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Brasileiros ainda sofrem para entender o estilo chinês | Valor Online

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China: por que não? | Valor Online

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Boom de arranha-céus abre guerra de elevadores

Boom de arranha-céus abre guerra de elevadores

    Clenfield Jason, Bloomberg Businessweek
    01/06/2010

O arquiteto americano Frank Lloyd Wright previu a expansão suburbana nos EUA quando disse que a forma das cidades modernas seria decidida pelo vencedor de uma disputa entre o carro e o elevador. “Quem aposta no elevador está louco”, disse ele.

A China pode provar que ele estava errado. Cerca de 350 milhões de chineses, mais do que toda a população americana atual, migrarão para as cidades chinesas na próxima década e meia, segundo a consultoria McKinsey, e as medidas do governo para limitar a expansão das cidades e proteger as terras agrícolas significa que as incorporadoras têm de construir para cima, em vez de horizontalmente. A McKinsey estima que cerca de 50 mil arranha-céus serão construídos na China nos próximos 15 anos, o equivalente a dez Manhattans.

A perspectiva dessa enxurrada de prédios está fazendo com que fabricantes disputem uma participação num mercado de elevadores que movimentará os US$ 11,7 bilhões por ano e que, segundo previsões do Freedonia Group, empresa chinesa de pesquisas, mais que duplicará no prazo de oito anos. Enquanto a Otis Elevator lidera, com 23% do mercado, fabricantes de elevadores menos conhecidos esperam ficar famosos quebrando recordes de velocidade ou vencendo concorrências históricas para equipar as estruturas mais altas do mundo.

“Se você tem prédios mais altos, vai precisar de mais elevadores”, diz Philip Oldfield, pesquisador do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, de Chicago. “Uma coisa implica a outra.”

Em abril, a Hitachi concluiu a construção de uma torre de 50 andares para testes, a um custo de US$ 66 milhões. A empresa irá utilizá-la para desenvolver elevadores capazes de quebrar o recorde de velocidade, atualmente com a Toshiba. Dois dias após a inauguração da torre, a Hyundai Elevador prometeu conquistar o título até o meio do ano.

A Hitachi e a Hyundai estão competindo para ser a primeira a produzir elevadores capazes de subir a 64 km/h, aproximadamente a velocidade vertical de um Boeing 777, que chega a produzir a sensação de pressão nos ouvidos. A disputa estende-se até as torres de teste: as duas empresas também competem na construção da torre mais alta do mundo. A Hitachi venceu, ao incluir um para-raios de 33 metros.

“É um assunto secundário muito caro, mas eles querem entrar na brincadeira dos grandes”, diz James Fortune, um consultor veterano na área de elevadores, que assessorou arquitetos em alguns dos prédios mais altos do mundo, incluindo o atual detentor do recorde, o Burj Khalifa, de Dubai. “Não se ouve os grandes se vangloriando dos elevadores mais rápidos do mundo.”

A maior fabricante mundial de elevadores é a Otis, que forneceu as 57 unidades usadas pelo Burj Khalifa, de 128 andares. Sua participação no mercado mundial caiu de 26%, há quatro anos, para 20%, em 2008, segundo a Freedonia. Subsidiária da United Technologies, a Otis teve vendas de US$ 11,7 bilhões em 2009, 50% a mais que sua rival mais próxima, a Schindler Holding, da Suíça.

Para conquistar participação na China, a Otis começará em breve a construir sua quinta fábrica no país. A unidade estará na cidade de Chongqing e faz parte da estratégia do governo de ajudar áreas menos desenvolvidas a alcançar o ritmo de cidades costeiras como Xangai e Guangzhou.

A “política de crescer para o oeste” do governo é um dos motivos pelos quais cerca de metade dos 450 mil elevadores que serão instalados neste ano no mundo estará em prédios chineses, diz Jeff Pulling, chefe de operações em prédios altos da Otis.

As empresas chinesas também crescem. A Shenyang Brilliant Elevator, criada em 2002, tornou-se uma das maiores fabricantes do país e se mudará em julho para uma instalação, de 900 mil metros quadrados, em Shenyang. O vice-gerente-geral da empresa, George Tsong, diz que será a maior do mundo. A nova fábrica produzirá cerca de 50 mil elevadores por ano.

