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BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

BrasilBrokers fecha acordo de exclusividade com HSBC

Adriana Cotias | Valor
15/10/2010 7:34

SÃO PAULO – O HSBC fechou contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco, com a BrasilBrokers, para ter exclusividade na oferta de crédito à habitação aos compradores que fizerem negócio com as 22 empresas imobiliárias que compõem o grupo. A previsão é que a parceria gere contratos de R$ 10 bilhões para a subsidiária do banco inglês no Brasil, que vai fechar o ano com uma carteira de R$ 1,5 bilhão. O negócio encontra algum paralelo no acordo selado pelo Itaú com a corretora Lopes, em 2007, na CrediPronto, com a diferença de que não haverá uma estrutura societária e a Brasil Brokers será remunerada por performance, sem divisão de resultados.

Pelo modelo desenhado, a estimativa é de que, para a BrasilBrokers, a aliança proporcione receitas adicionais de R$ 160 milhões nos primeiros cinco anos e R$ 420 milhões no período completo do contrato. Não é de hoje que a consultoria buscava um parceiro financeiro para acelerar a sua expansão. Desde que a Lopes se aproximou do Itaú, recebendo pelo acordo R$ 290 milhões à vista, com perspectiva de embolsar mais R$ 220 milhões atrelados a resultados em dez anos, a BrasilBrokers estudava caminho semelhante. Os bancos também vinham assediando a empresa.

A Brasil Brokers não vai receber um pagamento “na frente” para franquear seus balcões de negócios, como fez a Lopes. Em vez disso, negociou comissões maiores e um adiantamento de R$ 45 milhões em comissões, segundo o presidente da empresa, Sergio Newlands Freire.

A parceria prevê que 80% dos recursos sejam desembolsados pelo HSBC em 2011, servindo ao propósito de financiar a expansão orgânica e aquisições planejadas pela BrasilBrokers, especialmente em São Paulo, onde a empresa tem participação pequena, de menos de 1% do mercado, conta Freire.

Antes do desfecho com o HSBC, o grupo chegou a conversar com Banco do Brasil, Caixa, Bradescoe Real, diálogo iniciado na fase anterior à aquisição pelo Santander. A crise em 2008 interrompeu o projeto e foi no fim de 2009 que os telefones voltaram a tocar, conta Freire. De acordo com o executivo, foi a proposta do HSBC que melhor se enquadrou ao que a companhia almejava como retorno e estrutura de negócio. O banco vai destacar equipes das áreas de vendas, crédito, processos e contratos só para atender a BrasilBrokers. Vai também treinar os 13 mil corretores da empresa para fazer a oferta do financiamento, casada com a transação imobiliária.

O HSBC terá exclusividade de ser o primeiro a fazer a análise de crédito aos clientes da empresa e promete a liberação dos recursos em até 30 dias. Para o banco, a parceria representa um atalho para crescer no crédito imobiliário, segmento em que tem participação relativa pequena se comparada ao tamanho do grupo inglês nessa área, diz o diretor Antonio Barbosa. No país, a carteira de R$ 1,5 bilhão representa apenas 6% do conjunto de ativos, enquanto globalmente a fatia chega a 28% dos US$ 261 bilhões totais. Com o acordo, a produção anual, que neste ano chegará a R$ 1 bilhão no portfólio de pessoa física, dobra de tamanho já em 2011, com um terço advindo das operações com a BrasilBrokers. O banco vai se valer da distribuição nacional da consultoria imobiliária para ganhar relevância em mercados em que teria presença “invisível”, destaca Barbosa.

O assédio dos bancos às consultorias de imóveis se explica pelo forte potencial de expansão do crédito imobiliário no Brasil, que já cresce a uma velocidade de 50% ao ano, mas ainda representa menos de 4% do PIB, parcela incipiente quando comparada a outros mercados na própria América Latina – 17% no Chile e 12% no México, por exemplo. “O brasileiro compra, em média, 1,2 casa por vida, enquanto o americano compra 2,8 casas. E só metade das unidades vendidas no Brasil são financiadas”, diz Barbosa.

Freire, da BrasilBrokers, adianta que a parceria não para por aí. Qualquer negócio que envolva um “pool” de instituições financeiras terá o banco como participante: cobrança, folha de pagamento ou qualquer captação podem entrar no pacote. Uma oferta subsequente de ações em 2011 é um dos planos em estudo para dar vazão ao projeto de crescimento do grupo.

