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Instituição adere ao “Minha Casa, Minha Vida”

Instituição adere ao “Minha Casa, Minha Vida”

    Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    14/08/2009

Banco do Brasil vai estrear no programa habitacional do governo, Minha Casa, Minha Vida. A instituição vai financiar um empreendimento da Living, empresa de baixa renda da líder de mercado Cyrela, em Sorocaba (SP). Trata-se do primeiro financiamento do banco com recursos do fundo de garantia.

Inicialmente o Banco do Brasil vai atuar no financiamento à produção, disponibilizando recursos para as construtoras. Ainda não vai oferecer crédito para a pessoa física, que é, na verdade, o principal público do programa. “O financiamento à pessoa física vai acontecer em um segundo momento”, afirma João Martins Felcar, gerente executivo de novos negócios. De acordo com o executivo, no dia 24 de agosto, o banco terá a definição de quando passará a atender o cliente final.

Quando estiver atuando junto com a Caixa Econômica Federal no atendimento ao comprador de imóveis, o Banco do Brasil pretende atender 10% da demanda do plano, cuja meta é atingir 1 milhão de casas, e financiar 100 mil moradias. “Nossa intenção é fazer um trabalho complementar ao da Caixa Econômica Federal”, afirma.

O Banco do Brasil vai operar exclusivamente com imóveis novos para o público da faixa de renda de três e até 10 salários mínimos, que representam 600 mil unidades. A instituição avalia que exista em sua base de clientes público-alvo superior a quatro milhões de correntistas nessa faixa de renda. A faixa salarial de até três salários mínimos, onde o banco não vai entrar, representa 40% do Minha Casa, Minha Vida.

A entrada do BB no crédito imobiliário é recente: começou em 2007 com recursos próprios e em junho de 2008 com recursos da poupança. Tanto que sua carteira de crédito ganhou volume mais expressivo depois da compra da Nossa Caixa. Enquanto a carteira do BB é de cerca de R$ 430 milhões, a da Nossa Caixa atinge R$ 750 milhões.

A partir de novembro de 2008, o banco passou a ser habilitado para usar recursos do FGTS, mas ainda não havia formatado o produto. “Ajudamos o banco a desenhar o modelo de produto porque estamos bastante envolvidos com o pacote”, diz Romeu Braga Neto, diretor de incorporação da Living. A companhia já tem 7 mil unidades aprovadas no programa Minha Casa, Minha Vida, das quais cerca de 2,5 mil lançadas. O objetivo é lançar 20 mil unidades este ano.

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, disse ontem que que o banco planeja ampliar suas atividades no segmento de crédito imobiliário e pretende ficar entre os três primeiros colocados até 2013. De acordo com Bendine, o BB deve terminar 2009 com uma carteira superior a R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O valor representa um aumento de mais de 60% sobre o volume atual, de R$ 1,2 bilhão.

Até 31 de julho, a Caixa Econômica Federal recebeu propostas para financiar 215.855 unidades (1.114 propostas). Desse total, foram contratadas 26,2 mil unidades (177 propostas), o que corresponde a R$ 1,66 bilhão.

O megainvestidor Sam Zell fez a diferença

O megainvestidor Sam Zell fez a diferença

    De São Paulo
    10/08/2009

O mercado mexicano está muito mais adiantado do que o brasileiro em habitação popular. Devem ser produzidas este ano 600 mil unidades – isso por conta da crise, que deve fazer o PIB recuar em 7%. Caso contrário, o país previa atingir 750 mil unidades. O Brasil produz cerca de 250 mil unidades. Apenas o Infonavit, plano do governo mexicano, concedeu crédito para quase 500 mil unidades em 2008.

O grande salto na construção civil aconteceu no início da década, sob o comando de Vicente Fox. Assim como o mercado brasileiro, no México o setor é muito pulverizado. Há três mil empresas que fazem em média 500 unidades ao ano e as quatro grande de capital aberto, Homex, Urbi, Geo e Ara, possuem, juntas, 15% do mercado em volume. A Homex fechou 2008 com uma participação de 8%.

A companhia tem crescido de forma rápida. Em 2004, construiu 21 mil unidades e no ano passado atingiu 57,4 mil unidades. Nenhuma empresa brasileira chega perto disso. A maior em baixa renda, a mineira MRV vendeu 15 mil unidades em 2008 e a expectativa é chegar a 30 mil este ano. O segmento de baixa renda representa 80% dos negócios da Homex. “A grande exposição ao mercado de baixa renda e a diversidade geográfica da Homex são muito favoráveis para a empresa”, afirma o último relatório do Credit Suisse. A empresa está em 33 cidades, em 20 estados mexicanos.

A Homex é uma empresa familiar, fundada em 1989. Em 2002, a Equity International, empresa do megainvestidor americano Sam Zell entrou na empresa. Foi o grande articulador da abertura de capital da companhia, dois anos mais tarde.

“A presença de Sam Zell ajudou muito a empresa e atraiu muitos investidores americanos, que não conheciam o mercado mexicano, para a empresa”, afirma Vanessa Quiroga, analista do Credit Suisse no México. No começo do ano passado, o investidor vendeu os 3,4% que ainda detinha para os sócios fundadores. Atualmente, Sam Zell está nas brasileiras Gafisa e Tenda.

A entrada no mercado brasileira foi bem aceita por investidores e analistas. “Estão buscando oportunidades no mundo onde possam replicar seu modelo e aproveitar oportunidades de investimento”, diz Vanessa. A expectativa é que o projeto de São José dos Campos contribua com 2% das vendas totais da companhia.

As informações do fundo de garantia dos mexicanos é pública e pode ser consultada pelas empresas. O balanço e orçamento anual do Infonavit são abertos. (DD)

Homex vence contratempos e desembarca no Brasil

agosto 10, 2009 3 comentários

Construção: Grupo mexicano é especializado no segmento popular

Homex vence contratempos e desembarca no Brasil

    Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    10/08/2009
Gustavo Lourenção / Valor
Foto Destaque
Urquiza (à esquerda) e Cavalcante trabalharam nos últimos dois anos para montar a operação no Brasil e estreiam com um projeto no interior de São Paulo

Na sala de reuniões batizada de Culiacán, cidade onde nasceu a Homex, Alberto Urquiza, diretor corporativo internacional, e Mario Cavalcante, o primeiro executivo brasileiro contratado pela companhia, falam cuidadosamente sobre os primeiros passos da operação brasileira da maior construtora mexicana. Listada nas Bolsas do México e de Nova York, a companhia apadrinhada pelo megainvestidor americano Sam Zell – que entrou na Homex antes da abertura de capital e ajudou a concebê-la – tem um zelo quase excessivo com as suas informações. Teme pelo reflexo no comportamento das ações, por adiantar fatos ou números que não sejam conhecidos pelos investidores e, claro, pelo movimento da concorrência.

Considerada modelo de construção industrializada para a baixa renda, a Homex começou a estruturar sua operação no Brasil, silenciosa e discretamente, há dois anos. Foi neste ano, porém, depois de fincar a placa Homex Brasil, vestir operários com o uniforme da empresa e abrir as vendas de casas populares em um colossal terreno de 252 mil metros quadrados em São José dos Campos, que a companhia não conseguiu mais manter o prezado sigilo e o estilo low-profile. Irá construir 1.360 unidades, das quais 330, das duas primeiras fases, já vendidas. “Partimos de um projeto-piloto, que está sendo muito bem-sucedido”, afirma o mexicano Alberto Urquiza, em sua primeira entrevista à imprensa brasileira. O investimento no projeto é de R$ 20 milhões.

Esse longo intervalo de dois anos antes do início efetivo da operação deve-se a um atropelo societário. A chegada ao mercado brasileiro foi mais difícil do que os mexicanos poderiam supor. A Homex Brasil nasceu de uma parceria entre a Homex mexicana e a brasileira EOM, dos empresários Jacques Khafif e Isaac Jacques Khafif – a primeira dona de 67% do capital da empresa e a EOM, de 33%. Um acordo de acionistas previa um contrato de 30 anos, com cláusula de não-concorrência entre as partes. Os sócios brasileiros – pouco conhecidos no mercado imobiliário – acabaram na Justiça depois de sucessivos desentendimentos com os mexicanos.

A questão foi resolvida no fim do ano passado com um acordo amigável, segundo Urquiza. “Hoje, a Homex mexicana é dona de 100% da Homex brasileira”, afirma o diretor corporativo internacional. “Não temos mais nenhuma sociedade e estamos começando sozinhos no mercado brasileiro”, diz. A primeira tentativa da Homex de entrar no mercado brasileiro foi ainda antes, por meio da aquisição da Goldfarb, empresa especializada em construções econômicas, mas a compra não prosseguiu e a empresa acabou sendo adquirida pela PDG Realty.

Nesse recomeço, a Homex conta com um empurrão providencial do programa habitacional do governo. E da Caixa Econômica Federal. Em pouco tempo, conseguiu o Geric (Gerência de Risco de Crédito), uma espécie de rating da CEF. Sem ele, não é possível obter financiamento para os clientes e, portanto, a Homex não poderia oferecer aos compradores os subsídios do Minha Casa, Minha Vida. Chega ao mercado com casas que custam em média R$ 80 mil. No México, seu preço médio é de R$ 50 mil.

Com meio andar em um edifício relativamente simples de um endereço caro de São Paulo, a avenida Faria Lima, um grupo de 45 profissionais trabalha em um espaço bastante aberto, com poucas salas. Em todas as paredes, a insistente presença de coloridos quadros com palavras de motivação, as missões e os valores da empresa.

Além da área administrativa, há mais 25 pessoas no escritório que abriu em São José dos Campos e outros 150 que trabalham no canteiro de obras – incluindo engenheiros, mestre de obras e pedreiros. “Todos os engenheiros são brasileiros, mas passaram por um treinamento de três meses no México”, afirma Cavalcante, que antes de entrar na Homex trabalhou por 12 anos na Goldfarb. Aliás, boa parte do nível executivo veio da concorrência, como Tenda, Cyrela e Gafisa. Também foram buscar profissionais em multinacionais como Unilever e Wal-Mart. Embora com a presença de Urquiza no Brasil, o espanhol seja ouvido com frequência nos corredores, apenas a presidente da companhia no Brasil, Erica Taboada, é mexicana. “Quisemos buscar o expertise local”, diz Urquiza.

O modelo mexicano de baixa renda é referência para construções populares no mundo inteiro. No México, as principais concorrentes da Homex são a Urbi, Geo e Ara. Muitas empresas brasileiras que estão estudando ou já adotam o modelo de construções rápidas estiveram no México para aprender mais sobre o sistema. A Homex usa o método construtivo de formas de alumínio preenchidas com concreto e é quem mais rápido constrói: monta uma casa completa em apenas sete dias.

A Homex traz ao Brasil um modelo totalmente verticalizado. Todo o processo é feito dentro de casa, da compra do terreno, à construção e venda dos imóveis. No México, até o concreto é produzido pela companhia. “Não acreditamos no modelo brasileiro de terceirizar a construção e a venda”, afirma Urquiza. “Também não fazemos publicidade, preferimos investir nos nossos vendedores, que abordam os clientes nas ruas”, acrescenta.

O modelo da Homex não é diferente apenas no Brasil. No México, a companhia de apenas dez anos de vida e a última a abrir capital, causou um alvoroço na concorrência quando desembarcou no mercado com propostas consideradas ousadas. “A Homex tem um estilo próprio de atuar desde o começo”, diz Vanessa Quiroga, analista do Credit Suisse no México. “Com o passar do tempo, porém, a empresa mostrou bons resultados.”

A Homex está fazendo expansão internacional. Além de operar no Brasil, busca um sócio na Índia. Entre as quatro principais do setor no seu país, foi a única a comprar outra empresa – a construtora Beta em 2005 – e opera com o menor estoque de terreno. “Enquanto as outras empresas tem até sete anos de produção futura, a Homex trabalha com três a quatro anos, o que garante um melhor uso do caixa”, diz a analista do Credit Suisse. No Brasil, segundo Cavalcante, ainda não comprou novos terrenos, mas está estudando oportunidades em mais de 60 cidades com mais de 300 mil habitantes.

A construtora mexicana aposta no modelo de gestão e gerenciamento de construção que adota no México. “Tecnologia todo mundo tem, mas temos controle do processo de informação, como o andamento da construção, gasto e vendas de cada uma de nossas obras”, afirma Urquiza.

A concorrência brasileira reconhece o know-how lá fora, mas avalia que a transferência de conhecimento de um país para outro no mercado de construção não seja algo simples. “Conhecer o mercado brasileiro a fundo, aspectos regionais e peculiaridades, é fundamental”, afirma o executivo de uma empresa nacional.

Refinanciamento imobiliário está entre as novidades

Refinanciamento imobiliário está entre as novidades

Queda da taxa básica de juros tem dado segurança para instituições recupararem imóveis

Leandro Moré – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O cuidado com que executivos de bancos tratam as novidades que estão sendo preparadas no crédito imobiliário comprova a mudança de status da área nos últimos tempos. “Há surpresas, mas não posso divulgá-las ainda”, despista o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Grupo Santander Brasil, José Roberto Machado.

 

Há não muitos anos, praticamente não havia variações nos produtos oferecidos aos clientes nem nas taxas cobradas. Hoje, os bancos disputam a paternidade de novas modalidades de financiamento, como a que tem juro prefixado, e brigam para oferecer a menor taxa do mercado.

 

 

“Tínhamos a mais baixa, de 8,4% mais TR (taxa referencial), mas aí veio a Caixa e baixou a dela para um pouco menos”, diz o vice-presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli. De fato, a Caixa Econômica Federal cobra hoje 8,2% ao ano mais TR.

 

 

A maior segurança para as instituições recuperarem imóveis de clientes inadimplentes e a queda da taxa básica de juros para menos de 10% ao ano (hoje está em 8,75%) têm estimulado até a criação de produtos derivados do crédito imobiliário.

 

 

É o caso do Crédito Casa, lançado pelo HSBC no fim de julho. Trata-se de uma linha que permite ao cliente levantar um empréstimo dando o imóvel como garantia. O juro cobrado é de 1,42% ao mês (fixo) e os recursos são do próprio banco, ou seja, nada têm a ver com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O Grupo Santander também tem na prateleira um produto semelhante.

 

O uso exagerado de uma modalidade de crédito semelhante a essa esteve na origem da crise financeira dos Estados Unidos, que arrastou o resto do mundo a partir do segundo semestre do ano passado. Milhões de americanos refinanciaram suas hipotecas para conseguir dinheiro e gastá-lo com consumo.

 

Quando os juros básicos começaram a subir para impedir a escalada da inflação, muitos clientes ficaram inadimplentes. Os imóveis foram devolvidos, mas, como valiam menos do que quando as hipotecas foram feitas, os bancos tiveram rombos enormes. A situação chegou a tal ponto que, como se sabe, muitas instituições tiveram de ser socorridas pelo governo.

 

Burocracia

Um dos problemas que os brasileiros ainda enfrentam – e devem continuar enfrentando – é a burocracia na hora de obter um financiamento imobiliário. “No Brasil, não existe registro único de um imóvel no cartório”, exemplifica diretor de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa.

“Por essas e outras questões, não conseguimos ter velocidade na aprovação”, justifica. Segundo Barbosa, no melhor cenário possível, o banco conseguiu liberar financiamentos em 12 dias. “Mas a média é mais alta”, reconhece.

Vista Perdizes – 50% vendido no primeiro fim de semana !

Dal Pian Arquitetos divulga as primeiras imagens do projeto para o SESC Guarulhos – 6/8/2009

Dal Pian Arquitetos divulga as primeiras imagens do projeto para o SESC Guarulhos – 6/8/2009

Fonte:Pini Web

Escritório vencedor do concurso arquitetônico projetou edifício com três pavimentos voltados para uma praça de convivência central

Ana Paula Rocha
O escritório Dal Pian Arquitetos Associados foi o ganhador do concurso para o projeto arquitetônico do SESC (Serviço Social do Comércio) de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Apesar de os nomes dos primeiros colocados terem sido apresentados em junho, só nesta semana as imagens dos projetos foram divulgadas. O escritório Biselli + Katchborian Arquitetos ficou em segundo lugar no concurso e Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetura na terceira colocação.

Segundo o memorial descritivo da obra, assinada pelos arquitetos Lilian Dal Pian e Renato Dal Pian, o SESC Guarulhos terá uma grande área verde e um edifício com três pavimentos voltados para uma praça de convivência central. “Espaço arborizado, transparente e permeável às perspectivas externas, essa praça integradora expõe os acontecimentos do edifício e incorpora a paisagem circundante a seus ambientes internos”, diz o memorial.

No térreo, além dessa área de convivência, o projeto prevê a central de atendimento, uma clínica odontológica, o espaço internet, de recreação infantil, oficinas culturais e o ginásio de esportes coberto, assim como sanitários e vestiários de apoio. Além disso, o pavimento ainda terá uma área reservada para carga e descarga e setor operacional junto ao estacionamento de veículos.

Já o térreo superior abrigará o teatro, restaurante, cafeteria e o bar voltados para o vazio da praça de convivência. Por conta da topografia natural do terreno, de um lado o andar terá o complexo aquático coberto e descoberto e as quadras e canchas esportivas externas, e do outro, voltados para a faixa verde preservada junto ao parque público, a biblioteca e a estação de educação ambiental.

No pavimento superior, por fim, ficarão as salas de uso flexível, de ginástica multifuncional e de outras atividades físicas. O Centro de Formação Musical ao longo da área verde externa conclui os espaços do complexo de atividades do SESC Guarulhos.

O edifício será construído com sistema estrutural misto em concreto e aço, com pilares periféricos que não atrapalham as zonas de ocupação. Para a vedação e revestimento, os arquitetos prevêem o uso de vidro, metal e pedra para garantir durabilidade e resistência da estrutura.

Além de Lilian Dal Pian e Renato Dal Pian, o projeto ainda contou com a colaboração dos arquitetos Oliver Scheepmaker, Paula da Cruz Silva, Ricardo Cristoffani, Leonardo Gomes, Tibério Cruz e Filomena Piscoletta.

Corte AA
Corte elevação Norte
Corte elevação Sul

2º Lugar: Biselli + Katchborian Arquitetos

Em 2º lugar no concurso, ficou o projeto do escritório Biselli + Katchborian Arquitetos, que previu um complexo dividido em duas faixas paralelas desenvolvidas no sentido da profundidade do terreno: a faixa norte e a faixa sul. Na norte, ficaria o programa esportivo do SESC de Guarulhos e na sul os programas cultural e sócioeducativo, com exceção do teatro, que se posiciona na faixa norte junto à entrada do local.

Assinado pelos arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian, o edifício deveria ser construído predominantemente em estrutura de concreto e alvenaria, com uma cobertura de aço envolvendo todo o prédio.

3º Lugar: FGMF – Forte, Gimenes e Marcondes FerrazO projeto do escritório FGMF (Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz) ficou em 3º lugar no concurso de projeto para a futura unidade do Sesc de Guarulhos. Liderado pelos arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, o escritório criou um complexo que segue os quatro critérios do sistema de certificação AQUA: ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde.

Entre os destaques do projeto, está o próprio edifício translúcido que, por meio de brises na fachada, filtra a luz e a ventilação para criar diferentes visuais internos e externos de luz e sombra, a grande praça pública e aberta que antecede o edifício, e a proposta de utilização de materiais certificados, recicláveis ou reciclados, como o concreto de baixa queima e com 25% de entulho moído.

O projeto teve ainda a colaboração dos arquitetos Ana Paula Barbosa, Dante Furlan, Juliana Nohara, Marina Almeida, Mônica Harumi e Renata Davi.

As pequenas têm chance no programa habitacional? – 16/7/2009

As pequenas têm chance no programa habitacional? – 16/7/2009

Fonte:Construção Mercado

Projetos nas faixas de renda mais baixas do programa habitacional são um desafio às empresas pouco capitalizadas e que não produzem em larga escala

Por Daniela Lessa

Marcelo Scandaroli
A baixa rentabilidade em algumas faixas de renda do programa habitacional é mais indicada para empresas que produzem em série

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que entrou em vigor no mês de abril, tem movimentado a construção civil. Nos últimos meses, incorporadoras listadas na Bolsa de Valores revisaram, para cima, suas metas para 2009; fusões e aquisições foram anunciadas, investidores estrangeiros fizeram novos aportes de capital em algumas incorporadoras e bairros inteiros estão sendo lançados no âmbito do programa. No entanto, toda essa movimentação de mercado tem sido protagonizada pelas grandes empresas do setor, e levanta a questão: as empresas menores serão contempladas? Uma enquete realizada pelo portal PINIweb no mês de maio, que perguntava qual era a maior dúvida dos internautas sobre o pacote habitacional, é reveladora: 40% selecionou a opção “sou pequeno, tenho chance?”.

Segundo as fontes consultadas nessa reportagem, dois pontos do programa habitacional afetam as empresas menores, por exigirem maior capitalização e produção em larga escala: 1) a baixa rentabilidade dos projetos na faixa de zero a três salários mínimos; e 2) no Rio de Janeiro e em São Paulo, principais centros urbanos do Sudeste, a Caixa Econômica Federal só libera o financiamento para a construção depois de ter entre 20% e 30% das unidades habitacionais de empreendimentos dedicados à faixa salarial de três a seis salários mínimos vendidas na planta.

Segundo o presidente do Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro), Roberto Kauffmann, essa regra pode vir a privilegiar empresas de maior porte porque elas são mais capitalizadas e, consequentemente, têm mais fôlego para iniciar a obra antes mesmo de receber os recursos da Caixa. “O público-alvo para casas e apartamentos nessa faixa média do programa não tem o hábito de comprar na planta e isso pode dificultar a vida de construtoras pequenas”, analisa.

O sócio-diretor da construtora carioca de pequeno porte Sertenge, Antonio Galiano, tem opinião semelhante. Ele conta que é comum as vendas aumentarem na fase de construção, quando casas e prédios começam a ser levantados. “Em geral, pessoas que não têm conhecimento e informações para analisar as oportunidades de um imóvel em construção, preferem comprá-lo depois de pronto”, afirma.

A opinião de que há dificuldades para os construtores de menor porte atenderem ao mercado de três a seis salários se repete em São Paulo, onde o vice-presidente de Habitação da Apeop (Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas), Osvaldo Garcia, é categórico: “o mercado de três a seis salários tende a ser dominado pelas grandes”. Ele ressalta, porém, que esse domínio não significa o alijamento das pequenas empresas. “As grandes vão dominar, mas tem mercado para todo mundo”, pondera.

Em sua avaliação, as empresas pequenas têm certas vantagens competitivas em relação às grandes porque seus custos fixos são mais enxutos. Garcia também vislumbra outra perspectiva de inserção das construtoras menores nos mercados populares: a associação com grandes companhias por meio de SPEs (Sociedades de Propósito Específico). Nesse arranjo, as partícipes de maior capital aportariam seu estoque de terrenos, o projeto de engenharia e ficariam responsáveis pelo esforço de vendas. As de menor porte, por outro lado, assumiriam a construção dos conjuntos habitacionais. Dessa forma, a economia de escala de ambas as empresas seria atendida: as grandes poderiam tocar vários projetos ao mesmo tempo e assegurar sua rentabilidade, enquanto as pequenas se dedicariam às obras sem se preocupar com o capital inicial, nem com o processo de vendas.

No Rio, o setor discute propostas para eliminar a referida exigência de vendas concretizadas, substituindo-as por um cadastro de interessados, que está sendo elaborado pela Secretaria de Habitação do Município. Em paralelo, o Sinduscon-Rio sugere que seja adotado um processo complementar de garantias, limitando os recursos fornecidos a 20 vezes o valor do patrimônio líquido da empresa tomadora do crédito.

Os critérios do cadastro só consideram terrenos já adequados às exigências do Minha Casa, Minha Vida e aprovados pela administração municipal. “Esperamos que esse cadastro reúna 600 mil compradores potenciais em dez meses”, prevê Kauffmann. A informação de demanda, acredita o representante do Sinduscon-Rio, servirá para apontar oportunidades aos empreendedores para reduzir a percepção de risco da instituição financeira e contribuirá para o barateamento do projeto.

Marcelo Scandaroli
Pequenas empresas também podem participar indiretamente do programa, prestando serviços para as grandes
O nó do zero a três
Se atender o mercado de três a seis salários requer capacidade de adaptação das companhias de pequeno e médio porte, o mercado de zero a três apresenta complexidade ainda maior. As empresas fazem estudos para avaliar a viabilidade de projetos dedicados a essa faixa salarial, mas, em princípio, afirmam que será difícil equacionar os custos, principalmente devido ao preço dos terrenos.

O presidente do Sinduscon de Pernambuco, Gabriel Dubeux Neves, é o mais cético. Para ele, a faixa de zero a três salários não é atrativa para as construtoras. “Mesmo as empresas que abriram capital e compraram muitos terrenos, compraram caro e não vão conseguir se enquadrar”, diz.

Ele comenta que os terrenos no Recife e cidades vizinhas são muito caros pela escassez de oferta e por uma série de problemas fundiários, que aumentam a burocracia. “Aqui, a solução é a autoconstrução mesmo. Tendo projeto e o terreno, os moradores se reúnem em mutirão e constroem suas casas”, afirma. Segundo Neves, dos 200 associados do Sinduscon-PE, 100 são construtoras e apenas umas dez estão interessadas em participar do Minha casa, Minha vida, na faixa salarial de zero a três salários.

O presidente do Sinduscon do Rio Grande do Sul, Carlos Alberto Aita, tem opinião semelhante à de Neves e afirma: “os preços (das casas e apartamentos populares) não estão adequados à realidade”. De acordo com os cálculos de Aita, a rentabilidade de um empreendimento de casas populares nos moldes estabelecidos pelo Minha Casa, Minha Vida seria de cerca de 10%. “E olhe lá”, faz ressalva.

Para Rogério Areias, sócio-diretor da RR Engenharia, construtora de pequeno porte do Rio de Janeiro, a viabilidade do segmento de zero a três salários passa pela integração entre a Caixa, as empresas e o poder público, cujo papel seria oferecer terrenos a preços reduzidos ou com obras de infraestrutura. “Isso ajudaria muito”, diz.

* Do dia 13/abril a 13/maio. Fonte: Caixa Econômica Federal

Caixa responde
A razão do morde e assopra entre construtoras e Caixa é que a maioria das empresas quer ajustes para o Minha Casa, Minha Vida, mas nem por isso deixa de apostar no projeto tal como está. A Múltipla, do vice-presidente da Apeop, por exemplo, estuda cinco empreendimentos de casas populares para mutuários de zero a três salários em São Paulo, Campinas e Sorocaba, totalizando 2.500 unidades, além de estar ajustando dois empreendimentos para as faixas de três a seis (600 unidades) e de seis a dez (300 unidades).

Outro exemplo é a construtora pernambucana Saint Enton, que assinou com a Caixa, no dia 30 de maio, o primeiro financiamento das regiões Norte e Nordeste para construção de casas destinadas a compradores de zero a três salários, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. A empresa construirá 278 casas populares no município de Vitória de Santo Antão a um custo unitário de R$ 36.400,00. O investimento previsto é de R$ 10,2 milhões e os compradores pagarão R$ 50 por mês durante dez anos.

Citando esse quadro de aquecimento, a diretoria da Caixa refuta todas as críticas em relação ao não enquadramento das empresas menores. O banco espera que construtoras de todos os portes participem em todos os segmentos e duvida que as garantias exigidas venham a inibir a atuação de empresas pequenas ou médias em qualquer dos nichos definidos pelo programa habitacional. A instituição financeira afirma, ainda, que suas expectativas são de que a procura por financiamento para a construção de casas populares supere a oferta de 400 mil unidades previstas, embora até agora o desempenho desse segmento seja, de fato, inferior em relação aos outros (veja tabela).

“O que está ocorrendo neste momento e que explica o menor volume de projetos para este grupo (de zero a três salários) é que, até então, não havia estoque de projetos direcionados para esse público. No entanto, existe um forte movimento de empresas de diferentes portes – grandes, médias e pequenas – estruturando projetos para esse grupo de futuros mutuários”, justifica a Caixa.

A considerar pelo movimento da empresa paulista Consultab, especializada em orientar processos na Geric da Caixa (gerência que analisa os pedidos de crédito), a justificativa é fato. O sócio-proprietário da empresa, o contador e auditor Afonso Henrique Martins, diz que está sem tempo de atender tantos pedidos de Geric. “Normalmente, eu atendia 1,2 Geric por mês; em maio atendi seis e nem respondi alguns porque não tinha condições de pegar mais trabalho”, confessa. Segundo ele, 80% da procura é para o segmento de casas populares.

O sócio cristão de Elie Horn

exame/negócios

O sócio cristão de Elie Horn
Ele visita favelas e não fecha mais contratos aos sábados. Aos 44 anos, o empresário Fábio Cury tornou-se o trunfo da poderosa Cyrela para conquistar o mercado de baixa renda no Brasil — o mais promissor da atualidade

Por Denise Carvalho | 23.07.2009 | 00h01

Revista EXAME -

Entre os empresários de ascendência árabe residentes no Brasil, o engenheiro Fábio Cury é, provavelmente, um dos menos religiosos. Nenhum objeto na sede de sua empresa, a Cury Construtora e Incorporadora, localizada em São Paulo, evoca o lado cristão do Líbano, país de origem de sua família. Embora tenha sido batizado, feito a primeira comunhão e casado na igreja, Cury faz parte do grupo dos autodenominados “católicos não praticantes”. A última vez em que se confessou com um padre foi há mais de 20 anos. Como tantos brasileiros, ele só pisa numa igreja hoje para assistir a missas de sétimo dia, batizados e casamentos. Mas nos últimos dois anos Cury se tornou rigorosamente obediente a determinados preceitos religiosos — não aos dele, mas aos do empresário sírio de fé judaica Elie Horn, dono da Cyrela, a maior incorporadora e construtora do país. Desde que Horn se tornou seu sócio, em 2007, Cury fez algumas adaptações na maneira de conduzir sua empresa. A principal delas diz respeito ao sistema de vendas. Da tarde de sexta-feira ao pôr do sol do sábado, assim como acontece na própria Cyrela, nenhum negócio é fechado. Nesse período, todos os 124 funcionários de Cury são proibidos de assinar contratos e receber cheques, mesmo correndo o risco — por sinal, alto — de perder a venda. No mercado imobiliário, 40% dos negócios são fechados aos sábados. “Fiquei preocupado por achar que perderíamos negócios”, diz Cury. “Mas deu certo. Os clientes ficam impressionados com a postura de respeito à religião e assinam o contrato nos outros dias.”
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Fora o respeito ao shabbat, existem poucas semelhanças entre os modelos de negócios de Cyrela e Cury. Uma fatura 2,8 bilhões de reais. A outra, cerca de 150 milhões de reais. Uma dedica-se à alta renda. A outra especializou-se em atender a clientela da classe C. A parceria, porém, é estratégica para a Cyrela de Horn. Com a ajuda da Cury, a empresa pretende entrar — e preferencialmente dominar — no mercado imobiliário de baixa renda, a atual obsessão das incorporadoras e construtoras brasileiras. Dos 20 000 imóveis que a Cyrela espera lançar para o segmento popular até o final de 2009, a Cury deve responder por cerca de 50%. Depois de um período de ganhos nos imóveis de alto e médio padrão, o público de baixa renda tornou-se estratégico para a companhia de Elie Horn. A expectativa é que esse mercado represente cerca de 40% das vendas totais da Cyrela em 2009 e atinja, já no ano que vem, mais da metade das vendas. “Com a parceria da Cury, temos um modelo de empresa que pode nos ajudar a construir um negócio para fazer frente aos principais concorrentes do mercado”, diz Antônio Guedes, diretor-geral da Living, a divisão da Cyrela voltada para a classe C.

Desde sua fundação, em 1962, a Cury construiu mais de 15 000 imóveis populares em São Paulo. São casas que custam entre 52 000 e 130 000 reais, destinadas a famílias com renda média mensal de seis salários mínimos. A familiaridade que a empresa tem hoje com essa clientela é função direta do empenho de Cury. Aos 44 anos, ele está na empresa desde 1991, quando foi chamado pelo pai, Elias. Desde então, desenvolveu um sistema peculiar de trabalho. Antes do lançamento de seus condomínios, costuma se reunir com líderes comunitários para discutir as necessidades da região. A cada 20 dias, Cury visita favelas, quando procura vivenciar um pouco da rotina de seu público e entendê-lo melhor. Não raro, ele estende o “processo de aprendizagem” aos executivos de empresas parceiras. Faz parte do roteiro uma visita à loja da Cury no shopping Itaquera, localizado na periferia de São Paulo. O percurso é feito de trem e metrô, um trajeto que leva cerca de 1 hora. “O objetivo é fazer o parceiro conhecer e experimentar as dificuldades vividas pelos clientes, como viajar diariamente em transporte público, em pé, em vagões lotados”, diz Felipe Pedroso, diretor de marketing da Elite, divisão imobiliária do grupo de propaganda Eugênio, um dos fornecedores da Cury.

Além das incursões exploratórias, Cury e sua empresa acumularam conhecimento em uma área nevrálgica para quem deseja explorar o mercado de baixa renda no país: os meandros da Caixa Econômica Federal, a principal fonte de financiamento de imóveis populares do país. Embora o banco estatal tenha eliminado dezenas de exigências recentemente, o processo de concessão de crédito ainda é tortuoso. São necessários cerca de 50 procedimentos para aprovar um financiamento. Com essa quantidade de papéis, a concessão de um empréstimo pode levar até seis meses. A Cury domina como poucas a estrutura de funcionamento da Caixa Econômica. “O banco é uma estrutura gigante, que não se reformulou na mesma proporção do aumento do crédito”, diz João Crestana, presidente do Secovi, entidade que representa o setor imobiliário de São Paulo. “As empresas que já conhecem a estrutura e os critérios da instituição têm vantagens sobre quem começa agora.” A CEF diz que, com as mudanças de simplificação na estrutura, o prazo deve cair para 45 dias.

A convivência entre sócios de uma companhia pode ser difícil, especialmente quando o controle é dividido meio a meio. Para que a parceria entre a Cyrela e a Cury desse certo, os dois lados montaram um modelo que procura dividir as responsabilidades de cada um na operação. Em certa medida, a atuação da Cyrela na Cury pode ser comparada à de um fundo de private equity. No acordo de acionistas, cabe à Cyrela a direção financeira da companhia. Com maior escala de construção e maior poder de negociação, a empresa de Elie Horn coordena a captação de recursos em bancos privados para financiar empreendimentos e rolar o capital de giro. A Fábio Cury fica destinada a gestão da operação. Ele é responsável pela procura de terrenos, pelo desenho dos projetos residenciais e pelo relacionamento com a Caixa Econômica Federal. Até agora, passados dois anos do início da parceria, o modelo de divisão de tarefas tem funcionado. Os riscos, porém, são grandes. “Numa sociedade 50%-50%, há sempre a possibilidade de que uma disputa por poder ou uma discordância sobre uma decisão estratégica comprometam o resultado do negócio”, afirma Haroldo Vale Mota, professor de finanças da Fundação Dom Cabral.

Empresas do setor imobiliário voltadas para a baixa renda, como a Cury, vivem um momento de grande expectativa no país. Isso se deve basicamente ao programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo no início do ano. O programa prevê subsídios de 34 bilhões de reais, juros mais baixos e prazos de financiamento maiores para famílias de baixa renda. O plano prevê o financiamento de 1 milhão de casas até 2010. Até meados de julho, foram aprovados financiamentos para 134 empreendimentos, ou 18 700 moradias. Apesar da demora na aprovação de projetos, os incorporadores estão eufóricos. Na incorporadora MRV, por exemplo, cerca de 80% das vendas de 850 milhões de reais registradas no segundo trimestre deste ano foram contratadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. “Definitivamente, o Brasil passou a olhar para esse mercado”, diz Rubens Menin, fundador e presidente da MRV, a maior empresa do segmento de baixa renda do país. Diante dessa perspectiva, Elie Horn e Fábio Cury pretendem fechar muitos negócios nos próximos meses. Mas nunca aos sábados.

Governo veta 3 itens no ‘Minha casa, minha vida’ – 10/7/2009

Governo veta 3 itens no ‘Minha casa, minha vida’ – 10/7/2009

Fonte:O Fluminense

O Governo Federal sancionou ontem a lei com as regras do programa habitacional “Minha casa, minha vida”, que pretende construir 1 milhão de casas em todo o País.

O presidente em exercício, José Alencar, no entanto, vetou três pontos do programa: a inclusão do financiamento de lotes para famílias com renda de até seis salários mínimos (R$ 2.790); a obrigatoriedade de realização de sorteio eletrônico público no desempate para a distribuição das residências e a possibilidade dos imóveis de classes média e alta situados no Distrito Federal terem regularização fundiária facilitada.

Essas modificações haviam sido incluídas no texto original durante as discussões no Congresso Nacional.

Um dos vetos de José Alencar exclui do programa o financiamento com subsídio da União para produção e aquisição de lotes urbanizados sem vinculação a um projeto de construção de imóveis.

Para justificar o veto, o governo afirmou que a aquisição de lotes isoladamente não garante um dos principais objetivos do programa: a geração de emprego e renda, com o aumento da demanda na construção civil. Também argumentou dificuldade em controlar a exigência que havia sido feita no texto, para que a família que comprasse o lote iniciasse a construção dentro de seis meses.

“O acesso aos recursos do programa deve se dar para realização de obra, ainda que nessa destinação esteja incluída a aquisição da terra, mas sem que haja a oportunidade de aquisição de lotes isoladamente”, disse o presidente em exercício, José Alencar.

O governo também tirou do texto final, a obrigatoriedade de realização de sorteio eletrônico público para distribuição das residências destinadas a famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395).

Protesto – A decisão gerou polêmica. Para a oposição, esse era um instrumento que garantiria “impessoalidade na seleção” dos beneficiados e evitaria o uso eleitoreiro do programa. O governo disse que o sorteio eletrônico dificulta a “operacionalização do programa”.

Em nota oficial, o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, tratou como “inadmissível e incompreensível” o argumento do governo.

O terceiro veto impede que famílias das classes média e alta do Distrito Federal sejam beneficiadas pelo processo simplificado e administrativo de regularização de terras.

Para o governo, as novas regras que facilitam a regularização fundiária devem valer para áreas ocupadas por população de baixa renda, o que está “em sintonia com o princípio da igualdade” previsto na Constituição e se justifica pela renda dos beneficiados.

CEF: crédito imobiliário aumenta na região – 10/7/2009

CEF: crédito imobiliário aumenta na região – 10/7/2009

Fonte:Gazeta de Ribeirão

Alta foi de 135% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008

RAISSA SCHEFFER
Gazeta de Ribeirão
raissa.lopes@gazetaderibeirao.com.br

As operações de crédito imobiliário realizadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) na região de Ribeirão Preto cresceram 135% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2009 foram emprestados R$ 308,2 milhões para a compra da casa própria nas 57 cidades que fazem parte da gerência regional. Nos mesmos meses do ano passado, foram financiados R$ 131,1 milhões.

Em todo o País, esse crescimento foi de 75%, e o valor total em empréstimos passou de R$ 10 bilhões no primeiro semestre de 2008 para R$ 17,5 bilhões no mesmo período deste ano. De acordo com o gerente regional da CEF, Alfredo Eduardo dos Santos, o crescimento ocorrido em Ribeirão, acima da média nacional, mostra que a crise não afetou seriamente a região. “Foi uma evolução muito positiva e além das nossas expectativas. Impulsionada principalmente pela classe média e alta.”

Em relação ao total de empréstimos realizados houve um crescimento de 140%. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 7 mil operações, contra 2,8 mil no mesmo período de 2008.

Para Mateus Franco, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão (Fearp-USP), foi a crise financeira que tornou o mercado de imóveis mais atrativo. “Por conta das ameaças, as construtoras e imobiliárias reviram suas políticas de preços e parcelamentos, o que beneficiou os compradores.” De acordo com Franco, a política de redução do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para a construção civil também contribuiu para aquecer o mercado.

A enfermeira Roseane Marques Nogueira, 25 anos, realizou o sonho da casa própria por meio de um financiamento da CEF. “A casa que moro não é minha e tive a oportunidade de comprar meu próprio imóvel. A aprovação do financiamento foi fácil e bem rápida, sem muitas burocracias.”

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