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Acionista da Tenda receberá 0,205 ação da Gafisa em incorporação

Acionista da Tenda receberá 0,205 ação da Gafisa em incorporação

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SÃO PAULO – A construtora Gafisa anunciou hoje os detalhes do processo de incorporação da Tenda. Os acionistas de Tenda receberão 0,205 ação ordinária da Gafisa para cada ação ordinária da Tenda de sua propriedade. A relação de troca proposta ainda será aprovada pelos acionistas das duas companhias em assembleias.

A relação de troca foi fixada a partir de negociações entre o Comitê Independente – órgão criado em outubro pelo Conselho de Administração da Tenda para tratar do processo de incorporação da empresa – e a administração da Gafisa. Foram considerados no cálculo os estudos feitos pela Estáter, assessoria financeira contratada pelas empresas para avaliar a operação.

A partir das discussões do Comitê, foi definida uma relação de troca 2,5% maior do que o ponto máximo originalmente considerado adequado pela administração da Gafisa, de 0,200 ação da Gafisa por ação da Tenda, anunciada em 21 de outubro.

O patrimônio líquido de Gafisa, em razão da incorporação da Tenda, será aumentado em R$ 448,548 milhões, com a emissão de 32.884.592 novas ações. Após a conclusão da operação, a Tenda passará a ser subsidiária integral da Gafisa.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/5914995/acionista-da-tenda-recebera-0,205-acao-da-gafisa-em-incorporacao#ixzz0WTjBb09E

Gafisa e Tenda ajustam troca de ações, que fica acima da proposta inicial. Mercado prefere que minoritário vote as condições.

Gafisa e Tenda ajustam troca de ações, que fica acima da proposta inicial. Mercado prefere que minoritário vote as condições.

Incorporações negociadas

    Por Graziella Valenti e Silvia Fregoni, de São Paulo
    10/11/2009

Em uma operação relâmpago, a Gafisa anunciou ontem as condições definitivas da incorporação das ações de sua controlada Tenda. A relação de troca dos papéis das companhias ficou 2,5% acima do intervalo inicialmente sugerido. O pequeno aumento é fruto da aplicação das sugestões da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na tentativa de minimizar os conflitos das incorporações de controladas, transações tradicionalmente polêmicas.

A construtora Gafisa, que detém 60% da Tenda há pouco mais de um ano, propôs em 22 de outubro a entrega de 0,188 a 0,20 ação de sua emissão para cada papel da controlada. Desde então, na bolsa a relação entre os papéis estava dentro deste estreito intervalo.

Mas após duas rápidas semanas de negociação entre um comitê formado pela Tenda e a administração da Gafisa a conclusão é que a relação seria de 0,205.

Com isso, as ações da Tenda subiram 8,5% ontem para se ajustar à nova proporção de troca. O grupo de trabalho da Tenda foi assessorado pelo Itaú BBA e a consultoria financeira Estáter atuou ao lado da Gafisa, na estrutura do negócio.

A Gafisa emitirá 32,9 milhões de ações para absorver a controlada, num aumento de capital da ordem de R$ 930 milhões, considerando o preço em bolsa. Ao fim da operação, os atuais minoritários da Tenda, que detinham 40% do capital da empresa, terão 19,7% da Gafisa combinada.

A junção das construtoras é a quarta incorporação a seguir as recomendações feitas pela CVM, no Parecer de Orientação 35, em busca de reduzir os históricos problemas dessas operações entre os minoritários e a incorporadora.

O parecer recomenda que essas incorporações ou sejam precedidas de um trabalho de negociação por um comitê independente e especializado na companhia incorporada – para se alcançar uma relação de troca justa para ambas as partes – ou que a proposta seja submetida à assembleia de acionistas sem o voto do controlador, que é a companhia incorporadora.

As sugestões da autarquia foram inauguradas pela Vivo na incorporação das ações da Telemig Celular, em março deste ano. Depois, também baseou os trabalhos da polêmica combinação de Aracruz e VCP e esteve presente até na etapa final da união de Sadia e Perdigão. A próxima incorporação que adotará as recomendações do regulador é a das ações da Trafo pela WEG, ainda em curso.