(Adriana Cotias | Valor)

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

 

Apaixonados por construção: Gestores preveem expansão forte das empresas imobiliárias amparada no aumento do crédito e da massa salarial da classe média.

Setor deve refletir processo de crescimento da economia

    Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    24/06/2010

Gustavo Lourenção/Valor
 
Anibal Alves, superintendente de renda variável da Bram: preferência por MRV e PDG Realty de olho na baixa renda

O setor de construção civil é visto como um dos que melhor representa a expansão da economia brasileira. Na avaliação dos gestores, as empresas imobiliárias – amparadas pelo aumento do crédito – poderão capturar todo o ganho de massa salarial que a classe média deve ter nos próximos anos. O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo os especialistas, veio ampliar o financiamento e adicionar demanda a um mercado já favorecido pelo cenário macroeconômico.

O ambiente também é considerado propício para investimento por outro motivo: as construtoras e incorporadoras estão em plena fase de aceleração do crescimento. A divisão de gestão de ativos do Itáu Unibanco aposta nos resultados que as companhias ainda estão para apresentar. Segundo Marcelo Mizrahe, analista e gestor do fundo de infraestrutura do banco, entre 2006 e 2009, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das empresas abertas cresceu quase três vezes entre 2006 e 2009. Se o período analisado for de 2008 a 2012, esse aumento chega a seis vezes.

A elevação do lucro, diz o gestor, deve ser equivalente. “Não existe bolha imobiliária, é uma tendência estrutural de longo prazo”, diz Guilherme Rebouças, responsável por fundos diferenciados do Itaú Unibanco. Em 2006, havia uma única empresa do setor, a Cyrela, com faturamento acima de R$ 1 bilhão. Apenas três anos depois, um grupo de oito companhias ultrapassou o almejado patamar, algumas com folga.

Clécius Peixoto, diretor de renda variável da Vinci Gas Investimentos, segue o mesmo raciocínio: “A aceleração dos lançamentos a partir do segundo semestre do ano passado e este ano vai gerar muito caixa no ano que vem”, afirma. Para este ano, as grandes do setor estimam lançamentos na casa de R$ 3 bilhões cada uma. As maiores esperam uma evolução média de 50% nos lançamentos este ano, mas em alguns casos, como a Gafisa, o crescimento projetado chega a 95%

“A estrutura de capital das empresas também ficou muito boa depois das captações”, acrescenta Peixoto. No ano passado e início deste ano, um grupo de mais de seis empresas fez uma nova rodadas de ofertas de ações – a maioria muito bem-sucedida. Calcula-se que os “follow-on” tenham injetado mais de R$ 10 bilhões nas empresas de construção entre 2009 e 2010.

O potencial de expansão do setor, sob vários aspectos, é muito grande: o crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 3% do PIB, contra 13% no México, 18% no Chile e 70% nos países desenvolvidos. O aumento do crédito também sustenta esses argumentos. Em 2003, de acordo com dados do Itaú Unibanco, cerca de 120 mil novas unidades foram financiadas.

No ano passado, esse número chegou a 600 mil (sendo 275 mil dentro do Minha Casa, Minha Vida). “O programa deu ao setor a certeza que teria dinheiro para financiar a obra e a garantia de que ficariam com o cliente”, diz Marcelo Mizrahe. O analista explica que a crise ensinou às empresas que os lançamentos de imóveis deveriam estar vinculados tanto ao financiamento à construção, quanto ao cliente. Muitas companhias tiveram problemas justamente por lançar sem essa garantia e, com o revés do mercado, tiveram problemas.

Por conta do programa, as empresas com foco ou participação importante na construção popular entraram no radar dos gestores, mesmo depois da forte valorização do ano passado. “Gostamos de MRV e PDG Realty, que é dona da Goldfarb, porque elas sabem atuar na baixa renda”, afirma Herculano Alves, diretor de renda variável da Bradesco Asset Management.

O aumento recente das taxas de juros, na opinião dos gestores, não é um problema, já que o crédito imobiliário está barateando por conta da concorrência com a Caixa Econômica Federal. Além disso, o índice de referência no crédito imobiliário é a TR e não o CDI.

