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Arquivo para a categoria ‘Vendas’

Corretora de imóveis Brasil Brokers dribla pressão de custos do setor, diz banco

Corretora de imóveis Brasil Brokers dribla pressão de custos do setor, diz banco
Notícia | 01/07/2011
 

Fonte: Exame.com

Bons fundamentos e expectativa de novas aquisições no curto prazo, a múltiplos atrativos, devem impulsionar os papéis da companhia, sinaliza HSBC.

São Paulo – As ações da Brasil Brokers Participações, maior grupo de venda de imóveis do Brasil, devem se beneficiar no curto prazo diante das expectativas de que a companhia abra 50 novas lojas e realize mais aquisições a múltiplos atrativos: há 40 alvos potenciais na mira da empresa, avalia a equipe de pesquisa do HSBC.

Em relatório, os analistas Carlos Nunes, Débora Agonilha e Flávia Araújo destacaram os bons fundamentos da companhia e reiteraram a recomendação overweight (alocação acima da média do mercado). O preço-alvo em 12 meses também foi mantido em 12 reais, o que representa um “alto potencial” de valorização de 58,86% frente à cotação de 7,65 reais vista no fechamento do último pregão.

“A ação está bastante atrativa em termos de múltiplos e avaliação, com elevado desconto em relação ao seu preço-alvo. Possíveis aquisições no curto prazo, a múltiplos atrativos, também são catalisadores importantes para o papel”, afirmam os analistas.

“Esperamos que a Brasil Brokers possa captar sinergias decorrentes da integração de suas aquisições até o final de 2011”, inclusive por meio da consolidação de diversas operações internas, trazendo diluição significativa às despesas com vendas, gerais e administrativas, destaca a equipe de pesquisa do HSBC.

Perfil

Formada por 23 empresas imobiliárias e com 977 pontos de vendas, a Brasil Brokers possui um catálogo de imóveis cujo preço varia entre 150 mil reais a 650 mil reais em sua maioria, com cerca de 80% dos negócios derivados do mercado primário. O HSBC aposta em um crescimento do mercado secundário ao longo dos próximos trimestres, “o que também é favorável à empresa”.

“A alta diversificação regional somada também à diluição de riscos entre as construtoras é parte da estratégia da empresa para se tornar menos dependente dos mercados mais competitivos”, opinam os analistas.

Corretoras de imóveis, assim como a Brasil Brokers, não têm sofrido com a pressão de custos que afeta a rentabilidade de construtoras e incorporadoras. Diante disso, a equipe de pesquisa do HSBC prevê que a companhia “continuará sendo beneficiada pela forte demanda de imóveis”.

 

 

Marcel Salim, de Exame.com

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/corretora-de-imoveis-brasil-brokers-dribla-pressao-de-custos-do-setor-diz-banco

Perda de caixa preocupa indústria da construção

Perda de caixa preocupa indústria da construção

Daniela D’Ambrósio e Fernando Torres | De São Paulo
18/05/2011

 

Quatro anos depois de as construtoras terem invadido a bolsa brasileira em busca de recursos para financiar seu crescimento, os investidores começam a querer ver a cor do dinheiro.

PDG, Gafisa, Cyrela, MRV, Rossi, Brookfield, Even, Eztec, Viver e JHSF, as dez incorporadoras imobiliárias que compunham o índice do setor na bolsa (Imob) até abril, tiveram lucro somado de R$ 8,5 bilhões desde 2008 até março deste ano. No mesmo período, a “queima de caixa” dessas companhias foi de R$ 14,4 bilhões. Se for desconsiderada a captação por meio de emissão de ações, a perda de caixa seria ainda maior, de R$ 20 bilhões.

O ciclo longo e o crescimento acelerado do setor contribuem para a diferença entre lucro contábil e entrada de caixa, fazendo com que os gastos com novos projetos superem os valores recebidos por imóveis vendidos no passado.

Ainda que os investidores entendam essa peculiaridade, já há uma certa ansiedade no ar. O assunto “geração de caixa” apareceu com frequência inédita nas teleconferências de resultados e nos comentários dos executivos do setor sobre o primeiro trimestre.

Empresas como PDG, Cyrela, Rossi e MRV prometem que a queima terá fim a partir da metade deste ano ou início de 2012. “Essa é a grande questão do setor. Investidores do mundo inteiro só falam nisso”, disse ao Valor Rubens Menin, presidente da MRV.

Enquanto o caixa operacional não aparece, o nível de endividamento cresce, com a dívida líquida das dez empresas analisadas atingindo R$ 13,7 bilhões em março, o equivalente a quase 50% do patrimônio líquido.

Essa situação tem reflexos na bolsa. Entre as empresas do setor, as ações de JHSF e Eztec, que possuem a melhor posição de caixa, são as que apresentam maior alta no ano, de 31% e 22%, respectivamente, enquanto boa parte das rivais registra desvalorização. O dilema das construtoras não é novo no mundo empresarial: continuar crescendo e sacrificar a lucratividade ou acelerar menos e melhorar os resultados. A escolha se dá no momento em que o Sindicato da Habitação informa queda de 61,8% nas vendas de unidades na capital paulista em março, ainda que os balanços trimestrais mostrem melhora nas vendas.

Brasil Brokers dobra lucro no trimestre para R$ 18 mi | Valor Online

Brasil Brokers dobra lucro no trimestre para R$ 18 mi | Valor Online.

Karen Camacho | Valor
17/05/2011 12:21
 
SÃO PAULO – A empresa de intermediação e consultoria imobiliária Brasil Brokers registrou no primeiro trimestre de 2010 lucro líquido de R$ 18,5 milhões, alta de 100% em relação ao mesmo período de 2010.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 28,6 milhões no período, alta de 63% com relação a 2010. A margem Ebitda ficou em 34%, contra 27% no ano passado.