Grandes projetos trazem grande publicidade, diz Shinji Sasaki, gerente-feral de marketing internacional da unidade de elevadores da Mitsubishi Electric. A empresa japonesa forneceu os 61 elevadores da Jin Mao Tower, um arranha-céu no distrito financeiro de Xangai que foi o edifício mais alto da China entre 1999 e 2008. “Levamos os clientes até lá e os deixamos ver por si mesmos”, diz Sasaki. “Conseguimos muitas vendas com disso.”

Era esse impacto de marketing que a Toshiba estava procurando quando fechou um acordo “irresistível” para os donos do Taipei 101, segundo C.P. Wang, principal arquiteto da C.Y.Lee & Partner, escritório que desenhou o arranha-céus de Taiwan.

O Taipei 101, que era prédio mais alto do mundo até este ano, quando o Burj Khalifa o superou, usa 50 elevadores, incluindo dois expressos que se movimentam a uma velocidade de 61,15 km/h, um recorde mundial. “Eles queriam um prédio que exibisse suas habilidades, portanto agregaram de graça os custos de marketing”, afirmou Wang. “Eles deram ao proprietário um preço muito bom.”

Sam Zell vê Brasil como país número 1 para investimentos

Sam Zell vê Brasil como país número 1 para investimentos

    Rita Nazareth, da Bloomberg
    17/03/2010

Sam Zell, o investidor bilionário que uma vez se classificou como um dançarino em sepulturas em busca de lucros com ativos problemáticos, vê o Brasil como o país número 1 para investimentos hoje no mundo. “Não vejo bolha no Brasil”, disse o investidor, que é o segundo maior acionista da Gafisa, a segunda maior incorporadora do país. O Ibovespa subiu 82,66% em 2009, recuperando-se de uma queda de 41% no ano anterior.

Ele também afirmou que o mercado acionário americano está pronto para estender o maior rali desde os anos 30, à medida que a economia dos Estados Unidos se recupera.

“O mercado não está ‘sobre comprado'”, disse Zell, de 68 anos, fundador do Equity Group Investments LLC, baseado em Chicago. “O mercado está talvez perto de onde deveria estar. Se a recuperação continuar e houver menos interferência do governo na economia, será um bom presságio para o mercado melhorar”.

O índice Standard & Poor’s 500 subiu 70% nos últimos 12 meses, com o Federal Reserve mantendo os juros perto de zero e o governo desembolsando, em empréstimos ou garantias, mais de US$ 8 trilhões para estimular a economia. Para Zell, o 237º homem mais rico do mundo segundo o ranking da revista Forbes publicado este mês, a economia está melhorando lentamente.

A economia americana se expandiu no ritmo mais rápido em seis anos no quarto trimestre, refletindo o forte investimento e a grande contribuição dos estoques. Mas as empresas eliminaram postos de trabalho em 11 dos últimos 12 meses, cortando 3,3 milhões de vagas.

Zell fez fortuna investimento em imóveis e com a venda da empresa Equity Office Properties Trust para o Blackstone Group LP, em Nova York, por US$ 39 bilhões em 2007. Ele disse que o mercado imobiliário americano vai começar a se recuperar no fim deste ano e se fortalecer em meados de 2011.

Presidente da Equity Residential, que diminuiu os dividendos, Zell disse que os fundos de investimento imobiliário terão caixa para elevar os dividendos no futuro. A Equity Residential reduziu o dividendo de US$ 0,48 para US$ 0,33 no ano passado. “Eu duvido que no futuro próximo será interessante para os fundos reduzirem seu colchão de liquidez”, afirmou o investidor, quando questionado sobre a elevação do “payout” ao nível anterior.

O bilionário espera mais fusões e aquisições no setor imobiliário americano este ano. A batalha pelo General Growth Properties Inc, proprietário de mais de 200 shoppings em Boston e Los Angeles, está se transformando na maior disputa do setor desde a venda do Equity Office Properties. “Eu não me surpreenderia se houvesse mais fusões e aquisições agora do que houve historicamente”, disse Zell.

Investimento chinês exclui o Brasil

sexta-feira, 27 de novembro de 2009, 09:17 | Online Investimento chinês exclui o Brasil

 PAULA PULITTI – Agencia Estado

 

SÃO PAULO – A China tem surpreendido o mundo com o salto de seus investimentos produtivos no exterior. Mas o Brasil parece fora desse movimento. A relação bilateral tem de fato se intensificado, só que, basicamente, no âmbito comercial. Enquanto os chineses absorvem cerca de 10% das exportações brasileiras, puxadas por soja e minério de ferro, o investimento direto em solo nacional é exíguo, apesar dos esforços de aproximação.

