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Financiamento de imóveis bate recorde

Perspectivas: Demanda deve continuar firme em 2011, porque consumidores estão dispostos a se endividar

Financiamento de imóveis bate recorde

Roberto Rockmann | Para o Valor, de São Paulo

11/11/2010

Leonardo Rodrigues/Valor

Cláudio Borges, do Bradesco: a expansão do crédito imobiliário está ocorrendo em todas as regiões do Brasil

Diante do forte crescimento da economia, juros em queda e perspectivas positivas para os próximos anos, o ritmo de concessão de crédito imobiliário nos bancos privados e estatais tem crescido com força neste ano e batido recordes. O movimento não deverá parar por aí: em 2011, os bancos vão continuar buscando oferecer mais financiamento para as pessoas adquirirem imóveis.

"A disposição das pessoas físicas em aumentar seus níveis de endividamento continua elevada, diante da confiança em alta dos consumidores e as boas perspectivas do mercado de trabalho. O crédito imobiliário deverá continuar se destacando e crescendo no mesmo ritmo atual, pelo menos até o primeiro trimestre de 2011, horizonte medido pelo nosso indicador", afirma o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. "Diferentemente de outras modalidades, como o cartão de crédito, o financiamento imobiliário trabalha com prazos muito longos, de até 30 anos, e juros relativamente baixos, de 12% ao ano. Esses são pontos que contribuem para estimular sua expansão futura", comenta Rabi.

Principal agente financiador da construção civil no Brasil, a Caixa Econômica Federal (CEF) tem batido recordes sucessivos nos últimos anos. Em 2010, não será diferente. O crédito imobiliário deverá chegar a R$ 70 bilhões neste ano – cerca de 50% superior ao resultado de 2009 e 14 vezes maior que os R$ 5 bilhões financiados em 2003. Parte do bom resultado se deve à criação do programa Minha Casa, Minha Vida, destinado a famílias de menor poder aquisitivo. Até o fim de outubro, a Caixa havia contratado 712.902 unidades habitacionais, no valor de R$ 40,1 bilhões, no programa.

Em setembro, a média diária de financiamento de imóveis na Caixa chegou a 5.340 contratos. A expectativa é de que, nos meses de novembro e dezembro, se mantenha acima de 5 mil contratos por dia. As perspectivas para 2011 também são positivas, com possibilidade de expansão de até 20%.

O otimismo do banco estatal é compartilhado por instituições privadas e se deve a dois fatores: o Brasil convive com um déficit habitacional de aproximadamente 7 milhões de unidades residenciais, e a penetração do crédito imobiliário na economia brasileira ainda é baixa. Cerca de 90% do déficit de residências no país está concentrado nas famílias que recebem abaixo de cinco salários mínimos mensais, 7% nas famílias que recebem entre cinco e dez salários mínimos e o restante nas famílias ganha acima de dez salários mínimos.

Segundo estimativas do Bradesco, se somado o crédito a financiamento e construção de imóveis, o financiamento ao setor imobiliário deve chegar a 3,9% do PIB neste ano, bem acima dos 2,1% apurados em 2008 e dos 2,9% de 2009. Em 2014, o número deverá saltar para 14,7%. "O ritmo de concessão está em forte crescimento em todas as regiões do Brasil e as perspectivas são muito positivas", diz o diretor da área imobiliária, Cláudio Borges. De janeiro a setembro, a contratação chegaram a R$ 6,8 bilhões, 25% a mais do que no mesmo período de 2009.

Para 2011, Borges também acredita que a demanda por crédito imobiliário deverá permanecer em patamares elevados e crescer bem acima dos dois dígitos. "As classes C e D começaram a ingressar com mais força no financiamento", diz Borges. No Bradesco, cerca de um terço do dinheiro concedido a pessoas físicas para compra de imóveis tem sido direcionado a quem recebe entre três a dez salários mínimos. Em 2010, cerca de 20% dos imóveis financiados têm valores de aquisição entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. NO ano passado, 13% dos imóveis adquiridos estavam nessa faixa de preço.

