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Setor deve refletir processo de crescimento da economia

 

Apaixonados por construção: Gestores preveem expansão forte das empresas imobiliárias amparada no aumento do crédito e da massa salarial da classe média.

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

Gustavo Lourenção/Valor
 
Anibal Alves, superintendente de renda variável da Bram: preferência por MRV e PDG Realty de olho na baixa renda

O setor de construção civil é visto como um dos que melhor representa a expansão da economia brasileira. Na avaliação dos gestores, as empresas imobiliárias – amparadas pelo aumento do crédito – poderão capturar todo o ganho de massa salarial que a classe média deve ter nos próximos anos. O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo os especialistas, veio ampliar o financiamento e adicionar demanda a um mercado já favorecido pelo cenário macroeconômico.

O ambiente também é considerado propício para investimento por outro motivo: as construtoras e incorporadoras estão em plena fase de aceleração do crescimento. A divisão de gestão de ativos do Itáu Unibanco aposta nos resultados que as companhias ainda estão para apresentar. Segundo Marcelo Mizrahe, analista e gestor do fundo de infraestrutura do banco, entre 2006 e 2009, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das empresas abertas cresceu quase três vezes entre 2006 e 2009. Se o período analisado for de 2008 a 2012, esse aumento chega a seis vezes.

A elevação do lucro, diz o gestor, deve ser equivalente. “Não existe bolha imobiliária, é uma tendência estrutural de longo prazo”, diz Guilherme Rebouças, responsável por fundos diferenciados do Itaú Unibanco. Em 2006, havia uma única empresa do setor, a Cyrela, com faturamento acima de R$ 1 bilhão. Apenas três anos depois, um grupo de oito companhias ultrapassou o almejado patamar, algumas com folga.

Clécius Peixoto, diretor de renda variável da Vinci Gas Investimentos, segue o mesmo raciocínio: “A aceleração dos lançamentos a partir do segundo semestre do ano passado e este ano vai gerar muito caixa no ano que vem”, afirma. Para este ano, as grandes do setor estimam lançamentos na casa de R$ 3 bilhões cada uma. As maiores esperam uma evolução média de 50% nos lançamentos este ano, mas em alguns casos, como a Gafisa, o crescimento projetado chega a 95%

“A estrutura de capital das empresas também ficou muito boa depois das captações”, acrescenta Peixoto. No ano passado e início deste ano, um grupo de mais de seis empresas fez uma nova rodadas de ofertas de ações – a maioria muito bem-sucedida. Calcula-se que os “follow-on” tenham injetado mais de R$ 10 bilhões nas empresas de construção entre 2009 e 2010.

O potencial de expansão do setor, sob vários aspectos, é muito grande: o crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 3% do PIB, contra 13% no México, 18% no Chile e 70% nos países desenvolvidos. O aumento do crédito também sustenta esses argumentos. Em 2003, de acordo com dados do Itaú Unibanco, cerca de 120 mil novas unidades foram financiadas.

No ano passado, esse número chegou a 600 mil (sendo 275 mil dentro do Minha Casa, Minha Vida). “O programa deu ao setor a certeza que teria dinheiro para financiar a obra e a garantia de que ficariam com o cliente”, diz Marcelo Mizrahe. O analista explica que a crise ensinou às empresas que os lançamentos de imóveis deveriam estar vinculados tanto ao financiamento à construção, quanto ao cliente. Muitas companhias tiveram problemas justamente por lançar sem essa garantia e, com o revés do mercado, tiveram problemas.

Por conta do programa, as empresas com foco ou participação importante na construção popular entraram no radar dos gestores, mesmo depois da forte valorização do ano passado. “Gostamos de MRV e PDG Realty, que é dona da Goldfarb, porque elas sabem atuar na baixa renda”, afirma Herculano Alves, diretor de renda variável da Bradesco Asset Management.

O aumento recente das taxas de juros, na opinião dos gestores, não é um problema, já que o crédito imobiliário está barateando por conta da concorrência com a Caixa Econômica Federal. Além disso, o índice de referência no crédito imobiliário é a TR e não o CDI.