A empresa informou ainda que a receita líquida aumentou 28% na mesma comparação, passando de R$ 65,8 milhões para R$ 84,2 milhões.

A Brasil Brokers lançou, nos três primeiros meses deste ano, a 21.263 unidades, um crescimento de 33% em relação ao 2010.

As vendas contratadas totais no primeiro trimestre deste ano tiveram um crescimento de 31% em relação a igual intervalo de 2010, alcançando R$ 4 bilhões. Com relação as unidades contratadas, estas passaram de 13.688, em 2010, para 16.735, neste ano, um alta de 22%.

(Karen Camacho | Valor)

Financiamento do ‘Minha Casa’ cai à metade

Habitação: Com paralisação de crédito para a baixa renda, foram assinados este ano apenas 64 mil contratos

Financiamento do ‘Minha Casa’ cai à metade

Samantha Maia | De São Paulo
09/05/2011

 

 

 

O programa Minha Casa, Minha Vida perdeu ímpeto neste começo de ano. De janeiro a março foram assinados 64.422 financiamentos, metade do mesmo período do ano passado, 133.146 contratos, segundo a Caixa Econômica Federal. A queda é resultado principalmente da paralisação das contratações de moradias para as famílias com renda até três salários mínimos – à espera de autorização do Congresso, que pode ocorrer nesta semana.

Considerando, no entanto, apenas contratações para a renda de três a dez salários mínimos, também houve queda. Segundo o Ministério das Cidades, que disponibiliza dados até abril deste ano, foram contratadas 80.301 unidades habitacionais nesse segmento desde janeiro, frente a 98.075 unidades no mesmo período do ano passado, uma queda de 18%.

 

Essa redução, de acordo com a assessoria de imprensa do ministério, ocorreu por causa de um “hiato de tempo de passagem” da primeira para a segunda fase do programa. A previsão do governo é de que o ritmo seja recuperado até o fim deste semestre, alcançando, no mínimo, o mesmo nível do ano passado. 

Segundo Luiz Alberto Sugahara, consultor da Caixa, o banco não assinará novos contratos para o público de até três salários mínimos, faixa em que a moradia é totalmente subsidiada, até que o Congresso autorize a segunda fase do programa. A Medida Provisória (MP) que permite a continuidade do Minha Casa, Minha Vida já foi aprovada pela Câmara há duas semanas e agora aguarda aprovação do Senado. Antes disso, o governo não tem verba autorizada para os subsídios. Dessa forma, o ritmo do programa deve se manter aquém do ano passado por mais algum tempo.

“A segunda fase do programa deve ser anunciada em breve e as empresas estão esperando uma nova posição dos valores das casas, que devem aumentar”, diz o consultor da Caixa. Desde o ano passado, as construtoras reivindicam um reajuste dos preços máximos permitidos para as casas de baixa renda, de até R$ 52 mil, por exemplo, em São Paulo. O governo tem sinalizado um reajuste para junho, segundo empresários.

A Caixa argumenta que apesar da queda, as contratações para a parcela de famílias com renda mais baixa foi além da meta da primeira fase. Foram contratadas até dezembro 404.128 moradias para esse público, enquanto a meta era de 400 mil.

A queda nas contratações veio depois de uma contratação recorde em dezembro de 2010, que possibilitou o cumprimento da meta de 1 milhão de moradias até 2010. De acordo com os números divulgados pela Caixa, foram 242 mil contratos apenas em dezembro. Segundo o presidente Jorge Hereda, em coletiva na época da divulgação, o resultado foi possível graças a um esforço da equipe. O ritmo, porém, não se manteve.

Segundo José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve uma antecipação das contratações do começo deste ano para o fim do ano passado. “No fim do ano passado contratou-se mais, e a meta da primeira fase foi ultrapassada. Agora, só haverá recursos novos após a nova fase do programa ser aprovada pelo Congresso”, diz ele. Apesar da desaceleração no começo do ano, porém, ele não acredita que isso afete o resultado do programa, que prevê uma contratação de 2 milhões de moradias até 2014, 60% das quais para o público de até três salários mínimos.

Os empresários, por sua vez, estão à espera de uma definição das novas exigências para as construção e dos preços. O governo está discutindo um novo modelo de projeto para as casas populares que inclui questões como critérios para acessibilidade de deficientes físicos. A partir dessas definições, segundo Martins, é possível saber os preços viáveis para os novos investimentos. “Como vamos ter que fazer as casas? Só assim saberemos o seu custo”, diz ele. A retomada das contratações, segundo o vice-presidente da CBIC, é esperada para o fim de junho.

LESPACE VILA LEOPOLDINA – Rua Paulo Franco

Projeto Excepcional, vai derreter…

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Crédito hipotecário engatinha

Crédito hipotecário engatinha

Adriana Cotias | De São Paulo
Valor Economico
27/04/2011

Nos Estados Unidos, o crédito com garantia em imóveis, ou hipotecário, soma US$ 5,7 trilhões, mais de um terço do estoque de crédito habitacional. No Brasil, onde o financiamento da casa própria atinge apenas R$ 146 bilhões, executivos de bancos estimam que o “home equity” represente apenas 1% desse volume. O percentual é tão pequeno que o Banco Central nem divulga estatísticas detalhadas sobre essa modalidade de crédito.

Alguns entraves impedem a expansão desse instrumento: nas agências dos bancos, essa linha compete com outras modalidades mais rentáveis para a instituição financeira e, pelo lado do consumidor, há uma resistência cultural em oferecer a casa própria, já quitada, como garantia de um empréstimo bancário, por causa do risco de perda do imóvel no caso de inadimplência.

