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PDG Realty amplia atuação e entra no mercado hoteleiro

PDG Realty amplia atuação e entra no mercado hoteleiro
Daniela D’Ambrosio | Valor

17/11/2010 8:21.

SÃO PAULO – A PDG Realty, a maior incorporadora do país após a compra da Agre, vai entrar no mercado hoteleiro. A empresa, que atuará como incorporadora e construtora, assinou ontem um memorando de entendimentos com o grupo Marriott, uma das três maiores redes de hotéis do mundo, para o desenvolvimento de 50 hotéis econômicos no país nos próximos cinco anos. A parceria marca a entrada da bandeira Fairfield no Brasil.

A Fairfield, muito presente no mercado americano, é a mais econômica entre as 18 marcas que a Marriott opera, que tem em seu portfólio Renaissance Ritz-Carlton e Bulgari. A comparação mais direta com Fairfield – embora a empresa não a faça – é a marca Ibis, da concorrente Accor. Os quartos têm cerca de 20 metros quadrados e a diária deve girar em torno de R$ 160. Ao todo, existem 630 hotéis com a bandeira no mundo. O acordo prevê preferência de ambas as partes na operação e construção de hotéis no país. Os primeiros hotéis serão lançados já em 2011.

A gestão e operação dos hotéis ficará à cargo da rede Marriott, que também será a responsável por apresentar à PDG Realty os investidores interessados no mercado hoteleiro brasileiro. “Para cada terreno, haverá um estudo de viabilidade e implantação, que será apresentado aos investidores”, afirma Ricardo Setton que será o responsável pela nova divisão dentro da PDG Realty. Setton é um dos fundadores e ex-sócios da Agre, que chegou a construir 28 hotéis de diferentes bandeiras. “Como incorporadores, nós saímos com a garantia de termos o negócio 100% vendido”, afirma Setton. A PDG entrega o hotel pronto, inclusive, com todo o mobiliário.

Os investidores são, na maioria, fundos soberanos, que têm perfil de longo prazo e já investem com a Marriott em várias partes do mundo. O próprio hotel pode entrar como investidor em alguns fundos ou tornar-se proprietário de alguns hotéis. “Há vários investidores, proprietários de hotéis nossos em outras partes do mundo interessados em investir no Brasil”, diz Guilherme Cesari, vice-presidente de desenvolvimento do grupo Marriott no Brasil, contratado no início do ano para promover a expansão do grupo no país. “Além dos fatores macroeconômicos, o crescimento das cidades médias, a Copa do Mundo e a Olimpíada (de 2016) atraem os estrangeiros para o segmento hoteleiro no país”, diz Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG Realty.

Segundo Cesari, a vantagem em fechar a parceria com a PDG Realty está no banco de terrenos e na presença geográfica da companhia em todo o Brasil. O potencial de construção do banco de terrenos da PDG Realty é de R$ 31 bilhões. A companhia está em 25 cidades brasileiras.

Atualmente, a rede Marriott possui apenas quatro hotéis no Brasil, onde está há 13 anos – está bem distante de concorrentes como o grupo francês Accor e a recém-criada Allia Hotels, que reúne as bandeiras Bristol, Plaza Inn e Solare, com 40 hotéis em operação. Um deles fica próximo Aeroporto Internacional de Guarulhos (franquia), o Renaissance, nos Jardins, em São Paulo; Marriott Executive Apartment, na Vila Nova Conceição, também em São Paulo; e JW Marriott, na Praia de Copacabana, que há cerca de um mês foi vendido a um fundo americano.

Há quatro anos, o grupo Marriott começou a investir na China e na Índia, países que já possuem cerca de 70 bandeiras da marca. “Faltava o Brasil nessa estratégia de expansão internacional” afirma Cesari. No Brasil, a demanda por hotéis econômicos cresceu bastante nos últimos anos. Ao contrário dos resorts e hotéis mais luxuosos, têm escala. “Oferecem maior oportunidade de crescimento com baixo risco e boa rentabilidade para o investidor”, diz o executivo do Marriott.

(Daniela D’Ambrosio | Valor)

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Jovens, ambiciosos e com muita pressa

Jovens, ambiciosos e com muita pressa

Graças à cultura herdada do Banco Pactual, a PDG virou a maior incorporadora do País

Naiana Oscar – O Estado de S.Paulo

Num andar baixo de um edifício na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, com vista para a alça de acesso de um viaduto, está o centro nervoso da maior incorporadora imobiliária do País, a PDG Realty – empresa que, no primeiro semestre deste ano, desbancou a liderança de mais de uma década da Cyrela. É a sede de uma gigante que chegou ao topo em sete anos, seguindo a cartilha dos bancos de investimento: equipe jovem, salários fixos baixos, bônus milionários e pressa, muita pressa – porque, como gostam de repetir seus executivos, “dinheiro custa no tempo”.