Além de o setor de construção estar presente nos fundos passivos e ativos de índice, começam a surgir também os fundos setoriais de construção, baseados no índice imobiliário, criado pela BM&FBovespa em janeiro de 2009. O fundo de construção do Banco do Brasil teve o maior retorno entre os fundos de ação do banco no ano passado: com mais de 200% de retorno, chamou a atenção dos cotistas. Resultado: com um patrimônio de R$ 152 milhões no fim de maio, só perdeu para o de siderurgia, com R$ 200 milhões. Para efeito de comparação, o fundo de energia tinha R$ 76 milhões e o de bancos, R$ 65 milhões.

Apaixonados por construção

Gestores de recursos aplicam R$ 6,6 bi em papéis do setor via fundos de investimento.

Apaixonados por construção

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

O aquecimento do mercado imobiliário no ano passado – com reflexo direto na valorização das ações do setor, que subiram 205% em 2009 – e a perspectiva de crescimento consistente das companhias abertas por, pelo menos, mais três anos, seduziram os gestores de renda variável. Segundo estudo feito pela Economática com exclusividade para o Valor, a indústria de fundos investe R$ 6,6 bilhões nos papéis de construção civil.

Os dados são de fevereiro e mostram que a destinação de recursos dos fundos no setor de construção civil está aumentando. Em janeiro, os investimentos totais das gestoras de recursos eram de R$ 5,4 bilhões – uma diferença de 22,2%. O total em construção em fevereiro é quase 60% dos R$ 11,3 bilhões que os gestores aplicam no setor bancário, segmento mais maduro e consolidado e com maior participação no Índice Bovespa.

O setor financeiro representa 17,3% do Ibovespa. As empresas de construção civil presentes no índice – Cyrela, Gafisa, MRV, PDG Realty e Rossi – somam 8,1% do referencial. É mais do que setores que já brilharam na bolsa em outros momentos, como telecomunicações, varejo e alimentos e bebidas.

O aumento da construção civil no índice é recente e o volume de recursos detectado pelo levantamento é um reflexo direto disso, já que boa parte dos fundos, sejam ativos ou passivos, usa o Ibovespa como referencial. No fim de 2007, estavam do índice apenas Cyrela e Gafisa. Em 2008, entrou Rossi e, por último, PDG Realty e MRV. No IBrX -100, há oito construtoras, com participação de 3,3%.

De acordo com o levantamento, a gestora que mais investe no setor é o Itau Unibanco, com R$ 766 milhões, seguida do Credit Suisse Hedging-Griffo, com R$ 553 milhões, Vinci Gas Gestora de Recursos, com R$ 482 milhões e BB DTVM, com R$ 372 milhões. O papel que os gestores mais gostam é a PDG Realty que, com a compra da Agre, passou a liderar o setor. A PDG tem 21% do total investido no segmento, o que corresponde a R$ 1,4 bilhão e está relativamente distante da segunda colocada, a Cyrela, com R$ 580,1 milhões. Gafisa, Brookfield e MRV surgem na sequência. “O setor está barato versus o potencial de crescimento”, diz Clécius Peixoto, gestor de renda variável da Vinci Gas.

Uma análise mais detalhada do estudo – feito com a nova ferramenta de fundos da Economática – mostra que a PDG também aparece como o principal ativo das 20 maiores gestoras. Mas há, também, apostas diferenciadas, de papéis com menos evidência. O J.P. Morgan tem 61% aplicados na ação da São Carlos, empresa que tem como sócios o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. A São Carlos nasceu dos dos ativos imobiliários da Lojas Americanas e chegou a ser colocada à venda, mas está bastante ativa nos últimos meses, inclusive na compra de imóveis.

A Maxima Asset tem 95,6% do total investido na João Fortes – empresa com forte atuação no Rio, mas com baixa liquidez. A Polo Capital investe em 14 ações diferentes, mas a principal (27,7%) é a Inpar – que enfrentou problemas e hoje está em fase de restruturação nas mãos do fundo americano Palladin. A Fama Investimentos tem 48,5% do total investido no setor na Rodobens, empresa de baixa renda.

Jovens Realizam mais cedo o sonho da casa própria

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Vila Leopoldina – Nova Moema

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Reasons to invest in Brazil – Forbes – April 2010

April 22, 2010
Is a Brazilian Bubble About to Burst?


Dear Investor:

There are many people out there lamenting the fact that they didn’t buy into booming Brazil months and even years ago. As many people are aware, you would have beat the Dow 2-to-1 over the last 12 months by investing in Brazil.

One of  the most popular Brazilian ETFs, iShares MSCI Brazil (EWZ) was up 85%, while the SPDR DJIA ETF (DIA) was up a not-too-shabby 40% in one year’s time.

