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Atrasada, Brookfield revê estratégia e ganho sobe

Atrasada, Brookfield revê estratégia e ganho sobe
De São Paulo
12/11/2010

A Brookfield está no grupo das grandes pelo volume de lançamentos e vendas, mas sempre ficou aquém nos resultados financeiros. Nos últimos trimestres, porém, a companhia tem conseguido tirar a desvantagem que tinha em relação a outras construtoras e incorporadoras, embora ainda mantenha algumas métricas abaixo da média de mercado.

“Estamos atrasados em relação aos nossos pares”, reconhece Nicholas Reade, presidente da companhia. “Não crescemos tanto quanto os concorrentes nos anos de 2007 e 2008”, diz.

Por conta dessa defasagem, a companhia adotou uma série de medidas. Segundo Reade, além do controle das despesas – as despesas de vendas e marketing, como percentual da receita líquida, passaram de 5,6% no terceiro trimestre de 2009 para 4,8% no terceiro trimestre de 2010 -, a empresa está vendendo ativos e buscando sócios financeiros em projetos.

A empresa vendeu para a Veremonte Real Estate um terreno onde fica a antiga sede do BCN. “Era um projeto de longa maturação e queremos antecipar resultados”, diz. Paralelamente, está aumentando a exposição à baixa renda, cujos giro e, consequentemente, retorno são mais rápidos.

O lucro líquido atingiu R$ 80,8 milhões no terceiro trimestre de 2010, um aumento de 46,9% quando comparado com o mesmo período de 2009. Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido atingiu R$ 266 milhões, o que representa 131% do lucro líquido de todo o ano passado. A margem líquida foi de 12,9%, ainda abaixo da média de mercado do setor no primeiro semestre, de 15%.

Segundo Reade, um dos indicadores que mostra a recuperação dos resultados é que vendas contratadas e receita estão praticamente no mesmo nível – R$ 2,6 bilhões em vendas para R$ 2,3 bilhões em receita, o que não acontecia no ano passado. A velocidade de vendas, de 15%, ainda está abaixo da média do mercado. As vendas de residenciais foram de R$ 730 milhões no trimestre para uma média de R$ 470 milhões nos dois primeiros trimestres do ano. (DD)

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Brookfield vende 49% de obra em São Paulo por R$ 600 milhões

Construção: Grupo Malzoni, que já era dono de 21% do negócio, ficou com 70% do projeto

Brookfield vende 49% de obra em São Paulo por R$ 600 milhões

    Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    01/06/2010

Ontem, a Brookfield vendeu sua participação em um dos endereços comerciais mais nobres de São Paulo, um terreno de 19 mil m2 na avenida Faria Lima (zona Sul), que já pertenceu ao especulador Naji Nahas na década de 80. A empresa desfez-se de 49% do negócio por R$ 600 milhões, transferidos ao grupo VictorMalzoni, que já era dono de 21%. A venda equivale a 34 mil m2 ou R$ 17,6 mil o metro quadrado – valor pago cerca de um ano antes da conclusão do edifício.

Foi a primeira transação de um edifício inteiro na região da Faria Lima – onde não há mais terrenos disponíveis, nem permissão da prefeitura para que novos prédios possam ser erguidos – depois de mais de cinco anos. O empreendimento, que terá quase 70 mil m2

de área construída e abrigará três torres comerciais, deve ficar pronto em outubro de 2011. O Grupo Malzoni, tradicional dono de shoppings centers em São Paulo, passa a deter 70% do empreendimento – os 30% restantes, ou 26 mil m2, foram permutados com o dono do terreno, o empresário sírio Wafic Said, ligado à família real saudita.

“Foi a melhor proposta que recebemos”, afirma Nicholas Reade, presidente da Brookfield. O Malzoni, segundo Reade, não tinha direito de preferência. “Nosso negócio é construir e vender e não ficar com ativos em carteira para alugar”, diz, sobre a venda. Os dois grupos já haviam feito outra grande transação. No fim de 2007, os Malzoni venderam o grupo Plaza – shoppings Higienópolis, Paulista, Plaza Sul e West Plaza – por R$ 1,5 bilhão para a divisão de shoppings do Brascan, agora Brookfield.

Segundo o Valor apurou, na a Brookfield canadense, controladora da Brookfield do Brasil, também estava na disputa na reta final. A Previ também colocou preço. O negócio foi analisado por vários players do mercado, como empresas de gestão de propriedades. O Itaú foi outro interessado que analisou a compra, mas não entrou na etapa final. Agora, o banco está negociando com a Tishman Speyer a construção de um prédio no modelo “build to suit” para o ItauBBA no terreno vizinho à operação que o banco possui do outro lado da avenida Faria Lima.