Dali, eles controlam as finanças da Goldfarb, da CHL e, de quatro meses para cá, da Agre. Além disso, a PDG tem participação minoritária em cinco empresas do ramo. No escritório da holding, os 32 funcionários – a metade, mulheres – têm em média 27 anos de idade. São recém-formados em faculdades de administração e economia, que vão trabalhar com mochilas nas costas, varam madrugadas, fins de semana e fazem plantão até nas férias, por um salário muito abaixo do mercado – a média é R$ 4 mil. Mas que pode ser multiplicado indefinidamente no fim do ano se as metas forem cumpridas. No ano passado, a empresa distribuiu R$ 28 milhões em bônus – ou 7% do seu lucro.

O mais velho no escritório é o presidente, José Grabowsky, de 47 anos, o Zeca, um dos executivos mais bem-remunerados do País. Despojado, dispensa terno e gravata, não tem sala nem secretária, trabalha num ambiente sem divisórias, uma informalidade herdada do antigo banco Pactual, onde nasceu a PDG.

Zeca e o inseparável Michel Wurman, diretor financeiro da incorporadora, já trabalhavam juntos no banco de investimentos de André Esteves e Gilberto Sayão. Sem nunca terem assentado um tijolo, os dois passaram a responder pelos investimentos imobiliários do banco e começaram a aplicar o “senso de urgência” de uma instituição financeira na construção civil. “O banco é medido por semestre e não podíamos, por exemplo, esperar a valorização de um terreno para gerar resultado”, explica Zeca. “Era do prato para a boca.”

Agressividade. Até 2006, apenas a Cyrela tinha faturamento acima de R$ 1 bilhão entre as empresas imobiliárias no Brasil. Foi naquele ano que a PDG entrou em cena com uma estratégia agressiva de crescimento por meio de aquisições, mas ainda como um jogador inofensivo. A incorporadora comprou participações na carioca CHL e nas paulistas Lindencorp e Goldfarb, que atua no segmento de baixa renda. Na época, a Goldfarb lançava 2,5 mil imóveis por ano. Em 2010, deve chegar aos 25 mil – um crescimento de 900% em quatro anos.

Ao comprar uma empresa, a PDG costuma seguir um esquema padrão: de imediato, “ocupa” o departamento financeiro da companhia com profissionais de confiança e conhecedores da doutrina. Já nos primeiros meses, é preciso ajustar salários para enquadrar a empresa nas regras de meritocracia e fazer com que os novos funcionários também sejam movidos a bônus. A operação imobiliária segue nas mãos de quem entende. E disso os antigos donos não costumam reclamar. “Tenho autonomia para tomar decisões, estou focado em construir e não preciso me preocupar com fluxo de caixa, capitalização, relacionamento com investidores”, diz Milton Goldfarb, fundador da Goldfarb.

Os empresários ganham liberdade. Menos para descumprir as metas. “Tenho a impressão de que vou ser enforcado em praça pública se não atingir os objetivos”, brinca Rogério Chor, fundador da incorporadora carioca CHL, a segunda a ter o controle adquirido pela PDG. Uma vez por semana, ele se reúne com Zeca e Michel para mantê-los informados sobre os principais números da empresa. “E eles não querem ouvir historinha, saber se a semana foi boa ou complicada. Eles querem resultado.”

Para este ano, os “banqueiros” da PDG exigiram inicialmente um volume de vendas de R$ 730 milhões da CHL, que atua apenas no Rio. Chor teve de gastar muita saliva para convencer a dupla de que o valor era inalcançável. Conseguiu baixar a meta para R$ 680 milhões, com lucro de R$ 120 milhões. “Ainda assim, achávamos impossível, mas já lucramos R$ 65 milhões no primeiro semestre”, diz o executivo.

Depois da CHL, a PDG passou um tempo negociando novas aquisições sem muito sucesso. A mais recente e inesperada cartada foi a compra da Agre, em maio deste ano. A companhia, que surgiu da união de Agra, Abyara e Klabin Segall, levou a PDG ao topo do ranking. Na última sexta-feira, a PDG fechou o dia valendo R$ 11 bilhões na Bolsa – 10,7% a mais que os R$ 9,9 bilhões da incorporadora de Elie Horn. A Cyrela diz não se importar com a segunda posição. “O que vale é sermos os melhores e não os maiores”, afirma Ubirajara Freitas, diretor geral da construtora.

No mercado, o que se ouve é diferente. Quem o conhece diz que Horn começou a se sentir ameaçado em 2008. A sensação teria piorado este ano, com a compra da Agre, do empresário Luiz Roberto Horst. Beto, como é conhecido, já foi sócio da Cyrela e era um dos nomes apontados para suceder Horn.

Estilo. A PDG encontrou a Agre em dificuldades e teve como primeira missão renegociar a dívida de R$ 1,3 bilhão. Em menos de 60 dias, o prazo foi estendido de 29 para 48 meses e as taxas, reduzidas. “Levaríamos pelo menos o dobro do tempo para chegar a esse resultado”, admite Beto.

