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Abertura do Plantão Martese Alto da Lapa – Brasil Brokers – EVEN

Convite para Abertura do Plantão Hoje ! Dia 01/Novembro/2014

convite Martese 01 e 02 Nov

http://www.slideshare.net/JonasdeAlmeidaFederi/martese-alto-da-lapa-abertura-do-planto-01novembro2014

OPORTUNIDADE DO ANO

PREÇO DE LANÇAMENTO DO 5o andar – referencia – R$ 8.690,00/m2

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Imperatriz – Imagens PRELIMINARES

A força da grana que ergue – Valor Economico

março 12, 2010 2 comentários

Reportagem de Capa: Arquitetura ganha impulso com ciclo de expansão econômica.

A força da grana que ergue

    Por Chriz Martinez e Daniela D’Ambrósio, de São Paulo
    12/03/2010
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Rochaverá, prédio localizado em São Paulo: complexo com quatro torres com sistema próprio de cogeração de energia, alimentado por gás natural, capaz de atender a 100% da carga de todo o empreendimento

Caixas de vidro, aparentemente anônimas e auto-suficientes, brotam repetidamente em grandes centros financeiros, reproduzindo um modelo de arquitetura global. Algumas brincam com a geometria de maneira abusada. Desafiam a gravidade. Outras não se intimidam em se inspirar na velha forma francesa e seu esnobe estilo neoclássico. De aço escovado e revestidas de espelho – que refletem o sufoco quase asfixiante das metrópoles -, as torres comerciais são o retrato fiel do crescimento econômico. De qualquer país. Foi assim nos Estados Unidos do pós-guerra. Está sendo assim na China, na Rússia, na Índia e também no Brasil. Em qualquer momento da história, há uma relação indissociável entre a expansão do PIB, a construção civil e suas diferentes expressões arquitetônicas.

No Brasil, apenas nos últimos três anos, foram alocados mais de R$ 20 bilhões no setor imobiliário. A costura apropriada de fatores macroeconômicos favoráveis – taxas de juros menores, aumento do nível de renda e emprego – devidamente arrematada por um mercado de capitais mais robusto propiciou injeção recorde de recursos no setor. Nunca se investiu tanto em tão pouco tempo, desde o milagre econômico e o traço inovador de Oscar Niemeyer. O resultado dessa realidade está exposto, para quem quiser apreciar, no concreto que rasga a paisagem de cidades brasileiras, como São Paulo e Rio.

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Projeto da nova sede do MIS, na Praia de Copacabana, é assinado pelo escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro

Diferentes estudos brasileiros retratam que crescimento econômico se traduz em expansão da construção civil. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estabelece uma relação entre a expansão do PIB e a demanda por engenheiros e arquitetos. Se a economia crescer no ritmo de 3% ao ano – num cenário considerado modesto pelo instituto, o Brasil precisará de 531,7 mil profissionais em 2022, aumento de 137% sobre 2009. Em um exercício de aceleração econômica virtuosa, de 7% ao ano, a demanda atingiria 1,1 milhão de profissionais, uma alta de 380% sobre a disponibilidade atual.

“Há correlação direta entre a evolução da economia e o setor imobiliário”, afirma Claudio Alencar, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “O gatilho para novos investimentos no setor é o ambiente macroeconômico favorável.” Alencar desenvolveu uma pesquisa que comprova que para cada ponto porcentual de crescimento do PIB houve expansão de 0,9% no mercado de escritórios. O estudo foi feito com base em dados coletados entre 1994 e 2004. “A relação seria diferente, porque o setor está em expansão e há equilíbrio maior entre a demanda e a oferta.” Guilherme Soares, diretor da multinacional de consultoria imobiliária Jones Lang La Salle, corrobora a tese. “A expectativa para os próximos anos é de intensa atividade, em todos os níveis e segmentos.”

E é justamente essa combinação – aliada ao déficit habitacional e ao aumento da concessão de crédito – que pôs o setor imobiliário brasileiro, diferentemente da década passada, no radar atento dos investidores estrangeiros. São eles os donos da maior parte do dinheiro que entra nas construtoras via Bolsa de Valores ou, diretamente, por meio de fundos de private equity. Na primeira rodada de abertura de capital, entre 2006 e 2007, os estrangeiros representaram mais de 70% dos R$ 13 bilhões que foram obtidos pelas construtoras. Porcentual superado na recente leva de ofertas de ações, que já produziu mais de R$ 5 bilhões em ofertas primárias, quando o dinheiro vai diretamente para o caixa da empresa.

