The birth of magnolias on Commonwealth Avenue – Local News Updates – The Boston Globe
The birth of magnolias on Commonwealth Avenue – Local News Updates – The Boston Globe.
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O secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem, tentou minimizar a 24ª colocação de São Paulo em estudo divulgado hoje que avalia infraestrutura, atividade econômica e aspectos socioambientais de 26 centros urbanos mundiais. Para ele, a capital paulista está sendo comparada na pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) com cidades que já atingiram um nível de desenvolvimento “bastante elevado”.
“Não vejo de forma negativa”, afirmou. Entre os 26 centros urbanos analisados pela pesquisa “Cidades de Oportunidade” estão Nova York, Londres e Toronto, mas também Xangai, Cidade do México e Istambul, todas à frente da capital paulista, e Johannesburgo e Mumbai, nas últimas piores colocações. “São Paulo não ficou em último”, disse. A cidade é a terceira pior entre as 26 cidades.
O estudo analisou dados de entidades internacionais, como Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), e informações da administração das 26 cidades. A partir de dez indicadores compostos por 66 variáveis, o estudo elaborou pela primeira vez um ranking geral, que é liderado por Nova York e seguido por Toronto e São Francisco. Na ponta de baixo da classificação estão Santiago (22.º), Istambul (23.º), São Paulo (24.º), Johannesburgo (25.º) e, por último, Mumbai (26.º).
Dos dez indicadores, a capital paulista apresentou desempenho baixo em oito. Foi classificada como médio em Demografia e Qualidade de Vida (15.ª posição) e apresentou alto desempenho em Sustentabilidade (8.º).
Ao explicar a penúltima colocação de São Paulo no indicador Saúde e Segurança – à frente apenas de Moscou -, Bucalem afirmou que o índice de homicídio por habitante tem caído nos últimos anos. Sobre a 23ª colocação em Facilidade de Fazer Negócios, o secretário disse que já foram tomadas medidas para minimizar a burocracia, como a implementação de um sistema eletrônico de licenciamento de atividades.
Admitiu também problemas com trânsito – São Paulo, junto com Mumbai, é a 3.ª pior colocada na categoria Transporte e Infraestrutura – e disse que a solução virá da melhoria do sistema urbano e do uso mais intenso das áreas centrais da cidade que possuem melhor infraestrutura.
O secretário paulistano de Desenvolvimento Urbano citou que há “muitas obrigações” e “recursos limitados”, mas disse que a cidade dobrou o seu Produto Interno Bruto (PIB) de 2003 para 2008. Disse ainda que já existem “vários projetos” que buscam corrigir os problemas da cidade e mencionou o SP2040, planejamento que busca ações continuadas para a cidade para os próximos 30 anos.
28/07/2011
07h02
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DE SÃO PAULO
A Prefeitura de SP quer estender o modelo de concessão urbanística
para a região do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade. A informação é de
reportagem de Vanessa Correa e Eduardo Ohata, publicada na
Folha desta quinta-feira (íntegra
disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo
Folha, que edita a Folha).
Troca
de terreno público por creches começa em 60 dias em SP
A área fica entre o Parque Antarctica e a avenida Marquês de São Vicente.
Está dentro da operação urbana Água Branca e é chamada de “Gleba Pompeia”.
A concessão, apesar de aprovada em lei, é polêmica, devido ao poder de
desapropriação dado às empresas. O modelo é semelhante ao que a prefeitura tenta
impor na região da Nova Luz, centro de SP.
A contrapartida privada ocorre em forma de transformações urbanas definidas
em projeto da prefeitura e em obras de infraestrutura –a região precisa, por
exemplo, melhorar sua drenagem, já que registra muitas enchentes nas épocas de
chuva.
Para a concretização do projeto específico na Pompeia, será preciso uma nova
lei, assim como foi feito no caso da Nova Luz.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Palavra do gestor :
Essa bolha seria similar à verificada em diversos países desenvolvidos e que, ao estourar em 2008, produziu uma gama variada de problemas (queda do PIB, desaparecimento de empresas, aumento do desemprego, tensão social, entre outros) até então não totalmente equacionados.