Não há mais oferta de novos espaços na avenida Faria Lima – além desse e do Tishman. A situação se agravou depois que acabou o potencial construtivo da região. Pela lei de zoneamento, não se pode construir mais um único metro quadrado, além do que já foi aprovado. Qualquer mudança a partir de agora deve levar um tempo considerável para se concretizar.

O potencial construtivo dessas regiões – que fazem parte das chamadas operações urbanas, que envolvem a cuja autorização para construção é diferenciada e obtida por títulos (Cepac’s) obtidos em leilões – só será alterado se houver um novo projeto de lei ou se a cidade tiver um novo plano diretor. O último leilão de Cepac da Faria Lima aconteceu na semana passada e o título foi vendido por R$ 4 mil, quase o dobro do preço do último leilão. Muita gente ficou de fora, mas empresas como Tishman, Birmann, Cyrela, Gafisa e Rossi compraram títulos para vincular aos projetos. Com a proibição dos comerciais, os residenciais viraram a bola da vez na região.

“Esse terreno é um grande referencial de preço para a cidade inteira, dificilmente sairá negócio acima disso”, afirma Walter Cardoso, presidente da Richard Ellis, empresa contratada no final do ano passado para fazer a transação. “A região não mostra valor há muito tempo”, diz.

Há uma lista de inquilinos interessados em ocupar espaços no novo prédio, entre eles o BTG Pactual e o Goldman Sachs. O preço de aluguel do metro quadrado dos empreendimentos novos deve ficar na casa de R$ 140. “Abaixo disso, a conta não fecha”, afirma uma fonte do setor.

A Brascan Company (agora juntas na Brookfield) e Malzoni pagaram R$ 250 milhões por 70% do terreno. Na época, foi disputado por cerca de 15 empresas e fundos de investimento brasileiros e internacionais. Najas adquiriu o terreno em 1980 e, depois de quebrar, levantou um grupo de investidores para adquirir o crédito do banco europeu que conseguiu o terreno em um processo de execução de dívida. (Colaborou Vanessa Adachi, de São Paulo)

Brookfield planeja oferta de ações de R$ 600 milhões – 8/9/2009

Brookfield planeja oferta de ações de R$ 600 milhões – 8/9/2009

Fonte:Valor Econômico

Construção: Entusiasmadas com o aquecimento do setor e o apetite do investidor estrangeiro, as empresas inauguram nova fase de captações.

Por Daniela D3Ambrosio, de São Paulo
08/09/2009

A Brookfield (ex-Brascan) vai engordar a safra de emissões do setor imobiliário. A empresa será a próxima incorporadora a anunciar uma emissão de ações. Segundo o Valor apurou, a companhia pretende levantar cerca de R$ 600 milhões com a operação. Entusiasmadas com o aquecimento do setor imobiliário e o apetite do investidor estrangeiro, as empresas inauguram uma nova fase de ofertas de ações que somam perto de R$ 3 bilhões.

Mas essa nova rodada de emissões – com pelo menos três novas captações em um curto intervalo – já acendeu o sinal amarelo. A dúvida, invariavelmente, é se haverá demanda para tantas emissões e quanto desse movimento não é uma resposta ao assédio dos bancos de investimento.

Até agora, apenas as companhias com forte exposição ao segmento de baixa renda haviam anunciado ofertas. Depois da MRV, que abriu a nova fase de captação e conseguiu levantar R$ 722 milhões em uma oferta considerada bem-sucedida, na semana passada PDG Realty e Rossi protocolaram pedido de registro de oferta de ações na Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). A Brascan será a primeira construtora com atuação mais diversificada – está no segmento residencial de médio e alto padrão e comercial de pequeno e grande porte – a testar o mercado. “De alguma forma, há várias companhias querendo se preparar”, afirma fonte do setor.

Outra empresa que estuda fazer uma emissão, mas ainda não definiu se optará por esse caminho é a Cyrela. Uma das possibilidades é que a companhia faça uma cisão e abra o capital da Living, sua empresa para baixa renda, que começou como uma marca e vem ganhando destaque nos resultados gerais da construtora.

Outra opção é colocar um investidor dentro da Living. A Cyrela fez uma primeira cisão com a CCP, Cyrela Commercial Properties, braço de imóveis corporativos, em abril de 2007 – no mês passado fez uma joint venture de US$ 400 milhões com o governo de Cingapura e com um fundo de pensão canadense. A própria Cyrela acaba de buscar outra fonte para se capitalizar. Na semana passada, a anunciou a emissão de R$ 350 milhões em debêntures não conversíveis.

