Arquivo

Posts Tagged ‘condominio’

Abertura do Plantão Martese Alto da Lapa – Brasil Brokers – EVEN

Convite para Abertura do Plantão Hoje ! Dia 01/Novembro/2014

convite Martese 01 e 02 Nov

http://www.slideshare.net/JonasdeAlmeidaFederi/martese-alto-da-lapa-abertura-do-planto-01novembro2014

OPORTUNIDADE DO ANO

PREÇO DE LANÇAMENTO DO 5o andar – referencia – R$ 8.690,00/m2

Se houver interesse me procure no 9.63500239 ou me envie um email no jonasjr@brbrokerssp.com.br para mais detalhes

Imperatriz – Imagens PRELIMINARES

Anúncios

Bancos agora cortejam as imobiliárias

Bancos agora cortejam as imobiliárias

    De São Paulo
    05/02/2010

Depois de disputarem as redes varejistas de eletrodomésticos para expandir suas carteiras de crédito ao consumo, os bancos partem agora em busca de acordos com as imobiliárias. É a partir delas que as instituições vão distribuir produtos para imóveis, como financiamentos e seguros.

Ao fechar parcerias com os corretores, os bancos estão interessados em marcar posição em um negócio que ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil o mercado de crédito imobiliário corresponda a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume bastante inferior aos 69% dos Estados Unidos ou mesmo dos 11% do México. Além disso, é nas imobiliárias que se concentra a maior parte das transações do mercado. Os imóveis usados representam 63% das vendas anuais de casas e apartamentos.

“O importante para o banco é estar perto do cliente logo na hora em que ele decide comprar um imóvel”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o Itaú e a imobiliária Lopes.

Criada por Larine e pela Lopes em 2007, a CrediPronto contratou o banco Goldman Sachs para encontrar um parceiro financeiro. A disputa teve 12 concorrentes. O Itaú saiu vencedor com a proposta de pagar R$ 290 milhões à vista à Lopes e outros R$ 220 milhões vinculados ao resultado da CrediPronto pelos próximos dez anos. Agora, as 152 lojas da Lopes e de suas associadas – número que ainda será expandido – só podem oferecer a seus clientes produtos do Itaú.

No ano passado, a CrediPronto gerou cerca de R$ 150 milhões em financiamento imobiliário. Para este ano, a expectativa é que a companhia ofereça R$ 350 milhões.

A BM Sua Casa, distribuidora de produtos financeiros da Brazilian Mortgages, opera com 30 lojas próprias – que estão até em shopping centers – e mais 500 imobiliárias associadas. “A compra de um imóvel é uma decisão familiar, geralmente tomada fora do horário comercial de um banco, por isso é importante criar canais alternativos de venda do financiamento”, avalia Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.

Tanto a CrediPronto quanto a BM Sua Casa pagam comissões para as imobiliárias, modelo que não é seguido pelo Santander. “Acreditamos que, ao oferecer o crédito a seus clientes, as imobiliárias já são beneficiadas”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do banco.

A estratégia do Santander passa por um site na internet, o WebCasas, comprado pelo banco no mês passado. Ao mesmo tempo em que mostra os classificados de imóveis e informações do mercado, a página também apresenta os produtos da instituição. Em 2002, para avançar no financiamento de veículos, o banco Real, adquirido pelo Santander, comprou o WebMotors e chegou a ter a liderança do setor.

A dificuldade que as instituições financeiras encontram para se associar às imobiliárias é o fato de esse ainda ser um mercado totalmente pulverizado, diferentemente do varejo de eletrodomésticos. Só existem duas grandes empresas no setor, a Lopes e a Brasil Brokers, ainda sem parceiros financeiros.

Para as imobiliárias, as parcerias também são valiosas. “É um importante instrumento de liquidez do mercado. Ao facilitar a venda de um imóvel usado, acaba-se favorecendo também o mercado de novos porque o vendedor pode optar por morar em um apartamento mais atual”, diz Tomás Salles, diretor da Lopes. Ou seja, a corretora ganha duas vezes. “Hoje o brasileiro muda muito pouco de casa porque não tem como pagar”, diz Salles. Levantamento feito pelo Credit Suisse mostrou que os mexicanos trocam de imóvel quatro vezes ao longo da vida, enquanto a média brasileira é de 1,8 vez. (C.M.)