Para responder à questão tema deste artigo, achamos útil relacionar os principais fatores macro e microeconômicos que estimularam a demanda por ativos imobiliários em nosso país, a saber:
a) a estabilidade econômica alcançada
b) o crescimento da renda de parcelas consideráveis de nossa população
c) o aumento do prazo para pagamento dos financiamentos imobiliários, com consequente queda do valor da prestação
d) a criação de isenções tributárias para o investidor pessoa física aplicar em títulos com lastro imobiliário (LCI, LH, CRI e quotas de fundos de investimento imobiliário)
e) a entrada no mercado de grandes “players” (empresas, fundos de investimento, fundos de pensão) que viram no segmento imobiliário boa oportunidade de investir em ativos não correlacionados aos de suas carteiras
f) o aumento do preço das commodities agrícolas elevando o preço das terras agricultáveis
g) a possibilidade de auferir boa remuneração (renda de aluguel e ganho de capital na venda do bem)
h) a proteção implícita oferecida por esta classe de ativos contra aumento da inflação.
Com tantos indutores e estímulos à demanda, por que então não tivemos um aumento mais substancial na oferta de bens imóveis no país?
Entre as causas principais podemos citar: a baixa oferta de terrenos nos grandes centros urbanos; a falta de investimento público em infraestrutura que ampliasse as áreas de expansão urbana; a falta de mão de obra (especializada ou não); a escassez de máquinas e equipamentos; maiores exigências ambientais; e o longo ciclo da produção imobiliária.
Vale ressaltar que esse ciclo (estudo de um terreno, sua aquisição, desenvolvimento e aprovação do projeto, construção/venda, e, por fim, entrega dos imóveis aos adquirentes), para ser concluído, exige, pelo menos, quatro anos.
Dessa maneira, não é possível ampliar de forma significativa e imediata a oferta imobiliária de modo a atender plenamente a demanda hoje existente. A consequência natural desta dinâmica é o contínuo aumento dos preços.
Adicionalmente, destacamos os seguintes pontos estruturais que blindam o nosso mercado e inibem a formação de bolha:
1) a taxa real de juros que ainda é muito elevada
2) o baixo nível de volume de crédito imobiliário em relação ao PIB (em torno de 5%)
3) a adoção de critérios mais técnicos para concessão de crédito imobiliário (por exemplo a prestação não supera o patamar de 30% da renda familiar do financiado)
4) o fato de o comprador de bem imóvel não conseguir financiar 100% do preço do bem. Como apenas parte do preço é financiada, se houver queda do valor de mercado do bem, dificilmente o saldo devedor ficará superior ao valor da garantia que é o próprio bem imóvel. Tal fato, além de reduzir a inadimplência, facilita a recuperação do valor financiado
5) a impossibilidade jurídica de um tomador de crédito imobiliário (diferentemente do que ocorreu em alguns mercados mais maduros) refinanciar diversas vezes o imóvel adquirido, pois, por aqui, com a utilização do instituto da “alienação fiduciária em garantia”, o credor fica como titular do imóvel até que o financiamento seja integralmente quitado, não sendo, portanto, possível ao devedor, enquanto não ocorrer o pagamento total da dívida, fazer operações que impliquem novos registros na matrícula do imóvel no competente Cartório de Registro Imobiliário.
Em suma, os fatores antes destacados, indutores da demanda e limitadores da oferta, além dos aludidos pontos estruturais, continuam, com maior ou menor intensidade, presentes no mercado imobiliário brasileiro. Assim sendo, entendemos que não há bolha imobiliária no nosso país.
Paulo Queiroz é economista e sócio da Portfolio Asset
E-mail pqueiroz@portfolioasset. com.br
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.
Matéria mais importante do mercado da semana
30/03/2011
A Cyrela, segunda maior empresa do setor de construção em valor de mercado, teve um dos piores resultados de sua história. A divulgação das demonstrações financeiras da incorporadora surpreendeu ontem os investidores e evidenciou a dificuldade da companhia em controlar custos depois que seu crescimento foi turbinado nos últimos anos por associações e parcerias com construtoras em todo o país.
Após sucessivos aumentos de lucro, a companhia apresentou queda expressiva na última linha do balanço. A Cyrela lucrou R$ 82,5 milhões no quarto trimestre de 2010, 60,3% menor na comparação com o mesmo período do ano anterior. No ano, o recuo foi de 17,7%. A margem líquida caiu de 17,4% no quarto trimestre de 2009 para 5,9% no mesmo período de 2010 – nível nunca antes registrado por uma companhia do porte e respeito conquistados pela Cyrela ao longo dos anos e comparável ao das empresas que tiveram sérios problemas nos últimos anos e foram sendo adquiridas por concorrentes, como Klabin Segall, Agra e InPar. Historicamente, a margem líquida da Cyrela era uma das melhores do setor, acima de 20%.
