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Sem ação – Valor Economico

6/02/2013 às 00h00

Sem ação

Por Luciana Seabra e Catherine Vieira | De São Paulo
 

Silvia Costanti/Valor / Silvia Costanti/ValorStuhlberger: “Alguma coisa eu tenho na posição, mas olho um pouco este Brasil e digo… hum, não estou convencido”

 

“Tá quanto? Não, fico fora, obrigado.” Não se sabe exatamente a que ativo ele se referia, mas não resta dúvida de que a frase ao telefone, dita pelo gestor Luis Stuhlberger a um de seus operadores durante esta entrevista, é, de certa forma, um resumo de sua disposição hoje com vários ativos brasileiros. Se o mundo lá fora está começando a ter nuvens menos carregadas e o dinheiro começa a fluir para o risco – o que significa ações e mercados emergentes -, talvez o Brasil até aproveite algo dos benefícios disso, mas menos do que poderia. A falta de investimento e o esgotamento do modelo de crescimento baseado em consumo começam a mostrar a fatura.

Stuhlberger enxerga desequilíbrios no que chama de “bocas de jacarés”. É uma referência ao desenho que se forma em um gráfico que confronta o avanço veloz do consumo com o crescimento tímido do investimento. Ou no que retrata a diferença entre a dívida líquida pública oficial e a real, em que soma o crédito concedido recentemente às estatais.

 

 

Um tanto pessimista, confessando uma ligeira ‘depressão pós-férias’, o diretor da Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) recebeu o Valor na sede da gestora. O reflexo do estado de espírito está em seu conceituado fundo Verde, que nunca teve tão poucas ações brasileiras – apenas 16% do patrimônio, contra uma média histórica de 33%. Este percentual alocado em ações continua, mas, agora, empresas locais dividem espaço com as estrangeiras. Em 2012, a bolsa foi o mercado que mais deu alegrias ao Verde, que rendeu 19,55%, enquanto o Ibovespa subiu 7,4% e o CDI, 8,4%. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Crise global

Estamos todos perdendo o medo de que o mundo vai acabar. Existe um baixo crescimento, mas aquele medo caótico, ou de quebra das finanças públicas e de bancos ou de que as populações e os governos [europeus] não iriam votar a austeridade e ia haver algum tipo de revolta, está passando por uma fase que terminou, ninguém mais fala nisso e esse medo não está nas cotações. Não acho que agora dá para dizer que os problemas do Brasil são culpa dos americanos, dos europeus ou dos russos, dos árabes, dos gregos. Os problemas nossos serão nossos. Os emergentes vão ter um ambiente melhor para crescer e competir.

Rotação para o risco

Estamos [o mundo] num processo de rotação de investimentos de ‘bonds para equity’ [bônus para ações], uma retomada do risco. Muita gente chama isso de grande rotação. Tanto para ações, quanto fluxo para mercados emergentes. É um dinheiro que estava meio empoçado muito tempo, com medo de que o mundo iria acabar. E houve a aprovação das agendas de austeridade na Europa e agora nos EUA essa discussão do abismo fiscal, e tudo mais ou menos está andando. É um ambiente benéfico, mas óbvio não dá para se garantir que é benéfico ‘forever’.

Alguém tem que ceder

Eu tenho um tema macro [sobre o Brasil] que eu chamo, lembrando aquele filme, de “Alguém tem que ceder”. Dado que as bocas de jacaré não fecharam, ou vai ter mais inflação ou o câmbio vai depreciar, ou você vai ter um problema nas finanças públicas. Eu tenho várias teses no fundo para me beneficiar disso. Só que isso custa caro. No sentido de que enquanto não acontece, você perde dinheiro. Outra questão é que todo mundo acha que a única consequência desse colapso de modelo é crescer pouco, certo? É isso: cresce pouco e so what? So what? Não tem nenhuma influência sobre o câmbio, sobre inflação, nenhum colapso das finanças públicas? Ninguém olha isso. Tenho esse meu mundo particular. Mas agora é um “play” mais difícil, porque ao mesmo tempo em que minha visão é pessimista, não está prestes a acontecer.

Modelo insustentável

Começo a olhar meio perplexo esses pontos todos, olhando o porquê do colapso do modelo. O governo age quando as coisas dão errado, porque em time que tá ganhando você não mexe. Eu olho essa boca de jacaré varejo versus investimentos, que é impressionante. Olhando outros países como Coreia, México, existe isso, mas não dessa forma, bem mais amena. Não é sustentável. Os investimentos têm que voltar.

