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O espanhol que mexeu com mercado imobiliário do país

Perfil: Em pouco tempo, Enrique Bañuelos torna-se maior acionista da PDG

O espanhol que mexeu com mercado imobiliário do país

Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
13/05/2010

Enrique Bañuelos chegou ao Brasil, no auge da crise em 2008, com muito mais ambição e dinheiro do que credibilidade. Aos poucos, com um jeito carismático e eloquente, arregimentou alguns poucos aliados e uma legião de desconfiados. A fama de empresário polêmico e controverso dos tempos em que ficou bilionário na Espanha nunca o abandonou. Ainda assim, muito ativo nos bastidores, rapidamente reuniu três empresas com histórico complicado e formou uma companhia onde o todo somava mais que as partes. Mas ainda continuava sendo alvo de críticas. Na semana passada, no entanto, cerca de um ano e meio depois, conseguiu o melhor desfecho possível para o negócio que criou – fato reconhecido até mesmo pelos seus desafetos.

A interlocutores próximos, Bañuelos, de 44 anos, não esconde que já se apresenta mundo afora como o maior acionista individual da maior empresa imobiliária do país – e se orgulha de dizer que o novo título já tem aberto portas. Com a venda da Agre, união da Klabin Segall, Abyara e Agra, para a PDG Realty – que ainda precisa ser aprovada em assembleia – o dono da Veremonte terá próximo de 6% da nova PDG. Passa à frente da Vinci Partners – com 5,42% e que tem Gilberto Sayão como presidente do conselho e do fundo Blackrock, com 5,73% do capital. “Ele criou uma saída para ele mesmo. Agora, tem papéis de uma empresa com liquidez”, afirma uma fonte do mercado. A venda, tem dito o empresário espanhol a pessoas próximas, adiantou seus planos no mercado imobiliário brasileiro em pelo menos quatro anos.

O título – de que agora tanto se orgulha – é, até certo ponto, questionável. De fato, Bañuelos é o maior acionista daquela que pretende ser a maior empresa imobiliária do país – e, por enquanto disputa a liderança de perto com a Cyrela. Na teoria, ajuda a contar um capítulo bem sucedido de sua trajetória no país. “Ele é vaidoso, o negócio faz toda a diferença para o ego dele, além de alavancar outros negócios fora do país”, afirma um executivo do mercado que o conhece. O argumento, aliás, segundo o Valor apurou, ajudou a convencer Bañuelos, que já estava negociando com a GP Investimentos, a fechar com a PDG.

Na prática, porém, significa pouco. A PDG é uma ” full corporation”, termo usado para definir companhias de capital completamente pulverizado, em que as diretrizes são todas dadas pela administração. Não há um grupo dominante entre os acionistas capaz de definir as estratégias da empresa. Numa empresa com esse perfil, sem um assento no conselho – conforme vontade própria – e com um grupo de gestores que deve lhe dar pouca liberdade para impôr suas vontades, a leitura do mercado é que, desta vez, o empresário espanhol terá pouca influência nas diretrizes da companhia. Não é o que tem dito. Conforme apurou o Valor, Bañuelos pretende continuar participando ativamente do negócio, inclusive com planos de entrar na área de shoppings, prédios de escritório e condomínios logísticos. “Ele não terá essa influência que imagina”, afirma fonte envolvida no negócio.

Ninguém sabe exatamente quanto ele ganhou com as operações que já fez no Brasil – até porque já vendeu parte das ações da Agre em bolsa. Mas todo mundo sabe que ganhou. Inicialmente, ele investiu cerca de R$ 150 milhões para ficar com a Abyara e Klabin Segall. Depois, pagou mais R$ 150 milhões (valor visto como caro) para comprar metade da participação que restou da Cyrela na Agre e mais R$ 150 milhões pela parte dos sócios nesse negócio. Numa conta grosseira, considerando-se o percentual que detém em Agre, teria lucrado cerca de R$ 150 milhões. “Ele vai esperar a valorização e deve vender as suas ações” diz uma pessoa próxima. “Ele tem perfil de trader”, corrobora um gestor. Não é o que Bañuelos prega por aí – o discurso predominante é o do investidor de longo prazo.