Além de o setor de construção estar presente nos fundos passivos e ativos de índice, começam a surgir também os fundos setoriais de construção, baseados no índice imobiliário, criado pela BM&FBovespa em janeiro de 2009. O fundo de construção do Banco do Brasil teve o maior retorno entre os fundos de ação do banco no ano passado: com mais de 200% de retorno, chamou a atenção dos cotistas. Resultado: com um patrimônio de R$ 152 milhões no fim de maio, só perdeu para o de siderurgia, com R$ 200 milhões. Para efeito de comparação, o fundo de energia tinha R$ 76 milhões e o de bancos, R$ 65 milhões.

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Crédito imobiliário: Do bolo de R$ 107,7 bi, atingido em maio, 75% foram originados por instituições públicas

Banco privado pena para roubar fatia de mercado da Caixa

    Adriana Cotias, de São Paulo
    24/06/2010

O fantástico crescimento de 50% do estoque de crédito imobiliário nos últimos 12 meses, que chegou a R$ 107,7 bilhões no fim de maio, não tem oferecido chance para que os bancos privados ganhem fatias maiores desse promissor mercado. A competição se acirrou, porque todos querem tirar partido do carro-chefe do crescimento do crédito, mas, pelos dados divulgados ontem pelo Banco Central, o bloco das instituições financeiras públicas – de longa data liderado pela Caixa Econômica Federal – responde por 75% do bolo. Em dezembro de 2008, o percentual era de 71% e, portanto, o que se vê é até um crescimento da participação da Caixa, fomentado pelo programa federal de residências populares Minha Casa Minha Vida.

Os bancos privados tentam, agora, tirar partido do gargalo operacional da Caixa para atender em suas agências a toda a demanda por financiamentos da casa própria. Liberar o crédito no menor tempo possível passou a ser o mote dos executivos à frente dessas carteiras nas instituições privadas. Há relatos de recursos aprovados em até sete dias.

Os grandes nomes do varejo encontram demanda reprimida em sua própria base de clientes e definem estratégias para acessá-la, enquanto tentam conquistar fatias no entorno, fortalecendo, por exemplo, as parcerias com imobiliárias para oferecer empréstimos no ponto de venda dos imóveis.

“O mercado está mais competitivo, mas em termos de penetração, nos nossos cliente bancarizados, ainda é incipiente”, diz o superintendente de crédito imobilário do Santander, Fernando Baumaier. “Ainda há um grande caminho a percorrer para dizer que o produto está deslanchando e se disseminado no mercado.” Como um dos primeiros bancos privados a apostar suas fichas no segmento – com o lançamento, em 2006, do financiamento com taxas prefixadas, antes de o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar o uso dos recursos da poupança para a modalidade -, Baumaier conta que, hoje, quase não há distinção no produto entre os concorrentes. “Os outros começaram a fazer o que fazíamos, então o diferencial é atender a expectativa do cliente de prazo de liberação do empréstimo.”

A carteira do Santander, que somava R$ 9,7 bilhões ao fim do primeiro trimestre, teve um incremento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando-se também os desembolsos à construção. A parcela destinada à pessoa física somava R$ 5,4 bilhões, sensivelmente menor do que os saldos em cartões de crédito e consignado, na casa dos R$ 8 bilhões. Nos contratos ajustados pela Taxa Referencial (TR), os juros partem de 8,90% para imóveis até R$ 120 mil, enquanto nas operações prefixadas começam em 12,54% ao ano para o prazo de 30 anos.

No Bradesco, para imóveis até R$ 150 mil, os juros cobrados nos primeiros 36 meses são de 7,90% mais a TR, passando a 9,50% a partir do 37º mês até o fim do contrato, em 30 anos. “É uma febre. O mercado está muito disputado”, diz o diretor de empréstimos e financiamento, Nilton Pelegrino. Simplificar processos e colocar especialistas em crédito à habitação junto às 1,3 mil imobiliárias parceiras foi a forma escolhida para tentar ganhar terreno e transpor as fronteiras da própria base. O banco instalou 23 escritórios dedicados ao crédito imobiliário em grandes capitais e pretende elevar o número a 50 ao longo do ano. As consultas e simulações na ponta já são online e feitas pelos próprios corretores. “A pretensão é liberar o financiamento em 10 dias.”

Comparativamente ao primeiro trimestre de 2009, os desembolsos cresceram 182%, e atingiram R$ 1,84 bilhão. A previsão do banco é originar R$ 6,5 bilhões no total até dezembro, o que vai representar um incremento de 38% em relação ao ano passado. No mix, a maior fatia ainda é das concessões à pessoa jurídica, que representaram 81,7% nos primeiros meses do ano. Na composição da carteira, de R$ 7,5 bilhões, a pessoa física respondia por 37,1%.

