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Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

Grupo Brasil Brokers realiza fusão entre as empresas Del Forte & I.Price e Frema, e cria uma das maiores imobiliárias do Estado.

A Brasil Brokers realiza a unificação de duas imobiliarias, a DelForte & I.Price com a Frema, e cria a empresa Del Forte Frema com o intuito e motivação de fortalecer ainda mais a marca no mercado imobiliario do Estado. Continuar com a excelencia eprestar os serviços com qualidade, é o foco da empresa.
Agora a Del Forte Frema possui 1.800 corretores que atuam em 38 cidades do Estado. Os profissionais atuarão em 147 pontos de venda, sendo sete filiais: São Caetano, São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, São José dos Campos, Perdizes, além da matriz localizada na Av Indianapolis, 618. No ABC, a empresa possui uma boa atuação em São Caetano do Sul, onde esta desde 2004. A sede fica na rua Amazonas, 271. A imobiliaria atua no ramo de vendas de loteamentos e imóveis novos e usados, e atinge todas as classes, de A a D. No último ano, a empresa superou as expectativas e alcançou R$ 2 bilhoes em vendas. Em 2007 Grupo Brasil Brokers adquiriu a Del Forte. No ano seguinte, a empresa promoveu a fusão das duas imobiliárias e criou a Del Forte & I.Price. A I.Price operava no mercado imobiliário desde 2005, e atuava nos municípios de São Paulo, Campinas, São Bernardo e Jundiaí.
Ja a Del Forte foi fundada em 2007, e contava com uma forte atuação na regiao do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).
A Frema, adquirida pelo grupo em março de 2008, iniciou suas atividades em 1972. Presente no segmento de lançamentos imobiliários residenciais de medio e altíssimo padrão, imóveis prontos e loteamentos, a imobiliária operava na comercialização de empreendimentos na Zona Oeste de São Paulo, São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí.
Hoje A Del Forte Frema possui quatro diretores comerciais, cinco diretores de vendas, doze superintendentes, sessenta e três gerentes de vendas, quatro diretores de atendimento, dez gerentes de atendimento, entre outros funcionários.
Todo o sucesso da empresa se dá principalmente pelo empenho dos seus sócios, ja que os mesmos acreditaram no projeto e fizeram com que a empresa alcançasse o sucesso.
“Com a fusão, a Del Forte Frema passa a operar entre as três maiores empresas do ramo imobiliario do Estado”, comenta  Aguinaldo Del Giudice, que há 40 anos esta em São Caetano no do Sul.

Linha Amarela Metro – Estadao – matéria completa

Vila Leopoldina – Nova Moema

VILA LEOPOLDINA A NOVA MOEMA

Venda de imóveis cresce 80% em um ano e já provoca alta de preços

Venda de imóveis cresce 80% em um ano e já provoca alta de preços

Número de lançamentos no trimestre chega a 14.219 unidades, recorde em 10 anos, mas é insuficiente para atender toda a demanda

25 de abril de 2010 | 0h 00

 

Márcia De Chiara – O Estado de S.Paulo

Este será um ano de recordes no mercado imobiliário. Os sinais são de que em 2010 serão vendidos na cidade de São Paulo 38 mil imóveis novos, a maior marca em 30 anos, segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (Secovi SP).

Impulsionados pelo crédito farto e longo, pelo crescimento da renda e do emprego, pelo programa habitacional do governo e também pela volta de investidores ao mercado imobiliário, os resultados de vendas, lançamentos e financiamentos atingidos nos primeiros meses do ano são surpreendentes. As taxas de crescimento já superam a casa de 80% na comparação com 2009.

“Foi o melhor começo de ano desde 2004″, afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. Com a ascensão social das classes de menor renda, primeiro o brasileiro comprou a TV de plasma, depois viajou de avião e agora está realizando o sonho da casa própria, diz.

