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Archive for the ‘Economia’ Category

Abertura do Plantão Martese Alto da Lapa – Brasil Brokers – EVEN

Convite para Abertura do Plantão Hoje ! Dia 01/Novembro/2014

convite Martese 01 e 02 Nov

http://www.slideshare.net/JonasdeAlmeidaFederi/martese-alto-da-lapa-abertura-do-planto-01novembro2014

OPORTUNIDADE DO ANO

PREÇO DE LANÇAMENTO DO 5o andar – referencia – R$ 8.690,00/m2

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Imperatriz – Imagens PRELIMINARES

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Impactos dos novos custos da Outorga Onerosa no preço dos Imóveis – Analise da Poli

Gilma deve mandar embora os engenheiros do NRE da Poli por praticarem a blasfêmia da Matematica.
CartaNRE37-3-14.pdf

Investidores estrangeiros ampliam apostas no Brasil

Investidores estrangeiros ampliam apostas no Brasil
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Por Luiz De França e Roseli Loturco | Para o Valor, de São Paulo
O interesse do investidor estrangeiro no setor imobiliário brasileiro vem crescendo desde 2001, quando entraram no país US$ 187 milhões com essa finalidade. No ano passado, a injeção de dinheiro externo somou US$ 3,6 bilhões. A grande novidade dos últimos dois anos é que os investidores mais conservadores passaram a engrossar a fileira de interessados. “E isso só aconteceu depois que eles se convenceram do amadurecimento da economia brasileira”, diz Marcelo da Costa Santos, vice-presidente para América do Sul da Cushman & Wakefield, empresa que intermedeia a compra, venda e locação de imóveis.

Os investidores de perfil mais conservador estão de olho no rendimento seguro que o setor imobiliário brasileiro pode oferecer. “Eles não querem correr risco que os anteriores tiveram. Muitos já vêm bem informados sabendo exatamente o que querem, as vezes até com o endereço certo da propriedade”, diz Santos.

O Brasil é considerado, pelo segundo ano consecutivo, o melhor mercado para investimento em imóveis entre os países emergentes e o segundo a oferecer melhor oportunidade de ganho de capital, atrás somente dos Estados Unidos, de acordo com a Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire).

“Os investidores mais conservadores que gostam de imóveis escolhem aqueles com contratos de aluguéis mais seguros e os conjuntos comerciais da categoria triplo A. Atendemos muitos fundos estrangeiros, bancos, gestores e family office, que buscam esse tipo de investimento”, diz Ana Cecília Manente, especialista em societário e mercado de capitais da Levy & Salomão Advogados.

Os investidores priorizam os prédios comerciais de alto padrão, shopping centers, galpões indústrias e de logística. Segundo o índice de preços globais de imóveis da consultoria internacional Knight Frank, apartamentos e casas usadas no Brasil representaram, em 2012, a maior alta entre os países pesquisados, de 15,2%. Até março deste ano, entretanto, a alta era de 12,2%, menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, de 13,7%.

“Embora o Brasil continue a superar a maioria dos mercados imobiliários tradicionais em todo o mundo, a taxa de crescimento dos preços está mais lenta este ano”, diz Kate Everett Allen, pesquisadora de residências da Knight Frank. “Mas a manutenção do crescimento econômico positivo do país deve atrair o interesse de investimentos nessa área”, afirma.

As portas de entrada do investidor estrangeiro continua sendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por serem as mais conhecidas e por terem liquidez no tipo de investimento escolhido. “Se o investidor decidir vender o prédio de alto padrão, ele sabe que não vai ter problema nessas duas cidades”, diz Santos. Esse quadro, no entanto, começa a mudar. No Nordeste, Recife é apontada como um exemplo de cidade em que a liquidez começa a aumentar e despertar interesse nos condomínios industriais e de logística. “A próxima onda será de escritórios de alto padrão em Recife, que só tem uma torre corporativa desse tipo e a demanda não para de crescer “, diz Santos.

