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Dono de terreno ocupado na zona leste quer saída de famílias

Dono de terreno ocupado na zona leste quer saída de famílias

Área tomada pela ocupação Copa do Povo é avaliada em R$ 589 mi; Prefeitura estuda criar moradia popular no local

07 de maio de 2014 | 2h 07

 

DIEGO ZANCHETTA – O Estado de S.Paulo

Dona do terreno da ocupação Copa do Povo, no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo, a Viver Empreendimentos informou ontem estar tomando “medidas cabíveis” para tentar retirar as cerca de 2 mil famílias que montaram barracos nos últimos quatro dias na área, avaliada em R$ 589 milhões. Até as 19h de ontem, porém, nenhum pedido de reintegração de posse havia chegado à Justiça.

 

A Viver (antiga Construtora Inpar) diz também não ter dívidas de impostos com a Prefeitura. A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) estuda comprar a área e construir conjuntos habitacionais para as famílias que estão nos barracos.

A empresa é proprietária de terrenos com valor estimado em R$ 3,9 bilhões, segundo seu balanço divulgado na Comissão de Valores Imobiliários (CVM) em dezembro de 2013. Mas, com dezenas de empreendimentos da antiga Inpar com entrega atrasada desde 2012, a construtora teve prejuízo de R$ 52 milhões no ano passado. A venda do terreno na zona leste era uma das apostas para o saneamento das dívidas.

Para técnicos do governo, a empresa deve pedir a reintegração de posse para tentar levar a Prefeitura a desapropriar a área. Se for levado em conta que o preço médio do metro quadrado em Itaquera é de R$ 3,8 mil, o valor do terreno pode chegar a R$ 589 milhões – quase 10% de tudo o que a Prefeitura tem para fazer em novos investimentos em 2014.

Mundial. Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), a Copa do Povo está a 4 km da futura Arena Corinthians, que receberá, no dia 12 de junho, a partida de abertura da Copa, entre Brasil e Croácia. Desde janeiro, a iminência do torneio fez explodir o preço dos imóveis na região.

Muitas famílias que invadiram o terreno na Rua Malmequer do Campo dizem não ter mais como pagar aluguel. Elas vão pressionar a Câmara Municipal para incluir, na segunda votação do Plano Diretor, uma emenda que garanta a desapropriação da área e a construção de casas populares.

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