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Abertura do Plantão Martese Alto da Lapa – Brasil Brokers – EVEN

Convite para Abertura do Plantão Hoje ! Dia 01/Novembro/2014

convite Martese 01 e 02 Nov

http://www.slideshare.net/JonasdeAlmeidaFederi/martese-alto-da-lapa-abertura-do-planto-01novembro2014

OPORTUNIDADE DO ANO

PREÇO DE LANÇAMENTO DO 5o andar – referencia – R$ 8.690,00/m2

Se houver interesse me procure no 9.63500239 ou me envie um email no jonasjr@brbrokerssp.com.br para mais detalhes

Imperatriz – Imagens PRELIMINARES

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PDG Realty amplia atuação e entra no mercado hoteleiro

PDG Realty amplia atuação e entra no mercado hoteleiro
Daniela D’Ambrosio | Valor

17/11/2010 8:21.

SÃO PAULO – A PDG Realty, a maior incorporadora do país após a compra da Agre, vai entrar no mercado hoteleiro. A empresa, que atuará como incorporadora e construtora, assinou ontem um memorando de entendimentos com o grupo Marriott, uma das três maiores redes de hotéis do mundo, para o desenvolvimento de 50 hotéis econômicos no país nos próximos cinco anos. A parceria marca a entrada da bandeira Fairfield no Brasil.

A Fairfield, muito presente no mercado americano, é a mais econômica entre as 18 marcas que a Marriott opera, que tem em seu portfólio Renaissance Ritz-Carlton e Bulgari. A comparação mais direta com Fairfield – embora a empresa não a faça – é a marca Ibis, da concorrente Accor. Os quartos têm cerca de 20 metros quadrados e a diária deve girar em torno de R$ 160. Ao todo, existem 630 hotéis com a bandeira no mundo. O acordo prevê preferência de ambas as partes na operação e construção de hotéis no país. Os primeiros hotéis serão lançados já em 2011.

A gestão e operação dos hotéis ficará à cargo da rede Marriott, que também será a responsável por apresentar à PDG Realty os investidores interessados no mercado hoteleiro brasileiro. “Para cada terreno, haverá um estudo de viabilidade e implantação, que será apresentado aos investidores”, afirma Ricardo Setton que será o responsável pela nova divisão dentro da PDG Realty. Setton é um dos fundadores e ex-sócios da Agre, que chegou a construir 28 hotéis de diferentes bandeiras. “Como incorporadores, nós saímos com a garantia de termos o negócio 100% vendido”, afirma Setton. A PDG entrega o hotel pronto, inclusive, com todo o mobiliário.

Os investidores são, na maioria, fundos soberanos, que têm perfil de longo prazo e já investem com a Marriott em várias partes do mundo. O próprio hotel pode entrar como investidor em alguns fundos ou tornar-se proprietário de alguns hotéis. “Há vários investidores, proprietários de hotéis nossos em outras partes do mundo interessados em investir no Brasil”, diz Guilherme Cesari, vice-presidente de desenvolvimento do grupo Marriott no Brasil, contratado no início do ano para promover a expansão do grupo no país. “Além dos fatores macroeconômicos, o crescimento das cidades médias, a Copa do Mundo e a Olimpíada (de 2016) atraem os estrangeiros para o segmento hoteleiro no país”, diz Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG Realty.

Segundo Cesari, a vantagem em fechar a parceria com a PDG Realty está no banco de terrenos e na presença geográfica da companhia em todo o Brasil. O potencial de construção do banco de terrenos da PDG Realty é de R$ 31 bilhões. A companhia está em 25 cidades brasileiras.

Atualmente, a rede Marriott possui apenas quatro hotéis no Brasil, onde está há 13 anos – está bem distante de concorrentes como o grupo francês Accor e a recém-criada Allia Hotels, que reúne as bandeiras Bristol, Plaza Inn e Solare, com 40 hotéis em operação. Um deles fica próximo Aeroporto Internacional de Guarulhos (franquia), o Renaissance, nos Jardins, em São Paulo; Marriott Executive Apartment, na Vila Nova Conceição, também em São Paulo; e JW Marriott, na Praia de Copacabana, que há cerca de um mês foi vendido a um fundo americano.