Investidor que anda a procura de novas oportunidades de negócios em outras regiões do país é a Equity International, um fundo de investimento americano que colocou cerca de IS$ 1 bilhão no Brasil, desde 2006, em companhias como as construtoras Gafisa e Tenda, de São Paulo, o Grupo Thá, de Curitiba, a rede de shopping centers BR Malls, do Rio, e a financiadora de imóveis Brazilian Finance & Real Estate (BFRE). “Quando começamos a investir no Brasil, São Paulo era o ponto de partida, e um bom lugar para construirmos uma estratégia de investimento nacional”, conta Tom Heneghan, CEO da Equity International. “Acreditamos que ainda há muito a se fazer no Brasil. Tanto que estamos agora em meio a discussões avançadas com uma série de potenciais parceiros”, revela Heneghan.

Outro grande investidor que intensificou sua presença no país é o fundo americano Paladin, que já aplicou mais de US$ 2 bilhões, é sócio das incorporadoras You Inc e Viver, em São Paulo, tem 60 projetos em execução pelo país e conta em seu portfólio com mais de 25 mil unidades residenciais entregues, desde imóveis de alto padrão ao popular do programa Minha Casa, Minha Vida.

Depois de investir em prédios de escritórios e no setor hoteleiro, o fundo prepara uma carteira de US$ 800 milhões para explorar a construção de logística. “Devemos começar no próximo ano pelo estado de São Paulo, onde estamos negociando a construção de um condomínio de 200 mil m2 “, diz o CEO Ricardo Raoul.

Especializado na estruturação de investimentos para estes fundos no Brasil, o escritório Levy & Salomão Advogados recebeu seis consultas este ano, já fechou três contratos e mantém um outro em negociação. “O ano começou bom. Os investidores estão interessados em salas comerciais de alto padrão via fundo imobiliário ou por meio de um fundo imobiliário de participação (Fip)”, diz Ana Cecília.

Se o interesse externo não para de crescer, é preciso que se constitue um time de corretores preparados para ajudar nessa negociação. É aí que entra o IRM Brasil, um grupo de mil corretores de imóveis formado em janeiro do ano passado. O grupo é administrado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES).

Nos últimos 12 meses, a procura por esses corretores cresceu pelo menos 200%. “Todos os dias aparecem interessados em comprar e vender imóvel no Brasil”, diz Heitor Kuzer, presidente do IBDES. Os países que mais acessam o site da organização para o primeiro contato são os Estados Unidos, Espanha, Portugal e Reino Unido.

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Entidades pedem elevação do teto de financiamento

29/05/2013 às 00h00
Entidades pedem elevação do teto de financiamento
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Por De São Paulo
A última revisão do teto para o financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ocorreu em 2009, e estabeleceu como limite máximo o valor de R$ 500 mil. O que na época parecia razoável, hoje se revela aquém da realidade de mercado.

O boom imobiliário vivido nos anos 2009-2011 jogou o preço de casas e apartamentos lá para cima, transformando ativos de R$ 200 mil em imóveis de R$ 700 mil ou mais. Esse cenário e mais o fato de as vendas terem caído de 492.908 unidades em 2011 para 453.209 no ano passado levaram as principais entidades do setor (Abecip, Secovi e a CBIC) a levantar novamente a bandeira junto ao Ministério da Fazenda para revisão do teto, agora para R$ 750 mil.

De acordo com as contas da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o preço do metro quadrado por área útil na cidade de São Paulo subiu de R$ 3.943, em 2009, para R$ 7.174, no fim do ano passado. O que deixa claro a defasagem do valor a ser financiado. A vantagem para o consumidor em ver essa medida aprovada é ter acesso a um imóvel melhor pagando juros menores no financiamento, cerca de 8% ao ano, pelo SBPE, além de poder utilizar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Para as construtoras, as vantagens se limitam ao dinheiro mais barato. Se elas tomam crédito pelo SBPE pagam entre 0,5% a 1% menos do que se buscassem financiassem fora. O presidente da Embraesp, Luiz Pompeia, avalia que, se já estivesse em vigor, o novo teto teria trazido, possivelmente, 9.123 unidades para o SBPE só na Região Metropolitana de São Paulo no primeiro quadrimestre. “O que equivaleria a um volume financeiro adicional de R$ 5.508.792,33”, calcula.