Investimento

Olhando o lado do governo, como ele não quer que consumo caia, obviamente você tem que fazer crescer investimentos. Para isso, precisa de crédito do governo, do BNDES, investimento público, e isso eles estão fazendo. Precisa instaurar um clima de confiança entre o empresariado e o governo, e acho que isso não tá ocorrendo. Os empresários estão com medo de investir por várias questões. Mas o principal é o momento em que as empresas vivem, de colapso de modelo, porque como a tributação não cai e a massa de salário sobe, sem ganho de produtividade, as empresas têm uma compressão de margem. Tudo demora, tudo custa mais caro e os impostos e salários avançam na lucratividade.

Confiança

A retomada da confiança vem no sentido de achar que as condições que o país tem pra crescer são satisfatórias. Isso ainda é baixo. O trabalho que a Dilma está fazendo de desoneração é positivo. Só que esse clima de confiança demora um longo tempo pra vir. O efeito colateral da quebra do modelo, da gente crescer sem ter cuidado da base, leva tempo pra ir embora. É como qualquer negócio que está indo mal, você começa a consertar, mas os resultados demoram muito para aparecer. E a nossa perda de competitividade vis-à-vis os demais países emergentes é evidente e muito rápida, muito grande. Não é só culpa da Dilma, ela pegou uma herança negativa está tentando consertar algo que leva muito tempo e com um orçamento limitado.

Ceticismo

O maior problema é destravar o crescimento. Então, apesar do bom ambiente, apesar dos fluxos para emergentes e apesar de um certo otimismo global, eu estou ainda bem cético quanto ao Brasil. Aí você me pergunta o seguinte: bom, você não acha que vem fluxo pra cá, que vem investimento, que vai ter comprador para as ações? Vai. A única coisa que eu acho é que o ‘valuation’ das empresas da bolsa no Brasil não é barato.

Ações caras

Na bolsa, por que eu estou digamos assim, cético e bem underweight [abaixo da média] em Brasil, eu diria, para o meu padrão? Porque não acho o valuation das empresas boas brasileiras compatível com o risco. O Brasil ficou assim, com aqueles ‘value traps’ [armadilhas] do índice [Bovespa], aquelas companhias que ninguém mais quer saber, o setor elétrico ficou ruim; aço tem ‘overcapacity’ no mundo, estatais são mal geridas, petróleo é um bicho com um capex [investimento] enorme e de longo prazo que demora para entregar, as construtoras com problemas de demora na entrega e aumento de custo, os bancos com um certo ROE [retorno sobre patrimônio líquido] meio induzido pelo governo a ser menor. Então aquela agenda que eu falei no ano passado, ‘o que é ruim para o Ibovespa é bom para o Brasil’, meio que agora ninguém quer saber dessas ações e aí as outras, que são as ligadas ao consumo e alguns outros setores, já não estão baratos, para o Brasil de hoje, meio estagnado.

Preço e fundamento

Não estou excessivamente pessimista, apenas acho que tudo é ‘valuation’ ajustado ao risco. No começo de 2009 eu estava comprando tudo. As pessoas perguntavam: mas você está otimista? ‘Não, estou bem pessimista, mas também, por esse preço, eu compro.’ Hoje, a maioria dessas ações está quatro vezes o preço que eu paguei em 2009. Não estou dizendo as do índice, essas outras, educação, varejo, consumo.

“All time low”

Meu investimento em bolsa hoje está na média em 33%, só que o que antes estava no Brasil está espalhado. A gente está comprando muita coisa no exterior. Eu estou no “all time low” [nível mais baixo] de investimento em ações brasileiras, quer dizer hoje o [fundo] Verde está com cerca de 16% nessas ações, que é o nível mais baixo que eu me lembro na história, e estou com o nível mais alto de investimento em ações fora do Brasil, algo como 16% e 17%, pela primeira vez elas estão equilibradas, eu tenho metade no Brasil e metade fora.

NTN-Bs longas

O problema de você comprar uma NTN muito longa é a sustentabilidade fiscal de longo prazo. Nossa dívida/PIB é baixa, uns 35% do PIB. Mas o estímulo fiscal do governo às estatais criou um estoque de crédito de 9% do PIB. Obviamente, parte disso vai virar dívida. Com certeza a Caixa vai precisar de capitalização, um dia o BNDES vai precisar… Tem um certo investimento perdido, que ainda não virou dívida, mas vai virar. Ainda assim a dívida é baixa perto do resto do mundo. O problema quando analiso quadros desse tipo em situações não equilibradas é o que eu chamo de foto boa em filme ruim. Se você olhar a Espanha em 2007, o quadro fiscal é uma maravilha. Depois que a bolha estoura, a dívida cresce exponencialmente. Mas eu não estou dizendo que isso esteja perto de acontecer.

