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Imóveis podem gerar R$ 2 bi em Campinas – 23/9/2009

Imóveis podem gerar R$ 2 bi em Campinas – 23/9/2009

Fonte:DCI

SÃO PAULO – O setor da construção da região de Campinas, no Estado de São Paulo, está voltando aos eixos e o programa federal “Minha Casa, Minha Vida” (PMCMV), como vem acontecendo em todo o território nacional, é visto com bons olhos pelas entidades empresariais locais. Para o diretor de Vendas da construtora Helbor, Marcelo Bonanata, “a cidade de Campinas já disputa com Santos o posto de melhor mercado, fora de capitais estaduais, da empresa”, comentou.

Conforme a Diretoria Regional de Campinas do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), a cidade d está com grande potencial de construção até o final do ano. O fato se deve à aprovação de 710.308 metros quadrados de obras, levando em consideração residenciais, institucionais, comerciais e industriais. A reportagem apurou que a diretoria regional do Secovi-SP informa que o potencial de geração de receita, para as empresas, das aprovações é de R$ 2 bilhões.

No segmento residencial, o diretor do escritório regional de Campinas do Sindicato da Industria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Luiz Cláudio Amoroso, afirma que a perspectiva negativa e de insegurança passou tanto para os empresários e para a população. “O setor sente a variação da economia de forma muito brusca. A perspectiva da população, que influi muito no setor, está em fase otimista”, diz, pontuando o crédito que será fornecido pela Caixa Econômica Federal pelo PMCMV.

Amoroso destaca os dados de recente pesquisa do Sinduscon-SP, que prevê um crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção no Estado de São Paulo, ao analisar a região. “Se, mesmo durante a crise, um estudo do Sinduscon-SP, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou um crescimento de 3% no setor, agora esperamos um aumento de 5% até o fim de 2009″, observa.

Em geral, Amoroso espera um crescimento superior a 15% das empresas locais que direcionam projetos ao PMCMV. Um dos pontos que garantem a esperança para o segmento residencial é o déficit habitacional de Campinas, cidade em que a maioria dos empresários locais atua. De acordo com a Secretaria Municipal da Habitação, o déficit é de 40 mil unidades, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Segundo o secretário de Urbanismo de Campinas, Hélio Carlos Jarretta, a Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab -Campinas) calcula um déficit de aproximadamente 50 mil moradias.

Jarretta diz que a prefeitura já aprovou projetos para a construção de 19.300 unidades dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Dentro deste universo, 11.737 imóveis serão para famílias com renda entre 0 e 3 salários mínimos. As demais 7.563 edificações, para famílias com remuneração entre 3 e 10 salários mínimos. “Estão em fase de análise na prefeitura mais 24.117 unidades”, afirma Jarreta. Ele informa que, além das construtoras e incorporadoras locais, os projetos que passam pela prefeitura também pertencem a empresas de atuação nacional que já constroem na cidade há anos, mas não cita quais.

Médio padrão

Para a diretora da regional de Campinas do Secovi-SP, Kelma Elineide de Camargo, o mercado imobiliário residencial está em fase de crescimento notório, sem considerar a esperança causada pelo PMCMV. Ela cita ainda um aumento do interesse de jovens por apartamentos de médio padrão, cujos valores giram em trono de R$ 150 mil a R$ 400 mil.

“Eu tenho visto empreendimentos que têm 75% de suas unidades compradas por jovens”, afirma Kelma, que destaca um número elevado de jovens empreendedores na região.

Quem possui empresa local e não atua na construção para a classe econômica confirma um estado de aquecimento no mercado de médio e alto padrão residencial da cidade. Este é o caso do proprietário da construtora local CPN, Carlos Pinto Neto. Ele explica que a demanda pelos seus produtos não diminuiu bruscamente durante a tempestade financeira mundial: ele justifica a manutenção de seus negócios pela sua expertise no bairro em que atua, o Cambuí. “É o bairro mais nobre de Campinas. Sempre atuei nessa região e continuo lançando. Tenho mercado aqui.”