Ontem, em teleconferência com analistas, a companhia – na voz de seu presidente, Elie Horn – fez um mea culpa. Admitiu que teve problemas e está corrigindo a rota. O tom foi de uma empresa que vive uma situação delicada, sim – muito em função do crescimento – e que no médio prazo pretende voltar a ter boas notícias. “Para o próximo ano, queremos rentabilidade acima de tudo”, disse Elie Horn.
A Cyrela terá um trabalho árduo pela frente. A forte queda de margem de outubro a dezembro contaminou a rentabilidade anual. No ano, em relação a 2009, a margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve queda de 5,8 pontos percentuais, a margem bruta caiu 3,1 pontos percentuais e a líquida recuou 5,6 pontos.
Os problemas estão concentrados no descontrole do orçamento e, segundo a própria companhia, mais focados nos parceiros. “Neste trimestre, realizamos uma conciliação detalhada dos orçamentos de custos financeiros a incorrer versus a evolução física de nossas obras orgânicas (obras executadas pela própria companhia) com parceiros e terceiros, o que resultou num acréscimo no custo orçado a incorrer no trimestre de R$ 367,2 milhões, 3,7% sobre o custo orçado total”, escreveu a companhia no release de resultados.
Desse “estouro”, segundo o diretor financeiro Luis Largman, 30% foram ocasionados nas obras próprias e 70% onde a produção é terceirizada. Durante todo o ano de 2010, o incremento total de custo foi de R$ 533,6 milhões. De cerca de 200 canteiros de obras, houve problemas em 30. Ainda de acordo com Largman, com o crescimento acelerado, começaram a aparecer os problemas. Alguns parceiros passaram a ter duas a três vezes o número de obras que tinham antes. “Mas tivemos muitos acertos com muitos parceiros”, disse.
A situação foi detectada pela Cyrela ainda no ano passado, a ponto de o empresário Elie Horn, controlador da Cyrela, ter destacado três executivos para comandar a implantação de um controle mais rigoroso de custos nas suas parceiras espalhadas pelo país. Segundo a reportagem do Valor apurou, há pelo menos oito meses, os executivos Eric Alencar, Paulo Madruga Silva e Gustavo Tayar estão acompanhando mais de perto o dia a dia das operações, respectivamente, no Rio de Janeiro, no Centro-Oeste e no Nordeste.
Essa seria uma tentativa de recuperar o atraso da empresa na implementação do SAP, sistema que integraria todas as operações. O sistema começou a ser implantado entre 2006 e 2007. Com a explosão da crise em 2008, a empresa colocou o pé no freio e retomou a implantação em meados de 2009. Segundo a companhia, a implantação do software custou R$ 33,5 milhões. Procurada para comentar a missão dos executivos nas regiões, a companhia não concedeu entrevista.
O diretor da Cyrela em São Paulo, Ubirajara Alves, disse na teleconferência que a companhia vai aprimorar a gestão e a fiscalização das obras de terceiros e adotar a cogestão desses empreendimentos. “Vamos melhorar o treinamento de mão-de-obra, o que leva algum tempo, vamos reorganizar a engenharia em esfera nacional para atender o crescimento futuro e contratamos uma consultoria para preparar indicadores nos mercados regionais”, disse.
O Valor apurou que os maiores problemas estão na Bahia, onde a companhia tem parceria com a Andrade Mendonça. Ambas estão construindo o maior empreendimento de Salvador, com cerca de mil unidades para a classe média e média alta. Só nessa obra, o estouro no orçamento teria sido de mais de R$ 150 milhões. O projeto está com atraso na entrega. Procurada, a Andrade Mandonça não retornou.
Como toda empresa do setor imobiliário, a Cyrela atua com parcerias nos mercados nos quais não operava tradicionalmente. A Cyrela tem parceiros nas SPEs (Sociedades de Propósito Específico), empresa criada para cada empreendimento – geralmente uma construtora para cada região -, além de joint ventures, como é o caso da Cury para baixa renda e Mac. É controladora de duas outras empresas, a RJZ, do Rio, e a Goldztein, que atua no sul do país.
