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Programa liberou 60 mil casas até setembro

Habitação: Meta para o ano é de 400 mil moradias e já existem projetos protocolados para mais 342 mil

Programa liberou 60 mil casas até setembro

    Samantha Maia e Daniela D’Ambrósio, de São Paulo
    25/09/2009
Texto: A-

Após seis meses do lançamento oficial do programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal (CEF) contratou 60,8 mil unidades habitacionais até 20 de setembro. O número representa 15% da meta do ano, mas dobrou em um mês. De acordo com a CEF, há projetos em análise o suficiente para cobrir a meta de 400 mil casas contratadas até o fim de 2009. Além das 60,8 mil casas com contratos já fechados, há uma carteira de 342 mil unidades sendo avaliadas pela Caixa.

Segundo Válter Nunes, superintendente regional da CEF em São Paulo, um dos motivos dessa aceleração é que os projetos têm chegado à Caixa dentro do formato exigido pelo programa. “No começo, os projetos não estavam alinhados ao programa, e a adaptação dos empreendimentos exigia mais tempo para a assinatura de contrato”, diz ele. A velocidade da apresentação de projetos ao banco também aumentou recentemente. Cerca de 100 mil novas propostas – um terço do total em análise – chegaram em setembro.

Segundo Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa, investimentos em agilização das análises do banco permitiram reduzir o período de aprovação dos financiamentos de um ano para três a quatro meses. “É crível esperar que atinjamos a meta de 400 mil contratos este ano considerando que o setor está correndo para apresentar propostas. Se entrar na Caixa, a gente contrata”, diz.

No primeiro mês do programa, a maioria das contratações estava concentrada na faixa de renda de três a seis salários mínimos. De acordo com o último balanço da Caixa, a faixa de famílias que recebem até três salários tomaram a dianteira, com 26 mil unidades habitacionais contratadas. O público de três a seis salários já foi contemplado com 25 mil, e de seis a dez, com 9 mil.

Chamados para ajudar na concepção e a costurar detalhes do projeto, um grupo de 11 empresários do setor da construção continua se reunindo mensalmente com o governo e a Caixa Econômica Federal para acertar os gargalos do programa. São poucas as queixas – o discurso elogioso é uníssono – , mas elas existem. Uma das críticas em relação à Caixa está na avaliação dos imóveis, que costumavam ser subavaliados pela entidade, segundo as empresas.

A burocracia é um entrave, mas, para as empresas, a figura do correspondente bancário – que agiliza o processo antes de passar para a CEF- tem um papel importante. “A Caixa evoluiu bastante, há uma disposição grande em resolver os problemas e dar agilidade ao processo”, afirma Eduardo Gorayeb, presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, com 16 mil unidades em análise na Caixa. “Mas é uma instituição descentralizada, que não atua da mesma forma em todos os lugares.”

Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), diz que o andamento do programa está dentro do esperado, mas considera que as contratações ainda estão demoradas. “A greve dos funcionários da Caixa no meio do ano fez com que alguns trabalhos ficassem atrasados. Agora é preciso ter um ritmo mais forte para recuperar”, diz.

João Crestana, presidente do Secovi-SP, entidade que representa imobiliárias e administradoras de imóveis, afirma que é natural que no começo do programa o ritmo fosse mais lento, pela novidade da política. “É um programa pioneiro, tem que criar cada passo novo.” Dessa forma, ele considera que o mais importante hoje é a quantidade de projetos em análise. “Esse número é importante, porque significa a adesão das empresas ao programa e a confirmação da demanda da população”, diz.

Para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que esteve ontem em São Paulo em cerimônia de posse da diretoria do Secovi-SP, é significativa a evolução das aplicações da Caixa este ano em habitação. Segundo ela, as aplicações devem superar em 65% as do ano passado, chegando a R$ 38 bilhões, mesmo com a crise econômica.