A CPN está com lançamentos cujas unidades têm o metro quadrado entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Mesmo investindo na região nobre, Pinto Neto critica a concentração de empreendimentos e acredita em um aquecimento geral do mercado de médio e alto padrão. “A região nobre está saturada. Acredito que, mesmo com uma taxa alta de rejeição da classe média e alta para as regiões periféricas, esse mercado vai crescer para além do bairro Cambuí.”

Outra que acredita no potencial desse mercado é a construtora Helbor. “Atuamos em Santos há 10 anos e em Campinas, aproximadamente há um ano e meio. Para nós, Campinas é tão bom mercado quanto Santos”, diz o diretor de Vendas da construtora Helbor, Marcelo Bonanata.

Desde que entrou no mercado campineiro, a Helbor lançou quatro empreendimentos: três residenciais e um comercial. A empresa trabalha com empreendimentos de médio e de alto padrão na cidade, e um deles, residencial, já todo vendido, tem o metro quadrado em torno de R$ 4 mil e valor geral de vendas (VGV) de R$ 20 milhões. Bonanata não fala sobre lançamentos este ano, mas garante que a Helbor prospecta alguns terrenos na região.

Bonanata diz que Campinas é uma “cidade com um mercado consolidado, não em fase de formação”. Ele afirma perceber um grande interesse da população local pelos empreendimentos de médio e de alto padrão.

Outras cidades

Em Piracicaba a situação é morna. Conforme o proprietário da Construtora Reynold, Roberto Alvarez, o divisor de águas para a cidade será a instalação da fábrica da Hyundai. No município de Limeira, também no interior do estado, o proprietário da Brasil Batistella, Paulo Brasil Batistella, descreve um tímido aumento da demanda por unidades entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, e diz que o PMCMV apenas complementará o aquecimento.

Prefeitura contabiliza 43 mil unidades em projetos enviados à Caixa Econômica ou em aprovação para o programa “Minha Casa, Minha Vida”. R$ 2 bilhões atraem construtora local.

Industria imobiliária importa o “know how” do varejo e do consumo – 23/9/2009

Industria imobiliária importa o “know how” do varejo e do consumo – 23/9/2009

Fonte:Valor Econômico

Gestão: Empresas contratam executivos para desenvolver estratégias e ações de marketing.

    Por Daniela D3Ambrosio, de São Paulo
    23/09/2009
Leonardo Rodrigues / Valor
Foto Destaque
O presidente da Tenda Carlos Trostli (ao centro), com o diretor de vendas Flávio Fernandes e a diretora de marketing Dirce Amaral: trazidos do mercado para mudar o perfil da companhia

A mentalidade agressiva e a agilidade do varejo e da indústria de consumo estão migrando para o cartesiano e ainda conservador mercado da construção civil. Com novas tecnologias que reduzem o ciclo de construção para até 30 dias, não tarda e o setor imobiliário terá casas e apartamentos para pronta-entrega. Produto pronto, só falta a prateleira para vendê-lo? Já não falta mais. As lojas são o mais novo canal de distribuição das incorporadoras que não querem depender apenas do bom e velho estande de vendas.

Dois movimentos complementares da indústria imobiliária importam o know-how do varejo e do consumo. De um lado, a contratação de executivos que carregam na bagagem chancelas corporativas que dispensam maiores apresentações, tais como Walmart, AmBev e Avon. De outro, uma estratégia e ações de marketing, de fato, mais parecida com a dessas empresas, como o uso de garotos-propaganda – algo típico desses mercados.

Formada por gerações de engenheiros civis, nos últimos anos, o setor deu espaço para profissionais do mercado financeiro, especialmente depois das aberturas de capital. Agora, vale contratar a experiência em inteligência de mercado, conhecimento de ponto de venda e distribuição. Trata-se, porém, de um movimento diferente do que aconteceu no boom dos IPO, quando as empresas inflacionaram o mercado e contrataram profissionais a peso de ouro. É muito mais uma estratégia para engordar as vendas.

Depois que foi comprada pela Gafisa no auge da sua crise, em setembro de 2009, a Tenda despertou a curiosidade no mercado ao contratar Carlos Trostli para presidir a companhia. Sem nenhuma passagem pelo setor imobiliário, Trostli construiu sua carreira em marketing e vendas de produtos de consumo. Foi o principal executivo das subsidiárias brasileiras da Reckitt Benckiser, America Online e Quaker.

