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Archive for the ‘bairros’ Category

Abertura do Plantão Martese Alto da Lapa – Brasil Brokers – EVEN

Convite para Abertura do Plantão Hoje ! Dia 01/Novembro/2014

convite Martese 01 e 02 Nov

http://www.slideshare.net/JonasdeAlmeidaFederi/martese-alto-da-lapa-abertura-do-planto-01novembro2014

OPORTUNIDADE DO ANO

PREÇO DE LANÇAMENTO DO 5o andar – referencia – R$ 8.690,00/m2

Se houver interesse me procure no 9.63500239 ou me envie um email no jonasjr@brbrokerssp.com.br para mais detalhes

Imperatriz – Imagens PRELIMINARES

Yuny resiste ao mercado e cresce sem recorrer à bolsa

Construção: Família fundadora vendeu 50% do negócio para o grupo VR

Yuny resiste ao mercado e cresce sem recorrer à bolsa

Daniela D’Ambrosio | De São Paulo
07/04/2011

Assumir um estilo ‘low-profile’ na indústria da construção civil é perfeitamente possível, mas não exatamente fácil. É inevitável. A construção de um prédio chama a atenção – sobretudo se estiver em um endereço nobre. Com o seu moderno logotipo exposto em quadriláteros cobiçados de São Paulo, como Faria Lima e Vila Olímpia, a Yuny está chamando a atenção da concorrência.

Não que a empresa queira. Ao contrário. Comandada por dois jovens irmãos, a empresa aproveita o fato de não ter capital aberto quase como uma vantagem competitiva: não tem compromisso em apresentar projeções mirabolantes ao mercado, pode ficar sem lançar se achar necessário ou não conseguir e, o mais importante, faz questão de não abrir números estratégicos. Diz, no máximo, que lançou R$ 1 bilhão no ano passado.

Mesmo sem seus números expostos, a Yuny conseguiu atrair nomes de peso e está capitalizada. O fundo americano Golden Tree aportou R$ 700 milhões em três tranches, a primeira em 2007. Ainda faltam R$ 200 milhões para serem investidos até 2015 – as empresas montam joint ventures, nas quais o fundo é sempre majoritário, que alocam capital diretamente nas SPE’s (Sociedade de Propósito Específico, empresa constituída para cada empreendimento). A Yuny fica responsável por 100% da gestão imobiliária. A parceria com o Golden Tree já rendeu 19 negócios até agora. “Sempre colocamos capital nos negócios, mas nosso objetivo é ter participação própria cada vez maior”, afirma Marcos Yunes, sócio e principal executivo da companhia.

Em março do ano passado, conseguiu um investidor para entrar como sócio na companhia, o grupo VR, que atua na área de serviços e financeira e é dona do tíquete refeição. A sociedade marcou a entrada do grupo no ramo imobiliário. As empresas não informam o tamanho do negócio, mas, segundo o Valor apurou, compraram perto de 50% da companhia por cerca de R$ 200 milhões. Com a entrada do VR, a empresa passou a ter novo diretor financeiro, Estácio de Sá.

A empresa começou casualmente. Há 15 anos, a família Yunes criou uma empresa imobiliária para investir em imóveis para renda com amigos. “Era só um CNPJ que tínhamos para investir no setor”, conta Marcos. Em 2001, começaram a intensificar os negócios, mas os irmãos Marcos, de 43 anos, e Marcelo, de 38 anos, ainda continuavam atuando em suas respectivas áreas – mercado financeiro e direito. O pai José Yunes é advogado. Foi em 2005, quando o cenário de aumento de crédito sinalizou o potencial do setor, que resolveram se dedicar integralmente ao negócio. Entregaram o que haviam desenvolvido até então ao pai e recomeçaram com alguns terrenos e projetos.

Seis anos depois e dois grupos importantes no negócio, a Yuny parte para uma nova etapa. Ainda sem abrir números – o que já era o perfil da família só foi reforçado com a entrada do grupo VR no capital da empresa – dizem que pretendem crescer. Sempre conservadora, a companhia procurou alternativas para não se endividar, mas agora estuda fazer a primeira emissão de debêntures. E abertura de capital? “Não, por enquanto”, diz Marcos. “Dá para crescer mais um pouco sem diluir”, afirma.

Por conta da parceria com o Golden Tree, a Yuny assumiu a gestão da incorporação do Seridó, um edifício de altíssimo padrão em São Paulo, que teve uma trajetória complicada no lançamento, está em fase avançada de construção, e ainda tem unidades à venda. Lançado no auge da crise pela Klabin Segall, vendida meses depois por conta do alto endividamento, o empreendimento foi comprado pelo Golden Tree, que adquiriu 75% do empreendimento (50% da Klabin Segall e 25% da Construtora São José, que manteve 25%). “Sempre éramos nós que gerávamos os negócios e dessa vez, veio deles”, diz Marcos. “Foi um voto de confiança importante”, completa.