Zero de bolsa

Quando eu olho Brasil, digo ok, apesar do fluxo, esses preços não valem. Mas, no fundo, essas coisas não são simples. Os mercados um dia sempre voltam para o fundamento, mas as coisas ficam irracionais muito antes que seu dinheiro aguenta. Então, acho que se essa festa continuar sem que o fundamento do Brasil melhore, eu posso ir pra zero de bolsa [local].

Sem Blue Chip e Photoshop

Para dizer a verdade, ‘blue chip’ eu hoje não tenho nenhuma, não consigo comprar nada. Tenho investimentos relevantes em umas dez companhias. (…) Não quer dizer que eu não estou comprado em algumas coisas, vendido em outras. Alguma coisa tenho na posição. Mas olho um pouco esse Brasil e digo… “hum, não estou convencido”. Estou pagando para ver que o dano colateral vai vir mais rápido do que as melhorias. E o investidor me cobra todo dia. Ser gestor de recursos é pior que mulher posar para a “Playboy”. Minha cota está lá para todo mundo ver, nua e crua. Se eu errar, não tem photoshop.

Esperando pra ver

Eu tô naquela fase “I’m gonna wait and see”. Se subir mais um pouco, eu vou vender é tudo [em ações brasileiras]. Por enquanto está medianamente caro. Se tiver uma festa realmente grande… Eu vou esperar, porque não consigo me convencer que, apesar do mundo bom, a gente não vai ter problemas. Podemos até não ter problemas, mas o preço não justifica. Às vezes é mais fácil pegar uma tendência e dizer “I go with the crowd”. A decisão que estou tomando, que é muito angustiante, é dizer: vamos esperar uns meses para ver para onde vamos no câmbio, inflação, PIB e finanças públicas.

Impopular na escola

Meu comentário é estrutural, foi aí que eu fiz meus grandes acertos na vida. Mas não é fácil, porque você tem de ir contra a corrente. Mas acho que eu nasci assim. Falei para minha filha de 14 anos: eu era o cara mais impopular da escola. Você tem que ter esse DNA. Sempre fui na minha. Vamos ver. Até espero estar errado, para o bem do Brasil.

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BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

Adriana Cotias | Valor
15/10/2010 7:34

SÃO PAULO – O HSBC fechou contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco, com a BrasilBrokers, para ter exclusividade na oferta de crédito à habitação aos compradores que fizerem negócio com as 22 empresas imobiliárias que compõem o grupo. A previsão é que a parceria gere contratos de R$ 10 bilhões para a subsidiária do banco inglês no Brasil, que vai fechar o ano com uma carteira de R$ 1,5 bilhão. O negócio encontra algum paralelo no acordo selado pelo Itaú com a corretora Lopes, em 2007, na CrediPronto, com a diferença de que não haverá uma estrutura societária e a Brasil Brokers será remunerada por performance, sem divisão de resultados.

Pelo modelo desenhado, a estimativa é de que, para a BrasilBrokers, a aliança proporcione receitas adicionais de R$ 160 milhões nos primeiros cinco anos e R$ 420 milhões no período completo do contrato. Não é de hoje que a consultoria buscava um parceiro financeiro para acelerar a sua expansão. Desde que a Lopes se aproximou do Itaú, recebendo pelo acordo R$ 290 milhões à vista, com perspectiva de embolsar mais R$ 220 milhões atrelados a resultados em dez anos, a BrasilBrokers estudava caminho semelhante. Os bancos também vinham assediando a empresa.

A Brasil Brokers não vai receber um pagamento “na frente” para franquear seus balcões de negócios, como fez a Lopes. Em vez disso, negociou comissões maiores e um adiantamento de R$ 45 milhões em comissões, segundo o presidente da empresa, Sergio Newlands Freire.

A parceria prevê que 80% dos recursos sejam desembolsados pelo HSBC em 2011, servindo ao propósito de financiar a expansão orgânica e aquisições planejadas pela BrasilBrokers, especialmente em São Paulo, onde a empresa tem participação pequena, de menos de 1% do mercado, conta Freire.