Mesmo assim, alguns bancos, como o HSBC, reformularam o produto, aumentando os prazos de pagamento e o valor que pode ser financiado.

Aumento de custos derruba lucro da Cyrela

Matéria mais importante do mercado da semana

Aumento de custos derruba lucro da Cyrela

Daniela D’Ambrosio e Denise Carvalho | De São Paulo

30/03/2011

A Cyrela, segunda maior empresa do setor de construção em valor de mercado, teve um dos piores resultados de sua história. A divulgação das demonstrações financeiras da incorporadora surpreendeu ontem os investidores e evidenciou a dificuldade da companhia em controlar custos depois que seu crescimento foi turbinado nos últimos anos por associações e parcerias com construtoras em todo o país.

Após sucessivos aumentos de lucro, a companhia apresentou queda expressiva na última linha do balanço. A Cyrela lucrou R$ 82,5 milhões no quarto trimestre de 2010, 60,3% menor na comparação com o mesmo período do ano anterior. No ano, o recuo foi de 17,7%. A margem líquida caiu de 17,4% no quarto trimestre de 2009 para 5,9% no mesmo período de 2010 – nível nunca antes registrado por uma companhia do porte e respeito conquistados pela Cyrela ao longo dos anos e comparável ao das empresas que tiveram sérios problemas nos últimos anos e foram sendo adquiridas por concorrentes, como Klabin Segall, Agra e InPar. Historicamente, a margem líquida da Cyrela era uma das melhores do setor, acima de 20%.

Ontem, em teleconferência com analistas, a companhia – na voz de seu presidente, Elie Horn – fez um mea culpa. Admitiu que teve problemas e está corrigindo a rota. O tom foi de uma empresa que vive uma situação delicada, sim – muito em função do crescimento – e que no médio prazo pretende voltar a ter boas notícias. “Para o próximo ano, queremos rentabilidade acima de tudo”, disse Elie Horn. 

A Cyrela terá um trabalho árduo pela frente. A forte queda de margem de outubro a dezembro contaminou a rentabilidade anual. No ano, em relação a 2009, a margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve queda de 5,8 pontos percentuais, a margem bruta caiu 3,1 pontos percentuais e a líquida recuou 5,6 pontos.

Os problemas estão concentrados no descontrole do orçamento e, segundo a própria companhia, mais focados nos parceiros. “Neste trimestre, realizamos uma conciliação detalhada dos orçamentos de custos financeiros a incorrer versus a evolução física de nossas obras orgânicas (obras executadas pela própria companhia) com parceiros e terceiros, o que resultou num acréscimo no custo orçado a incorrer no trimestre de R$ 367,2 milhões, 3,7% sobre o custo orçado total”, escreveu a companhia no release de resultados.

Desse “estouro”, segundo o diretor financeiro Luis Largman, 30% foram ocasionados nas obras próprias e 70% onde a produção é terceirizada. Durante todo o ano de 2010, o incremento total de custo foi de R$ 533,6 milhões. De cerca de 200 canteiros de obras, houve problemas em 30. Ainda de acordo com Largman, com o crescimento acelerado, começaram a aparecer os problemas. Alguns parceiros passaram a ter duas a três vezes o número de obras que tinham antes. “Mas tivemos muitos acertos com muitos parceiros”, disse.

A situação foi detectada pela Cyrela ainda no ano passado, a ponto de o empresário Elie Horn, controlador da Cyrela, ter destacado três executivos para comandar a implantação de um controle mais rigoroso de custos nas suas parceiras espalhadas pelo país. Segundo a reportagem do Valor apurou, há pelo menos oito meses, os executivos Eric Alencar, Paulo Madruga Silva e Gustavo Tayar estão acompanhando mais de perto o dia a dia das operações, respectivamente, no Rio de Janeiro, no Centro-Oeste e no Nordeste.

Essa seria uma tentativa de recuperar o atraso da empresa na implementação do SAP, sistema que integraria todas as operações. O sistema começou a ser implantado entre 2006 e 2007. Com a explosão da crise em 2008, a empresa colocou o pé no freio e retomou a implantação em meados de 2009. Segundo a companhia, a implantação do software custou R$ 33,5 milhões. Procurada para comentar a missão dos executivos nas regiões, a companhia não concedeu entrevista.

O diretor da Cyrela em São Paulo, Ubirajara Alves, disse na teleconferência que a companhia vai aprimorar a gestão e a fiscalização das obras de terceiros e adotar a cogestão desses empreendimentos. “Vamos melhorar o treinamento de mão-de-obra, o que leva algum tempo, vamos reorganizar a engenharia em esfera nacional para atender o crescimento futuro e contratamos uma consultoria para preparar indicadores nos mercados regionais”, disse.

O Valor apurou que os maiores problemas estão na Bahia, onde a companhia tem parceria com a Andrade Mendonça. Ambas estão construindo o maior empreendimento de Salvador, com cerca de mil unidades para a classe média e média alta. Só nessa obra, o estouro no orçamento teria sido de mais de R$ 150 milhões. O projeto está com atraso na entrega. Procurada, a Andrade Mandonça não retornou.

Como toda empresa do setor imobiliário, a Cyrela atua com parcerias nos mercados nos quais não operava tradicionalmente. A Cyrela tem parceiros nas SPEs (Sociedades de Propósito Específico), empresa criada para cada empreendimento – geralmente uma construtora para cada região -, além de joint ventures, como é o caso da Cury para baixa renda e Mac. É controladora de duas outras empresas, a RJZ, do Rio, e a Goldztein, que atua no sul do país.