O executivo diz que ainda está se habituando ao jeito PDG de tocar os negócios – muito mais “neurótico” e “urgente”. “Criaram uma cultura que nem eles sabem dizer direito o que é. Ela surgiu oralmente, praticada no dia a dia”, afirma. “O importante agora é colocar essa cultura no papel, para que ela possa ser transmitida para os mais novos e para que a empresa sobreviva à saída dos atuais líderes.”

Numa empresa com dono, as regras do jogo são definidas pelos próprios fundadores. Em janeiro deste ano, quando o fundo que administrava o dinheiro dos ex-sócios do Pactual vendeu sua participação ao mercado, a PDG tornou-se a única corporação do setor no País. A Vinci Partners, empresa de investimento de Gilberto Sayão, tem uma participação inferior a 5%. Menos de 2% das ações estão nas mãos de executivos e mais de 90% são negociadas no mercado.

O professor de Real Estate da Escola Politécnica da USP, João da Rocha Lima Jr., é simpático ao perfil nada personalista adotado pela PDG. “É uma postura amadora achar que um empreendimento se resolve por sensibilidade do empreendedor.” Para ele, sem a figura do dono e com uma origem diferente das concorrentes, a empresa cresceu sem alguns “defeitos” do setor, como o que leva controladores a se preocupar com questões menores da construção sem fazer uma leitura geral da empresa.

Desafios. O futuro da PDG ainda é uma incógnita para os concorrentes. Quem vê o negócio de fora diz que a operação é tocada por executivos com muita experiência no ramo, mas que devem ficar pouco tempo na incorporadora. Um executivo do setor acredita que, como os donos das empresas compradas ficaram muito ricos, vai chegar um momento em que a motivação deles pelo trabalho cairá, desestabilizando a companhia.

A PDG garante que está preparada para as futuras sucessões e diz que esse é um risco que afeta também as concorrentes, centralizadas na figura do fundador. “O fato é que tudo é muito recente e a PDG ainda não passou por um ciclo inteiro de comprar, pensar apartamentos, receber, vender e ter os clientes morando. A escola que eles criaram ainda está em teste”, diz um executivo.

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Com Agre, PDG assume liderança do segmento

Daniela D ‘ Ambrosio | Valor

17/08/2010 09:13

SÃO PAULO – Em seu primeiro balanço consolidado com Agre, a PDG Realty tirou a dúvida que ainda sobre a liderança do setor. Quando comparada à Cyrela – que, até a aquisição da Agre pela PDG era líder inconteste – a nova empresa assume a primeira posição do mercado imobiliário em praticamente todos os quesitos analisados: receita líquida, lucro, vendas, lançamentos e margens. O lucro líquido da PDG no segundo trimestre foi de R$ 221 milhões, um aumento de 179% sobre os números pró-forma das duas companhias no mesmo período de 2009. A Cyrela lucrou R$ 167 milhões de abril a junho.

A receita líquida da nova companhia foi de R$ 1,32 bilhão, 49% acima do segundo trimestre do ano passado. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 372 milhões, com margem de 28%. A margem lajida da Cyrela foi de 18,5%.

A PDG, é fato, ficou maior em tamanho. Mas também aumentou consideravelmente a sua dívida -principal herança negativa de Agre. A dívida líquida da PDG, que, sozinha, era de R$ 697 milhões ao final do primeiro trimestre, subiu para R$ 2,59 bilhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, que foi de 27% na PDG no primeiro trimestre, passou para 46% no balanço consolidado.

Os benefícios do ganho de escala são visíveis no balanço, mas a PDG Realty se apressou para renegociar e melhorar o perfil da dívida de Agre para não comprometer seus resultados por um prazo longo. O bom relacionamento com os bancos permitiu à companhia que concluísse o processo de renegociação do endividamento da Agre. A dívida de capital de giro da Agre foi reduzida de R$ 1,3 bilhão para R$ 1 bilhão e houve um alongamento do prazo médio de 29 meses para 48 meses.

A parcela de dívida de capital de giro, que tinha um custo elevado (CDI mais 3%) foi alongada e substituída por linhas com custo médio na casa de CDI mais 2%, em linha com o custo pago pela PDG. “Fragmentamos a dívida em vários bancos, principalmente Itaú, Bradesco, HSBC e Banco do Brasil”, explica Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores da PDG.

Com dificuldade de acesso ao crédito, a Agre tocava boa parte das obras com recursos próprios. A PDG contratou R$ 1 bilhão em novos contratos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dívida mais barata e considerada “saudável” pelo setor, dos quais R$ 150 milhões liberados imediatamente. A PDG também está securitizando os recebíveis que a Agre tinha em carteira: foram cerca de R$ 300 milhões de operações de securitização de recebíveis com emissão prevista para agosto e setembro. “O efeito líquido da renegociação na despesa financeira será de R$ 10 milhões por trimestre, num total de R$ 40 milhões”, diz Wurman.