Hoje, chega ao Brasil uma missão de 350 empresas chinesas de diversos setores, das quais 125 são potenciais investidoras tanto no setor produtivo quanto no financeiro, segundo a Apex, a agência oficial de promoção de exportações e investimentos. Entre elas estão a Beiqi Foton Motor (automóveis), Datang Capital (tecnologia da informação), Sinochem Group (petróleo) e o Agricultural Bank of China e Bank of Communications of Shanghai.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as vendas para a Ásia (leia-se China) aumentaram 4,2% de janeiro a setembro deste ano, colocando a região na primeira posição de mercado comprador, superando a União Europeia (UE). Em 2008, a China comprou US$ 16,4 bilhões do Brasil.

Já em investimento direto, os últimos dados disponíveis do Banco Central mostram que a posição de estoque da China no Brasil não passava de US$ 238,7 milhões até abril, segundo levantamento do economista Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica.

O valor real, na verdade, é uma incógnita, já que muitos dos recursos chineses que ingressam no Brasil podem vir por meio de terceiros países. Mas, mesmo que seja o dobro do que registra o BC, o valor é “irrisório”, para o secretário executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, Rodrigo Maciel. “Apesar de ser relativamente nova no cenário, a China já tem perfil de investidor mundial.”

Em 2008, a China respondeu por 2,8% dos fluxos globais de investimentos diretos produtivos, que corresponde a US$ 52 bilhões, mais que o dobro do de 2007, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O Brasil recebeu menos de US$ 38 milhões. Segundo Lima, o IED chinês ainda se concentra na Coreia do Sul, no Japão e Vietnã. Fora da Ásia, o foco é a África. “A China quer matérias primas para sustentar seu crescimento.”

“O dado exato é difícil de obter”, concorda Márcia Nejaim, gerente-geral de Investimentos da Apex. “O que sabemos é que os investimentos no Brasil são pequenos, quando se compara com outros países.” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a China mais de uma vez, assim como o presidente Hu Jintao veio ao Brasil. Mas quase nada se reverteu em investimento produtivo.

Uma exceção foi a Petrobras, que em outubro obteve um empréstimo de US$ 10 bilhões do China Development Bank. Também fez acordo com a Sinopec, gigante chinesa do petróleo, para cooperação nas áreas de exploração, refino, petroquímica e suprimento de bens e serviços para a indústria do petróleo. O empresário Eike Batista também está prestes a acertar sociedade entre a Wuhan Iron & Steel e a MMX Mineração e Metálicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brazil takes off

Brazil

Brazil takes off

Nov 12th 2009
From The Economist print edition

Now the risk for Latin America’s big success story is hubris

Rex Features

WHEN, back in 2003, economists at Goldman Sachs bracketed Brazil with Russia, India and China as the economies that would come to dominate the world, there was much sniping about the B in the BRIC acronym. Brazil? A country with a growth rate as skimpy as its swimsuits, prey to any financial crisis that was around, a place of chronic political instability, whose infinite capacity to squander its obvious potential was as legendary as its talent for football and carnivals, did not seem to belong with those emerging titans.

Now that scepticism looks misplaced. China may be leading the world economy out of recession but Brazil is also on a roll. It did not avoid the downturn, but was among the last in and the first out. Its economy is growing again at an annualised rate of 5%. It should pick up more speed over the next few years as big new deep-sea oilfields come on stream, and as Asian countries still hunger for food and minerals from Brazil’s vast and bountiful land. Forecasts vary, but sometime in the decade after 2014—rather sooner than Goldman Sachs envisaged—Brazil is likely to become the world’s fifth-largest economy, overtaking Britain and France. By 2025 São Paulo will be its fifth-wealthiest city, according to PwC, a consultancy.

