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Os bastidores do JK Iguatemi

Os bastidores do JK Iguatemi

26/04/2010

Shopping JK, o empreendimento mais emblemático do Grupo Iguatemi desde os anos 60 deve abrigar grifes estrangeiras que hoje estão na Daslu e até a própria marca de Eliana Tranchesi Hámrso c e o Grupo’ Iguatemi iria assumir a administração da Villa Daslu conjunto comercial que abriga a marca Daslu e outras grifes causou espanto no mercado.

Da noite para o dia os dois arquirrivais do varejo de luxo tornaramse parceiros. Mais: o acerto entre as empresas deve alterar dramaticamente os rumos do templo de Eliana Tranchesi. Em setembro do ano que vem o JK Iguatemi novo shopping dos Jereissati deve ser inaugurado ao lado do prédio da Villa Daslu na Marginal dos Pinheiros em São Paulo. Quando isso acontecer
a Daslu poderá deixar a suntuosa mansão que leva o seu nome e que se tomou a sua marca para se transformar apenas em mais uma loja do novo projeto de seu tradicional concorrente.

A alternativa de tirar a Daslu do prédio original e levar para o novo shopping é a mais lógica revela Carlcs Jereissati Filho presidente do Grupo Iguatemi. A justificativa da mudança estaria na abissal diferença arquitetônica entre os dois prédios. Caso a Daslu e todas as demais grifes se mantenham onde estão o Iguatemi passará a gerir um complexo de luxo formado pelo atual prédio em estilo neoclássico e o JK que deverá ter urna arquitetura mais contemporânea.

Você há de convir que, como aquilo tudo será único complexo, a arquitetura tem de ser a mesma diz Jereissati. A Daslu informou por meio de sua assessoria de imprensa que avalia a possibilidade de instalar se no JK mas que ainda não chegou uma decisão. Jereissati conta que muitas das marcas que estão hoje no espaço da Daslu operadas ou não por Eliana Tranchesi já procuraram o Iguatemi com interesse de ir para o JK. Mas só migrarão para o shopping aquelas que fizerem sentido dentro do portfólio avisa. ‘Eles querem uma operação de maior volume que gere tráfego de pessoas’ diz o empresário item revelar os nomes das grifes. Esvaziado o atual prédio da Villa poderia passar a abrigar escritórios comerciais segundo executivos do mercado. A mansão pertence à construtora WTorre que tem uma participação de 50% no empreendimento MC Se a ideia de um prédio único não vingar a alternativa será integrar por meio de um corredor ou uma alameda as duas construções por mais que isso não agrade a Jereissati.

‘A mistura entre o antigo de verdade e o moderno é bacana. Eu particularmente não gosto do estilo neoclássico. Para um desavisado JK e Daslu juntos até passam. Mas quem entende vai ver que aquilo lá é uma composição’ afirma Jereissati. ‘Mas essa não é uma decisão minha. É do Walter Torre da WTorre.’ Procurada a construtora informou que está em período de silêncio exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa está prestes a abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo. Antes mesmo da definição sobre o futuro da Daslu a parceria com o Iguatemi já provocou discórdia no mercado.

A construtora JHSF dona do shopping de luxo Cidade Jardim quer denunciar a Daslu por quebra de contrato de exclusividade. Desde zoo8 a Daslu tem uma loja no shopping Cidade Jardim. E pelo contrato a grife não poderia se instalar em empreendimentos concorrentes. Com uma situação financeira delicada Eliana Tranchesi decidiu terceirizar a gestão da Villa Daslu em zoo8 para se dedicar mais à sua própria operação no prédio. Na época a escolhida para administrar a Villa foi a BR Malls. Quando perguntado por que assumiu o posto só agora Jereissati responde: ‘Negócios são feitos quando as vontades convergem.

Você tinha a gente fazendo um shopping enorme a Daslu com interesse em focar na sua operação própria e a construtora WTorre querendo reassumir o seu prédio. naturalmente a BR Malls era um peixe fora d’água.’ Novo pólo. No mercado o novo shopping está sendo visto como uma extensão do Iguatemi. ‘O .11 (será um novo pólo de luxo da cidade. Como o Iguatemi não tem mais espaço varias grifes vão acabar indo para lá’ diz Vicente Melo representante da italiana Missoni que acabou de abrir.Open sua segunda loja no Brasil. ‘Não há uma semana que eu não receba um email ou uma ligação de executivos de marcas de luxo querendo vir para o Brasil.

E o primeiro shopping que esses caras querem é o Iguatemi.’ O Iguatemi São Paulo é um caso único na indústria de shopping center no Brasil. Já foi objeto de estudo da Universidade Harvard e é um dos endereços mais valorizados do comércio mundial. Na lista mais recente feita pela empresa de serviços imobiliários Cushman & Wakefield o shopping brasileiro aparece entre os dez metros quadrados mais caros das Américas. No ranking mundial ocupa a 15a posição. ‘O Iguatemi é um dos shoppings mais antigos do Brasil mas se recicla de tal forma que está sempre moderno e atual’ diz o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) Luiz Fernando Veiga.

O interesse das grifes estrangeiras pela marca Iguatemi pode ser medido pela agenda dos executivos do grupo. Nesta semana Jereissati e outros três diretores do Iguatemi embarcam para a Europa para um ‘road show’ comercial do JK. Na pauta mais de 5o encontros marcados com lojistas de grifes como a francesa Louis Vuitton as italianas Prada e Bottega Veneta e a loja de departamentos sueca H8f2v1. No mês que vem o destino é Nova York. ‘A gente achou interessante fazer um esforço concentrado como o road show para investidores aproveitando a nossa experiência na Bolsa’ diz Jereissati. ‘No passado era muito difícil convencer marcas estrangeiras a vir para o Brasil. Hoje a situação se inverteu.’

O Iguatemi tem uma fila de espera que segundo os executivos do grupo daria para encher um outro shopping do mesmo tamanho. E a ideia é que o MC seja um ‘primoirmão’ do Iguatemi. O conceito do mix de lojas é o mesmo: 25% a 30% de marcas estrangeiras e o restante de grifes brasileiras não exclusivamente de luxo. A principal diferença é estética: enquanto um foi o primeiro shopping brasileiro construído como um caixote de concreto, o JK terá teto e paredes de vidro, dentro de uma proposta de maior integração com a rua.