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Ventura Corporate Towers, na avenida Chile, no Rio: apenas nos últimos três anos, foram alocados mais de R$ 20 bilhões no setor imobiliário brasileiro

Para surpresa do mercado, um terceiro grupo de construtoras se dispôs a testar novamente o apetite dos investidores. Juntas, têm a ambição de levantar mais R$ 3 bilhões em ofertas que estão em fase de prospecção. Paralelamente, há várias companhias visitando investidores ao redor do mundo para arrecadar no mínimo R$ 500 milhões para montar fundos de participação, que entram como sócios em cada projeto. Sem falar nos investidores institucionais, como fundos de pensão, que voltaram a ver o mercado imobiliário como algo atraente, após a queda das taxas de juros.

O potencial de crescimento do mercado brasileiro seduz os investidores de fora, que jamais abandonam a leitura comparativa entre os países. Quando se fala em financiamento – motor do setor imobiliário em qualquer parte do mundo -, a participação do Brasil ainda é tímida. A fatia do crédito imobiliário em relação ao PIB brasileiro é de apenas 2%. No México, é de 9%. No Chile, 18%, chegando a 58,6% na Espanha e 74,5% nos EUA.

O interesse dos estrangeiros ecoa nos escritórios globais de arquitetura. “Identificamos clientes-chave nos EUA que estão procurando expandir suas operações no Brasil”, diz Chris Laul, presidente da americana HOK, empresa de arquitetura fundada há 55 anos com 23 escritórios e presença no Sudeste Asiático, Oriente Médio e Índia. Segundo Laul, a HOK – que assina o projeto da sede de empresas como Cisco e Shell, além do Federal Reserve de duas cidades americanas – tem planos de vir para o Brasil, de preferência em parceria com arquitetos brasileiros. “Vimos que a economia brasileira está um tanto inflada após a crise econômica global, com uma vasta oportunidade de crescimento e desenvolvimento”, afirma Laul.

O seu ex-braço de negócios, o HOK Sport Venue (vendido em março do ano passado e rebatizado de Populous), já está discretamente no Brasil. Com histórico de quem já projetou os estádios de Wembley em Londres e a arena olímpica de Sidney, coube a ele criar o Estádio Dunas, em Natal (RN), para sediar alguns dos jogos da Copa de 2014.

O escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro também pôs o pé no país. Desta vez, como convém e atrai os estrangeiros, pelas belas areias cariocas. Levaram a melhor no Concurso de Ideias e vão assinar o projeto arquitetônico do novo Museu da Imagem e do Som (MIS), que se descortinará de frente para o mar, na praia de Copacabana. Os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, criadores do Estádio Olímpico de Pequim (mais conhecido como Ninho de Pássaro) e da Tate Modern, vão incrementar o segmento de edifícios públicos com vocação para cartão-postal e assinam o projeto do futuro teatro de dança e de ópera, em São Paulo. O espaço ocupará o terreno da antiga rodoviária da cidade, em frente da Sala São Paulo.

O traçado importado desses escritórios que agora disputam projetos brasileiros será uma tendência ainda maior, num momento em que o país vai sediar o espetáculo da Copa, em 2014, e da Olimpíada, dois anos depois. Mas os atrativos não se encerram nesses eventos. Os escritórios internacionais de arquitetura se movem para onde está o dinheiro. E, agora, o dinheiro está nos países emergentes, a exemplo do Brasil, uma das estrelas do grupo. O que tem acontecido é uma mescla de habilidades: os escritórios estrangeiros trazem o projeto conceitual e o arquiteto brasileiro entra com a execução e tropicalização dos conceitos.

“O custo operacional de um escritório internacional é maior e não justifica ter um projeto feito integralmente por eles até porque o Brasil tem uma excelente arquitetura, com escritórios experientes e capazes de produzir projetos de altíssima qualidade”, diz Soares, da Jones Lang La Salle.