Até o momento, nenhuma das empresas optou por deixar a transação para definição pelos minoritários em assembleia. Todas se utilizaram dos comitês.

Mas nem mesmo a adoção do trâmite sugerido pela CVM livrou a operação das construtoras de críticas de minoritários. A Polo Capital, gestora de recursos com cerca de 2,5% do capital da Tenda, considerou que a Gafisa abusou de seu poder de controle ao divulgar previamente a relação de troca.

Em carta encaminhada às empresas na semana passada, com cópia para o regulador, a Polo afirma que a divulgação da relação de troca previamente transformou a operação numa “profecia autorrealizável”. Isso porque desde a divulgação das intenções da Gafisa o mercado passou a trabalhar com o limite estabelecido.

No entendimento da gestora de recursos, tal prática acaba por influenciar o trabalho do comitê. Além disso, termina por esvaziar os resultados práticos pretendidos pelo parecer da CVM.

Wilson Amaral, presidente da Gafisa, afirmou que a relação de troca foi resultado de uma árdua negociação ao longo das últimas semanas. Na opinião do executivo, a opção por divulgar um intervalo, ainda que estreito, tinha como objetivo não deixar o mercado à deriva para especulações.

Maurício Luchetti, membro independente do conselho de administração da Tenda e participante do comitê de negociação, afirmou que houve uma dedicação integral dos profissionais a essa operação, daí a velocidade. Além disso, destacou que desde o início havia uma grande preocupação de se buscar a melhor relação possível para os acionistas da companhia. Henrique de Freitas Alves Pinto, antigo controlador da Tenda e hoje maior minoritário da empresa, também estava no comitê para defender o interesse dos acionistas.

Para Amaral, presidente da Gafisa, o fato de a relação final ter ficado acima, mas próxima da faixa sugerida é porque o intervalo proposto pela empresa “tinha lógica”.

O documento da CVM não aborda a questão da divulgação prévia de uma proposta do incorporador para as transações. É uma decisão da companhia adotar ou não. Mas não é a primeira vez que essa opção é utilizada. Também para incorporar a Aracruz, a VCP forneceu um intervalo para a operação. Foram criados dois comitês com renomados profissionais do cenário econômico nacional, mas o resultado final ficou dentro da sugestão inicial, ainda que amplamente criticado pelo mercado.

Já a Vivo comunicou que incorporaria a Telemig Celular Participações e deixou a definição da relação de troca para a negociação do comitê. Não forneceu parâmetros ao mercado. Quando anunciou os planos, cada ação da operadora mineira valia 1,08 da controladora Vivo na bolsa. Até o fim dos trabalhos, que duraram três meses, a relação subiu para 1,33 e a operação foi concretizada a 1,37. A WEG também não divulgou um intervalo prévio para a Trafo e a relação entre as ações pouco variou desde o anúncio do plano de incorporação.

Reginaldo Alexandre, presidente da regional paulista da associação de analistas Apimec-São Paulo, defende que a melhor opção seria deixar sempre a definição para assembleia de minoritários (sem voto do controlador). Para ele, a divulgação prévia de uma relação é negativa. Além disso, o uso de laudos agrega subjetividade e risco às operações. Consultada, a CVM não comentou o tema por envolver operações em andamento.

Para Edison Garcia, superintendente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), o ambiente para incorporações melhorou bastante no país. Mas ainda existem aperfeiçoamentos possíveis, segundo ele, como evitar o uso da cotação em bolsa para balizar incorporações que envolvam empresas cujas ações não tenham adequada liquidez.

Embora o parecer da CVM faça recomendações apenas para operações com controladas, a professora Ilene Patricia de Noronha Najjarian, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), acredita que ele é útil em qualquer tipo de transação de fusão e incorporação. Na avaliação da especialista, empresas com capital pulverizado podem adotar a medida para assegurar os direitos dos acionistas em caso de oferta hostil. “A companhia coloca no estatuto social a necessidade de se constituir comitê para avaliar operações societárias, resguardando o direito do investidor a uma avaliação justa de preço.”

