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From: Moreno, Andre On Behalf Of Monteiro, Rodrigo
Sent: terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 08:19
Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG Pactual’s Monteiro)

•           RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações (Reuters Focus)

•           Foco volta para as construtoras (Jornal do Commércio)

•           Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações (O Estado de São Paulo)

•           Vendas em shoppings caem com as chuvas (Jornal da Tarde)

•           Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME (Reuters)

•           Bonsucesso investe no nicho da habitação (Reuters)

•           Norcon equaciona dívida e refaz planos (Valor Econômico)

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RPT-Gafisa lucra R$55,3 mi no 4o tri; quer emitir R$1bi em ações

9 February 2010

Reuters Focus

* Construtora cita clima positivo para setor imobiliário

* Emissão de ações visa melhorar estrutura de capital

* Gafisa prevê lançamentos de até R$5 bilhões em 2010

SÃO PAULO, 9 de fevereiro (Reuters) – A Gafisa , uma das maiores incorporadoras e construtoras do país, divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de 55,3 milhões de reais no quarto trimestre e anunciou que planeja fazer uma oferta primária de ações para levantar 1 bilhão de reais.

“Em vista do clima positivo da economia interna, o aumento da demanda por moradias e a expansão dos mercados de financiamento imobiliário público e privado, acreditamos que haja uma oportunidade significativa para expandir nossa presença no setor de habitação brasileiro de maneira lucrativa”, afirmou a Gafisa no relatório que acompanha o balanço trimestral.

“Uma oferta de ações nos proporcionará a oportunidade de financiar de modo confortável nossos objetivos de negócios nos próximos anos, enquanto melhoramos nossa atual estrutura de capital”, disse a empresa, citando ainda eventuais oportunidades de fusões e aquisições.

Para 2010, a empresa estima lançamentos de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, o dobro de 2009. Do total previsto para este ano, de 40 a 45 por cento serão no segmento de baixa renda, por meio da Construtora Tenda, que acaba de ser incorporada pela Gafisa.

RESULTADOS

O lucro líquido da Gafisa no quarto trimestre ficou aquém do esperado pelo mercado. Quatro analistas consultados pela Reuters previam, em média, que a empresa registrasse lucro de 67,2 milhões de reais de outubro a dezembro. [ID:nN05154558]

O resultado de outubro a dezembro se compara ao lucro de 12,8 milhões de reais no mesmo intervalo de 2008.

Originalmente, no início de 2009, a construtora havia reportado um prejuízo líquido de 12,6 milhões de reais para os três últimos meses de 2008.

A receita líquida da Gafisa totalizou 897,5 milhões de reais no quarto trimestre, aumento de 60 por cento na comparação anual. As vendas contratadas no quarto trimestre totalizaram 1,05 bilhão de reais, com lançamentos de 1 bilhão de reais, representando altas de 79,1 por cento e de 55,1 por cento, respectivamente, contra um ano antes.

A Gafisa reportou um Ebitda ajustado de 174,7 milhões de reais nos três meses até dezembro, acima dos 82,3 milhões de reais um ano antes. A margem Ebitda saltou de 14,6 para 19,5 por cento.

Para 2010, a construtora prevê margens Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) entre 18,5 e 20,5 por cento.

No acumulado de 2009, o lucro líquido da Gafisa quase dobrou ante o ano anterior, para 213,5 milhões de reais. A receita líquida subiu 73,7 por cento, atingindo 3 bilhões de reais. Os lançamentos no ano passado recuaram 45,2 por cento, para 2,3 bilhões de reais, enquanto as vendas contratadas aumentaram 26 por cento, chegando a 3,2 bilhões de reais.

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Foco volta para as construtoras

9 February 2010

Jornal do Commércio do Rio de Janeiro

Apesar das perdas na cotação das ações do setor em janeiro, analistas apontam os papéis da construção civil como boa opção para o ano. No pregão de ontem, as ações de Gafisa, MRV Egenharia e Duratex mostraram força, ficando entre as maiores altas do dia.

Gafisa ON fechou com ganho de 4,22%, a R$ 24,19. As ações ordinárias da MRV Engenharia subiram 3,59%, a R$ 12,40. As ON da Duratex valorizaram 2,73% a R$ 16,18.

O analista da corretora SLW, Pedro Galdi, afirmou que não houve nenhum evento pontual que favorecesse a alta dos papéis ligados à construção civil e os ganhos são decorrentes das boas perspectivas para o setor no Brasil, como reflexo da melhora da economia nacional.