Construção civil será destaque em 2010

De Olho na Bolsa:

Construção civil será destaque em 2010

    Daniele Camba
    28/12/2009

Colunista

Financiamentos imobiliários com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação econômica com o fim da crise financeira internacional, além da expansão da renda e do emprego. Esses são fatores que fizeram com que o setor de construção civil tivesse um bom desempenho neste ano e, para 2010, espera-se que as construtoras se destaquem ainda mais. Essa é a opinião de algumas corretoras. No caso da Gradual Investimentos essa ideia é ainda mais forte. “O setor de construção civil deve ser o que mais dará retorno no ano que vem”, afirma Paulo Esteves, chefe da área de análise da Gradual Investimentos.

Foto Destaque

O crescimento do crédito, especialmente das linhas de mais longo prazo, a continuação do aumento da renda e do nível de emprego serão os pilares para a melhora do cenário das construtoras e, consequentemente, para as suas ações em bolsa. Já com relação às taxas de financiamento, a expectativa é de que elas caiam em 2010. Atualmente, um financiamento imobiliário de 35 anos possui uma taxa média de 10% ao ano. No próximo ano, essa taxa pode cair para algo entre 9% e 7,5% ao ano, uma redução significativa, estima Esteves.

Os números mostram o aquecimento do setor imobiliário. “Em conversas com as construtoras, elas dizem que a demanda está tão forte que em uma semana vendem 70% das unidades de um lançamento”, diz Esteves. Ele tem percebido a efervescência do setor por experiência própria. “Eu já fui procurado por vários corretores com boas oportunidades de negócios, tanto é que eu mesmo estou comprando um outro imóvel”, confessa Esteves.

Foto Destaque

Além dos fatores macroeconômicos, a insatisfação dos investidores com os ganhos da renda fixa deve ser um importante empurrão para o setor imobiliário. Com retornos mais modestos, os investidores sairão da renda fixa tradicional e uma parte desses recursos tende a ir para investimentos ligados ao setor imobiliário, desde a aplicação em fundos imobiliários até a aquisição dos imóveis em si.

Mesmo a retomada do processo de alta da taxa de juros Selic, prevista para ocorrer em meado do ano que vem, não será suficiente para mudar essa migração de recursos da renda fixa para outras formas de investimento, acredita o chefe de análise da Gradual. A projeção da corretora é que a taxa Selic termine 2010 em 10,75% ao ano, dos pontos percentuais acima do nível atual. Dentro do setor imobiliário, as principais recomendações da Gradual são os papéis da Eztec – uma construtora de menor porte, mas extremamente descontada se comparada às demais ações do segmento – e da Brookfield – a única multinacional listada em bolsa, bem estruturada e com acesso a um capital mais barato, por intermédio do seu controlador internacional -, explica Esteves.

Outros setores

A expansão da renda e do emprego, juntamente com a recuperação econômica, vai impactar positivamente outras empresas ligadas ao mercado interno. Entre elas estão as que fazem produtos para a população de massa, como alimentos, carnes e bebidas. Esteves cita alguns nomes como Brasil Foods, Pão de Açúcar, M. Dias Branco, AmBev e os frigoríficos, sendo que as duas primeiras estão entre as principais recomendações da Gradual.

Já para o Ibovespa, a projeção da corretora é de 81 mil pontos para o fim de 2010, o que significa uma valorização de 19,84% em relação ao fechamento da última quarta-feira, aos 67.588 pontos. Esteves afirma que alguns clientes acharam o número acanhado demais até porque existem projeções que beiram os 90 mil pontos. Esteves explica: “Os 81 mil pontos devem ser comparados aos 62 mil pontos que projetávamos para o fim deste ano e não aos 67 mil pontos atuais”, diz. “Essa diferença entre os 62 mil e os 67 mil já é uma antecipação de um tanto que deveria subir em 2010.”