Antes do desfecho com o HSBC, o grupo chegou a conversar com Banco do Brasil, Caixa, Bradescoe Real, diálogo iniciado na fase anterior à aquisição pelo Santander. A crise em 2008 interrompeu o projeto e foi no fim de 2009 que os telefones voltaram a tocar, conta Freire. De acordo com o executivo, foi a proposta do HSBC que melhor se enquadrou ao que a companhia almejava como retorno e estrutura de negócio. O banco vai destacar equipes das áreas de vendas, crédito, processos e contratos só para atender a BrasilBrokers. Vai também treinar os 13 mil corretores da empresa para fazer a oferta do financiamento, casada com a transação imobiliária.

O HSBC terá exclusividade de ser o primeiro a fazer a análise de crédito aos clientes da empresa e promete a liberação dos recursos em até 30 dias. Para o banco, a parceria representa um atalho para crescer no crédito imobiliário, segmento em que tem participação relativa pequena se comparada ao tamanho do grupo inglês nessa área, diz o diretor Antonio Barbosa. No país, a carteira de R$ 1,5 bilhão representa apenas 6% do conjunto de ativos, enquanto globalmente a fatia chega a 28% dos US$ 261 bilhões totais. Com o acordo, a produção anual, que neste ano chegará a R$ 1 bilhão no portfólio de pessoa física, dobra de tamanho já em 2011, com um terço advindo das operações com a BrasilBrokers. O banco vai se valer da distribuição nacional da consultoria imobiliária para ganhar relevância em mercados em que teria presença “invisível”, destaca Barbosa.

O assédio dos bancos às consultorias de imóveis se explica pelo forte potencial de expansão do crédito imobiliário no Brasil, que já cresce a uma velocidade de 50% ao ano, mas ainda representa menos de 4% do PIB, parcela incipiente quando comparada a outros mercados na própria América Latina – 17% no Chile e 12% no México, por exemplo. “O brasileiro compra, em média, 1,2 casa por vida, enquanto o americano compra 2,8 casas. E só metade das unidades vendidas no Brasil são financiadas”, diz Barbosa.

Freire, da BrasilBrokers, adianta que a parceria não para por aí. Qualquer negócio que envolva um “pool” de instituições financeiras terá o banco como participante: cobrança, folha de pagamento ou qualquer captação podem entrar no pacote. Uma oferta subsequente de ações em 2011 é um dos planos em estudo para dar vazão ao projeto de crescimento do grupo.

(Adriana Cotias | Valor)

Petrobras Raises $70 Billion in World’s Largest Share Sale

setembro 24, 2010 1 comentário

Petrobras Raises $70 Billion in World’s Largest Share Sale

By Peter Millard – Sep 24, 2010 1:28 PM GMT-0300
Petrobras Raises $70 Billion in Largest Share Offering
 

Sept. 24 (Bloomberg) — Petroleo Brasileiro SA, the state-controlled oil company, raised 120.4 billion reais ($70 billion) from the Brazilian government and other investors in the world’s largest share sale as it seeks cash to develop offshore fields. Bloomberg’s Cecilia Tornaghi reports.(Source: Bloomberg)

Petroleo Brasileiro SA, Brazil’s state-controlled oil producer, raised as much as $70 billion in the world’s largest share sale as investors bet on its plans to double output within a decade by tapping offshore fields.

Petrobras, based in Rio de Janeiro, sold 2.4 billion common shares for 29.65 reais each and priced 1.87 billion preferred stock at 26.30 reais apiece. The company sold 115 billion reais ($67 billion) of shares and banks have an option to buy another 5 billion reais, according to a statement sent late yesterday.

Petrobras is spending about $224 billion over the next five years to boost production to 5.38 million barrels a day by tapping deposits trapped under a layer of salt beneath the ocean floor. The share sale was priced at a 2 percent discount to yesterday’s close, suggesting investors are backing Petrobras’s plans to overtake industry rivals such as Royal Dutch Shell Plc.

“Many of the other global majors are being challenged because their reserves are being depleted,” said Ron Holt, chief executive officer of Hansberger Global Investors Inc. in Fort Lauderdale, Florida, which manages $8 billion. “If you look at the potential capital expenditures that the company has planned for the next several years, that is a very significant potential exploration project for them.”

The company is tapping demand for emerging-market assets to develop deposits including Tupi, the largest discovery in the Americas in three decades. The field, and the nearby Libra deposit in the so-called presalt region off the Brazilian coast, may each contain as many as 8 billion barrels of oil.