Já o HSBC trouxe, há cerca de um ano, para os seus quadros Antônio Barbosa, executivo oriundo da área de crédito imobiliário do Banco Real para colocar o segmento no mapa do mercado também no país. “O financiamento à habitação está no DNA do banco no mundo.” A intenção, explica, é conquistar uma fatia de mercado semelhante à que a instituição tem no varejo bancário, algo perto dos 5%, 6%, o dobro da atual. Ser ágil na finalização do processo de concessão com 60 especialistas presentes nas principais capitais do país foi o caminho adotado para abreviar a espera do mutuário para menos de 30 dias. “Mas temos caso de operação liberada em sete dias.” A meta é incrementar a carteira de pessoa física, que fechou 2009 em R$ 1,3 bilhão, em mais de 50%.

Banco Mundial investe em casa popular

Banco Mundial investe em casa popular

    Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
    18/06/2010

O Banco Mundial, através do braço privado IFC (International Finance Corporation), fechou o seu primeiro investimento no setor imobiliário. O IFC assinou, ontem, acordo com a Brookfield Incorporações no valor de U$ 47 milhões para a criação de uma empresa de baixa renda, que atuará no programa Minha Casa, Minha Vida. O braço do Banco Mundial está fazendo due dilligence para fechar com mais uma construtora. O objetivo é investir US$ 150 milhões na área imobiliária – tanto em empréstimos, quanto participação direta nas companhias.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

A Brasil Brokers realiza a unificação de duas imobiliarias, a DelForte & I.Price com a Frema, e cria a empresa Del Forte Frema com o intuito e motivação de fortalecer ainda mais a marca no mercado imobiliario do Estado. Continuar com a excelencia eprestar os serviços com qualidade, é o foco da empresa.
Agora a Del Forte Frema possui 1.800 corretores que atuam em 38 cidades do Estado. Os profissionais atuarão em 147 pontos de venda, sendo sete filiais: São Caetano, São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, São José dos Campos, Perdizes, além da matriz localizada na Av Indianapolis, 618. No ABC, a empresa possui uma boa atuação em São Caetano do Sul, onde esta desde 2004. A sede fica na rua Amazonas, 271. A imobiliaria atua no ramo de vendas de loteamentos e imóveis novos e usados, e atinge todas as classes, de A a D. No último ano, a empresa superou as expectativas e alcançou R$ 2 bilhoes em vendas. Em 2007 Grupo Brasil Brokers adquiriu a Del Forte. No ano seguinte, a empresa promoveu a fusão das duas imobiliárias e criou a Del Forte & I.Price. A I.Price operava no mercado imobiliário desde 2005, e atuava nos municípios de São Paulo, Campinas, São Bernardo e Jundiaí.
Ja a Del Forte foi fundada em 2007, e contava com uma forte atuação na regiao do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).
A Frema, adquirida pelo grupo em março de 2008, iniciou suas atividades em 1972. Presente no segmento de lançamentos imobiliários residenciais de medio e altíssimo padrão, imóveis prontos e loteamentos, a imobiliária operava na comercialização de empreendimentos na Zona Oeste de São Paulo, São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí.
Hoje A Del Forte Frema possui quatro diretores comerciais, cinco diretores de vendas, doze superintendentes, sessenta e três gerentes de vendas, quatro diretores de atendimento, dez gerentes de atendimento, entre outros funcionários.
Todo o sucesso da empresa se dá principalmente pelo empenho dos seus sócios, ja que os mesmos acreditaram no projeto e fizeram com que a empresa alcançasse o sucesso.
“Com a fusão, a Del Forte Frema passa a operar entre as três maiores empresas do ramo imobiliario do Estado”, comenta  Aguinaldo Del Giudice, que há 40 anos esta em São Caetano no do Sul.

Boom de arranha-céus abre guerra de elevadores

Boom de arranha-céus abre guerra de elevadores

    Clenfield Jason, Bloomberg Businessweek
    01/06/2010

O arquiteto americano Frank Lloyd Wright previu a expansão suburbana nos EUA quando disse que a forma das cidades modernas seria decidida pelo vencedor de uma disputa entre o carro e o elevador. “Quem aposta no elevador está louco”, disse ele.