A PDG Realty, ao contrário da Agre – que ainda precisava se provar ao mercado – é uma empresa consolidada, reconhecida pelos analistas pelos bons resultados e, o que era mais importante para Bañuelos, respeitada. A venda aconteceu em menos de duas semanas e o desfecho obrigou o espanhol a voltar da China rapidamente a bordo do seu Gulfstream 550 para assinar o contrato na semana passada. Os advogados foram chamados na própria segunda-feira pela manhã e o que era para ser apenas um memorando de entendimentos evoluiu, ao longo do dia, para um contrato de compra e venda.

A aproximação entre o empresário espanhol e o presidente da PDG, Zeca Grabowsky, aconteceu por intermédio dos sócios da Gas Investimentos, empresa de gestão de fundos que em janeiro se associou à Vinci Partners e têm participação tanto na Agre, quanto na PDG. A sede da Veremonte fica ao lado da Gas, num dos endereços mais caros de São Paulo.

Depois de passar mais da metade do ano passado em São Paulo, onde já comprou um apartamento no bairro nobre da Vila Nova Conceição, Bañuelos já entende perfeitamente o português. Mas não faz a mínima questão de aprender a língua e, segundo os que convivem com ele, sequer arrisca um portunhol. Falante, inteligente e rápido de raciocínio, usa o espanhol com sotaque valenciano e poucas pausas a seu favor. Nem todo mundo entende perfeitamente – incluindo nesse rol os que fecham negócios com ele – , o que não aconteceria, por exemplo, se o idioma usado fosse o inglês. É comum, depois de uma reunião com ele – quando normalmente centraliza as discussões – as pessoas se entreolharem com um ar implícito de “agora vamos conversar”.

A ousadia nos planos, que vem desde a sua chegada ao Brasil, não foi deixada de lado. Ao contrário. Segundo fontes próximas, Enrique Bañuelos planeja fechar um grande negócio na área de alimentos nos próximos dois meses. E mantém o discurso, já cultivado no primeiro plano, de entrar nos segmentos de infraestrutura, energia e varejo. O mercado imobiliário seria apenas a porta de entrada para novos segmentos. De concreto, até o momento, fechou uma parceria com a francesa Accor para a construção de quase 5 mil quartos e com a família real dos Emirados Árabes, que controla uma rede de hotéis de luxo.

Logo que chegou ao Brasil, Enrique Bañuelos foi apresentado ao mercado imobiliário pelo Credit Suisse. Impressionou os que estiveram com ele – cerca de dez empresas, a maioria atolada em problemas e algumas perto de quebrar- pela pretensão e nível de detalhamento do negócio que pretendia montar. A “plataforma líder de real estate no Brasil” seria uma holding com seis empresas unidas com um modelo complexo de participações cruzadas e estrutura em cascata. O plano, divulgado na época com exclusividade pelo Valor, era abrir o capital da nova companhia em Londres e Nova York. Previa, ainda, a criação de uma companhia hipotecária, de uma seguradora e até de “novas cidades brasileiras” em parceria com grandes grupos internacionais.

Deu um passo bem menos ambicioso, mas teve o mérito de ser o único consolidador do setor durante a crise. E teve ao seu lado uma figura importante para costurar esse novo modelo de negócio: Luiz Roberto Horst, o Beto, fundador da Agra. Foi ele quem apresentou os donos da Abyara e da Klabin Segall à Veremonte e foi escolhido para ficar á frente da Agre.

A boa relação do começo, porém, não demorou a desandar. Já no final do ano passado, Bañuelos começou a discordar da gestão de Beto à frente da Agra. Sempre ressaltou que não queria ter assento no conselho ou interferir no dia a dia do negócio, mas não foi exatamente assim que funcionou. O empresário espanhol não conhecia os detalhes da operação ou dos projetos, mas teria ficado descontente com algumas estratégias, como o investimento de R$ 12 milhões em uma campanha institucional de marketing. Agora, o empresário tem dito aos mais próximos que os gestores da PDG têm o conhecimento financeiro que faltava aos da Agra.