Embora esteja à sombra da fama solitária da dupla Oscar Niemeyer – lenda viva dos traços nacionais – e do urbanista Lúcio Costa, o Brasil reúne hoje outros talentos importantes, com trabalhos expostos tanto aqui quanto lá fora. Alguns deles, a exemplo dos arquitetos do Botti & Rubin, Aflalo & Gasperini e Vannucchi & König, são os responsáveis por mudar o visual que margeia o rio Pinheiros, na capital paulista. Atentos às necessidades urbanas e internacionais, esses arquitetos trouxeram para o país o modelo “skyline” das cidades globalizadas.

Na mesma linha, nomes como o de Isay Weinfeld surgem quando o tema é inovação em empreendimentos comerciais. Ele assinou, entre outros projetos, a sofisticada Casa Fasano e a estilosa loja da Havaianas, no coração da Oscar Freire, em São Paulo. E, embora seja controvertido, não há como não se lembrar das exóticas criações de Ruy Ohtake, que coloriu de “pink” os vidros espelhados do instituto Tomie Ohtake e ancorou uma “melancia de concreto”, ao edificar o Hotel Sky, ambos em São Paulo.

Os investidores são globais. E, para atendê-los, existe um mercado consolidado de corretores globais. São empresas como a própria Jones Lang La Salle e a Newmark, baseada em Nova York, e sua parceira, Knight Frank, com sede em Londres, que operam em mais de 195 escritórios estabelecidos em seis continentes. “Com mais de seis colaboradores, atendemos necessidades locais e globais buscando imóveis para alugar ou comercializar para investidores e empreendedores do mundo todo”, diz Sérgio Negro, presidente da Knight Frank no Brasil.

As empresas globais que ocupam esses modernos edifícios, idem. O resultado é uma profusão mundial de construções com conceitos muito próximos, uma linguagem simbiótica de arranha-céus de aço e concreto em diferentes cidades. “Existem as peculiaridades de cada país, mas os prédios comerciais estão cada vez mais parecidos”, afirma Tom Farrel, responsável pela área mundial de design e construção da Tishman Speyer, empresa americana proprietária do Rockefeller Center, em Nova York, e do World Trade Center, em São Paulo. “Os inquilinos são os mesmos e querem uma linguagem-padrão”, diz Farrel.

Apesar dessa similaridade – até o olhar mais atento tem dificuldades em distinguir que país sedia este ou aquele exemplar de modernismo arquitetônico – investidores, arquitetos e construtores não podem negligenciar aspectos culturais na elaboração de um projeto. Na Índia, por exemplo, os prédios precisam seguir uma espécie de feng shui, batizada de “uastu”, cujas regras determinam o posicionamento do edifício e por onde entra e sai o ar. Na China, onde tudo é superlativo, os edifícios não fogem à regra. Lá, um projeto com menos de 100 mil metros quadrados não sai do papel. Nas especificidades técnicas, Brasil e Índia exigem prédios com ventilação cruzada, algo totalmente dispensável em Londres ou Nova York.

Enquanto o mercado de escritórios caminha para uma convergência dos projetos, ainda que haja peculiaridades, o segmento residencial brasileiro é único. Nos EUA, os apartamentos têm ar-condicionado central, o que dispensa o uso de janelas em ambientes como cozinha e banheiros. Aqui, é imprescindível que haja iluminação natural e janelas por todos os lados.

“A arquitetura residencial brasileira é uma das mais sofisticadas do mundo”, diz Luiz Henrique Ceotto, responsável pela área de design da Tishman Speyer no país. “Aqui, os apartamentos têm hierarquia dos ambientes.” As extensas sacadas gourmet com churrasqueira, que viraram sensação no Brasil, soariam o alarme de incêndio de qualquer prédio americano. Quanto ao design, até uma distraída passagem pelos bairros de São Paulo faz notar a insistente presença do estilo neoclássico dos prédios, que antes era restrito aos empreendimentos de luxo e agora se multiplica nos mais diversos padrões.

Quando se fala em tecnologia, essas diferenças se acentuam. O Brasil ainda está defasado em termos de materiais e técnicas de construção. Nos Estados Unidos, por exemplo, há softwares que possibilitam a produção de peças na fábrica desenhadas nas dimensões e com as características projetadas por arquitetos e engenheiros.