“É um movimento gradual de melhora do setor, que tem ótimas perspectivas”, disse Galdi.

A ação que mais se valorizou no dia, entre as 63 componentes do Ibovespa, foi a da Fibria, maior produtora de celulose de fibra curta do mundo. O papel ON da companhia subiu 6,17% a R$ 34,60. Galdi disse acreditar que o aumento do preço da celulose no início de fevereiro e a recomendação de compra do papel pelo Citigroup influenciaram, mas não foram as causas principais para a alta. Para ele, a ação se tornou muito suscetível à especulação.

“Embora as perspectivas com relação à operação sejam muito boas, o passivo da companhia é muito grande. A relação dívida líquida/Ebitda é de oito vezes. É por isso que um dia a ação se valoriza 6% e no outro cai 6%”, disse Galdi, que considera que o preço justo do papel está em torno de R$ 28,79.

Cosan sobe mais. A ação ordinária da Cosan voltou a subir – alta de 4,7%, a R$ 24,50. A valorização ocorre a reboque da divulgação, na semana passada, de acordo bilionário com a Shell, e de novas altas nos preços internacionais do açúcar.  

Na ponta vendedora, destaque para a varejista B2W, que caiu 3,06% a R$ 34,90. De acordo com Galdi, a desvalorização pode ser reflexo de notícias divulgadas ontem dando conta de  de que a Casas Bahia pretende expandir sua atuação no mercado de vendas pela internet, mercado no qual a B2W atua.

As ações da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau também caíram no pregão de ontem. A PN da Gerdau recuou 1,5% a R$ 24,30. As ON da Gerdau Metalúrgica caíram 1,33% a R$ 26,69, apesar da alta das commodities no mercado internacional, que ajudaram os papéis de Vale e Petrobras.

Segundo Galdi, as ações do grupo sofrem com a situação da economia dos Estados Unidos, cujo setor de construção civil continua mostrando debilidade.

O analista disse, contudo, que as perspectivas para o papel devem melhorar, à medida que o mercado americano deve apresentar dados melhores ao longo do ano.

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Gafisa fará emissão de R$ 1 bilhão em ações

9 February 2010

O Estado de São Paulo

Recursos devem ser usados na compra de terrenos e investimento em lançamentos

Se depender do bom humor dos executivos da Gafisa, a construção civil parece ter dado adeus à fase ruim deflagrada pela crise econômica global, que impactou fortemente nos negócios até meados de 2009. Ontem, no começo da noite, a companhia informou ao mercado que fará uma emissão primária de ações de cerca de R$ 1 bilhão.

Segundo o presidente da companhia, Wilson Amaral, o dinheiro em caixa será um reforço importante para aproveitar o bom humor do mercado e dos consumidores para adquirir terrenos (que deve absorver cerca de 35% dos novos recursos), turbinar o capital de giro (25%), investir nos lançamentos (20%) e fazer aquisições (20%). Como são ações primárias, os recursos serão usados integralmente no crescimento da companhia.

Com dinheiro novo, a empresa vai reduzir bastante o seu nível de alavancagem (valor da dívida líquida dividido pelo patrimônio líquido). Em 31 de dezembro, ela estava em 83%. Após a emissão, deve ficar abaixo de 50%. “Em período de forte tendência de crescimento, é bom a empresa não ter um endividamento alto”, explica Amaral.

O presidente da Gafisa garante que, no momento, não analisa possíveis aquisições. Um caminho para crescer, segundo ele, pode ser por meio da compra de estoques de terrenos de concorrentes onde a companhia não tem uma participação muito expressiva. Atualmente, a Gafisa (incluindo as empresas Alphaville, do segmento de luxo, e Tenda, de popular) atua em 21 Estados e 100 cidades.

BALANÇO

A construtora e incorporadora terminou 2010 com R$ 1,424 bilhão em caixa e vendas contratadas de R$ 3,248 bilhões – em 2008 foram R$ 2,5 bilhões, o que representa, portanto, um aumento de 26%. Desse total, R$ 1,361 bilhão vieram dos negócios da Tenda, que teve os negócios turbinados no ano passado pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. As vendas avançaram em especial no último trimestre, com crescimento de 74% na comparação com o ano anterior.

Amaral acredita que, neste ano, a participação da Tenda chegará a 45% – com até 80% dos negócios vindos do Minha Casa. “Não tem como o programa não dar certo. O Brasil precisa de 1,5 milhão de novas moradias por ano”, lembra.