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br

Banqueiros já veem queda de margem

novembro 15, 2009 1 comentário

Domingo, 15 de Novembro de 2009 | Versão Impressa

 Banqueiros já veem queda de margem

Com juros mais baixos e aumento da competição, cenário do setor começa, finalmente, a mudar no País

 

 

Leandro Modé

 

 

 

Especialista em análise de bancos, Alberto Borges Matias, professor da USP de Ribeirão Preto, não tem dúvidas: “2010 será o primeiro de uma série de anos que farão com que nosso sistema bancário se torne igual aos outros”, afirma. Que fique claro: igual, para ele, significa bancos que emprestem muito mais do que hoje e cobrem taxas de juros menores que as cobradas atualmente.

Pode-se argumentar que as palavras de Matias, tradicional crítico do modelo bancário brasileiro, carreguem um certo exagero. Mas é inegável que o cenário para 2010 tem alguns ingredientes realmente diferentes. Algo que os próprios banqueiros reconhecem.

Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, nas semanas passada e retrasada, executivos de Itaú Unibanco e Bradesco, as duas maiores instituições financeiras privadas do País, alertaram que suas margens (relação entre lucro e receitas financeiras) devem cair no ano que vem, avaliação endossada por analistas de mercado.

“A margem deve diminuir com a competição maior”, disse o diretor executivo de Controladoria do Itaú Unibanco, Silvio de Carvalho. “A tendência é a margem cair por causa da redução do spread (diferença entre a taxa que o banco paga ao captar dinheiro e a que cobra no empréstimo ao cliente)”, completou o vice-presidente executivo do Bradesco, Domingos Abreu, que também atribuiu o provável efeito ao aumento da concorrência.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, é outro que espera mais competição em 2010. “Eu não estou fazendo essa projeção para o ano que vem, eu venho repetindo isso há algum tempo. A gente já esperava para este ano essa concorrência mais acirrada, por causa de uma postura mais tímida (dos concorrentes) naquele momento (auge da crise). Isso vai se acirrar para o ano de 2010.”

Três fatores são chaves para entender o cenário dos bancos para 2010. O primeiro é a expectativa de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa média do mercado é de uma expansão na casa de 5%, mas há quem preveja alta próxima de 6%. Em geral, cada ponto porcentual do PIB implica um crescimento de 4% a 5% do crédito total da economia. Levando em conta as hipóteses menos otimistas, os empréstimos cresceriam, portanto, 20%.

O segundo fator é a perda de participação de mercado das instituições privadas para as públicas em 2009. Em dezembro de 2008, os bancos controlados pelo governo respondiam por 36,3% dos empréstimos no País. Em setembro deste ano, haviam avançado para 40,6%. Embora publicamente neguem a intenção de recuperar terreno, os bancos privados sabem que precisam reagir.

O Bradesco, aliás, no mesmo dia em que anunciou os resultados trimestrais, divulgou a ampliação dos prazos de financiamento para várias modalidades de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

“Agora o sufoco (crise) passou. Os bancos privados vão ter de voltar (para o crédito) e isso, impreterivelmente, levará a um aumento da concorrência”, disse a analista de instituições financeiras da Ativa Corretora, Laura Lyra Shuch.

Ela lembra que a estratégia dos bancos públicos, sobretudo do Banco do Brasil (que tem capital aberto e, portanto, ações negociadas em bolsa), foi muito criticada. “A primeira interpretação, inclusive minha, foi de que o BB seria o “pai” da crise, o que fez suas ações caírem fortemente. Aos poucos, vimos que sua estratégia foi acertada.”

O terceiro fator, que, diferentemente dos outros dois, pode ser considerado estrutural, está relacionado especificamente ao crédito imobiliário. Pela primeira vez na história recente do País, os bancos apostam firmemente nessa área, que, hoje, equivale a menos de 5% do PIB – para se ter uma ideia, em países como os Estados Unidos, supera os 50%.