Gafisa pretende comprar todas as ações da Tenda até o fim do ano

Gafisa pretende comprar todas as ações da Tenda até o fim do ano

    Valor Online

    22/10/2009 11:57

Texto: A-

SÃO PAULO – Em comunicado ao mercado, a construtora Gafisa informou hoje que pretende apresentar, até o final deste ano, uma proposta para incorporação da controlada Tenda, por meio da aquisição de todas as ações desta empresa em circulação no mercado.

De acordo com a Gafisa, seus administradores entendem como justa uma relação de troca pela qual entregarão entre 0,188 e 0,2 ação da Gafisa para cada papel da Tenda.

“A administração da Gafisa acredita que a incorporação será vantajosa para os acionistas de ambas as companhias, na medida em que resultará na formação de uma líder nacional no setor de construção civil, gerando ganhos de escala e aumento de eficiências operacionais, comerciais e administrativas”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a Gafisa, as duas empresas combinadas têm, hoje, valor de mercado de R$ 4,9 bilhões, com vendas de R$ 3 bilhões estimadas para este ano.

(Valor)

Crise fica no passado para as construtoras – 21/10/2009

Crise fica no passado para as construtoras – 21/10/2009

Fonte:Valor Online

Anna Carolina Negri/Valor
Foto Destaque
Eduardo Gorayeb, da Rodobens: “O cenário é mais positivo em todos os sentidos, da demanda à oferta de crédito.”

O cenário da construção civil, definitivamente, mudou de direção. A crise – que causou sérios estragos em algumas companhias – já começa a ficar para trás e abre espaço para uma nova rodada de anúncios de vendas recordes. A prévia de resultados operacionais divulgada pelas empresas com ação em bolsa também mostra uma nova tendência: o conservadorismo que pautou o discurso das empresas ao longo de todo o ano dá lugar a um tom mais otimista – refletido no aumento dos lançamentos, que estavam estacionados para que as construtoras pudessem desovar estoques, e em novas projeções de vendas.

O exemplo mais agressivo dessa mudança de rota é a mineira MRV , que atua na baixa renda e aumentou sua previsões de vendas para este ano, podendo chegar a R$ 3 bilhões. Em 2010, a companhia estima vender entre R$ 3,7 bilhões e R$ 4 bilhões. Beneficiada pelo programa do governo, a companhia anunciou vendas recordes – que atingiram R$ 789,4 milhões, alta de 85,8% sobre o mesmo período do ano passado. Os lançamentos da companhia mineira no terceiro trimestre subiram 28,2%, atingindo R$ 650 milhões.

A Rodobens Negócios Imobiliários, que também constrói imóveis populares, vendeu R$ 150 milhões entre julho e setembro, alta de 46% sobre os mesmos meses de 2009. No acumulado do ano, as vendas somam R$ 380 milhões, 15% acima dos nove primeiros meses do ano passado. “O mercado está com perspectiva muito positiva, a receptividade tem sido muito boa”, afirma Eduardo Gorayeb, presidente da companhia. “A oferta de crédito para capital de giro também aumentou”, afirma. Os lançamentos somaram 3011 unidades, recorde histórico da companhia, e somaram R$ 182 milhões, alta de 21% sobre o trimestre anterior.

Empresas que atuam na baixa renda estão reduzindo preços para se enquadrar no plano habitacional do governo e, por conta disso, precisam vender mais unidades para não comprometer o faturamento- essa equação deve começar a aparecer nos próximos balanços. “Temos que produzir mais e o esforço, que era de vendas, passou a ser de produção”, afirma Gorayeb. O preço médio da Rodobens caiu de R$ 103 mil no segundo trimestre para R$ 73 mil no terceiro.

Quem atua em residencial para a classe média e alta e em imóveis comerciais, como Helbor e Even, também venderam mais. As vendas da Helbor somaram R$ 314 milhões, alta de 182% sobre o terceiro trimestre de 2008. A Even teve vendas recordes de R$ 426 milhões no terceiro trimestre, alta de 36% sobre 2008. A única exceção é a Agre, junção da Abyara, Agra e Klabin Segall, que está se estruturando em uma única companhia. Vendeu R$ 541 milhões entre julho e setembro, contra R$ 994 milhões das três companhias juntas no ano passado.