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Vendas em shoppings caem com as chuvas

9 February 2010

Jornal da Tarde

As vendas das lojas de moda e calçados nos shoppings estão 30% menores do que o esperado neste início de ano. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as chuvas estão atrapalhando o movimento dos centros de compras e os segmentos de óculos e perfumaria, por exemplo, registraram um faturamento 40% abaixo da meta para o período. Quem está sofrendo menos é o segmento de fast food, que esperava um crescimento de 18%, mas só conseguiu atingir 10%.

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Sonae Sierra inicia construção Uberlândia, investe 62 ME

8 February 2010

Reuters – Notícias em Português

LISBOA, 8 Fev (Reuters) – A Sonae Sierra, detida em 50 pct pela Sonae , iniciou a construção do Uberlândia Shopping, um centro comercial na região do Triângulo Mineiro e que representa um investimento total de 62 milhões de euros (ME), anunciou a Sonae Sierra.

Com inauguração prevista para 2011, este projecto, localizado na região sul da cidade de Uberlândia, irá ser desenvolvido numa área de 154.000 m2 estando prevista a criação de 2.000 empregos após a inauguração.

“A Sonae Sierra, através da sua participada Sonae Sierra Brasil acaba de iniciar a construção do Uberlândia Shopping, que representa um investimento total de 62 ME”, refere em comunicado.

“O centro vai criar 700 postos de trabalho durante a fase de obra e mais de 2.000 após a inauguração”, acrescenta.

A Sonae Sierra é proprietária de 52 centros comerciais em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia e Brasil com um total de área bruta locável (ABL) de mais de 2 milhões de m2.

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Bonsucesso investe no nicho da habitação

Valor Econômico

O banco mineiro Bonsucesso encerrou o ano de 2009 com lucro líquido de R$ 84,12 milhões, 3,5 vezes maior que o ano anterior (R$ 23,87 milhões) e o melhor resultado de sua história. O bom desempenho, que acompanha a retomada da economia no segundo semestre, trouxe otimismo ao banco, que retomou a contratação de pessoal e prepara a estrutura para a nova operação de crédito imobiliário.

“Esperamos começar a nova área já neste ano”, disse Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente da instituição. Essa é uma das apostas do banco para atingir um crescimento da carteira de crédito total da ordem de 50%. “Há bastante demanda, principalmente depois do Minha Casa Minha Vida (programa do governo federal para construção de moradias de baixa renda)”, afirma o executivo.

Os empréstimos para a compra da casa própria devem seguir o modelo de consignação, principal produto do Bonsucesso. Dessa forma, as parcelas serão descontadas diretamente em folha de pagamento.

Como o banco não tem captação de poupança, os recursos para esses empréstimos devem vir da cessão da carteira para títulos de crédito, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI). O banco funcionará como um originador de contratos e receberá uma remuneração.

Atualmente, o banco negocia a venda desses papéis para alguns fundos, diz Pentagna Guimarães. Mas parcerias com bancos não estão descartadas. “Não estamos fechados a oportunidades de parcerias, mas no momento não há nenhuma negociação.”

Já para atender os clientes, o Bonsucesso pretende usar uma combinação de lojas próprias (o banco tem 30 postos de atendimento) e correspondentes bancários, para atingir maior capilaridade. Há também uma aposta na agilidade de uma instituição de menor porte. “Queremos fechar um empréstimo em 7 dias úteis”.

Não é apenas no segmento habitacional que o Bonsucesso prepara ofensiva. O banco pretende acelerar o crescimento do crédito para empresas de médio porte, o cobiçado segmento conhecido como “middle market”, e um dos focos é a região da Grande São Paulo.

O volume de novas operações nesse nicho somou R$ 501 milhões, em 2009, encerrando o ano com uma carteira de R$ 241 milhões, praticamente estável. O plano agora é atingir R$ 800 milhões até o fim do ano. “Quase não crescemos nesse mercado no ano passado por conta da crise. Tivemos de renegociar quase todos os contratos, dando mais prazo. Mas a economia real, sem dúvida, já retomou”, afirma.

No consignado, principal negócio do banco, as novas concessões somaram R$ 1,55 bilhão no ano passado, chegando a dezembro com um estoque de R$ 2,1 bilhões, expansão de 60%.