A China pode provar que ele estava errado. Cerca de 350 milhões de chineses, mais do que toda a população americana atual, migrarão para as cidades chinesas na próxima década e meia, segundo a consultoria McKinsey, e as medidas do governo para limitar a expansão das cidades e proteger as terras agrícolas significa que as incorporadoras têm de construir para cima, em vez de horizontalmente. A McKinsey estima que cerca de 50 mil arranha-céus serão construídos na China nos próximos 15 anos, o equivalente a dez Manhattans.

A perspectiva dessa enxurrada de prédios está fazendo com que fabricantes disputem uma participação num mercado de elevadores que movimentará os US$ 11,7 bilhões por ano e que, segundo previsões do Freedonia Group, empresa chinesa de pesquisas, mais que duplicará no prazo de oito anos. Enquanto a Otis Elevator lidera, com 23% do mercado, fabricantes de elevadores menos conhecidos esperam ficar famosos quebrando recordes de velocidade ou vencendo concorrências históricas para equipar as estruturas mais altas do mundo.

“Se você tem prédios mais altos, vai precisar de mais elevadores”, diz Philip Oldfield, pesquisador do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, de Chicago. “Uma coisa implica a outra.”

Em abril, a Hitachi concluiu a construção de uma torre de 50 andares para testes, a um custo de US$ 66 milhões. A empresa irá utilizá-la para desenvolver elevadores capazes de quebrar o recorde de velocidade, atualmente com a Toshiba. Dois dias após a inauguração da torre, a Hyundai Elevador prometeu conquistar o título até o meio do ano.

A Hitachi e a Hyundai estão competindo para ser a primeira a produzir elevadores capazes de subir a 64 km/h, aproximadamente a velocidade vertical de um Boeing 777, que chega a produzir a sensação de pressão nos ouvidos. A disputa estende-se até as torres de teste: as duas empresas também competem na construção da torre mais alta do mundo. A Hitachi venceu, ao incluir um para-raios de 33 metros.

“É um assunto secundário muito caro, mas eles querem entrar na brincadeira dos grandes”, diz James Fortune, um consultor veterano na área de elevadores, que assessorou arquitetos em alguns dos prédios mais altos do mundo, incluindo o atual detentor do recorde, o Burj Khalifa, de Dubai. “Não se ouve os grandes se vangloriando dos elevadores mais rápidos do mundo.”

A maior fabricante mundial de elevadores é a Otis, que forneceu as 57 unidades usadas pelo Burj Khalifa, de 128 andares. Sua participação no mercado mundial caiu de 26%, há quatro anos, para 20%, em 2008, segundo a Freedonia. Subsidiária da United Technologies, a Otis teve vendas de US$ 11,7 bilhões em 2009, 50% a mais que sua rival mais próxima, a Schindler Holding, da Suíça.

Para conquistar participação na China, a Otis começará em breve a construir sua quinta fábrica no país. A unidade estará na cidade de Chongqing e faz parte da estratégia do governo de ajudar áreas menos desenvolvidas a alcançar o ritmo de cidades costeiras como Xangai e Guangzhou.

A “política de crescer para o oeste” do governo é um dos motivos pelos quais cerca de metade dos 450 mil elevadores que serão instalados neste ano no mundo estará em prédios chineses, diz Jeff Pulling, chefe de operações em prédios altos da Otis.

As empresas chinesas também crescem. A Shenyang Brilliant Elevator, criada em 2002, tornou-se uma das maiores fabricantes do país e se mudará em julho para uma instalação, de 900 mil metros quadrados, em Shenyang. O vice-gerente-geral da empresa, George Tsong, diz que será a maior do mundo. A nova fábrica produzirá cerca de 50 mil elevadores por ano.

Grandes projetos trazem grande publicidade, diz Shinji Sasaki, gerente-feral de marketing internacional da unidade de elevadores da Mitsubishi Electric. A empresa japonesa forneceu os 61 elevadores da Jin Mao Tower, um arranha-céu no distrito financeiro de Xangai que foi o edifício mais alto da China entre 1999 e 2008. “Levamos os clientes até lá e os deixamos ver por si mesmos”, diz Sasaki. “Conseguimos muitas vendas com disso.”

Era esse impacto de marketing que a Toshiba estava procurando quando fechou um acordo “irresistível” para os donos do Taipei 101, segundo C.P. Wang, principal arquiteto da C.Y.Lee & Partner, escritório que desenhou o arranha-céus de Taiwan.