Um dos impeditivos para que o governo aprovasse tal medida em setembro, quando a proposta foi apresentada, era a possibilidade de redução da captação líquida da caderneta de poupança por conta da mudança nas regras de remuneração do investimento, o que poderia diminuir sua atratividade, e, consequentemente, reduzir a capacidade de financiamento do setor. Mas, ao contrário disso, o resultado do ano passado foi recorde em captação líquida e fechou o ano positivo em R$ 37 bilhões.

Nas projeções do economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Celso Petruti, a poupança vai continuar crescendo e pode fechar 2013 com R$ 45 bilhões a mais, pois já bateu recorde no primeiro trimestre, com R$ 7 bilhões em recursos novos líquidos “Historicamente, o primeiro trimestre é fraco, devido às tradicionais contas desse período. Este ano não foi. O que é um ótimo indicativo. Pelos nossos cálculos, hoje há estoque suficiente entre a poupança e o FGTS para financiar o setor até 2015”, afirma.

Petruti reconhece que é preciso encontrar no médio prazo novos instrumentos para financiar a habitação no país. “Na última reunião que tivemos com o governo, em março, havia a contraproposta de elevar o teto para R$ 650 mil. Mas isso também não caminhou.”

Foi o segundo encontro dos representantes do setor com o secretário de política econômica, Marcio Holland. O primeiro ocorreu em setembro. “Representantes do setor imobiliário estiveram aqui e apresentaram uma lista de pedidos para melhorar as condições da habitação no país. Dentre elas estava a desoneração da folha de pagamento. O aumento do teto é outro item. Este, ainda está sendo avaliado pelo governo”, afirma Holland, que diz não poder antecipar nenhuma análise técnica sobre essa medida específica antes de ela ser aprovada ou recusada pelo Ministério da Fazenda. (RL)

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Preço dos imóveis em alta, mas há riscos

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29/05/2013 às 16h15 | Postado por: Marcelo d’Agosto Seção: Fundos Imobiliários
Preço dos imóveis em alta, mas há riscos
De acordo com os dados calculados pelo Banco Central (BC), o preço dos imóveis residenciais subiu quase 30% entre o fim de 2010 e janeiro de 2013. O aumento foi duas vezes maior do que a inflação no período.

Os investidores que aplicam em imóveis comerciais para lucrar tanto com a valorização das unidades quanto com a renda dos aluguéis tiveram ganhos ainda mais expressivos, de cerca de 60% em alguns casos. Essa foi, por exemplo, a rentabilidade média dos fundos imobiliários, de acordo com o Índice de Fundos de Investimento Imobiliário da BM&FBovespa (Ifix).

O indicador da bolsa reúne as carteiras imobiliárias com os maiores volumes de negociação no mercado secundário. O retorno considera tanto a alta do preço das cotas quanto os rendimentos distribuídos.

Já a valorização dos imóveis residenciais é estimada pelo Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R). O índice passou a ser divulgado pelo BC recentemente e acompanha a tendência de longo prazo dos preços das residências que são dadas em garantia para os empréstimos habitacionais contratados junto às instituições financeiras em 11 regiões metropolitanas do país.

A alta dos imóveis tem o efeito de disseminar a sensação de que o investimento no setor é uma das melhores opções do momento. E a atual conjuntura de juros baixos e inflação alta reforça essa percepção.

O entendimento é que o investimento em imóveis tornou-se uma maneira segura de conseguir proteção contra o aumento dos preços, além de proporcionar um fluxo de rendimentos atualizado periodicamente. Como a tendência é a de que número cada vez maior de investidores pensem da mesma forma, os preços dos imóveis podem continuar subindo.

Nesse ambiente, mesmo uma eventual decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic hoje não deve alterar radicalmente a percepção dos investidores. O cenário continua positivo.

O juro real, ou seja, a parcela da remuneração das aplicações de renda fixa que excede a inflação, parece guardar uma correlação negativa com o preço dos imóveis. Significa que quando os juros reais caem o preço dos imóveis aumenta.

Na prática, o desempenho dos papéis de renda fixa com prazo mais longo mostra essa relação de forma clara. O IMA-B 5+, índice que mede a evolução do retorno das Notas do Tesouro Nacional da Série B (NTN-B) — títulos públicos indexados à inflação — com prazo de vencimento superior a cinco anos, por exemplo, rendeu 54% entre dezembro de 2010 até janeiro de 2013.