Bastante otimista, Pentagna Guimarães espera que a carteira total avance ao redor de 50% neste ano, pulando dos R$ 2,33 bilhões do fim de 2009, para R$ 3,5 bilhões no último mês de 2010. Para isso, a instituição voltou a contratar.

Durante a crise, o quadro de funcionários caiu de 850 para cerca de 550 pessoas. O espaço do escritório de São Paulo foi reduzido à metade. Com a retomada do consumo somada à volta da liquidez para os bancos médios – a captação do Bonsucesso cresceu 162% no ano -, o banco contratou 200 pessoas.

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Norcon equaciona dívida e refaz planos

Valor Econômico

Após três tentativas frustradas de se capitalizar por meio da atração de sócios, a construtora sergipana Norcon, líder no mercado nordestino de baixa renda, decidiu tocar sozinha o seu plano de expansão pela região Nordeste. No último ano, a empresa diz ter sido procurada por grandes construtoras do Sudeste, que buscavam uma associação ou até mesmo a aquisição da Norcon. Como não houve acordo, a empresa optou por renegociar com bancos uma fatia importante de sua dívida, hoje estimada em torno de R$ 250 milhões, e seguir a vida sozinha.

A direção da Norcon garante que a operação forneceu o fôlego financeiro necessário à consolidação de sua presença nos quatro estados onde atua hoje: Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. No entanto, a construtora já tem projetos no Ceará e estuda a sua entrada também no Rio Grande do Norte e na Paraíba. “O Nordeste é um mundo à parte. Tem muita coisa a ser feita aqui”, disse ao Valor o diretor-superintendente da empresa, Cristiano Teixeira.

O executivo explicou que R$ 170 milhões em dívidas que venceriam ao longo deste ano foram postergados para 2012, período em que a empresa já estará entregando projetos lançados em 2008 e cujo Valor Geral de Vendas (VGV) fica próximo dos R$ 450 milhões. “Não temos mais dívida de curto prazo. Conseguimos adequá-la ao nosso fluxo de caixa”, explicou.

O alto endividamento foi o principal motivo que levou a Norcon a buscar, em 2007, uma forma de se capitalizar. De olho no crescimento do promissor mercado da construção civil do Nordeste, a companhia chegou a ensaiar uma oferta inicial de ações (IPO), porém acabou desistindo. “Percebemos que não havia janela para a operação naquele momento”, contou Teixeira.

A partir de então, plano foi tentar atrair um sócio estratégico e financeiro. Esse sócio traria dinheiro e alguma expertise, em troca de uma participação minoritária na empresa. Assessorada pelo Credit Suisse, a direção da Norcon visitou potenciais investidores em São Paulo, Estados Unidos e Europa. Quando finalmente encontrou um sócio interessado, um fundo de private equity americano especialista no setor imobiliário (que não teve o nome revelado), o acordo acabou minguando em setembro de 2008, na onda da eclosão da crise financeira internacional.

“A partir daí, a decisão mais sensata foi abrir para algumas empresas, já que a Norcon tinha feito investimentos em terrenos e tinha que avançar nos empreendimentos já lançados”, explica o diretor. Após conversas infrutíferas com Cyrela, Gafisa e Brookfield, a empresa iniciou, em fevereiro de 2009, negociações para uma associação com a PDG Realty. As conversas duraram cerca de nove meses, mas foram encerradas em 10 de novembro, também sem acordo.

Segundo Teixeira, a PDG Realty queria uma fatia maior da que a direção da Norcon estava disposta a vender. “Não queríamos que chegasse aos 50%”, informou o executivo, para depois acrescentar que também houve divergências relacionadas ao valor da transação. “Temos uma marca forte, e nossa marca vende”, defendeu-se.

O interesse das grandes construtoras pela Norcon se deve, basicamente, à presença consolidada da empresa no mercado nordestino e em seu sistema construtivo de estruturas pré-fabricadas, que ganhou importância depois do programa habitacional do governo, por diminuir sensivelmente o tempo de construção das casas.

Atualmente, a empresa tem 51 obras em andamento, sendo 15 em Aracaju (SE), três em Maceió (AL), duas em Salvador (BA) e uma no Recife (PE). Boa parte dos projetos são tocados pela subsidiária FelizCidade, voltada ao segmento chamado de “super econômico”. Além dos planos para o Nordeste, a Norcon também analisa a entrada no mercado da região Norte, mais especificamente de Belém (PA).

