. Atualmente, a Gafisa (incluindo as empresas Alphaville, do segmento de luxo, e Tenda, de popular) atua em 21 Estados e 100 cidades.

BALANÇO

A construtora e incorporadora terminou 2010 com R$ 1,424 bilhão em caixa e vendas contratadas de R$ 3,248 bilhões – em 2008 foram R$ 2,5 bilhões, o que representa, portanto, um aumento de 26%. Desse total, R$ 1,361 bilhão vieram dos negócios da Tenda, que teve os negócios turbinados no ano passado pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. As vendas avançaram em especial no último trimestre, com crescimento de 74% na comparação com o ano anterior.

Amaral acredita que, neste ano, a participação da Tenda chegará a 45% – com até 80% dos negócios vindos do Minha Casa. “Não tem como o programa não dar certo. O Brasil precisa de 1,5 milhão de novas moradias por ano”, lembra.

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Vendas em shoppings caem com as chuvas

9 February 2010

Jornal da Tarde

As vendas das lojas de moda e calçados nos shoppings estão 30% menores do que o esperado neste início de ano. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as chuvas estão atrapalhando o movimento dos centros de compras e os segmentos de óculos e perfumaria, por exemplo, registraram um faturamento 40% abaixo da meta para o período. Quem está sofrendo menos é o segmento de fast food, que esperava um crescimento de 18%, mas só conseguiu atingir 10%.

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Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME

8 February 2010

Reuters – Notícias em Português

LISBOA, 8 Fev (Reuters) – A Sonae Sierra, detida em 50 pct pela Sonae , iniciou a construção do Uberlândia Shopping, um centro comercial na região do Triângulo Mineiro e que representa um investimento total de 62 milhões de euros (ME), anunciou a Sonae Sierra.

Com inauguração prevista para 2011, este projecto, localizado na região sul da cidade de Uberlândia, irá ser desenvolvido numa área de 154.000 m2 estando prevista a criação de 2.000 empregos após a inauguração.

“A Sonae Sierra, através da sua participada Sonae Sierra Brasil acaba de iniciar a construção do Uberlândia Shopping, que representa um investimento total de 62 ME”, refere em comunicado.

“O centro vai criar 700 postos de trabalho durante a fase de obra e mais de 2.000 após a inauguração”, acrescenta.

A Sonae Sierra é proprietária de 52 centros comerciais em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia e Brasil com um total de área bruta locável (ABL) de mais de 2 milhões de m2.

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Bonsucesso investe no nicho da habitação

Valor Econômico

O banco mineiro Bonsucesso encerrou o ano de 2009 com lucro líquido de R$ 84,12 milhões, 3,5 vezes maior que o ano anterior (R$ 23,87 milhões) e o melhor resultado de sua história. O bom desempenho, que acompanha a retomada da economia no segundo semestre, trouxe otimismo ao banco, que retomou a contratação de pessoal e prepara a estrutura para a nova operação de crédito imobiliário.

“Esperamos começar a nova área já neste ano”, disse Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente da instituição. Essa é uma das apostas do banco para atingir um crescimento da carteira de crédito total da ordem de 50%. “Há bastante demanda, principalmente depois do Minha Casa Minha Vida (programa do governo federal para construção de moradias de baixa renda)”, afirma o executivo.

Os empréstimos para a compra da casa própria devem seguir o modelo de consignação, principal produto do Bonsucesso. Dessa forma, as parcelas serão descontadas diretamente em folha de pagamento.

Como o banco não tem captação de poupança, os recursos para esses empréstimos devem vir da cessão da carteira para títulos de crédito, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI). O banco funcionará como um originador de contratos e receberá uma remuneração.

Atualmente, o banco negocia a venda desses papéis para alguns fundos, diz Pentagna Guimarães. Mas parcerias com bancos não estão descartadas. “Não estamos fechados a oportunidades de parcerias, mas no momento não há nenhuma negociação.”