Em 2010, para cumprir o que prometeu ao mercado, a Cyrela lançou R$ 4,5 bilhões no último trimestre, quase 70% do total do ano, de R$ 7,6 bilhões. As despesas comerciais subiram 37,9% de um ano para outro, passando de R$ 291,2 milhões para R$ 401,8 milhões. As despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 255,8 milhões em 2009 para R$ 352,4 milhões em 2010. “Abrimos filiais no Centro-Oeste e no Norte”, disse Largman para justificar o aumento. “Esses gastos corroem margem e não têm nada a ver com aumento de custo de construção”, afirmou uma fonte do setor.

Para analistas ouvidos pelo Valor, a Cyrela demorou para dimensionar o tamanho dos problemas, enquanto concorrentes do setor, como Rossi e Gafisa, vêm reconhecendo estouros de obras desde 2008. A MRV, por exemplo, acaba de reconhecer um ajuste de orçamento de R$ 50 milhões e também teve impacto importante nas margens. “Olhando em retrospectiva, acreditamos que os lucros reportados pela Cyrela foram motivados por orçamentos imprecisos”, diz em relatório Guilherme Vilazante, analista do Barclays. “Então, o prêmio com que a empresa era negociada em bolsa era injustificável.”

Com queda do caixa de R$ 1,7 bilhão no fim de 2009 para R$ 1,15 bilhão em 2010, a dívida líquida saiu de R$ 927 bilhões para R$ 2,25 bilhões na mesma comparação.

Embora os papéis tenham fechado com leve alta ontem (0,5%), no ano é a maior queda do setor, de 31,4%. A interpretação do mercado é que os investidores já tinham penalizado a empresa depois que anunciou, há cerca de 15 dias, revisão na previsão de lançamentos, vendas e margens. Para a margem Ebitda, a companhia projetava um intervalo entre 20% e 24% para 2011 e 2012. Reduziu para uma faixa entre 15% e 19% este ano.

Today’s Best Investment ? Buy a house

February 9, 2011 How to Beat the Looming Inflation Tsunami

How to Beat the Looming Inflation Tsunami

[Editor's Note: He predicted the financial crisis and the bull markets in gold and silver, and he "called" the bear-market bottom. Now Money Morning's Martin Hutchinson is sounding the inflation alarm - and has identified the one move investors can make to beat the looming inflation tsunami.]

By Martin Hutchinson, Contributing Editor, Money Morning

Inflation is coming our way. Make no mistake about it.

This insidious increase in the general level of prices is currently rattling around in the world’s emerging markets – causing China and Brazil to put up interest rates and India to try and suppress it with price controls. It’s beginning to appear in Britain, which had a similar crash to the United States, but where the currency has been somewhat weaker.

Within the next six months – while the U.S. Federal Reserve is still buying U.S. Treasury bonds under its “quantitative easing” policy – this inflation tsunami will hit the United States.

Inflation is a lot like the unwelcome houseguest: Once you invite it into your home, you can’t seem to get it to leave.

The key catalysts for the inflationary visitor that’s headed our way are the silly-money policies that the Fed and other central banks have been pursuing. Those policies have inflated yet another massive bubble – this one in the commodities sector. All the cheap money that’s right now sloshing around the global markets have sent commodity prices into the stratosphere, and are causing emerging-market economies to grow like crazy.

Inflation was especially virulent in the 1970s, when rising prices and high unemployment combined to cause the particularly odious form known as “stagflation.” It certainly didn’t help that it took policymakers almost the entire decade to face up to the fact that inflation wouldn’t go away on its own.

Indeed, it wasn’t until we got Paul A. Volcker in as Fed chairman in 1979 that inflation even had a worthy foe. It was Volcker who eventually crafted the aggressive policies that were required to vanquish the inflationary pressures that had gripped the U.S. economy for so long.

This time around, unfortunately, the U.S. central bank appears to be even more determined to ignore inflation’s early warning signs, while the banks and the politicians will fiercely resist higher interest rates, the only known remedy, because of the dangers of a further housing collapse.

So we can expect inflation to be with us for several years this time, too. In fact, expect it to get worse for the next three to four years, while Ben S. Bernanke remains at the helm of the nation’s central bank. Bernanke’s term as Fed chairman ends in January 2014; hopefully, whoever is the U.S. president at that point won’t reappoint him.

But we’d better arrange matters so we don’t lose out from it.

A Tale of Caution

As investors, the main problem we have with inflation is that any contract written in nominal dollars will rapidly decline in value. Long-term bonds are the classic losers from periods of inflation; their nominal value declines, and their prices decline, as well, because inflation pushes up interest rates.

My Great-aunt Nan, a splendid lady, retired at 65 in 1947 – at the beginning of Britain’s postwar inflationary surge, with ample retirement savings – invested in a 3.5% War Loan, the normal safe haven for British savers in the 19th and early 20th centuries.

She made it into the 1970s, bless her. But by the time she died, not only was the income from her War Loan worth a quarter of its 1947 value, but its capital value had also declined in nominal terms to about 30% of its 1947 level, as interest rates had risen from 3½% to 12%.

(Little wonder the British newspaper, The Independent, once wrote that “over the years … the War Loan is a monument to the poor investment value of government stocks.”)

Don’t let this happen to you!

The One Move to Make Now

If your money is in bonds – whether those bonds are U.S. Treasuries, municipals or corporates – move it somewhere else.

If you have the sort of solid final-service pension that companies used to give out and the government still does, check the inflation protection. If the pension doesn’t have a 100% protection against inflation – however high it goes – you have a problem.