O Taipei 101, que era prédio mais alto do mundo até este ano, quando o Burj Khalifa o superou, usa 50 elevadores, incluindo dois expressos que se movimentam a uma velocidade de 61,15 km/h, um recorde mundial. “Eles queriam um prédio que exibisse suas habilidades, portanto agregaram de graça os custos de marketing”, afirmou Wang. “Eles deram ao proprietário um preço muito bom.”

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Bancos agora cortejam as imobiliárias

Bancos agora cortejam as imobiliárias

    De São Paulo
    05/02/2010

Depois de disputarem as redes varejistas de eletrodomésticos para expandir suas carteiras de crédito ao consumo, os bancos partem agora em busca de acordos com as imobiliárias. É a partir delas que as instituições vão distribuir produtos para imóveis, como financiamentos e seguros.

Ao fechar parcerias com os corretores, os bancos estão interessados em marcar posição em um negócio que ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil o mercado de crédito imobiliário corresponda a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume bastante inferior aos 69% dos Estados Unidos ou mesmo dos 11% do México. Além disso, é nas imobiliárias que se concentra a maior parte das transações do mercado. Os imóveis usados representam 63% das vendas anuais de casas e apartamentos.

“O importante para o banco é estar perto do cliente logo na hora em que ele decide comprar um imóvel”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o Itaú e a imobiliária Lopes.

Criada por Larine e pela Lopes em 2007, a CrediPronto contratou o banco Goldman Sachs para encontrar um parceiro financeiro. A disputa teve 12 concorrentes. O Itaú saiu vencedor com a proposta de pagar R$ 290 milhões à vista à Lopes e outros R$ 220 milhões vinculados ao resultado da CrediPronto pelos próximos dez anos. Agora, as 152 lojas da Lopes e de suas associadas – número que ainda será expandido – só podem oferecer a seus clientes produtos do Itaú.

No ano passado, a CrediPronto gerou cerca de R$ 150 milhões em financiamento imobiliário. Para este ano, a expectativa é que a companhia ofereça R$ 350 milhões.

A BM Sua Casa, distribuidora de produtos financeiros da Brazilian Mortgages, opera com 30 lojas próprias – que estão até em shopping centers – e mais 500 imobiliárias associadas. “A compra de um imóvel é uma decisão familiar, geralmente tomada fora do horário comercial de um banco, por isso é importante criar canais alternativos de venda do financiamento”, avalia Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.

Tanto a CrediPronto quanto a BM Sua Casa pagam comissões para as imobiliárias, modelo que não é seguido pelo Santander. “Acreditamos que, ao oferecer o crédito a seus clientes, as imobiliárias já são beneficiadas”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do banco.

A estratégia do Santander passa por um site na internet, o WebCasas, comprado pelo banco no mês passado. Ao mesmo tempo em que mostra os classificados de imóveis e informações do mercado, a página também apresenta os produtos da instituição. Em 2002, para avançar no financiamento de veículos, o banco Real, adquirido pelo Santander, comprou o WebMotors e chegou a ter a liderança do setor.

A dificuldade que as instituições financeiras encontram para se associar às imobiliárias é o fato de esse ainda ser um mercado totalmente pulverizado, diferentemente do varejo de eletrodomésticos. Só existem duas grandes empresas no setor, a Lopes e a Brasil Brokers, ainda sem parceiros financeiros.

Para as imobiliárias, as parcerias também são valiosas. “É um importante instrumento de liquidez do mercado. Ao facilitar a venda de um imóvel usado, acaba-se favorecendo também o mercado de novos porque o vendedor pode optar por morar em um apartamento mais atual”, diz Tomás Salles, diretor da Lopes. Ou seja, a corretora ganha duas vezes. “Hoje o brasileiro muda muito pouco de casa porque não tem como pagar”, diz Salles. Levantamento feito pelo Credit Suisse mostrou que os mexicanos trocam de imóvel quatro vezes ao longo da vida, enquanto a média brasileira é de 1,8 vez. (C.M.)

Construção civil será destaque em 2010

De Olho na Bolsa:

Construção civil será destaque em 2010

    Daniele Camba
    28/12/2009

Colunista

Financiamentos imobiliários com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação econômica com o fim da crise financeira internacional, além da expansão da renda e do emprego. Esses são fatores que fizeram com que o setor de construção civil tivesse um bom desempenho neste ano e, para 2010, espera-se que as construtoras se destaquem ainda mais. Essa é a opinião de algumas corretoras. No caso da Gradual Investimentos essa ideia é ainda mais forte. “O setor de construção civil deve ser o que mais dará retorno no ano que vem”, afirma Paulo Esteves, chefe da área de análise da Gradual Investimentos.