Esse apetite é explicado, basicamente, pela queda da taxa básica de juros, hoje em 8,75% ao ano, e por mudanças regulatórias, que deram mais segurança para o credor. “O spread (ganho) dos bancos no empréstimo imobiliário é mais baixo do que em outras modalidades”, afirmou o analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu. Ou seja, à medida que as instituições aumentarem sua fatia em um segmento menos rentável, puxam para baixo a margem geral.

Os analistas ressaltam que redução de margem não implica necessariamente queda de lucro. “Os bancos vão tentar compensar essa baixa com o aumento dos volumes”, observou Santacreu. Abreu, do Bradesco, confirma. “O objetivo é compensar as operações de spread menor com alta do volume”, disse.

Santacreu também lembra que, embora os próprios bancos acreditem em uma queda da margem, vão fazer o máximo que puderem para evitá-la. “Uma queda da margem só ocorre se a redução das taxas de juros cobradas dos bancos for mais rápida do que o movimento para ampliar os volumes”, explicou. Pelo discurso dos executivos, é provável que isso de fato ocorrerá. Sinal de que a concorrência, como diz Matias, finalmente pode ter chegado para valer no País.

 

 

 

 

Prefeitura de SP planeja reformar 58 prédios desocupados do centro

Domingo, 01 de Novembro de 2009 | Versão Impressa

Prefeitura de SP planeja reformar 58 prédios desocupados do centro

Andares hoje totalmente ociosos vão dar lugar a apartamentos de R$ 40 mil a R$ 170 mil feitos pela Cohab

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli

Assim como na época em que o Cineasta Hotel funcionava, até quase dez anos atrás, as xícaras, pratos de porcelana e talheres permanecem expostos ali na sala de café. Estão empoeirados, jogados nas mesas de qualquer jeito, sujos – ainda assim, a louça e toda a decoração da década de 50 do imóvel mantêm de certa forma um pouco do charme que já existiu naquele prédio hoje abandonado na Avenida São João. Decadentes e esquecidos, como grande parte do centro de São Paulo, os quartos do Cineasta podem agora também simbolizar uma nova chance para a região.

O hotel é um dos 58 edifícios ociosos escolhidos pela Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) para ser transformado em moradia popular até 2012. O endereços foram selecionados com base em estudo inédito da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), feito a pedido da própria Cohab, que descobriu pelo menos 208 prédios desocupados no centro paulistano.

Todos os imóveis foram analisados, os donos encontrados e as dívidas procuradas – em média, cada prédio deve R$ 100 mil de IPTU. Os pesquisadores descobriram ainda que 90 prédios têm comércio no térreo ou o estacionamento alugado, enquanto outros 68 edifícios estão completamente vazios. Com o estudo em mãos, a companhia escolheu agora os 58 edifícios que reúnem as condições para serem desapropriados, reformados, revitalizados e vendidos para a população de baixa renda.

“O grande problema desses prédios é a situação jurídica, pois são dezenas de herdeiros que não se entendem há anos e, por isso, os endereços estão ociosos”, diz o engenheiro Luiz Ricardo Pereira-Leite, presidente da Cohab. “E também há toda a dificuldade de adaptar esses prédios antigos para a legislação atual. Em alguns casos, é impossível adaptar. Por isso, queremos fazer a coisa direito, com pé e cabeça. Escolhemos os prédios que podem ser reformados por um preço realista e estamos neste momento levantando as plantas para saber como fazer a adequação.”

Os prédios terão de 50 a 280 unidades e a ideia é que cada apartamento custe de R$ 40 mil até R$ 170 mil, atraindo todas as faixas salariais dos 900 mil cadastrados na fila da Cohab. O financiamento será feito por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que dá subsídio de R$ 52 mil para habitações destinadas a famílias que ganham até dez salários mínimos (R$ 4.650).

DIFICULDADES

Os hotéis ociosos poderão ser os primeiros do plano – tratado como o maior projeto da história da companhia -, justamente por serem mais fáceis de serem revitalizados.