Desconfiança. O JK está a menos de dois quilômetros de distância do Iguatemi o que gera desconfiança sobre o sucesso comercial do projeto. Jereissati não se incomoda com essa tese. Para ele não vão faltar consumidores. Para explicar os novos investimentos do grupo para a corretora Hedging Griffo do banco Credit Suisse disse que o melhor jeito de comprovar seu otimismo era olhar pela janela. A corretora fica na Avenida Faria Lima próxima do novo empreendimento que experimentou um boom imobiliário nos últimos anos. ‘Casinhas de rua estão virando prédios em que o menor apartamento tem 35o metros quadrados. Veja o potencial de consumo que isso representa.’

O JK faz parte de um projeto ambicioso do grupo para dobrar de tamanho em termos de área bruta locável até 2014. Em dezembro do ano passado o Iguatemi levantou R$ 400 milhões na Bolsa para financiar sua expansão. Mais da metade do dinheiro será gasta com a construção de novos shoppings. Há um mês o grupo entregou uma de suas grandes apostas: o Iguatemi Brasilia. Pela primeira vez grandes marcas internacionais como Zegna Emporio Armani Burberry e Nesprcsso desembarcaram no Planalto Central.

‘Ninguém faz tão bem uma seleção de grifes. Eles conseguem aliar o luxo à escala’ afirma Roberto Bielawski dono da rede de restaurantes Ráscal. Para manter esse mix o Iguatemi também fez inimigo. O caso mais recente foi parar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Ca de). Há três anos o shopping Eldorado entrou com um recurso contra o Iguatemi por impedir que seus lojistas se instalassem em empreendimentos concorrentes. No episódio o shopping da família Jereissati acabou multado pelo Cade que considerou seus contratos com os lojistas abusivos.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Aluguéis e “luvas” ficam mais caros

Aluguéis e “luvas” ficam mais caros

    De São Paulo
    12/03/2010

Com o forte desempenho do varejo, os shopping centers estão cobrando mais caro pelos aluguéis e pelas “luvas” (valor do ponto comercial). Os contratos para quem quer abrir uma loja no shopping Alphaville, que está sendo construído pelo grupo Iguatemi em São Paulo e que ficará pronto em 2011, estão sendo negociados com um ágio de 10% em relação aos preços de “tabela”, ou os valores previstos no orçamento da companhia.

A BR Malls obteve reajustes nas renovações dos antigos contratos de aluguel e na contratação dos novos espaços de 14,7% e 26,8%, respectivamente, acima do IGP-M no quarto trimestre de 2009.

Segundo Cristina Betts, vice-presidente de finanças da Iguatemi, os cinco novos shoppings que estão sendo construídos pela empresa são mais bem localizados e mais bem-cotados, o que vai fazer com que a qualidade do seu portfólio de empreendimentos melhore nos próximos anos.

O aluguel do shopping Iguatemi na cidade de São Paulo é o mais caro do varejo brasileiro – R$ 200 por metro quadrado. Mas o aluguel médio nos 11 shoppings já existentes cai para algo entre R$ 70 e R$ 80 por metro quadrado. “Com certeza, o valor médio dos nossos aluguéis vai subir nos próximos anos”, disse Betts.

O grupo Iguatemi reviu para cima seu plano plurianual de expansão até o fim de 2014. A empresa agora prevê elevar sua área bruta locável (ABL) de 215 mil metros quadrados para 520 mil metros quadrados, ou em cerca de 150%.

Para isso, a empresa pretende contratar R$ 1 bilhão em empréstimos nos próximos cinco anos, dos quais 60% ela espera levantar com o BNDES. Das grandes empresas do setor listadas na Bovespa (BR Malls, Multiplan e Aliasnce), a Iguatemi é a única que possui acesso ao empréstimos subsidiados do banco estatal de fomento porque seu controle acionário pertence a brasileiros – a família Jereissati.

A estrutura de capital permite que a Iguatemi eleve o seu endividamento. A empresa fechou o ano de 2009 com um caixa líquido (descontadas as dívidas) de R$ 300 milhões, e uma caixa bruto de R$ 626 milhões. No ano passado, o grupo captou R$ 410 milhões com uma nova oferta de ações.

A receita líquida da Iguatemi cresceu 7,3% no quarto trimestre em relação a igual período de 2008, totalizando R$ 65 milhões. A geração de caixa (lajida – lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi 21% maior e atingiu R$ 51 milhões no último trimestre de 2009. (CF)

A réplica da Multiplan ao grupo Iguatemi – 16/11/2009

Fonte:Valor Online

O shopping Vila Olímpia, no qual foram investidos R$ 230 milhões, abre suas portas, daqui nove dias, em um dos bairros mais sofisticados da cidade de São Paulo. Nessa reta final, um formigueiro de operários e funcionários dos lojistas entram e saem das obras do centro comercial para dar os últimos retoques, o que torna o trânsito ainda mais complicado nos arredores.

Construído de forma vertical, com seis pisos, o shopping terá 187 operações, entre lojas e restaurantes, e contará com quatro lojas “âncoras” : Saraiva (livraria), CTIS (informática), Colombo Premium (aparelhos eletrônicos) e um boliche. Em 2010, ainda serão abertos um teatro e um complexo de cinemas do grupo Severiano Ribeiro.

O Vila Olímpia é, para a Multiplan, sócia do empreendimento, mais do que um shopping center. José Isaac Peres, controlador da Multiplan, conta que, três anos atrás, foi procurado pelo empresário Paulo Malzoni, então dono da rede Plaza de shopping centers, que queria propor-lhe um negócio: uma sociedade na construção de um centro comercial na capital paulista.

Havia um imóvel disponível no bairro da Vila Olímpia, não muito distante do shopping Iguatemi, a jóia do coroa do Grupo Iguatemi, da família Jereissati. “Quando o Malzoni me mostrou o imóvel, eu disse no mesmo momento: onde está o contrato para eu assinar?”, conta Peres. Malzoni até perguntou se ele não iria fazer pesquisas de mercado para avaliar se o negócio valia a pena. “Topei na hora”, diz Peres.