Além de edifícios comerciais de alto padrão e apartamentos compactos de luxo no Itaim e Vila Olímpia, a Yuny também está na zona leste, em bairros como Carrão, Tatuapé e Mooca. Como outras do setor, criou uma marca de baixa renda, a Atua Construtora.

Baixa renda perde atratividade | Valor Online

Baixa renda perde atratividade | Valor Online.

Empresas reavaliam planos para Minha Casa Minha Vida

Daniela D’Ambrosio | De São Paulo
26/11/2010

O entusiasmo das construtoras com o programa Minha Casa Minha Vida arrefeceu. As margens do negócio tornaram-se bem mais apertadas com o aumento dos custos de mão de obra, matérias-primas e terrenos. Além disso, várias empresas não tinham experiência na relação com a Caixa Econômica Federal e a excelente resposta do consumidor aos imóveis na faixa entre R$ 130 mil a R$ 500 mil também contribuiu para que as companhias reavaliassem seus planos.

Levantamento com 17 empresas abertas mostra que, até setembro, os imóveis de até R$ 130 mil representaram 37% do total lançado no ano, equivalentes a R$ 9 bilhões. MRV, Rodobens, Direcional e Rossi concentraram vendas nesse público, mas Even, Eztec, Helbor e CR2 não lançaram nada nessa faixa. O segmento intermediário, até R$ 500 mil (limite do SFH para uso do FGTS), representou 41% do volume financeiro lançado.

Um dos problemas básicos é o aumento dos preços dos terrenos. Para as áreas adquiridas entre 2007 e 2008, empresários do setor afirmam que a conta ainda fecha, mas depois que o programa deslanchou os preços dos terrenos nas periferias subiram e o modelo do Minha Casa ficou apertado demais para oferecer rentabilidade. “As empresas acabam tendo que sair dos grandes centros, que é onde está o déficit habitacional”, explica Augusto Martinez, da Construtora Mudar.

Orçados em R$ 4,4 bilhões, parques lineares removerão mais de 20 mil famílias em SP

Orçados em R$ 4,4 bilhões, parques lineares removerão mais de 20 mil famílias em SP

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Operação Urbana Águas Espraiadas

As obras da Operação Urbana Águas Espraiadas e do Parque Linear Várzeas do Tietê removerão mais de 20 mil famílias de suas casas nos próximos anos, segundo estimativa do governo. Juntos, os dois projetos estão orçados em R$ 4,4 bilhões e devem ser inaugurados até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.

Apesar do grande número de desapropriações e do custo elevado das obras, lideranças comunitárias e o defensor público Carlos Loureiro denunciam a falta de planos de habitação mais detalhados e transparentes que indiquem qual será o destino das famílias que serão atingidas, na sua maioria de comunidades carentes.

As constantes alterações no projeto Operação Urbana Águas Espraiadas (leia no box abaixo) e as indefinições em torno da obra, que prevê a extensão da avenida Jornalista Roberto Marinho até a rodovia dos Imigrantes por meio de um túnel e a construção de um parque linear na superfície, preocupam as mais de 10 mil famílias que devem ter os imóveis desapropriados.

Entenda a Operação Urbana Água Espraiada

A avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga avenida Águas Espraiadas) foi inaugurada em 1995 na gestão do prefeito Paulo Maluf, com indícios de superfaturamento. Com custo total de R$ 840 milhões, a avenida foi considerada a mais cara do mundo na época. O prolongamento da avenida até a rodovia dos Imigrantes estava previsto no projeto original, aprovado quando Jânio Quadros era prefeito (1986-1989).

O objetivo da extensão até a Imigrantes é desafogar o tráfego da avenida dos Bandeirantes –uma das vias mais congestionadas da capital– e revitalizar, por meio de um parque linear, a região em torno do córrego Água Espraiada, repleta de favelas. Em 2002, na gestão de Marta Suplicy, foi aprovado o projeto de prolongamento da avenida, segundo o qual a extensão seria feita por uma via de superfície de aproximadamente 3 km e um túnel de 400 m, ao custo de R$ 900 milhões.