Foto Destaque

O crescimento do crédito, especialmente das linhas de mais longo prazo, a continuação do aumento da renda e do nível de emprego serão os pilares para a melhora do cenário das construtoras e, consequentemente, para as suas ações em bolsa. Já com relação às taxas de financiamento, a expectativa é de que elas caiam em 2010. Atualmente, um financiamento imobiliário de 35 anos possui uma taxa média de 10% ao ano. No próximo ano, essa taxa pode cair para algo entre 9% e 7,5% ao ano, uma redução significativa, estima Esteves.

Os números mostram o aquecimento do setor imobiliário. “Em conversas com as construtoras, elas dizem que a demanda está tão forte que em uma semana vendem 70% das unidades de um lançamento”, diz Esteves. Ele tem percebido a efervescência do setor por experiência própria. “Eu já fui procurado por vários corretores com boas oportunidades de negócios, tanto é que eu mesmo estou comprando um outro imóvel”, confessa Esteves.

Foto Destaque

Além dos fatores macroeconômicos, a insatisfação dos investidores com os ganhos da renda fixa deve ser um importante empurrão para o setor imobiliário. Com retornos mais modestos, os investidores sairão da renda fixa tradicional e uma parte desses recursos tende a ir para investimentos ligados ao setor imobiliário, desde a aplicação em fundos imobiliários até a aquisição dos imóveis em si.

Mesmo a retomada do processo de alta da taxa de juros Selic, prevista para ocorrer em meado do ano que vem, não será suficiente para mudar essa migração de recursos da renda fixa para outras formas de investimento, acredita o chefe de análise da Gradual. A projeção da corretora é que a taxa Selic termine 2010 em 10,75% ao ano, dos pontos percentuais acima do nível atual. Dentro do setor imobiliário, as principais recomendações da Gradual são os papéis da Eztec – uma construtora de menor porte, mas extremamente descontada se comparada às demais ações do segmento – e da Brookfield – a única multinacional listada em bolsa, bem estruturada e com acesso a um capital mais barato, por intermédio do seu controlador internacional -, explica Esteves.

Outros setores

A expansão da renda e do emprego, juntamente com a recuperação econômica, vai impactar positivamente outras empresas ligadas ao mercado interno. Entre elas estão as que fazem produtos para a população de massa, como alimentos, carnes e bebidas. Esteves cita alguns nomes como Brasil Foods, Pão de Açúcar, M. Dias Branco, AmBev e os frigoríficos, sendo que as duas primeiras estão entre as principais recomendações da Gradual.

Já para o Ibovespa, a projeção da corretora é de 81 mil pontos para o fim de 2010, o que significa uma valorização de 19,84% em relação ao fechamento da última quarta-feira, aos 67.588 pontos. Esteves afirma que alguns clientes acharam o número acanhado demais até porque existem projeções que beiram os 90 mil pontos. Esteves explica: “Os 81 mil pontos devem ser comparados aos 62 mil pontos que projetávamos para o fim deste ano e não aos 67 mil pontos atuais”, diz. “Essa diferença entre os 62 mil e os 67 mil já é uma antecipação de um tanto que deveria subir em 2010.”

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br

Crédito imobiliário bate recorde no ano

Habitação: Liberações crescem 10% no ano e podem atingir R$ 50 bilhões em 2010 apenas com a poupança

Crédito imobiliário bate recorde no ano

    Fernando Travaglini, de São Paulo
    22/12/2009

O crédito imobiliário chega ao fim do ano como a linha de financiamento de maior expansão no pós-crise. Mesmo com o impacto sofrido pelas incorporadoras, que adiaram lançamentos e aproveitaram o período para desovar seus estoques, o volume concedido no ano deve exibir crescimento da ordem de 10%. Para o próximo ano, a expansão pode atingir até 50%.

As liberações em novembro atingiram R$ 3,635 bilhões, volume 58% maior que no mesmo mês do ano passado e o melhor resultado já registrado no país.