A negociação do Cineasta Hotel, por exemplo, já está em curso. Seus quartos de 35 metros quadrados são praticamente unidades prontas – só corredores serão rearranjados e os banheiros, divididos para dar lugar às cozinhas. Enquanto isso, os outros imóveis serão desapropriados conforme os acordos avançarem. “Hoje, se a gente fizer unidades de 20 metros quadrados, teremos público; se fizermos de 100 metros quadrados, também”, diz Pereira-Leite. “São duas as perguntas que estamos nos fazendo: como é possível reverter esse panorama do centro de São Paulo e o que é factível? O que for, faremos.”

O presidente da Cohab reconhece que há entraves no projeto, como a dificuldade de adaptar prédios antigos às novas regras de acessibilidade paulistanas. Ele prefere não adiantar o valor máximo que a Prefeitura pretende gastar com as reformas. Mas, quando o assunto é o porte do investimento, Pereira-Leite faz uma ponderação: “Reabilitar um prédio custa mais caro no micro, sem sombra de dúvida. Mas se você colocar na conta a infraestrutura, vale a pena.”

//

Crise fica no passado para as construtoras – 21/10/2009

Crise fica no passado para as construtoras – 21/10/2009

Fonte:Valor Online

Anna Carolina Negri/Valor
Foto Destaque
Eduardo Gorayeb, da Rodobens: “O cenário é mais positivo em todos os sentidos, da demanda à oferta de crédito.”

O cenário da construção civil, definitivamente, mudou de direção. A crise – que causou sérios estragos em algumas companhias – já começa a ficar para trás e abre espaço para uma nova rodada de anúncios de vendas recordes. A prévia de resultados operacionais divulgada pelas empresas com ação em bolsa também mostra uma nova tendência: o conservadorismo que pautou o discurso das empresas ao longo de todo o ano dá lugar a um tom mais otimista – refletido no aumento dos lançamentos, que estavam estacionados para que as construtoras pudessem desovar estoques, e em novas projeções de vendas.

O exemplo mais agressivo dessa mudança de rota é a mineira MRV , que atua na baixa renda e aumentou sua previsões de vendas para este ano, podendo chegar a R$ 3 bilhões. Em 2010, a companhia estima vender entre R$ 3,7 bilhões e R$ 4 bilhões. Beneficiada pelo programa do governo, a companhia anunciou vendas recordes – que atingiram R$ 789,4 milhões, alta de 85,8% sobre o mesmo período do ano passado. Os lançamentos da companhia mineira no terceiro trimestre subiram 28,2%, atingindo R$ 650 milhões.

A Rodobens Negócios Imobiliários, que também constrói imóveis populares, vendeu R$ 150 milhões entre julho e setembro, alta de 46% sobre os mesmos meses de 2009. No acumulado do ano, as vendas somam R$ 380 milhões, 15% acima dos nove primeiros meses do ano passado. “O mercado está com perspectiva muito positiva, a receptividade tem sido muito boa”, afirma Eduardo Gorayeb, presidente da companhia. “A oferta de crédito para capital de giro também aumentou”, afirma. Os lançamentos somaram 3011 unidades, recorde histórico da companhia, e somaram R$ 182 milhões, alta de 21% sobre o trimestre anterior.

Empresas que atuam na baixa renda estão reduzindo preços para se enquadrar no plano habitacional do governo e, por conta disso, precisam vender mais unidades para não comprometer o faturamento- essa equação deve começar a aparecer nos próximos balanços. “Temos que produzir mais e o esforço, que era de vendas, passou a ser de produção”, afirma Gorayeb. O preço médio da Rodobens caiu de R$ 103 mil no segundo trimestre para R$ 73 mil no terceiro.