Um investimento hipotético de R$ 1 mil feito no fim de 2010 em uma carteira de NTN-Bs com prazo de resgate acima de cinco anos valeria R$ 1.548 no começo de 2013. No mesmo intervalo, aplicação em fundos imobiliários que seguissem o Ifix chegaria a R$ 1.613. A trajetória das duas carteiras seria muito semelhante, conforme mostra o gráfico.

No período, as taxas de juros das NTN-Bs de longo prazo caíram do patamar de 6% ao ano para cerca de 4% ao ano. Essa queda de dois pontos percentuais foi suficiente para provocar uma valorização significativa no preço de mercado dos papéis.

O efeito da redução dos juros reais sobre o mercado imobiliário acontece tanto pelo aumento da oferta de financiamentos quanto pelo aumento da demanda por investimentos em imóveis. É uma combinação que estimula a alta dos preços.

Os empréstimos imobiliários, por combinarem margens de lucro elevadas com garantias mais sólidas em operações contratadas por um período mais longo, tornaram-se uma área de negócios importante para as instituições financeiras.

Pelo lado da demanda, a queda dos rendimentos das aplicações financeiras vinculadas aos juros de curto prazo acaba estimulando a busca por investimentos alternativos. O crescente volume dos lançamentos de fundos imobiliários ilustra o apetite dos aplicadores.

Até o momento, a experiência da maioria dos investidores no mercado imobiliário tem sido positiva. No entanto, existem dois riscos principais. O primeiro é um eventual descontrole da inflação que obrigue o BC a elevar os juros por um longo período. Hoje, esse cenário parece descartado.

O segundo é acontecer algo que provoque uma parada súbita dos financiamentos imobiliários, o que fatalmente levaria a uma queda mais acentuada dos preços e a ruptura das expectativas de retorno. Essa hipótese, apesar de mais difícil de ser prevista, não pode ser eliminada.

Nesse meio tempo, é fundamental avaliar a qualidade dos investimentos e evitar pagar caro por imóveis mal localizados.

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Refinanciamento de imóvel avança e atrai novos bancos

Refinanciamento de imóvel avança e atrai novos bancos
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Por Felipe Marques | De São Paulo
As experiências recentes da Caixa Econômica Federal e do Bradesco na modalidade de crédito conhecido como “home equity”, que consiste em refinanciar a casa própria, mostram que o produto, embora ainda longe de alcançar a expressividade do crédito consignado, aquele com desconto das parcelas no contracheque, já está se firmando no portfólio de grandes instituições financeiras.

Tanto assim que é crescente o número de bancos que buscam uma atuação mais forte no “home equity”, nome da modalidade em inglês, em que o cliente toma um empréstimo bancário dando seu imóvel como garantia. O Santander, por exemplo, fez estudos sobre o tema no ano passado, e agora reposicionou o produto dentro do banco. O Banco do Brasil, que entrou no filão imobiliário no ano passado, também mira expansão da modalidade. Por fim, a Credipronto, joint venture entre Itaú Unibanco e a imobiliária Lopes, vai relançá-lo neste ano.

Os grandes bancos juntam-se aos de médio porte, que veem no refinanciamento imobiliário uma forma de entrar no bom momento do crédito de imóveis, mesmo sem acesso às fontes tradicionais de recurso para esse tipo de empréstimos. Além do Pan (atual PanAmericano) e do Intermedium, já tradicionais na modalidade, engrossam a lista de médios no “home equity”, o BMG e o Paraná Banco.

No caso da Caixa, o “home equity” representava, em janeiro de 2013, 8% da carteira de crédito comercial à pessoa física do banco (exclui habitação). Em março, a carteira de crédito comercial pessoa física do banco era de R$ 62,29 bilhões. Em janeiro de 2012, a modalidade era 5,5% da mesma carteira e, em 2011, apenas 1,2%.