Diante das negociações fracassadas, mas, principalmente, do fim da crise financeira, a empresa ensaia agora um grito de independência: “Não estamos negociando com ninguém. E pretendemos continuar assim”, disse Teixeira. Porém, sensato, preferiu amenizar instantes depois: “Nunca se diz não a tudo. Estamos abertos, mas não precisamos mais (de um sócio), como precisamos no passado.”

Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG Pactual’s Monteiro)

•           O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no Brasil (O Estado de São Paulo)
•           Governo federal intensifica negócios com empreiteiras (Folha de São Paulo) O Globo)
•           Shoppings desbravam o interior (Gazeta do Povo)
•           Casa própria: sobram dinheiro e velhos problemas (Jornal da Tarde)
•           Governo coreano prepara projetos imobiliários ao redor do TAV brasileiro (Valor Econômico)
 
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O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no Brasil
8 February 2010
O Estado de São Paulo
 
Sam Zell quer aproveitar as oportunidades de negócios que surgirão com a Copa do Mundo e a Olimpíada
 
Quando comprou ações da Gafisa pela primeira vez, há cinco anos, o mega investidor americano Sam Zell desembolsou US$ 55 milhões para ficar com um terço da companhia. Na época, poucas pessoas arriscariam dizer que o mercado imobiliário mudaria tanto em pouco tempo. Zell começava, ali, a eleger o Brasil como o melhor lugar do mundo para investir. Depois de injetar US$ 500 milhões em seis empresas brasileiras – metade do dinheiro aplicado por seus quatro fundos no mundo -, Zell agora quer “alargar” o conceito de mercado imobiliário. “Nós somos conhecidos mundialmente como investidores imobiliários. Mas a verdade é que 70% dos nossos negócios não são nesse mercado”, disse Zell ao Estado (leia entrevista abaixo). “O Brasil é o melhor lugar do mundo para investir. Em qualquer área.”
 
No radar de Zell, entra qualquer negócio ligado à infraestrutura. Ele quer aproveitar as oportunidades que surgirão com a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, que acontecerá no Rio de Janeiro dois anos depois. “Podemos investir em estádios, aeroportos, transporte público e hotéis. À medida que o Brasil cresce, mais oportunidades vão aparecer”, diz Gary Garrabrant, sócio de Zell na Equity International (EI), empresa de investimentos fora dos Estados Unidos. “De tempos em tempos nós conversamos com as construtoras brasileiras sobre infraestrutura e como nós podemos participar disso.”
 
Em hotelaria, por exemplo, a ideia é investir em unidades de padrão econômico. “Não há espaço para muitos hotéis de luxo no Brasil”, diz Garrabrant, no lobby do hotel Fasano, em São Paulo. “Faltam hotéis de classe média no Rio de Janeiro.” Eles também cogitam entrar no negócio de fazendas, a exemplo do que fez seu concorrente Elie Horn, o controlador da Cyrela, na BrasilAgro – ela compra terras em estado bruto, investe em melhorias e tenta vender com lucro mais adiante.
 
Filho de imigrantes poloneses, Zell é considerado um visionário, uma espécie de Warren Buffet dos imóveis. Em 2007, pouco antes da crise imobiliária americana, vendeu a sua Equity Offices Properties por US$ 39 bilhões, o maior negócio no setor até hoje no mundo. Zell começou cedo, comprando apartamentos para colegas da Univesidade de Michigan, e construiu um império com mais de 220 mil propriedades espalhadas pelos EUA.
 
Nos últimos anos, sua imagem esteve mais associada ao investimento na Tribune Company, que publica os jornais Chicago Tribune e Los Angeles Times. A empresa pediu concordata há pouco mais de um ano. Na ocasião, Zell disse que fatores externos criaram a tempestade perfeita: economia dura e queda da receita publicitária. Com a crise financeira global em 2008, sua fortuna pessoal, que era avaliada em US$ 6 bilhões, caiu pela metade, segundo a revista Forbes.
 
EXPERIÊNCIA
 
No Brasil, ao contrário, os negócios vão bem. A sua experiência com imóveis, tanto nos EUA quanto no México – onde ajudou a criar a Homex, hoje a maior construtora popular do país – tem ajudado suas empresas a prosperar no setor.
 