In the face of rampant inflation, many stocks won’t be an answer, either. Theoretically, if your company is making tangible things from tangible factories, or providing tangible services (and not just sitting on a bunch of loans and bonds), then its earnings (and therefore its overall value) should rise with prices. In practice, however, this often doesn’t happen.

For one thing, many institutional investors use the so-called “Fed Rule” for determining share price values, which divides the expected future earnings stream by the current interest rate (Future Earnings Stream/Current Interest Rates = Share Price Value).

That’s why stocks behaved so spectacularly in 1982-2000: As interest rates came down the “denominator” of that value equation got smaller and smaller – which made it easy for the share price value to go up.

But there’s a problem: That formula uses “nominal” – not “real” – interest rates. It also fails to account for cuckoo Fed policies, so if interest rates are exceptionally low for a long period, the formula says share prices should go up and up. And if the interest rate is close to zero, the share “value” should be close to infinity!

With the return of inflation, nominal rates will have to increase to keep pace. And real interest rates will have to do the same as Volcker-esque monetary policies are used to get inflation under control. So share prices will almost certainly decline sharply in real terms, just as they did from 1966-82, even though nominal share prices remained approximately flat.

Gold and silver are a good speculation in times of inflation, but not a good investment. Before 1914, when the world was on the “gold standard,” the gold market was approximately in equilibrium at a price of just under $19 per ounce. U.S. consumer prices have increased 22-fold since then, so a price of $418 per ounce today would be fully justified. You see the problem?

In practice, the increase in world population – by about 3.7 times – since 1914 should have caused the gold price to increase approximately in tandem. That’s because the world’s gold supplies have not increased, but its population has. That would justify a price of around $1,550 today.

This calculation suggests gold is a good buy currently, but if inflation returns and money stays cheap, the price of gold is going to be far above that level quite soon, and buying gold will have become a very speculative activity. At $3,000 per ounce, gold is a hugely risky investment.

What’s the best investment to make right now? A house.

The housing market has bottomed out – or, at worst, is close to doing so. And you can get a fabulous rate on a 30-year mortgage, making you benefit from inflation just as bondholders lose from it.

The combination of a relatively depressed housing market and cheap money is uniquely favorable, so you should take advantage of it. For the best investment, you can narrow the recommendation further:

  • Don’t buy around Washington: The market has been pushed up by the flood of bureaucrats and lobbyists that have taken up residence inside the Beltway – an influx that will reverse itself as the U.S. budget is finally brought under control.
  • Don’t buy in Manhattan or the Hamptons: Prices have been pushed up by all the silly money sloshing about in financial services, which will disappear with higher interest rates.
  • Don’t buy in Silicon Valley: That advice holds true there, and anywhere else where local wealth has been inflated by stock options.
  • Do buy in a medium-sized town: Make sure that town is in an area where the economy is not dependent on finance, the government or energy/commodities.
  • Do buy an old house, instead of a new house: Buy an old rather than a new house – the supply of old houses is fixed, whereas new McMansions will appear in profusion and flood the market while interest rates remain low (developers all have large land banks they want to develop.)
  • Do take a 30-year fixed-rate mortgage: In a time of inflation and low interest rates, a long-term, fixed-rate mortgage is a gift from above.
  • Don’t overextend yourself financially: There could be big recessions in the next few years, so you need to be able to make the payments without selling the house.
  • Do be prepared to rent, rather than sell: If you have to move in the next few years, become a landlord and rent the house out instead of selling it outright. Rents have been pretty well flat in the last 10 years; they are likely to beat inflation in the next 10 years, since higher interest rates tend to push rents higher.

Readers often wonder if we follow our own advice. Money Morning has a very good rule, which says that I should not deal in any stocks that I recommend to you. But in this case, I’m happy to be able to report that I am practicing what I preach – I’m taking advantage of the current climate to relocate … and am in the process of buying a house!

[Editor's Note: If investors have to now worry about the "I-word" - inflation - they're also going to have to worry about the "R-word" - retirement.

Here's the problem: The longer you work, the more you can save - and the longer the rampant inflation we're expecting will have to work on your nest egg.

But here's the solution: Boost your rates of return.

That's actually just as easy as it sounds. You just have to have the right strategy - and the right investments. And as a subscriber to The Money Map Report, our monthly affiliate, you can count on getting both. Find out by clicking here to read a report that details this strategy.]

February 9, 2011

How to Beat the Looming Inflation Tsunami

How to Beat the Looming Inflation Tsunami

[Editor's Note: He predicted the financial crisis and the bull markets in gold and silver, and he "called" the bear-market bottom. Now Money Morning's Martin Hutchinson is sounding the inflation alarm - and has identified the one move investors can make to beat the looming inflation tsunami.]

Inflation is coming our way. Make no mistake about it.

This insidious increase in the general level of prices is currently rattling around in the world’s emerging markets – causing China and Brazil to put up interest rates and India to try and suppress it with price controls. It’s beginning to appear in Britain, which had a similar crash to the United States, but where the currency has been somewhat weaker.

Within the next six months – while the U.S. Federal Reserve is still buying U.S. Treasury bonds under its “quantitative easing” policy – this inflation tsunami will hit the United States.

Inflation is a lot like the unwelcome houseguest: Once you invite it into your home, you can’t seem to get it to leave.

The key catalysts for the inflationary visitor that’s headed our way are the silly-money policies that the Fed and other central banks have been pursuing. Those policies have inflated yet another massive bubble – this one in the commodities sector. All the cheap money that’s right now sloshing around the global markets have sent commodity prices into the stratosphere, and are causing emerging-market economies to grow like crazy.

Inflation was especially virulent in the 1970s, when rising prices and high unemployment combined to cause the particularly odious form known as “stagflation.” It certainly didn’t help that it took policymakers almost the entire decade to face up to the fact that inflation wouldn’t go away on its own.