Só em fevereiro foram vendidos 2.858 imóveis, um número 83,7% maior do que no mesmo mês de 2009 e 89,5% acima do de janeiro. No primeiro bimestre, as vendas somaram 4.366 unidades, com crescimento de 63,5% ante igual período de 2009 e 7% maiores na comparação com 2008, quando a crise ainda não tinha se instalado. Em todo o ano de 2009, foram vendidas 35.832 unidades na cidade de São Paulo, que é o termômetro do mercado imobiliário do País.

Lançamentos. Para atender à demanda aquecida desde a virada do ano, as construtoras e incorporadoras pisaram fundo no acelerador. O volume de lançamentos residenciais na Região Metropolitana de São Paulo no primeiro trimestre deste ano foi o maior da década para o período. Entre janeiro e março, foram lançadas 14.219 unidades, segundo pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O volume é quase o triplo (4.925 unidades) comparado com igual trimestre do ano anterior e 32,5% maior que o de 2008, o último período de boom imobiliário.

“Os números são assustadores”, afirma o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia. Ele observa que mais da metade dos lançamentos (56,7%) do primeiro trimestre são de imóveis de dois dormitórios, e só 4,5% se referem a habitações de alto padrão, com quatro dormitórios. “O programa do governo Minha Casa, Minha Vida é um dos principais fatores de aquecimento desse segmento e do mercado.”

Preço. Apesar do grande volume de lançamentos, a procura por imóveis menores já provocou elevação de preço, sinal de que a demanda supera a oferta. A cotação média do metro quadrado dos lançamentos de dois quartos em São Paulo subiu 25% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009, aponta a Embraesp. Nos lançamentos de três e quatro dormitórios, os preços aumentaram 6% e 2,4%, respectivamente.

O quadro de aquecimento de vendas e de preços em alta se repete no caso dos imóveis prontos, usados ou novos. A corretora Fernandez Mera Negócios Imobiliários, por exemplo, vendeu 142 imóveis no primeiro trimestre na cidade de São Paulo, 85% residenciais e 15% comerciais. O volume é 38,9% superior ao comercializado no primeiro trimestre de 2009 e 28% maior que em igual período de 2008. “Foi o melhor primeiro trimestre em vendas desde que inauguramos o departamento de usados em 2006″, afirma o diretor da imobiliária, Ricardo Carazzai.

Ele observa que os preços dos imóveis prontos, novos e usados subiram, em média, 10% no primeiro trimestre em relação a dezembro do ano passado. “Os descontos são cada vez menores na hora de fechar o negócio.”

Um levantamento feito pela imobiliária Lello mostra que o preço dos imóveis usados vendidos pela empresa no primeiro bimestre aumentou 50% em relação às vendas feitas no mesmo período de 2009.

Roseli Hernandes, diretora da empresa, destaca que essa alta de preços não espelha integralmente a valorização dos imóveis. Ela argumenta que, com a maior oferta de crédito, o consumidor está comprando imóveis melhores, que custam mais.

“A maioria dos compradores quer um imóvel de melhor qualidade”, confirma Alvaro Coelho da Fonseca, presidente da Coelho da Fonseca.

Debate sobre o Plano Diretor em São Paulo – CBN – Milton Jung

Debate sobre o Plano Diretor em São Paulo - IMPORTANTE !

sáb, 24/04/10 por milton.jung | categoria Geral

Debate Plano Diretor no CBN SP

Participam do debate, neste momento, no CBN SP o ex-secretário de Planejamento e arquiteto Jorge Wilheim, urbanista Cândido Malta, vereador Antonio Donato (PT) e José Police Neto (PSDB).

Mercado imobiliário inflaciona Barra Funda, a ‘Nova Perdizes’

Mercado imobiliário inflaciona Barra Funda, a ‘Nova Perdizes’

Bairro da zona oeste por anos esquecido pelas construtoras vive boom, com o lançamento de edifícios de alto padrão

15 de abril de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo

A Estação Palmeiras-Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do Metrô, foi inaugurada em 1988, mas por muito tempo a região passou despercebida por construtoras.