Com a Agre – empresa que resultava da união de Agra, Abyara e Klabin Segall – a margem líquida de PDG, que vinha na casa dos 20%, caiu para 17% no segundo trimestre – abaixo da MRV, em linha com a Rossi e acima da Cyrela e Gafisa – para comparar com as grandes. “Não vamos voltar para os 20% ainda este ano, mas fechamos a renegociação das dívidas e estamos acelerando os ganhos de escala para voltar aos níveis anteriores”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

A PDG cortou perto de 15% da folha da Agre, cerca de 35 pessoas de salários mais altos e fechou escritórios do Rio e do Sul, em função da totalização da compra da LN, empresa com forte atuação no Paraná. A PDG, que já era dona de 80%, comprou 100% da LN.

A nova empresa teve aumento de 27,7% nas despesas de vendas e administrativas, que passaram para R$ 297,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Quando se compara com a receita líquida, porém, há uma queda -a soma dos gastos totais sobre a receita líquida recuou de 14,7% para 11,8% no semestre.

O aumento do INCC – de 5,9% no ano – não afetou os resultados da companhia, mas o presidente da PDG reconhece que é um problema, sobretudo em São Paulo e no Rio. “Na média e alta renda, o mercado absorve aumento de preço e na baixa estamos usando métodos construtivos que reduzem custo, como os pré-moldados.”

Ações ‘baratas’ abrem espaço para ganhos

Construção: Alta dos juros básicos não afastam investidores dos papéis das incorporadoras imobiliárias.

Ações ‘baratas’ abrem espaço para ganhos

    Por Alexander Ragir, Bloomberg, do Rio
    01/06/2010
Paulo Fridman/Bloomberg
 
Garry Garrabrant, executivo-chefe da Equity International: empresa deve investir no setor imobiliário brasileiro

As ações da Gafisa, segunda maior construtora brasileira em receita, estão com seu menor preço em relação ao lucro em 14 meses, após terem recuado 24% no ano. Guilherme Rebouças, gestor de recursos no Itaú Unibanco, diz que a ação está barata demais para deixar passar.

“Houve época em que era preciso olhar para as construtoras menores para encontrar valor, mas agora basicamente é possível comprar qualquer coisa no setor – Gafisa, Cyrela -, qualquer coisa”, afirmou Rebouças, que ajuda a administrar o equivalente a US$ 10,5 bilhões no Itaú, segundo maior gestor de recursos do Brasil, atrás da unidade de fundos do Banco do Brasil. “Elas estão baratas no geral.”

Gafisa, PDG Realty (a terceira maior) e MRV poderiam ter valorizações de até 69% até o fim do ano, beneficiadas por um aumento médio de 33% na receita, segundo relatório do J.P. Morgan Chase, de 20 de maio. A perspectiva de que a maior economia da América Latina possa ter sua maior expansão em 24 anos ofusca os receios de uma restrição na demanda, decorrente da alta nos juros, afirmou Eduardo Favrin, chefe de renda variável da unidade brasileira do HSBC Global Asset Management.

O índice imobiliário da BMF&Bovespa caiu 12% no ano, até a semana passada, levando preço médio das empresas integrantes do indicador a ficar em 10,3 vezes o lucro divulgado, depois de o Banco Central ter elevado os juros pela primeira vez desde setembro de 2008 para conter a inflação. A cotação Gafisa caiu para 13 vezes o lucro divulgado, menor número desde março de 2009.

Ontem, o índice subiu 0,4%. As ações da Gafisa avançaram 2,3%, para R$ 11, e as da MRV 0,5%, para R$ 11,82, enquanto as da PDG caíram 1,9%, para R$ 15,31.

As empresas do setor poderiam beneficiar-se dos projetos do bilionário Sam Zell, que levanta US$ 500 milhões para investir em companhias imobiliárias, e do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, cujo fundo Gávea entrou no mercado, após comprar participação na divisão imobiliária da Odebrecht.

Zell, de 68 anos, vendeu parte de sua participação na Gafisa, em 13 de maio, e sua firma agora planeja expandir-se no Brasil, segundo Garry Garrabrant, executivo-chefe da Equity International, fundo de Zell, afirmou em entrevista em 20 de maio.

A queda nas ações vistas nos últimos 30 dias foi provocada “principalmente” por grandes investidores reduzindo suas participações por motivos não relacionados com as perspectivas do setor, de acordo com o J.P. Morgan. Nos últimos oito meses, os grandes investidores venderam ações no valor de US$ 4 bilhões das construtoras, segundo o banco de investimento nova-iorquino.

Para Claudio Andrade, cofundador da Polo Capital, as construtoras não são o melhor valor no mercado. “Os valores estão longe de estar abatidos”, disse Andrade, cujo fundo subiu 165% no ano passado, após comprar ações de construtoras que haviam despencado durante a crise financeira mundial em 2008. “Faz sentido que caiam mais que o mercado pelas expectativas de alta nos juros; as construtoras são um dos setores mais sensíveis ao crédito.”

Os investidores estão subestimando a força da indústria imobiliária do Brasil, diz Rebouças. O lucro por ação das empresas de construção residencial subiu, em média, 63% no último ano, segundo dados da Bloomberg.