Em 2010, para cumprir o que prometeu ao mercado, a Cyrela lançou R$ 4,5 bilhões no último trimestre, quase 70% do total do ano, de R$ 7,6 bilhões. As despesas comerciais subiram 37,9% de um ano para outro, passando de R$ 291,2 milhões para R$ 401,8 milhões. As despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 255,8 milhões em 2009 para R$ 352,4 milhões em 2010. “Abrimos filiais no Centro-Oeste e no Norte”, disse Largman para justificar o aumento. “Esses gastos corroem margem e não têm nada a ver com aumento de custo de construção”, afirmou uma fonte do setor.
Para analistas ouvidos pelo Valor, a Cyrela demorou para dimensionar o tamanho dos problemas, enquanto concorrentes do setor, como Rossi e Gafisa, vêm reconhecendo estouros de obras desde 2008. A MRV, por exemplo, acaba de reconhecer um ajuste de orçamento de R$ 50 milhões e também teve impacto importante nas margens. “Olhando em retrospectiva, acreditamos que os lucros reportados pela Cyrela foram motivados por orçamentos imprecisos”, diz em relatório Guilherme Vilazante, analista do Barclays. “Então, o prêmio com que a empresa era negociada em bolsa era injustificável.”
Com queda do caixa de R$ 1,7 bilhão no fim de 2009 para R$ 1,15 bilhão em 2010, a dívida líquida saiu de R$ 927 bilhões para R$ 2,25 bilhões na mesma comparação.
Embora os papéis tenham fechado com leve alta ontem (0,5%), no ano é a maior queda do setor, de 31,4%. A interpretação do mercado é que os investidores já tinham penalizado a empresa depois que anunciou, há cerca de 15 dias, revisão na previsão de lançamentos, vendas e margens. Para a margem Ebitda, a companhia projetava um intervalo entre 20% e 24% para 2011 e 2012. Reduziu para uma faixa entre 15% e 19% este ano.

O resultado imediato da virada que o Rio atravessa é a valorização dos imóveis e o início de um boom imobiliário. O que se vê hoje é uma recuperação da depressão ocorrida nos anos 80 e 90, na avaliação de Alexandre Fonseca, diretor de operações da Brasil Brokers.
A recuperação vem desde 2004, mas nos últimos dois anos o salto foi olímpico. Fonseca diz que as regiões mais desejadas da zona sul subiram 150%. Bairros como o Leblon estão com valor do aluguel entre R$ 180 e R$ 250 e, para venda, entre R$ 15 mil e R$ 18 mil o m2 nos dois casos. Até a Barra da Tijuca, que tem grande oferta, subiu 50%. “Hoje, o que é lançado é vendido em poucas horas”, diz Fonseca. Segundo Rubens Vasconcelos, vice-presidente da Ademi e presidente da Patrimóvel, líder em vendas de imóveis da cidade, em três anos houve uma valorização de 100%.
“Muitos deixaram a cidade, mas agora com a nova atmosfera estão voltando. Hoje, 10% da procura é de investidores de outras cidades e já é percebida uma demanda de estrangeiros”, diz Vasconcelos. Embora o início do ano seja fraco, a empresa fechou em fevereiro R$ 152 milhões em vendas, ante R$ 85 milhões um ano atrás. “O imóvel voltou a ser um bom investimento e hoje rende o dobro, em torno de 1% ao mês.”
Na zona sul e no centro a valorização se dá pela escassez. Outros bairros valorizaram-se com investimentos públicos, como a região da avenida Abelardo Bueno, nova frente de ocupação da Barra da Tijuca, o que também deve ocorrer na zona portuária com o Porto Maravilha. Além de já abrigar equipamentos importantes e receber outros como a Vila Olímpica, a região da nova Barra será beneficiada por novas vias de transporte, como Transoeste, Transcarioca e Transolímpica.
É lá que está sendo construído o Centro Metropolitano da Barra, um novo bairro em uma área de 4 milhões de m2 que resgata um projeto urbanístico de Lucio Costa. Trata-se de um ambicioso projeto imobiliário do Grupo Tekuszkin, em parceria com a Brookfield, a Carvalho Hosken e a RJZ Cyrela. Inicialmente, serão 19 quadras, com uma área total de construção de 1.305.000 m2 e potencial de R$ 5 bilhões em vendas. A primeira incorporação já lançada é o Brookfield Place Worldwide Offices. “No lançamento vendemos 100% das salas em cinco dias e 20% das lajes corporativas, basicamente para investidores individuais”, diz Fernando Moura, diretor-executivo da unidade de negócios Rio da Brookfield.