Hoje, a paisagem do bairro antigo, cenário de contos modernistas de Alcântara Machado, é entrecortada pelas construções de enormes prédios residenciais. Como o bairro possui enormes galpões desocupados e a Prefeitura ainda autoriza grandes empreendimentos na região (ao contrário do que ocorre em bairros considerados mais nobres), o mercado definitivamente aposta na Barra Funda como o bairro paulistano da vez.

As imobiliárias inventam nomes para designar a região – Nova Perdizes ou Nova Pompeia – e salgam o preço do metro quadrado. “Terreno que, há dez anos, custava R$ 50 mil, hoje está R$ 200 mil”, conta o advogado Edivaldo Godoy, presidente da Associação de Moradores da Barra Funda. Há 36 anos no bairro, ele conta que o custo de vida já está maior, com aumento de aluguéis e da alimentação.

Pinheiros. Na região do Largo da Batata, construtoras já vêm assediando donos de imóveis. Altenor Sona, técnico de contabilidade que mora na pequena Rua Bartolomeu Zunega há 40 anos, afirma que já recebeu duas propostas de compra de seu sobrado, mas até agora nenhuma que o fizesse aceitar vendê-lo.

Na comercial Rua Martim Carrasco, é certo que todos os imóveis serão desocupados. Proprietária da tabacaria Polimeno e Cia há 35 anos, Cleusa Maria Muscas Polimeno lamenta a desfiguração provocada pelas obras do metrô. “Hoje qualquer bairro tem as coisas que antes só Pinheiros oferecia.” / M.L.
Pontos-Chave

Demanda
A média de usuários do
Metrô em dias úteis no ano passado Foi de 3,3 milhões, considerando as entradas e transferências entre linhas

Estrutura
A rede atualmente em operação tem 62,3 km de extensão. São quatro linhas: 1-Azul, 2-Vermelha, 3-Verde e 5-Lilás

Expansão
A Linha 4-Amarela, cujas primeiras estações estão em teste, terá 12,8 km e deve
receber 750 mil usuários na primeira fase

Bancos agora cortejam as imobiliárias

Bancos agora cortejam as imobiliárias

    De São Paulo
    05/02/2010

Depois de disputarem as redes varejistas de eletrodomésticos para expandir suas carteiras de crédito ao consumo, os bancos partem agora em busca de acordos com as imobiliárias. É a partir delas que as instituições vão distribuir produtos para imóveis, como financiamentos e seguros.

Ao fechar parcerias com os corretores, os bancos estão interessados em marcar posição em um negócio que ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil o mercado de crédito imobiliário corresponda a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume bastante inferior aos 69% dos Estados Unidos ou mesmo dos 11% do México. Além disso, é nas imobiliárias que se concentra a maior parte das transações do mercado. Os imóveis usados representam 63% das vendas anuais de casas e apartamentos.

“O importante para o banco é estar perto do cliente logo na hora em que ele decide comprar um imóvel”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o Itaú e a imobiliária Lopes.

Criada por Larine e pela Lopes em 2007, a CrediPronto contratou o banco Goldman Sachs para encontrar um parceiro financeiro. A disputa teve 12 concorrentes. O Itaú saiu vencedor com a proposta de pagar R$ 290 milhões à vista à Lopes e outros R$ 220 milhões vinculados ao resultado da CrediPronto pelos próximos dez anos. Agora, as 152 lojas da Lopes e de suas associadas – número que ainda será expandido – só podem oferecer a seus clientes produtos do Itaú.

No ano passado, a CrediPronto gerou cerca de R$ 150 milhões em financiamento imobiliário. Para este ano, a expectativa é que a companhia ofereça R$ 350 milhões.

A BM Sua Casa, distribuidora de produtos financeiros da Brazilian Mortgages, opera com 30 lojas próprias – que estão até em shopping centers – e mais 500 imobiliárias associadas. “A compra de um imóvel é uma decisão familiar, geralmente tomada fora do horário comercial de um banco, por isso é importante criar canais alternativos de venda do financiamento”, avalia Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.