Já para atender os clientes, o Bonsucesso pretende usar uma combinação de lojas próprias (o banco tem 30 postos de atendimento) e correspondentes bancários, para atingir maior capilaridade. Há também uma aposta na agilidade de uma instituição de menor porte. “Queremos fechar um empréstimo em 7 dias úteis”.

Não é apenas no segmento habitacional que o Bonsucesso prepara ofensiva. O banco pretende acelerar o crescimento do crédito para empresas de médio porte, o cobiçado segmento conhecido como “middle market”, e um dos focos é a região da Grande São Paulo.

O volume de novas operações nesse nicho somou R$ 501 milhões, em 2009, encerrando o ano com uma carteira de R$ 241 milhões, praticamente estável. O plano agora é atingir R$ 800 milhões até o fim do ano. “Quase não crescemos nesse mercado no ano passado por conta da crise. Tivemos de renegociar quase todos os contratos, dando mais prazo. Mas a economia real, sem dúvida, já retomou”, afirma.

No consignado, principal negócio do banco, as novas concessões somaram R$ 1,55 bilhão no ano passado, chegando a dezembro com um estoque de R$ 2,1 bilhões, expansão de 60%.

Bastante otimista, Pentagna Guimarães espera que a carteira total avance ao redor de 50% neste ano, pulando dos R$ 2,33 bilhões do fim de 2009, para R$ 3,5 bilhões no último mês de 2010. Para isso, a instituição voltou a contratar.

Durante a crise, o quadro de funcionários caiu de 850 para cerca de 550 pessoas. O espaço do escritório de São Paulo foi reduzido à metade. Com a retomada do consumo somada à volta da liquidez para os bancos médios – a captação do Bonsucesso cresceu 162% no ano -, o banco contratou 200 pessoas.

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Norcon equaciona dívida e refaz planos

Valor Econômico

Após três tentativas frustradas de se capitalizar por meio da atração de sócios, a construtora sergipana Norcon, líder no mercado nordestino de baixa renda, decidiu tocar sozinha o seu plano de expansão pela região Nordeste. No último ano, a empresa diz ter sido procurada por grandes construtoras do Sudeste, que buscavam uma associação ou até mesmo a aquisição da Norcon. Como não houve acordo, a empresa optou por renegociar com bancos uma fatia importante de sua dívida, hoje estimada em torno de R$ 250 milhões, e seguir a vida sozinha.

A direção da Norcon garante que a operação forneceu o fôlego financeiro necessário à consolidação de sua presença nos quatro estados onde atua hoje: Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. No entanto, a construtora já tem projetos no Ceará e estuda a sua entrada também no Rio Grande do Norte e na Paraíba. “O Nordeste é um mundo à parte. Tem muita coisa a ser feita aqui”, disse ao Valor o diretor-superintendente da empresa, Cristiano Teixeira.

O executivo explicou que R$ 170 milhões em dívidas que venceriam ao longo deste ano foram postergados para 2012, período em que a empresa já estará entregando projetos lançados em 2008 e cujo Valor Geral de Vendas (VGV) fica próximo dos R$ 450 milhões. “Não temos mais dívida de curto prazo. Conseguimos adequá-la ao nosso fluxo de caixa”, explicou.

O alto endividamento foi o principal motivo que levou a Norcon a buscar, em 2007, uma forma de se capitalizar. De olho no crescimento do promissor mercado da construção civil do Nordeste, a companhia chegou a ensaiar uma oferta inicial de ações (IPO), porém acabou desistindo. “Percebemos que não havia janela para a operação naquele momento”, contou Teixeira.

A partir de então, plano foi tentar atrair um sócio estratégico e financeiro. Esse sócio traria dinheiro e alguma expertise, em troca de uma participação minoritária na empresa. Assessorada pelo Credit Suisse, a direção da Norcon visitou potenciais investidores em São Paulo, Estados Unidos e Europa. Quando finalmente encontrou um sócio interessado, um fundo de private equity americano especialista no setor imobiliário (que não teve o nome revelado), o acordo acabou minguando em setembro de 2008, na onda da eclosão da crise financeira internacional.