De origem humilde, Enrique Bañuelos chegou à lista dos bilionários da revista “Forbes”, em 2007, com uma fortuna estimada em US$ 7 bilhões. Parte disso estava em ações da Astroc, empresa que criou em 1995 e pegou carona no boom imobiliário espanhol. Menos de um ano depois da abertura de capital, o preço já era dez vezes maior em relação ao IPO, mas logo em seguida desabaram por conta de denúncias de que parte do resultado havia sido conseguido artificialmente e envolvia a venda de imóveis de sociedades controladas e, inclusive, do patrimônio pessoal do empresário. Nada ficou comprovado contra ele. Mesmo depois da perda substancial na bolsa de Madrid, continuou com dinheiro. “Ninguém sabe exatamente quanto ele tem, mas não tem frase dele que não tenha meio bilhão de dólares no meio”, diz um conhecido.

Casado e pai de duas filhas, que faz questão de preservar, é dono de um castelo numa área de 10 milhões de m2, construído no século XVIII, em Mallorca. Tem cinco casas: em Madrid, Londres, Nova York, Pequim e, a última aquisição, em São Paulo. Corredor, gosta de estar próximo de parques – não, por acaso, os metros quadrados mais caros de cada cidade. Seu apartamento em Nova York fica perto do Central Park e em Londres é vizinho do Hyde Park e aqui, claro, escolheu o Ibirapuera. Não carrega malas. Quando compra roupas, geralmente na Itália ou França, leva pelo menos cinco peças de cada modelo. Uma para cada residência. Além do celular de cada país, tem um número internacional para que sua esposa e filhas possam achá-lo. É dono de três aviões – dois Gulfstream 550 -, avaliados em US$ 50 milhões cada. Chegou a criar uma pequena companhia de aviação com 35 pessoas e aluga os aviões para cobrir os custos. Já foi chamado de Donald Trump europeu e de senhor dos tijolos, na Espanha. Neste momento, o título que faz brilhar seus olhos é o de maior acionista de uma empresa brasileira.

Cyrela e Agra encerram parceria tumultuada

Construção: Venda de participação não aconteceu antes porque preço oferecido era considerado baixo.

Cyrela e Agra encerram parceria tumultuada

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    28/09/2009
Texto: A-

Depois de um noivado e um casamento desfeito sem muita explicação, o conturbado relacionamento entre Cyrela e Agra chegou ao fim. Na sexta-feira, a Cyrela anunciou a venda dos 23,1% que ainda detinha na Agra por R$ 304,5 milhões. A compra foi feita pelo grupo que se uniu desde o final do ano passado em vários negócios cruzados: o espanhol Enrique Bañuelos e os controladores da Agra, Luiz Roberto Horst, Ricardo Setton e Fernando Albuquerque.

Os veículos usados para a compra foram a BRF Investimentos, dos três controladores da Agra (a sigla representa as iniciais de Beto, Ricardo e Fernando) e pela Caripó Participações, empresa ligada à Veremonte, do investidor espanhol Enrique Bañuelos. Cada uma delas comprou metade da participação. A leitura do mercado é que a Cyrela conseguiu um bom preço, o equivalente a R$ 5,50 por ação. Na sexta-feira, a ação fechou cotada a R$ 5,22 – o papel acumula alta de 6,1% no mês e de 191,47% no ano.

A relação entre Agra e Cyrela é antiga – antes da oferta inicial de ações a Cyrela era a maior acionista da Agra, com 42% – e foi amistosa por alguns anos. Mas degringolou depois que a Cyrela desistiu de comprar a Agra em plena crise e três meses e meio após iniciada a integração entre as companhias. A desistência aconteceu às vésperas de um dos piores dias do mercado mundial, gerou uma combinação explosiva e os papéis da Agra caíram 81,5% em um único dia.

Segundo o Valor apurou, desde o episódio, as duas empresas começaram as negociações para a venda da participação da Cyrela na Agra. Pelo acordo de acionistas firmado entre Cyrela, Agra e Luiz Roberto Horst, Ricardo Setton, Astério Vaz Safatle, Mário Austregésilo de Castro, Fernando Bruno de Albuquerque e Didier Maurice Klotz, os sócios tinham direito de preferência, e a fatia da Cyrela não poderia ser vendida no mercado. No fato relevante sobre a alienação da participação da Cyrela, também foi anunciado o distrato do acordo “liberando-se mutuamente de todas e quaisquer obrigações nele previstas, com a consequente quitação por quaisquer responsabilidades decorrentes, a qualquer título”.