 

And, in some ways, Brazil outclasses the other BRICs. Unlike China, it is a democracy. Unlike India, it has no insurgents, no ethnic and religious conflicts nor hostile neighbours. Unlike Russia, it exports more than oil and arms, and treats foreign investors with respect. Under the presidency of Luiz Inácio Lula da Silva, a former trade-union leader born in poverty, its government has moved to reduce the searing inequalities that have long disfigured it. Indeed, when it comes to smart social policy and boosting consumption at home, the developing world has much more to learn from Brazil than from China. In short, Brazil suddenly seems to have made an entrance onto the world stage. Its arrival was symbolically marked last month by the award of the 2016 Olympics to Rio de Janeiro; two years earlier, Brazil will host football’s World Cup.

At last, economic sense

In fact, Brazil’s emergence has been steady, not sudden. The first steps were taken in the 1990s when, having exhausted all other options, it settled on a sensible set of economic policies. Inflation was tamed, and spendthrift local and federal governments were required by law to rein in their debts. The Central Bank was granted autonomy, charged with keeping inflation low and ensuring that banks eschew the adventurism that has damaged Britain and America. The economy was thrown open to foreign trade and investment, and many state industries were privatised.

All this helped spawn a troupe of new and ambitious Brazilian multinationals (see our special report). Some are formerly state-owned companies that are flourishing as a result of being allowed to operate at arm’s length from the government. That goes for the national oil company, Petrobras, for Vale, a mining giant, and Embraer, an aircraft-maker. Others are private firms, like Gerdau, a steelmaker, or JBS, soon to be the world’s biggest meat producer. Below them stands a new cohort of nimble entrepreneurs, battle-hardened by that bad old past. Foreign investment is pouring in, attracted by a market boosted by falling poverty and a swelling lower-middle class. The country has established some strong political institutions. A free and vigorous press uncovers corruption—though there is plenty of it, and it mostly goes unpunished.

Just as it would be a mistake to underestimate the new Brazil, so it would be to gloss over its weaknesses. Some of these are depressingly familiar. Government spending is growing faster than the economy as a whole, but both private and public sectors still invest too little, planting a question-mark over those rosy growth forecasts. Too much public money is going on the wrong things. The federal government’s payroll has increased by 13% since September 2008. Social-security and pension spending rose by 7% over the same period although the population is relatively young. Despite recent improvements, education and infrastructure still lag behind China’s or South Korea’s (as a big power cut this week reminded Brazilians). In some parts of Brazil, violent crime is still rampant.

National champions and national handicaps

There are new problems on the horizon, just beyond those oil platforms offshore. The real has gained almost 50% against the dollar since early December. That boosts Brazilians’ living standards by making imports cheaper. But it makes life hard for exporters. The government last month imposed a tax on short-term capital inflows. But that is unlikely to stop the currency’s appreciation, especially once the oil starts pumping.

Lula’s instinctive response to this dilemma is industrial policy. The government will require oil-industry supplies—from pipes to ships—to be produced locally. It is bossing Vale into building a big new steelworks. It is true that public policy helped to create Brazil’s industrial base. But privatisation and openness whipped this into shape. Meanwhile, the government is doing nothing to dismantle many of the obstacles to doing business—notably the baroque rules on everything from paying taxes to employing people. Dilma Rousseff, Lula’s candidate in next October’s presidential election, insists that no reform of the archaic labour law is needed (see article).

And perhaps that is the biggest danger facing Brazil: hubris. Lula is right to say that his country deserves respect, just as he deserves much of the adulation he enjoys. But he has also been a lucky president, reaping the rewards of the commodity boom and operating from the solid platform for growth erected by his predecessor, Fernando Henrique Cardoso. Maintaining Brazil’s improved performance in a world suffering harder times means that Lula’s successor will have to tackle some of the problems that he has felt able to ignore. So the outcome of the election may determine the speed with which Brazil advances in the post-Lula era. Nevertheless, the country’s course seems to be set. Its take-off is all the more admirable because it has been achieved through reform and democratic consensus-building. If only China could say the same.

China será a segunda maior potência global em 15 meses

sábado, 24 de outubro de 2009, 15:13 | Online

 China será a segunda maior potência global em 15 meses

FMI prevê que país irá superar o Japão 5 anos antes do previsto, após crise acelerar o processo de ascensão

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo

Bobby Yip/Reuters

Ajudado pelo pacote de US$ 584 bilhões, país vive novo boom de investimentos e obras

PEQUIM – Em algum momento dos próximos 15 meses, a China deverá ultrapassar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo, no mais extraordinário processo de ascensão de um país na história da humanidade. A ultrapassagem ocorrerá pelo menos cinco anos antes do que se previa anteriormente e será acelerada pelo impacto da crise financeira que abalou o mundo a partir de setembro de 2008.