Plano Minha Casa Minha Vida em Campinas

setembro 20, 2009 4 comentários

Aguarde mais novo lançamento em Campinas do Plano Minha Casa Minha Vida.

Lista de documentos comprador :

http://www1.caixa.gov.br/habitacao/documentoshabitacaocaixa/frm_geral.asp?modulo=cfnu

Regras

caderno 0 a 3 sal cef

CASAS CAMPINAS

 

Casas totalmente financiadas pela CEF.

Se tiver interesse, envie um comentário que lhe enviarei um formulário, este aí disponível no link acima dá uma relação de documentos do comprador em função de suas caracteristicas (casado, solteiro, portador de FGTS) .

A 8 km do Shopping Dom Pedro, próximo a Rodovia Dom Pedro

Melhor condominio de Campinas, acesso fácil ao centro de Campinas, 15 km, Ponto de Onibus na porta do condominio.

Totalmente financiado pela CEF.

Aguarde !!!!

Lucro da Tenda cresce 32,8% no segundo trimestre

Lucro da Tenda cresce 32,8% no segundo trimestre

Valor Online

31/07/2009 18:51

SÃO PAULO – A construtora Tenda encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 23,4 milhões, o que representa um crescimento de 32,8% em relação ao mesmo período de 2008, quando o ganho somou R$ 17,62 milhões. O resultado foi puxado por receitas maiores e despesas em queda.

Entre abril e junho, a companhia obteve receita líquida de R$ 261,4 milhões, alta de 42,7% ante o segundo trimestre do ano passado. O número de unidades vendidas cresceu 9,3%, para 4.366 imóveis.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) somou R$ 38,7 milhões, cifra 61,8% superior à registrada no segundo trimestre do ano passado. A margem Ebitda, relação entre geração de caixa e receita líquida, passou de 13,1% para 14,%.

“A adoção de um novo plano de negócios no começo deste ano foi essencial para nos prepararmos para o atual cenário de nosso segmento. A melhora da eficiência de nosso time de vendas, aliada a uma demanda crescente no segundo trimestre, contribuiu para um aumento das vendas contratadas”, disse o presidente da Tenda, Carlos Trostili.

Alphaville Granja Viana – Vendo 2.500 m2 em lotes comerciais na portaria do condominio

convite alphaville 1convite alphaville

5 lotes comerciais apenas, de frente pra Av. São Camilo, melhor oportunidade pra quem trabalhar ao lado do Alphaville, do  lado de São Paulo, dentro de uma área verde de 300 mil m2 (cerca de 230 m2 de área verde por habitante). Devido ao número limitadissimo de unidades e a exclusividade do projeto.  Não perca a oportunidade !! Como investimento, terreno moeda forte, não há outro projeto igual no mercado !

mapa alphaville granja viana

Escolha seu lote, para investimento ou moradia, melhor oportunidade do ano !!

DADOS TÉCNICOS:


População
Previsão de população 304 x 5 = 1520 habitantes
Área verde por habitante 228 m²/habitante
Estatísticas de Áreas
Área total 674.938,97 m²
Área de lotes 198.062,45 m²
Estatística de Lotes
Residenciais Unifamiliares 179.561,34 m² (304 lotes)
Comerciais 18.501,11 m² (29 lotes)
Áreas Verdes
Clube 19.354,29 m²
Espaços livres (EL) 35.605,83 m²
Áreas Verdes externas 139.280,01 m²
Áreas de Preservação Permanente (APP) 152.305,68 m²
Total de áreas verdes 346.545,81 m²

Matéria publicada na imprensa :

Alphaville Granja Viana vem aí

A Prefeitura de Carapicuíba assinou em 19 de maio, um Termo de Compromisso para construção de duas novas creches na cidade, uma na Estrada do Jacarandá, Roseira Parque, com 250 vagas e outra na Estrada do Jathay, Ariston III, com 220 vagas.

A conquista veio através de uma reivindicação do prefeito Sergio Ribeiro junto à empresa Alphaville Urbanismo S/A, que construirá um condomínio na cidade, o Alphaville Granja Viana, na Avenida São Camilo.

A área total tem cerca de 700 mil metros quadrados de mata nativa, como vocês podem observar no google maps aqui.
Apenas um terço será destinado ao condomínio, um empreendimento com cerca de 400 lotes de 500 metros, para residências de alto padrão.