“A partir daí, a decisão mais sensata foi abrir para algumas empresas, já que a Norcon tinha feito investimentos em terrenos e tinha que avançar nos empreendimentos já lançados”, explica o diretor. Após conversas infrutíferas com Cyrela, Gafisa e Brookfield, a empresa iniciou, em fevereiro de 2009, negociações para uma associação com a PDG Realty. As conversas duraram cerca de nove meses, mas foram encerradas em 10 de novembro, também sem acordo.

Segundo Teixeira, a PDG Realty queria uma fatia maior da que a direção da Norcon estava disposta a vender. “Não queríamos que chegasse aos 50%”, informou o executivo, para depois acrescentar que também houve divergências relacionadas ao valor da transação. “Temos uma marca forte, e nossa marca vende”, defendeu-se.

O interesse das grandes construtoras pela Norcon se deve, basicamente, à presença consolidada da empresa no mercado nordestino e em seu sistema construtivo de estruturas pré-fabricadas, que ganhou importância depois do programa habitacional do governo, por diminuir sensivelmente o tempo de construção das casas.

Atualmente, a empresa tem 51 obras em andamento, sendo 15 em Aracaju (SE), três em Maceió (AL), duas em Salvador (BA) e uma no Recife (PE). Boa parte dos projetos são tocados pela subsidiária FelizCidade, voltada ao segmento chamado de “super econômico”. Além dos planos para o Nordeste, a Norcon também analisa a entrada no mercado da região Norte, mais especificamente de Belém (PA).

Diante das negociações fracassadas, mas, principalmente, do fim da crise financeira, a empresa ensaia agora um grito de independência: “Não estamos negociando com ninguém. E pretendemos continuar assim”, disse Teixeira. Porém, sensato, preferiu amenizar instantes depois: “Nunca se diz não a tudo. Estamos abertos, mas não precisamos mais (de um sócio), como precisamos no passado.”

Correção: Caixa deve fechar 2009 com recorde no crédito imobiliário

Correção: Caixa deve fechar 2009 com recorde no crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal corrigiu informação divulgada anteriormente. O volume de contratações no crédito imobiliário em 2008 foi de R$ 20,3 bilhões, e não como informado. Segue o texto corrigido:

SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira que as contratações no crédito imobiliário da instituição alcançaram R$ 39,3 bilhões até o dia 30 de novembro. O volume representa um crescimento de 93% quando se compara aos R$ 20,3 bilhões contratados no mesmo período do ano passado.

“Estamos falando da melhor contratação da história do país. Esse ano foi muito bom. A crise não chegou para o crédito imobiliário na Caixa”, afirmou Jorge Hereda, vice-presidente do banco. Segundo o executivo, a inadimplência do setor também tem se mantido sob controle, na média histórica, sendo que em outubro (no último dado disponível) passou para 2,1%, uma alta ante o mês anterior, quando registrou 1,9%.

Dos empréstimos totais até novembro, os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) subiram 46%, para R$ 14,9 bilhões, enquanto os financiamentos com recursos próprios apresentaram um salto de 119%, para R$ 20,3 bilhões.

“Somente em novembro, foram 5,7 mil novos financiamentos por dia, já que o mês apresentou uma aceleração desse crescimento”, destacou Hereda. A média diária do ano está em 3,3 mil contratos diários, representando um crescimento de 73,2% frente à média diária do mesmo período do ano passado.

Segundo os dados apresentados hoje pelo banco, somente para o Estado de São Paulo, foram realizados pela Caixa financiamentos no valor de R$ 10,03 bilhões até novembro, ante R$ 6,4 bilhões contratados em todo o ano passado. A média de imóveis financiados para o estado ficou em 662 contratos no período por dia útil, enquanto no início do ano, esta média marcava 581 imóveis financiados por dia.

A Caixa Econômica Federal projeta encerrar 2009 com empréstimos superiores a R$ 40 bilhões. “O programa Minha Casa, Minha Vida foi muito importante, pois deu confiança para quem queria comprar e para quem queria lançar”, afirmou o executivo, justificando a meta.