Uma das maiores dificuldades apontadas no início do Minha Casa, Minha Vida foram os valores máximos das residências para as famílias que recebem até três salários mínimos, considerados baixos pelos governos locais e empresas, principalmente para as regiões metropolitanas. Em São Paulo, esse problema está sendo contornado com parcerias entre a Caixa e os governos estadual e municipal.

Na sexta passada, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) paulista assinou com o banco um acordo para a construção de 13 mil unidades habitacionais dentro do programa seguindo o padrão paulista – mais caro cerca de R$ 7 mil em relação ao modelo de casa do programa federal (R$ 52 mil). A diferença de custo será coberta pelo Estado, que também doará os terrenos. “O Estado garantirá terrenos bem localizados e metade das casas terá três dormitórios”, diz Lair Krähenbühl, secretário paulista de Habitação e presidente da CDHU.

Por serem projetos da CDHU, há 1,5 mil unidades já licitadas, cujas obras podem ser iniciadas dentro de 40 dias, segundo Krähenbühl. O secretário diz que este ano mais um contrato para a construção de 11,5 mil unidades da CDHU será firmado com a Caixa sob as mesmas regras. A prefeitura da capital paulista, por sua vez, já apresentou 38 terrenos que poderão ser doados, uma área com potencial para receber até 5 mil habitações.

O governo do Rio, por outro lado, tem encontrado dificuldades para agilizar o programa. Segundo o secretário fluminense de Habitação, Leonardo Picciani, o Estado apresentou logo após o lançamento do MCMV cinco áreas que poderiam ser destinadas à habitação popular na capital, mas até o momento só conseguiu a doação de três. “Encontrar áreas é um gargalo do programa, e quando tem, você encontra dificuldades tanto para a aprovação na Caixa quanto para liberação de licenciamento na prefeitura”, diz. As áreas destinadas pelo Estado têm capacidade para receber 3,5 mil unidades habitacionais, e segundo Piaccini o governo continua o trabalho de identificação de novos terrenos.

O secretário também se queixa do valor máximo dado às habitações fora da região metropolitana. Segundo ele, o preço de R$ 40 mil inviabiliza os investimentos.

O fato de o programa ter atacado a demanda e oferecer subsídios aos compradores é visto como uma das principais vantagens. “A procura por imóveis de baixa renda cresceu muito, o programa mudou a vida da construção civil no país”, diz Rubens Menin, presidente da mineira MRV, que tem 27 mil unidades em 168 projetos em análise. Dessas, 14 mil unidades foram aprovadas. No segundo trimestre, a empresa vendeu R$ 647 milhões no Minha Casa, Minha Vida. No quarto trimestre de 2008, ela foi a quinta colocada em vendas e no segundo trimestre deste ano atingiu a primeira posição.

O fato é que as maiores empresas de construção – MRV, PDG, Rossi e Cyrela – atingiram um novo patamar e vão começar a produzir 30 mil, 40 mil unidades por ano, o que as coloca na mesma dimensão das grandes construtoras mexicanas e americanas. Estudo da Economática do fim de agosto coloca quatro empresas brasileiras (Cyrela, MRV, PDG Realty e Gafisa, dona da Tenda) entre as 20 maiores da América Latina e dos Estados Unidos em valor de mercado. Boa parte dessas empresas já bateu recorde de vendas no segundo trimestre e o ano caminha para ser o maior da história da indústria em vendas. Por conta dessa nova escala, as empresas brasileiras tiveram que recorrer ao mercado de capitais para captar recursos. A MRV foi a primeira a ir à bolsa para fazer uma oferta pública e foi seguida por PDG, Rossi e Cyrela, que estão com as ofertas na rua.

Plano Minha Casa Minha Vida em Campinas

setembro 20, 2009 4 comentários

Aguarde mais novo lançamento em Campinas do Plano Minha Casa Minha Vida.

Lista de documentos comprador :

http://www1.caixa.gov.br/habitacao/documentoshabitacaocaixa/frm_geral.asp?modulo=cfnu

Regras

caderno 0 a 3 sal cef

CASAS CAMPINAS

 

Casas totalmente financiadas pela CEF.

