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ENC: Mais rápido do que eu imaginava

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Mais rápido do que eu imaginava

It’s the end of the world as we know it
It’s the end of the world as we know it
It’s the end of the world as we know it, and I feel fine

No dia 23 de julho, lancei o vídeo sobre O Fim do Brasil, cujas projeção e viralização assumiram caráter sem precedentes para a Empiricus. Pelos incapazes de enxergar a óbvia metáfora, fui acusado de antipatriota, terrorista, direitista, machista – o que eu ainda sequer entendi – e outros “istas” variados.

No geral, compreendo essa turma. Para dizer a verdade, já sabia que seria assim – falo isso no próprio vídeo. Mas confesso: prefiro o título de realista e dispenso as menções à senhora minha mãe, que nada tem a ver com a história.

Aos pouco familiarizados com o tema, resgato brevemente a tese, muito simples: a nova matriz econômica, adotada em 2009 em reação à crise iniciada com as hipotecas de alto risco nos EUA e cujo ápice é marcado pela quebra da Lehman Brothers, vem produzindo efeitos nefastos sobre a vida do brasileiro e sobre seu patrimônio.

A metáfora poderia ser resumida com a assertiva de que, se nasce um novo Brasil a partir do Plano Real em 1994 com estabilização da economia e resgate da confiança na moeda, esse mesmo país morre com as consequências da nova matriz econômica, de forma prematura, aos 20 anos de idade.

Para ilustrar o quão problemática tem sido a gestão da economia, elenco dez pontos capazes de caracterizar a coisa, a saber: 1) o crescimento econômico da era Dilma é o menor desde o Governo Collor; 2) a inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta; 3) as contas públicas estão completamente desajustadas; 4) o déficit em conta corrente atinge níveis preocupantes; 5) o mercado de trabalho se enfraquece em ritmo assustador; 6) estamos à beira do apagão; 7) a Petrobras foi simplesmente destruída; 8) a Eletrobras, com inveja, também foi destruída; 9) a indústria brasileira fica menor, a cada dia; e 10) o medo é também político.

Desde então, em cerca de apenas 15 dias, pergunto: aconteceu alguma coisa capaz de referendar ou refutar o argumento?

Sim, muita coisa. Posso dizer: embora a caminhada esteja se dando exatamente na direção esperada, o ritmo da deterioração é assustador, algo para Nouriel Roubini nenhum botar defeito.

Vejamos alguns pontinhos.

Ainda não temos dados do PIB atualizados – os próximos saem no final de agosto e o prognóstico é claro: recessão. Até mesmo conselheiros de Dilma, como Belluzzo, têm alertado para o risco de queda do PIB, mesmo que em apenas um ou dois trimestres.

Mas, ainda que não tenhamos dados frescos sobre PIB, houve novidades importantes de cunho oficial no período. Quando gravamos o vídeo do Fim do Brasil, ainda não dispúnhamos de dados das contas públicas de junho, nem de referências atualizadas do Caged.

Passamos a ter. Reforçando o completo descaso com as contas públicas, os números de junho apontaram o menor superávit primário no primeiro semestre em 12 anos. O déficit primário de R$ 2,1 bilhões em junho foi pior do que a pior estimativa para o período.

Em paralelo, dados do Caged mostraram a menor criação de vagas de trabalho em junho desde 1998, com apenas 25 mil novos postos.

A indústria também nos agraciou com indicadores atualizados. A produção de veículos caiu “apenas” 20,5% em julho. E de acordo com matéria publicada no site InfoMoney, a Rosenberg Associados, comentando os dados de junho, afirmou que o quadro para o setor industrial continua “absolutamente aterrador”.

Das contas externas, também não tivemos boas notícias. O fluxo cambial em julho ficou negativo em US$ 1,791 bilhão. O dólar, por sua vez, tem subido sistematicamente frente ao real, tendo atingido sua maior marca em quatro meses ao aproximar-se da relação de R$ 2,30 – o prognóstico de apreciação cambial é uma das mais contundentes considerações do vídeo O Fim do Brasil e eu entendo ser apenas o início de um movimento muito mais profundo.

No que tange à Petrobras, foi denunciado um esquema de farsa envolvendo a CPI da empresa, sem que houvesse nenhuma demissão, voluntária ou compulsória. Se a companhia dispusesse de algo mínimo de governança corporativa, Graça Foster teria imediatamente colocado o cargo à disposição.

Por fim, lembro que o vídeo alertava para a tentativa do Governo de calar vozes dissonantes, numa dinâmica cujo exemplo mais emblemático até o momento era a elaboração de uma lista de jornalistas a serem calados. Se isso já era suficientemente grave, conseguimos estabelecer um novo recorde, a partir das cabeças decepadas no Santander e da retirada de propaganda da Empiricus no Google.

Em resumo, ao menos até agora, as considerações do Fim do Brasil não somente têm se mostrado acertadas, como também vêm se materializando em ritmo superior ao previamente imaginado. Embora já esperássemos deterioração do ambiente, a velocidade da caminhada surpreende.

Os impactos sobre o patrimônio e a poupança das famílias serão dramáticos – já começaram a intensificar-se a partir da desvalorização cambial e da escalada do juro longo nos últimos dias.

Ainda dá tempo de proteger-se e blindar seu patrimônio diante da crise de proporções relevantes que está sendo formada. Fica o convite para você conhecer toda a argumentação ao final deste texto.

Replicando a frase clássica de Michael Stipe e dando-lhe uma pitadinha jaboticada, é o Fim do Brasil, como sabemos, mas eu não me sinto bem. Realmente, eu preferia não estar certo a este respeito.

>> Clique aqui para conhecer a argumentação

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