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Construção: Após primeiro trimestre fraco, Rodobens também já percebe melhora nas vendas de abril. Com pacote, PDG eleva projeção de vendas

Maio 12, 2009 · 4 Comentários

Construção: Após primeiro trimestre fraco, Rodobens também já percebe melhora nas vendas de abril.Com pacote, PDG eleva projeção de vendas

Por Daniela D’Ambrosio, de São Paulo
12/05/2009
Anna Carolina Negri / Valor
Zeca Grabowsky, da PDG Realty: “O efeito do pacote para nós foi imediato.”

O mercado imobiliário vive dois momentos distintos, e os balanços das empresas do setor refletem com precisão essa mudança. No primeiro trimestre, ainda sob forte impacto da crise, o desempenho de boa parte das empresas – inclusive as de baixa renda – recuou na comparação com os três primeiros meses de 2008. Mas a realidade dentro das empresas, agora, é outra: dados preliminares de abril já indicam que o pacote habitacional do governo terá impacto importante nos números das companhias.

A PDG Realty, que controla a Goldfarb, reviu a estimativa de lançamentos do ano por conta do programa “Minha Casa Minha Vida”. A companhia, que previa lançar este ano, entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, pretende lançar entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,5 bilhões. O patamar mais baixo do novo intervalo fica acima dos R$ 2,6 bilhões lançados no ano passado. “O efeito do pacote para quem já atuava no segmento econômico e tinha produto na rua com financiamento aprovado pela Caixa Econômica Federal foi imediato”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG.

No mês de abril, as vendas em unidades aumentaram 36% em relação ao mesmo mês do ano passado. “As vendas para a classe média baixa aumentaram de duas a três vezes”, completa Michel Wurman, diretor de relações com investidores da PDG.

Por conta disso, a empresa está redirecionando sua atuação para produtos mais populares. Antes do pacote, entre 37% e 41% dos lançamentos ficariam entre R$ 70 mil e R$ 130 mil – portanto, dentro da faixa do pacote que contempla famílias de três a dez salários mínimos. Agora, de 58% a 62% dos lançamentos ficarão nessa faixa, sendo até 34% no intervalo com mais subsídio – de R$ 70 mil a R$ 100 mil.

A empresa já procura novos terrenos para ampliar sua participação no segmento popular. Vai investir entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões na aquisição de terrenos, marketing e na ampliação da estrutura operacional. Segundo Grabowsky, a empresa contratou cerca de 70 pessoas, entre equipe de atendimento ao cliente, sistema, e aprovação de projetos e clientes.

No primeiro trimestre, a PDG teve uma queda de 18% nos lançamentos, que passaram de R$ 573 milhões para R$ 472,4 milhões. As vendas contratadas da companhia recuaram 10%, de R$ 467,1 para R$ 419 milhões. O lucro líquido nos primeiros três meses foi de R$ 50,7 milhões já pelas novas regras contábeis, o que representa uma alta de 66,7% em relação aos números do primeiro trimestre de 2008 ajustados pela lei 11.638.

Os balanços divulgados ontem são considerados pelo setor como um divisor de águas: são os primeiros a contabilizar as mudanças da nova lei como rotina, sem o efeito do quarto trimestre, quando todos os ajustes recaíram – de uma só vez – sobre os números.

Outra empresa que reportou queda de desempenho no primeiro trimestre, mas está otimista com os resultados pós-pacote habitacional é a Rodobens Negócios Imobiliários, empresa com foco no interior brasileiro. No primeiro trimestre, a companhia teve queda de 65% nos lançamentos e de 42% nas vendas contratadas. O lucro líquido caiu 8%, de R$ 11,3 milhões para R$ 10,4 milhões. Segundo Orlando Viscardi, diretor de relações com investidores da Rodobens, as vendas de abril quase dobraram. “Se maio e junho repetirem abril, o segundo trimestre será muito mais forte que o primeiro.”

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