Outro nome que circula no mercado para uma possível emissão é a Rodobens Negócios Imobiliários, um dos alvos dos bancos de investimento. Mas a possibilidade de que haja uma emissão da Rodobens é mais remota. A Gafisa chegou a registrar uma oferta na Anbid neste ano, mas o mercado virou e, sem a resposta esperada dos investidores, cancelou a emissão.

Uma dúvida que começa a ser levantada é se a euforia que tomou conta do setor entre 2006 e 2007 e fez com que o segmento imobiliário tivesse 21 empresas listadas – sem contar as de shopping center – não possa estar voltando, ainda que em menor proporção. O efeito da abertura de capital foi nefasto para algumas companhias, como Tenda, Abyara, Klabin Segall e Inpar. Todas foram adquiridas a preços muito baixos e, com exceção da Inpar, seus fundadores saíram do negócio. A consolidação foi uma ótima oportunidade para uns e a única saída para outros, mas promoveu um ajuste no setor.

O cenário melhorou muito rápido nos últimos 12 meses. O programa habitacional do governo e a recuperação do mercado imobiliário a partir do segundo semestre renovaram o setor, que saiu bastante machucado da crise. “Os números do segundo trimestre confirmam que as empresas brasileiras de construção atingiram um novo estágio e o alto nível da demanda pode ser medido pelo aumento da velocidade de vendas, que saiu de 13,1% no primeiro trimestre para 20,6% no segundo, com destaque para quem atua na baixa renda”, diz relatório do banco Credit Suisse sobre o setor.

Quem está em contato com investidores estrangeiros diz que o interesse pelo Brasil e o mercado imobiliário em especial é muito grande. Mas o dinheiro no mundo continua escasso e a concorrência é alta. O mesmo capital será disputado pelas empresas que fazem emissões de ações e pelos fundos de participação, que iniciaram nova rodada de captações. “O interesse por Brasil é grande, mas os investidores estão mais cautelosos, querem conhecer muito bem cada ativo antes de tomar qualquer decisão de investimento”, afirma Leonardo Correa, diretor de relações com investidores da MRV.

Lucro da Brookfield mais que dobra no trimestre

Lucro da Brookfield mais que dobra no trimestre

    Valor Online

    13/08/2009 20:20

SÃO PAULO – A Brookfield Incorporações, antiga Brascan Residential Properties, informou hoje que fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 80,1 milhões, o que significa um salto de 126% sobre o ganho apurado no mesmo período de 2008.

A receita líquida da companhia foi de R$ 531,7 milhões no intervalo entre abril e junho, com alta de 75,4% na comparação com um ano antes.

O Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos da companhia caiu 17,2%, para R$ 590 milhões, sendo que a queda foi maior no segmento de imóveis comerciais, de 31,4%, e menor para o ramo residencial, de 3,8%.

Apesar dos lançamentos menores, as vendas contratadas no segundo trimestre subiram 77,4%, para R$ 568,5 milhões.

Receita da Brookfield sobe 77% no trimestre – 8/7/2009

Receita da Brookfield sobe 77% no trimestre – 8/7/2009

Fonte:Valor Econômico

Daniela D3Ambrosio, de São Paulo

Os resultados operacionais da Brookfield (antiga Brascan), primeira empresa do setor de construção a divulgar a prévia dos números, indica um segundo trimestre de recuperação para o setor.

A companhia, que atua nos segmentos comercial e residencial, vendeu R$ 568,5 milhões entre abril e junho, alta de 77% em relação ao mesmo período de 2008.

Os lançamentos somaram R$ 587,5 milhões no trimestre. No semestre, as vendas foram de R$ 875 milhões, 56% acima dos primeiros seis meses de 2008.

Embora não atue na baixa renda, segmento beneficiado pelo plano habitacional do governo, o desempenho da Brascan indica um aumento da demanda por imóveis residenciais para a classe média e média alta e por comerciais. “A queda das taxas de juros está beneficiando o setor e estimula a busca por ativos reais”, diz Luiz Rogélio Tolosa, diretor de relações com investidores da companhia.

Dos R$ 875 milhões vendidos no semestre, os imóveis residenciais responderam por 76% ou R$ 668 milhões e os comerciais, por R$ 207 milhões (24%). No primeiro semestre do ano passado, a participação do residencial tinha sido de quase 90%. A Brookfield, em parceria com a Brazilian Mortgage, vendeu um prédio inteiro – de um conjunto de três torres- em Brasília para a Previ. O valor pago foi de R$ 175 milhões, dos quais a Brascan recebeu R$ 58,3 milhões. “Os investidores de longo prazo estão voltando para o setor”, diz Tolosa.