Se tiver interesse, envie um comentário que lhe enviarei um formulário, este aí disponível no link acima dá uma relação de documentos do comprador em função de suas caracteristicas (casado, solteiro, portador de FGTS) .

A 8 km do Shopping Dom Pedro, próximo a Rodovia Dom Pedro

Melhor condominio de Campinas, acesso fácil ao centro de Campinas, 15 km, Ponto de Onibus na porta do condominio.

Totalmente financiado pela CEF.

Aguarde !!!!

Real Estate Sector – Safra Homebuilders report

Safra view about real estate sector, covering Cyrela, Gafisa, MRV, Tecnisa and Rossi Residencial.

Homebuilders Review September 14 2009

Construtoras lucram com imóveis populares

Construtoras lucram com imóveis populares

Programa Minha Casa, Minha Vida começa a ter reflexo nos balanços

Ivana Moreira

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Os incentivos do governo para a construção popular começam a mostrar seu efeito nos balanços das construtoras. No segundo trimestre, a construtora MRV, por exemplo, registrou seu melhor resultado desde sua fundação, há 30 anos: lucro de R$ 73,9 milhões, 46% maior que o apurado no mesmo período do ano passado. A Cyrela fechou o trimestre com lucro de R$ 157 milhões, um crescimento de 67% em relação ao mesmo período de 2008 – puxado principalmente pela Living, seu braço para o segmento econômico. A Rossi registrou lucro de R$ 51,1 milhões, apenas um pouco acima do apurado no ano passado, mas bem superior às projeções dos analistas.

“O programa Minha Casa, Minha Vida foi um vento a favor daqueles imensos”, disse o presidente da MRV, Rubens Menin. “Foi um trimestre realmente excepcional e estamos prevendo um mercado brilhante por muito tempo.” O volume de vendas do trimestre também foi recorde: R$ 851,5 milhões, 77% superior ao registrado no 2.º trimestre de 2008.

Otimista em relação ao segundo semestre, Menin informou que a empresa investirá entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões para recompor o seu banco de terrenos ao longo do segundo semestre. Hoje, a empresa tem empreendimentos em 70 cidades brasileiras. O objetivo é chegar ao fim do ano atuando em 80 cidades. “Somos muito fortes em Minas Gerais e em São Paulo, queremos diversificar e equilibrar nossos lançamentos também nas cidades de médio porte.”

De acordo com Menin, mais do que os subsídios federais para a compra de imóveis populares, a melhora das condições de financiamento foi um fator decisivo para o reaquecimento do mercado. A ampliação do prazo de pagamento dos financiamentos para 30 anos, a redução de custos da operação – como o seguro que representava 30% do valor da prestação e agora está em 6% – e a queda da taxa de juros levou uma nova massa de consumidores para o mercado da habitação.

No caso da Cyrela, esse cenário positivo para o segmento popular tem se refletido em uma importância cada vez maior da Living dentro do grupo. De acordo com a empresa, a participação da Living nas vendas totais deverá ficar entre 30% e 35% neste ano e subir para 40% a até 50% em 2010. “A Living tem mostrado em agosto de 2009 vendas mais quentes do que no período pré-crise, como julho de 2008″, disse o presidente e controlador da Cyrela, Elie Horn, em teleconferência com analistas. A receita líquida da Cyrela somou R$ 875,6 milhões no segundo trimestre, um aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2008.

LANÇAMENTOS

O segmento econômico deverá representar ao menos 50% dos lançamentos da Rossi Residencial este ano, segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Cássio Audi – as unidades com esse perfil respondem por 52% do volume lançado pela Rossi no ano até agora. “Estamos olhando todos os mercados, porque há recuperação também nos segmentos de média e alta renda”, disse. “Mas em 2009 o segmento econômico ficará com pelo menos 50% dos lançamentos.”