No ano passado, contudo, o prefeito Gilberto Kassab alterou o projeto original, determinando que o prolongamento fosse feito por um túnel com cerca de 2,4 km e a construção de um parque linear na superfície, que contaria também com uma via para carros nas margens, ciclovias e equipamentos de lazer. A proposta de Kassab prevê ainda que, por sobre o parque, seja construído o monotrilho que ligará o Jabaquara ao Morumbi. Com as alterações, o custo da obra triplicou para R$ 2,7 bilhão, verba que a prefeitura pretende financiar pelo venda de títulos imobiliários (Cepac).

Em julho deste ano, o Tribunal de Contas do Município (TCM) embargou a obra, que já havia sido licitada, alegando alteração no projeto original e insuficiência de recursos, além de mais de 60 irregularidades. O TCM determinou a correção de 17 irregularidades para que o contrato com as construtoras que venceram a licitação seja homologado e a obra comece a ser tocada. Uma das exigências é que seja aprovada na Câmara Municipal uma lei que altere o projeto original e que contenha as modificações que foram feitas.

O projeto de prolongamento da via foi aprovado em 2002, na gestão de Marta Suplicy (PT), mas previa um túnel menor, com apenas 400 metros. A ampliação do túnel para 2,4 km e a implantação do parque linear foram mudanças aprovadas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). 

A auxiliar administrativa Priscila Soares, moradora da Vila Facchini, afirma que cerca de 2.000 famílias não seriam atingidas pelo projeto anterior e terão que ser removidas da região se as alterações forem mantidas. “Nenhum morador foi consultado sobre as mudanças. Está tudo muito obscuro. Ninguém falou para nós como serão as indenizações”, afirma Soares, que integra um movimento de proprietários de imóveis e comerciantes contrários às mudanças aprovadas na gestão de Kassab.

Além das famílias que foram pegas de surpresa com a possibilidade de desapropriação, há outras 8.556 que moram em 16 favelas da região e já foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) para serem reassentadas em áreas próximas da região ou para receberem auxílio-aluguel no valor de R$ 300 mensais até que as moradias que integram a obra fiquem prontas.

O defensor público Carlos Loureiro, que acompanha a situação das famílias afetadas, afirma que a construção das moradias já deveria ter começado antes mesmo do início da obra. Segundo ele, não há um plano habitacional claro para as famílias que perderão suas casas. “Já existem áreas desapropriadas, mas os empreendimentos [habitacionais] sequer começaram. Não dá para saber se os terrenos [destinados aos reassentamentos] serão suficientes para receber os moradores”, diz.

Loureiro teme que se repita o que ocorreu durante o processo de construção do trecho que já existe da avenida Jornalista Roberto Marinho, quando cerca de 50 mil moradores de favelas que existiam no local desde a década de 70 foram retirados e, grande parte deles, acabaram indo morar em áreas de proteção ambiental do extremo sul da capital.

“Existia um complexo de favelas que foi removido, de forma agressiva, para regiões de mananciais na periferia. Isso é uma prova de que o próprio poder público falha ao desrespeitar direitos básicos. É preciso tomar cuidado para que isso não se repita”, afirma.

Procurada pela reportagem do UOL Notícias desde a quarta-feira (6), a Sehab afirmou que todas as famílias que comprovaram que moram na região atingida receberão unidades habitacionais ou outra forma de compensação, como o auxílio-aluguel no valor de R$ 300, mas a remoção das famílias, mas não apresentaram plano para realocação dos moradores

Além de melhorar o trânsito, a expansão da avenida integra um projeto de valorização da região do Brooklin, do qual também fizeram parte a construção da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, inaugurada em 2008, e a retirada dos barracos da favela do Jardim Edith, na avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no início do ano passado.

Parque Linear Várzeas do Tietê

Com custo total de R$ 1,7 bilhões, o Parque Linear Várzeas do Tietê será o maior parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 km² de área, segundo o governo do Estado. O parque ocupa toda a várzea do rio Tietê, entre o bairro da Penha, na capital, até o município de Salesópolis, onde fica a nascente do rio, passando pelos municípios de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba-Mirim.

Imagens do Parque Linear Várzeas do Tietê

Dividida em três etapas, a obra prevê a construção de uma avenida (Via Parque) e de uma ciclovia dentro do parque, além da instalação de 33 centros de lazer e a recuperação das matas ciliares. A conclusão da primeira etapa está prevista para 2014, quando 48 quilômetros da Via Parque e da ciclovia devem ser entregues, além de quatro núcleos de lazer com 15 campos de futebol e 14 quadras poliesportivas. Os recursos para a obra virão de empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) –R$ 1,3 bilhão– e do orçamento do governo do Estado –R$ 377 milhões.