No Itaú Unibanco, a carteira de crédito imobiliário também cresce. De janeiro a setembro, atingiu R$ 12 bilhões, alta de 13,9% no trimestre e de 52,7% ante o mesmo período do ano anterior. Do total, cerca de R$ 7 bilhões se referem a operações com pessoas físicas e R$ 5 bilhões em dinheiro financiado a incorporadoras e construtoras. Apesar do crescimento, o segmento representa cerca de 4% da carteira do maior banco privado do país, um percentual que não está muito longe do verificado em outras instituições financeiras privadas. Estimativas de mercado apontam que entre 5% a 7% das carteiras dos bancos privados no Brasil estão direcionadas a imóveis, um número baixo quando comparado a outros bancos no exterior.

Na Europa, cerca de metade da carteira dos bancos está ligada a hipotecas. "Na operação global do Santander, as hipotecas chegam a responder por 50% da carteira do banco, o que mostra o potencial que o segmento representa no Brasil", diz o diretor de negócios imobiliários, José Roberto Machado. Entre janeiro e setembro, a filial brasileira do banco espanhol registrou carteira de R$ 11,7 bilhões, sendo que 60% estão relacionados a operações com pessoas físicas e 40% com incorporadoras e construtoras. "Temos visto uma penetração desse produto em todos os segmentos, da renda mais baixa à mais elevada", analisa Machado.

Com a economia estável e inflação sob controle, as pessoas de baixa renda têm trocado o aluguel por parcelas da aquisição do primeiro imóvel. Na média renda, os reajustes salariais acima da inflação e o aumento do preço dos imóveis têm feito com que muitos financiem a compra de um imóvel melhor e maior que o antigo. No topo da pirâmide, os consumidores de alta renda investem em residências de olho na remuneração do aluguel, uma forma de ampliar o portfólio de investimentos.

Nos últimos meses, uma dúvida tem surgido entre os analistas: o crescimento da concessão de crédito imobiliário no Brasil está sendo sustentável? No caso especifico de financiamento imobiliário, além de avaliar a renda disponível do cliente, os bancos buscam fazer com que a prestação não comprometa além de 30% da renda de quem toma o empréstimo. Na Caixa e no Bradesco, na média, quem tem acesso aos recursos utiliza cerca de 20% da renda para adquirir um imóvel.

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Setor deve refletir processo de crescimento da economia

 

Apaixonados por construção: Gestores preveem expansão forte das empresas imobiliárias amparada no aumento do crédito e da massa salarial da classe média.

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

Gustavo Lourenção/Valor
 
Anibal Alves, superintendente de renda variável da Bram: preferência por MRV e PDG Realty de olho na baixa renda

O setor de construção civil é visto como um dos que melhor representa a expansão da economia brasileira. Na avaliação dos gestores, as empresas imobiliárias – amparadas pelo aumento do crédito – poderão capturar todo o ganho de massa salarial que a classe média deve ter nos próximos anos. O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo os especialistas, veio ampliar o financiamento e adicionar demanda a um mercado já favorecido pelo cenário macroeconômico.

O ambiente também é considerado propício para investimento por outro motivo: as construtoras e incorporadoras estão em plena fase de aceleração do crescimento. A divisão de gestão de ativos do Itáu Unibanco aposta nos resultados que as companhias ainda estão para apresentar. Segundo Marcelo Mizrahe, analista e gestor do fundo de infraestrutura do banco, entre 2006 e 2009, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das empresas abertas cresceu quase três vezes entre 2006 e 2009. Se o período analisado for de 2008 a 2012, esse aumento chega a seis vezes.

A elevação do lucro, diz o gestor, deve ser equivalente. “Não existe bolha imobiliária, é uma tendência estrutural de longo prazo”, diz Guilherme Rebouças, responsável por fundos diferenciados do Itaú Unibanco. Em 2006, havia uma única empresa do setor, a Cyrela, com faturamento acima de R$ 1 bilhão. Apenas três anos depois, um grupo de oito companhias ultrapassou o almejado patamar, algumas com folga.