Segundo Audi, o programa Minha Casa, Minha Vida, a queda na taxa de juros e a melhora da confiança explicam o desempenho positivo do mercado imobiliário neste ano, sobretudo a partir do segundo trimestre. A Rossi tem por meta encerrar o ano com 13 mil a 15 mil unidades lançadas, apesar do volume relativamente baixo de lançamentos nos seis primeiros meses do ano. Nos seis primeiros meses do ano, a Rossi lançou 2.417 unidades. Só em em julho, foram lançadas outras 2.595 unidades.

Alphaville Granja Viana – Vendo 2.500 m2 em lotes comerciais na portaria do condominio

convite alphaville 1convite alphaville

5 lotes comerciais apenas, de frente pra Av. São Camilo, melhor oportunidade pra quem trabalhar ao lado do Alphaville, do  lado de São Paulo, dentro de uma área verde de 300 mil m2 (cerca de 230 m2 de área verde por habitante). Devido ao número limitadissimo de unidades e a exclusividade do projeto.  Não perca a oportunidade !! Como investimento, terreno moeda forte, não há outro projeto igual no mercado !

mapa alphaville granja viana

Escolha seu lote, para investimento ou moradia, melhor oportunidade do ano !!

DADOS TÉCNICOS:


População
Previsão de população 304 x 5 = 1520 habitantes
Área verde por habitante 228 m²/habitante
Estatísticas de Áreas
Área total 674.938,97 m²
Área de lotes 198.062,45 m²
Estatística de Lotes
Residenciais Unifamiliares 179.561,34 m² (304 lotes)
Comerciais 18.501,11 m² (29 lotes)
Áreas Verdes
Clube 19.354,29 m²
Espaços livres (EL) 35.605,83 m²
Áreas Verdes externas 139.280,01 m²
Áreas de Preservação Permanente (APP) 152.305,68 m²
Total de áreas verdes 346.545,81 m²

Matéria publicada na imprensa :

Alphaville Granja Viana vem aí

A Prefeitura de Carapicuíba assinou em 19 de maio, um Termo de Compromisso para construção de duas novas creches na cidade, uma na Estrada do Jacarandá, Roseira Parque, com 250 vagas e outra na Estrada do Jathay, Ariston III, com 220 vagas.

A conquista veio através de uma reivindicação do prefeito Sergio Ribeiro junto à empresa Alphaville Urbanismo S/A, que construirá um condomínio na cidade, o Alphaville Granja Viana, na Avenida São Camilo.

A área total tem cerca de 700 mil metros quadrados de mata nativa, como vocês podem observar no google maps aqui.
Apenas um terço será destinado ao condomínio, um empreendimento com cerca de 400 lotes de 500 metros, para residências de alto padrão.

Por solicitação da prefeitura, o restante da área será transformado em parque para uso da comunidade e a região ganhará um novo acesso até o km 26 da Rodovia Raposo Tavares.

Marcelo Willer, representante da Alphaville Urbanismo ressaltou que, “será implantado um centro de educação ambiental para as crianças das escolas da região, que vai ajudar na preservação do patrimônio ambiental”.

O prefeito Sergio Ribeiro já determinou que as duas creches fossem construídas pela própria Alphaville Urbanismo, para dar agilidade às obras.

Outros detalhes sobre o empreendimento Alphaville Granja Viana serão dados em breve pela Assessoria de Imprensa da empresa.

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33551283355127 me envie um email jonasjr@delfortefrema.com.br que darei mais detalhes (91067441)

MRV levanta R$639,45 milhões em oferta de ações

junho 24, 2009 1 comentário

24/06/2009 – 10h45

MRV levanta R$639,45 milhões em oferta de ações

SÃO PAULO (Reuters) – A MRV Engenharia anunciou nesta quarta-feira que levantou 639,45 milhões de reais com uma oferta pública primária e secundária de ações.

A companhia vendeu 21,6 milhões de ações ordinárias em emissão primária e 4,5 milhões de papéis ON em distribuição secundária, a 24,50 reais por ação, segundo comunicado publicado pela companhia.