Quinze anos atrás, o Iguatemi construiu o shopping Market Place praticamente do outro lado da calçada do shopping Morumbi, a jóia da coroa da Multiplan. Construído há 30 anos, até hoje o Morumbi possui o aluguel mais caro entre todos os shoppings da empresa.

Para Peres, a oportunidade de disputar mercado com a família Jereissati só deu um sabor mais especial ao Vila Olímpia. “Seríamos dois contra um”, brinca o empresário. No entanto, apesar de ter descoberto o endereço, Malzoni não chegou até o fim da empreitada.

Em 2007, o empresário vendeu a sua empresa por mais de R$ 1,5 bilhão ao grupo Brookfield (antiga Brascan). A participação de Malzoni no capital do shopping Vila Olímpia entrou no pacote, o que acabou desagradando a Multiplan. A companhia entrou com um processo na Justiça por considerar que o Malzoni deveria ter dado à Multiplan o direito de preferência na aquisição de sua participação no empreendimento.

“Mas isso não afetou o nosso relacionamento com a Brookfield. Nos entendemos muito bem”, diz Peres. Além da Multiplan e da Brookfield, o antigo dono do imóvel onde o shopping está sendo construído, a família Milan, também recebeu uma participação no empreendimento, como permuta.

Peres afirma que tem um lema: “Terreno bom não dá prejuízo”. O que não dá dinheiro, acrescenta, é terreno barato. No caso do empreendimento na Vila Olímpia, a Multiplan pagou uma fortuna, R$ 9 mil por metro quadrado, por um pequeno terreno ao lado do shopping só para poder ampliá-lo.

O Iguatemi, porém, dará sua tréplica à Multiplan. O grupo começou a construir o shopping Iguatemi JK a apenas alguns metros do Vila Olímpia.

Varejo leva R$3 mil em ações da Iguatemi; acima disso, rateio é de 22% – 23/10/2009

Varejo leva R$3 mil em ações da Iguatemi; acima disso, rateio é de 22% – 23/10/2009

Fonte:Valor Online

SÃO PAULO – O pequeno investidor que reservou ações da Iguatemi Empresa de Shopping Center teve seu pedido integralmente atendido até R$ 3 mil. Se a reserva superou esse valor, será aplicado um rateio de 22,05%.

A partir de segunda-feira as novas ações podem ser negociadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sob o código IGTA3. A liquidação financeira da oferta acontecerá dia 28 de outubro.

O preço de emissão dos papéis foi fixado em R$ 28,50, um desconto de 1,72% sobre o preço de fechamento do papel no pregão de ontem, de R$ 29,00. Cabe lembrar, contudo, que durante a sessão o papel já tinha recuado 4,91%.

Dessa forma, a oferta inicial de 13,6 milhões de ações resultou na captação bruta de R$ 387,6 milhões para o caixa da companhia, que se comprometeu em investir na expansão das operações nos shoppings em que já tem participação, na aquisição de novas participações em empreendimentos e no desenvolvimento de novos shoppings.

O montante a ser levantado pela Iguatemi pode subir a R$ 445,74 milhões caso o lote suplementar de 15% seja integralmente vendido para atender ao excesso de demanda nos próximos 30 dias. A opção pelo lote adicional de 20% não foi exercida.

A Iguatemi chegou ao Novo Mercado da Bovespa em fevereiro de 2007, com a venda primária de 18.289.248 ações ON, a R$ 30 cada.

O setor de shopping centers deve ganhar um novo componente ainda em 2009. Depois de uma tentativa frustrada em 2007, a Aliansce anunciou que retomou os planos de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Brazilian Malls What are the implications of GGP’s bankruptcy?

UBS Investment Research 24 April 2009
www.ubs.com/investmentresearch

Rodrigo Monteiro(+5521 3262 9208) rodrigo.monteiro@ubs.com
Analyst

Gordon Lee(+1-212-713 1094) gordon.lee@ubs.com
Analyst

Global Equity Research
Americas
Real Estate
Sector Comment

Brazilian Malls
What are the implications of GGP’s bankruptcy?

brz-malls_ggp-chapter11

* GGP files for chapter 11:
* After several months of trying to reach an agreement with creditors,
GGP, one of the largest retail REITs in the U.S., recently filed for
Chapter 11 bankruptcy protection. Though not surprising, this is
relevant for the mall space as a whole given the importance of GGP in
the sector and for Brazil given their presence through its 49% stake
in Aliansce, one of the country’s largest mall players.

* What are the implications for the Brazilian malls?:
* In our view, there are two main implications for Brazilian malls.
First, it serves as a reminder of the risks associated with excessive
leverage and of how well the Brazilian malls stack up against peers on
this metric. Second, we would expect GGP to intensify its efforts to
sell its stake in Aliansce, which could have implications for the
competitive landscape and listed malls’ M&A strategy.

* What might Aliansce be worth?:
* Assuming zero discount to the average 10.7x 08 EV/EBITDA multiple on
which Brazilian malls trade, GGP’s 49% stake in Aliansce would be
worth approximately R$400m. In our view and assuming a fully-debt
financed acquisition, Multiplan’s balance sheet would seem the best
suited to acquire the stake.

* We reiterate our Buy ratings on BR Malls and Multiplan:
* We maintain our Buy ratings on BR Malls (top pick on higher stock
liquidity) and Multiplan, both of which trade at meaningful discounts
to global peers.

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A.

UBS does and seeks to do business with companies covered in its research reports. As a result, investors should be aware that the firm may have a conflict of interest that could affect the objectivity of this report.
Investors should consider this report as only a single factor in making their investment decision.

Statement of Risk
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* Risks for the Brazilian malls include 1) contract renewals, 2) macro economic downturn (decreasing customer spending) and 3) relatively lower stock liquidity.