Tanto a CrediPronto quanto a BM Sua Casa pagam comissões para as imobiliárias, modelo que não é seguido pelo Santander. “Acreditamos que, ao oferecer o crédito a seus clientes, as imobiliárias já são beneficiadas”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do banco.

A estratégia do Santander passa por um site na internet, o WebCasas, comprado pelo banco no mês passado. Ao mesmo tempo em que mostra os classificados de imóveis e informações do mercado, a página também apresenta os produtos da instituição. Em 2002, para avançar no financiamento de veículos, o banco Real, adquirido pelo Santander, comprou o WebMotors e chegou a ter a liderança do setor.

A dificuldade que as instituições financeiras encontram para se associar às imobiliárias é o fato de esse ainda ser um mercado totalmente pulverizado, diferentemente do varejo de eletrodomésticos. Só existem duas grandes empresas no setor, a Lopes e a Brasil Brokers, ainda sem parceiros financeiros.

Para as imobiliárias, as parcerias também são valiosas. “É um importante instrumento de liquidez do mercado. Ao facilitar a venda de um imóvel usado, acaba-se favorecendo também o mercado de novos porque o vendedor pode optar por morar em um apartamento mais atual”, diz Tomás Salles, diretor da Lopes. Ou seja, a corretora ganha duas vezes. “Hoje o brasileiro muda muito pouco de casa porque não tem como pagar”, diz Salles. Levantamento feito pelo Credit Suisse mostrou que os mexicanos trocam de imóvel quatro vezes ao longo da vida, enquanto a média brasileira é de 1,8 vez. (C.M.)

Construção civil será destaque em 2010

De Olho na Bolsa:

Construção civil será destaque em 2010

    Daniele Camba
    28/12/2009

Colunista

Financiamentos imobiliários com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação econômica com o fim da crise financeira internacional, além da expansão da renda e do emprego. Esses são fatores que fizeram com que o setor de construção civil tivesse um bom desempenho neste ano e, para 2010, espera-se que as construtoras se destaquem ainda mais. Essa é a opinião de algumas corretoras. No caso da Gradual Investimentos essa ideia é ainda mais forte. “O setor de construção civil deve ser o que mais dará retorno no ano que vem”, afirma Paulo Esteves, chefe da área de análise da Gradual Investimentos.

Foto Destaque

O crescimento do crédito, especialmente das linhas de mais longo prazo, a continuação do aumento da renda e do nível de emprego serão os pilares para a melhora do cenário das construtoras e, consequentemente, para as suas ações em bolsa. Já com relação às taxas de financiamento, a expectativa é de que elas caiam em 2010. Atualmente, um financiamento imobiliário de 35 anos possui uma taxa média de 10% ao ano. No próximo ano, essa taxa pode cair para algo entre 9% e 7,5% ao ano, uma redução significativa, estima Esteves.

Os números mostram o aquecimento do setor imobiliário. “Em conversas com as construtoras, elas dizem que a demanda está tão forte que em uma semana vendem 70% das unidades de um lançamento”, diz Esteves. Ele tem percebido a efervescência do setor por experiência própria. “Eu já fui procurado por vários corretores com boas oportunidades de negócios, tanto é que eu mesmo estou comprando um outro imóvel”, confessa Esteves.

Foto Destaque

Além dos fatores macroeconômicos, a insatisfação dos investidores com os ganhos da renda fixa deve ser um importante empurrão para o setor imobiliário. Com retornos mais modestos, os investidores sairão da renda fixa tradicional e uma parte desses recursos tende a ir para investimentos ligados ao setor imobiliário, desde a aplicação em fundos imobiliários até a aquisição dos imóveis em si.

Mesmo a retomada do processo de alta da taxa de juros Selic, prevista para ocorrer em meado do ano que vem, não será suficiente para mudar essa migração de recursos da renda fixa para outras formas de investimento, acredita o chefe de análise da Gradual. A projeção da corretora é que a taxa Selic termine 2010 em 10,75% ao ano, dos pontos percentuais acima do nível atual. Dentro do setor imobiliário, as principais recomendações da Gradual são os papéis da Eztec – uma construtora de menor porte, mas extremamente descontada se comparada às demais ações do segmento – e da Brookfield – a única multinacional listada em bolsa, bem estruturada e com acesso a um capital mais barato, por intermédio do seu controlador internacional -, explica Esteves.