A Caixa também informa outros dados que sustentam a tendência consolidação da modalidade em seu balanço. Em 2012, o banco contratou algo próximo de R$ 3,4 bilhões, o que representou um incremento de 120% no estoque da operação ante 2011. A projeção da Caixa é que o saldo da modalidade cresça pelo menos 60% em 2013, e o banco promete que, em breve, vai voltar a investir na propaganda do produto. Até abril, o banco já havia contratado R$ 1,11 bilhão na modalidade neste ano.

No Bradesco, a modalidade está hoje entre 8% e 9% da carteira de crédito imobiliário do banco, que somava R$ 10,64 bilhões na pessoa física no primeiro trimestre. O estoque de operações de ” home equity” avançou cerca de 20% em doze meses encerrados em dezembro de 2012, acima da taxa de expansão do crédito para pessoa física como um todo, mas abaixo do desempenho do crédito imobiliário, afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de empréstimos e financiamentos do banco. “É uma linha que tem perspectiva positiva, mas que não vai acompanhar o imobiliário ou o consignado”, diz.

Na comparação com o consignado, que tem desconto em folha de pagamento, por exemplo, a vantagem do crédito hipotecário é limitada, avalia. Os prazos do hipotecário vão até 10 anos. No consignado, a média é de 72 meses, podendo ir até 96 meses (oito anos). Já em termos de taxa, embora a garantia forte do crédito hipotecário reduza drasticamente os juros cobrados, custos cartorários podem desequilibrar a comparação a favor do consignado.

Operações como as da Caixa e do Bradesco ainda não são a regra no mercado de refinanciamento brasileiro. No país, o “home equity” mal chega a 1% do saldo da carteira de crédito imobiliário da pessoa física (R$ 273,93 bilhões em março), segundo estimativas do mercado. Só para fins de comparação, a modalidade chegou a representar pouco mais da metade do estoque total de crédito nos Estados Unidos, antes de a bolha imobiliária explodir, em 2008.

O Santander é uma das instituições que tem trabalhado para encontrar uma forma de emplacar as hipotecas no Brasil. O banco conduziu, no ano passado, uma série de testes e pesquisas entre clientes para entender o perfil do tomador. A conclusão foi que não é só falta de conhecimento da modalidade que trava seu avanço no Brasil.

“É um produto de nicho, para quem tem perfil empreendedor ou busca uma reorganização financeira. Quem conhece, mas não tem o perfil, não coloca de jeito nenhum em risco a casa própria”, afirma José Roberto Machado, responsável pela área de crédito imobiliário na instituição. “O produto carece de uma divulgação maior, vai começar a crescer com mais velocidade, mas não é para todo mundo.” O banco não abriu dados da evolução de sua carteira de “home equity”.

O HSBC, por outro lado, defende que pode, sim, haver uma massificação do produto. No banco, o estoque de crédito hipotecário soma R$ 30 milhões, ante uma carteira de R$ 4 bilhões de financiamento imobiliário. “No médio prazo, a modalidade pode ganhar mais representatividade. É uma das únicas formas restantes de usar o crédito como alavanca do consumo, ao permitir um alongamento de prazos”, diz Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco.

A Credipronto, joint venture entre Itaú e a imobiliária Lopes, fez um piloto com o “home equity” há cerca de dois anos, mas a iniciativa não vingou. “Vamos relançá-lo até o fim de 2013. Fizemos uma revisão de prazos e taxas do produto. A ideia é vendê-lo para quem tiver necessidade de fluxo de caixa”, afirma Bruno Gama, diretor geral da empresa.

“Dentro de até três anos, a modalidade já estará em uma trajetória consolidada de desenvolvimento, embora o estoque ainda seja pequeno”, afirma Hamilton Rodrigues da Silva, gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil. “Há uma onda de tomadores de crédito imobiliário que vai quitar os imóveis e passar a ser elegível ao refinanciamento”. O BB lançou a modalidade no ano passado, quando começou a reforçar o crédito imobiliário como um todo. Na instituição, os prazos vão de três a 180 meses, com taxas variando entre 1,2% e 1,75%. (Colaborou Carolina Mandl)

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Recuperação americana entusiasma os mercados

Recuperação americana entusiasma os mercados
A firme recuperação do mercado imobiliário dos EUA é o elo que faltava para que o país deixe para trás a crise financeira de 2008, desencadeada pela farra do “subprime”, que estourou uma enorme bolha e quase levou à bancarrota o sistema financeiro. Os números recentes indicam com mais força que se caminha para a normalização nesse mercado. Ontem, o índice S&P-Case-Schiller apontou que nos doze meses findos em março, os preços dos imóveis em 20 grandes cidades americanas subiram em média 10,9%, maior aumento em sete anos. A venda de imóveis usados foi em abril a mais alta desde novembro de 2009. Com parte de seu patrimônio caminhando para a recomposição, os consumidores estão otimistas. Seu índice de confiança é hoje o maior em cinco anos.