Há quatro anos, o grupo Marriott começou a investir na China e na Índia, países que já possuem cerca de 70 bandeiras da marca. “Faltava o Brasil nessa estratégia de expansão internacional” afirma Cesari. No Brasil, a demanda por hotéis econômicos cresceu bastante nos últimos anos. Ao contrário dos resorts e hotéis mais luxuosos, têm escala. “Oferecem maior oportunidade de crescimento com baixo risco e boa rentabilidade para o investidor”, diz o executivo do Marriott.

(Daniela D’Ambrosio | Valor)

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Atrasada, Brookfield revê estratégia e ganho sobe

Atrasada, Brookfield revê estratégia e ganho sobe
De São Paulo
12/11/2010

A Brookfield está no grupo das grandes pelo volume de lançamentos e vendas, mas sempre ficou aquém nos resultados financeiros. Nos últimos trimestres, porém, a companhia tem conseguido tirar a desvantagem que tinha em relação a outras construtoras e incorporadoras, embora ainda mantenha algumas métricas abaixo da média de mercado.

“Estamos atrasados em relação aos nossos pares”, reconhece Nicholas Reade, presidente da companhia. “Não crescemos tanto quanto os concorrentes nos anos de 2007 e 2008”, diz.

Por conta dessa defasagem, a companhia adotou uma série de medidas. Segundo Reade, além do controle das despesas – as despesas de vendas e marketing, como percentual da receita líquida, passaram de 5,6% no terceiro trimestre de 2009 para 4,8% no terceiro trimestre de 2010 -, a empresa está vendendo ativos e buscando sócios financeiros em projetos.

A empresa vendeu para a Veremonte Real Estate um terreno onde fica a antiga sede do BCN. “Era um projeto de longa maturação e queremos antecipar resultados”, diz. Paralelamente, está aumentando a exposição à baixa renda, cujos giro e, consequentemente, retorno são mais rápidos.

O lucro líquido atingiu R$ 80,8 milhões no terceiro trimestre de 2010, um aumento de 46,9% quando comparado com o mesmo período de 2009. Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido atingiu R$ 266 milhões, o que representa 131% do lucro líquido de todo o ano passado. A margem líquida foi de 12,9%, ainda abaixo da média de mercado do setor no primeiro semestre, de 15%.

Segundo Reade, um dos indicadores que mostra a recuperação dos resultados é que vendas contratadas e receita estão praticamente no mesmo nível – R$ 2,6 bilhões em vendas para R$ 2,3 bilhões em receita, o que não acontecia no ano passado. A velocidade de vendas, de 15%, ainda está abaixo da média do mercado. As vendas de residenciais foram de R$ 730 milhões no trimestre para uma média de R$ 470 milhões nos dois primeiros trimestres do ano. (DD)

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BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

Adriana Cotias | Valor
15/10/2010 7:34

SÃO PAULO – O HSBC fechou contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco, com a BrasilBrokers, para ter exclusividade na oferta de crédito à habitação aos compradores que fizerem negócio com as 22 empresas imobiliárias que compõem o grupo. A previsão é que a parceria gere contratos de R$ 10 bilhões para a subsidiária do banco inglês no Brasil, que vai fechar o ano com uma carteira de R$ 1,5 bilhão. O negócio encontra algum paralelo no acordo selado pelo Itaú com a corretora Lopes, em 2007, na CrediPronto, com a diferença de que não haverá uma estrutura societária e a Brasil Brokers será remunerada por performance, sem divisão de resultados.

Pelo modelo desenhado, a estimativa é de que, para a BrasilBrokers, a aliança proporcione receitas adicionais de R$ 160 milhões nos primeiros cinco anos e R$ 420 milhões no período completo do contrato. Não é de hoje que a consultoria buscava um parceiro financeiro para acelerar a sua expansão. Desde que a Lopes se aproximou do Itaú, recebendo pelo acordo R$ 290 milhões à vista, com perspectiva de embolsar mais R$ 220 milhões atrelados a resultados em dez anos, a BrasilBrokers estudava caminho semelhante. Os bancos também vinham assediando a empresa.