A Carvalho Hosken e a RJZ Cyrela iniciaram a exploração de uma de área de 2,4 milhões de m2, com um potencial de R$ 15 bilhões em vendas. O primeiro empreendimento é o Shopping Metropolitano da Barra, já praticamente vendido e com previsão de inauguração em outubro de 2012.
Revitalizado, o centro do Rio também vive seu boom imobiliário, o que tem impulsionado a reforma de prédios antigos. O m2 para venda está entre R$ 6 mil e R$ 7 mil e, para aluguel, em torno de R$ 160, valor que em São Paulo só é obtido na área da av. Faria Lima, diz Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer. “O centro ainda concentra a maior parte da demanda corporativa, pois detém 75% do estoque de escritórios. Mas, como são muito antigos, há um grande potencial para torres de alto padrão”, afirma. (C.N.)
SÃO PAULO – Os investidores imobiliários globais voltaram à ativa em 2010. Com parte do fôlego recuperado, fundos de investimentos imobiliários, fundos de private equity, soberanos e fundos de pensão aumentaram de forma consistente sua atividade este ano – embora ainda longe dos níveis pré-crise.
Estudo da consultoria americana Jones Lang La Salle estima que os volumes globais de investimentos diretos em imóveis corporativos em 2010 fiquem entre US$ 280 e US$ 290 bilhões, um aumento de 35% a 40% sobre 2009. Em 2008, ano da crise financeira, o investimento total somou US$ 379 bilhões, dos quais 63% no primeiro semestre. Em 2007, esse número havia chegado a US$ 759 bilhões.
Este ano, a América Latina deve ter uma alta de cerca de 90% em comparação com 2009, atingindo cerca de US$ 90 bilhões. De acordo com o relatório, o Brasil é o destaque. “O Brasil continuará a solidificar sua posição de mercado emergente de investimento imobiliário preferido da região”, afirma o estudo. Apesar da oferta limitada, as vendas mais que triplicaram ao longo dos três primeiros trimestres de 2010.
“Todavia, os investidores observarão as taxas de retorno muito atentamente porque o grande aumento do interesse dos investidores globais nesse mercado e sua limitada oferta disponível poderão incitar uma acentuada pressão de queda”, diz o relatório.
Apenas no terceiro trimestre deste ano, o Brasil recebeu US$ 1,2 bilhão de investimentos diretos, alta de 268% sobre os US$ 300 milhões investidos entre julho a setembro de 2009. O Brasil só perdeu para Cingapura, país que – na mesma comparação – teve alta de 510%.
Nos Estados Unidos, onde essa fase, no ano passado, os efeitos da crise ainda eram muito fortes, o aumento foi de 51%. Outros emergentes, como Rússia e China, tiveram desempenho incomparável ao brasileiro, sendo, inclusive, negativo. Na Rússia, a queda foi de 25% e na China, de 45%.
Segundo a Jones Lang La Salle, de uma forma geral, faltam imóveis comerciais de alto padrão em todo o mundo e isso está freando o volume de investimentos. Como consequência, deve haver uma pressão maior sobre a taxa de retorno dos imóveis de alto padrão e uma negociação maior de imóveis de segunda linha. As cidades onde os preços dos aluguéis mais subiram foram Londres, Washington, Paris e Xangai.
(Daniela D’Ambrosio | Valor)
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Plano da orla ferroviária é acelerado
Prefeitura apresentará editais das Operações Urbanas Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca neste ano e lançará concorrência em 2011
09 de novembro de 2010 | 0h 00
Leia a notícia
Eduardo Reina – O Estado de S.Paulo
A Prefeitura de São Paulo vai colocar em consulta pública os editais das Operações Urbanas Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca até o fim de dezembro. Elas propõem a ocupação de parte da orla ferroviária que se encontra subutilizada entre os bairros Lapa e Brás, Mooca e Vila Carioca.
DivulgaçãoPlanejamento. Linha férrea entre Lapa e Brás será aterrada e nova via terá ligação com metrô
“O objetivo é acelerar as discussões e, 30 dias depois do início da consulta pública, lançar a concorrência para parte do projeto”, disse ontem o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem. Entre a Lapa e o Brás, a operação urbana prevê o enterramento da linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A nova via deverá ser compartilhada também com ramais do Metrô.