“Antes dessa expansão recente, a construção civil brasileira ficou parada por mais de 25 anos”, afirma Ceotto. “O mercado ficou tão deprimido que ao primeiro sinal de recuperação já faltou material e mão de obra”, completa. A mentalidade brasileira, explica, sempre foi a de fazer o mais simples possível para vender o mais barato possível. “Agora, existem todas as condições possíveis para que isso mude”, avalia.

Lourenço Gimenes, um dos três jovens sócio do escritório Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz (FGMF), tem a mesma opinião. “Desde a época do milagre econômico, o Brasil não tem uma cultura de investir em planejamento e projeto arquitetônico, simplesmente porque não havia recursos para investir nisso. Houve uma estagnação tecnológica”, observa. “De dez anos para cá, houve uma reorientação, os projetos passaram a privilegiar também o uso de materiais diferenciados e também construções pré-moldadas.”

O FGMF foi contratado pela construtora Zarvos para desenhar uma nova proposta corporativa, contrapondo-se às tradicionais torres que se proliferam no eixo São Paulo-Rio. Na contramão das altíssimas espigas de concreto, o projeto Edifício Madalena é bonito e bem resolvido. No lugar das janelas lacradas, foram colocadas portas de correr. Pé-direito duplo e varandas garantem a ventilação natural. Isso reduz o uso de ar-condicionado, o que permite menos gasto de energia e menos ar seco. O empreendimento também estimula áreas convivência, com poltronas ao ar livre e rodeadas de plantas.

Seja em qual escala for, a preocupação com o ambiente é inerente ao futuro da construção. O marketing verde ganhou tamanha proporção que o termo sustentabilidade chega a ser usado de forma leviana.

Mas o fato é que cada um desses edifícios de ponta são meticulosamente projetados para ser especiais e verdadeiramente inovadores sob diferentes aspectos: no estilo, no design, na tecnologia, no uso eficiente do espaço, da água e da energia. Originalidade e necessidade se alinham, sem que um se sobreponha ao outro. O planeta e o bolso agradecem.

O custo operacional desse tipo de edifício é substancialmente mais baixo. “Torna o projeto mais atraente para locação, já que inquilinos multinacionais e grandes empresas nacionais prezam esses diferenciais, o preço do condomínio fica mais baixo e atrai investidores institucionais, que estão preocupados com a rentabilidade, liquidez e qualidade de seus investimentos no longo prazo”, diz Guilherme Soares, da Jones Lang La Salle. Para os arquitetos estrangeiros, as maiores oportunidades aparecem justamente aí. “Nós vemos um leque de oportunidades de design no Brasil, particularmente relacionadas à sustentabilidade”, diz Chris Laul.

A sustentabilidade caminha lado a lado com a auto-suficiência. Principalmente em países como o Brasil. Para minimizar a falta de infra-estrutura urbana, surgem, cada vez mais, edifícios corporativos auto-suficientes. São quase ilhas high-tech, centradas nas próprias necessidades e concebidas em cada detalhe para suprir as possíveis deficiências de infraestrutura das cidades – de enchentes a apagões elétricos. É uma engrenagem que tem de funcionar perfeitamente para que um exército de mais de 5 mil pessoas possa trabalhar sem interrupções inesperadas. Até porque muitas multinacionais pagam contrato de performance para os gestores de condomínio e qualquer medida de desempenho fora dos padrões estabelecidos pode ser punida com multa.

O Rochaverá, prédio localizado em São Paulo, concebido pela Tishman Speyer e construído pela Método Engenharia, é um exemplo entre outros que estão prontos ou em construção na cidade. Com fachadas inclinadas – o topo é mais largo que a base -, o complexo com quatro torres (duas gêmeas de 16 andares, uma de 8 e uma terceira, a ser construída, de 30) tem um sistema próprio de cogeração de energia, alimentado por gás natural, capaz de atender a 100% da carga de todo o empreendimento. Isso quer dizer que o empreendimento não depende da distribuidora de energia elétrica de São Paulo, a AES Eletropaulo, e, em caso de apagão, o prédio se mantém em pleno funcionamento, com ar-condicionado, elevadores e serviços de telecomunicações, segundo João Perez, diretor-financeiro da Ecogen, especializada na cogeração de energia.

