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Brookfield é novo nome do grupo Brascan no país – 23/6/2009

Brookfield é novo nome do grupo Brascan no país – 23/6/2009

Fonte:Valor Econômico

Daniela D3Ambrosio, de São Paulo
23/06/2009
Silvia Costanti/Valor
Simões Lopes, presidente do grupo Brascan, diz que o Brasil foi o último dos nove países onde o grupo atua a mudar o nome: “Brascan aqui era muito presente.”

Depois de 50 anos, o grupo Brascan vai mudar o nome de todas as empresas – shopping center, incorporação e construção, energia renovável, florestal, agrícola e corretagem de seguros – para Brookfield, assinatura do controlador canadense. Apesar de difícil e quase impronunciável para boa parte dos brasileiros, a subsidiária preferiu correr o risco da mudança e seguir o alinhamento global.

A ideia é buscar o aval de uma companhia que administra US$ 80 bilhões em ativos no mundo, em diferentes áreas. O Brasil era o único país entre os nove onde a multinacional atua que ainda mantinha o nome Brascan – que teve origem nas palavras Brasil e Canadá. Nos demais países, a mudança começou há cinco anos. “Aqui demorou mais porque o nome Brascan era mais presente”, diz Luiz Simões Lopes, presidente do grupo Brascan.

A multinacional administra R$ 14 bilhões no Brasil, dos quais quase 70% (R$ 9,5 bilhões) estão na área imobiliária – incorporação e shopping center. Há mais R$ 2,5 bilhões em geração de energia, R$ 1,5 bilhão em ativos de infraestrutura e área financeira, R$ 300 milhões na área agrícola e R$ 200 milhões em florestas. A área de incorporação é a única com capital aberto – estreou na bolsa em 2006. Ontem à tarde, a empresa fez uma assembleia para aprovação do novo nome.

O banco é a única exceção nesse primeiro momento, porque a mudança de nome de instituição financeira é mais demorada. Segundo Simões, não há previsão de data para alteração do Banco Brascan para Brookfield.

Na área imobiliária, a Brascan – que comprou a Company e MB Engenharia no ano passado – já procurava um nome para representar a unificação das três empresas. “O pessoal do Canadá nos deu a liberdade de mantermos Brascan, mas já que buscávamos um novo nome, optamos pelo nome global”, diz Nicholas Reade, diretor-presidente da Brascan Residential, agora Brookfield Incorporações.

O novo logotipo do braço de incorporação mantém as três marcas (Brascan, Company e MB) embaixo da assinatura Brookfield. “Não sabemos por quanto tempo vamos manter as marcas, depende da aceitação”, afirma Reade. Cada uma das empresas é mais forte no seu mercado de origem: a Brascan no Rio, a Company em São Paulo e a MB Engenharia no Centro-Oeste.

Na avaliação do executivo, a marca é importante, mas o consumidor de imóveis se preocupa menos do que em outras áreas. “Muita gente acha que comprou apartamento da Lopes ou da Abyara, que são corretoras e não sabem quem é a construtora”, diz Reade. Nos últimos anos, porém, aumentou o investimento em sites e até mesmo em campanhas institucionais das construtoras e incorporadoras.

Uma das preocupações da companhia são os investidores, sobretudo os estrangeiros, que voltaram a ter uma participação importante no mercado imobiliário. “Você pula um estágio de não ter que explicar que no Brasil Brookfield é Brascan”, diz Lopes.

A integração das três empresas começou no fim do ano passado e prossegue. Segundo Reade, houve um trabalho de identificação dos procedimentos usados em cada uma delas – como sistema de monitoramento de obra, folha de pagamento, incorporação e compra de terreno – escolha do melhor modelo e implantação em toda a empresa. “Estamos nessa fase de padronização”, diz Reade. A companhia usou parte da verba de lançamentos, já que houve uma queda de novos produtos este ano, para comunicar a nova marca. Mas não revela o valor investido.

A incorporadora ainda não definiu como atuará no mercado de baixa renda, se criará uma outra marca, como a maioria das empresas do setor. Atualmente, o principal veículo popular é a MB Engenharia, mas a participação do segmento econômico ainda é pequeno no grupo. Para este ano, 7% dos lançamentos devem ser de até R$ 130 mil (dentro do Minha Casa, Minha Vida), 63% entre R$ 130 mil e R$ 500 mil, 15% acima de R$ 500 mil e 15%, em escritórios.

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  1. Dirceu Camilo
    agosto 28, 2009 às 9:37 pm

    Meu pai adquiriu ações da CMC em mar/1964, que foi vendida para a Braskan. Gostaria de saber se a atual proprietária da Braskan, a Brookfield tem o interesse em comprá-las de mim. E também, gostaria de saber qual a valorização das ações atuais já que além da antiga Cia Mineira de Cervejas- CMC, a Brookfield atua em outros mercados. Enfim, se forem lucrativas, gostaria de adquirir novas ações.

  2. Dirceu Camilo
    agosto 28, 2009 às 9:45 pm

    Tenho um lote considerável de ações da CMC, que entre outras aquisições da Brankan resultou agora na Brooksfield. Gostaria de saber se como acionista de uma das empresas que originou esse poderoso grupo, continuo sendo sócio e se possível gostaria de ser informado do valor atual delas. Sendo o grupo atual tão forte no mercado, não vejo por que não adquirir novas ações. Aguardo resposta.

  3. marcelo
    janeiro 25, 2010 às 4:49 pm

    Por favor, há algum banco ou instituição financeira que faz a custódia das ações da antiga CMC? Gostaria de ter melhores informações sobre as ações pois tenho subscrição.

  1. junho 24, 2009 às 6:26 pm

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