Hoje, Zell não só é o maior acionista individual, com 13,66%, da Gafisa – uma das maiores incorporadoras do País, listada na Bolsa de Nova York -, como também se tornou o maior sócio da BRMalls, empresa líder no setor de shopping centers, e da Bracor, especializda em imóveis comerciais e industriais. Tem ainda participação relevante na AGV Logística, na construtora popular Tenda e na Brazilian Finance & Real Estate, de hipotecas residenciais, securitização de recebíveis e estruturação de fundos imobiliários. “Ser sócio de Sam Zell abre portas. Ele agrega imagem e conhecimento”, diz Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Finance, último investimento do americano no País. A Equity International pagou US$ 125 milhões por uma fatia de 20,7% na companhia.
 
A Bracor acabou de receber mais uma rodada de capitalização dos sócios, que lhe dará cacife para investir R$ 1 bilhão. “A Bracor vai fazer quatro anos e já tem R$ 2,5 bilhões em ativos próprios. Sam Zell ajuda muito com a experiência anterior”, conta Carlos Betancourt, presidente da Bracor.
 
Na Gafisa e na Tenda, o investidor pretende injetar mais dinheiro para aproveitar o crescimento do mercado imobiliário local, especialmente na baixa renda. “Vamos apoiar Gafisa e Tenda com a maior quantidade de dinheiro possível. Não vamos comprar mais empresas residenciais, mas criar gigantes no setor”, diz Garrabrant. “Sam Zell teve uma enorme importância na definição das estratégias que levaram a Gafisa a ser o que é hoje”, afirma Wilson Amaral, presidente da Gafisa.
 
Zell só participa das grandes decisões. Ao Brasil, vem uma ou duas vezes por ano. Os executivos da EI, Garrabrant e Thomas McDonald, tem assentos nos conselhos das empresas, o que exige visitas mais frequentes. Na última viagem ao Brasil, Garrabrant falou pela primeira vez com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Foi apresentar a sociedade com a Brazilian Finance e discutir oportunidades de negócios.
 
Quem é Sam Zell
 
Filho de imigrantes poloneses, Sam Zell nasceu em Chicago em 1941. Formado em direito pela Universidade de Michigan, o investidor começou comprando imóveis para colegas de faculdade
 
Criou um império com 220 mil propriedades nos EUA, vendido em 2007 para o fundo Blackstone por US$ 39 bilhões
 
A Gafisa foi seu primeiro investimento no Brasil. Pagou US$ 55 milhões por um um terço da construtora. Hoje é sócio de seis empresas no País
 
Por que o Brasil é a bola da vez, segundo o mega investidor
 
1 Com mais de 190 milhões de habitantes, o Brasil tem escala para investimentos
 
2 É autossuficiente em energia elétrica e um país rico em recursos naturais
 
3 É politicamente estável. Serve de exemplo para toda a América Latina
 
4 Tem um governo economicamente conservador e socialmente progressista
 
5 Tem executivos de primeira linha, o que é difícil achar em outros países onde invisto
 
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Governo federal intensifica negócios com empreiteiras
7 February 2010
Folha de São Paulo
 
Cinco maiores construtoras negociam com BNDES, Petrobras e fundos estatais
 
Candidata à Presidência, Dilma Rousseff vê “com bons olhos” as transações, que envolvem notórias doadoras de campanhas eleitorais
 
No ano eleitoral, o governo federal intensificou parcerias e transações bilionárias com as cinco maiores empreiteiras do país. Notórias doadoras de campanhas, elas vêm negociando com BNDES, Petrobras e fundos de pensão de estatais.
 
Os movimentos avalizados pelo Palácio do Planalto coincidem com a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão do presidente Lula. As construtoras foram as maiores doadoras de campanha do PT nas duas últimas eleições.
 
Entre dezembro e janeiro, a Petrobras anunciou a injeção de R$ 2,5 bilhões na petroquímica Braskem (controlada pela Odebrecht), o BNDES repassou um terço do capital votante da Cemig para a Andrade Gutierrez, e a Casa Civil deu aval à Camargo Corrêa para comprar o controle da Neoenergia e da Eletropaulo e AES Sul.
 
Em março do ano passado, a Invepar, administrada pela OAS, recebeu aporte de R$ 719 milhões da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) e da Petros (Petrobras), o que viabilizou a compra do Metrô do Rio de Janeiro e da concessão da rodovia Raposo Tavares.
 
Há vários outros grandes negócios recentes das empreiteiras com a participação, direta ou indireta, do governo.
 
No caso das ações da Cemig, o BNDES as detinha por conta de uma dívida de R$ 2,1 bilhões (em valores atualizados) contraída pela americana AES, inadimplente havia seis anos, para a compra de 33% do capital votante da companhia energética.
 