But you are probably thinking that the Brazil stock market is partied out. Or as they say in Rio, “O Carnaval acabou.”

Not so! says Rudy Martin, editor of Latin Stock Investing, one of Forbes newest partners. Rudy believes there is more partying ahead for Brazilian investors.

At the beginning of this year, Martin published a report on the Brazilian Bonanza and highlighted several trends that are driving Brazil toward becoming one of the top 5 economies in our lifetime, along with China and India.

Below are five more good reasons to invest in Brazil now, excerpted from the current edition of Latin Stock Investing.

For actionable stock ideas including  a copy of Rudy Martin’s new Special Investment Report “3 Hot Brazilian Stocks,” please click here.

  1. Low Earnings Multiples: The average U.S. stock sells at 17 times this year’s and 15 times next year’s earnings. In contrast, Brazilian stocks are selling at 12.5 times earnings, or 20% less than U.S. stocks. The average earnings increase for Brazilian stocks is 15%-20%, and that assumes no major appreciation in the Brazilian currency.Alternatively, if you believe forecasts for target prices, then there is another 20% to 40% appreciation potential for the average among the 70 stocks I track in the Latin Capital Market Stock Index. Other benchmarking methods, such as price to sales/growth and relative dividend yield, generate even higher theoretical prices.Click here for the name of a Brazilian company that provides necessary utilities to 366 municipalities in the State of Sao Paulo. Its stock trades on the NYSE at less than 8 times earnings!
  2. Stable Currency: The strong Brazilian currency is both a blessing and a curse. The Brazilian real currency rallied by 32% in 2009, the biggest advance among the 16 major currencies. To combat a further rise in the real, the government imposed a 2% tax on foreign capital inflows into equities and fixed-income investments. There is enough demand for this currency that the country is now running current account deficits. The Brazilian Central Bank is forecasting a 2010 current account deficit of $29 billion. Fortunately, Brazil has $243 billion in foreign exchange reserves to help exporters and the financial system deal with short-term liquidity disruptions.
  3. Reasonable Interest Rates: Let’s put things in relative perspective. Obviously in the U.S., with near-zero interest rates and a highly leveraged consumer base, a double-digit interest rate would choke the economy. But we are talking about Brazil now. Five years ago, Brazil’s central bank benchmark interest rate was 20%! Today rates sit at a low of 8.75%. The country’s inflation rate is now over 5% and that’s the highest it’s been in 10 months. Prices for Brazilian exports are rising from both a stronger currency and customer demand. The 90% spike in iron ore prices clearly points out that the Brazilian economy is heating up. Expect the government to soon raise the overnight bank lending rate to discourage inflation and speculation.

  4. High Economic Growth: The IMF forecasts that Brazil’s economy will grow by 4.7% this year and another 3.7% next year. Brazil was one of the economies least hit by the global financial slowdown. With the surge in commodity prices, growth estimates have risen to nearly 6%. The wealth is spreading to middle class Brazilians, but there is still a long way to go. On a per capita income basis, Brazilians still have to catch up with their richer neighbors. The IMF calculations give the average Brazilian $10,500 of income vs. $14,000 for Chileans. The OECD just invited Chile to join the list of richest nations, the first Latin American nation with the “developed” status.Yes, Brazil is still very much a developing economy, especially vs. the United States. Young people and those over 65 tend to be economically dependent or live off investments. Only 30% of the population is either less than 14 years or over 65. In contrast, in the U.S., 35% of the population is out of the 14-65 range. So in effect, the U.S. has more dependents in its economy than Brazil does. And this difference will get bigger as Americans on average live six years longer to age 78. So what do rising income and a growing population add up to? A strong Brazilian economy.Click here for an Brazilian Small-Cap ETF Martin thinks is poised for outstanding performance.

  5. A Shortage of Homes: Believe it or not, there is a housing shortage in Brazil estimated at 5.8 million, according to Brazil’s Minister of Cities. There’s money to be made from this real estate gap. Cyrela Brazil Realty, Brazil’s largest developer, reported 2009 earnings that were 2.6 times higher than in 2008. Rudy Martin’s favorite Brazilian developer, whose shares trade on the New York Stock Exchange, just raised nearly $600 million in a stock offering to take advantage of this growth opportunity. Over the last year, this stock has split and doubled!Click here for immediate access to the name of this NYSE-listed Brazilian property developer in Latin Stock Investing’s current  newsletter.So next time someone mentions a Brazilian bubble, remember that we have just been through the first serious correction in Brazilian stocks in the last five years. Those who had the courage to buy on dips did extremely well.