Um ano depois da compra da Tenda, o novo perfil da empresa começa a ficar mais delineado. Além do presidente, dois executivos da linha de frente vieram do setor de consumo. “Queremos trazer a visão de logística e manufatura para suplementar o conhecimento de engenharia e arquitetura com maior eficiência”, afirma Carlos Trostli. “Cada canteiro de obra é uma fábrica”, diz o presidente da empresa, que atualmente conta com mais de duzentos canteiros.

Em maio, a Tenda contratou a diretora de marketing, Dirce Amaral, que teve passagens por empresas como Avon e Reckitt Benckiser. Há duas semanas, começou na Tenda o novo diretor de vendas, Flávio Fernandes, que trabalhou por 14 anos na AmBev e chegou a ser o responsável pelas operações do Paraguai e Equador. “O que me chamou atenção foi a enorme transformação pela qual esse mercado tem passado nos últimos anos e especialmente agora, depois do programa habitacional do governo”, afirma Fernandes. “O setor imobiliário não tem o foco no consumidor”, diz Dirce, a responsável por mudanças radicais nas rotinas dos cerca de 50 engenheiros da companhia. Já fez de tudo para estimular a criatividade desses profissionais. Para ativar o lado direito do cérebro da turma, que prima pela racionalidade, já os fez montar um filme completo e colocou até uma mulher nua na sala para que eles desenhassem. “É uma quebra de paradigmas”, diz.

Ao lado de Trostli, Dirce costurou uma importante parceria para a empresa. A Tenda e as Casas Bahia se uniram para vender, respectivamente, casas, móveis e eletrodomésticos. Na primeira vez em que sentaram com Rafael Klein, da Casas Bahia, em 29 de maio, já fecharam a parceria, que não envolve dinheiro. A Tenda construiu uma casa dentro da loja da Casas Bahia na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, onde durante anos foi a sede do Mappim. Nas lojas da Tenda, os produtos expostos são das Casas Bahia. “Temos o mesmo cliente e produtos complementares”, diz Trostli. Por enquanto, trata-se de um projeto piloto que pode ser ampliado caso se comprove bem-sucedido dos dois lados.

Quem vai por um caminho parecido, embora não tenha colocado profissionais do varejo e de consumo para dentro de casa é a a Living, braço de baixa renda da Cyrela. A Living abriu suas primeiras duas lojas, nos shoppings Aricanduva e Penha e espera abrir pelo menos mais uma este ano. Também contratou o apresentador global Luciano Huck como garoto-propaganda da marca e o colocou na TV em um filme institucional. Entre suas ações de marketing está a circulação de vans adesivadas em lugares de grande circulação e a montagem de quiosques em supermercados. “Estamos indo onde o público está, não dá mais para ter o corretor sentado no estande esperando o comprador”, afirma Antonio Fernando Guedes, diretor da Living.

Para os mais céticos e menos ávidos a mudanças, as novidades podem soar cosméticas se não garantirem um aumento considerável das vendas. As despesas gerais e administrativas, que incluem os gastos com marketing, são olhadas com lupa pelos investidores das empresas de capital aberto. Despesas muito altas podem corroer as margens e comprometer os resultados finais. Apesar do aumento recente das vendas e do aumento da demanda por conta do pacote habitacional do governo, o setor imobiliário foi um dos mais machucados na crise. “A disciplina de custo e execução são olhadas à risca”, diz Fernandes, da Tenda.

Para Guedes, da Cyrela, para ter loja é preciso ter escala e um volume de empreendimentos que compensem o custo de manutenção das lojas. “Não aumentamos a verba de marketing, é o mesmo bolo dividido de forma diferente”, diz. “O que estamos buscando é velocidade de vendas”, completa.

Fora do segmento das incorporadoras, também há espaço para profissionais com experiência de varejo. A Scopel Desenvolvimento Imobiliário, empresa de loteamentos populares, contratou o executivo Ciro Schmeil para ser seu diretor de operações. Schmeil trabalhou durante quase dez anos no Walmart, como vice-presidente de desenvolvimento imobiliário. Na Scopel, coordena a busca e escolha de novas áreas e de projetos para a expansão dos loteamentos. “A expansão do varejo está muito relacionado à demografia e renda e, nesse ponto, pode contribuir muito com o setor imobiliário”, afirma Eurico Carvalho, diretor administrativo financeiro da Scopel. “Há um link muito importante quando se olha os drivers de consumo da baixa renda”, completa.