O negócio não saiu antes porque o preço oferecido anteriormente à Cyrela foi considerado baixo. A relação estremeceu novamente e de forma quase irreversível, quando Agra e Bañuelos anunciaram a criação da Agre, empresa que resultou da fusão entre Agra , Abyara e Klabin Segall – as duas últimas, empresas extremanente endividadas, compradas pelos parceiros Agra e Veremonte durante a crise do mercado por menos de R$ 150 milhões. “Foi uma enorme surpresa o anúncio desse negócio sem que a Cyrela tivesse vendido sua participação na Agra antes”, afirma fonte do setor. A Cyrela chegou a considerar a possibilidade de recorrer à Justiça para barrar a operação – o que fez com que o negócio finalmente saísse.

Por conta da participação na Agra, a Cyrela ainda ficou com 11% da Agre. Segundo fontes, Elie Horn, presidente da Cyrela, teria ficado extremamente incomodado com o episódio e não via com simpatia a união entre Agra e o espanhol Bañuelos. Luiz Roberto Horst, da Agra, também não escondia seu descontentamento com a Cyrela e o trauma pelo cancelamento do negócio. Disse que tratava-se de um sócio desinteressado e que não fazia aportes.

A Cyrela não comentou o negócio. A Agre soltou nota, dizendo estar satisfeita com a finalização da operação. “Trata-se de uma demonstração clara de total confiança do grupo de gestão da Agra e da Veremonte no futuro da Agre”, diz Luiz Roberto Horst, presidente da Agre.

A oficialização da Agre como uma única companhia aconteceu no dia 2 de setembro. As ações das três companhias deixam de ser cotadas em bolsa e serão substituídas por novos papéis da Agre na data da aprovação da incorporação pelas assembleias das empresas.

Agra, Abyara e Klabin Segall unem operações

Agra, Abyara e Klabin Segall unem operações
Fusão das empresas cria a Agre, que terá como maior acionista a Veremonte, do espanhol Enrique Bañuelos

Paula Pacheco

As incorporadoras Agra, Abyara e Klabin Segall anunciaram a fusão de suas operações, com a criação da Amazon Group Real Estate (Agre). A nova companhia nasce como uma das quatro maiores do setor imobiliário no Brasil. Juntas, elas detêm um patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão (com base em 30 de junho), volume médio diário negociado na Bovespa de R$ 38,6 milhões, capitalização de R$ 2,3 bilhões e estoque de terrenos que chega a R$ 19 bilhões.

Com a fusão, a Veremonte, fundo de participações do polêmico empresário espanhol Enrique Bañuelos (ver ao lado), passa a ser o maior acionista da nova empresa, com 24% do capital. A Agra fica com 11% da nova companhia, enquanto a Cyrela terá outros 11%. O restante das ações ficará pulverizado no mercado.

A Veremonte e a Agra já tinham assumido, em conjunto, o controle da Abyara, em fevereiro, e da Klabin Segall, em abril. No final do ano passado, a empresa de Bañuelos havia adquirido também uma participação minoritária, de cerca de 7%, na própria Agra. Ontem, foi anunciado ainda que a Veremonte arrematou a participação que a Agra detinha indiretamente na Abyara e na Klabin Segall, por R$ 189 milhões. O fundo de participações de Bañuelos passou a deter 51% do capital social da Abyara e 43,8% da Klabin Segall.

Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, fundador da Agra, ficará no comando da nova empresa. A ideia de usar a palavra Amazon no nome, segundo ele, tem a ver com os planos da Veremonte de “atrair investimentos internacionais” para o Brasil. Apesar da pista sobre futuras aquisições, Horst diz que a companhia pretende se focar nos lançamentos imobiliários, e não tem planos de comprar concorrentes.

Horst afirma que é natural a concentração no mercado da construção civil – setor que passou por um grande susto depois que a crise eclodiu. Mas, segundo ele, “não sei se há empresas com essa cabeça. A cultura é diferente da nossa”.

Ainda não se sabe se as marcas Agra, Abyara e Klabin Segall serão mantidas ou se prevalecerá o nome Agre. A marca Klabin Segall não poderá mais ser usada pelo novo controlador a partir de maio, segundo acordo entre os controladores. Outra bandeira que vai desaparecer é a Olá, da própria Klabin, voltada aos imóveis para a baixa renda.