Após dois anos de negociação, a Andrade Gutierrez concluiu a transação em dezembro, assumindo a dívida da AES e levando os papéis da Cemig, com dez anos para quitar o débito.
 
Se não foi um mau negócio para o BNDES, a operação foi melhor ainda para o grupo AG, cliente assíduo do banco estatal. Entre 2008 e 2009, o BNDES liberou quase R$ 7 bilhões para a Oi, controlada por AG e La Fonte, comprar a Brasil Telecom. Lula editou decreto para permitir o negócio.
 
No fim do mês passado, a Braskem comprou a Quattor, criando a maior empresa do setor nas Américas. Uma semana depois, anunciou a aquisição da americana Sunoco Chemicals, por US$ 350 milhões.
 
As operações foram possíveis graças ao aumento da participação da Petrobras na empresa -o controle da Braskem está nas mãos da Odebrecht, com 50,1% das ações ordinárias.
 
Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças da petroquímica, ressalta que a maior operação da companhia foi realizada em 2001, com a compra da Copene, rebatizada de Braskem. “Não foi só no governo Lula. É uma história ao longo do tempo”, disse ele.
 
Conforme a Folha noticiou na semana passada, o Palácio do Planalto aprovou a constituição de uma superelétrica formada pela Camargo Corrêa.
 
Controladora da CPFL, a empreiteira pretende adquirir também as ações na Neoenergia pertencentes à Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e ao BB, e a participação do BNDES na Eletropaulo e na AES Sul -duas operações na casa dos bilhões. Para concretizá-las, a Camargo precisará de financiamento do banco federal de fomento.
 
Na quarta-feira, Dilma confirmou as tratativas. “Não vemos com maus olhos. É uma tendência internacional ter grandes empresas nessa área.” Ressaltou que o negócio ainda não foi “colocado de forma completa para o governo”.
 
A Funcef anunciou também que pretende comprar metade da participação da Camargo Corrêa na usina de Jirau, no rio Madeira, o que ajudaria a capitalizar a empreiteira.
 
Já a Queiroz Galvão tem na Petrobras um de seus maiores clientes em construção civil e sua principal parceira na área de exploração de óleo e gás.
 
Procuradas pela reportagem, Invepar-OAS e Queiroz Galvão disseram, via assessoria, que não iriam se manifestar.
 
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Shoppings desbravam o interior
7 February 2010
Gazeta do Povo
 
Atraídos pelo crescimento do poder de compra do consumidor, grupos empresariais avançam sobre cidades de médio porte
 
Londrina, no Norte do Paraná, tem hoje dois grandes shopping centers. Em 2011 serão pelo menos quatro. A expansão dos investimentos na cidade reflete uma tendência não só do Paraná, mas do setor em todo o país: com as capitais lotadas de empreendimentos, os grupos empresariais estão apostando em cidades do interior. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 25 empreendimentos serão inaugurados nos próximos dois anos em cidades do interior, contra apenas 14 em capitais.
 
E o número pode ser ainda maior. A estimativa da Abrasce leva em conta apenas os empreendimentos com administração centralizada – e não considera os dois projetos para Londrina. Para a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) os lançamentos podem chegar a cem em três anos – a maioria no interior, também nessa projeção.
 
O foco dos investimentos está em cidades de médio porte, com população entre 150 mil e 500 mil habitantes, que cresceram em tamanho e poder aquisitivo ao longo dos últimos anos. No Paraná, o poder de compra do interior dobrou entre 2003 e 2008, revela um estudo da Target Consultoria. Londrina, em especial, abrange uma área de influência de quase 4 milhões de pessoas em um raio de 300 quilômetros.
 
No fim deste ano, o Grupo Catuaí deve começar a construir seu segundo shopping na cidade. A inauguração estava prevista para o fim de 2009, mas, se­­gundo o superintendente Sylvio Carvalho Netto, a obra foi adiada por causa da crise financeira, que provocou um reposicionamento das ações do grupo. “Mas o mercado cresceu muito em Londrina, e a cidade já comporta um novo empreendimento”, avalia. O Londrina Norte Shop­­ping terá cerca de 180 lojas e deve gerar 1,5 mil empregos diretos. Com inauguração prevista para 2012, o novo empreendimento deve receber cerca de R$ 150 milhões em investimentos.
 