Quando anunciou o plano de fazer a oferta, no final de maio, a MRV havia informado que esperava captar entre 350 milhões e 450 milhões de reais. Na época, a empresa estimou que a oferta secundária movimentaria outros 70 milhões a 100 milhões de reais.

A MRV pretende usar 65 por cento dos recursos gerados com a venda para na construção de empreendimentos lançados e para capital de giro. Os demais 35 por cento serão usados na compra de terrenos e incorporação de imóveis.

Segundo comunicado da MRV, a totalidade dos pedidos de reserva de investidores não institucionais foi atendida, não havendo necessidade de rateio.

(Por Alberto Alerigi Jr)

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

junho 22, 2009 1 comentário

Ambiente macro favorece construção – 22/6/2009

Fonte:Valor Online

Por Daniele Camba

Processo consistente de queda da taxa de juros, pacote de medidas do governo de estímulo ao setor e déficit habitacional historicamente alto. Esse tripé forma o cenário ideal para o crescimento das construtoras no país e, consequentemente, para suas ações. Depois de sofrerem muito em 2008 com a crise internacional, esses papéis neste ano registram valorizações relevantes, em parte refletindo o terreno fértil para o setor. No ano até sexta-feira, o Índice Imobiliário (Imob), formado pelas ações de maior liquidez das construtoras, acumula alta de 80,07%, mais do que o dobro da valorização de 36,81% do Índice Bovespa no mesmo período.

Alguns papéis registram altas de mais de 100% neste ano. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Tenda, por exemplo, já subiram 221,55%, as ON da MRV se valorizaram 169,71% e as ON da Helbor, 117,95% . Apesar desse desempenho, a expectativa é que os papéis ainda tenham potencial para novos movimentos de alta. “As ações ainda precisam subir para compensar toda a queda do ano passado; além disso se espera que as construtoras entreguem resultados crescentes neste e nos próximos anos”, diz o sócio da Polo Capital Marcos Duarte.

Os papéis de construtoras tiveram quedas significativas no ano passado. As ON da Tenda caíram 88,68%, as da MRV se desvalorizaram 74,18% e as da Helbor, 75,80%. As ofertas iniciais (IPOs, em inglês) das construtoras ocorreram nos últimos anos, quando o mercado ainda estava no auge, e a grande maioria a preços altos. Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores dos papéis. No entanto, com a crise, eles se desfizeram em massa desses ativos, embolsaram os ganhos e voltaram para os seus países.

Neste momento em que a crise parece dar uma trégua, mais uma vez são os investidores internacionais que apostam as fichas no cenário promissor das construtoras. “São eles principalmente que estão comprando as ações, enquanto o brasileiro olhou muito, agiu pouco e agora chupa o dedo vendo o quanto elas já subiram”, diz Duarte. Ele, no entanto, pegou carona com os estrangeiros e colocou nos fundos da Polo ações de dez construtoras que caíram muito e apresentam boas perspectivas. “Comprando um leque de papéis, eu acabo diluindo o risco de possíveis perdas”, diz o gestor. Os fundos da Polo têm hoje entre 4% e 15% do capital social dessas companhias.

Na opinião de Duarte, um dos temores do investidor local é que os ativos, como terrenos e prédios, estejam lançados por valores inflados dentro dos balanços das companhias. No entanto, nos últimos meses, várias construtoras venderam bens pelo valor patrimonial ou acima, o que comprova que os preços nas demonstrações financeiras não eram irreais, explica Duarte.