Indeed, it wasn’t until we got Paul A. Volcker in as Fed chairman in 1979 that inflation even had a worthy foe. It was Volcker who eventually crafted the aggressive policies that were required to vanquish the inflationary pressures that had gripped the U.S. economy for so long.

This time around, unfortunately, the U.S. central bank appears to be even more determined to ignore inflation’s early warning signs, while the banks and the politicians will fiercely resist higher interest rates, the only known remedy, because of the dangers of a further housing collapse.

So we can expect inflation to be with us for several years this time, too. In fact, expect it to get worse for the next three to four years, while Ben S. Bernanke remains at the helm of the nation’s central bank. Bernanke’s term as Fed chairman ends in January 2014; hopefully, whoever is the U.S. president at that point won’t reappoint him.

But we’d better arrange matters so we don’t lose out from it.

A Tale of Caution

As investors, the main problem we have with inflation is that any contract written in nominal dollars will rapidly decline in value. Long-term bonds are the classic losers from periods of inflation; their nominal value declines, and their prices decline, as well, because inflation pushes up interest rates.

My Great-aunt Nan, a splendid lady, retired at 65 in 1947 – at the beginning of Britain’s postwar inflationary surge, with ample retirement savings – invested in a 3.5% War Loan, the normal safe haven for British savers in the 19th and early 20th centuries.

She made it into the 1970s, bless her. But by the time she died, not only was the income from her War Loan worth a quarter of its 1947 value, but its capital value had also declined in nominal terms to about 30% of its 1947 level, as interest rates had risen from 3½% to 12%.

(Little wonder the British newspaper, The Independent, once wrote that “over the years … the War Loan is a monument to the poor investment value of government stocks.”)

Don’t let this happen to you!

The One Move to Make Now

If your money is in bonds – whether those bonds are U.S. Treasuries, municipals or corporates – move it somewhere else.

If you have the sort of solid final-service pension that companies used to give out and the government still does, check the inflation protection. If the pension doesn’t have a 100% protection against inflation – however high it goes – you have a problem.

In the face of rampant inflation, many stocks won’t be an answer, either. Theoretically, if your company is making tangible things from tangible factories, or providing tangible services (and not just sitting on a bunch of loans and bonds), then its earnings (and therefore its overall value) should rise with prices. In practice, however, this often doesn’t happen.

For one thing, many institutional investors use the so-called “Fed Rule” for determining share price values, which divides the expected future earnings stream by the current interest rate (Future Earnings Stream/Current Interest Rates = Share Price Value).

That’s why stocks behaved so spectacularly in 1982-2000: As interest rates came down the “denominator” of that value equation got smaller and smaller – which made it easy for the share price value to go up.

But there’s a problem: That formula uses “nominal” – not “real” – interest rates. It also fails to account for cuckoo Fed policies, so if interest rates are exceptionally low for a long period, the formula says share prices should go up and up. And if the interest rate is close to zero, the share “value” should be close to infinity!

With the return of inflation, nominal rates will have to increase to keep pace. And real interest rates will have to do the same as Volcker-esque monetary policies are used to get inflation under control. So share prices will almost certainly decline sharply in real terms, just as they did from 1966-82, even though nominal share prices remained approximately flat.

Gold and silver are a good speculation in times of inflation, but not a good investment. Before 1914, when the world was on the “gold standard,” the gold market was approximately in equilibrium at a price of just under $19 per ounce. U.S. consumer prices have increased 22-fold since then, so a price of $418 per ounce today would be fully justified. You see the problem?

In practice, the increase in world population – by about 3.7 times – since 1914 should have caused the gold price to increase approximately in tandem. That’s because the world’s gold supplies have not increased, but its population has. That would justify a price of around $1,550 today.

This calculation suggests gold is a good buy currently, but if inflation returns and money stays cheap, the price of gold is going to be far above that level quite soon, and buying gold will have become a very speculative activity. At $3,000 per ounce, gold is a hugely risky investment.

What’s the best investment to make right now? A house.

The housing market has bottomed out – or, at worst, is close to doing so. And you can get a fabulous rate on a 30-year mortgage, making you benefit from inflation just as bondholders lose from it.

The combination of a relatively depressed housing market and cheap money is uniquely favorable, so you should take advantage of it. For the best investment, you can narrow the recommendation further:

  • Don’t buy around Washington: The market has been pushed up by the flood of bureaucrats and lobbyists that have taken up residence inside the Beltway – an influx that will reverse itself as the U.S. budget is finally brought under control.
  • Don’t buy in Manhattan or the Hamptons: Prices have been pushed up by all the silly money sloshing about in financial services, which will disappear with higher interest rates.
  • Don’t buy in Silicon Valley: That advice holds true there, and anywhere else where local wealth has been inflated by stock options.
  • Do buy in a medium-sized town: Make sure that town is in an area where the economy is not dependent on finance, the government or energy/commodities.
  • Do buy an old house, instead of a new house: Buy an old rather than a new house – the supply of old houses is fixed, whereas new McMansions will appear in profusion and flood the market while interest rates remain low (developers all have large land banks they want to develop.)
  • Do take a 30-year fixed-rate mortgage: In a time of inflation and low interest rates, a long-term, fixed-rate mortgage is a gift from above.
  • Don’t overextend yourself financially: There could be big recessions in the next few years, so you need to be able to make the payments without selling the house.
  • Do be prepared to rent, rather than sell: If you have to move in the next few years, become a landlord and rent the house out instead of selling it outright. Rents have been pretty well flat in the last 10 years; they are likely to beat inflation in the next 10 years, since higher interest rates tend to push rents higher.