“Para 2010 ainda não fechamos nosso planejamento, mas o setor como um todo aponta para a continuidade do crescimento do crédito imobiliário, já que o grosso das contratações do programa (Minha Casa, Minha Vida) será realizado no ano que vem “, completou Hereda.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/bancos/34/5981654/correcao-caixa-deve-fechar-2009-com-recorde-no-credito-imobiliario#ixzz0YlCVeCBf

CMN determina que mutuário poderá escolher o seguro

sexta-feira, 20 de novembro de 2009, 09:47 | Online

 

CMN determina que mutuário poderá escolher o seguro

 

FERNANDO NAKAGAWA – Agencia Estado

 

 

 

BRASÍLIA – Os bancos que realizam financiamento imobiliário só poderão conceder empréstimos para a compra da casa própria pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), mesmo no programa Minha Casa, Minha Vida, com a oferta de dois seguros diferentes para o mutuário, que poderá escolher a opção mais barata. A regra, prevista na lei que criou o Minha Casa, Minha Vida, foi regulamentada ontem em decisão extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). Com a regulamentação, a exigência passará a valer dentro de 90 dias.

A medida tenta quebrar um quase monopólio da Caixa Seguros, que detém mais de 70% do mercado de seguros habitacionais. O Ministério da Fazenda explicou que a oferta de duas alternativas de seguro tem como objetivo aumentar a concorrência nesse tipo de produto financeiro, para tentar reduzir o custo final para o cliente.

Para que esse objetivo seja alcançado, uma das duas alternativas de seguro oferecidas ao mutuário deverá ser de uma companhia de fora do grupo financeiro do banco que fará o empréstimo imobiliário. Assim, haverá incentivo para que outras companhias possam ganhar mercado. De janeiro a setembro, o mercado de seguros imobiliários foi extremamente concentrado: 73% dos contratos foram assinados com a Caixa Seguros e 20% estão na mão de quatro outras companhias (Itaú, Excelsior, Bradesco e Tokio Marine).

O seguro vinculado ao financiamento cobre casos de morte, invalidez permanente e danos físicos ao imóvel financiado. Além da oferta de dois seguros obrigatórios pelo banco, o mutuário que não quiser contratar uma dessas opções poderá escolher outra seguradora e apresentá-la ao banco para análise. O contrato deve ter prazo igual ao do financiamento e o banco credor como beneficiário.

Essa alternativa individual de seguro, porém, terá um custo de análise. O CMN aprovou regra que permite ao banco cobrar taxa de até R$ 100 para essa avaliação do contrato de seguro. A análise tem de ser feita em até 15 dias. Ao mutuário dos novos contratos, também será permitido trocar de seguro durante o financiamento, caso ele encontre um seguro mais barato. Essa mudança, porém, só poderá ser feita se o novo contrato tiver as mesmas características do contrato vigente.

 

 

 

 

Controladores e Tarpon compram 21% das ações da Direcional

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/5957293/controladores-e-tarpon-compram-21%-das-acoes-da-direcional#ixzz0XQ1lWHDN

Direcional Engenharia faz oferta inicial de R$ 250 milhões e testa novo modelo para colocações de menor porte.

Direcional Engenharia faz oferta inicial de R$ 250 milhões e testa novo modelo para colocações de menor porte.

Teste de apetite

    Por Graziella Valenti, de São Paulo
    18/11/2009

O apetite do investidor por novas histórias na bolsa será testado amanhã, com a recepção do mercado à colocação de pequeno porte da empresa de construção Direcional Engenharia, que estreia a negociação de papéis no Novo Mercado. A companhia conseguiu captar R$ 250 milhões, mas ainda não se sabe como será a reação às características especiais dessa colocação.

A abertura de capital da empresa é emblemática em diversos sentidos. A oferta foi muito menor do que as já realizadas neste ano e está abaixo da faixa até então dada como mínima pelos banqueiros de investimentos para ofertas iniciais, de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão.