Outros setores

A expansão da renda e do emprego, juntamente com a recuperação econômica, vai impactar positivamente outras empresas ligadas ao mercado interno. Entre elas estão as que fazem produtos para a população de massa, como alimentos, carnes e bebidas. Esteves cita alguns nomes como Brasil Foods, Pão de Açúcar, M. Dias Branco, AmBev e os frigoríficos, sendo que as duas primeiras estão entre as principais recomendações da Gradual.

Já para o Ibovespa, a projeção da corretora é de 81 mil pontos para o fim de 2010, o que significa uma valorização de 19,84% em relação ao fechamento da última quarta-feira, aos 67.588 pontos. Esteves afirma que alguns clientes acharam o número acanhado demais até porque existem projeções que beiram os 90 mil pontos. Esteves explica: “Os 81 mil pontos devem ser comparados aos 62 mil pontos que projetávamos para o fim deste ano e não aos 67 mil pontos atuais”, diz. “Essa diferença entre os 62 mil e os 67 mil já é uma antecipação de um tanto que deveria subir em 2010.”

Daniele Camba é repórter de Investimentos

E-mail: daniele.camba@valor.com.br

Lançamentos são feitos, mas preço ainda sobe

Quarta-Feira, 09 de Dezembro de 2009 | Versão Impressa

Lançamentos são feitos, mas preço ainda sobe

Com oferta de crédito, imóveis estão até 30% mais caros que em 2008

Paula Pacheco

O preço dos imóveis, em alguns casos, subiu até 30% na comparação com o valor do ano passado, quando o setor mergulhou nos efeitos da crise global. “O preço está valorizado em razão da demanda e dos financiamentos cada vez mais disponíveis. Isso faz com que as pessoas procurem por imóveis mais caros, explica Guilherme Benevides, presidente da incorporadora Upcom Desenvolvimento Imobiliário. A própria incorporadora enfrentou alta de preço em alguns lançamentos. “Do estudo inicial do projeto ao lançamento houve alta entre 25% e 30% no valor do imóvel.”

Mas Benevides acredita em uma normalização rápida por causa da volta do ritmo de lançamentos, o que levará a uma regularização dos estoques de imóveis. Leila Jacy, diretora de incorporação da Stan, concorda. A incorporadora prevê lançar sete empreendimentos no ano que vem. Neste ano, foram apenas dois. De janeiro a outubro, a queda no total de lançamentos na cidade foi de 31,8%.

“O ritmo de vendas está bem acima de períodos anteriores. Antes comercializávamos em média 30% dos imóveis no lançamento (em até três meses), agora chegamos a vender tudo em dois meses”, comenta. Segundo Leila, algumas empresas do setor aumentaram os preços porque querem aproveitar o bom momento de mercado. Além disso, tiveram de arcar com a valorização dos terrenos na cidade. Mas a executiva aposta na normalização dos valores.

AQUECIMENTO NACIONAL

Os dados divulgados ontem pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi-SP) confirmam que o boom, contrariando as previsões do início do ano. Segundo o economista Celso Petrucci, as vendas devem superar em 3,6% as do ano passado, com 33 mil a 34 mil unidades na cidade. Em 2008, foram 32,8 mil unidades.

Um destaque nos números do Secovi ficou por conta do aumento dos lançamentos de dois dormitórios, que tomaram o espaço dos três e quatro dormitórios. De janeiro a outubro de 2008, 34,6% dos lançamentos eram de dois dormitórios. Neste ano, foram 45,9%, quase a metade (veja na pág. B1). Para Petrucci, a preferência tem muito a ver com o programa Minha Casa, Minha Vida, voltado à população de menor poder aquisitivo e que engloba imóveis de até R$ 130 mil.