A resposta ao crescimento econômico, porém, tem limites. Físicos até. Em São Paulo, os principais corredores de edifícios de alto padrão, como Faria Lima, Vila Olímpia e Berrini, canteiros de obras de empreendimentos comerciais nos últimos quatro anos, estão com o potencial construtivo esgotado. Pela lei de zoneamento, não se pode construir mais um único metro quadrado, além do que já foi aprovado. Haverá alterações só se for aprovado um novo projeto de lei ou um novo plano diretor.

No Rio, as barreiras são impostas pela própria geografia da cidade. Os novos prédios comerciais de alto padrão que estão sendo construídos ficam todos em terrenos espremidos no centro da cidade. Há pelo menos quatro edifícios em obras. Na falta de espaço, uma alternativa comum no Rio são os chamados retrofits, a boa e velha reforma, muito usual na Europa e nos EUA.

Arquiteto espanhol vai transformar cabaret Moulin Rouge em complexo cultural sustentável – 24/9/2009

Arquiteto espanhol vai transformar cabaret Moulin Rouge em complexo cultural sustentável – 24/9/2009

Fonte:Pini Web

Luis de Garrido adaptou edifício para abrigar uma escola de dança com cinco salas, anfiteatro, museu, restaurante, lojas e salas para a administração

Ana Paula Rocha

O arquiteto espanhol Luis de Garrido assina o projeto de modernização e ampliação do histórico cabaret Moulin Rouge, localizado em Paris, na França. O local, construído em 1889 por Josep Oller, será transformado em um complexo cultural para abrigar uma escola de dança com cinco salas, um café, um restaurante, um anfiteatro, um museu, lojas e salas para a administração. O projeto contou com a colaboração da arquiteta polonesa Dorota Kesicka.

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Novo projeto

O diferencial do projeto, no entanto, é sua preocupação com a sustentabilidade. O novo Moulin Rouge, segundo o memorial descritivo da obra, será um edifício 100% ecológico, bioclimático, pré-fabricado, desmontável e transportável. Além disso, a sua construção não vai gerar resíduos, utilizará materiais recicláveis, adotará sistemas de diminuição do consumo de energia e o uso de energia renovável.

A parte mais complexa do projeto de ampliação, de acordo com Luis de Garrido, foi manter o moinho vermelho, característica do cabaret, na fachada do edifício. Para isso, o arquiteto projetou quatro blocos com características estéticas diferentes que se contrapõem entre si e que deixam um espaço justo no meio da fachada para instalar o moinho.

A fachada do novo Moulin Rouge ainda terá, em um dos seus blocos, uma espécie de “teia de aranha” instalada, que protegerá o edifício da radiação solar direta. Outro diferencial da parte externa do projeto, é que as paredes verticais e a cobertura do edifício serão transformados em grandes jardins rasteiros, que absorverão a água da chuva e ajudarão a diminuir a emissão de carbono. Confira as imagens do projeto:

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Vista atual do cabaret
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Novo Moulin Rouge será desmontável e transportável
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Em um dos blocos, instalação que lembra uma “teia de aranha” para proteger o edifício da radiação solar direta. Paredes e cobertura serão transformados em jardins rasteiros
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Planta baixa
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Planta – detalhe da cafeteria
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Planta 2
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Planta 3
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Detalhe da cobertura

Vagas tamanho “p” criam confusão em condomínios – 5/5/2009

Vagas tamanho “p” criam confusão em condomínios – 5/5/2009

Fonte:Folha de S. Paulo

Garagens viram alvo de reclamações por causa do aumento dos carros utilitários

Demarcação de espaço para veículos foi regulamentada em 1992, quando a frota de carros de grande porte era menor do que a de hoje