Clécius Peixoto, diretor de renda variável da Vinci Gas Investimentos, segue o mesmo raciocínio: “A aceleração dos lançamentos a partir do segundo semestre do ano passado e este ano vai gerar muito caixa no ano que vem”, afirma. Para este ano, as grandes do setor estimam lançamentos na casa de R$ 3 bilhões cada uma. As maiores esperam uma evolução média de 50% nos lançamentos este ano, mas em alguns casos, como a Gafisa, o crescimento projetado chega a 95%

“A estrutura de capital das empresas também ficou muito boa depois das captações”, acrescenta Peixoto. No ano passado e início deste ano, um grupo de mais de seis empresas fez uma nova rodadas de ofertas de ações – a maioria muito bem-sucedida. Calcula-se que os “follow-on” tenham injetado mais de R$ 10 bilhões nas empresas de construção entre 2009 e 2010.

O potencial de expansão do setor, sob vários aspectos, é muito grande: o crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 3% do PIB, contra 13% no México, 18% no Chile e 70% nos países desenvolvidos. O aumento do crédito também sustenta esses argumentos. Em 2003, de acordo com dados do Itaú Unibanco, cerca de 120 mil novas unidades foram financiadas.

No ano passado, esse número chegou a 600 mil (sendo 275 mil dentro do Minha Casa, Minha Vida). “O programa deu ao setor a certeza que teria dinheiro para financiar a obra e a garantia de que ficariam com o cliente”, diz Marcelo Mizrahe. O analista explica que a crise ensinou às empresas que os lançamentos de imóveis deveriam estar vinculados tanto ao financiamento à construção, quanto ao cliente. Muitas companhias tiveram problemas justamente por lançar sem essa garantia e, com o revés do mercado, tiveram problemas.

Por conta do programa, as empresas com foco ou participação importante na construção popular entraram no radar dos gestores, mesmo depois da forte valorização do ano passado. “Gostamos de MRV e PDG Realty, que é dona da Goldfarb, porque elas sabem atuar na baixa renda”, afirma Herculano Alves, diretor de renda variável da Bradesco Asset Management.

O aumento recente das taxas de juros, na opinião dos gestores, não é um problema, já que o crédito imobiliário está barateando por conta da concorrência com a Caixa Econômica Federal. Além disso, o índice de referência no crédito imobiliário é a TR e não o CDI.

Além de o setor de construção estar presente nos fundos passivos e ativos de índice, começam a surgir também os fundos setoriais de construção, baseados no índice imobiliário, criado pela BM&FBovespa em janeiro de 2009. O fundo de construção do Banco do Brasil teve o maior retorno entre os fundos de ação do banco no ano passado: com mais de 200% de retorno, chamou a atenção dos cotistas. Resultado: com um patrimônio de R$ 152 milhões no fim de maio, só perdeu para o de siderurgia, com R$ 200 milhões. Para efeito de comparação, o fundo de energia tinha R$ 76 milhões e o de bancos, R$ 65 milhões.

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Banco privado pena para roubar fatia de mercado da Caixa

    Adriana Cotias, de São Paulo
    24/06/2010

O fantástico crescimento de 50% do estoque de crédito imobiliário nos últimos 12 meses, que chegou a R$ 107,7 bilhões no fim de maio, não tem oferecido chance para que os bancos privados ganhem fatias maiores desse promissor mercado. A competição se acirrou, porque todos querem tirar partido do carro-chefe do crescimento do crédito, mas, pelos dados divulgados ontem pelo Banco Central, o bloco das instituições financeiras públicas – de longa data liderado pela Caixa Econômica Federal – responde por 75% do bolo. Em dezembro de 2008, o percentual era de 71% e, portanto, o que se vê é até um crescimento da participação da Caixa, fomentado pelo programa federal de residências populares Minha Casa Minha Vida.

Os bancos privados tentam, agora, tirar partido do gargalo operacional da Caixa para atender em suas agências a toda a demanda por financiamentos da casa própria. Liberar o crédito no menor tempo possível passou a ser o mote dos executivos à frente dessas carteiras nas instituições privadas. Há relatos de recursos aprovados em até sete dias.