Depois da contração do ano passado, a economia brasileira se expandirá 6,5% em 2010, maior taxa em mais de 20 anos, de acordo com pesquisa do Banco Central com cem economistas.

Os preços residenciais continuam em alta no Brasil, com o custo médio de um novo apartamento em São Paulo tendo aumentado 22%, para R$ 2.432 o metro quadrado, nos primeiros quatro meses de 2010, em relação a um ano antes. Em comparação há quatro anos, a alta é de 51%. Os números são de um estudo da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

O aumento no custo do dinheiro não representa risco para o mercado residencial no Brasil porque os créditos residenciais não são atrelados à Selic (taxa básicas de juros), mas à Taxa Referencial (TR), afirmou Favrin, em entrevista. Para cada aumento de 1 ponto percentual na Selic, a TR sobe aproximadamente 0,16 ponto porcentual, estima o Credit Suisse. Se o Banco Central elevar a Selic em 2,5 pontos percentuais, como previsto para este ano, a TR poderia subir 0,4 ponto, de acordo com o Credit Suisse.

As ações da Cyrela, maior construtora brasileira em receita, ainda estão duas vezes mais caras do que em 2008, quando em novembro a relação entre preço e lucro caiu para 5,5 vezes.

“O que realmente determina a disposição de alguém em comprar uma casa é a renda, emprego e confiança do consumidor”, afirmou Favrin, que administra US$ 2,5 bilhões em ações brasileiras. “A reação do mercado está errada, porque os custos de financiamento não são baseados na taxa Selic.”

Compra da Agre reacende movimento de consolidação

Construção: Companhias já se reuniram para avaliar possíveis parcerias

Compra da Agre reacende movimento de consolidação

    Daniela D’Ambrósio, de São Paulo
    17/05/2010

A compra da Agre pela PDG Realty, há duas semanas, aguçou o mercado imobiliário e o movimento de consolidação – que andava morno, depois de exaustivamente discutido em 2008 – voltou à pauta com força total. Pouco depois do anúncio da aquisição, que pegou muita gente de surpresa, vários conselhos de administração se reuniram às pressas para avaliar o cenário competitivo e estudar possíveis parcerias.

Segundo o Valor apurou, tanto as butiques de fusões e aquisições quanto os bancos de investimento já estão com o jogo de xadrez montado e saíram em busca dos possíveis comprados, de um lado, e dos compradores, de outro, para fechar novas parcerias. “Todo mundo está conversando com todo mundo, está um verdadeiro alvoroço no mercado”, diz o executivo de uma empresa.

 
Foto Destaque
 

Ainda não há nada de concreto, mas tanto as construtoras, quanto bancos e advogados ouvidos pelo Valor, apostam – agora, sim – em uma nova rodada de fusões e aquisições. A “nova” PDG e a Cyrela viraram duas gigantes, com valor de mercado perto de R$ 9 bilhões, e se distanciaram das demais. “Muitas não querem ficar para atrás e, sozinhas, elas não chegam a lugar algum”, afirma uma fonte. O argumento das grandes é o ganho de escala e a aceleração do crescimento e o modelo preferido é o da troca de ações, sem envolver dinheiro no negócio. Para as menores, pode ser a melhor saída diante do novo cenário que se desenha no setor.

Na lista das empresas passíveis de serem adquiridas estão CR2, Trisul, com valor de mercado abaixo de R$ 500 milhões, e CCDI, que vale cerca de R$ 600 milhões.

Está mais fácil identificar os alvos do que os atiradores. Naturalmente, pelo tamanho, seriam Cyrela e Gafisa. A MRV, apesar de grande, não tem essa cultura, na avaliação do mercado. Para a Cyrela, uma aquisição nesse momento significa sair da incômoda posição de líder num dia e vice-líder no outro. A nova PDG, agora com Agre, ficou com um tamanho muito próximo de Cyrela e a primeira posição do setor depende do número analisado. No entanto, a Cyrela é tida como menos agressiva nas aquisições. Nos últimos anos, comprou empresas fechadas, como Goldstein e RJZ, mas desistiu da compra da Agra, companhia aberta que acabou dentro da Agre, depois de alguns meses dentro da companhia. No meio do caminho, o humor do mercado virou e a empresa teria achado o ativo caro demais.

A Gafisa já é vista como uma empresa disposta a arriscar mais. Mas a saída de Sam Zell, que vendeu 4,3% do capital da empresa e ficou com 7,18% da companhia, derrubou as ações e foi interpretada de forma negativa pelo mercado. A leitura também é a de que o megainvestidor estrangeiro não teria vendido parte de suas ações às vésperas de uma operação importante da empresa. A Gafisa fez uma aquisição relâmpago da Tenda, costurada em praticamente um fim de semana, quando a empresa mineira de baixa renda estava no auge da crise.