Juros na veia

Motivos não faltam para imaginar que as construtoras terão anos de crescimento pela frente, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é o recente processo de queda da taxa de juros. Uma boa parte da venda de imóveis depende dos financiamentos imobiliários de longo prazo, que são altamente impactados pela baixa da Selic. “Um financiamento de 10 anos, com Taxa Referencial (TR) mais 8% ao ano é algo que nunca tinha se visto e hoje já existe”, lembra o gestor da Polo. O financiamento imobiliário no Brasil ainda é incipiente. Aqui as hipotecas representam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos EUA são 70%, afirma Duarte. Os reflexos positivos do pacote de medidas do governo de estímulo ao setor também já podem ser sentidos, com um aumento de demanda por imóveis, o que deve provocar a continuidade de crescimento da receita das companhias. “As vendas atuais só irão se refletir integralmente nos balanços das construtoras daqui dois ou três anos, quando os imóveis forem entregues; os bons resultados que as companhias apresentam agora ainda são das vendas feitas anos atrás”, diz Duarte.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

MRV pode levantar R$ 700 milhões em oferta – 16/6/2009

MRV pode levantar R$ 700 milhões em oferta – 16/6/2009

Fonte:Valor Econômico

Eduardo Campos, de São Paulo
16/06/2009

A construtora e incorporadora MRV Engenharia apresentou ontem o prospecto preliminar de uma oferta pública de ações que pode ultrapassar R$ 700 milhões.

A companhia venderá 18 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto) em distribuição primária, ou seja, buscará recursos para sua expansão. Aproveitando a oportunidade, o fundo Autonomy , acionista da MRV, colocará à venda 4,5 milhões de papéis ON que detém na companhia.

Tomando por base o preço de fechamento da ação ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 23,10, a oferta movimentará R$ 519,7 milhões, sendo que R$ 415,8 milhões vão para o caixa da MRV e os outros R$ 103,9 milhões para o acionista vendedor.

O montante inicialmente ofertado pode ser acrescido de lote suplementar e adicional de 15% e 20%, respectivamente, o que poderá eleva o valor global da oferta a R$ 702 milhões.

A distribuição está aberta à participação de pessoas físicas. Será destinado aos investidores não institucionais de 10% a 12% da operação. O valor mínimo para o pedido de reserva será de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 300 mil. Pelo cronograma estimado, os investidores interessados terão apenas um dia para fazer seu pedido de reserva, 22 de junho, pois no dia seguinte já será fixado o preço de emissão.

De acordo com o prospecto preliminar da oferta, do total captado com a distribuição primária, 65% será destinado à construção de empreendimentos lançados e a capital de giro. Outros 35% vão para a aquisição de terrenos.

O anúncio da oferta teve impacto negativo sobre as ações da MRV. Ontem, o papel caiu 2,73% e no mês, a queda é de 14,76%. Ainda assim, é a segunda maior alta do ano no setor, depois da Tenda, com valorização de 139,72%. A empresa mineira, com tradição no segmento econômico, é uma das mais beneficiadas pelo pacote habitacional do governo. Por conta da demanda adicional, a companhia aumentou em 50% sua projeção de vendas este ano. Estima vender entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,9 bilhões.

Outra empresa do setor que anunciou que fará uma oferta de ações é a Gafisa, que pretende captar entre R$ 600 e R$ 700 milhões.

CAPITAL ABERTO: MRV detalha registro de oferta – 15/6/2009

junho 15, 2009 1 comentário
CAPITAL ABERTO: MRV detalha registro de oferta – 15/6/2009

Fonte:Investnews

SÃO PAULO, 15 de junho de 2009 – A MRV Engenharia e Participações (MRVE3) detalhou hoje que o registro de oferta pública de distribuição primária será de 18 milhões ações ordinárias e secundária de 4,5 milhões papéis ordinários.

A instituição afirmou também que a quantidade total de ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida em até 15%, ou em até 3.375.000 ações. (Redação – IN)

Gafisa prepara oferta de ações de R$ 800 milhões – 2/6/2009

Gafisa prepara oferta de ações de R$ 800 milhões – 2/6/2009

Fonte:Valor Econômico

Construção: A segunda rodada de captação do setor chega ao mercado com um ano e meio de atraso

Por Daniela D3Ambrosio, de São Paulo
02/06/2009

Depois da MRV, agora é a Gafisa que está em vias de anunciar uma nova oferta de ações. Os bancos que estão coordenando a operação são Itaú BBA e JP Morgan. Será uma oferta grande, na casa dos R$ 800 milhões, e o anúncio deve acontecer ainda nesta semana.