‘Growth Profile’

“In Petrobras, you have an obvious growth profile,” said Robbert van Batenburg, head of equities research at Louis Capital Markets in New York. “They face growing pains while other guys struggle to replace reserves,” he said.

Petrobras has slumped 27 percent this year on concern the sale will cut earnings and boost state interference.

The company’s preferred shares fell 13 centavos, or 0.5 percent, to 26.67 reais in Sao Paulo trading at 12:13 p.m. New York time, while the common stock dropped 0.7 percent to 30.03 reais.

As part of the share sale, Petrobras issued about $42.5 billion of stock to Brazil’s government in exchange for the rights to develop 5 billion barrels of oil reserves. The sale includes an over-allotment option by underwriters to sell 188 million shares, or about $3 billion, over the next 30 days.

The sale may signal President Luiz Inacio Lula da Silva is paving the way for greater control over the Brazilian economy before the likely election of his chosen successor Dilma Rousseff next month.

‘Biggest Capitalization’

“It wasn’t in Frankfurt, it wasn’t in New York, it was in our Sao Paulo exchange that we carried out the biggest capitalization in the history of capitalism,” Lula said at an event in Sao Paulo today.

Production at Shell, based in The Hague, was about 3.15 million barrels a day in 2009, compared with 3.25 million a year earlier, according to its annual report. Exxon Mobil Corp. produced about 3.93 million barrels in 2009, from 3.92 million a year earlier.

Prior to the sale, Petrobras was valued at 8.03 times its estimated earnings for this year, according to data compiled by Bloomberg. That compares with 10.6 times for Beijing-based PetroChina Co., Asia’s biggest company by market value, and 10.8 times Irving, Texas-based Exxon, the world’s largest company by market capitalization, the data showed.

A total of 18 equity offerings were completed this year by Brazilian companies before Petrobras’ sale, raising $12.4 billion, data compiled by Bloomberg show. The shares have gained 20 percent on average.

Increased Control

The government increased its stake in the company to 48 percent from 40 percent after the share sale, Finance Minister Guido Mantega said at an event in Sao Paulo today. That includes minority stakes held by state-owned banks.

Before the sale, the government controlled the company through 55.6 percent of voting shares. Petrobras didn’t disclose the government’s voting stake after the offering.

Lula is tightening the state’s grip on the domestic oil industry after Tupi was discovered in 2007, the largest find in the Western Hemisphere since Mexico’s Cantarell in 1976. He says Brazil is relying on the country’s oil wealth to help raise the nation’s 192 million residents out of poverty.

Chief Executive Officer Jose Sergio Gabrielli plans to double output to 5.38 million barrels a day by 2020, from 2.7 million barrels in 2010.

China Sale

The Petrobras sale amounted to about 18 percent of the value of all equity offerings completed in 2010 and exceeded by three times the record initial public offering of $22.1 billion by Agricultural Bank of China in July, according to Bloomberg data.

About $379 billion has been raised by companies selling shares this year, the same pace as a year ago, data compiled by Bloomberg show. A total of 167 equity offerings valued at $29.5 billion have been postponed or withdrawn around the world this year, the most since at least 1998, the data show.

Brazilian companies have struggled to raise as much as they sought in initial public offerings this year amid speculation higher interest rates and swelling budget deficits in Europe would slow the global economic recovery. Renova Energia SA, a Brazilian developer of wind and hydroelectric power, raised 150 million reais, a fifth of what it had initially planned.

OSX Brasil SA, billionaire Eike Batista’s shipbuilding company, raised 2.45 billion reais in March in Brazil’s biggest IPO this year. That was about 7.5 billion reais less than the company originally sought.

Of the 5 billion barrels Petrobras will get from the government, about 3.1 billion barrels will come from the Franco field, while the Iara and Florim fields will account for another 1.07 billion. Petrobras will also receive the rights to oil at Tupi Northeast and South, as well as the Guara East fields.

To contact the editor responsible for this story: Dale Crofts at dcrofts@bloomberg.net

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Daniela D ‘ Ambrosio | Valor

17/08/2010 09:13

SÃO PAULO – Em seu primeiro balanço consolidado com Agre, a PDG Realty tirou a dúvida que ainda sobre a liderança do setor. Quando comparada à Cyrela – que, até a aquisição da Agre pela PDG era líder inconteste – a nova empresa assume a primeira posição do mercado imobiliário em praticamente todos os quesitos analisados: receita líquida, lucro, vendas, lançamentos e margens. O lucro líquido da PDG no segundo trimestre foi de R$ 221 milhões, um aumento de 179% sobre os números pró-forma das duas companhias no mesmo período de 2009. A Cyrela lucrou R$ 167 milhões de abril a junho.