Um dos objetivos do projeto é reduzir as enchentes na marginal Tietê e valorizar a região, que fica às margens da rodovia Ayrton Senna, entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o futuro estádio do Corinthians, provável sede paulista na Copa do Mundo, em Itaquera. Na área da várzea também estão a USP Leste, os centros de treinamento do Corinthians e da Portuguesa, além de empresas e indústrias.

Apesar do investimento vultoso e do tamanho da obra, as famílias que vivem em comunidades carentes da região, e serão removidas, não foram consultadas sobre a implantação do parque e muitas não sabem para onde irão, segundo o líder comunitário Oswaldo Ribeiro, morador da Vila Itaim, presidente da Ação Cultural Afro Leste Organizada (Acaleo).

“Pegaram nós de surpresa. Com um projeto de tamanha proporção, a comunidade no mínimo tinha que ser consultada”, diz. “As famílias foram morar ali há mais de 40 anos, quando ainda não era Área de Proteção Ambiental (APA)”, afirma.

Os números de famílias desapropriadas divergem: enquanto a Sehab fala em 10.191 famílias, a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado reduz a estimativa para 7.500. De acordo com Ribeiro, também não há uma proposta habitacional para o conjunto dos moradores, embora o BID exija isso de contrapartida social para o empréstimo dos recursos. “Inventam um parque linear sem uma política habitacional. Na prática isso é expulsar as pessoas para os bolsões mais miseráveis”, diz.

A Sehab, por sua vez, disse que mais de 4.000 famílias que já foram removidas do local receberam ou ainda estão recebendo parcelas de auxílio-aluguel no valor de R$ 300 por mês ou então foram transferidas para apartamentos do CDHU. Entre essas famílias estão 338 que foram atingidas, no final do ano passado e no início deste ano, pelas enchentes no Jardim Romano, bairro que ficou alagado por mais de 70 dias por conta do transbordamento do rio Tietê.

A secretaria não informou o destino 6.000 famílias restantes que foram cadastradas. “A prefeitura disse que compraria terrenos em bairros da zona leste para distribuir às famílias, mas até agora isso não aconteceu”, afirma Ribeiro.

Ainda de acordo com o líder comunitário, a população da várzea do Tietê, em geral, não é contra o parque, mas também gostaria de ser beneficiada pela obra. “Não somos contra o meio ambiente. Se o meio ambiente conseguir enxergar o ser humano como parte dele, é positivo. Eles falam tanto do meio ambiente, mas não inserem o ser humano nesse processo”, diz.

Construtoras saem de So Paulo para atingir metas de expanso Valor Online

Casarão da Paulista teve tombamento cancelado

Casarão da Paulista teve tombamento cancelado

Conselho municipal exclui registros do imóvel após decisão da Justiça

Apesar de histórica por ligação com Matarazzo, casa foi alvo de impasse sobre relevância para a cultura paulistana

DE SÃO PAULO

Um mês antes da aprovação das diretrizes do trânsito para a Paulista receber uma nova torre, outro órgão ligado à prefeitura tomou uma decisão simbólica ligada à história do terreno que abrigou a casa dos Matarazzo. O tombamento dele, determinado há 20 anos, foi oficialmente cancelado pelo Conpresp (conselho municipal de preservação do patrimônio histórico). Na mesma resolução, foi determinada “a exclusão de quaisquer registros do antigo imóvel”.
A decisão publicada no último dia 28 pôs a pá de cal numa polêmica de mais de duas décadas sobre a relevância de preservar a casa.
Segundo a Secretaria da Cultura da gestão Gilberto Kassab (DEM), essa foi só “uma medida administrativa” para atualização do cadastro de imóveis tombados. Isso porque a Justiça, a pedido do espólio de Matarazzo, já havia invalidado a decisão de tombamento, numa ação que transitou em julgado (não cabendo mais possibilidade de recurso) em 2001. O tombamento pelo município havia sido feito 20 anos atrás, na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, que pretendia montar no local um museu do trabalhador.
A medida fora decidida em meio à cobiça imobiliária pelo terreno e tentativas de demolição -motivo de novas suspeitas anos depois, até a derrubada, em 1996. Hoje, diz a secretaria, “não haveria mais nada a ser preservado naquela área”.
No aspecto ambiental, restam no terreno cerca de 60 árvores. A pasta do Verde e do Meio Ambiente diz que, há dois anos, os empreendedores citaram a intenção de mantê-las, “com eventual transplante de algumas”.
Especialistas mencionam a importância histórica da antiga casa por sua ligação com Francisco Matarazzo, pilar da industrialização do país. Mas seu valor para ser tombado é controverso.
O arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos avalia que os argumentos dos dois lados têm pesos semelhantes.
De um, cita a representatividade de Matarazzo como industrial. De outro, afirma que a obra, de um arquiteto italiano e concluída na primeira metade do século passado, não tinha muito a ver com a cultura local. “Não é pela arquitetura dela em si. Mas pela importância do Matarazzo. A nobreza da Paulista foi dada por ele”, diz Candido Malta, arquiteto e urbanista. (ALENCAR IZIDORO)