MÁRCIO PINHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Achar um lugar para estacionar em São Paulo não é um problema apenas nas ruas. Nos condomínios, a presença cada vez maior de veículos grandes, entre eles utilitários como minivans que não cabem na maioria das vagas que são de tamanho “p”, é motivo de conflitos e muita reclamação.
De um lado, os donos dos carrões reclamam da falta de vagas grandes e se engalfinham em assembleias de divisão buscando garantir as maiores.
Do outro, os que têm carros menores reclamam que os utilitários invadem suas vagas e frequentemente ficam com a frente ou a traseira no corredor, dificultando manobras.
Os dois grupos apontam riscos nas portas como resultado de carros grandes e pequenos lado a lado, em vagas pequenas.
A origem da confusão pode estar em 1992, quando foi regulamentado o Código de Obras da prefeitura. Nele, está definido que vagas pequenas (“p”) terão no mínimo 2 m de largura e 4,2 m de comprimento -medida menor que a de carros lançados muitos anos depois, como Corolla ou Honda Civic.
Algumas construtoras tentam fugir dessas medidas para dar mais conforto, mas o setor imobiliário aponta barreiras como o aumento do custo dos empreendimentos.
O Código de Obras estabelece ainda que 50% das vagas que o prédio obrigatoriamente precisa ter -uma para apartamentos de até 150 m2, por exemplo- sejam pequenas. Outros 45% de “m” -medida que comporta hoje boa parte dos utilitários- e apenas 5% “g” -para utilitários maiores e minivans.
Se esses parâmetros permanecem desde 1992, o que teve, sim, uma alteração foi a venda de utilitários. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o segmento vendeu 128 mil unidades naquele ano, enquanto que em 2008 foram 477 mil no país.
Para Márcio Rachkorsky, presidente da Assosíndicos (Associação dos Síndicos do Estado de São Paulo), a estimativa do Código de Obras nunca se adequou à prática.
“A situação só piorou com o aumento da presença dos utilitários. Visitando condomínios de classe média ou média alta percebe-se muitos carros grandes em vagas menores. As porcentagens de tamanho do código precisam ser revistas para evitar litígios”, diz.
As dificuldades para estacionar já fizeram surgir empresas que fazem readequação de garagens. Sidnéia Menezes, da Construsinal Serviços de Sinalização, afirma que o principal problema que verifica são as demarcações erradas. “Há vagas irregulares. Já achei até com apenas 3,10 metros de comprimento”, afirma.
A contratação de manobristas para minimizar os problemas nas garagens, é tida como uma alternativa. Mas os condomínios preferem apostar no entendimento entre os moradores -nem sempre possível.

Mercado diz que vaga maior está mais difícil

Construtores negam fazer demarcações menores em garagens e defendem revisão da cota para carros de maior porte

Hubert Gebara, do Secovi, diz que há 20 anos, era mais fácil um prédio oferecer vagas que chegavam ao tamanho de 4 m por 7

DA REPORTAGEM LOCAL

O setor imobiliário admite que a possibilidade de oferecer vagas maiores é reduzida hoje. “Tratou-se de uma imposição de mercado”, afirma Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.
Ele conta que, há 20 anos, era mais fácil um prédio oferecer vagas que chegavam ao tamanho de 4 m por 7 m, medidas que caíram muito.
Entre os motivos, ele aponta que “as leis mais restritivas ao setor, terrenos mais escassos, principalmente em locais de boa venda, como nas proximidades de estações do metrô”.
Esses e outros fatores aumentam o custo da construção e exigem um aproveitamento do espaço que torne o empreendimento viável economicamente, segundo ele. Uma das apostas tem sido optar por áreas pequenas em prédios com muitos apartamentos.
Se o prédio tem área para construir mais vagas nas garagens além das obrigatórias, as tamanho “p” são uma opção de aproveitamento de espaço.
Algumas construtoras tentam fugir dos limites do Código de Obras. A Tecnisa, por exemplo, tem vagas do tipo pequena com largura de 2,10 m, o que dá 20 cm a mais entre duas vagas em comparação com vagas de largura mínima.
O arquiteto Jonas Birger, que faz projetos para grandes construtoras, diz que de seu escritório não saem projetos com largura menor que 2,30 m. “Com 2 m a pessoa não consegue sair”.
Hubert Gebara diz que administradoras têm sentido, devido às facilidades de financiamento, um aumento na presença dos automóveis grandes. Ele apoia a revisão da fatia de 5% para esse tipo de veículo.
Nega, porém, que construtoras façam vagas menores que o permitido, pois não conseguiriam, por exemplo, o Habite-se.