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ANALYST CERTIFICATION

Each research analyst primarily responsible for the content of this
research report, in whole or in part, certifies that with respect to
each security or issuer that the analyst covered in this report: (1)
all of the views expressed accurately reflect his or her personal
views about those securities or issuers; and (2) no part of his or her
compensation was, is, or will be, directly or indirectly, related to
the specific recommendations or views expressed by that research
analyst in the research report.

Required Disclosures

This report has been prepared by Banco UBS Pactual S.A., an affiliate of UBS AG. UBS AG, its subsidiaries, branches and affiliates are referred to herein as UBS.

This document contains a summary of UBS research content. For a complete copy of the non-summarized version, please contact your UBS sales representative.

For information on the ways in which UBS manages conflicts and maintains independence of its research product; historical performance information; and certain additional disclosures concerning UBS research recommendations, please visit www.ubs.com/disclosures. The figures contained in performance charts refer to the past; past performance is not a reliable indicator of future results. Additional information will be made available upon request.

UBS Investment Research: Global Equity Rating Allocations
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UBS 12-Month Rating Rating category Coverage[1] IB services[2]
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Buy Buy 51% 36%
Neutral Hold/Neutral 37% 31%
Sell Sell 12% 22%

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UBS Short-Term rating Rating category Coverage[3] IB services[4]
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Buy Buy less than 1% 43%
Sell Sell less than 1% 36%

1: Percentage of companies under coverage globally within the 12-month rating category.
2: Percentage of companies within the 12-month rating category for which investment banking (IB) services were provided within the past 12 months.
3: Percentage of companies under coverage globally within the Short-Term rating category.
4: Percentage of companies within the Short-Term rating category for which investment banking (IB) services were provided within the past 12 months.
Source: UBS. Rating allocations are as of 31 March 2009.

UBS Investment Research: Global Equity Rating Definitions
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UBS 12-Month Rating
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Buy = FSR is > 6% above the MRA.
Neutral = FSR is between -6% and 6% of the MRA.
Sell = FSR is > 6% below the MRA.
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UBS Short-Term rating
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Buy: Stock price expected to rise within three months from the time the rating was assigned because of a specific catalyst or event.
Sell: Stock price expected to fall within three months from the time the rating was assigned because of a specific catalyst or event.
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KEY DEFINITIONS
Forecast Stock Return (FSR): is defined as expected percentage price appreciation plus gross dividend yield over the next 12 months.
Market Return Assumption (MRA): is defined as the one-year local market interest rate plus 5% (a proxy for, and not a forecast of, the equity risk premium).
Under Review (UR): Stocks may be flagged as UR by the analyst, indicating that the stock’s price target and/or rating are subject to possible change in the near term, usually in response to an event that may affect the investment case or valuation.
Short-Term Ratings: reflect the expected near-term (up to three months) performance of the stock and do not reflect any change in the fundamental view or investment case.

EXCEPTIONS AND SPECIAL CASES
UK and European Investment Fund ratings and definitions are: Buy:
Positive on factors such as structure, management, performance record, discount; Neutral: Neutral on factors such as structure, management, performance record, discount; Sell: Negative on factors such as structure, management, performance record, discount.
Core Banding Exceptions (CBE): Exceptions to the standard ±6% bands may be granted by the Investment Review Committee (IRC). Factors considered by the IRC include the stock’s volatility and the credit spread of the respective company’s debt. As a result, stocks deemed to be very high or low risk may be subject to higher or lower bands as they relate to the rating. When such exceptions apply, they will be identified in the Company Disclosures table in the relevant research piece.

Research analysts contributing to this report who are employed by any non-US affiliate of UBS Securities LLC are not registered/qualified as research analysts with NASD and NYSE and therefore are not subject to the restrictions contained in the NASD and NYSE rules on communications with a subject company, public appearances, and trading securities held by a research analyst account. The name of each affiliate and analyst employed by that affiliate contributing to this report, if any, follows.

Banco UBS Pactual S.A.: Rodrigo Monteiro. UBS Securities LLC: Gordon Lee.

Company Disclosures
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Company Name: BR Malls Participacoes S. A.[2a,4,5,6,20]

Reuters: BRML3.SA
12-mo rating: Buy (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$14.62
Price date: 23 Apr 2009

Company Name: Iguatemi[2b,4,6,13,16,20]

Reuters: IGTA3.SA
12-mo rating: Neutral (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$15.90
Price date: 23 Apr 2009

Company Name: Multiplan Empreendimentos Imobiliarios[2b,4,6,16,20]

Reuters: MULT3.SA
12-mo rating: Buy (CBE)
Short-term rating: N/A
Price: R$16.09
Price date: 23 Apr 2009
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Source: UBS. All prices as of local market close.

Ratings in this table are the most current published ratings prior to this report. They may be more recent than the stock pricing date

[2a] UBS AG, its affiliates or subsidiaries has acted as manager/co-manager in the underwriting or placement of securities of this company/entity or one of its affiliates within the past 12 months.
[2b] UBS AG, its affiliates or subsidiaries has acted as manager/co-manager in the underwriting or placement of securities of this company/entity or one of its affiliates within the past three years.
[4] Within the past 12 months, UBS AG, its affiliates or subsidiaries has received compensation for investment banking services from this company/entity.
[5] UBS AG, its affiliates or subsidiaries expect to receive or intend to seek compensation for investment banking services from this company/entity within the next three months.
[6] This company/entity is, or within the past 12 months has been, a client of UBS Securities LLC, and investment banking services are being, or have been, provided.
[13] UBS AG, its affiliates or subsidiaries beneficially owned 1% or more of a class of this company`s common equity securities as of last month`s end (or the prior month`s end if this report is dated less than 10 days after the most recent month`s end).
[16] Banco UBS Pactual S.A. makes a market in the securities of this company.
[20] Because UBS believes this security presents significantly higher-than-normal risk, its rating is deemed Buy if the FSR exceeds the MRA by 10% (compared with 6% under the normal rating system).