A ação dos afrouxamentos monetários do Federal Reserve Bank foi decisiva para tirar da prostração o mercado imobiliário, ao despejar centenas de bilhões de dólares na compra de papéis das agências oficiais de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae. Com isso, o crédito hipotecário para 30 anos atingiu em novembro sua menor taxa histórica, de 3,31% ao ano. Hoje ela não está muito acima disso (3,59%).

A reanimação do mercado de imóveis é um dos elementos que coloca a retomada econômica dos EUA à frente da zona do euro, onde em vários países ainda se sentem os efeitos devastadores do estouro de bolhas imobiliárias (a Espanha é o mais óbvio exemplo). E, ao contrário dos países da união monetária, a reestruturação dos bancos foi mais eficaz e mais rápida que do outro lado do oceano. Ainda que existam problemas a resolver para tornar o sistema financeiro sistemicamente seguro, como buscam as regulamentações já implantadas ou a implantar, pelo menos os bancos americanos não estão abarrotados de papéis de governos à beira da inadimplência.

As boas notícias do mercado imobiliário e do ânimo dos consumidores, que estão entusiasmando os mercados financeiros, se completam com uma resolução surpreendentemente suave das charadas fiscais de curto prazo.

O “sequestro” que retira do orçamento US$ 85 bilhões no atual ano fiscal (que se encerra em setembro), deveria “comer” de 0,3% a 0,6% do PIB deste ano. Entretanto, a recuperação da economia permitiu que o exercício fiscal de austeridade americano fosse mais brando e menos perverso do que na zona do euro. O “sequestro” é um freio importante à atividade, mas estima-se que no último trimestre do ano a economia estará novamente crescendo a uma velocidade superior aos 2%.

A queda do déficit fiscal anual foi rápida e relativamente sem grandes sacrifícios, contribuindo para o clima de otimismo com os rumos da economia. Em 2013, o déficit público chegará a 4% do PIB, depois de um buraco de 7% do PIB no ano passado – e poderá alcançar 3,4% em 2014. Mas os impasses fiscais de longo prazo não foram resolvidos. A dívida bruta americana é de 108% do PIB e a líquida, de 89%. Duras batalhas fiscais serão travadas até outubro sobre o novo limite de endividamento do Tesouro. Porém, comparado com as previsões oficiais, o cataclismo fiscal não aconteceu.

A retomada americana já antecipou a ansiedade dos mercados em relação ao momento em que o Fed terá de interromper os estímulos monetários e elevar os juros. O Fed deixou claro que isso só ocorrerá quando a inflação futura prevista superar 2% ou quando a taxa de desemprego chegar a 6,5%. No front inflacionário, a situação é confortável, com o índice preferido do Fed (despesas pessoais de consumo) girando ao redor de 1%. O desemprego caiu para 7,5%, mas sua diminuição é mais sujeita a dúvidas. Ben Bernanke, presidente do Fed, indicou que a última coisa que quer fazer é interromper prematuramente a recuperação. E insinuou que entre o fim do afrouxamento monetário e o início do ajuste de juros o intervalo de tempo poderá ser longo.

O fato de a maior economia do planeta continuar exibindo indicadores confiáveis de que voltará à boa forma ajuda a tornar improváveis os piores cenários e traz novos desafios. O dólar entrou em trajetória de valorização, o que traz problemas para o Brasil, com pressão sobre o real em um momento inflacionário delicado. Há grandes incertezas sobre o comportamento dos fluxos de capitais, que até agora procuraram vários países emergentes por falta de alternativas de rentabilidade.

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