Entre as companhias de porte médio, um dos nomes mais citados é o da Even. No passado, Rossi e Even chegaram muito perto de fechar uma associação. A Brookfield, que já é resultado de uma incorporação, também é vista pelos articuladores de parcerias como uma candidata à compradora, embora tenha passado por um movimento recente de incorporação. A empresa resultou da compra da Company pela Brascan, que já havia adquirido a MB Engenharia, construtora do centro-oeste. A Brookfield reportou um lucro considerado baixo para o seu tamanho.

O que está em jogo é a lucratividade. Os balanços do primeiro trimestre e os fechados de 2009 mostram que a maioria das empresas pequenas está com margens mais baixas que as grandes, com uma ou outra exceção – como Eztec e Helbor. “Há muita construtora com despesas gerais e administrativas, proporcionalmente, muito altas”, avalia uma fonte do setor. No ano passado, por exemplo, o setor teve, em média, uma relação de despesa administrativa sobre receita líquida de 7,6%. Na Cyrela e PDG, essa relação foi de 5,5%. Mas chegou a 11,1% na Rodobens, 13,7% na CCDI e 13,9% na Inpar.

As maiores empresas aceleraram fortemente no último ano e estão ganhando volume de vendas e lançamentos considerável. Projetam para este ano chegar na casa de R$ 4 bilhões até R$ 7 bilhões de vendas. A pergunta, inevitável, é: o que acontecerá com as pequenas? A liquidez dessas empresas está em queda e o movimento só tende a se acentuar. “É natural que os grandes fundos internacionais e nacionais se posicionem nas maiores e mais líquidas”, diz um executivo do setor. “E, se além de pouco líquida, a empresa tiver um resultado insatisfatório, não tem muita saída.”

Os fundos de private equity também estão ativos. O Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, comprou 14,5% da Odebrecht Realizações. A GP Investimentos está procurando um ativo no setor. Segundo o Valor apurou, já sentou para negociar com Tecnisa, mas a conversa não avançou, e até com a Agre, antes de sua venda para a PDG.

O executivo de um banco com bastante experiência na área imobiliária lembra que é um setor complicado para fazer esse tipo de operação. “É muita empresa de dono, com ego e que acha que sua empresa vale mais do que realmente vale”, afirma. “Mas, agora, há muita gente disposta a deixar o ego de lado e olhar o racional.”

Com exceção da Company, comprada pela Brascan, todas as aquisições do setor foram ditadas por dificuldades financeiras extremamente sérias das empresas compradas – algumas perto da insolvência. Foi assim com Tenda, Klabin Segall e Abyara. A Inpar, que também enfrentou uma fase complicada, vendeu 51% do capital para o fundo americano Palladin.

Um modelo possível é o o que o mercado tem chamado de “IPO pela porta dos fundos”, ou seja, uma empresa fechada que tem intenções de abrir capital incorpora os ativos de uma aberta e fica listada – uma bela saída, por exemplo, para uma empresa como a WTorre, que colocou uma oferta na rua, mas o mercado fechou depois disso. E, dizem fontes, estaria em dificuldades para levantar a demanda.

O espanhol que mexeu com mercado imobiliário do país

Perfil: Em pouco tempo, Enrique Bañuelos torna-se maior acionista da PDG

O espanhol que mexeu com mercado imobiliário do país

Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
13/05/2010

Enrique Bañuelos chegou ao Brasil, no auge da crise em 2008, com muito mais ambição e dinheiro do que credibilidade. Aos poucos, com um jeito carismático e eloquente, arregimentou alguns poucos aliados e uma legião de desconfiados. A fama de empresário polêmico e controverso dos tempos em que ficou bilionário na Espanha nunca o abandonou. Ainda assim, muito ativo nos bastidores, rapidamente reuniu três empresas com histórico complicado e formou uma companhia onde o todo somava mais que as partes. Mas ainda continuava sendo alvo de críticas. Na semana passada, no entanto, cerca de um ano e meio depois, conseguiu o melhor desfecho possível para o negócio que criou – fato reconhecido até mesmo pelos seus desafetos.

A interlocutores próximos, Bañuelos, de 44 anos, não esconde que já se apresenta mundo afora como o maior acionista individual da maior empresa imobiliária do país – e se orgulha de dizer que o novo título já tem aberto portas. Com a venda da Agre, união da Klabin Segall, Abyara e Agra, para a PDG Realty – que ainda precisa ser aprovada em assembleia – o dono da Veremonte terá próximo de 6% da nova PDG. Passa à frente da Vinci Partners – com 5,42% e que tem Gilberto Sayão como presidente do conselho e do fundo Blackrock, com 5,73% do capital. “Ele criou uma saída para ele mesmo. Agora, tem papéis de uma empresa com liquidez”, afirma uma fonte do mercado. A venda, tem dito o empresário espanhol a pessoas próximas, adiantou seus planos no mercado imobiliário brasileiro em pelo menos quatro anos.