A Brasil Brokers não vai receber um pagamento “na frente” para franquear seus balcões de negócios, como fez a Lopes. Em vez disso, negociou comissões maiores e um adiantamento de R$ 45 milhões em comissões, segundo o presidente da empresa, Sergio Newlands Freire.

A parceria prevê que 80% dos recursos sejam desembolsados pelo HSBC em 2011, servindo ao propósito de financiar a expansão orgânica e aquisições planejadas pela BrasilBrokers, especialmente em São Paulo, onde a empresa tem participação pequena, de menos de 1% do mercado, conta Freire.

Antes do desfecho com o HSBC, o grupo chegou a conversar com Banco do Brasil, Caixa, Bradescoe Real, diálogo iniciado na fase anterior à aquisição pelo Santander. A crise em 2008 interrompeu o projeto e foi no fim de 2009 que os telefones voltaram a tocar, conta Freire. De acordo com o executivo, foi a proposta do HSBC que melhor se enquadrou ao que a companhia almejava como retorno e estrutura de negócio. O banco vai destacar equipes das áreas de vendas, crédito, processos e contratos só para atender a BrasilBrokers. Vai também treinar os 13 mil corretores da empresa para fazer a oferta do financiamento, casada com a transação imobiliária.

O HSBC terá exclusividade de ser o primeiro a fazer a análise de crédito aos clientes da empresa e promete a liberação dos recursos em até 30 dias. Para o banco, a parceria representa um atalho para crescer no crédito imobiliário, segmento em que tem participação relativa pequena se comparada ao tamanho do grupo inglês nessa área, diz o diretor Antonio Barbosa. No país, a carteira de R$ 1,5 bilhão representa apenas 6% do conjunto de ativos, enquanto globalmente a fatia chega a 28% dos US$ 261 bilhões totais. Com o acordo, a produção anual, que neste ano chegará a R$ 1 bilhão no portfólio de pessoa física, dobra de tamanho já em 2011, com um terço advindo das operações com a BrasilBrokers. O banco vai se valer da distribuição nacional da consultoria imobiliária para ganhar relevância em mercados em que teria presença “invisível”, destaca Barbosa.

O assédio dos bancos às consultorias de imóveis se explica pelo forte potencial de expansão do crédito imobiliário no Brasil, que já cresce a uma velocidade de 50% ao ano, mas ainda representa menos de 4% do PIB, parcela incipiente quando comparada a outros mercados na própria América Latina – 17% no Chile e 12% no México, por exemplo. “O brasileiro compra, em média, 1,2 casa por vida, enquanto o americano compra 2,8 casas. E só metade das unidades vendidas no Brasil são financiadas”, diz Barbosa.

Freire, da BrasilBrokers, adianta que a parceria não para por aí. Qualquer negócio que envolva um “pool” de instituições financeiras terá o banco como participante: cobrança, folha de pagamento ou qualquer captação podem entrar no pacote. Uma oferta subsequente de ações em 2011 é um dos planos em estudo para dar vazão ao projeto de crescimento do grupo.

(Adriana Cotias | Valor)

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Daniela D ‘ Ambrosio | Valor

17/08/2010 09:13

SÃO PAULO – Em seu primeiro balanço consolidado com Agre, a PDG Realty tirou a dúvida que ainda sobre a liderança do setor. Quando comparada à Cyrela – que, até a aquisição da Agre pela PDG era líder inconteste – a nova empresa assume a primeira posição do mercado imobiliário em praticamente todos os quesitos analisados: receita líquida, lucro, vendas, lançamentos e margens. O lucro líquido da PDG no segundo trimestre foi de R$ 221 milhões, um aumento de 179% sobre os números pró-forma das duas companhias no mesmo período de 2009. A Cyrela lucrou R$ 167 milhões de abril a junho.

A receita líquida da nova companhia foi de R$ 1,32 bilhão, 49% acima do segundo trimestre do ano passado. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 372 milhões, com margem de 28%. A margem lajida da Cyrela foi de 18,5%.