Os bairros com mais lançamentos em São Paulo neste ano estão entre os que têm o metro quadrado mais barato. O campeão é Parque São Lucas (zona leste), que teve 822 unidades de dois dormitórios lançadas de janeiro a outubro e 712 de três dormitórios. A diferença é ainda maior no Sacomã (sudeste), com 723 unidades de dois dormitórios e 268 de três.

O economista do Secovi afirma que a boa fase do mercado é uma realidade nacional. Recentemente, Petrucci se encontrou com representantes de outros dez Estados e ouviu o mesmo tom otimista. “A realidade é a mesma em todo o País. Há recursos e há mercado consumidor.”

O fim do ”velho” Largo da Batata

Domingo, 29 de Novembro de 2009 | Versão ImpressaO fim do ”velho” Largo da Batata

Com obras da Prefeitura e a valorização imobiliária, comerciantes que fizeram a história do bairro saem de cena

 

Rodrigo Brancatelli

 

São 15 horas e alguns poucos minutos de uma terça-feira nublada e a vida no Largo da Batata, que sempre andou um bocado apressada, parece marchar em câmera lenta. Ali no coração de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o farmacêutico Leonardo Shima permanece impávido, atrás do balcão que existe desde 1955, esperando a clientela aparecer. Ele mantém o sorriso generoso no rosto, mesmo ao lembrar que uma megadrogaria abriu há poucas semanas na vizinhança – e parece que ela está cheia de gente comprando xampus, creme dental, barras de cereais, chicletes, suplementos alimentares e, pasmem, até remédios.

Seu Chico, um experiente marceneiro que já trabalhou até na França, também está sem muito serviço e mata o tempo vendo um filme do Stallone na televisão. Já Jesus Andrade, conhecido como Jesus Alfaiate, aproveita para consertar a inseparável máquina de costurar enquanto nenhuma “madame apressada” ou “empresário precisando fazer a barra da calça” aparece de repente pela porta. Ninguém surge pelos próximos 15 minutos, mas ele continua lá, esperançoso. Esse mesmo otimismo, no entanto, anda meio sumido da sorveteria Fiesta, há quase 30 anos vendendo o melhor sorvete de amora, milho-verde e de amendoim do Largo da Batata – apenas R$ 0,90 o picolé. As mesas de fórmica estão vazias, silenciosas, tristes. Parece até que a região está ficando um pouco menos doce.

As obras de revitalização e adequação do Largo da Batata, que devem transformar a área numa esplanada até o fim de 2010, ao custo de R$ 100 milhões, não estão mudando apenas as ruas do local. Estão também alterando a vida de personagens que fizeram a história do bairro, que ergueram do zero os negócios familiares há décadas, mas agora planejam ou até mesmo começam a deixar seus endereços por causa da valorização imobiliária. São sapateiros, marceneiros, vendedores de miudezas e alfaiates; comércios populares que não terão vez nesse “novo” e “rico” Largo da Batata.

“CAIU MUITO, NÉ?”

“O movimento caiu muito, né”, diz Massao Miyashita, comerciante mais antigo do Largo da Batata, que começou vendendo artigos de armarinho, em 1949. Sua loja deve ganhar em breve uma placa de vende-se ou aluga-se. “Eu tentei continuar aqui porque gosto muito da área. Mas eu estou ficando velho, acho que está chegando a hora da aposentadoria.”

Muitos moradores mais antigos e comerciantes já deixaram a região, e os que resistem parecem viver num misto de expectativa e receio. “Não é nada agradável ficar assim, sem saber como vai ser o futuro”, diz Cleusa Polimeno, que cuida de uma tabacaria fundada pelo avô, em 1943. O largo que há tempos não tem mais batatas agora também está perdendo parte da personalidade: ao mesmo tempo em que a degradação desapareceu, estão sumindo a olhos vistos hábitos e práticas antigas. São profissões e ofícios que resistiram ao tempo, mas não à falta de clientes. “Simplesmente não sei fazer outra coisa a não ser consertar sapatos”, resume Pedro Halgsik, de 75 anos, que trabalha há quase três décadas na região.

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