Veja o histórico do casarão dos Matarazzo

folha.com.br/ct800602

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Daniela D ‘ Ambrosio | Valor

17/08/2010 09:13

SÃO PAULO – Em seu primeiro balanço consolidado com Agre, a PDG Realty tirou a dúvida que ainda sobre a liderança do setor. Quando comparada à Cyrela – que, até a aquisição da Agre pela PDG era líder inconteste – a nova empresa assume a primeira posição do mercado imobiliário em praticamente todos os quesitos analisados: receita líquida, lucro, vendas, lançamentos e margens. O lucro líquido da PDG no segundo trimestre foi de R$ 221 milhões, um aumento de 179% sobre os números pró-forma das duas companhias no mesmo período de 2009. A Cyrela lucrou R$ 167 milhões de abril a junho.

A receita líquida da nova companhia foi de R$ 1,32 bilhão, 49% acima do segundo trimestre do ano passado. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 372 milhões, com margem de 28%. A margem lajida da Cyrela foi de 18,5%.

A PDG, é fato, ficou maior em tamanho. Mas também aumentou consideravelmente a sua dívida -principal herança negativa de Agre. A dívida líquida da PDG, que, sozinha, era de R$ 697 milhões ao final do primeiro trimestre, subiu para R$ 2,59 bilhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, que foi de 27% na PDG no primeiro trimestre, passou para 46% no balanço consolidado.

Os benefícios do ganho de escala são visíveis no balanço, mas a PDG Realty se apressou para renegociar e melhorar o perfil da dívida de Agre para não comprometer seus resultados por um prazo longo. O bom relacionamento com os bancos permitiu à companhia que concluísse o processo de renegociação do endividamento da Agre. A dívida de capital de giro da Agre foi reduzida de R$ 1,3 bilhão para R$ 1 bilhão e houve um alongamento do prazo médio de 29 meses para 48 meses.

A parcela de dívida de capital de giro, que tinha um custo elevado (CDI mais 3%) foi alongada e substituída por linhas com custo médio na casa de CDI mais 2%, em linha com o custo pago pela PDG. “Fragmentamos a dívida em vários bancos, principalmente Itaú, Bradesco, HSBC e Banco do Brasil”, explica Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG.

Com dificuldade de acesso ao crédito, a Agre tocava boa parte das obras com recursos próprios. A PDG contratou R$ 1 bilhão em novos contratos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dívida mais barata e considerada “saudável” pelo setor, dos quais R$ 150 milhões liberados imediatamente. A PDG também está securitizando os recebíveis que a Agre tinha em carteira: foram cerca de R$ 300 milhões de operações de securitização de recebíveis com emissão prevista para agosto e setembro. “O efeito líquido da renegociação na despesa financeira será de R$ 10 milhões por trimestre, num total de R$ 40 milhões”, diz Wurman.

Com a Agre – empresa que resultava da união de Agra, Abyara e Klabin Segall – a margem líquida de PDG, que vinha na casa dos 20%, caiu para 17% no segundo trimestre – abaixo da MRV, em linha com a Rossi e acima da Cyrela e Gafisa – para comparar com as grandes. “Não vamos voltar para os 20% ainda este ano, mas fechamos a renegociação das dívidas e estamos acelerando os ganhos de escala para voltar aos níveis anteriores”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

A PDG cortou perto de 15% da folha da Agre, cerca de 35 pessoas de salários mais altos e fechou escritórios do Rio e do Sul, em função da totalização da compra da LN, empresa com forte atuação no Paraná. A PDG, que já era dona de 80%, comprou 100% da LN.

A nova empresa teve aumento de 27,7% nas despesas de vendas e administrativas, que passaram para R$ 297,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Quando se compara com a receita líquida, porém, há uma queda -a soma dos gastos totais sobre a receita líquida recuou de 14,7% para 11,8% no semestre.

O aumento do INCC – de 5,9% no ano – não afetou os resultados da companhia, mas o presidente da PDG reconhece que é um problema, sobretudo em São Paulo e no Rio. “Na média e alta renda, o mercado absorve aumento de preço e na baixa estamos usando métodos construtivos que reduzem custo, como os pré-moldados.”

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