Os grandes nomes do varejo encontram demanda reprimida em sua própria base de clientes e definem estratégias para acessá-la, enquanto tentam conquistar fatias no entorno, fortalecendo, por exemplo, as parcerias com imobiliárias para oferecer empréstimos no ponto de venda dos imóveis.

“O mercado está mais competitivo, mas em termos de penetração, nos nossos cliente bancarizados, ainda é incipiente”, diz o superintendente de crédito imobilário do Santander, Fernando Baumaier. “Ainda há um grande caminho a percorrer para dizer que o produto está deslanchando e se disseminado no mercado.” Como um dos primeiros bancos privados a apostar suas fichas no segmento – com o lançamento, em 2006, do financiamento com taxas prefixadas, antes de o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar o uso dos recursos da poupança para a modalidade -, Baumaier conta que, hoje, quase não há distinção no produto entre os concorrentes. “Os outros começaram a fazer o que fazíamos, então o diferencial é atender a expectativa do cliente de prazo de liberação do empréstimo.”

A carteira do Santander, que somava R$ 9,7 bilhões ao fim do primeiro trimestre, teve um incremento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando-se também os desembolsos à construção. A parcela destinada à pessoa física somava R$ 5,4 bilhões, sensivelmente menor do que os saldos em cartões de crédito e consignado, na casa dos R$ 8 bilhões. Nos contratos ajustados pela Taxa Referencial (TR), os juros partem de 8,90% para imóveis até R$ 120 mil, enquanto nas operações prefixadas começam em 12,54% ao ano para o prazo de 30 anos.

No Bradesco, para imóveis até R$ 150 mil, os juros cobrados nos primeiros 36 meses são de 7,90% mais a TR, passando a 9,50% a partir do 37º mês até o fim do contrato, em 30 anos. “É uma febre. O mercado está muito disputado”, diz o diretor de empréstimos e financiamento, Nilton Pelegrino. Simplificar processos e colocar especialistas em crédito à habitação junto às 1,3 mil imobiliárias parceiras foi a forma escolhida para tentar ganhar terreno e transpor as fronteiras da própria base. O banco instalou 23 escritórios dedicados ao crédito imobiliário em grandes capitais e pretende elevar o número a 50 ao longo do ano. As consultas e simulações na ponta já são online e feitas pelos próprios corretores. “A pretensão é liberar o financiamento em 10 dias.”

Comparativamente ao primeiro trimestre de 2009, os desembolsos cresceram 182%, e atingiram R$ 1,84 bilhão. A previsão do banco é originar R$ 6,5 bilhões no total até dezembro, o que vai representar um incremento de 38% em relação ao ano passado. No mix, a maior fatia ainda é das concessões à pessoa jurídica, que representaram 81,7% nos primeiros meses do ano. Na composição da carteira, de R$ 7,5 bilhões, a pessoa física respondia por 37,1%.

Já o HSBC trouxe, há cerca de um ano, para os seus quadros Antônio Barbosa, executivo oriundo da área de crédito imobiliário do Banco Real para colocar o segmento no mapa do mercado também no país. “O financiamento à habitação está no DNA do banco no mundo.” A intenção, explica, é conquistar uma fatia de mercado semelhante à que a instituição tem no varejo bancário, algo perto dos 5%, 6%, o dobro da atual. Ser ágil na finalização do processo de concessão com 60 especialistas presentes nas principais capitais do país foi o caminho adotado para abreviar a espera do mutuário para menos de 30 dias. “Mas temos caso de operação liberada em sete dias.” A meta é incrementar a carteira de pessoa física, que fechou 2009 em R$ 1,3 bilhão, em mais de 50%.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