A receita líquida da nova companhia foi de R$ 1,32 bilhão, 49% acima do segundo trimestre do ano passado. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 372 milhões, com margem de 28%. A margem lajida da Cyrela foi de 18,5%.

A PDG, é fato, ficou maior em tamanho. Mas também aumentou consideravelmente a sua dívida -principal herança negativa de Agre. A dívida líquida da PDG, que, sozinha, era de R$ 697 milhões ao final do primeiro trimestre, subiu para R$ 2,59 bilhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, que foi de 27% na PDG no primeiro trimestre, passou para 46% no balanço consolidado.

Os benefícios do ganho de escala são visíveis no balanço, mas a PDG Realty se apressou para renegociar e melhorar o perfil da dívida de Agre para não comprometer seus resultados por um prazo longo. O bom relacionamento com os bancos permitiu à companhia que concluísse o processo de renegociação do endividamento da Agre. A dívida de capital de giro da Agre foi reduzida de R$ 1,3 bilhão para R$ 1 bilhão e houve um alongamento do prazo médio de 29 meses para 48 meses.

A parcela de dívida de capital de giro, que tinha um custo elevado (CDI mais 3%) foi alongada e substituída por linhas com custo médio na casa de CDI mais 2%, em linha com o custo pago pela PDG. “Fragmentamos a dívida em vários bancos, principalmente Itaú, Bradesco, HSBC e Banco do Brasil”, explica Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG.

Com dificuldade de acesso ao crédito, a Agre tocava boa parte das obras com recursos próprios. A PDG contratou R$ 1 bilhão em novos contratos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dívida mais barata e considerada “saudável” pelo setor, dos quais R$ 150 milhões liberados imediatamente. A PDG também está securitizando os recebíveis que a Agre tinha em carteira: foram cerca de R$ 300 milhões de operações de securitização de recebíveis com emissão prevista para agosto e setembro. “O efeito líquido da renegociação na despesa financeira será de R$ 10 milhões por trimestre, num total de R$ 40 milhões”, diz Wurman.

Com a Agre – empresa que resultava da união de Agra, Abyara e Klabin Segall – a margem líquida de PDG, que vinha na casa dos 20%, caiu para 17% no segundo trimestre – abaixo da MRV, em linha com a Rossi e acima da Cyrela e Gafisa – para comparar com as grandes. “Não vamos voltar para os 20% ainda este ano, mas fechamos a renegociação das dívidas e estamos acelerando os ganhos de escala para voltar aos níveis anteriores”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

A PDG cortou perto de 15% da folha da Agre, cerca de 35 pessoas de salários mais altos e fechou escritórios do Rio e do Sul, em função da totalização da compra da LN, empresa com forte atuação no Paraná. A PDG, que já era dona de 80%, comprou 100% da LN.

A nova empresa teve aumento de 27,7% nas despesas de vendas e administrativas, que passaram para R$ 297,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Quando se compara com a receita líquida, porém, há uma queda -a soma dos gastos totais sobre a receita líquida recuou de 14,7% para 11,8% no semestre.

O aumento do INCC – de 5,9% no ano – não afetou os resultados da companhia, mas o presidente da PDG reconhece que é um problema, sobretudo em São Paulo e no Rio. “Na média e alta renda, o mercado absorve aumento de preço e na baixa estamos usando métodos construtivos que reduzem custo, como os pré-moldados.”

Época Negócios Pesquisa – Sonho do Brasileiro

Otimista, esperançoso e individualista, consumidor da classe A à classe C anseia por estabilidade, desenvolvimento profissional e conforto da família – e sente falta de melhor educação. Confira principais pontos da pesquisa Synovate/Época NEGÓCIOS Alexandre Teixeira

Época NEGÓCIOS

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Setor deve refletir processo de crescimento da economia

 

Apaixonados por construção: Gestores preveem expansão forte das empresas imobiliárias amparada no aumento do crédito e da massa salarial da classe média.

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

Gustavo Lourenção/Valor
 
Anibal Alves, superintendente de renda variável da Bram: preferência por MRV e PDG Realty de olho na baixa renda

O setor de construção civil é visto como um dos que melhor representa a expansão da economia brasileira. Na avaliação dos gestores, as empresas imobiliárias – amparadas pelo aumento do crédito – poderão capturar todo o ganho de massa salarial que a classe média deve ter nos próximos anos. O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo os especialistas, veio ampliar o financiamento e adicionar demanda a um mercado já favorecido pelo cenário macroeconômico.