A PDG, é fato, ficou maior em tamanho. Mas também aumentou consideravelmente a sua dívida -principal herança negativa de Agre. A dívida líquida da PDG, que, sozinha, era de R$ 697 milhões ao final do primeiro trimestre, subiu para R$ 2,59 bilhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, que foi de 27% na PDG no primeiro trimestre, passou para 46% no balanço consolidado.

Os benefícios do ganho de escala são visíveis no balanço, mas a PDG Realty se apressou para renegociar e melhorar o perfil da dívida de Agre para não comprometer seus resultados por um prazo longo. O bom relacionamento com os bancos permitiu à companhia que concluísse o processo de renegociação do endividamento da Agre. A dívida de capital de giro da Agre foi reduzida de R$ 1,3 bilhão para R$ 1 bilhão e houve um alongamento do prazo médio de 29 meses para 48 meses.

A parcela de dívida de capital de giro, que tinha um custo elevado (CDI mais 3%) foi alongada e substituída por linhas com custo médio na casa de CDI mais 2%, em linha com o custo pago pela PDG. “Fragmentamos a dívida em vários bancos, principalmente Itaú, Bradesco, HSBC e Banco do Brasil”, explica Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG.

Com dificuldade de acesso ao crédito, a Agre tocava boa parte das obras com recursos próprios. A PDG contratou R$ 1 bilhão em novos contratos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dívida mais barata e considerada “saudável” pelo setor, dos quais R$ 150 milhões liberados imediatamente. A PDG também está securitizando os recebíveis que a Agre tinha em carteira: foram cerca de R$ 300 milhões de operações de securitização de recebíveis com emissão prevista para agosto e setembro. “O efeito líquido da renegociação na despesa financeira será de R$ 10 milhões por trimestre, num total de R$ 40 milhões”, diz Wurman.

Com a Agre – empresa que resultava da união de Agra, Abyara e Klabin Segall – a margem líquida de PDG, que vinha na casa dos 20%, caiu para 17% no segundo trimestre – abaixo da MRV, em linha com a Rossi e acima da Cyrela e Gafisa – para comparar com as grandes. “Não vamos voltar para os 20% ainda este ano, mas fechamos a renegociação das dívidas e estamos acelerando os ganhos de escala para voltar aos níveis anteriores”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

A PDG cortou perto de 15% da folha da Agre, cerca de 35 pessoas de salários mais altos e fechou escritórios do Rio e do Sul, em função da totalização da compra da LN, empresa com forte atuação no Paraná. A PDG, que já era dona de 80%, comprou 100% da LN.

A nova empresa teve aumento de 27,7% nas despesas de vendas e administrativas, que passaram para R$ 297,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Quando se compara com a receita líquida, porém, há uma queda -a soma dos gastos totais sobre a receita líquida recuou de 14,7% para 11,8% no semestre.

O aumento do INCC – de 5,9% no ano – não afetou os resultados da companhia, mas o presidente da PDG reconhece que é um problema, sobretudo em São Paulo e no Rio. “Na média e alta renda, o mercado absorve aumento de preço e na baixa estamos usando métodos construtivos que reduzem custo, como os pré-moldados.”

Época Negócios Pesquisa – Sonho do Brasileiro

Otimista, esperançoso e individualista, consumidor da classe A à classe C anseia por estabilidade, desenvolvimento profissional e conforto da família – e sente falta de melhor educação. Confira principais pontos da pesquisa Synovate/Época NEGÓCIOS Alexandre Teixeira

Época NEGÓCIOS

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Setor deve refletir processo de crescimento da economia

 

Apaixonados por construção: Gestores preveem expansão forte das empresas imobiliárias amparada no aumento do crédito e da massa salarial da classe média.

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

Gustavo Lourenção/Valor
 
Anibal Alves, superintendente de renda variável da Bram: preferência por MRV e PDG Realty de olho na baixa renda

O setor de construção civil é visto como um dos que melhor representa a expansão da economia brasileira. Na avaliação dos gestores, as empresas imobiliárias – amparadas pelo aumento do crédito – poderão capturar todo o ganho de massa salarial que a classe média deve ter nos próximos anos. O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo os especialistas, veio ampliar o financiamento e adicionar demanda a um mercado já favorecido pelo cenário macroeconômico.