Por solicitação da prefeitura, o restante da área será transformado em parque para uso da comunidade e a região ganhará um novo acesso até o km 26 da Rodovia Raposo Tavares.

Marcelo Willer, representante da Alphaville Urbanismo ressaltou que, “será implantado um centro de educação ambiental para as crianças das escolas da região, que vai ajudar na preservação do patrimônio ambiental”.

O prefeito Sergio Ribeiro já determinou que as duas creches fossem construídas pela própria Alphaville Urbanismo, para dar agilidade às obras.

Outros detalhes sobre o empreendimento Alphaville Granja Viana serão dados em breve pela Assessoria de Imprensa da empresa.

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33551283355127 me envie um email jonasjr@delfortefrema.com.br que darei mais detalhes (91067441)

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

junho 22, 2009 1 comentário

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

Fonte:Valor Online

Por Daniele Camba

Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise internacional, esses papéis neste ano registram valorizações relevantes, em parte refletindo o terreno fértil para o setor. No ano até sexta-feira, o Índice Imobiliário (Imob), formado pelas ações de maior liquidez das construtoras, acumula alta de 80,07%, mais do que o dobro da valorização de 36,81% do Índice Bovespa no mesmo período.

Alguns papéis registram altas de mais de 100% neste ano. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tenda, por exemplo, já subiram 221,55%, as ON da MRV se valorizaram 169,71% e as ON da Helbor, 117,95% . Apesar desse desempenho, a expectativa é que os papéis ainda tenham potencial para novos movimentos de alta. “As ações ainda precisam subir para compensar toda a queda do ano passado; além disso se espera que as construtoras entreguem resultados crescentes neste e nos próximos anos”, diz o sócio da Polo Capital Marcos Duarte.

Os papéis de construtoras tiveram quedas significativas no ano passado. As ON da Tenda caíram 88,68%, as da MRV se desvalorizaram 74,18% e as da Helbor, 75,80%. As ofertas iniciais (IPOs, em inglês) das construtoras ocorreram nos últimos anos, quando o mercado ainda estava no auge, e a grande maioria a preços altos. Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores dos papéis. No entanto, com a crise, eles se desfizeram em massa desses ativos, embolsaram os ganhos e voltaram para os seus países.

Neste momento em que a crise parece dar uma trégua, mais uma vez são os investidores internacionais que apostam as fichas no cenário promissor das construtoras. “São eles principalmente que estão comprando as ações, enquanto o brasileiro olhou muito, agiu pouco e agora chupa o dedo vendo o quanto elas já subiram”, diz Duarte. Ele, no entanto, pegou carona com os estrangeiros e colocou nos fundos da Polo ações de dez construtoras que caíram muito e apresentam boas perspectivas. “Comprando um leque de papéis, eu acabo diluindo o risco de possíveis perdas”, diz o gestor. Os fundos da Polo têm hoje entre 4% e 15% do capital social dessas companhias.

Na opinião de Duarte, um dos temores do investidor local é que os ativos, como terrenos e prédios, estejam lançados por valores inflados dentro dos balanços das companhias. No entanto, nos últimos meses, várias construtoras venderam bens pelo valor patrimonial ou acima, o que comprova que os preços nas demonstrações financeiras não eram irreais, explica Duarte.

Juros na veia

Motivos não faltam para imaginar que as construtoras terão anos de crescimento pela frente, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é o recente processo de queda da taxa de juros. Uma boa parte da venda de imóveis depende dos financiamentos imobiliários de longo prazo, que são altamente impactados pela baixa da Selic. “Um financiamento de 10 anos, com Taxa Referencial (TR) mais 8% ao ano é algo que nunca tinha se visto e hoje já existe”, lembra o gestor da Polo. O financiamento imobiliário no Brasil ainda é incipiente. Aqui as hipotecas representam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA são 70%, afirma Duarte. Os reflexos positivos do pacote de medidas do governo de estímulo ao setor também já podem ser sentidos, com um aumento de demanda por imóveis, o que deve provocar a continuidade de crescimento da receita das companhias. “As vendas atuais só irão se refletir integralmente nos balanços das construtoras daqui dois ou três anos, quando os imóveis forem entregues; os bons resultados que as companhias apresentam agora ainda são das vendas feitas anos atrás”, diz Duarte.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