Sorteio de lugar em garagens garante quórum

DA REPORTAGEM LOCAL

Conseguir juntar um número considerável de moradores para uma reunião de condomínio é um feito. Não é diferente no edifício de classe média alta Echelles, em Perdizes (zona oeste de SP), onde também predomina a percepção de que assembleia é uma chatice.
Contudo, basta que um dos temas da pauta seja a divisão das vagas de garagem para que o salão de festas fique pequeno.
“Temos em média uma participação de 20% a 30% nas reuniões comuns. Quando realizamos a divisão, a participação é superior a 95%”, afirma Márcio Rachkorsky, síndico do condomínio de classe média alta e presidente da associação de síndicos do Estado.
A presença maciça dos moradores evidencia o medo que muitos que têm carros grandes têm de ficar com vagas pequenas ou então com as chamadas “vagas indesejadas” -de difícil manobra.
É o caso do empresário Valdeci Borges da Silva Júnior, 33, que quando sabe que esse tema será discutido, cancela seus compromissos para poder ir à reunião de condomínio. Já aos outros encontros, vai “quando dá”.
Silva Júnior tem dois carros relativamente grandes, um C4 e um Sentra, ambos maiores que a medida das vagas tamanho “p” previstas pela prefeitura (4,2 m).
“Fico na expectativa de o meu apartamento ser sorteado logo no início para que eu possa escolher duas vagas maiores. Assim, não terei dor de cabeça para manobrar e meus carros não irão ultrapassar as medidas da vaga”.
Ele conta que teve problemas quando um dono de carro grande herdou uma vaga ao lado de onde ficava seu C4. O novo vizinho tinha outro carro grande (Infiniti), e a manobra ficou difícil. Uma vez, Silva Júnior teve de deixar o veículo fora da vaga.
Segundo Márcio Rachkorsky, são comuns disputas entre moradores nos edifícios. “Os que têm carros grandes querem as vagas grandes. Já os que têm carro pequeno acham injusto o privilégio pois, em alguns casos, optaram por um carro menor pensando na dificuldade de espaço. O síndico é que fica sem saída”, diz.
Rachkorsky afirma que é complicado nos prédios conseguir votar coisas importantes, como a convenção de condomínio, que precisa de quórum qualificado. A dica, segundo ele, é marcar votações importantes para o dia da divisão de vagas.

AIB paga e Lerner projeta Nova Luz – 28/4/2009

AIB paga e Lerner projeta Nova Luz – 28/4/2009

Fonte:O Estado de São Paulo

Bruno Paes Manso

Bancado pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), por incorporadoras e construtoras de São Paulo, o urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, fez um projeto para a revitalização da região da Nova Luz, no centro. Uma torre com mais de 200 metros e 80 andares, um bulevar na Rio Branco com edifícios altos e 16 quadras com prédios de uso misto e altura máxima de 8 pavimentos estão entre as propostas.

Na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que permite a concessão urbanística para terceiros fazerem a revitalização. A Prefeitura pretende fazer uma licitação ainda neste ano para o projeto urbanístico. O estudo de Lerner, bancado pela associação do setor imobiliário, foi “um exercício para saber sobre a viabilidade econômica da região”, segundo os patrocinadores. “Não é a Nova Luz que vai garantir o lucro do setor imobiliário no centro, uma vez que é uma área relativamente pequena, com pouco mais de 200 mil m². O mercado está interessado nos efeitos de um bom projeto no entorno”, diz o engenheiro Cláudio Bernardes, vice-presidente do Secovi (sindicato da habitação) e integrante do Conselho Fiscal da AIB.

Os estudos de Lerner para a Cracolândia começaram depois de uma reunião organizada há dois anos pela Prefeitura, na Sala São Paulo, no centro, com incorporadores e construtores. A intenção era ouvir sugestões dos empresários para tirar do papel a Nova Luz. “Existiam diversos entraves. A partir das conversas entre empresários e Prefeitura, começaram a ser pensados alguns pontos do modelo de concessão que acabou aprovado. Coube ao Jaime Lerner pensar a região ?urbanisticamente?”, diz Bernardes.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, diz que a Prefeitura já está em fase adiantada para finalizar as diretrizes da concorrência para contratar “um nome consagrado, um profissional de nível alto, compatível com os desafios da região”. Conforme adiantou o Estado, a intenção da Prefeitura é permitir que grandes escritórios internacionais possam participar da licitação. Lerner teria de participar da concorrência.