BAIXA RENDA

Segundo Horst, o mais certo é que a marca Asa, voltada à baixa renda e parte do guarda-chuva da Agra, seja mantida após o fim do processo de sinergia entre as companhias. O grupo deve contratar uma empresa especializada em avaliação de marca para saber qual delas tem um valor de mercado maior e, a partir daí, tomar uma decisão.

Sobre os imóveis para a baixa renda, o presidente da Agre afirma ter uma certa reserva quanto ao futuro do segmento. “Não vai ser fácil produzir. A vantagem de uma empresa como a nossa será justamente a diversificação”, avalia.

Para Horst, o programa do governo Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de habitações populares e tem animado muitas empresas a se dedicar a esse público, pode esbarrar na insuficiência de pessoal capacitado na Caixa Econômica Federal.

Apesar de a fusão dos negócios acabar de ter sido anunciada, já são esperados os costumeiros cortes de despesas para se tirar vantagem nas sinergias entre os negócios. Em média, de acordo com Horst, a economia com sinergia costuma ser de 20% a 25%. A Agra, por exemplo, já vem de um processo de enxugamento desde setembro do ano passado. Saiu de 450 para 56 funcionários.

Ainda não há uma data para que as ações da Abyara, Agra e Klabin Segall deixem de ser negociadas e sejam substituídas pelas da Agre no Novo Mercado da BM&FBovespa. Mas as assembleias com os acionistas das três empresas não podem levar mais do que 45 dias.

Abyara, Agra e Klabin Segall anunciam fusão – 3/9/2009

Abyara, Agra e Klabin Segall anunciam fusão – 3/9/2009

Fonte:Reuters

União vai criar uma das maiores do país no setor imobiliário.
Nova companhia terá o nome de Agre Empreendimentos.

As diretorias de Abyara, Agra e Klabin Segall anunciaram na madrugada desta quarta-feira (2) proposta de incorporação das atividades na Agre Empreendimentos, negócio que formará uma das maiores empresas do setor imobiliário do país.

A operação, que envolve a Veremonte Participações, do empresário espanhol Enrique Bañuelos, criará uma companhia com valor de mercado no final de junho de R$ 2,3 bilhões, patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão e banco de terrenos de R$ 19 bilhões.

A Agre, que terá ações listadas no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa, será criada com a incorporação das ações das três empresas que serão substituídas por papéis da nova empresa.

A operação

A relação de troca proposta é de uma ação da Agre para 5,185657061 ações ordinárias da Abyara. Com relação à Agra, a relação proposta é de uma para 4,858175714 ações e para a Klabin Segall a relação é de uma ação da Agre para 4,775142186 papéis da Klabin Segall.

Segundo a proposta, a Agre emitirá 100 milhões de ações ordionárias para os acionistas das três companhias. Ao final, investidores da Abyara terão 20,23% da Agre, os acionistas da Agra terão 49,26% da nova empresa e os da Klabin Segall ficarão com 30,51%.

As empresas estimam convocar assembleias para aprovação da proposta em 15 dias.

Ainda parte do processo de criação da Agre, a Agra passou à Veremonte toda a participação que tinha indiretamente na Abyara e na Klabin Segall, por R$ 189 milhões em dinheiro. Com isso, a empresa de Bañuelos terá 51% do capital social da Abyara e 43,8% da Klabin Segall.

Pela proposta, a Agre será presidida por Luiz Roberto Pinto, atual diretor presidente da Agra.

Construção: Família fundadora deixa a Klabin Segall

Construção:

Família fundadora deixa a Klabin Segall

    Daniela D’Ambrosio , de São Paulo
    18/08/2009

Os primos Sérgio Segall e Oscar Segall trabalharam ontem pela última vez na incorporadora que eles próprios fundaram 15 anos antes – a Klabin Segall. A saída ocorre com a formalização da entrada da Veremonte, do espanhol Enrique Bañuelos, e da Agra no controle da empresa. O novo presidente da incorporadora é Fernando Albuquerque, que veio da Agra.