O título – de que agora tanto se orgulha – é, até certo ponto, questionável. De fato, Bañuelos é o maior acionista daquela que pretende ser a maior empresa imobiliária do país – e, por enquanto disputa a liderança de perto com a Cyrela. Na teoria, ajuda a contar um capítulo bem sucedido de sua trajetória no país. “Ele é vaidoso, o negócio faz toda a diferença para o ego dele, além de alavancar outros negócios fora do país”, afirma um executivo do mercado que o conhece. O argumento, aliás, segundo o Valor apurou, ajudou a convencer Bañuelos, que já estava negociando com a GP Investimentos, a fechar com a PDG.

Na prática, porém, significa pouco. A PDG é uma ” full corporation”, termo usado para definir companhias de capital completamente pulverizado, em que as diretrizes são todas dadas pela administração. Não há um grupo dominante entre os acionistas capaz de definir as estratégias da empresa. Numa empresa com esse perfil, sem um assento no conselho – conforme vontade própria – e com um grupo de gestores que deve lhe dar pouca liberdade para impôr suas vontades, a leitura do mercado é que, desta vez, o empresário espanhol terá pouca influência nas diretrizes da companhia. Não é o que tem dito. Conforme apurou o Valor, Bañuelos pretende continuar participando ativamente do negócio, inclusive com planos de entrar na área de shoppings, prédios de escritório e condomínios logísticos. “Ele não terá essa influência que imagina”, afirma fonte envolvida no negócio.

Ninguém sabe exatamente quanto ele ganhou com as operações que já fez no Brasil – até porque já vendeu parte das ações da Agre em bolsa. Mas todo mundo sabe que ganhou. Inicialmente, ele investiu cerca de R$ 150 milhões para ficar com a Abyara e Klabin Segall. Depois, pagou mais R$ 150 milhões (valor visto como caro) para comprar metade da participação que restou da Cyrela na Agre e mais R$ 150 milhões pela parte dos sócios nesse negócio. Numa conta grosseira, considerando-se o percentual que detém em Agre, teria lucrado cerca de R$ 150 milhões. “Ele vai esperar a valorização e deve vender as suas ações” diz uma pessoa próxima. “Ele tem perfil de trader”, corrobora um gestor. Não é o que Bañuelos prega por aí – o discurso predominante é o do investidor de longo prazo.

A PDG Realty, ao contrário da Agre – que ainda precisava se provar ao mercado – é uma empresa consolidada, reconhecida pelos analistas pelos bons resultados e, o que era mais importante para Bañuelos, respeitada. A venda aconteceu em menos de duas semanas e o desfecho obrigou o espanhol a voltar da China rapidamente a bordo do seu Gulfstream 550 para assinar o contrato na semana passada. Os advogados foram chamados na própria segunda-feira pela manhã e o que era para ser apenas um memorando de entendimentos evoluiu, ao longo do dia, para um contrato de compra e venda.

A aproximação entre o empresário espanhol e o presidente da PDG, Zeca Grabowsky, aconteceu por intermédio dos sócios da Gas Investimentos, empresa de gestão de fundos que em janeiro se associou à Vinci Partners e têm participação tanto na Agre, quanto na PDG. A sede da Veremonte fica ao lado da Gas, num dos endereços mais caros de São Paulo.

Depois de passar mais da metade do ano passado em São Paulo, onde já comprou um apartamento no bairro nobre da Vila Nova Conceição, Bañuelos já entende perfeitamente o português. Mas não faz a mínima questão de aprender a língua e, segundo os que convivem com ele, sequer arrisca um portunhol. Falante, inteligente e rápido de raciocínio, usa o espanhol com sotaque valenciano e poucas pausas a seu favor. Nem todo mundo entende perfeitamente – incluindo nesse rol os que fecham negócios com ele – , o que não aconteceria, por exemplo, se o idioma usado fosse o inglês. É comum, depois de uma reunião com ele – quando normalmente centraliza as discussões – as pessoas se entreolharem com um ar implícito de “agora vamos conversar”.

A ousadia nos planos, que vem desde a sua chegada ao Brasil, não foi deixada de lado. Ao contrário. Segundo fontes próximas, Enrique Bañuelos planeja fechar um grande negócio na área de alimentos nos próximos dois meses. E mantém o discurso, já cultivado no primeiro plano, de entrar nos segmentos de infraestrutura, energia e varejo. O mercado imobiliário seria apenas a porta de entrada para novos segmentos. De concreto, até o momento, fechou uma parceria com a francesa Accor para a construção de quase 5 mil quartos e com a família real dos Emirados Árabes, que controla uma rede de hotéis de luxo.

Logo que chegou ao Brasil, Enrique Bañuelos foi apresentado ao mercado imobiliário pelo Credit Suisse. Impressionou os que estiveram com ele – cerca de dez empresas, a maioria atolada em problemas e algumas perto de quebrar- pela pretensão e nível de detalhamento do negócio que pretendia montar. A “plataforma líder de real estate no Brasil” seria uma holding com seis empresas unidas com um modelo complexo de participações cruzadas e estrutura em cascata. O plano, divulgado na época com exclusividade pelo Valor, era abrir o capital da nova companhia em Londres e Nova York. Previa, ainda, a criação de uma companhia hipotecária, de uma seguradora e até de “novas cidades brasileiras” em parceria com grandes grupos internacionais.