Salão Imobiliário de SP começa hoje com imóveis a partir de R$ 52 mil – 24/9/2009

Salão Imobiliário de SP começa hoje com imóveis a partir de R$ 52 mil – 24/9/2009

Fonte:Folha Online

A quarta edição do Salão Imobiliário de São Paulo começa nesta quinta-feira e vai até domingo no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Cerca de 100 mil imóveis estarão à venda, com valor a partir de R$ 52 mil. Desse total, aproximadamente 73% das unidades estão no Estado.

Quase metade dos imóveis à venda em todo o país se enquadra nas regras do Minha Casa, Minha Vida, segundo Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que organiza o evento junto com o Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo. O programa federal engloba unidades novas com valor de até R$ 130 mil e é destinado a famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650).

Os organizadores esperam 50 mil visitantes no evento, e 22 mil pessoas já se cadastraram no site para participar, o dobro do ano passado. Pesquisa realizada com esse público aponta que cerca de 68% deles querem ir ao salão para comprar um imóvel residencial para uso próprio. As unidades novas, de dois ou três dormitórios, são as mais citadas, por 25% e 14% dos cadastrados, respectivamente.

Aproximadamente 32% dos pré-credenciados estão em busca de imóveis com valor de até R$ 100 mil, e 37% estão interessados em unidades que custam entre R$ 100 mil e R$ 160 mil. A faixa entre R$ 160 mil e R$ 220 mil foi citada por 16% deles.

Nesta quinta (24/09) e sexta-feira (25), o evento acontece das 12h às 21h. No sábado (26) e no domingo (27), das 10 às 21h. O Pavilhão de Exposições do Anhembi fica na avenida Olavo Fountora, 1.209, em Santana, na capital paulista.

O Bradesco, que terá estande no Salão Imobiliário, anunciou que reduziu as taxas de juros do financiamento com recursos da poupança, que passam de 10,90% para 10,50% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 120 mil e R$ 500 mil. Para as unidades a partir de R$ 500 mil, os juros caem de 11,90% para 11,50%.

Nossa Caixa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e HSBC também estarão no evento. Este último terá redução de um ponto percentual nos juros, mas apenas durante o salão.

Estoque

Com a diminuição no número de lançamentos de imóveis, devido ao agravamento da crise econômica, julho registrou o menor estoque (12.473) na capital paulista de toda a série histórica da pesquisa do Secovi, considerando a nova metodologia iniciada em 2004.

Apesar disso, o presidente da entidade, João Crestana, afirma que o valor dos imóveis em oferta no mercado não serão influenciados. “O aumento é limitado pelos salários e estamos nos voltando agora para uma camada nova da população”, disse, referindo-se ao Minha Casa, Minha Vida.

“Historicamente, os preços têm acompanhado a inflação, com aumento médio de dois, três, quatro pontos percentuais acima disso”, completou, lembrando que pode haver diferenças pontuais em alguns bairros.

CDHU anuncia construção de 13 mil casas – 21/9/2009

CDHU anuncia construção de 13 mil casas - 21/9/2009

Fonte:Folha Online 

 

Nos próximos 30 dias, 13 mil imóveis devem ser construídos na região metropolitana de São Paulo, em municípios com mais de 50 mil habitantes, incluindo a capital. As moradias populares poderão ser financiadas pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, por famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395). As cidades ainda não foram divulgadas.

O acordo que vai viabilizar as obras foi assinado ontem entre a Secretaria de Estado da Habitação e a Caixa Econômica Federal. Nesse caso, os governos federal e estadual entram com um subsídio para permitir os descontos concedidos aos mutuários.

De acordo com o governo estadual, os imóveis –que poderão ser apartamentos ou casas– deverão ter três dormitórios, aquecimento solar, revestimento com pisos de cerâmica e azulejos, além de pé direito de 2,60 metros.