Rudy Martin’s Latin Stock Investing Newsletter just issued its April report which contains:

  • 12 Latin American growth stock buys
  • 9 yield rich dividend stocks to purchase
  • 4 Exchange-Traded Funds recommendations

All are poised to capitalize on Brazil’s and other Latin American countries growth. Click here for immediate access.

Plus if you act today, you will also gain access to 2 Special Investment Reports:

  • “3 Hot Brazilian Stocks
  • “Latin Capital Markets 101″

Click here to download these Special Investment Reports.

Yours for profitable investing,

Charles Morgan
Associate Publisher
Forbes Newsletters

Carteira inova e contrata formador de mercado

Fundo Imobiliário: Bradesco será o responsável por fomentar a liquidez na bolsa das cotas do Presidente Vargas, ainda em processo de distribuição.

Carteira inova e contrata formador de mercado

Por Alessandra Bellotto, de São Paulo
12/04/2010

 

O segmento de fundos imobiliários ganha o primeiro formador de mercado. Trata-se do Bradesco, contratado para fomentar a liquidez no mercado secundário das cotas do Presidente Vargas, cuja oferta pública ainda está em andamento e é coordenada por outra instituição do grupo, o Banco Bradesco BBI. O investidor que quiser participar da emissão tem até sexta-feira, dia 16, para formalizar o pedido de reserva.

Como foi estruturada, a operação já deve contribuir para a liquidez dos papéis. Serão emitidas 195 mil cotas, com valor unitário de R$ 1 mil. A aplicação mínima será de R$ 5 mil, valor baixo relativamente à oferta de R$ 195 milhões. Também, para a distribuição do fundo, além do próprio Bradesco – cujo esforço está concentrado no segmento private e em algumas agências selecionadas -, foram contratadas 45 corretoras de valores.

O formador de mercado, contudo, representa uma inovação para os fundos imobiliários. “Ao garantir uma porta de saída para os clientes, o Bradesco mostra que atento a todos os detalhes e o cuidado para entrar nesse mercado”, afirma uma fonte do setor. Mais que isso. Como o formador de mercado atua nas pontas de compra e venda, ou seja, ele tem de ter dinheiro e cota do fundo, é possível ver mais investidores ingressando no mercado, acredita a fonte. “Muita gente que compra na oferta primária não quer se desfazer da cota, o que restringe a liquidez não por falta de comprador, mas de vendedor.”

Outro vantagem do Presidente Vargas, segundo essa mesma fonte, é o fato de a oferta prever a listagem das cotas no Mega Bolsa, sistema eletrônico da BM&FBovespa que funciona continuamente, das 10h às 17h. Os fundos imobiliários também podem ser listados no mercado de balcão organizado da bolsa, só que em negociação não-contínua, de 10 minutos por dia. Dos 32 fundos listados na bolsa, 17 estão nesse segmento.

O consultor de investimentos Sérgio Belleza Filho, do site Fundo Imobiliário, é um crítico ferrenho da negociação não-contínua. Segundo destaca em seu site, esse ambiente é “antiquado” e “ineficiente”, já que as cotas são negociadas num sistema chamado call de fechamento. Cada fundo tem um horário específico de fechamento, onde são aceitas ofertas de compra e venda durante 10 minutos. Ao final do período, as ofertas que se “encontrarem” são fechadas, num único preço. “Esse é mais um empecilho para a liquidez dos fundos imobiliários”, diz.

A nova oferta é um marco também pelo tamanho e participação de um grande banco. Com foco no público de varejo, está entre as maiores, com volume de R$ 195 milhões. Já para o Bradesco, é a primeira grande operação em que aparece em todas as pontas – coordenação, administração e como formador de mercado -, depois de cerca de 15 anos fora desse mercado. Em 1995, o banco participou da colocação do fundo Panamby, mas era uma emissão voltada para fundos de pensão. No ano passado, ele liderou a oferta do RB Capital Renda I, ao lado de outra grande instituição, o Banco do Brasil.