Deu um passo bem menos ambicioso, mas teve o mérito de ser o único consolidador do setor durante a crise. E teve ao seu lado uma figura importante para costurar esse novo modelo de negócio: Luiz Roberto Horst, o Beto, fundador da Agra. Foi ele quem apresentou os donos da Abyara e da Klabin Segall à Veremonte e foi escolhido para ficar á frente da Agre.

A boa relação do começo, porém, não demorou a desandar. Já no final do ano passado, Bañuelos começou a discordar da gestão de Beto à frente da Agra. Sempre ressaltou que não queria ter assento no conselho ou interferir no dia a dia do negócio, mas não foi exatamente assim que funcionou. O empresário espanhol não conhecia os detalhes da operação ou dos projetos, mas teria ficado descontente com algumas estratégias, como o investimento de R$ 12 milhões em uma campanha institucional de marketing. Agora, o empresário tem dito aos mais próximos que os gestores da PDG têm o conhecimento financeiro que faltava aos da Agra.

De origem humilde, Enrique Bañuelos chegou à lista dos bilionários da revista “Forbes”, em 2007, com uma fortuna estimada em US$ 7 bilhões. Parte disso estava em ações da Astroc, empresa que criou em 1995 e pegou carona no boom imobiliário espanhol. Menos de um ano depois da abertura de capital, o preço já era dez vezes maior em relação ao IPO, mas logo em seguida desabaram por conta de denúncias de que parte do resultado havia sido conseguido artificialmente e envolvia a venda de imóveis de sociedades controladas e, inclusive, do patrimônio pessoal do empresário. Nada ficou comprovado contra ele. Mesmo depois da perda substancial na bolsa de Madrid, continuou com dinheiro. “Ninguém sabe exatamente quanto ele tem, mas não tem frase dele que não tenha meio bilhão de dólares no meio”, diz um conhecido.

Casado e pai de duas filhas, que faz questão de preservar, é dono de um castelo numa área de 10 milhões de m2, construído no século XVIII, em Mallorca. Tem cinco casas: em Madrid, Londres, Nova York, Pequim e, a última aquisição, em São Paulo. Corredor, gosta de estar próximo de parques – não, por acaso, os metros quadrados mais caros de cada cidade. Seu apartamento em Nova York fica perto do Central Park e em Londres é vizinho do Hyde Park e aqui, claro, escolheu o Ibirapuera. Não carrega malas. Quando compra roupas, geralmente na Itália ou França, leva pelo menos cinco peças de cada modelo. Uma para cada residência. Além do celular de cada país, tem um número internacional para que sua esposa e filhas possam achá-lo. É dono de três aviões – dois Gulfstream 550 -, avaliados em US$ 50 milhões cada. Chegou a criar uma pequena companhia de aviação com 35 pessoas e aluga os aviões para cobrir os custos. Já foi chamado de Donald Trump europeu e de senhor dos tijolos, na Espanha. Neste momento, o título que faz brilhar seus olhos é o de maior acionista de uma empresa brasileira.

Bañuelos, o midas do setor imobiliário

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via Bañuelos, o midas do setor imobiliário.

PDG Realty quer melhorar perfil de dívida da Agre

SÃO PAULO – A reestruturação do passivo da Agre está entre as prioridades da PDG Realty, que anunciou na noite de segunda-feira a compra da empresa resultante da fusão das incorporadoras Agra, Abyara e Klabin Segall.

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PDG já começa a definir ajustes após se unir à Agre

Luiz Roberto Horst, fundador da Agra e presidente da Agre não conseguia esconder o ar de satisfação na voz. Vai concorrer de igual para igual com a Cyrela – empresa que comprou a Agra e desistiu do negócios às véspera da quebra do Lehman Brothers. Tamanho no setor faz toda a diferença, diz. Horst, Ricardo Setton e Fernando Albuquerque, da Agra continuam por cinco anos no negócio.

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PDG compra Agre e desafia a líder Cyrela

PDG compra Agre e desafia a líder Cyrela

    Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    04/05/2010

A nova empresa tem valor de mercado de R$ 8,8 bilhões, praticamente o mesmo que a Cyrela

A PDG Realty, empresa do setor imobiliário com forte presença no segmento de baixa renda, amplia sua atuação no mercado de classe média com a compra da Agre, que reúne as incorporadoras Agra, Klabin Segall e Abyara.

A transação foi feita por meio de troca de ações. A relação foi de cerca de duas ações da Agre para cada ação da PDG. A nova empresa tem valor de mercado de R$ 8,8 bilhões, praticamente o mesmo que a Cyrela, sua principal concorrente e líder do mercado.

Com a compra da Agre, a PDG também passa a atuar em mercados onde não estava ou tinha participação muito pequena, como Norte e Nordeste.

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