As ações saíram no meio do intervalo de preços sugerido, a R$ 10,50, e a Direcional chegará à bolsa com um valor de mercado equivalente a R$ 1,4 bilhão.

O grande diferencial dessa operação é que ela trouxe a previsão de que os controladores – a família Valadares Gontijo – e o fundo Tarpon, que comprou 25% do negócio em março de 2008, pudessem comprar os papéis na distribuição. Havia a expectativa de que a Tarpon investisse mais recursos. Desde sua chegada na empresa, o fundo aportou R$ 165 milhões no negócio.

O prospecto da oferta já informava que eles poderiam exercer o direito de prioridade – para manterem a participação – ainda que a demanda pelas ações fosse alta.

O tema é delicado e já gerou polêmicas no passado, quando um movimento como esse não foi bem comunicado ao mercado.

Em abril de 2007, os controladores da construtora CR2 decidiram na última hora comprar ações na oferta diante da demanda apertada. Ficaram com cerca de 30% do total ofertado. Como o mercado só soube depois de fechada a colocação, foi permitida a desistência e 60% dos institucionais cancelaram as propostas. A possibilidade, contudo, não estava prevista no prospecto, como no caso da Direcional.

Se o mercado reagir bem ao modelo da Direcional, mesmo se os sócios absorverem parte da oferta, poderá significar a abertura de uma nova janela para operações de menor porte, que até então vinham enfrentando grande resistência por parte dos investidores.

Os papéis foram oferecidos para um grupo seleto de aplicadores e não houve reuniões com potenciais interessados – conhecidas como “road show”-, o que é praxe nas ofertas públicas.

Até então, as operações inferiores a R$ 500 milhões ainda não tinham sido testadas. A menor realizada foi a de Tivit, de R$ 574 milhões. As demais estreantes fizeram colocações bilionárias, como as de VisaNet e Santander.

A preocupação com a participação dos sócios na oferta tem duas questões centrais. A primeira é o preço final da colocação, já que a demanda é influenciada pelo interesse dos atuais acionistas. Tal risco consta, inclusive, no prospecto. O segundo ponto é a liquidez na bolsa. Considerando a possibilidade de os sócios originais comprarem as ações e de os investidores que as adquiriram serem todos de longo prazo, a tendência é de que a negociabilidade da Direcional seja reduzida.

A oferta contemplou o equivalente a 18% do capital da Direcional – abaixo, portanto, do mínimo de 25% exigido pelo Novo Mercado para a fatia do capital em circulação na bolsa. O modelo inaugurado pela empresa também deve reavivar o debate sobre o mercado de acesso, o Bovespa Mais, dedicado justamente a colocações menores, para poucos investidores e, portanto, menos líquidas.

A liquidez sempre foi um ponto importante para os investidores. Entretanto, o tema ganhou relevância – daí a preocupação com o volume das ofertas iniciais – com o estresse durante a crise. A necessidade de saída rápida dos estrangeiros acabou derrubando os papéis e gerando prejuízo.

Em 2007, na euforia do mercado, essa questão foi deixada de lado, já que havia excesso de recursos nos mercados globais. Naquele ano, quando 64 abriram capital na Bovespa, 38 operações foram abaixo de R$ 500 milhões e 11 inferiores a R$ 300 milhões. Passado esse boom, muito se questionou se o mais adequado não teria sido levar algumas empresas ao Bovespa Mais.

A Direcional pediu registro de oferta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em agosto. A colocação demorou a sair. E as sondagens iniciais indicaram que não havia a receptividade imaginada. Inicialmente, a operação seria de R$ 600 milhões, com colocações primária e secundária – na qual os sócios vendem seus papéis. Depois de dois meses, a operação chegou ao mercado modificada, comparada à descrição do prospecto preliminar. Os sócios podem agora comprar, no lugar de vender, e a oferta foi feita para poucos investidores, focados no longo prazo.