Readers often wonder if we follow our own advice. Money Morning has a very good rule, which says that I should not deal in any stocks that I recommend to you. But in this case, I’m happy to be able to report that I am practicing what I preach – I’m taking advantage of the current climate to relocate … and am in the process of buying a house!

[Editor's Note: If investors have to now worry about the "I-word" - inflation - they're also going to have to worry about the "R-word" - retirement.

Here's the problem: The longer you work, the more you can save - and the longer the rampant inflation we're expecting will have to work on your nest egg.

But here's the solution: Boost your rates of return.

That's actually just as easy as it sounds. You just have to have the right strategy - and the right investments. And as a subscriber to The Money Map Report, our monthly affiliate, you can count on getting both. Find out by clicking here to read a report that details this strategy.]

Contabilidade: Na dúvida sobre como usar novas regras, empresas buscam orientação.

Contabilidade: Na dúvida sobre como usar novas regras, empresas buscam orientação.

Construtoras preparam-se para o ‘pior cenário’
Por Daniela D’Ambrósio e Fernando Torres | De São Paulo
25/11/2010Text Resize

Guilherme Maranhao/Valor

Ricardo Anhesini, sócio da KPMG: decisão no caso WTorre não é regra geralEnquanto auditores, empresas e órgão regulador não chegam a um consenso sobre como deve ser preparado o balanço das incorporadoras imobiliárias a partir deste ano, com as novas regras de contabilidade, as companhias de capital aberto do setor – embora oficialmente prefiram e defendam a manutenção do método atual – se prepararam para o pior cenário, que é o de mudança no sistema de reconhecimento da receita de venda dos imóveis.

Segundo o Valor apurou, todas contrataram uma segunda auditoria para auxiliá-las a entender como mudam os processos de contabilidade interna, caso passe a valer o novo sistema. Querem saber se estão fazendo as transformações de maneira correta.

As discussões poderiam ter sido encerradas no início deste mês, com um posicionamento oficial do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), mas não houve consenso prévio entre os participantes do grupo de trabalho que acompanha o assunto e que envolve a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).

A próxima reunião do CPC que vai tratar do assunto deve ocorrer no dia 3 de dezembro e a expectativa é que haja alguma decisão oficial até lá. Se o veredito for simples, determinando o uso de um modelo ou de outro de forma generalizada, é possível que o órgão não emita uma orientação formal, mas apenas um comunicado, para que haja conforto por parte de auditores e empresas sobre qual foi a decisão tomada.

Caso seja necessário uma explicação adicional sobre a aplicação das normas internacionais aos contratos de compra e venda de imóveis na planta no Brasil, pode haver a emissão de uma orientação formal do CPC.

Se não houver consenso, que ainda é a primeira opção, a CVM deve entrar em ação e arbitrar o caso, para que não haja tratamento distinto dos mesmos lançamentos nos balanços de empresas diferentes.

A Abrasca, entidade que representa as companhias nessa discussão, encomendou um estudo para justificar a manutenção do sistema atual de reconhecimento de receita, pelo percentual de execução da obra. Mas nem todas as empresas se sentiram confortáveis em ratificar o documento.

Há também uma percepção no setor de que, por conta do caso de fraude no Panamericano – que, de certa forma, colocou em xeque a atuação das auditorias – seja mais difícil não seguir a primeira interpretação sobre a nova regra, que era a de mudar o reconhecimento da receita para o momento da entrega das chaves.

Na mais recente safra de balanços trimestrais, a WTorre Properties foi a primeira empresa com registro de companhia aberta do segmento imobiliário a adotar as novas normas contábeis de forma completa. No seu balanço, a companhia optou por ajustar os demonstrativos que tinham sido publicados e reconhecer a receita de venda da Torre JK ao Santander apenas no momento da entrega. A KPMG, auditoria responsável pela avaliação do balanço da WTorre, emitiu parecer sem ressalva, atestando que o procedimento foi correto.

A publicação do balanço dessa forma, no entanto, não significa que esse é o entendimento da KPMG sobre a regra a ser seguida pelas incorporadoras de imóveis residenciais que vendem casas e apartamentos na planta.

Segundo o sócio de auditoria da área de indústria da KPMG Ricardo Anhesini, no caso específico desse balanço, a empresa analisou o contrato, verificou que a transferência de riscos e benefícios ocorreu num único momento e foi feito um ajuste. “Isso não reflete, necessariamente, uma conclusão nossa sobre esse debate”, disse ele, para quem a discussão neste momento está mais no campo legal do que no contábil.

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Baixa renda perde atratividade

Baixa renda perde atratividade
Daniela D’Ambrosio | De São Paulo
26/11/2010Text Resize

Daniel Wainstein/Valor

Martinez, da Construtora Mudar, diz que aumento no preço dos terrenos empurra os projetos para longe de onde há demandaPassada a primeira fase de euforia com o programa Minha Casa, Minha Vida, construtoras de todos os portes já começam a reavaliar seus planos. Margens mais apertadas por conta de aumento dos custos, elevação de preços de terrenos, falta de experiência em lidar com a Caixa Econômica Federal e a excelente resposta do consumidor aos imóveis na faixa superior de preço fazem com que as empresas – ainda que de forma não declarada – já mostrem os primeiros sinais de que o entusiasmo inicial arrefeceu. Um ano e meio depois da implantação do programa, diferentes problemas começam a aparecer.