A saída dos fundadores vai na contramão do discurso da Veremonte no anúncio da aquisição, no dia 27 de abril. Na ocasião, as empresas disseram que os fundadores continuariam no negócio até 2014. Além dos integrantes da família, Antônio Setin, fundador da construtora Setin, comprada pela Klabin em outubro de 2007, também deixou a empresa. “O processo de renegociação das debêntures mostrou para os dois lados que a permanência não seria conveniente”, diz Albuquerque.

A Klabin Segall não conseguiu resistir ao alto endividamento. Tinha uma dívida de R$ 430 milhões em debêntures, superior ao seu patrimônio líquido. Mais de uma empresa ofereceu comprar os projetos separadamente, mas os sócios queriam a venda em bloco. A efetivação da compra estava condicionada à renegociação das debêntures – o que ocorreu em julho. O pagamento dos juros e do principal foi adiado para 2010. Na época da renegociação, a liderança da Veremonte e da Agra nas conversas com os bancos já estava clara.

A saída dos dois executivos é um baque na tradicional família Klabin Segall. O cineasta e produtor de filmes de arte, Sérgio, de 53 anos, e Oscar, de 45 anos, são bisnetos de Maurício Klabin, o imigrante judeu lituano que chegou no fim do século 19 ao Brasil para fundar a fabricante de papel Klabin, maior empresa do setor. A família começou a investir em imóveis nos anos 20 nos bairros de Vila Mariana e Ipiranga, depois de deixar a sociedade na Klabin, mas a incorporadora só foi fundada em 1994 – aproveitando os terrenos e o patrimônio. O avô é o pintor e escultor Lasar Segall. Sérgio é filho da atriz Beatriz Segall, que interpretou a personagem Odete Roitman na novela “Vale Tudo”, da TV Globo. Fundaram o bairro de classe média alta Chácara Klabin.

Albuquerque chegou a participar de três ou quatro reuniões da empresa antes da entrada oficial da Veremonte, mas segundo o Valor apurou havia resistência por parte dos fundadores. Por fim, não aceitaram ficar como subordinados do novo controlador.

Alphaville Granja Viana – Vendo 2.500 m2 em lotes comerciais na portaria do condominio

convite alphaville 1convite alphaville

5 lotes comerciais apenas, de frente pra Av. São Camilo, melhor oportunidade pra quem trabalhar ao lado do Alphaville, do  lado de São Paulo, dentro de uma área verde de 300 mil m2 (cerca de 230 m2 de área verde por habitante). Devido ao número limitadissimo de unidades e a exclusividade do projeto.  Não perca a oportunidade !! Como investimento, terreno moeda forte, não há outro projeto igual no mercado !

mapa alphaville granja viana

Escolha seu lote, para investimento ou moradia, melhor oportunidade do ano !!

DADOS TÉCNICOS:


População
Previsão de população 304 x 5 = 1520 habitantes
Área verde por habitante 228 m²/habitante
Estatísticas de Áreas
Área total 674.938,97 m²
Área de lotes 198.062,45 m²
Estatística de Lotes
Residenciais Unifamiliares 179.561,34 m² (304 lotes)
Comerciais 18.501,11 m² (29 lotes)
Áreas Verdes
Clube 19.354,29 m²
Espaços livres (EL) 35.605,83 m²
Áreas Verdes externas 139.280,01 m²
Áreas de Preservação Permanente (APP) 152.305,68 m²
Total de áreas verdes 346.545,81 m²

Matéria publicada na imprensa :

Alphaville Granja Viana vem aí

A Prefeitura de Carapicuíba assinou em 19 de maio, um Termo de Compromisso para construção de duas novas creches na cidade, uma na Estrada do Jacarandá, Roseira Parque, com 250 vagas e outra na Estrada do Jathay, Ariston III, com 220 vagas.

A conquista veio através de uma reivindicação do prefeito Sergio Ribeiro junto à empresa Alphaville Urbanismo S/A, que construirá um condomínio na cidade, o Alphaville Granja Viana, na Avenida São Camilo.

A área total tem cerca de 700 mil metros quadrados de mata nativa, como vocês podem observar no google maps aqui.
Apenas um terço será destinado ao condomínio, um empreendimento com cerca de 400 lotes de 500 metros, para residências de alto padrão.