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Empresários estimam gastos de R$ 200 mi com desapropriações

Lerner estruturou projeto em 10 eixos, com 3 bulevares para pedestres e serviços e 16 quadras para moradias

Bruno Paes Manso

Os empresários calculam que precisariam investir entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões em desapropriações para viabilizar a revitalização da Nova Luz. O projeto do urbanista Jaime Lerner foi estruturado em torno de dez eixos principais. Ele pensou em três bulevares que permitiriam maior circulação de pedestres e atividades de serviços e comércios localizados nas Avenidas Rio Branco, Duque de Caxias, Ipiranga e Cásper Líbero.

Esses bulevares teriam calçadas largas e abrigariam comércios e serviços nos dois primeiros andares, com acesso à rua. Os pavimentos superiores seriam destinados a habitações. Prédios de porte médio, com altura de 12 a 20 andares, correriam paralelamente a esses bulevares.

O grosso da habitação ficaria concentrado nas 16 quadras previstas para abrigar blocos de, no máximo, oito pavimentos, feitos com estrutura metálica e vidro. Nessas quadras, os primeiros andares seriam destinados a atividades comerciais e de serviços. Todos os quarteirões teriam uma praça para uso público ou privado, no caso de o bloco ser voltado somente para habitação.

Os prédios baixos e médios criados para a maior parte da região permitiriam a construção de um grande edifício, de mais de 200 metros de altura, chamado informalmente de Torre da Luz, considerado pelo autor um dos pontos fortes do projeto. No topo do prédio, o urbanista pensou em colocar grandes holofotes voltados em direção ao céu. Localizado próximo da Estação da Luz e do metrô, circundado por imóveis tombados, nos arredores funcionaria um polo de gastronomia, entretenimento e lazer, além de um mercado.

“O objetivo do projeto é revitalizar, trazer vida à noite para a região e fazer com que as pessoas voltem a viver no local, além de ajudar a fazer voltar a vida urbana à área. A intenção é misturar a renda em todos os sentidos”, diz Lerner. “A região da Luz tem três das principais âncoras culturais da cidade. A Pinacoteca do Estado, o Museu da Língua Portuguesa e a Sala São Paulo. É uma região perto do centro que tem vida durante o dia, mas que é decadente à noite. É importante conseguir fazer essa reversão, porque é nas regiões decadentes que se deixa de viver. O resultado é o que vemos hoje na Cracolândia.”

No projeto, o Distrito das Artes funcionaria como zona de transição entre o corredor cultural da região e a Nova Luz. Teria prédios de até oito pavimentos, ocupados por ateliês, bares e pequenos comércios e serviços. No Distrito das Artes, está prevista também a construção de moradias pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

O projeto busca também consolidar a região da Santa Ifigênia como polo de serviço e de comércio eletrônico em São Paulo. As calçadas largas seriam destinadas aos pedestres e também haveria praças e largos. O projeto contempla ainda espaço para a construção de prédios municipais na área – como a Subprefeitura da Sé – e prédios para ensino técnico. Duas alamedas – ao longo das Ruas General Osório e Vitória – serviriam como ligação ao Largo do Arouche e como vitrine para os imóveis tombados na área. “Esse é um instrumento que precisa sair do papel rapidamente. Se demorar muito, fica cada vez mais caro”, diz Lerner.

No caso da licitação prevista pela Prefeitura para a escolha do projeto, o arquiteto diz achar positiva a concorrência de nomes internacionais. “O que não pode acontecer é pensarmos que os profissionais de fora são melhores do que os brasileiros, que têm a mesma experiência e a mesma qualificação. Não podemos defender a reserva de mercado porque os brasileiros também trabalham no exterior”, diz Lerner, que atualmente desenvolve projetos na Coreia do Sul, Rússia, México, Angola e Estados Unidos.

PATROCÍNIO

O engenheiro Cláudio Bernardes, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) e integrante do conselho fiscal da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), afirma que a entidade, fundada em 1985, patrocina projetos semelhantes para serem compartilhados com o poder público. Segundo ele, coube à entidade patrocinar o projeto de plantas online, feito para facilitar a retirada de alvarás na Prefeitura.

Bernardes diz que a associação também ajudou na reestruturação das análises feitas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para estudos de polo gerador de trânsito. “Em relação às campanhas, os associados doam de acordo com o teto permitido pela lei. Na eleição passada, o boom do mercado favoreceu o aumento de doações”, diz.

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