A Brasil Brokers realiza a unificação de duas imobiliarias, a DelForte & I.Price com a Frema, e cria a empresa Del Forte Frema com o intuito e motivação de fortalecer ainda mais a marca no mercado imobiliario do Estado. Continuar com a excelencia eprestar os serviços com qualidade, é o foco da empresa.
Agora a Del Forte Frema possui 1.800 corretores que atuam em 38 cidades do Estado. Os profissionais atuarão em 147 pontos de venda, sendo sete filiais: São Caetano, São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, São José dos Campos, Perdizes, além da matriz localizada na Av Indianapolis, 618. No ABC, a empresa possui uma boa atuação em São Caetano do Sul, onde esta desde 2004. A sede fica na rua Amazonas, 271. A imobiliaria atua no ramo de vendas de loteamentos e imóveis novos e usados, e atinge todas as classes, de A a D. No último ano, a empresa superou as expectativas e alcançou R$ 2 bilhoes em vendas. Em 2007 Grupo Brasil Brokers adquiriu a Del Forte. No ano seguinte, a empresa promoveu a fusão das duas imobiliárias e criou a Del Forte & I.Price. A I.Price operava no mercado imobiliário desde 2005, e atuava nos municípios de São Paulo, Campinas, São Bernardo e Jundiaí.
Ja a Del Forte foi fundada em 2007, e contava com uma forte atuação na regiao do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).
A Frema, adquirida pelo grupo em março de 2008, iniciou suas atividades em 1972. Presente no segmento de lançamentos imobiliários residenciais de medio e altíssimo padrão, imóveis prontos e loteamentos, a imobiliária operava na comercialização de empreendimentos na Zona Oeste de São Paulo, São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí.
Hoje A Del Forte Frema possui quatro diretores comerciais, cinco diretores de vendas, doze superintendentes, sessenta e três gerentes de vendas, quatro diretores de atendimento, dez gerentes de atendimento, entre outros funcionários.
Todo o sucesso da empresa se dá principalmente pelo empenho dos seus sócios, ja que os mesmos acreditaram no projeto e fizeram com que a empresa alcançasse o sucesso.
“Com a fusão, a Del Forte Frema passa a operar entre as três maiores empresas do ramo imobiliario do Estado”, comenta  Aguinaldo Del Giudice, que há 40 anos esta em São Caetano no do Sul.

Jovens Realizam mais cedo o sonho da casa própria

jovens realizam mais cedo sonho da casa propria Estadao 23052010

Compra da Agre reacende movimento de consolidação

Construção: Companhias já se reuniram para avaliar possíveis parcerias

Compra da Agre reacende movimento de consolidação

    Daniela D’Ambrósio, de São Paulo
    17/05/2010

A compra da Agre pela PDG Realty, há duas semanas, aguçou o mercado imobiliário e o movimento de consolidação – que andava morno, depois de exaustivamente discutido em 2008 – voltou à pauta com força total. Pouco depois do anúncio da aquisição, que pegou muita gente de surpresa, vários conselhos de administração se reuniram às pressas para avaliar o cenário competitivo e estudar possíveis parcerias.

Segundo o Valor apurou, tanto as butiques de fusões e aquisições quanto os bancos de investimento já estão com o jogo de xadrez montado e saíram em busca dos possíveis comprados, de um lado, e dos compradores, de outro, para fechar novas parcerias. “Todo mundo está conversando com todo mundo, está um verdadeiro alvoroço no mercado”, diz o executivo de uma empresa.

 
Foto Destaque
 

Ainda não há nada de concreto, mas tanto as construtoras, quanto bancos e advogados ouvidos pelo Valor, apostam – agora, sim – em uma nova rodada de fusões e aquisições. A “nova” PDG e a Cyrela viraram duas gigantes, com valor de mercado perto de R$ 9 bilhões, e se distanciaram das demais. “Muitas não querem ficar para atrás e, sozinhas, elas não chegam a lugar algum”, afirma uma fonte. O argumento das grandes é o ganho de escala e a aceleração do crescimento e o modelo preferido é o da troca de ações, sem envolver dinheiro no negócio. Para as menores, pode ser a melhor saída diante do novo cenário que se desenha no setor.

Na lista das empresas passíveis de serem adquiridas estão CR2, Trisul, com valor de mercado abaixo de R$ 500 milhões, e CCDI, que vale cerca de R$ 600 milhões.