Brascan vê potencial de alta de 60% para ações da Tenda – 10/6/2009

Brascan vê potencial de alta de 60% para ações da Tenda – 10/6/2009

Fonte:Exame

As vendas da companhia devem crescer 49% em 2009

A construtora Tenda passou por grandes reestruturações em seu modelo de gestão desde que vendeu, em agosto do ano passado, 60% de seu capital social para a rival Gafisa. De acordo com a corretora Brascan, agora é hora de colher os frutos dessa operação bem sucedida.

A corretora reiniciou a cobertura da Tenda com recomendação de “outperform” (desempenho acima da média do mercado) para as ações da empresa. O preço-alvo para dezembro de 2009 foi fixado em 5,83 reais por ação, o que corresponde a um potencial de alta de 60%.

Segundo as estimativas da Brascan, a companhia deverá vender cerca de 1,4 bilhão de reais este ano, representando um crescimento de 49,6% ante 2008. O pacote habitacional do governo federal figura entre os principais motivos de valorização da construtora. A projeção para 2010 é de 1,8 bilhão de reais em vendas, uma alta de 33% comparado com 2009.

A Tenda atua exclusivamente na incorporação de residências voltadas para famílias de baixa renda. Dessa forma, a companhia pode ser uma das mais beneficiadas pelo pacote habitacional do governo que prevê a construção de 1 milhão de casas para as camadas mais carentes da população.

“Com a incorporação pela Gafisa, as novas políticas e planejamentos estratégicos de caixa e o pacote habitacional, a empresa se coloca em uma posição confortável para absorver os inúmeros benefícios que serão gerados nos próximos anos no setor”, afirmou a corretora Brascan em relatório.

Às 14h20, os papéis ordinários da Tenda (Tend3, com direito a voto) estavam em alta de 0,28%, cotados a 3,61 reais.

Feirão da Casa Própria movimenta R$ 1 bilhão em São Paulo

sábado, 23 de maio de 2009, 18:12 | Online

 

Feirão da Casa Própria movimenta R$ 1 bilhão em São Paulo

Evento vende 110 mil unidades residenciais com financiamentos que cobrem até 100% do valor do imóvel

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

Filipe Araújo/AE

Feirão acaba neste domingo

SÃO PAULO - No penúltimo dia da quinta edição do Feirão da Casa Própria, que oferece 110 mil unidades residenciais com financiamentos que cobrem até 100% do valor do imóvel, o volume de negócios fechados até as 16 horas de hoje chegou a R$ 966 milhões em São Paulo, levando em conta os contratos assinados no local e os já negociados. Segundo a assessoria da Caixa Econômica Federal (CEF), até o final da tarde deste sábado o total de negócios firmados no feirão deveria atingir a marca de R$ 1 bilhão, dois terços do estimado para os quatro dias do evento (R$ 1,5 bilhão). 

Veja também  

especial Especial: No Feirão, a hora de comprar é agora
tabela Não se perca dentro da ‘cidade’ que é o Feirão
 

 

Até as 16 horas, a organização do evento contabilizou a visita de 60 mil pessoas ao Centro de Exposições Imigrantes (SP) – 26 mil hoje e 34 mil na quinta e na sexta-feira. O Feirão da Casa Própria termina amanhã e a expectativa da CEF é de que o público chegue a 100 mil.O feirão é a aposta da Caixa Econômica para manter em alta a indústria da construção civil e o ritmo de contratação de empréstimos imobiliários. As ofertas no mercado atendem a todos os bolsos, com financiamentos que chegam a prazos de 30 anos. Os interessados podem fechar o negócio no evento ou assinar o contrato posteriormente.

Nos quatro primeiros meses do ano, o banco liberou só no Estado de São Paulo R$ 2,9 bilhões em crédito habitacional, contra R$ 1,3 bilhão no mesmo período do ano passado. Em unidades habitacionais, o salto foi de 24.826 no mesmo período de 2008 para 67.633 o primeiro quadrimestre deste ano.

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