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Com o forte desempenho dos últimos meses, puxado pela volta dos lançamentos, o acumulado do ano entre janeiro e novembro chegou a R$ 30,187 bilhões, superando o total liberado no ano passado com recursos das cadernetas. Em termos anuais, a expansão é de 10%.

“Em dezembro o ritmo é bom e devemos fechar o ano com nível superior aos R$ 32 bilhões esperados”, diz Luiz Antonio França, presidente reeleito da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), para o mandato até 2011.

O novo cenário de otimismo do setor levou a entidade a revisar para cima suas previsões. Diante do volume recorde dos últimos dois meses e do bom desempenho das construtoras, a Abecip acredita que as concessões para a construção de novas unidades e para a compra da casa própria possam chegar a R$ 50 bilhões em 2010, apenas com recursos da poupança, alta de quase 50% em relação ao patamar deste ano, diz França, também diretor do Itaú Unibanco. Além dos recursos da caderneta, o orçamento do FGTS prevê a liberação de R$ 23 bilhões para o setor no próximo ano, fora a verba do programa Minha Casa Minha Vida, que pretende financiar um milhão de moradias até o fim de 2010.

Isso deve elevar o estoque de linhas de crédito imobiliário para pessoas físicas dos atuais R$ 85 bilhões para cerca de R$ 135 bilhões no fim de 2010. Segundo França, a recuperação está sendo mais forte do que se esperava e, em 2010, os bancos que atuam no setor podem atingir marca histórica em novos empréstimos.

Se a expansão esperada se confirmar, a relação do crédito imobiliário em relação ao PIB deve pular de 2,9%, em outubro, para quase 4% no fim de 2010, mesmo com o forte crescimento econômico do país esperado para o próximo ano, na casa dos 5%. Neste ano o estoque de empréstimos para a compra da casa própria já foi uma dos que mais cresceu, atingindo expansão de 43% nos últimos doze meses até outubro. O percentual de 2,9% do PIB, no entanto, ainda é muitas vezes inferior ao registrado em outros países, como Chile (15%), México (11%), Espanha (60%) e Estados Unidos (100%).

A crise não afetou de forma tão acentuada o desempenho das liberações totais, mas mudou a cara do setor. Diferentemente dos anos anteriores, o que permitiu a disparada em 2009 foi o crédito à pessoal física. No início do ano, quando os efeitos da crise ainda era sentidos, a demanda por recursos para novas construções recuou fortemente. No meio do ano, o chamado Plano Empresário, que financia até 80% do valor da obra, registrava recuo de 24%.

Ao mesmo tempo, as vendas de unidades novas e usadas manteve ritmo forte e segurou a expansão do crédito imobiliário, também por conta da estratégia das companhias de desovar o estoque de lançamentos antigos. As concessões para a compra da casa própria atingiram R$ 17,8 bilhões até novembro, avanço de 57,6% em relação ao mesmo período de 2008.

À medida que a crise foi ficando menos severa, as incorporadoras retomaram seus lançamentos e a demanda por recursos para obras voltou com força semelhante ao período pré-crise. “Temos visto empreedimentos que vendem quase 100% das unidades na semana do lançamento”, diz França.

Até novembro, as liberações de Plano Empresário atingiram R$ 12,415 bilhões, valor ainda 10% inferior ao ano passado. Mas a tendência é de recuperação e os empréstimos às incorporadoras deve voltar a puxar o crescimento em 2010, prevê a Abecip.

Há também maior disputa no setor com a entrada do Banco do Brasil, em parceria com a Nossa Caixa. A instituição ampliou o limite para as empresas de incorporação e disponibiliza R$ 4,5 bilhões para as 12 maiores do setor. Desse total, cerca de 70% deve ser direcionado para novas obras.

Há ainda o programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, que tem atraído construtoras de casas populares. A Caixa Econômica Federal deve fechar o ano com concessões de R$ 40 bilhões em crédito imobiliário, dos quais R$ 11,2 bilhões já são do programa de casas populares. Em relatório para clientes, a Itaú Corretora avalia o resultado como positivo.

“Apesar de acreditarmos que no próximo ano o principal desafio para a Caixa será a contratação dessas unidades para as pessoas físicas, que demandará muito trabalho operacional, vemos a performance da instituição de maneira muito positiva”, diz o texto do analista David Lawant.

A recuperação acelerada já preocupa. Segundo o economista José Roberto Mendonça de Barros, um dos problemas que devem surgir será falta de mão de obra, inclusive de profissionais qualificados, como engenheiros.

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