Por solicitação da prefeitura, o restante da área será transformado em parque para uso da comunidade e a região ganhará um novo acesso até o km 26 da Rodovia Raposo Tavares.

Marcelo Willer, representante da Alphaville Urbanismo ressaltou que, “será implantado um centro de educação ambiental para as crianças das escolas da região, que vai ajudar na preservação do patrimônio ambiental”.

O prefeito Sergio Ribeiro já determinou que as duas creches fossem construídas pela própria Alphaville Urbanismo, para dar agilidade às obras.

Outros detalhes sobre o empreendimento Alphaville Granja Viana serão dados em breve pela Assessoria de Imprensa da empresa.

3355123

33551263355124

33551283355127 me envie um email jonasjr@delfortefrema.com.br que darei mais detalhes (91067441)

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

junho 22, 2009 1 comentário

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

Fonte:Valor Online

Por Daniele Camba

Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise internacional, esses papéis neste ano registram valorizações relevantes, em parte refletindo o terreno fértil para o setor. No ano até sexta-feira, o Índice Imobiliário (Imob), formado pelas ações de maior liquidez das construtoras, acumula alta de 80,07%, mais do que o dobro da valorização de 36,81% do Índice Bovespa no mesmo período.

Alguns papéis registram altas de mais de 100% neste ano. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tenda, por exemplo, já subiram 221,55%, as ON da MRV se valorizaram 169,71% e as ON da Helbor, 117,95% . Apesar desse desempenho, a expectativa é que os papéis ainda tenham potencial para novos movimentos de alta. “As ações ainda precisam subir para compensar toda a queda do ano passado; além disso se espera que as construtoras entreguem resultados crescentes neste e nos próximos anos”, diz o sócio da Polo Capital Marcos Duarte.

Os papéis de construtoras tiveram quedas significativas no ano passado. As ON da Tenda caíram 88,68%, as da MRV se desvalorizaram 74,18% e as da Helbor, 75,80%. As ofertas iniciais (IPOs, em inglês) das construtoras ocorreram nos últimos anos, quando o mercado ainda estava no auge, e a grande maioria a preços altos. Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores dos papéis. No entanto, com a crise, eles se desfizeram em massa desses ativos, embolsaram os ganhos e voltaram para os seus países.

Neste momento em que a crise parece dar uma trégua, mais uma vez são os investidores internacionais que apostam as fichas no cenário promissor das construtoras. “São eles principalmente que estão comprando as ações, enquanto o brasileiro olhou muito, agiu pouco e agora chupa o dedo vendo o quanto elas já subiram”, diz Duarte. Ele, no entanto, pegou carona com os estrangeiros e colocou nos fundos da Polo ações de dez construtoras que caíram muito e apresentam boas perspectivas. “Comprando um leque de papéis, eu acabo diluindo o risco de possíveis perdas”, diz o gestor. Os fundos da Polo têm hoje entre 4% e 15% do capital social dessas companhias.

Na opinião de Duarte, um dos temores do investidor local é que os ativos, como terrenos e prédios, estejam lançados por valores inflados dentro dos balanços das companhias. No entanto, nos últimos meses, várias construtoras venderam bens pelo valor patrimonial ou acima, o que comprova que os preços nas demonstrações financeiras não eram irreais, explica Duarte.

Juros na veia

Motivos não faltam para imaginar que as construtoras terão anos de crescimento pela frente, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é o recente processo de queda da taxa de juros. Uma boa parte da venda de imóveis depende dos financiamentos imobiliários de longo prazo, que são altamente impactados pela baixa da Selic. “Um financiamento de 10 anos, com Taxa Referencial (TR) mais 8% ao ano é algo que nunca tinha se visto e hoje já existe”, lembra o gestor da Polo. O financiamento imobiliário no Brasil ainda é incipiente. Aqui as hipotecas representam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA são 70%, afirma Duarte. Os reflexos positivos do pacote de medidas do governo de estímulo ao setor também já podem ser sentidos, com um aumento de demanda por imóveis, o que deve provocar a continuidade de crescimento da receita das companhias. “As vendas atuais só irão se refletir integralmente nos balanços das construtoras daqui dois ou três anos, quando os imóveis forem entregues; os bons resultados que as companhias apresentam agora ainda são das vendas feitas anos atrás”, diz Duarte.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

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