“Já não se percebe mais o mesmo entusiasmo que as empresas tinham com o Minha Casa, Minha Vida”, afirma Guilherme Vilazante, analista do banco Barclays. “O programa tende a ser uma linha de diversificação, mas deixou de ser a âncora do crescimento das companhias”, diz. Segundo o analista, existem alternativas mais rentáveis para usar capacidade de execução, que é limitada. “Na época que foi lançado o programa, faltava capital e hoje isso mudou”, diz. As empresas se estruturaram e já compraram terrenos, portanto vão continuar a atuar entre 2010 e 2011. A situação deve mudar a partir de 2012.

Levantamento realizado com as 17 companhias abertas de construção mostra que, nos primeiros nove meses do ano, os imóveis de até R$ 130 mil representaram 37% do total lançado pelas empresas, o equivalente a R$ 9 bilhões. Com exceção de MRV, Rodobens e Direcional – que concentraram mais de 75% das vendas a esse público, e Rossi, que destinou 56% – a maioria das companhias lançou entre 13% e 48% de imóveis com preços dentro do programa. Mas quatro delas – Even, Eztec, Helbor e CR2 – não lançaram um único empreendimento para esse público.

O que está ganhando fôlego hoje no mercado, em detrimento dos populares, é o chamado segmento intermediário – que começa na faixa imediatamente acima, de R$ 140 mil a R$ 500 mil (limite do SFH, para uso do fundo de garantia). Por dois motivos: resposta da demanda e disponibilidade de crédito. Nessa faixa, todos os bancos privados atuam, ao contrário do Minha Casa, Minha Vida, que está exclusivamente nas mãos da CEF.

Os imóveis nessa faixa ultrapassam os lançamentos dentro do Minha Casa, Minha Vida: representaram 41% do volume financeiro lançado até setembro, pouco mais de R$ 10 bilhões. “Minha experiência no Minha Casa, Minha Vida não foi das melhores. Prefiro me concentrar em imóveis de R$ 150 mil a R$ 250 mil, onde tenho condição de retorno maior”, diz Marcelo Franco, da Patrimônio Empreendimentos, com atuação no Norte e Nordeste.

Construtoras que não tinham know-how nesse mercado e entraram quando esse era uma das portas para o cliente já estão desistindo de atuar no programa – ou vendem os terrenos ou se associam a companhias com mais tradição nesse mercado. “Construtoras que não têm expertise em empreendimentos para classe econômica estão nos procurando para vender terrenos ou fazer parceria”, diz o sócio de uma tradicional empresa de baixa renda de São Paulo.

Chegado o momento de operar com a CEF, as empresas encontraram dificuldades. Por conta disso, embora o programa caminhe normalmente no registro dos projetos, há um atraso no momento de repasse dos clientes – o chamado desligamento (quando o cliente passa da construtora para a CEF). Com o objetivo de tornar o sistema mais ágil e acelerar o programa, a Caixa criou, no início do ano, um programa piloto com as principais construtoras para que elas assumissem uma parte do processo de avaliação de crédito do cliente. Mas a evolução dos testes está mais lenta que o previsto.

O preço final dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida – definidos há cerca de dois anos – é considerado outro problema. Isso porque os custos de construção subiram e o preço, na ponta, não. Desde que o programa entrou em vigor, em abril de 2009, o INCC acumulado subiu 9,51%. Todos os executivos que atuam na área esperam uma reavaliação dos valores para a segunda fase do programa. Os valores, definidos no fim de 2008, estão defasados entre 10% e 15%, afirmou em entrevista recente ao Valor o presidente do Secovi, João Crestana.

Fala-se no mercado que o teto deve passar de R$ 130 mil para R$ 150 mil, mas não há nada definido. Empresários ouvidos pelo Valor admitem que já temem por novas assinaturas de contrato no patamar de preços de hoje. “Está perto do perigoso, prefiro não fazer até que seja definido o novo preço”, diz um construtor.

Uma das questões preponderantes está no aumento dos preços dos terrenos. Segundo fontes do setor, no caso dos terrenos comprados entre 2007 e 2008, antes do anúncio do programa, a conta ainda fecha. Mas depois que o programa emplacou e – por conta do forte aquecimento de mercado nos últimos meses – os donos de terras subiram os valores pedidos. Na periferia de São Paulo, há casos de terrenos que subiram mais de 30%.

Isso acaba empurrando os projetos para regiões mais distantes – onde muita vezes não há infraestrutura de transporte disponível – e cria-se um contrassenso. Onde tem demanda para compra de imóveis, não tem terreno e onde tem terreno, a demanda é muito menor. “As empresas acabam tendo que sair dos grandes centros e é aqui que está o déficit”, afirma Augusto Martinez, da Construtora Mudar. Na opinião de Martinez, a população de baixa renda tem uma dinâmica diferente. “Eles não podem sair de Itaquera e ir para a Anhanguera, porque dependem do círculo social”, explica o empresário que faz as vezes de apresentador de TV em um programa que reforma de casas no SBT. “Deixam os filhos com o vizinho, com a irmã, não podem sair para tão longe.”

Segundo Eduardo Gorayeb, presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, uma das questões que está sendo mais discutida entre empresários e governo na elaboração da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida é justamente a questão da infraestrutura e onde se formarão os novos espaços para os empreendimentos.

A questão política também existe. Prefeituras comandadas por partidos da oposição são menos dispostas a ajudar, dizem os executivos. Um outro ponto – mais nebuloso e menos comentado abertamente – é a questão da insegurança jurídica. Segundo o advogado Marcelo de Andrade Tapai, há construtoras que subvalorizam o imóvel no lançamento para se encaixar no programa e atrair demanda. Depois, quando a Caixa avalia o imóvel para enquadrá-lo no programa, ou não, há casos em que o valor fica acima do teto de R$ 130 mil. “Já existem casos de compradores indo para a Justiça porque perderam o subsídio”, diz.

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