O tamanho ainda não foi anunciado, mas poderá ficar entre 44 m2 e 64 m2 –tamanho médio dos imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Se forem essas as metragens previstas pelo governo do Estado, as unidades poderão ficar maiores do que as previstas no Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem renda de até três salários mínimos, entram no programa moradias térreas, de 35 m2, ou apartamentos, de 42 m2, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

As famílias serão selecionadas por meio dos cadastros dos programas de moradia popular das prefeituras. Segundo a Habitação, normalmente, os mutuários começam a ser chamados quando as moradias estão 80% terminadas. Ainda não há uma previsão de quanto tempo as obras levarão para ficarem prontas.

Há construções da CDHU que demoram de 15 a 18 meses.

Segundo as regras do programa Minha Casa, Minha Vida, o imóvel poderá ser financiado por até dez anos, com prestação mínima de R$ 50. Poderão ser comprometidos até 10% da renda familiar.

A correção será anual, pela TR (Taxa Referencial), que, no ano passado, ficou em 1,6%. O financiamento é feito por meio da Caixa Econômica.

O último balanço da instituição, do dia 11, aponta que, no país, desde o início do programa, foram enviadas 1.734 propostas de empreendimentos, com 332.180 unidades. Desse total, 292 foram aprovados, gerando um total de 55.606 unidades, no valor de R$ 3,44 bilhões.

Prefeitura do Rio compra prédios abandonados para construir moradias – 21/9/2009

Prefeitura do Rio compra prédios abandonados para construir moradias - 21/9/2009

Fonte:Agência Brasil 

 

 

RIO – Pelo menos 12 imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abandonados na cidade do Rio de Janeiro darão lugar a unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que viabiliza a construção de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.

O primeiro passo para a transferência desses imóveis e de mais 17, que também pertencem ao INSS, para a prefeitura do Rio foi dado nesta segunda-feira com a assinatura de um termo de cooperação técnica pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes.

O acordo foi assinado em Padre Miguel, na zona oeste da cidade, pouco antes da implosão de um prédio inacabado do instituto, na esquina das ruas Bom Sossego e Açafrão. O “Esqueleto de Bangu”, como ficou conhecido, começou a ser construído há 30 anos. A obra foi abandonada logo depois e virou abrigo para a moradores de rua.

A prefeitura pagou pelo espaço R$ 2,624 milhões. A entrada será de 10% desse valor e o restante vai ser financiado em 60 meses pela Caixa Econômica Federal. O local vai abrigar a Praça do Conhecimento, que terá uma clínica da família, uma escola de ensino infantil para 400 crianças e uma biblioteca.

- A venda desse imóvel irá permitir que a prefeitura possa construir um novo espaço de cidadania para a população da cidade – ressaltou o ministro José Pimentel.

Para implodir os cinco pavimentos do prédio e o anexo, foram usados 150 quilos de dinamite. A Defesa Civil, a Guarda Municipal e a Polícia Militar montaram um esquema para garantir a segurança dos moradores do entorno, interditando várias ruas e suspendendo as aulas das escolas da região no turno da manhã. Porém, após a demolição do prédio, o local não foi interditado, e moradores da região, entre eles, crianças, ocuparam os escombro.

O atendimento no Posto de Atendimento Médico (PAM) localizado na área isolada também foi suspenso pela manhã e as consultas agendadas para hoje estão sendo remarcadas.

O governador Sérgio Cabral, que também participou da solenidade, anunciou a reforma do Conjunto Dom Jaime Câmara, em Padre Miguel. Considerado o maior conjunto habitacional da América Latina, com 180 blocos de apartamentos, o aglomerado receberá obras orçadas em R$ 17 milhões, que incluem recuperação de fachadas, revestimento interno, impermeabilização das caixas d33água e cisternas e instalação de drenagem e esgotamento sanitário. A intervenções devem ser concluídas até dezembro deste ano.

Plano Minha Casa Minha Vida em Campinas

setembro 20, 2009 4 comentários

Aguarde mais novo lançamento em Campinas do Plano Minha Casa Minha Vida.

Lista de documentos comprador :

http://www1.caixa.gov.br/habitacao/documentoshabitacaocaixa/frm_geral.asp?modulo=cfnu

Regras

caderno 0 a 3 sal cef

CASAS CAMPINAS

 

Casas totalmente financiadas pela CEF.