Os recursos levantados serão destinados à aquisição dos edifícios Torre Boa Vista e Torre Vargas, ambos localizados na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Segundo projeções da BEM DTVM e do gestor imobiliário Latour Capital, com base nos contratos vigentes, o fundo deve entregar para o cotista um rendimento de cerca de 9,5% ao ano, atualizado pelo IGP-M.

Torres da Cesp na Paulista vão a leilão por R$ 91,5 mi

sexta-feira, 2 de abril de 2010 9:58


Torres da Cesp na Paulista vão a leilão por R$ 91,5 mi

 

AE  Agencia Estado



SÃO PAULO – Por R$ 91,5 milhões, estão à venda os dois prédios da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) na Avenida Paulista. Em 1987, as torres foram atingidas por um dos maiores incêndios da cidade, que demorou um dia para ser debelado. Os prédios estão vazios desde então.

Localizado em cima do Shopping Center 3, próximo da Rua Augusta, os imóveis são, provavelmente, uma das últimas grandes áreas ociosas na avenida. Não é a primeira vez que a Cesp tenta vendê-los, mas nunca encontrou interessados. O imóvel tem 19.960 m² de área útil e 44.567 m² de área construída. Está dividido em duas torres interligadas por um bloco central. O edifício sede I tem 18 andares e o II, 20. Além de quatro subsolos para garagens, os prédios têm quatro pisos com entradas pela Avenida Paulista e pelas ruas Luís Coelho e Augusta.

Embora estejam indo a leilão, marcado para 5 de maio, os prédios não estão totalmente prontos. Quem comprá-los terá de gastar cerca de R$ 58 milhões para terminá-los, segundo a própria Cesp. Só em acabamento, arquitetura e impermeabilização, os gastos deveram girar em torno de R$ 16 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Construção quer estender “Minha Casa Minha Vida”

 

Construção quer estender “Minha

Casa, Minha Vida” para até 3

milhões de casas

    Adriana Cotias, de Fortaleza
    19/03/2010
 

Ruy Baron / Valor
Foto Destaque
Paulo Simão: meta exigiria até R$ 72 bilhões em recursos do Orçamento

A segunda versão do “Minha Casa, Minha Vida”, que será anunciada junto com a nova fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no dia 29, deve trazer a extensão do programa habitacional para algo entre 2 milhões e 3 milhões de unidades residenciais até 2014. Segundo estimativa do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, seriam necessários de R$ 48 bilhões a R$ 72 bilhões de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para subsidiar as famílias com renda mensal de até seis salários mínimos. A ideia que circula no governo é que pelo menos metade dos beneficiados seja composta pela faixa socioeconômica de até três salários mínimos.

Esses números contrastam com a primeira edição do programa, que tem por objetivo entregar um milhão de moradias, com uma destinação total de R$ 28 bilhões em recursos do orçamento e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Até aqui, foram contratadas 750 mil unidades habitacionais e a meta é atingir as 250 mil restantes até o fim do ano. Originalmente, o “Minha Casa, Minha Vida” foi lançado para atender famílias com renda mensal entre zero e dez mínimos, com faixas de subsídio para até seis salários. No conjunto de famílias atendidas, 40% compõem a faixa de zero a três salários. Na nova versão, a segmentação de renda mais alta – de seis a dez mínimos -, atendida pelo financiamento bancário tradicional, pode não estar presente.

Recursos bancários para financiar o déficit habitacional, estimado em 31 milhões de moradias até 2023, por ora parece não ser problema para o setor. “Os bancos querem operar nesse negócio”, disse Simão. Ele não vê, entretanto, condições de o Brasil abrir mão do direcionamento obrigatório, de 65% dos recursos captados na poupança, para o crédito imobiliário, que vigora desde a década de 60.

Só que também essa fonte tradicional de financiamento à habitação será suficiente para atender a demanda até 2013, segundo cálculos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Hoje, o sistema cumpre pouco mais de um terço da exigibilidade, conta que subiria a 59% em 2012 e a 73% no ano seguinte, com o saldo de financiamentos dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegando em R$ 170 bilhões.

A partir desse ponto, o mercado vai ter de buscar fontes alternativas de captação, mas nenhuma delas passa pelo indexador da Taxa Referencial (TR), comentou o presidente da entidade, Luiz Antônio Nogueira de França. “Nenhum investidor institucional vai dar recurso de longo prazo pela TR, tal como ela é hoje.”