Sobre os 12 quilômetros de linhas enterradas, o projeto prevê a construção de uma via-parque com quatro pistas para cada sentido, bulevares, ciclofaixas e a transformação de áreas degradadas ao longo da ferrovia. “Serão revitalizados cerca de 4 mil hectares no centro da cidade. É a área que a cidade pode crescer.”
Os estudos integrados que estarão disponíveis à sociedade vão mostrar detalhes do projeto urbano, sua viabilidade econômica e outros detalhes. Darão suporte à nova lei que será enviada à Câmara para permitir a realização do projeto.
Estima-se, por exemplo, que em 20 anos a região entre a Lapa e o Brás ganhe mais de 400 mil novos habitantes. Hoje, a média populacional é bem baixa em pontos nessa região, principalmente nas proximidades da linha férrea, onde varia de 20 a 60 habitantes por hectare. Na região de Santa Cecília, por exemplo, esse número é de 212 habitantes por hectare. “Queremos chegar a uma média de 161 habitantes por hectare – como na Avenida Paulista – na região, com transporte de alta capacidade, vias readequadas e benfeitorias programadas”, diz Bucalem. Também faz parte do projeto da operação urbana na linha ferroviária a demolição do Minhocão.
Turim. Responsável por uma obra similar à paulistana, Franco Corsico, secretário de Desenvolvimento de Turim, na Itália, avalia que a operação urbana é uma boa oportunidade para transformar e desenvolver São Paulo. “Do ponto de vista físico, é possível implementar esse projeto. Mas tenho de dizer que não é fácil realizar e transformar um projeto desse tamanho. Vai ser criada uma nova cidade. E isso leva anos”, disse ontem ao Estado.
O engenheiro italiano sobrevoou a região que fará parte da operação urbana entre Lapa, Brás e Mooca. Contou que em Turim estão sendo colocados no subsolo oito quilômetros de linhas ferroviárias que cortam a cidade de norte a sul. Na perpendicular, ramais metroviários unem dois lados do município que estavam distantes antes da revitalização.
“Sobre os ramais enterrados foi construída uma enorme avenida com praças, bulevares e no entorno foram erguidos prédios para instalação de lojas, escritórios e moradia”, diz.
Custo. O projeto italiano começou em 1990 e passou por várias transformações. Cerca de 4 quilômetros de túneis já estão em operação. A outra metade tem previsão para ser concluída em 2011. A transformação ocupa 2,1 milhões de metros quadrados, incluindo o centro histórico de Turim. Somente as obras custaram até agora 1,6 bilhão de euros. A iniciativa privada investiu outros 3 bilhões. O projeto aqui de São Paulo, segundo o secretário Bucalem, ainda não tem estimativa de custos.
Os italianos esperam que em 10 anos, de 5 mil a 8 mil novos habitantes se mudem para o centro revitalizado de Turim, hoje com cerca de 60 mil moradores. Corsico conta que a primeira reação da população de Turim quando as obras começaram foi de reclamação. “Falavam que antes só escutavam o barulho dos trens passando, e com as obras havia muito barulho. Hoje já entenderam a importância. Demora algum tempo para se acostumar com a nova paisagem. É preciso tempo para se adaptar”, relatou o italiano, que hoje participa de seminário para discutir a orla ferroviária em São Paulo e a operação urbana.
Projeto
2011
é o prazo para a que a Prefeitura envie as propostas das operações urbanas para votação na Câmara Municipal
25,8 mil
pessoas moram hoje na região da Água Branca
3 mil
habitantes por quilômetro quadrado é a densidade demográfica da Barra Funda
15 mil
habitantes por quilômetro quadrado é a densidade demográfica de Perdizes e
Santa Cecília
PARA ENTENDER
Operação autoriza construções
Prevista no Plano Diretor Estratégico da cidade, criado em 2002, a operação urbana é a autorização de construção de imóveis acima dos limites permitidos pela Lei de Zoneamento de determinada região, em troca de pagamentos à Prefeitura. Com esses recursos, a administração municipal faz investimentos na região. Para isso, a Câmara Municipal precisa aprovar um projeto de lei que cria a operação. Também é necessária a licença ambiental e as regras da operação urbana têm de ser discutidas em audiências públicos. Com todas essas exigências cumpridas, a Prefeitura pode vender os Cepacs, títulos que permitem essas construções.