Está mais fácil identificar os alvos do que os atiradores. Naturalmente, pelo tamanho, seriam Cyrela e Gafisa. A MRV, apesar de grande, não tem essa cultura, na avaliação do mercado. Para a Cyrela, uma aquisição nesse momento significa sair da incômoda posição de líder num dia e vice-líder no outro. A nova PDG, agora com Agre, ficou com um tamanho muito próximo de Cyrela e a primeira posição do setor depende do número analisado. No entanto, a Cyrela é tida como menos agressiva nas aquisições. Nos últimos anos, comprou empresas fechadas, como Goldstein e RJZ, mas desistiu da compra da Agra, companhia aberta que acabou dentro da Agre, depois de alguns meses dentro da companhia. No meio do caminho, o humor do mercado virou e a empresa teria achado o ativo caro demais.

A Gafisa já é vista como uma empresa disposta a arriscar mais. Mas a saída de Sam Zell, que vendeu 4,3% do capital da empresa e ficou com 7,18% da companhia, derrubou as ações e foi interpretada de forma negativa pelo mercado. A leitura também é a de que o megainvestidor estrangeiro não teria vendido parte de suas ações às vésperas de uma operação importante da empresa. A Gafisa fez uma aquisição relâmpago da Tenda, costurada em praticamente um fim de semana, quando a empresa mineira de baixa renda estava no auge da crise.

Entre as companhias de porte médio, um dos nomes mais citados é o da Even. No passado, Rossi e Even chegaram muito perto de fechar uma associação. A Brookfield, que já é resultado de uma incorporação, também é vista pelos articuladores de parcerias como uma candidata à compradora, embora tenha passado por um movimento recente de incorporação. A empresa resultou da compra da Company pela Brascan, que já havia adquirido a MB Engenharia, construtora do centro-oeste. A Brookfield reportou um lucro considerado baixo para o seu tamanho.

O que está em jogo é a lucratividade. Os balanços do primeiro trimestre e os fechados de 2009 mostram que a maioria das empresas pequenas está com margens mais baixas que as grandes, com uma ou outra exceção – como Eztec e Helbor. “Há muita construtora com despesas gerais e administrativas, proporcionalmente, muito altas”, avalia uma fonte do setor. No ano passado, por exemplo, o setor teve, em média, uma relação de despesa administrativa sobre receita líquida de 7,6%. Na Cyrela e PDG, essa relação foi de 5,5%. Mas chegou a 11,1% na Rodobens, 13,7% na CCDI e 13,9% na Inpar.

As maiores empresas aceleraram fortemente no último ano e estão ganhando volume de vendas e lançamentos considerável. Projetam para este ano chegar na casa de R$ 4 bilhões até R$ 7 bilhões de vendas. A pergunta, inevitável, é: o que acontecerá com as pequenas? A liquidez dessas empresas está em queda e o movimento só tende a se acentuar. “É natural que os grandes fundos internacionais e nacionais se posicionem nas maiores e mais líquidas”, diz um executivo do setor. “E, se além de pouco líquida, a empresa tiver um resultado insatisfatório, não tem muita saída.”

Os fundos de private equity também estão ativos. O Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, comprou 14,5% da Odebrecht Realizações. A GP Investimentos está procurando um ativo no setor. Segundo o Valor apurou, já sentou para negociar com Tecnisa, mas a conversa não avançou, e até com a Agre, antes de sua venda para a PDG.

O executivo de um banco com bastante experiência na área imobiliária lembra que é um setor complicado para fazer esse tipo de operação. “É muita empresa de dono, com ego e que acha que sua empresa vale mais do que realmente vale”, afirma. “Mas, agora, há muita gente disposta a deixar o ego de lado e olhar o racional.”

Com exceção da Company, comprada pela Brascan, todas as aquisições do setor foram ditadas por dificuldades financeiras extremamente sérias das empresas compradas – algumas perto da insolvência. Foi assim com Tenda, Klabin Segall e Abyara. A Inpar, que também enfrentou uma fase complicada, vendeu 51% do capital para o fundo americano Palladin.

Um modelo possível é o o que o mercado tem chamado de “IPO pela porta dos fundos”, ou seja, uma empresa fechada que tem intenções de abrir capital incorpora os ativos de uma aberta e fica listada – uma bela saída, por exemplo, para uma empresa como a WTorre, que colocou uma oferta na rua, mas o mercado fechou depois disso. E, dizem fontes, estaria em dificuldades para levantar a demanda.

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