Os residenciais abaixo de R$ 500 mil responderam por 47% das vendas, dos quais 2% abaixo de R$ 130 mil, 34% entre R$ 130 mil e R$ 350 mil e 11% entre R$ 350 mil e R$ 500 mil. Os residenciais acima de R$ 500 mil representaram 30% das vendas.

Brookfield é novo nome do grupo Brascan no país – 23/6/2009

Brookfield é novo nome do grupo Brascan no país – 23/6/2009

Fonte:Valor Econômico

Daniela D3Ambrosio, de São Paulo
23/06/2009
Silvia Costanti/Valor
Simões Lopes, presidente do grupo Brascan, diz que o Brasil foi o último dos nove países onde o grupo atua a mudar o nome: “Brascan aqui era muito presente.”

Depois de 50 anos, o grupo Brascan vai mudar o nome de todas as empresas – shopping center, incorporação e construção, energia renovável, florestal, agrícola e corretagem de seguros – para Brookfield, assinatura do controlador canadense. Apesar de difícil e quase impronunciável para boa parte dos brasileiros, a subsidiária preferiu correr o risco da mudança e seguir o alinhamento global.

A ideia é buscar o aval de uma companhia que administra US$ 80 bilhões em ativos no mundo, em diferentes áreas. O Brasil era o único país entre os nove onde a multinacional atua que ainda mantinha o nome Brascan – que teve origem nas palavras Brasil e Canadá. Nos demais países, a mudança começou há cinco anos. “Aqui demorou mais porque o nome Brascan era mais presente”, diz Luiz Simões Lopes, presidente do grupo Brascan.

A multinacional administra R$ 14 bilhões no Brasil, dos quais quase 70% (R$ 9,5 bilhões) estão na área imobiliária – incorporação e shopping center. Há mais R$ 2,5 bilhões em geração de energia, R$ 1,5 bilhão em ativos de infraestrutura e área financeira, R$ 300 milhões na área agrícola e R$ 200 milhões em florestas. A área de incorporação é a única com capital aberto – estreou na bolsa em 2006. Ontem à tarde, a empresa fez uma assembleia para aprovação do novo nome.

O banco é a única exceção nesse primeiro momento, porque a mudança de nome de instituição financeira é mais demorada. Segundo Simões, não há previsão de data para alteração do Banco Brascan para Brookfield.

Na área imobiliária, a Brascan – que comprou a Company e MB Engenharia no ano passado – já procurava um nome para representar a unificação das três empresas. “O pessoal do Canadá nos deu a liberdade de mantermos Brascan, mas já que buscávamos um novo nome, optamos pelo nome global”, diz Nicholas Reade, diretor-presidente da Brascan Residential, agora Brookfield Incorporações.

O novo logotipo do braço de incorporação mantém as três marcas (Brascan, Company e MB) embaixo da assinatura Brookfield. “Não sabemos por quanto tempo vamos manter as marcas, depende da aceitação”, afirma Reade. Cada uma das empresas é mais forte no seu mercado de origem: a Brascan no Rio, a Company em São Paulo e a MB Engenharia no Centro-Oeste.

Na avaliação do executivo, a marca é importante, mas o consumidor de imóveis se preocupa menos do que em outras áreas. “Muita gente acha que comprou apartamento da Lopes ou da Abyara, que são corretoras e não sabem quem é a construtora”, diz Reade. Nos últimos anos, porém, aumentou o investimento em sites e até mesmo em campanhas institucionais das construtoras e incorporadoras.

Uma das preocupações da companhia são os investidores, sobretudo os estrangeiros, que voltaram a ter uma participação importante no mercado imobiliário. “Você pula um estágio de não ter que explicar que no Brasil Brookfield é Brascan”, diz Lopes.

A integração das três empresas começou no fim do ano passado e prossegue. Segundo Reade, houve um trabalho de identificação dos procedimentos usados em cada uma delas – como sistema de monitoramento de obra, folha de pagamento, incorporação e compra de terreno – escolha do melhor modelo e implantação em toda a empresa. “Estamos nessa fase de padronização”, diz Reade. A companhia usou parte da verba de lançamentos, já que houve uma queda de novos produtos este ano, para comunicar a nova marca. Mas não revela o valor investido.

A incorporadora ainda não definiu como atuará no mercado de baixa renda, se criará uma outra marca, como a maioria das empresas do setor. Atualmente, o principal veículo popular é a MB Engenharia, mas a participação do segmento econômico ainda é pequeno no grupo. Para este ano, 7% dos lançamentos devem ser de até R$ 130 mil (dentro do Minha Casa, Minha Vida), 63% entre R$ 130 mil e R$ 500 mil, 15% acima de R$ 500 mil e 15%, em escritórios.

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