A próxima aposta do setor é a Cyrela, que chegou a anunciar uma oferta no início de 2008, mas desistiu porque o mercado de capitais não estava propício para esse tipo de operação.

A PDG Realty, que seria outra candidata natural a uma nova emissão de ações, não deve recorrer ao mercado de capitais porque já fez uma grande captação neste ano – com efeito muito parecido, já que também haverá diluição dos acionistas. O BNDES escolheu a PDG para fazer a sua estreia no setor de construção civil. A BNDESPar, empresa de participações do banco, entrará com R$ 155 milhões na operação de emissão de debêntures conversíveis em ações da PDG Realty – que totaliza R$ 276 milhões.

As ofertas chegam ao mercado com cerca de um ano e meio de atraso. As companhias captaram cerca de R$ 12 bilhões em bolsa e, mesmo assim, ainda contavam com uma nova rodada de ofertas.

As empresas gastaram boa parte do dinheiro das ofertas na compra de terrenos, já que o VGV (valor geral de vendas) – medida teórica do potencial construtivo de um terreno com base no projeto que poderia seria erguido ali – era a premissa para vender crescimento futuro. Sobrou pouco para a segunda e primordial etapa do ciclo: a construção propriamente dita. Justamente nesse momento, o mercado de capitais fechou e, o que fez com que muitas empresas precisassem se endividar além do esperado. Para bancar as obras, o endividamento das 20 companhias do setor listadas em bolsa mais que dobrou em um ano, saindo de R$ 4,7 bilhões no fim de 2007 para R$ 10,8 bilhões no ano passado.

Este ano, com a melhora da bolsa e, especialmente, com a recuperação das ações do setor – depois das quedas acentuadas no ano passado – surgiu a oportunidade. “Era um movimento natural assim que a bolsa melhorasse. As empresas precisam se desalavancar”, afirma o gestor de um fundo. “A janela de oportunidade no mercado de ações se abriu novamente e as companhias estão aproveitando antes que feche novamente”, diz um analista do setor.

A MRV abriu a porta de uma nova rodada de ofertas. Primeiro devem ser as grandes e, se o mercado continuar propício, pode haver espaço para as médias. As menores, no entanto, não devem conseguir aderir ao movimento. “Ter conseguido abrir o capital já foi demais para muitas empresas do setor de construção”, afirma uma fonte.

A MRV anunciou na sexta-feira que fará uma oferta primária entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões e uma distribuição secundária entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões. A oferta secundária corresponde à venda de parte das ações do fundo Autonomy, que hoje possui 6,54% do capital social da companhia.

A empresa mineira é a que mais acelerou seus planos de crescimento neste ano por conta do programa Minha Casa, Minha Vida, mas não tem capital de giro para dar conta da importante expansão que pretende fazer. A companhia anunciou um aumento de 50% na projeção de vendas este ano, para um intervalo entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,9 bilhões. O dinheiro da oferta deve ser usado para obras (80%) e para aquisição de terrenos (20%).

“A empresa poderia optar por captar dívida e não diluiria o acionista, mas aproveitou a valorização das ações”, afirma um analista. “No longo prazo, é positivo”, avalia.

Segundo Eduardo Silveira, do Banco Fator, com base no preço de fechamento do dia 29 de maio (R$ 27,10) a diluição seria de 12% para os atuais acionista. “O impacto no preço das ações será negativo no curto prazo. Atualmente as ações da MRV estão sendo negociadas com um dos múltiplos mais altos do setor”, afirma em seu relatório. As ações da MRV subiram 170,8% este ano, enquanto o Índice de Construção Civil, medido pela Bovespa, subiu 90,73% no ano.

Mesmo com a acentuada recuperação das ações neste ano, nenhum papel do setor atingiu o pico histórico. Nem mesmo chegaram ao patamar pré-crise. “O investidor estrangeiro está muito animado com o Brasil e especialmente com o setor de real estate”, afirma uma fonte.

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