O ambiente também é considerado propício para investimento por outro motivo: as construtoras e incorporadoras estão em plena fase de aceleração do crescimento. A divisão de gestão de ativos do Itáu Unibanco aposta nos resultados que as companhias ainda estão para apresentar. Segundo Marcelo Mizrahe, analista e gestor do fundo de infraestrutura do banco, entre 2006 e 2009, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das empresas abertas cresceu quase três vezes entre 2006 e 2009. Se o período analisado for de 2008 a 2012, esse aumento chega a seis vezes.

A elevação do lucro, diz o gestor, deve ser equivalente. “Não existe bolha imobiliária, é uma tendência estrutural de longo prazo”, diz Guilherme Rebouças, responsável por fundos diferenciados do Itaú Unibanco. Em 2006, havia uma única empresa do setor, a Cyrela, com faturamento acima de R$ 1 bilhão. Apenas três anos depois, um grupo de oito companhias ultrapassou o almejado patamar, algumas com folga.

Clécius Peixoto, diretor de renda variável da Vinci Gas Investimentos, segue o mesmo raciocínio: “A aceleração dos lançamentos a partir do segundo semestre do ano passado e este ano vai gerar muito caixa no ano que vem”, afirma. Para este ano, as grandes do setor estimam lançamentos na casa de R$ 3 bilhões cada uma. As maiores esperam uma evolução média de 50% nos lançamentos este ano, mas em alguns casos, como a Gafisa, o crescimento projetado chega a 95%

“A estrutura de capital das empresas também ficou muito boa depois das captações”, acrescenta Peixoto. No ano passado e início deste ano, um grupo de mais de seis empresas fez uma nova rodadas de ofertas de ações – a maioria muito bem-sucedida. Calcula-se que os “follow-on” tenham injetado mais de R$ 10 bilhões nas empresas de construção entre 2009 e 2010.

O potencial de expansão do setor, sob vários aspectos, é muito grande: o crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 3% do PIB, contra 13% no México, 18% no Chile e 70% nos países desenvolvidos. O aumento do crédito também sustenta esses argumentos. Em 2003, de acordo com dados do Itaú Unibanco, cerca de 120 mil novas unidades foram financiadas.

No ano passado, esse número chegou a 600 mil (sendo 275 mil dentro do Minha Casa, Minha Vida). “O programa deu ao setor a certeza que teria dinheiro para financiar a obra e a garantia de que ficariam com o cliente”, diz Marcelo Mizrahe. O analista explica que a crise ensinou às empresas que os lançamentos de imóveis deveriam estar vinculados tanto ao financiamento à construção, quanto ao cliente. Muitas companhias tiveram problemas justamente por lançar sem essa garantia e, com o revés do mercado, tiveram problemas.

Por conta do programa, as empresas com foco ou participação importante na construção popular entraram no radar dos gestores, mesmo depois da forte valorização do ano passado. “Gostamos de MRV e PDG Realty, que é dona da Goldfarb, porque elas sabem atuar na baixa renda”, afirma Herculano Alves, diretor de renda variável da Bradesco Asset Management.

O aumento recente das taxas de juros, na opinião dos gestores, não é um problema, já que o crédito imobiliário está barateando por conta da concorrência com a Caixa Econômica Federal. Além disso, o índice de referência no crédito imobiliário é a TR e não o CDI.

Além de o setor de construção estar presente nos fundos passivos e ativos de índice, começam a surgir também os fundos setoriais de construção, baseados no índice imobiliário, criado pela BM&FBovespa em janeiro de 2009. O fundo de construção do Banco do Brasil teve o maior retorno entre os fundos de ação do banco no ano passado: com mais de 200% de retorno, chamou a atenção dos cotistas. Resultado: com um patrimônio de R$ 152 milhões no fim de maio, só perdeu para o de siderurgia, com R$ 200 milhões. Para efeito de comparação, o fundo de energia tinha R$ 76 milhões e o de bancos, R$ 65 milhões.