Quem atua em residencial para a classe média e alta e em imóveis comerciais, como Helbor e Even, também venderam mais. As vendas da Helbor somaram R$ 314 milhões, alta de 182% sobre o terceiro trimestre de 2008. A Even teve vendas recordes de R$ 426 milhões no terceiro trimestre, alta de 36% sobre 2008. A única exceção é a Agre, junção da Abyara, Agra e Klabin Segall, que está se estruturando em uma única companhia. Vendeu R$ 541 milhões entre julho e setembro, contra R$ 994 milhões das três companhias juntas no ano passado.

Presidente da CEF faz balanço do Minha Casa – 16/9/2009

Presidente da CEF faz balanço do Minha Casa – 16/9/2009

Fonte:Valor Online 

 

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, quase não consegue parar para dar entrevista depois de sua apresentação no Brazil Real Estate Conference, em Nova York. Investidores estrangeiros e executivos brasileiros, com os seus cartões em mãos para se apresentar à executiva, queriam tirar mais dúvidas sobre o plano ou simplesmente cumprimentar o seu trabalho à frente da instituição.

Depois de atender cordialmente a cada um deles, senta-se para falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, plataforma política importante do atual governo, costurada por Maria Fernanda e a ministra Dilma Roussef com 11 das maiores empresas do setor. Procura ser precisa nos números e o que não tem de cabeça providencia rapidamente via e-mail pelo seu blackberry. A CEF tem 329.836 unidades em análise, que representam 1726 empreendimentos. Desse total, 54 mil unidades já foram aprovadas (285 empreendimentos). A meta do governo é aprovar 400 mil unidades este ano e outras 400 mil em 2010 do total de 1 milhão de casas anunciado pelo programa. “33% da meta já está em análise dentro da Caixa”, diz Maria Fernanda.

A cobrança dentro e fora de “casa” é grande. A maior dúvida que o setor e os investidores têm hoje diz respeito à capacidade de colocar o programa em prática. “Esse é, sem dúvida, nosso maior desafio”, diz a presidente da Caixa. “A ministra nos pede capacidade de resposta.”

Para conseguir dar agilidade às aprovações, segundo Maria Fernanda, além de ter reduzido a burocracia de mais de 200 itens para cerca de 50, contratou 300 novos engenheiros e arquitetos desde o começo do ano. A Caixa também trabalha com cerca de duas mil empresas terceirizadas que auxiliam no trabalho de aprovação. Mas e o risco de formar uma carteira de crédito deficiente que será carregada por até 30 anos? “Simplificamos o processo, mas não alteramos o nível de avaliação de risco”, diz. “Nossa taxa de inadimplência está estável na casa de 2% e o rating de crédito da Caixa melhorou no último ano “, completa. A avaliação mais alta (AA-B) , que representava 61,4% em junho de 2008 passou para 67% em junho de 2009.

Embora a CEF seja o maior agente de crédito imobiliário no país, com 72,4% do total concedido, Maria Fernanda defende a entrada de outras instituições no programa Minha Casa, Minha Vida. O Banco do Brasil já anunciou que vai aderir, mas os bancos privados ainda não deram qualquer sinalização até porque o gestor dos recursos do FGTS é a Caixa.

O banco tem procurado fazer parcerias com as grandes empresas. Criou a figura do correspondente bancário, no qual a construtora pode adiantar boa parte do processo burocrático e só passa para a CEF a aprovação do crédito. Recentemente, abriu uma plataforma de atendimento especial para as grandes empresas e passou a centralizar o processo de aprovação das que atuam em vários estados.

Uma das críticas das construtoras em relação à Caixa está relacionada à avaliação dos imóveis – que costumavam ser subavaliados segundo as empresas. “Agora a discussão da avaliação do imóvel é feita por cada unidade da federação, que considera todos os aspectos daquela região.”

Até o fim de agosto, o volume de crédito imobiliário da CEF foi de R$ 26 bilhões, mais do que o total concedido no ano passado inteiro, quando o banco financiou R$ 23 bilhões. No primeiro semestre, houve aumento de 90% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Durante a crise, segundo a exposição feita por Maria Fernanda, a Caixa aumentou a concessão de crédito imobiliário em 51,2%, enquanto os outros bancos reduziram em 18,2%.

%d blogueiros gostam disto: