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Por que alguém compraria a Gafisa

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Por que alguém compraria a Gafisa

Sam Zell e GP Investimentos negociam a compra da incorporadora – entenda os motivos

                    CLAUDIO ROSSI

Gafisa

Gafisa: problemas com a Tenda escondem os atrativos da empresa

São Paulo – A Gafisa confirmou, nesta quinta-feira, o interesse de investidores de adquiri-la. A confirmação foi feita por meio de um comunicado enviado à CVM. Segundo antecipou o blog Faria Lima, de EXAME, as negociações são conduzidas com o investidor americano Sam Zell, em parceria com o GP Investimentos.

Em agosto, a coluna Primeiro Lugar, de EXAME, já havia antecipado o interesse do GP na incorporadora.

Segundo um executivo próximo à empresa, PDG, Cyrela, Eztec e Brookfield chegaram a analisar a Gafisa. Mas por que Sam Zell e o GP querem a Gafisa? Afinal, a empresa enfrenta grandes dificuldades, desde que comprou a Tenda, em 2008, para atuar na baixa renda. Pontuamos algumas razões para isso:

Valor de mercado abaixo do real

No ano passado, a Gafisa perdeu mais da metade de seu valor de mercado e, hoje, é avaliada em cerca de 2 bilhões de reais, praticamente o mesmo que empresas menores, como Eztec e JHSF. A queda é resultado de uma punição dos investidores que, de maneira geral, cobraram maiores resultados às construtoras no ano marcado pela elevação de custos de mão-de-obra, material e crise econômica. Isso, é bom lembrar, depois da onda de abertura de capital das empresas do setor, a partir de 2004, a preços superestimados pelo mercado.

Porém, o patrimônio da companhia vale cerca de 75% mais que o valor em bolsa. A tradição do nome da companhia no setor, aliada ao estoque de terrenos grande e bem diversificado regionalmente, acabam atraindo qualquer empresário ou investidor do mercado.

“O valor da companhia no mercado é baixo por conta do preço das ações hoje mas, aos olhos do setor, a Gafisa tem um valor para o mercado de construção altíssimo”, diz um concorrente da companhia.

O estoque de terrenos da Gafisa, no terceiro trimestre de 2011, era de 21 bilhões de reais, divididos entre cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, Nordeste e outras regiões.

A jóia da alta renda

A Gafisa tem, hoje, o pior desempenho entre as grandes companhias do setor, com rentabilidade 79% menor que a média das concorrentes Brookfield, Cyrela, MRV, PDG e Rossi. Porém, entre as marcas que possui, a Alphaville, destinada para consumidores de alta renda, tem se destacado ao ponto do segmento já representar a venda de quase 75% do total da companhia no terceiro trimestre de 2011.

 

A marca, comprada pela Gafisa por cerca de 383,5 milhões de reais, em 2006, tem velocidade de venda de 36,4%, superior à Gafisa e Tenda, de respectivamente 24,8% e 9,1%, e já corresponde a quase 27% do total das vendas da companhia, no terceiro trimestre, totalizando 281,7 milhões de reais.

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“As pessoas falam que a Tenda foi uma má compra da Gafisa – e foi mesmo. Mas esquecem o quanto comprar a Alphaville foi um bom negócio”, diz um fornecedor da companhia. “A marca tem feito empreendimentos bem rentáveis em áreas pouco exploradas, o que é invejável.”

Tenda provisória

O desempenho desfavorável da Gafisa se deve, apontam analistas, ainda a resquícios da compra da Tenda, em outubro de 2008. Na época, a companhia mineira tinha uma dívida de 73 milhões de reais e uma operação deficitária voltada para imóveis de baixo custo. Já nas mãos da Gafisa, a Tenda não deu lucro até hoje.

Segundo a própria companhia, a rentabilidade dos projetos da Tenda é próxima de zero, quando deveria estar entre 10% e 15% pelas projeções feitas no momento da compra. Os motivos vão desde má administração da venda dos apartamentos da marca até as dificuldades encontradas pelo mercado no ano passado, com o aumento dos custos bem superior aos planejados pelas construtoras. Para frear os prejuízos, o ritmo das obras da Tenda caiu à metade a partir de 2009 — o que ajudou a levá-la nos últimos meses à liderança de reclamações na Justiça paulistana.

“Acontece que a Tenda é um problema solucionável, com previsão de controle a partir de 2013 com a reestruturação gerencial que a Gafisa já vinha fazendo na administração da marca”, diz um executivo do setor. “Ficou claro que as construtoras em geral não sabem vender para baixa renda e, ao deixar isso de lado e arrumar a casa, a Gafisa tem tudo para voltar a crescer”.

Gafisa enfrenta polêmica em assembleia | Valor Online

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

A Brasil Brokers realiza a unificação de duas imobiliarias, a DelForte & I.Price com a Frema, e cria a empresa Del Forte Frema com o intuito e motivação de fortalecer ainda mais a marca no mercado imobiliario do Estado. Continuar com a excelencia eprestar os serviços com qualidade, é o foco da empresa.
Agora a Del Forte Frema possui 1.800 corretores que atuam em 38 cidades do Estado. Os profissionais atuarão em 147 pontos de venda, sendo sete filiais: São Caetano, São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, São José dos Campos, Perdizes, além da matriz localizada na Av Indianapolis, 618. No ABC, a empresa possui uma boa atuação em São Caetano do Sul, onde esta desde 2004. A sede fica na rua Amazonas, 271. A imobiliaria atua no ramo de vendas de loteamentos e imóveis novos e usados, e atinge todas as classes, de A a D. No último ano, a empresa superou as expectativas e alcançou R$ 2 bilhoes em vendas. Em 2007 Grupo Brasil Brokers adquiriu a Del Forte. No ano seguinte, a empresa promoveu a fusão das duas imobiliárias e criou a Del Forte & I.Price. A I.Price operava no mercado imobiliário desde 2005, e atuava nos municípios de São Paulo, Campinas, São Bernardo e Jundiaí.
Ja a Del Forte foi fundada em 2007, e contava com uma forte atuação na regiao do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).
A Frema, adquirida pelo grupo em março de 2008, iniciou suas atividades em 1972. Presente no segmento de lançamentos imobiliários residenciais de medio e altíssimo padrão, imóveis prontos e loteamentos, a imobiliária operava na comercialização de empreendimentos na Zona Oeste de São Paulo, São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí.
Hoje A Del Forte Frema possui quatro diretores comerciais, cinco diretores de vendas, doze superintendentes, sessenta e três gerentes de vendas, quatro diretores de atendimento, dez gerentes de atendimento, entre outros funcionários.
Todo o sucesso da empresa se dá principalmente pelo empenho dos seus sócios, ja que os mesmos acreditaram no projeto e fizeram com que a empresa alcançasse o sucesso.
“Com a fusão, a Del Forte Frema passa a operar entre as três maiores empresas do ramo imobiliario do Estado”, comenta  Aguinaldo Del Giudice, que há 40 anos esta em São Caetano no do Sul.

Ações ‘baratas’ abrem espaço para ganhos

Construção: Alta dos juros básicos não afastam investidores dos papéis das incorporadoras imobiliárias.

Ações ‘baratas’ abrem espaço para ganhos

    Por Alexander Ragir, Bloomberg, do Rio
    01/06/2010
Paulo Fridman/Bloomberg
 
Garry Garrabrant, executivo-chefe da Equity International: empresa deve investir no setor imobiliário brasileiro

As ações da Gafisa, segunda maior construtora brasileira em receita, estão com seu menor preço em relação ao lucro em 14 meses, após terem recuado 24% no ano. Guilherme Rebouças, gestor de recursos no Itaú Unibanco, diz que a ação está barata demais para deixar passar.

“Houve época em que era preciso olhar para as construtoras menores para encontrar valor, mas agora basicamente é possível comprar qualquer coisa no setor – Gafisa, Cyrela -, qualquer coisa”, afirmou Rebouças, que ajuda a administrar o equivalente a US$ 10,5 bilhões no Itaú, segundo maior gestor de recursos do Brasil, atrás da unidade de fundos do Banco do Brasil. “Elas estão baratas no geral.”

Gafisa, PDG Realty (a terceira maior) e MRV poderiam ter valorizações de até 69% até o fim do ano, beneficiadas por um aumento médio de 33% na receita, segundo relatório do J.P. Morgan Chase, de 20 de maio. A perspectiva de que a maior economia da América Latina possa ter sua maior expansão em 24 anos ofusca os receios de uma restrição na demanda, decorrente da alta nos juros, afirmou Eduardo Favrin, chefe de renda variável da unidade brasileira do HSBC Global Asset Management.

O índice imobiliário da BMF&Bovespa caiu 12% no ano, até a semana passada, levando preço médio das empresas integrantes do indicador a ficar em 10,3 vezes o lucro divulgado, depois de o Banco Central ter elevado os juros pela primeira vez desde setembro de 2008 para conter a inflação. A cotação Gafisa caiu para 13 vezes o lucro divulgado, menor número desde março de 2009.

Ontem, o índice subiu 0,4%. As ações da Gafisa avançaram 2,3%, para R$ 11, e as da MRV 0,5%, para R$ 11,82, enquanto as da PDG caíram 1,9%, para R$ 15,31.

As empresas do setor poderiam beneficiar-se dos projetos do bilionário Sam Zell, que levanta US$ 500 milhões para investir em companhias imobiliárias, e do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, cujo fundo Gávea entrou no mercado, após comprar participação na divisão imobiliária da Odebrecht.

Zell, de 68 anos, vendeu parte de sua participação na Gafisa, em 13 de maio, e sua firma agora planeja expandir-se no Brasil, segundo Garry Garrabrant, executivo-chefe da Equity International, fundo de Zell, afirmou em entrevista em 20 de maio.

A queda nas ações vistas nos últimos 30 dias foi provocada “principalmente” por grandes investidores reduzindo suas participações por motivos não relacionados com as perspectivas do setor, de acordo com o J.P. Morgan. Nos últimos oito meses, os grandes investidores venderam ações no valor de US$ 4 bilhões das construtoras, segundo o banco de investimento nova-iorquino.

Para Claudio Andrade, cofundador da Polo Capital, as construtoras não são o melhor valor no mercado. “Os valores estão longe de estar abatidos”, disse Andrade, cujo fundo subiu 165% no ano passado, após comprar ações de construtoras que haviam despencado durante a crise financeira mundial em 2008. “Faz sentido que caiam mais que o mercado pelas expectativas de alta nos juros; as construtoras são um dos setores mais sensíveis ao crédito.”

Os investidores estão subestimando a força da indústria imobiliária do Brasil, diz Rebouças. O lucro por ação das empresas de construção residencial subiu, em média, 63% no último ano, segundo dados da Bloomberg.

Depois da contração do ano passado, a economia brasileira se expandirá 6,5% em 2010, maior taxa em mais de 20 anos, de acordo com pesquisa do Banco Central com cem economistas.

Os preços residenciais continuam em alta no Brasil, com o custo médio de um novo apartamento em São Paulo tendo aumentado 22%, para R$ 2.432 o metro quadrado, nos primeiros quatro meses de 2010, em relação a um ano antes. Em comparação há quatro anos, a alta é de 51%. Os números são de um estudo da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

O aumento no custo do dinheiro não representa risco para o mercado residencial no Brasil porque os créditos residenciais não são atrelados à Selic (taxa básicas de juros), mas à Taxa Referencial (TR), afirmou Favrin, em entrevista. Para cada aumento de 1 ponto percentual na Selic, a TR sobe aproximadamente 0,16 ponto porcentual, estima o Credit Suisse. Se o Banco Central elevar a Selic em 2,5 pontos percentuais, como previsto para este ano, a TR poderia subir 0,4 ponto, de acordo com o Credit Suisse.

As ações da Cyrela, maior construtora brasileira em receita, ainda estão duas vezes mais caras do que em 2008, quando em novembro a relação entre preço e lucro caiu para 5,5 vezes.

“O que realmente determina a disposição de alguém em comprar uma casa é a renda, emprego e confiança do consumidor”, afirmou Favrin, que administra US$ 2,5 bilhões em ações brasileiras. “A reação do mercado está errada, porque os custos de financiamento não são baseados na taxa Selic.”

Gafisa capta R$ 1 bilhão em oferta com rateio para pequeno investidor

Mercado de capitais:

Gafisa capta R$ 1 bilhão em oferta com rateio para pequeno investidor

    Eduardo Campos, de São Paulo
    25/03/2010

A construtora e incorporadora Gafisa, já listada na bolsa, conseguiu captar R$ 1,063 bilhão em sua nova oferta pública de ações. Os papéis foram emitidos ao preço de R$ 12,50 cada um, o que corresponde a desconto de 0,40% sobre o preço de fechamento do papel anteontem na bolsa. A oferta é primária, em que o dinheiro vai para o caixa da empresa.

A operação foi colocada em um momento complicado para ofertas iniciais no mercado. Nas quatro aberturas de capital feitas até agora em 2010, as companhias tiveram que cortar o preço inicialmente previsto para a venda das ações.

Na semana passada, a OSX, empresa de Eike Batista para o setor naval, teve de reduzir o tamanho da sua oferta inicial de ações em mais de 40% para atrair investidores. A operação será de US$ 1,8 bilhão, sendo que Eike entrará com US$ 300 milhões. Antes das mudanças, a companhia captaria US$ 3,15 bilhões em um cenário conservador e mais de US$ 5,5 bilhões caso o preço saísse pelo teto e os lotes extras fossem colocados.

Além disso, empresa de energia Renova adiou o ingresso na bolsa, por conta das condições do mercado. Seria a primeira companhia de energia limpa a listar as ações. Atualmente há outras duas empresas do setor na fila: a Multiner e a Venti.

Ao todo, a Gafisa emitiu 85 milhões de ações ordinárias (com direito a voto), o que mostra que a companhia conseguiu colocar, quase que integralmente, o lote suplementar da operação, de 15%. A emissão inicial era de 74 milhões de ações.

O pequeno investidor que tomou parte na nova oferta da Gafisa teve seu pedido de reserva atendido integralmente até o valor de R$ 5 mil. Sobre o que excedeu esse valor, foi aplicado um rateio de 51,4%.

Essa é a terceira vez que a companhia vai ao mercado em busca de recursos para financiar o crescimento. Com o dinheiro obtido, a Gafisa se compromete a comprar terrenos, firmar parcerias e aquisições estratégicas e anunciar novos lançamentos. Outros 25% são destinados a capital de giro, o que pode compreender o pagamento de debêntures.

Em junho do ano passado, a Gafisa tinha protocolado pedido de oferta, mas, depois um mês, desistiu da operação alegando condições desfavoráveis no mercado de capitais.

A oferta foi coordenada pelos bancos Itaú BBA, JP Morgan, Banco Votorantim, UBS, Barclays Capital e Banco Fator.

Outras duas companhias do setor de construção fizeram ofertas de ações neste ano. A Inpar captou R$ 280 milhoes e a PDG Realty, R$ 1,6 bilhão. Ambas já eram listadas na bolsa.

Gafisa, Norcon e outras noticias dessa terça feira no mercado imobiliario

From: Moreno, Andre On Behalf Of Monteiro, Rodrigo
Sent: terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 08:19
Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG Pactual’s Monteiro)

•           RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações (Reuters Focus)

•           Foco volta para as construtoras (Jornal do Commércio)

•           Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações (O Estado de São Paulo)

•           Vendas em shoppings caem com as chuvas (Jornal da Tarde)

•           Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME (Reuters)

•           Bonsucesso investe no nicho da habitação (Reuters)

•           Norcon equaciona dívida e refaz planos (Valor Econômico)

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RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações

9 February 2010

Reuters Focus

* Construtora cita clima positivo para setor imobiliário

* Emissão de ações visa melhorar estrutura de capital

* Gafisa prevê lançamentos de até R$5 bilhões em 2010

SÃO PAULO, 9 de fevereiro (Reuters) – A Gafisa , uma das maiores incorporadoras e construtoras do país, divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de 55,3 milhões de reais no quarto trimestre e anunciou que planeja fazer uma oferta primária de ações para levantar 1 bilhão de reais.

“Em vista do clima positivo da economia interna, o aumento da demanda por moradias e a expansão dos mercados de financiamento imobiliário público e privado, acreditamos que haja uma oportunidade significativa para expandir nossa presença no setor de habitação brasileiro de maneira lucrativa”, afirmou a Gafisa no relatório que acompanha o balanço trimestral.

“Uma oferta de ações nos proporcionará a oportunidade de financiar de modo confortável nossos objetivos de negócios nos próximos anos, enquanto melhoramos nossa atual estrutura de capital”, disse a empresa, citando ainda eventuais oportunidades de fusões e aquisições.

Para 2010, a empresa estima lançamentos de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, o dobro de 2009. Do total previsto para este ano, de 40 a 45 por cento serão no segmento de baixa renda, por meio da Construtora Tenda, que acaba de ser incorporada pela Gafisa.

RESULTADOS

O lucro líquido da Gafisa no quarto trimestre ficou aquém do esperado pelo mercado. Quatro analistas consultados pela Reuters previam, em média, que a empresa registrasse lucro de 67,2 milhões de reais de outubro a dezembro. [ID:nN05154558]

O resultado de outubro a dezembro se compara ao lucro de 12,8 milhões de reais no mesmo intervalo de 2008.

Originalmente, no início de 2009, a construtora havia reportado um prejuízo líquido de 12,6 milhões de reais para os três últimos meses de 2008.

A receita líquida da Gafisa totalizou 897,5 milhões de reais no quarto trimestre, aumento de 60 por cento na comparação anual. As vendas contratadas no quarto trimestre totalizaram 1,05 bilhão de reais, com lançamentos de 1 bilhão de reais, representando altas de 79,1 por cento e de 55,1 por cento, respectivamente, contra um ano antes.

A Gafisa reportou um Ebitda ajustado de 174,7 milhões de reais nos três meses até dezembro, acima dos 82,3 milhões de reais um ano antes. A margem Ebitda saltou de 14,6 para 19,5 por cento.

Para 2010, a construtora prevê margens Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) entre 18,5 e 20,5 por cento.

No acumulado de 2009, o lucro líquido da Gafisa quase dobrou ante o ano anterior, para 213,5 milhões de reais. A receita líquida subiu 73,7 por cento, atingindo 3 bilhões de reais. Os lançamentos no ano passado recuaram 45,2 por cento, para 2,3 bilhões de reais, enquanto as vendas contratadas aumentaram 26 por cento, chegando a 3,2 bilhões de reais.

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Foco volta para as construtoras

9 February 2010

Jornal do Commércio do Rio de Janeiro

Apesar das perdas na cotação das ações do setor em janeiro, analistas apontam os papéis da construção civil como boa opção para o ano. No pregão de ontem, as ações de Gafisa, MRV Egenharia e Duratex mostraram força, ficando entre as maiores altas do dia.

Gafisa ON fechou com ganho de 4,22%, a R$ 24,19. As ações ordinárias da MRV Engenharia subiram 3,59%, a R$ 12,40. As ON da Duratex valorizaram 2,73% a R$ 16,18.

O analista da corretora SLW, Pedro Galdi, afirmou que não houve nenhum evento pontual que favorecesse a alta dos papéis ligados à construção civil e os ganhos são decorrentes das boas perspectivas para o setor no Brasil, como reflexo da melhora da economia nacional.

“É um movimento gradual de melhora do setor, que tem ótimas perspectivas”, disse Galdi.

A ação que mais se valorizou no dia, entre as 63 componentes do Ibovespa, foi a da Fibria, maior produtora de celulose de fibra curta do mundo. O papel ON da companhia subiu 6,17% a R$ 34,60. Galdi disse acreditar que o aumento do preço da celulose no início de fevereiro e a recomendação de compra do papel pelo Citigroup influenciaram, mas não foram as causas principais para a alta. Para ele, a ação se tornou muito suscetível à especulação.

“Embora as perspectivas com relação à operação sejam muito boas, o passivo da companhia é muito grande. A relação dívida líquida/Ebitda é de oito vezes. É por isso que um dia a ação se valoriza 6% e no outro cai 6%”, disse Galdi, que considera que o preço justo do papel está em torno de R$ 28,79.

Cosan sobe mais. A ação ordinária da Cosan voltou a subir – alta de 4,7%, a R$ 24,50. A valorização ocorre a reboque da divulgação, na semana passada, de acordo bilionário com a Shell, e de novas altas nos preços internacionais do açúcar.  

Na ponta vendedora, destaque para a varejista B2W, que caiu 3,06% a R$ 34,90. De acordo com Galdi, a desvalorização pode ser reflexo de notícias divulgadas ontem dando conta de  de que a Casas Bahia pretende expandir sua atuação no mercado de vendas pela internet, mercado no qual a B2W atua.

As ações da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau também caíram no pregão de ontem. A PN da Gerdau recuou 1,5% a R$ 24,30. As ON da Gerdau Metalúrgica caíram 1,33% a R$ 26,69, apesar da alta das commodities no mercado internacional, que ajudaram os papéis de Vale e Petrobras.

Segundo Galdi, as ações do grupo sofrem com a situação da economia dos Estados Unidos, cujo setor de construção civil continua mostrando debilidade.

O analista disse, contudo, que as perspectivas para o papel devem melhorar, à medida que o mercado americano deve apresentar dados melhores ao longo do ano.

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Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações

9 February 2010

O Estado de São Paulo

Recursos devem ser usados na compra de terrenos e investimento em lançamentos

Se depender do bom humor dos executivos da Gafisa, a construção civil parece ter dado adeus à fase ruim deflagrada pela crise econômica global, que impactou fortemente nos negócios até meados de 2009. Ontem, no começo da noite, a companhia informou ao mercado que fará uma emissão primária de ações de cerca de R$ 1 bilhão.

Segundo o presidente da companhia, Wilson Amaral, o dinheiro em caixa será um reforço importante para aproveitar o bom humor do mercado e dos consumidores para adquirir terrenos (que deve absorver cerca de 35% dos novos recursos), turbinar o capital de giro (25%), investir nos lançamentos (20%) e fazer aquisições (20%). Como são ações primárias, os recursos serão usados integralmente no crescimento da companhia.

Com dinheiro novo, a empresa vai reduzir bastante o seu nível de alavancagem (valor da dívida líquida dividido pelo patrimônio líquido). Em 31 de dezembro, ela estava em 83%. Após a emissão, deve ficar abaixo de 50%. “Em período de forte tendência de crescimento, é bom a empresa não ter um endividamento alto”, explica Amaral.

O presidente da Gafisa garante que, no momento, não analisa possíveis aquisições. Um caminho para crescer, segundo ele, pode ser por meio da compra de estoques de terrenos de concorrentes onde a companhia não tem uma participação muito expressiva. Atualmente, a Gafisa (incluindo as empresas Alphaville, do segmento de luxo, e Tenda, de popular) atua em 21 Estados e 100 cidades.

BALANÇO

A construtora e incorporadora terminou 2010 com R$ 1,424 bilhão em caixa e vendas contratadas de R$ 3,248 bilhões – em 2008 foram R$ 2,5 bilhões, o que representa, portanto, um aumento de 26%. Desse total, R$ 1,361 bilhão vieram dos negócios da Tenda, que teve os negócios turbinados no ano passado pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. As vendas avançaram em especial no último trimestre, com crescimento de 74% na comparação com o ano anterior.

Amaral acredita que, neste ano, a participação da Tenda chegará a 45% – com até 80% dos negócios vindos do Minha Casa. “Não tem como o programa não dar certo. O Brasil precisa de 1,5 milhão de novas moradias por ano”, lembra.

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Vendas em shoppings caem com as chuvas

9 February 2010

Jornal da Tarde

As vendas das lojas de moda e calçados nos shoppings estão 30% menores do que o esperado neste início de ano. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as chuvas estão atrapalhando o movimento dos centros de compras e os segmentos de óculos e perfumaria, por exemplo, registraram um faturamento 40% abaixo da meta para o período. Quem está sofrendo menos é o segmento de fast food, que esperava um crescimento de 18%, mas só conseguiu atingir 10%.

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Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME

8 February 2010

Reuters – Notícias em Português

LISBOA, 8 Fev (Reuters) – A Sonae Sierra, detida em 50 pct pela Sonae , iniciou a construção do Uberlândia Shopping, um centro comercial na região do Triângulo Mineiro e que representa um investimento total de 62 milhões de euros (ME), anunciou a Sonae Sierra.

Com inauguração prevista para 2011, este projecto, localizado na região sul da cidade de Uberlândia, irá ser desenvolvido numa área de 154.000 m2 estando prevista a criação de 2.000 empregos após a inauguração.

“A Sonae Sierra, através da sua participada Sonae Sierra Brasil acaba de iniciar a construção do Uberlândia Shopping, que representa um investimento total de 62 ME”, refere em comunicado.

“O centro vai criar 700 postos de trabalho durante a fase de obra e mais de 2.000 após a inauguração”, acrescenta.

A Sonae Sierra é proprietária de 52 centros comerciais em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia e Brasil com um total de área bruta locável (ABL) de mais de 2 milhões de m2.

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Bonsucesso investe no nicho da habitação

Valor Econômico

O banco mineiro Bonsucesso encerrou o ano de 2009 com lucro líquido de R$ 84,12 milhões, 3,5 vezes maior que o ano anterior (R$ 23,87 milhões) e o melhor resultado de sua história. O bom desempenho, que acompanha a retomada da economia no segundo semestre, trouxe otimismo ao banco, que retomou a contratação de pessoal e prepara a estrutura para a nova operação de crédito imobiliário.

“Esperamos começar a nova área já neste ano”, disse Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente da instituição. Essa é uma das apostas do banco para atingir um crescimento da carteira de crédito total da ordem de 50%. “Há bastante demanda, principalmente depois do Minha Casa Minha Vida (programa do governo federal para construção de moradias de baixa renda)”, afirma o executivo.

Os empréstimos para a compra da casa própria devem seguir o modelo de consignação, principal produto do Bonsucesso. Dessa forma, as parcelas serão descontadas diretamente em folha de pagamento.

Como o banco não tem captação de poupança, os recursos para esses empréstimos devem vir da cessão da carteira para títulos de crédito, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI). O banco funcionará como um originador de contratos e receberá uma remuneração.

Atualmente, o banco negocia a venda desses papéis para alguns fundos, diz Pentagna Guimarães. Mas parcerias com bancos não estão descartadas. “Não estamos fechados a oportunidades de parcerias, mas no momento não há nenhuma negociação.”

Já para atender os clientes, o Bonsucesso pretende usar uma combinação de lojas próprias (o banco tem 30 postos de atendimento) e correspondentes bancários, para atingir maior capilaridade. Há também uma aposta na agilidade de uma instituição de menor porte. “Queremos fechar um empréstimo em 7 dias úteis”.

Não é apenas no segmento habitacional que o Bonsucesso prepara ofensiva. O banco pretende acelerar o crescimento do crédito para empresas de médio porte, o cobiçado segmento conhecido como “middle market”, e um dos focos é a região da Grande São Paulo.

O volume de novas operações nesse nicho somou R$ 501 milhões, em 2009, encerrando o ano com uma carteira de R$ 241 milhões, praticamente estável. O plano agora é atingir R$ 800 milhões até o fim do ano. “Quase não crescemos nesse mercado no ano passado por conta da crise. Tivemos de renegociar quase todos os contratos, dando mais prazo. Mas a economia real, sem dúvida, já retomou”, afirma.

No consignado, principal negócio do banco, as novas concessões somaram R$ 1,55 bilhão no ano passado, chegando a dezembro com um estoque de R$ 2,1 bilhões, expansão de 60%.

Bastante otimista, Pentagna Guimarães espera que a carteira total avance ao redor de 50% neste ano, pulando dos R$ 2,33 bilhões do fim de 2009, para R$ 3,5 bilhões no último mês de 2010. Para isso, a instituição voltou a contratar.

Durante a crise, o quadro de funcionários caiu de 850 para cerca de 550 pessoas. O espaço do escritório de São Paulo foi reduzido à metade. Com a retomada do consumo somada à volta da liquidez para os bancos médios – a captação do Bonsucesso cresceu 162% no ano -, o banco contratou 200 pessoas.

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Norcon equaciona dívida e refaz planos

Valor Econômico

Após três tentativas frustradas de se capitalizar por meio da atração de sócios, a construtora sergipana Norcon, líder no mercado nordestino de baixa renda, decidiu tocar sozinha o seu plano de expansão pela região Nordeste. No último ano, a empresa diz ter sido procurada por grandes construtoras do Sudeste, que buscavam uma associação ou até mesmo a aquisição da Norcon. Como não houve acordo, a empresa optou por renegociar com bancos uma fatia importante de sua dívida, hoje estimada em torno de R$ 250 milhões, e seguir a vida sozinha.

A direção da Norcon garante que a operação forneceu o fôlego financeiro necessário à consolidação de sua presença nos quatro estados onde atua hoje: Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. No entanto, a construtora já tem projetos no Ceará e estuda a sua entrada também no Rio Grande do Norte e na Paraíba. “O Nordeste é um mundo à parte. Tem muita coisa a ser feita aqui”, disse ao Valor o diretor-superintendente da empresa, Cristiano Teixeira.

O executivo explicou que R$ 170 milhões em dívidas que venceriam ao longo deste ano foram postergados para 2012, período em que a empresa já estará entregando projetos lançados em 2008 e cujo Valor Geral de Vendas (VGV) fica próximo dos R$ 450 milhões. “Não temos mais dívida de curto prazo. Conseguimos adequá-la ao nosso fluxo de caixa”, explicou.

O alto endividamento foi o principal motivo que levou a Norcon a buscar, em 2007, uma forma de se capitalizar. De olho no crescimento do promissor mercado da construção civil do Nordeste, a companhia chegou a ensaiar uma oferta inicial de ações (IPO), porém acabou desistindo. “Percebemos que não havia janela para a operação naquele momento”, contou Teixeira.

A partir de então, plano foi tentar atrair um sócio estratégico e financeiro. Esse sócio traria dinheiro e alguma expertise, em troca de uma participação minoritária na empresa. Assessorada pelo Credit Suisse, a direção da Norcon visitou potenciais investidores em São Paulo, Estados Unidos e Europa. Quando finalmente encontrou um sócio interessado, um fundo de private equity americano especialista no setor imobiliário (que não teve o nome revelado), o acordo acabou minguando em setembro de 2008, na onda da eclosão da crise financeira internacional.

“A partir daí, a decisão mais sensata foi abrir para algumas empresas, já que a Norcon tinha feito investimentos em terrenos e tinha que avançar nos empreendimentos já lançados”, explica o diretor. Após conversas infrutíferas com Cyrela, Gafisa e Brookfield, a empresa iniciou, em fevereiro de 2009, negociações para uma associação com a PDG Realty. As conversas duraram cerca de nove meses, mas foram encerradas em 10 de novembro, também sem acordo.

Segundo Teixeira, a PDG Realty queria uma fatia maior da que a direção da Norcon estava disposta a vender. “Não queríamos que chegasse aos 50%”, informou o executivo, para depois acrescentar que também houve divergências relacionadas ao valor da transação. “Temos uma marca forte, e nossa marca vende”, defendeu-se.

O interesse das grandes construtoras pela Norcon se deve, basicamente, à presença consolidada da empresa no mercado nordestino e em seu sistema construtivo de estruturas pré-fabricadas, que ganhou importância depois do programa habitacional do governo, por diminuir sensivelmente o tempo de construção das casas.

Atualmente, a empresa tem 51 obras em andamento, sendo 15 em Aracaju (SE), três em Maceió (AL), duas em Salvador (BA) e uma no Recife (PE). Boa parte dos projetos são tocados pela subsidiária FelizCidade, voltada ao segmento chamado de “super econômico”. Além dos planos para o Nordeste, a Norcon também analisa a entrada no mercado da região Norte, mais especificamente de Belém (PA).

Diante das negociações fracassadas, mas, principalmente, do fim da crise financeira, a empresa ensaia agora um grito de independência: “Não estamos negociando com ninguém. E pretendemos continuar assim”, disse Teixeira. Porém, sensato, preferiu amenizar instantes depois: “Nunca se diz não a tudo. Estamos abertos, mas não precisamos mais (de um sócio), como precisamos no passado.”

Construção civil será destaque em 2010

De Olho na Bolsa:

Construção civil será destaque em 2010

    Daniele Camba
    28/12/2009

Colunista

Financiamentos imobiliários com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação econômica com o fim da crise financeira internacional, além da expansão da renda e do emprego. Esses são fatores que fizeram com que o setor de construção civil tivesse um bom desempenho neste ano e, para 2010, espera-se que as construtoras se destaquem ainda mais. Essa é a opinião de algumas corretoras. No caso da Gradual Investimentos essa ideia é ainda mais forte. “O setor de construção civil deve ser o que mais dará retorno no ano que vem”, afirma Paulo Esteves, chefe da área de análise da Gradual Investimentos.

Foto Destaque

O crescimento do crédito, especialmente das linhas de mais longo prazo, a continuação do aumento da renda e do nível de emprego serão os pilares para a melhora do cenário das construtoras e, consequentemente, para as suas ações em bolsa. Já com relação às taxas de financiamento, a expectativa é de que elas caiam em 2010. Atualmente, um financiamento imobiliário de 35 anos possui uma taxa média de 10% ao ano. No próximo ano, essa taxa pode cair para algo entre 9% e 7,5% ao ano, uma redução significativa, estima Esteves.

Os números mostram o aquecimento do setor imobiliário. “Em conversas com as construtoras, elas dizem que a demanda está tão forte que em uma semana vendem 70% das unidades de um lançamento”, diz Esteves. Ele tem percebido a efervescência do setor por experiência própria. “Eu já fui procurado por vários corretores com boas oportunidades de negócios, tanto é que eu mesmo estou comprando um outro imóvel”, confessa Esteves.

Foto Destaque

Além dos fatores macroeconômicos, a insatisfação dos investidores com os ganhos da renda fixa deve ser um importante empurrão para o setor imobiliário. Com retornos mais modestos, os investidores sairão da renda fixa tradicional e uma parte desses recursos tende a ir para investimentos ligados ao setor imobiliário, desde a aplicação em fundos imobiliários até a aquisição dos imóveis em si.

Mesmo a retomada do processo de alta da taxa de juros Selic, prevista para ocorrer em meado do ano que vem, não será suficiente para mudar essa migração de recursos da renda fixa para outras formas de investimento, acredita o chefe de análise da Gradual. A projeção da corretora é que a taxa Selic termine 2010 em 10,75% ao ano, dos pontos percentuais acima do nível atual. Dentro do setor imobiliário, as principais recomendações da Gradual são os papéis da Eztec – uma construtora de menor porte, mas extremamente descontada se comparada às demais ações do segmento – e da Brookfield – a única multinacional listada em bolsa, bem estruturada e com acesso a um capital mais barato, por intermédio do seu controlador internacional -, explica Esteves.

Outros setores

A expansão da renda e do emprego, juntamente com a recuperação econômica, vai impactar positivamente outras empresas ligadas ao mercado interno. Entre elas estão as que fazem produtos para a população de massa, como alimentos, carnes e bebidas. Esteves cita alguns nomes como Brasil Foods, Pão de Açúcar, M. Dias Branco, AmBev e os frigoríficos, sendo que as duas primeiras estão entre as principais recomendações da Gradual.

Já para o Ibovespa, a projeção da corretora é de 81 mil pontos para o fim de 2010, o que significa uma valorização de 19,84% em relação ao fechamento da última quarta-feira, aos 67.588 pontos. Esteves afirma que alguns clientes acharam o número acanhado demais até porque existem projeções que beiram os 90 mil pontos. Esteves explica: “Os 81 mil pontos devem ser comparados aos 62 mil pontos que projetávamos para o fim deste ano e não aos 67 mil pontos atuais”, diz. “Essa diferença entre os 62 mil e os 67 mil já é uma antecipação de um tanto que deveria subir em 2010.”

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br

Gafisa rumo à operação consolidada – 4/12/2009

Gafisa rumo à operação consolidada - 4/12/2009

Fonte:Valor Online

Perto de fechar a incorporação da Tenda – que deve ser aprovada sem problemas – a Gafisa já começa a sinalizar mudanças importantes na estrutura das empresas. Segundo o Valor apurou, o presidente da Tenda, Carlos Trostli, vai sair da companhia em meados de janeiro – depois de menos de um ano no cargo. Paulo Mazzali, diretor financeiro e de relações com investidores da Tenda, que deixa de ser listada em bolsa, também sai do cargo. Ao mesmo tempo em que a incorporação consolida a Gafisa no grupo das cinco maiores, coloca em evidência a operação.

Segundo a Gafisa, ambos continuam na diretoria da empresa e qualquer alteração será feita após a conclusão do processo de incorporação e devidamente comunicada ao mercado.

A Gafisa aproveita a oportunidade para arrumar a casa: aproveitar as possíveis sinergias e reduzir custos. Precisa estar com o discurso afiado para tentar uma nova oferta de ações no começo do próximo ano, provavelmente após o anúncio de resultados do quarto trimestre, segundo fontes do mercado. Com a Tenda – empresa de baixa renda que comprou em setembro do ano passado e onde está fazendo vários ajustes desde então – “dentro de casa”, tem mais chance de conquistar os investidores, sobretudo os estrangeiros, interessados na baixa renda. Na opinião de analistas, a Gafisa é uma empresa com fôlego, que aproveitou o mercado de crédito com operações de debêntures, mas que precisa de uma oferta se quiser crescer na mesma proporção das concorrentes a partir de 2010.

Única entre as cinco grandes que não captou recursos em bolsa este ano, a Gafisa, apesar de ter um bom caixa para o seu tamanho (R$ 1,1 bilhão ) – está com um endividamento alto, acima da média do setor. Com uma gestão mais agressiva, sempre foi considerada uma das empresas mais alavancadas, mas atualmente a relação dívida sobre patrimônio líquido está em 126% para uma média de 68% entre as vinte companhias listadas. Acima de Gafisa, estão apenas Abyara (179%), Klabin Segall (144%) – ambas que por conta do alto endividamento foram arrematadas pelo espanhol Enrique Bañuelos – e a CCDI (172%). A dívida líquida é de R$ 2,2 bilhões.

Num mercado com muitas empresas abertas e, portanto, muita base de comparação, a Gafisa chama a atenção pelo alto volume de despesas comerciais e, principalmente, administrativas – gastos que corróem as margens. “Esse é um dos principais desafios da Gafisa. Ela tem despesa de uma empresa maior do que ela de fato é”, afirma fonte que acompanha a empresa. “Ou cresce rápido ou reduz esses níveis.” Nos nove primeiros meses do ano, as despesas da companhia alcançaram R$ 172 milhões, a mais alta do setor. O valor representa um aumento de 93% sobre o mesmo período do ano passado, contra um crescimento médio de 19% no setor. As despesas comerciais da Gafisa somaram R$ 154 milhões desde o início do ano e estão atrás apenas da Cyrela. A margem líquida da companhia é de 7%, metade da média do setor. A margem da MRV é de 20%, da Cyrela e da PDG fica em 18%.

Agressiva na gestão e nos conceitos, a recente contratação da modelo Gisele Bündchen pela Gafisa despertou curiosidade do público, que queria saber sobre a gravidez da modelo. Ela agora tem aparecido nos comerciais do dorso para cima, mas na primeira aparição na midia impressa usava um vestido justo, que não denunciava qualquer barriga. E também do setor, que não tem tradição de contratar garotos-propaganda desse nível, sobretudo para campanhas corporativas. Atores costumam ser usados, mas na venda de empreendimentos.

Os mais críticos acreditam que a contratação da modelo possa engordar as despesas comerciais da companhia no ano – o valor do contrato não foi revelado. Os adeptos da propaganda esperam para ver se a modelo que incrementou as vendas de produtos de consumo, como xampu e protetor solar, vai repetir a façanha no mercado imobiliário.

Apesar do endividamento e das margens fora da média do setor, este ano, a empresa teve bons resultados operacionais. No trimestre, teve aumento de 24% na receita e de 48% nas vendas. Chamou a atenção pelo aumento do lucro, que cresceu, em boa parte, puxado por ganhos não recorrentes: a amortização da aquisição com deságio da Tenda.

No ano, a ação da Gafisa sobe 181%, para uma alta de 212,03% do índice que congrega as empresas do setor. Esta semana, porém, a ação recuou logo depois que o megainvestidor americano Sam Zell tornou pública a redução da sua participação na incorporadora. A Equity International, maior acionista da Gafisa, vendeu 4,86% da sua participação, o equivalente a R$ 190 milhões com base no fechamento do dia. Mesmo com a alienação, a Equity International continua com 13,72% das ações da Gafisa. Este ano, Sam Zell também comprou exatos 4,86% da Tenda.

Desde que comprou a Tenda, a Gafisa iniciou um trabalho para mudar a companhia, que vendia apartamentos sem análise de crédito, não tinha credibilidade no mercado, estava perto da insolvência e sua ação valia menos que um cafezinho – chegou a bater R$ 0,90. Os resultados da Tenda ainda deixam a desejar, na opinião dos analistas – principalmente por estar totalmente enquadrada na demanda do pacote habitacional do governo – mas é fato que a companhia conquistou o respeito do mercado. Apenas este ano, as ações subiram 401,72% , de R$ 1,16 para R$ 5,82.

Um dos pontos enfatizados pela Gafisa na compra da Tenda foi a intenção de explorar o perfil de varejo da construtora, que atua por meio de lojas. Daí a contratação de Carlos Trostli, que veio do mercado de bens de consumo e não passou pelo setor imobiliário. Foi o principal executivo das subsidiárias brasileiras da Reckitt Benckiser, America Online e Quaker. Com a incorporação, a presença de Trostli deixou de fazer sentido, segundo fontes do mercado.

Sam Zell reduz participação na Gafisa e ações recuam

Participação relevante:

Sam Zell reduz participação na Gafisa e ações recuam

    Fernando Torres, de São Paulo
    02/12/2009

A Equity International, maior acionista da Gafisa e comandada pelo empresário americano Sam Zell, reduziu sua participação na incorporadora imobiliária brasileira no fim do mês passado. Segundo comunicado divulgado na noite de segunda-feira, a EIP Brazil Holdings LLC vendeu 3,25 milhões de American Depositary Receipts (ADRs) da Gafisa no dia 23 de novembro. A participação equivale a 4,86% das ações da incorporadora, o que representa cerca de R$ 190 milhões com base no preço daquele dia, quando a ação fechou a R$ 29,55. Mesmo com a alienação, a Equity International ainda possui 13,72% das ações da Gafisa.

A indicação de que Sam Zell avaliou que esse preço lhe pareceu adequado para reduzir sua participação não foi bem vista pelo mercado, como é costume ocorrer quando um investidor de porte se desfaz de uma fatia relevante de ações. Sinal disso é que o papel da Gafisa recuou 1,17% ontem, para R$ 28,70, enquanto duas de suas maiores concorrentes, Rossi Residencial e Cyrela continuaram no rali da segunda-feira e ganharam 4,01%, para R$ 15,29, e 2,79%, para R$ 25,39, respectivamente.

No primeiro dia da semana, quando o banco de investimento americano J. P. Morgan divulgou relatório positivo sobre o setor imobiliário brasileiro, Rossi havia registrado alta de 5,37% e Cyrela ganhado 5,1%. A ação ordinária da Gafisa, por sua vez, tinha avançado 3,89%, para R$ 29,04.

Ainda no segmento de incorporação imobiliária, a MRV Engenharia anunciou na noite de ontem que seu conselho de administração aprovou a convocação de assembleia de acionistas, marcada para o dia 17 de dezembro, para que a empresa faça um desdobramento das ações.

A proposta da administração da MRV é de que esse desdobramento seja feito na proporção de um para três. Para cada ação detida pelo investidor, ele terá direito a receber mais dois papéis. As ações que vierem a ser criadas com o desdobramento participarão em igualdades de condições em relação às demais.

O desdobramento dos papéis da MRV também será feito, em igual proporção, para os recibos de ações negociados no exterior. O papel da MRV estreou na Bovespa em julho de 2007 valendo R$ 26,00 e fechou ontem a R$ 39,30, com alta de 3,28% no dia. O pico do papel da incorporadora foi alcançado em novembro de 2007, a R$ 43,70. O piso foi registrado um ano depois, no pior momento da crise, a R$ 6,45.

Investimentos em todo o país devem atingir R$ 4 bilhões

Os 385 empreendimentos instalados em todo o Brasil abrigam mais de 63 mil lojas-satélites, 2 mil lojas-âncoras, e 2 mil salas de cinemas, somando 8,9 milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL). A maioria das unidades está localizada na região Sudeste (55%), com outros 20% na região Sul, 13% na Nordeste, 9% na Centro-Oeste e 3%, na Norte. Segundo a Abrasce, o setor emprega 750 mil funcionários e neste Natal o índice de vagas deverá subir 10% sobre igual intervalo de 2008. Cerca de 180 mil pessoas terão emprego temporário, das quais 30% deverão permanecer no trabalho após as festas de final de ano, afirma Veiga. Os shoppings brasileiros recebem, em média, 325 milhões de pessoas/mês.

via Investimentos em todo o país devem atingir R$ 4 bilhões.

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