Eztec muda e prioriza imóveis de médio padrão – 4/11/2009
Fonte:Valor Online
A incorporadora Eztec, tradicional no mercado paulista de médio e alto padrão, adotou uma estratégia defensiva no auge da crise. No fim do ano passado, redirecionou sua estratégia para o segmento de salas comerciais de pequeno porte – onde a demanda estava mais aquecida e o mercado ainda não estava saturado. Agora, de volta ao mercado residencial, elegeu os imóveis de médio padrão – entre R$ 200 mil e R$ 500 mil – como prioridade e fez o seu primeiro grande teste no segmento popular.
Nos primeiros nove meses do ano, a incorporadora Eztec já vendeu mais do que no ano passado inteiro. De janeiro a setembro, a companhia vendeu R$ 465 milhões, contra R$ 358 milhões durante todo o ano de 2008. Primeira empresa do setor imobiliário a divulgar balanço, a Eztec alcançou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no terceiro trimestre, com margem líquida de 34,6%.
No terceiro trimestre, a companhia vendeu R$ 148 milhões e lançou apenas R$ 52 milhões, o que indica um volume de venda de estoques de quase R$ 98 milhões. A receita líquida cresceu 54,5%, para R$ 382,6 milhões.
A estreia no Minha Casa, Minha Vida foi feita com um empreendimento em Mogi das Cruzes, com 960 unidades na faixa de R$ 90 mil. A empresa já lançou e vendeu quase metade do empreendimento, cujo valor geral de vendas é de R$ 88 milhões. “Queríamos entender como funciona esse segmento, como lidar com a Caixa Econômica Federal e com esse público, como são as margens”, diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec. “Estamos tendo boa rentabilidade, mas não vale a pena voltar toda a empresa para esse segmento.”
A empresa também lançou um empreendimento no Sacomã, na capital paulista, com cinco torres no valor de R$ 150 mil. “A mudança no teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 350 mil para R$ 500 mil foi muito importante para o setor.” A maioria dos projetos que a Eztec em fase de aprovação são residenciais de médio padrão, que representa hoje 50% do banco de terrenos da companhia.
A incorporadora voltou a comprar terrenos nos últimos três meses: adquiriu quatro na cidade de São Paulo com potencial de construção de quase R$ 200 milhões. Por conta das aquisições de terrenos, o caixa da companhia que era de R$ 177 milhões no segundo trimestre caiu para R$ 166 milhões, no terceiro trimestre.