Brazil Regulation 388 Analyst Certification. Except as provided above, each research analyst primarily responsible for the content of this investment research report, in whole or in part, certifies that: (1) all of the views expressed accurately reflect his or her personal views about those securities or issuers, and such recommendations were elaborated independently, including in relation to Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates, as the case may be; (2) no relationship is maintained with any person who works for the subject companies which securities are mentioned on this research; (3) Banco UBS Pactual S.A.
and/or its affiliates (including the funds, portfolios and investment clubs in securities managed by them) do not own directly or indirectly 1% or more of the total capital of the subject companies or are involved in the acquisition, alienation or intermediation of such securities in the market; (4) does not hold, directly or indirectly securities of the subject companies which represent 5% or more of his or her net worth, and is not involved in the acquisition, alienation or intermediation of such securities in the market; (5) neither the analyst nor Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates receive compensation for any services rendered or presents any commercial relationships with any of the subject companies or person, entity or any kind of funds which represents the same interest of the subject companies; (6) no part of any of the research analyst’s compensation was, is, or will be directly or indirectly related to the pricing of any of the securities issued by any of the subject companies and/or to the specific recommendations or views expressed by the research analyst in this research although part of the analyst’s compensation comes from the profits of Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates and, consequently, revenues arisen from transactions held by Banco UBS Pactual S.A. and/or its affiliates.

Unless otherwise indicated, please refer to the Valuation and Risk sections within the body of this report.

BR Malls Participacoes S. A.

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
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Mar-31-2004 – – No Rating
Jun-04-2007 23.8 30 Buy 2
Aug-04-2007 22 30 Buy
Aug-16-2007 21.9 34 Buy
Dec-21-2007 22.2 40 Buy
Apr-13-2009 12.97 20.5 Buy
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
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Date Price Short-term rating
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Mar-31-2004 – No Rating
————————————————————————
Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Iguatemi

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
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Mar-31-2004 – – No Rating
Jul-17-2007 31.3 43 Buy 2
Aug-04-2007 29.75 43 Buy
Apr-13-2009 15.95 18 Neutral
————————————————————————
Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
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Date Price Short-term rating
————————————————————————
Mar-31-2004 – No Rating
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Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Multiplan Empreendimentos Imobiliarios

Performance (R$)
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Date Price Price target 12-mo rating
————————————————————————
Mar-31-2004 – – No Rating
Nov-26-2007 21.3 40 Buy
Apr-13-2009 15.3 21 Buy
————————————————————————
Source: UBS; as of 23 Apr 2009

Performance (R$)
————————————————————————
Date Price Short-term rating
————————————————————————
Mar-31-2004 – No Rating
————————————————————————
Source: UBS; as of 23 Apr 2009

[Note: On August 4, 2007 UBS revised its rating system. (See ‘UBS Investment Research: Global Equity Rating Definitions’ table for details). From September 9, 2006 through August 3, 2007 the UBS ratings and their definitions were: Buy 1 = FSR is > 6% above the MRA, higher degree of predictability; Buy 2 = FSR is > 6% above the MRA, lower degree of predictability; Neutral 1 = FSR is between -6% and 6% of the MRA, higher degree of predictability; Neutral 2 = FSR is between -6% and 6% of the MRA, lower degree of predictability; Reduce 1 = FSR is > 6% below the MRA, higher degree of predictability; Reduce 2 = FSR is > 6% below the MRA, lower degree of predictability. The predictability level indicates an analyst’s conviction in the FSR. A predictability level of ‘1’ means that the analyst’s estimate of FSR is in the middle of a narrower, or smaller, range of possibilities. A predictability level of ‘2’ means that the analyst’s estimate of FSR is in the middle of a broader, or larger, range of possibilities. From October 13, 2003 through September 8, 2006 the percentage band criteria used in the rating system was 10%.]

Global Disclaimer

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Vila Olímpia vira sonho de consumo dos próprios shoppings – 22/4/2009

Vila Olímpia vira sonho de consumo dos próprios shoppings – 22/4/2009

Fonte:Exame

Até 2010, três shopping centers voltados para o público de alta renda vão inaugurar 504 lojas a poucos metros da Daslu

Divulgação
Projeto do shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia, no mesmo terreno onde está localizada a Daslu

A condenação a 94 anos e meio de prisão por importação fraudulenta de produtos está longe de ser o único problema para Eliana Tranchesi, a dona da Daslu. Considerada um dos maiores templos do luxo no país, a Daslu terá de enfrentar a partir dos próximos meses uma concorrência feroz pelos consumidores endinheirados.

Até 2010, a inauguração de dois shopping centers e a ampliação de um terceiro empreendimento devem transformar a região da Vila Olímpia, onde está a Daslu, em uma espécie de “Boca do Luxo” da cidade de São Paulo. Os três shoppings contarão com 504 novas lojas na região – ou cerca da metade do total de lojas que serão abertas em shoppings na capital paulista até o final do próximo ano.

A Vila Olímpia, na zona sul da cidade, se tornou conhecida na última década por abrigar algumas das mais sofisticadas casas noturnas paulistanas. Mas a região não vive só de mauricinhos e patricinhas. A abertura de dezenas de edifícios comerciais permitiu que grandes empresas transferissem suas sedes e escritórios para o bairro.

Até o início o século, os shoppings Iguatemi e Morumbi eram os que estavam mais bem posicionados para aproveitar o grande fluxo de pessoas abastadas entre o Itaim, a Vila Olímpia e o Morumbi. Esse “duopólio” começou a ruir nos últimos anos com a inauguração de novos empreendimentos, um processo que deve atingir seu ápice em 2010.

Além da gigantesca loja da Daslu e do shopping Cidade Jardim, já em funcionamento, a Vila Olímpia em breve ganhará outros dois empreendimentos: o shopping Vila Olímpia, com inauguração prevista para novembro de 2009, e o JK Iguatemi, prometido para outubro de 2010. Já o shopping Cidade Jardim planeja abrir um novo piso com mais 60 lojas daqui a cinco meses.

Apesar de cada um desses empreendimentos ter características distintas, é bastante provável que os shoppings acabem por disputar os mesmos consumidores. Segundo Luiz Fernando Veiga, diretor-executivo da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), em geral mais de 50% das pessoas que fazem compras em um shopping são moradoras ou freqüentadoras assíduas da região.

Visão de negócio ou saturação?