O ambiente também é considerado propício para investimento por outro motivo: as construtoras e incorporadoras estão em plena fase de aceleração do crescimento. A divisão de gestão de ativos do Itáu Unibanco aposta nos resultados que as companhias ainda estão para apresentar. Segundo Marcelo Mizrahe, analista e gestor do fundo de infraestrutura do banco, entre 2006 e 2009, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das empresas abertas cresceu quase três vezes entre 2006 e 2009. Se o período analisado for de 2008 a 2012, esse aumento chega a seis vezes.

A elevação do lucro, diz o gestor, deve ser equivalente. “Não existe bolha imobiliária, é uma tendência estrutural de longo prazo”, diz Guilherme Rebouças, responsável por fundos diferenciados do Itaú Unibanco. Em 2006, havia uma única empresa do setor, a Cyrela, com faturamento acima de R$ 1 bilhão. Apenas três anos depois, um grupo de oito companhias ultrapassou o almejado patamar, algumas com folga.

Clécius Peixoto, diretor de renda variável da Vinci Gas Investimentos, segue o mesmo raciocínio: “A aceleração dos lançamentos a partir do segundo semestre do ano passado e este ano vai gerar muito caixa no ano que vem”, afirma. Para este ano, as grandes do setor estimam lançamentos na casa de R$ 3 bilhões cada uma. As maiores esperam uma evolução média de 50% nos lançamentos este ano, mas em alguns casos, como a Gafisa, o crescimento projetado chega a 95%

“A estrutura de capital das empresas também ficou muito boa depois das captações”, acrescenta Peixoto. No ano passado e início deste ano, um grupo de mais de seis empresas fez uma nova rodadas de ofertas de ações – a maioria muito bem-sucedida. Calcula-se que os “follow-on” tenham injetado mais de R$ 10 bilhões nas empresas de construção entre 2009 e 2010.

O potencial de expansão do setor, sob vários aspectos, é muito grande: o crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 3% do PIB, contra 13% no México, 18% no Chile e 70% nos países desenvolvidos. O aumento do crédito também sustenta esses argumentos. Em 2003, de acordo com dados do Itaú Unibanco, cerca de 120 mil novas unidades foram financiadas.

No ano passado, esse número chegou a 600 mil (sendo 275 mil dentro do Minha Casa, Minha Vida). “O programa deu ao setor a certeza que teria dinheiro para financiar a obra e a garantia de que ficariam com o cliente”, diz Marcelo Mizrahe. O analista explica que a crise ensinou às empresas que os lançamentos de imóveis deveriam estar vinculados tanto ao financiamento à construção, quanto ao cliente. Muitas companhias tiveram problemas justamente por lançar sem essa garantia e, com o revés do mercado, tiveram problemas.

Por conta do programa, as empresas com foco ou participação importante na construção popular entraram no radar dos gestores, mesmo depois da forte valorização do ano passado. “Gostamos de MRV e PDG Realty, que é dona da Goldfarb, porque elas sabem atuar na baixa renda”, afirma Herculano Alves, diretor de renda variável da Bradesco Asset Management.

O aumento recente das taxas de juros, na opinião dos gestores, não é um problema, já que o crédito imobiliário está barateando por conta da concorrência com a Caixa Econômica Federal. Além disso, o índice de referência no crédito imobiliário é a TR e não o CDI.

Além de o setor de construção estar presente nos fundos passivos e ativos de índice, começam a surgir também os fundos setoriais de construção, baseados no índice imobiliário, criado pela BM&FBovespa em janeiro de 2009. O fundo de construção do Banco do Brasil teve o maior retorno entre os fundos de ação do banco no ano passado: com mais de 200% de retorno, chamou a atenção dos cotistas. Resultado: com um patrimônio de R$ 152 milhões no fim de maio, só perdeu para o de siderurgia, com R$ 200 milhões. Para efeito de comparação, o fundo de energia tinha R$ 76 milhões e o de bancos, R$ 65 milhões.

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