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Banco privado pena para roubar fatia de mercado da Caixa

    Adriana Cotias, de São Paulo
    24/06/2010

O fantástico crescimento de 50% do estoque de crédito imobiliário nos últimos 12 meses, que chegou a R$ 107,7 bilhões no fim de maio, não tem oferecido chance para que os bancos privados ganhem fatias maiores desse promissor mercado. A competição se acirrou, porque todos querem tirar partido do carro-chefe do crescimento do crédito, mas, pelos dados divulgados ontem pelo Banco Central, o bloco das instituições financeiras públicas – de longa data liderado pela Caixa Econômica Federal – responde por 75% do bolo. Em dezembro de 2008, o percentual era de 71% e, portanto, o que se vê é até um crescimento da participação da Caixa, fomentado pelo programa federal de residências populares Minha Casa Minha Vida.

Os bancos privados tentam, agora, tirar partido do gargalo operacional da Caixa para atender em suas agências a toda a demanda por financiamentos da casa própria. Liberar o crédito no menor tempo possível passou a ser o mote dos executivos à frente dessas carteiras nas instituições privadas. Há relatos de recursos aprovados em até sete dias.

Os grandes nomes do varejo encontram demanda reprimida em sua própria base de clientes e definem estratégias para acessá-la, enquanto tentam conquistar fatias no entorno, fortalecendo, por exemplo, as parcerias com imobiliárias para oferecer empréstimos no ponto de venda dos imóveis.

“O mercado está mais competitivo, mas em termos de penetração, nos nossos cliente bancarizados, ainda é incipiente”, diz o superintendente de crédito imobilário do Santander, Fernando Baumaier. “Ainda há um grande caminho a percorrer para dizer que o produto está deslanchando e se disseminado no mercado.” Como um dos primeiros bancos privados a apostar suas fichas no segmento – com o lançamento, em 2006, do financiamento com taxas prefixadas, antes de o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar o uso dos recursos da poupança para a modalidade -, Baumaier conta que, hoje, quase não há distinção no produto entre os concorrentes. “Os outros começaram a fazer o que fazíamos, então o diferencial é atender a expectativa do cliente de prazo de liberação do empréstimo.”

A carteira do Santander, que somava R$ 9,7 bilhões ao fim do primeiro trimestre, teve um incremento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando-se também os desembolsos à construção. A parcela destinada à pessoa física somava R$ 5,4 bilhões, sensivelmente menor do que os saldos em cartões de crédito e consignado, na casa dos R$ 8 bilhões. Nos contratos ajustados pela Taxa Referencial (TR), os juros partem de 8,90% para imóveis até R$ 120 mil, enquanto nas operações prefixadas começam em 12,54% ao ano para o prazo de 30 anos.

No Bradesco, para imóveis até R$ 150 mil, os juros cobrados nos primeiros 36 meses são de 7,90% mais a TR, passando a 9,50% a partir do 37º mês até o fim do contrato, em 30 anos. “É uma febre. O mercado está muito disputado”, diz o diretor de empréstimos e financiamento, Nilton Pelegrino. Simplificar processos e colocar especialistas em crédito à habitação junto às 1,3 mil imobiliárias parceiras foi a forma escolhida para tentar ganhar terreno e transpor as fronteiras da própria base. O banco instalou 23 escritórios dedicados ao crédito imobiliário em grandes capitais e pretende elevar o número a 50 ao longo do ano. As consultas e simulações na ponta já são online e feitas pelos próprios corretores. “A pretensão é liberar o financiamento em 10 dias.”

Comparativamente ao primeiro trimestre de 2009, os desembolsos cresceram 182%, e atingiram R$ 1,84 bilhão. A previsão do banco é originar R$ 6,5 bilhões no total até dezembro, o que vai representar um incremento de 38% em relação ao ano passado. No mix, a maior fatia ainda é das concessões à pessoa jurídica, que representaram 81,7% nos primeiros meses do ano. Na composição da carteira, de R$ 7,5 bilhões, a pessoa física respondia por 37,1%.

Já o HSBC trouxe, há cerca de um ano, para os seus quadros Antônio Barbosa, executivo oriundo da área de crédito imobiliário do Banco Real para colocar o segmento no mapa do mercado também no país. “O financiamento à habitação está no DNA do banco no mundo.” A intenção, explica, é conquistar uma fatia de mercado semelhante à que a instituição tem no varejo bancário, algo perto dos 5%, 6%, o dobro da atual. Ser ágil na finalização do processo de concessão com 60 especialistas presentes nas principais capitais do país foi o caminho adotado para abreviar a espera do mutuário para menos de 30 dias. “Mas temos caso de operação liberada em sete dias.” A meta é incrementar a carteira de pessoa física, que fechou 2009 em R$ 1,3 bilhão, em mais de 50%.

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