Se tiver interesse, envie um comentário que lhe enviarei um formulário, este aí disponível no link acima dá uma relação de documentos do comprador em função de suas caracteristicas (casado, solteiro, portador de FGTS) .

A 8 km do Shopping Dom Pedro, próximo a Rodovia Dom Pedro

Melhor condominio de Campinas, acesso fácil ao centro de Campinas, 15 km, Ponto de Onibus na porta do condominio.

Totalmente financiado pela CEF.

Aguarde !!!!

Presidente da CEF faz balanço do Minha Casa – 16/9/2009

Presidente da CEF faz balanço do Minha Casa - 16/9/2009

Fonte:Valor Online 

 

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, quase não consegue parar para dar entrevista depois de sua apresentação no Brazil Real Estate Conference, em Nova York. Investidores estrangeiros e executivos brasileiros, com os seus cartões em mãos para se apresentar à executiva, queriam tirar mais dúvidas sobre o plano ou simplesmente cumprimentar o seu trabalho à frente da instituição.

Depois de atender cordialmente a cada um deles, senta-se para falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, plataforma política importante do atual governo, costurada por Maria Fernanda e a ministra Dilma Roussef com 11 das maiores empresas do setor. Procura ser precisa nos números e o que não tem de cabeça providencia rapidamente via e-mail pelo seu blackberry. A CEF tem 329.836 unidades em análise, que representam 1726 empreendimentos. Desse total, 54 mil unidades já foram aprovadas (285 empreendimentos). A meta do governo é aprovar 400 mil unidades este ano e outras 400 mil em 2010 do total de 1 milhão de casas anunciado pelo programa. “33% da meta já está em análise dentro da Caixa”, diz Maria Fernanda.

A cobrança dentro e fora de “casa” é grande. A maior dúvida que o setor e os investidores têm hoje diz respeito à capacidade de colocar o programa em prática. “Esse é, sem dúvida, nosso maior desafio”, diz a presidente da Caixa. “A ministra nos pede capacidade de resposta.”

Para conseguir dar agilidade às aprovações, segundo Maria Fernanda, além de ter reduzido a burocracia de mais de 200 itens para cerca de 50, contratou 300 novos engenheiros e arquitetos desde o começo do ano. A Caixa também trabalha com cerca de duas mil empresas terceirizadas que auxiliam no trabalho de aprovação. Mas e o risco de formar uma carteira de crédito deficiente que será carregada por até 30 anos? “Simplificamos o processo, mas não alteramos o nível de avaliação de risco”, diz. “Nossa taxa de inadimplência está estável na casa de 2% e o rating de crédito da Caixa melhorou no último ano “, completa. A avaliação mais alta (AA-B) , que representava 61,4% em junho de 2008 passou para 67% em junho de 2009.

Embora a CEF seja o maior agente de crédito imobiliário no país, com 72,4% do total concedido, Maria Fernanda defende a entrada de outras instituições no programa Minha Casa, Minha Vida. O Banco do Brasil já anunciou que vai aderir, mas os bancos privados ainda não deram qualquer sinalização até porque o gestor dos recursos do FGTS é a Caixa.

O banco tem procurado fazer parcerias com as grandes empresas. Criou a figura do correspondente bancário, no qual a construtora pode adiantar boa parte do processo burocrático e só passa para a CEF a aprovação do crédito. Recentemente, abriu uma plataforma de atendimento especial para as grandes empresas e passou a centralizar o processo de aprovação das que atuam em vários estados.

Uma das críticas das construtoras em relação à Caixa está relacionada à avaliação dos imóveis – que costumavam ser subavaliados segundo as empresas. “Agora a discussão da avaliação do imóvel é feita por cada unidade da federação, que considera todos os aspectos daquela região.”

Até o fim de agosto, o volume de crédito imobiliário da CEF foi de R$ 26 bilhões, mais do que o total concedido no ano passado inteiro, quando o banco financiou R$ 23 bilhões. No primeiro semestre, houve aumento de 90% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Durante a crise, segundo a exposição feita por Maria Fernanda, a Caixa aumentou a concessão de crédito imobiliário em 51,2%, enquanto os outros bancos reduziram em 18,2%.

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