Para 2010, a entidade projeta um estoque de R$ 50 bilhões, em comparação aos R$ 34 bilhões atingidos no fim de 2009. Se o ritmo de desembolsos observado no primeiro bimestre for mantido, pode ser mais do que isso. Em janeiro e fevereiro, entre empréstimos à construção e à aquisição de moradias, foram liberados R$ 5,8 bilhões.

Com tamanho dinamismo, Simão considera que seria mais racional limitar a segunda edição do “Minha Casa, Minha Vida” a 2 milhões de unidades habitacionais. O setor já enfrenta gargalos na contratação de mão de obra qualificada, encontra escassez em Estados como Rondônia e Bahia e até fala em importar trabalhadores dos países que fazem fronteira com o Brasil. Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, foi criado um programa para qualificar 65 mil beneficiários do Bolsa Família. Dos inscritos no programa, 60% são mulheres, desenhando um novo perfil para os futuros canteiros de obras no país.

Bancos agora cortejam as imobiliárias

Bancos agora cortejam as imobiliárias

    De São Paulo
    05/02/2010

Depois de disputarem as redes varejistas de eletrodomésticos para expandir suas carteiras de crédito ao consumo, os bancos partem agora em busca de acordos com as imobiliárias. É a partir delas que as instituições vão distribuir produtos para imóveis, como financiamentos e seguros.

Ao fechar parcerias com os corretores, os bancos estão interessados em marcar posição em um negócio que ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil o mercado de crédito imobiliário corresponda a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume bastante inferior aos 69% dos Estados Unidos ou mesmo dos 11% do México. Além disso, é nas imobiliárias que se concentra a maior parte das transações do mercado. Os imóveis usados representam 63% das vendas anuais de casas e apartamentos.

“O importante para o banco é estar perto do cliente logo na hora em que ele decide comprar um imóvel”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o Itaú e a imobiliária Lopes.

Criada por Larine e pela Lopes em 2007, a CrediPronto contratou o banco Goldman Sachs para encontrar um parceiro financeiro. A disputa teve 12 concorrentes. O Itaú saiu vencedor com a proposta de pagar R$ 290 milhões à vista à Lopes e outros R$ 220 milhões vinculados ao resultado da CrediPronto pelos próximos dez anos. Agora, as 152 lojas da Lopes e de suas associadas – número que ainda será expandido – só podem oferecer a seus clientes produtos do Itaú.

No ano passado, a CrediPronto gerou cerca de R$ 150 milhões em financiamento imobiliário. Para este ano, a expectativa é que a companhia ofereça R$ 350 milhões.

A BM Sua Casa, distribuidora de produtos financeiros da Brazilian Mortgages, opera com 30 lojas próprias – que estão até em shopping centers – e mais 500 imobiliárias associadas. “A compra de um imóvel é uma decisão familiar, geralmente tomada fora do horário comercial de um banco, por isso é importante criar canais alternativos de venda do financiamento”, avalia Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.

Tanto a CrediPronto quanto a BM Sua Casa pagam comissões para as imobiliárias, modelo que não é seguido pelo Santander. “Acreditamos que, ao oferecer o crédito a seus clientes, as imobiliárias já são beneficiadas”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do banco.

A estratégia do Santander passa por um site na internet, o WebCasas, comprado pelo banco no mês passado. Ao mesmo tempo em que mostra os classificados de imóveis e informações do mercado, a página também apresenta os produtos da instituição. Em 2002, para avançar no financiamento de veículos, o banco Real, adquirido pelo Santander, comprou o WebMotors e chegou a ter a liderança do setor.

A dificuldade que as instituições financeiras encontram para se associar às imobiliárias é o fato de esse ainda ser um mercado totalmente pulverizado, diferentemente do varejo de eletrodomésticos. Só existem duas grandes empresas no setor, a Lopes e a Brasil Brokers, ainda sem parceiros financeiros.

Para as imobiliárias, as parcerias também são valiosas. “É um importante instrumento de liquidez do mercado. Ao facilitar a venda de um imóvel usado, acaba-se favorecendo também o mercado de novos porque o vendedor pode optar por morar em um apartamento mais atual”, diz Tomás Salles, diretor da Lopes. Ou seja, a corretora ganha duas vezes. “Hoje o brasileiro muda muito pouco de casa porque não tem como pagar”, diz Salles. Levantamento feito pelo Credit Suisse mostrou que os mexicanos trocam de imóvel quatro vezes ao longo da vida, enquanto a média brasileira é de 1,8 vez. (C.M.)

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