As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o próximo ano colocam a China no segundo lugar do ranking de países por Produto Interno Bruto (PIB), com US$ 5,263 trilhões, acima dos US$ 5,187 trilhões do Japão.

 

Para alguns economistas, a troca de lugares só não ocorreu ainda em razão da persistente valorização do iene japonês, que infla o tamanho do PIB do país quando ele é convertido para o dólar. Na China, o yuan está no mesmo nível desde meados de 2008, o que limita o valor em dólar da economia.
A ascensão da China foi meteórica e levou a uma total transformação da ordem econômica existente na década passada, quando Estados Unidos, Europa e Japão tinham inquestionável ascendência na arena global. Também forçou a discussão sobre o redesenho de organizações multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, nas quais o poder de voto da China não reflete o tamanho de sua economia.

 

“O sistema internacional construído depois da Segunda Guerra Mundial será quase irreconhecível em 2025 por causa da ascensão dos países emergentes, da globalização da economia, da histórica transferência de riqueza e poder econômico do Ocidente para o Oriente e da crescente influência de atores não estatais”, observa o documento “Global Trends 2025: A Transformed World”, publicado pelo Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos em novembro.

 

A China está no centro das forças que estão moldando esse novo cenário. Há cinco anos, o país aparecia em sexto lugar no ranking dos maiores PIBs do mundo elaborado pelo FMI, atrás de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra e França. Desde então, começou uma rápida escalada, impulsionado por uma taxa média de crescimento anual de quase 11%.

 

Inglaterra e França já haviam sido deixadas para trás em 2006 e, no ano seguinte, foi a vez de a Alemanha abandonar o posto de terceira maior economia. O Japão está prestes a perder o lugar que ocupou nos últimos 40 anos, conquistado por seu espetacular crescimento no período pós-guerra.

 

Na avaliação de Stephen Green, economista-chefe do Standard Chartered para a China, o país provavelmente já tem o segundo maior PIB do mundo, já que 20% de sua economia está na informalidade e não aparece nas estatísticas oficiais.
Mas ele ressalta que o PIB per capita chinês continuará a ser muito inferior ao do japonês. “Isso é o que importa para a vida das pessoas e, nesse terreno, a China ainda é muito pobre”, observa.

No próximo ano, de acordo com o FMI, o PIB per capita do país será de US$ 3,9 mil, um décimo dos US$ 40,7 mil previstos para o Japão. Nesse quesito, a China também está bem atrás do Brasil, que deverá alcançar US$ 8,9 mil em 2010.

 

Zona Rural


Essa é outra particularidade do processo de ascensão da China. O país que será o mais influente do mundo depois dos Estados Unidos nos próximos anos ainda está longe de ser rico e se inclui no time das nações em desenvolvimento. Apesar do espantoso crescimento industrial das últimas três décadas, 55% da população chinesa ainda vive na zona rural e tem uma renda per capita anual que ronda os US$ 800.

 

Os números da China melhoram quando são considerados em termos da Paridade do Poder de Compra (PPC), que considera o poder aquisitivo da moeda nacional dentro de cada país. Por esse critério, o FMI prevê que o PIB per capita chinês será em 2010 de 7,2 mil dólares internacionais, a “moeda” que permite a comparação dos valores. O Brasil estará em 10,9 mil e o Japão, em 33,9 mil.

 

Quando o PIB global de cada país é considerado em termos de PPC, a China ocupa o segundo lugar no ranking desde 2001, quando passou a ter uma economia de 3,34 trilhões de dólares internacionais, comparados a 3,29 trilhões de dólares internacionais do Japão.

 

A China possui o maior volume de reservas internacionais do mundo, de US$ 2,27 trilhões, e é detentora do maior volume de títulos do Tesouro americano, posição ocupada pelo Japão até o ano passado.

 

O país governado por um Partido Comunista também deverá se tornar a principal potência comercial do planeta em 2010, segundo previsão da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE), com uma soma de exportações e importações superior à da Alemanha e à dos Estados Unidos.

 

As apostas agora são sobre quando os chineses vão ultrapassar os americanos e assumir o posto de maior economia do mundo.

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