Isso não quer dizer que os novos shoppings vão necessariamente devorar uns aos outros – inviabilizando todos os negócios. Veiga, da Abrasce, afirma que, antes de lançar um novo projeto, as empresas de shoppings já gastaram entre dois e três anos testando a demanda de lojistas e consumidores pelo empreendimento.

Para ele, por ser um dos maiores pólos de crescimento de São Paulo, a atual aposta dos shoppings na Vila Olímpia pode ser comparada ao que ocorreu há alguns anos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A região passou por um enorme boom imobiliário e atraiu milhares de famílias opulentas. E as empresas que perceberam esse movimento populacional antes – como a Multiplan, dona do BarraShopping – embolsaram enormes lucros.

Atualmente a tecnologia também ajuda as empresas de shoppings a detectar os novos bolsões de consumo. Ismael Rocha, professor e marketing para produtos de luxo da ESPM, diz que já existem programas de computador capazes de mostrar a quantidade e o perfil dos consumidores que frequentam cada espaço da cidade.

Ele também lembra que, em muitos casos, os varejistas preferem ter os concorrentes próximos – por mais incoerente que isso possa parecer. Em uma cidade com as dimensões de São Paulo, é necessário que o consumidor saiba onde encontrar determinado produto. “É essa filosofia que está por trás da instalação de tantas lojas de instrumentos musicais na rua Teodoro Sampaio ou de lustres na rua da Consolação. Há mais de 40 ruas segmentadas no comércio de São Paulo”, diz.

No caso da Vila Olímpia, Ismael Rocha acredita que o shopping Iguatemi é que criou o charme da região. Seu sucesso, no entanto, despertou o interesse dos concorrentes. “Se você já sabe que há ali o espírito da compra por prazer, da busca pelo glamour, e isso é importante para o seu negócio, o melhor lugar para você estar é ao perto dali”, diz o professor.

Especialistas ainda acreditam no sucesso dos shoppings da Vila Olímpia devido ao potencial de crescimento do setor como um todo e do mercado de luxo. Segundo Veiga, da Abrasce, o Brasil tem apenas 370 shoppings, enquanto nos Estados Unidos há cerca de 40 000 centros de compras. Além disso, Rocha, da ESPM, afirma que uma cidade média europeia como Bruxelas (Bélgica) tem um número de lojas de luxo maior do que São Paulo – apesar de não possuir mais consumidores de alta renda.

Veja abaixo as características dos principais shopping centers que vão elevar a concorrência na região da Vila Olímpia:

Shopping Vila Olímpia: Apesar de ser voltado para as classes A e B, esse empreendimento deve se diferenciar de seus vizinhos por não ter como principal foco o consumidor de luxo. Localizado na rua das Olimpíadas, o shopping quer, em primeiro lugar, atrair as pessoas que vivem e trabalham nas redondezas. É a mesma filosofia de outros shoppings paulistanos como o Higienópolis, por exemplo.

Para Marcello Milman, analista de shoppings da corretora do Santander, o Vila Olímpia não deve ter dificuldade em atrair público durante os dias de semana devido ao grande número de escritórios comerciais na região. Sua dívida é se o shopping será capaz de fazer o mesmo sucesso aos sábados e domingos, quando o fluxo de veículos e pessoas é menor.

O investimento total no Shopping Vila Olímpia é de 223,6 milhões de reais. O projeto terá uma participação de 30% da Multiplan (que já é dona do MorumbiShopping na região), de 30% do grupo Plaza e de 40% da Helfer (a empresa proprietária do terreno).

A entrega das chaves está prevista para julho, com a inauguração para o público em novembro, quando se espera que a economia brasileira já tenha voltado a crescer. A crise, de qualquer forma, não deve ser um empecilho para o shopping, já que 76% de suas 204 lojas estão com os contratos de locação assinados. Além disso, o setor como um todo tem se mostrado bastante resistente à turbulência mundial. Segundo a Abrasce, apenas 2% das lojas de shoppings estão vagas atualmente, contra uma média histórica de cerca de 5%.

Shopping JK Iguatemi: Com inauguração prevista para outubro de 2010, o shopping JK Iguatemi não iniciou a assinatura dos contratos de locação de lojas porque ainda aguarda a liberação de todas as licenças de construção e funcionamento. A expectativa do mercado é que entre as suas 240 lojas estejam algumas das mais sofisticadas grifes de luxo do mundo.

O shopping JK é uma parceria entre a empresa de shoppings Iguatemi e a construtora Wtorre, dona do terreno entre a marginal Pinheiros e a avenida Juscelino Kubitscheck onde também funciona a Daslu. Até agora só foram construídas as garagens no subsolo. A obra deve custar 180 milhões de reais.

Para Milman, do Santander, o maior risco do shopping JK é que ele será inaugurado depois dos concorrentes em uma região já bem atendida. O próprio Iguatemi possui dois outros shoppings voltados para o público de alta renda a poucos quilômetros de distância do JK: o Iguatemi da avenida Faria Lima e o Market Place, no Morumbi.

O shopping JK, no entanto, deve ter um foco maior no mercado de luxo e disputar consumidores – e também grifes – diretamente com a Daslu e o shopping Cidade Jardim. No Iguatemi da avenida Faria Lima, por exemplo, não haveria condições de enfrentar os concorrentes em igualdade de condições. Shopping mais antigo do Brasil, inaugurado em 1966, o Iguatemi possui lojas de grifes estelares, mas não conta com espaços vagos para a instalação de novas marcas de luxo. A opção de retirar as lojas de perfil mais popular também seria bastante complexa.

Já para a WTorre, o shopping deverá ajudar a valorizar todo o complexo de edifícios que está sendo construído no local. Além da Daslu e do shopping JK, o empreendimento inclui a Torre São Paulo – antigo esqueleto do prédio da Eletropaulo, que já foi integralmente vendido para o Santander por 1,06 bilhão de reais – e outras duas torres comerciais. Todos os empreendimentos do complexo serão interligados, respeitando os limites de acesso do Santander ou da Daslu. Cerca de 15 mil pessoas deverão passar pelo empreendimento por dia.

Shopping Cidade Jardim: Planeja elevar o número de lojas de 120 para 180 com a inauguração de um novo piso, provavelmente em setembro. O espaço já está construído, mas a entrega das chaves ainda não foi feita. A JHSF, dona do empreendimento, diz que há 150 empresas interessadas em ocupar uma das 60 novas lojas.

O shopping Cidade Jardim disputa o mercado de luxo com a Daslu e com o Iguatemi, mas busca se apresentar com uma imagem mais internacional e exclusiva. Localizado na marginal Pinheiros, o shopping praticamente só é acessível de carro. Não há praça de alimentação com redes de fast food, como é comum em ouros shoppings. O Cidade Jardim apostou na alta gastronomia de restaurantes sofisticados como o Nonno Ruggero do grupo Fasano.

O empreendimento também buscou um aspecto mais comum em centros de compras nos Estados Unidos ou na Europa. Seu interior é aberto, arborizado e com luz natural. O shopping é o único do Brasil a possuir lojas de grifes como Giorgio Armani, Chanel, Hermès, Daslu e Rolex. Com menos de um ano de vida, o Cidade Jardim conseguiu conquistar o consumidor de produtos de luxo que se considera mais moderno – enquanto o cliente mais tradicional ainda prefere frequentar o Iguatemi.

O shopping pertence à JHSF, uma tradicional incorporadora de imóveis de alto padrão. O próprio shopping faz parte da estratégia da JHSF de valorizar os demais imóveis que fazem parte do empreendimento. O terreno deverá abrigar mais três torres comerciais e nove residenciais, com apartamentos cotados em até 4 milhões de reais cada.

Daslu: Desde os tempos em que ocupava um conjunto de casas na Vila Nova Conceição, a loja de Eliana Tranchesi sempre teve como ponto forte o bom relacionamento entre funcionárias e donas com as clientes. As mulheres encontram espaços de maior intimidade e confiança em partes da loja onde não entram homens – e, por isso, não são necessários provadores. A loja conquistou consumidores entre o público de alta renda que está acostumado com o luxo e que faz questão de ser bem-recebido. Não é incomum encontrar clientes assíduas que viajam de outras cidades para comprar na butique.

Especialistas dizem que não é possível avaliar qual será o impacto do aumento da concorrência para a Daslu enquanto não forem definidas quais lojas ainda vão se instalar nos shoppings Cidade Jardim e JK Iguatemi. Procurada, a Daslu não quis dar entrevista.

Por estar localizado no mesmo terreno da marginal Pinheiros e por disputar o mesmo público, entretanto, o shopping JK Iguatemi tem potencial para tirar clientes da Daslu. Além disso, a Daslu ficou em uma posição fragilizada porque a WTorre, com quem possui o contrato de locação do imóvel onde está instalada, também é sócia de seu futuro concorrente, o shopping JK.

Para piorar, a Daslu, que vinha se recuperando da crise de imagem gerada pela operação da Polícia Federal que levou a prisão temporária de Eliana Tranchesi em 2005, voltou em março a ser envolvida em imbróglios judiciais. Eliana poderá recorrer em liberdade da sentença de 94 anos e meio de prisão a que foi condenada, mas chegou a passar uma noite no presídio feminino do Carandiru, na zona norte de São Paulo.

Para especialistas, acusações de crimes do colarinho branco, como a que atingiu a Daslu, costumam custar no mínimo 10% do faturamento anual das empresas. “O problema é que, nesses casos, a empresa é vista imediatamente como culpada”, diz Mário Rosa, consultor de imagem e autor de dois livros sobre o assunto. Considerando os tempos difíceis que se anunciam pela frente, os desdobramentos do escândalo envolvendo a Daslu não poderiam vir em pior hora.

Discórdia no mundo do luxo – 22/4/2009

Discórdia no mundo do luxo – 22/4/2009

Fonte:Exame

O recém-inaugurado shopping Cidade Jardim entra na disputa com o Iguatemi pelas grifes mais desejadas do planeta – uma briga que está longe de ser glamourosa

Por Carolina Meyer

Germano Lüders

Auriemo, da JHSF: luxo ajuda a vender imóveis

EXAME Mesmo em uma cidade agitada como São Paulo, poucos eventos foram tão aguardados quanto a inauguração do shopping Cidade Jardim, há três meses. O novo centro de compras, que já nasceu coroado como o mais novo templo do luxo da cidade, atraiu mais de 50 000 pessoas no primeiro dia de funcionamento, público suficiente para abarrotar o estádio do Pacaembu, o segundo maior da capital paulista. A fila de carros na entrada do estacionamento se estendeu por mais de 2 quilômetros na marginal Pinheiros. Passado o frenesi da abertura, uma silenciosa disputa – bem menos glamourosa – começou a ser travada com o mais tradicional e sofisticado centro de compras de São Paulo, o shopping Iguatemi. Logo após a inauguração, os donos do Cidade Jardim decidiram antecipar em um ano o projeto de expansão do shopping, previsto inicialmente para 2010. Formou-se então uma nova fila – agora de 150 lojistas que disputam as 60 lojas previstas na expansão. Cioso de manter o antigo título e a primazia entre os consumidores mais ricos, o Iguatemi tem tentado impedir que algumas grifes já instaladas em seus corredores “atravessem o rio” – uma referência à localização do Cidade Jardim, na margem oposta do rio Pinheiros. Oficialmente, os dois shoppings negam a disputa. “Há espaço para todos”, diz José Auriemo Neto, presidente da incorporadora JHSF, dona do Cidade Jardim. “O mercado de luxo cresceu muito e deve crescer mais ainda”, afirma Carlos Jereissati, presidente do Iguatemi.

A existência de dois grandes shoppings de luxo em São Paulo é uma demonstração de uma economia em expansão, na qual os pobres ficam menos pobres e os ricos ainda mais ricos. Desde 2003, o mercado de luxo no Brasil mais que triplicou de tamanho, passando de 1,3 bilhão de dólares para 5 bilhões de dólares em 2007. A cidade de São Paulo praticamente concentra 75% desse total. À exceção das lojas na sofisticada região dos Jardins, o shopping Iguatemi praticamente monopolizava esse mercado. Em 2005, a inauguração da gigantesca loja da Daslu, no bairro da Vila Olímpia, na zona oeste da cidade, surgiu como potencial ameaça, que, no entanto, não se concretizou frente aos problemas administrativos e legais que o empreendimento enfrentou. Com a chegada do Cidade Jardim, o Iguatemi ganhou um concorrente de fato. Tanto que tem se mobilizado para enfrentá-lo, seja oferecendo vantagens a grifes internacionais de prestígio, seja ameaçando retaliações caso seus lojistas abram filiais no novo shopping. “O Iguatemi sempre se cercou de dispositivos contratuais para impedir que os lojistas abrissem unidades em empreendimentos concorrentes”, diz o consultor Carlos Ferreirinha, da MCF Consultoria, especializada no mercado de luxo. “O problema é que agora muitos dos inquilinos preferem pagar multas e enfrentar processos a deixar passar a oportunidade de manter lojas nos dois maiores empreendimentos de luxo do país.”

Inaugurado em novembro de 1966, o Iguatemi é o shopping mais antigo do Brasil. Mesmo depois de contínuas ampliações e modernizações, tem hoje uma estrutura com limitações. Apesar de exibir grifes estelares, como Tiffany & Co., Louis Vuitton, Salvatore Ferragamo, Ermenegildo Zegna e Dolce&Gabbana, o Iguatemi não comporta mais lojas de grandes marcas. Ao mesmo tempo, mantém lojas com perfil popular, como Americanas e C&A. Pela legislação brasileira, o lojista tem direito à renovação automática do contrato (mesmo que isso vá contra a vontade do dono do empreendimento), o que torna virtualmente impossível renovar rapidamente o mix de lojas e fazer frente à concorrência do Cidade Jardim. Com isso, os administradores tentam negociar a saída de algumas lojas – ou pelo menos a redução do espaço que ocupam. É o caso da Lojas Americanas, que cedeu cerca de metade dos 2 500 metros quadrados que ocupava para acomodar a nova loja da italiana Gucci. A negociação demorou quatro anos e os termos e valores do acordo são mantidos em sigilo por ambas as partes. Atualmente, o Iguatemi negocia a saída de outras dez lojas, todas fora do mercado de luxo. “O Cidade Jardim teve a grande vantagem de chegar com as lojas escolhidas a dedo”, diz Jereissati.

A seleção criteriosa das lojas não é o único trunfo do Cidade Jardim. O centro comercial é apenas parte de uma estratégia mais ampla – e ousada – por parte da JHSF. Mais do que disputar consumidores endinheirados por meio de lojas exclusivas, o glamour do shopping serve para ser base de um complexo imobiliário que conta com três torres comerciais e nove residenciais, com apartamentos cotados entre 2 milhões e 4 milhões de reais cada um. A idéia é que o shopping, inaugurado antes de as torres serem concluídas, gere demanda pelo empreendimento como um todo, valorizando-o. “A JHSF inverteu a lógica do empreendimento imobiliário em São Paulo”, afirma Carlos Betancourt, presidente da Bracor, uma das maiores incorporadoras de prédios comerciais do país. “Em vez de seguir a lógica do mercado, competindo com outras incorporadoras, eles criaram no consumidor o desejo pelo projeto antes mesmo que ele exista.” Até agora, a estratégia, até então inédita no Brasil, tem funcionado. Desde o dia da inauguração do shopping, os apartamentos valorizaram-se mais de 20%.

A disputa das grifes Inaugurado há apenas três meses, o shopping Cidade Jardim já concorre com o grupo Iguatemi no principal mercado de produtos de luxo do país

Cidade Jardim

Lojas
120

Faturamento por metro quadrado
2 200 reis

Visitantes
30 000

Lojas exclusivas(1)
Rolex, Daslu, Montblanc, Giorgio Armani e Hermès

Quem está por trás
A incorporadora JHSF, que pertence à família Auriemo. A empresa atua no segmento de imóveis de alto padrão há 30 anos

Iguatemi São Paulo Lojas
330

Faturamento por metro quadrado
3 200 reais

Visitantes
48 000 por dia

Lojas exclusivas(1)
Burberry, Diesel, Bvlgari e Dolce&Gabbana

Quem está por trás
O empresário Carlos Jereissati, dono do grupo La Fonte, uma das maiores empresas de administração de shoppings da América Latina (1) Em shopping centers

A estratégia adotada pela JHSF no segmento de alto padrão tem provado-se bem-sucedida, sobretudo no mercado de capitais. As ações da companhia na bolsa de valores foram as únicas do setor de construção civil a registrar alta nos preços neste ano: 13,5%, ante uma queda média de 40% registrada no setor. O grupo Iguatemi, por outro lado, encontra-se em situação oposta. As ações da companhia caíram 33% nos últimos oito meses, um dos piores desempenhos entre as administradoras de shopping centers do país. Além dos resultados apresentados no último trimestre (o lucro líquido caiu 29% em relação ao mesmo período do ano passado), os papéis do Iguatemi refletem a indefinição que se formou em torno de seu mais recente empreendimento: o shopping JK, centro de compras localizado na marginal Pinheiros, em São Paulo, no terreno vizinho à opulenta sede da Daslu no bairro de Vila Olímpia e a apenas 2 quilômetros do próprio Iguatemi.

Concebido como uma resposta ao Cidade Jardim, o projeto prevê a construção de um shopping de alto padrão num complexo formado por duas torres comerciais de aproximadamente 30 andares cada uma. No entanto, passado mais de um ano desde o anúncio do projeto, o grupo Iguatemi ainda não fechou o portfólio de lojas do novo shopping. Muitas grifes presentes no Cidade Jardim, na Daslu e no próprio Iguatemi estariam receosas de abrir mais uma loja em regiões tão próximas e, com isso, comprometer a lucratividade dos pontos já existentes. “Ainda não está claro se o JK foi um bom investimento”, afirma o analista de um grande banco. “Se esses shoppings tiverem de disputar os mesmos clientes, é possível que sua margem de lucro seja reduzida, uma vez que o aluguel desses shoppings está atrelado às vendas.” Pelo jeito, a briga pelo mercado de luxo em São Paulo está só começando.

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