Embora o interesse por Brasil esteja grande no mercado global, não está claro o tamanho do apetite pelas novatas. Das quatro aberturas de capital ocorridas neste ano, três estão abaixo do preço da colocação. A única exceção é VisaNet, que acumula alta de 14%.

Mas a Direcional não será o único teste do interesse por Brasil, ou melhor, pelas aberturas de capital menos conhecidas e menos volumosas. Em entrevista na semana passada, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que a expectativa é de que mais R$ 9 bilhões sejam movimentados ainda neste ano com ofertas de ações. O calendário, porém, é apertado. É preciso oferecer os papéis até 20 de dezembro, no máximo.

As próximas operações, em geral, têm desafios, e bons projetos terão de ser apresentados. Além da Direcional, a companhia de shopping centers Aliansce pretende listar ações. Entre os investidores da empresa estão o fundo americano General Growth Properties (GGP) e a gestora de recursos de Armínio Fraga, Gávea Investimentos.

Tanto a Direcional como a Aliansce tentaram listar as ações entre o fim de 2007 e o começo de 2008, mas o início da crise internacional, que deixou o mercado restrito para colocações de menor porte já naquela época, interrompeu os planos. Ambas, com isso, obtiveram recursos com um aumento de capital privado.

Outro importante termômetro para o mercado brasileiro será a listagem da companhia de cadeias de restaurantes International Meal Company (IMC), pretendida pelo fundo de participações Advent. Constituída em 2006, a empresa se autodenomina a maior cadeia de varejo alimentar do Brasil, em número de lojas, e que também possui operações em Porto Rico, México e República Dominicana, com um total de 195 lojas. No Brasil, entre as cadeias de sua carteira estão Viena, Frango Assado e Brunella.

O sucesso da operação de IMC tiraria da espera diversas outras companhias de menor porte e conhecimento público que pensam em ir à bolsa, mas que observam com atenção o momento, dada a seletividade dos investidores.

Apesar de reunir cadeias tradicionais, com décadas de existência, o modelo da IMC é novo. Desde a sua criação, em 2006, a empresa ainda não registrou lucro, embora traga crescimento de receita puxado pela estratégia de compras.

Nos primeiros nove meses do ano, a IMC teve receita líquida de R$ 507 milhões, com alta de 65,6%. A linha final do balanço, contudo, apresentou prejuízo de R$ 19,8 milhões. Pesam na companhia as despesas financeiras elevadas, fruto do endividamento. De janeiro a março, essa conta era negativa em R$ 38,2 milhões, 65% mais que no mesmo período de 2009.

A IMC fechou setembro com dívida de R$ 460 milhões e caixa de R$ 37 milhões. Outro desafio da empresa será vender um negócio novo aos investidores, já que esse setor não possui par no Brasil. O objetivo da oferta é obter recursos para financiar a expansão, tanto da base de restaurantes como para aquisições. A abertura de capital mais esperada para este fim de ano é a do Fleury. Porém, a empresa também terá de enfrentar os questionamentos dos investidores.

Banqueiros já veem queda de margem

novembro 15, 2009 1 comentário

Domingo, 15 de Novembro de 2009 | Versão Impressa

 Banqueiros já veem queda de margem

Com juros mais baixos e aumento da competição, cenário do setor começa, finalmente, a mudar no País

 

 

Leandro Modé

 

 

 

Especialista em análise de bancos, Alberto Borges Matias, professor da USP de Ribeirão Preto, não tem dúvidas: “2010 será o primeiro de uma série de anos que farão com que nosso sistema bancário se torne igual aos outros”, afirma. Que fique claro: igual, para ele, significa bancos que emprestem muito mais do que hoje e cobrem taxas de juros menores que as cobradas atualmente.

Pode-se argumentar que as palavras de Matias, tradicional crítico do modelo bancário brasileiro, carreguem um certo exagero. Mas é inegável que o cenário para 2010 tem alguns ingredientes realmente diferentes. Algo que os próprios banqueiros reconhecem.

Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, nas semanas passada e retrasada, executivos de Itaú Unibanco e Bradesco, as duas maiores instituições financeiras privadas do País, alertaram que suas margens (relação entre lucro e receitas financeiras) devem cair no ano que vem, avaliação endossada por analistas de mercado.

“A margem deve diminuir com a competição maior”, disse o diretor executivo de Controladoria do Itaú Unibanco, Silvio de Carvalho. “A tendência é a margem cair por causa da redução do spread (diferença entre a taxa que o banco paga ao captar dinheiro e a que cobra no empréstimo ao cliente)”, completou o vice-presidente executivo do Bradesco, Domingos Abreu, que também atribuiu o provável efeito ao aumento da concorrência.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, é outro que espera mais competição em 2010. “Eu não estou fazendo essa projeção para o ano que vem, eu venho repetindo isso há algum tempo. A gente já esperava para este ano essa concorrência mais acirrada, por causa de uma postura mais tímida (dos concorrentes) naquele momento (auge da crise). Isso vai se acirrar para o ano de 2010.”

Três fatores são chaves para entender o cenário dos bancos para 2010. O primeiro é a expectativa de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa média do mercado é de uma expansão na casa de 5%, mas há quem preveja alta próxima de 6%. Em geral, cada ponto porcentual do PIB implica um crescimento de 4% a 5% do crédito total da economia. Levando em conta as hipóteses menos otimistas, os empréstimos cresceriam, portanto, 20%.

O segundo fator é a perda de participação de mercado das instituições privadas para as públicas em 2009. Em dezembro de 2008, os bancos controlados pelo governo respondiam por 36,3% dos empréstimos no País. Em setembro deste ano, haviam avançado para 40,6%. Embora publicamente neguem a intenção de recuperar terreno, os bancos privados sabem que precisam reagir.

O Bradesco, aliás, no mesmo dia em que anunciou os resultados trimestrais, divulgou a ampliação dos prazos de financiamento para várias modalidades de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

“Agora o sufoco (crise) passou. Os bancos privados vão ter de voltar (para o crédito) e isso, impreterivelmente, levará a um aumento da concorrência”, disse a analista de instituições financeiras da Ativa Corretora, Laura Lyra Shuch.

Ela lembra que a estratégia dos bancos públicos, sobretudo do Banco do Brasil (que tem capital aberto e, portanto, ações negociadas em bolsa), foi muito criticada. “A primeira interpretação, inclusive minha, foi de que o BB seria o “pai” da crise, o que fez suas ações caírem fortemente. Aos poucos, vimos que sua estratégia foi acertada.”

O terceiro fator, que, diferentemente dos outros dois, pode ser considerado estrutural, está relacionado especificamente ao crédito imobiliário. Pela primeira vez na história recente do País, os bancos apostam firmemente nessa área, que, hoje, equivale a menos de 5% do PIB – para se ter uma ideia, em países como os Estados Unidos, supera os 50%.

Esse apetite é explicado, basicamente, pela queda da taxa básica de juros, hoje em 8,75% ao ano, e por mudanças regulatórias, que deram mais segurança para o credor. “O spread (ganho) dos bancos no empréstimo imobiliário é mais baixo do que em outras modalidades”, afirmou o analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu. Ou seja, à medida que as instituições aumentarem sua fatia em um segmento menos rentável, puxam para baixo a margem geral.

Os analistas ressaltam que redução de margem não implica necessariamente queda de lucro. “Os bancos vão tentar compensar essa baixa com o aumento dos volumes”, observou Santacreu. Abreu, do Bradesco, confirma. “O objetivo é compensar as operações de spread menor com alta do volume”, disse.

Santacreu também lembra que, embora os próprios bancos acreditem em uma queda da margem, vão fazer o máximo que puderem para evitá-la. “Uma queda da margem só ocorre se a redução das taxas de juros cobradas dos bancos for mais rápida do que o movimento para ampliar os volumes”, explicou. Pelo discurso dos executivos, é provável que isso de fato ocorrerá. Sinal de que a concorrência, como diz Matias, finalmente pode ter chegado para valer no País.

 

 

 

 

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