Nos planos do grupo estão ainda um shopping em Maringá e outro em Cascavel, no Oeste do Paraná. A obra de Maringá também foi adiada por causa da crise, mas deve ser concluída até o fim deste ano. Nela, serão investidos R$ 120 milhões. O shopping terá 218 lojas, distribuídas em cerca de 30 mil metros quadrados de área bruta locá

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De: Masset, Hugo <Hugo.Masset@btgpactual.com>

Data: 8 de fevereiro de 2010 12:32
Assunto: FW: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG
Pactual’s Monteiro)
Para: Ana Paula <anapaula@frema.com.br>, Jonas Jr
<jonasjr@frema.com.br>, José Roberto S Federighi
<jroberto@frema.com.br>

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Hugo Masset

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hugo.masset@btgpactual.com
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________________________________
From: Moreno, Andre On Behalf Of Monteiro, Rodrigo
Sent: segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 08:39
Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG
Pactual’s Monteiro)

•           O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no
Brasil (O Estado de São Paulo)

•           Governo federal intensifica negócios com empreiteiras
(Folha de São Paulo) O Globo)

•           Shoppings desbravam o interior (Gazeta do Povo)

•           Casa própria: sobram dinheiro e velhos problemas (Jornal da Tarde)

•           Governo coreano prepara projetos imobiliários ao redor do
TAV brasileiro (Valor Econômico)

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O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no Brasil

8 February 2010

O Estado de São Paulo

Sam Zell quer aproveitar as oportunidades de negócios que surgirão com
a Copa do Mundo e a Olimpíada

Quando comprou ações da Gafisa pela primeira vez, há cinco anos, o
mega investidor americano Sam Zell desembolsou US$ 55 milhões para
ficar com um terço da companhia. Na época, poucas pessoas arriscariam
dizer que o mercado imobiliário mudaria tanto em pouco tempo. Zell
começava, ali, a eleger o Brasil como o melhor lugar do mundo para
investir. Depois de injetar US$ 500 milhões em seis empresas
brasileiras – metade do dinheiro aplicado por seus quatro fundos no
mundo -, Zell agora quer “alargar” o conceito de mercado imobiliário.
“Nós somos conhecidos mundialmente como investidores imobiliários. Mas
a verdade é que 70% dos nossos negócios não são nesse mercado”, disse
Zell ao Estado (leia entrevista abaixo). “O Brasil é o melhor lugar do
mundo para investir. Em qualquer área.”

No radar de Zell, entra qualquer negócio ligado à infraestrutura. Ele
quer aproveitar as oportunidades que surgirão com a Copa do Mundo, em
2014, e a Olimpíada, que acontecerá no Rio de Janeiro dois anos
depois. “Podemos investir em estádios, aeroportos, transporte público
e hotéis. À medida que o Brasil cresce, mais oportunidades vão
aparecer”, diz Gary Garrabrant, sócio de Zell na Equity International
(EI), empresa de investimentos fora dos Estados Unidos. “De tempos em
tempos nós conversamos com as construtoras brasileiras sobre
infraestrutura e como nós podemos participar disso.”

Em hotelaria, por exemplo, a ideia é investir em unidades de padrão
econômico. “Não há espaço para muitos hotéis de luxo no Brasil”, diz
Garrabrant, no lobby do hotel Fasano, em São Paulo. “Faltam hotéis de
classe média no Rio de Janeiro.” Eles também cogitam entrar no negócio
de fazendas, a exemplo do que fez seu concorrente Elie Horn, o
controlador da Cyrela, na BrasilAgro – ela compra terras em estado
bruto, investe em melhorias e tenta vender com lucro mais adiante.

Filho de imigrantes poloneses, Zell é considerado um visionário, uma
espécie de Warren Buffet dos imóveis. Em 2007, pouco antes da crise
imobiliária americana, vendeu a sua Equity Offices Properties por US$
39 bilhões, o maior negócio no setor até hoje no mundo. Zell começou
cedo, comprando apartamentos para colegas da Univesidade de Michigan,
e construiu um império com mais de 220 mil propriedades espalhadas
pelos EUA.

Nos últimos anos, sua imagem esteve mais associada ao investimento na
Tribune Company, que publica os jornais Chicago Tribune e Los Angeles
Times. A empresa pediu concordata há pouco mais de um ano. Na ocasião,
Zell disse que fatores externos criaram a tempestade perfeita:
economia dura e queda da receita publicitária. Com a crise financeira
global em 2008, sua fortuna pessoal, que era avaliada em US$ 6
bilhões, caiu pela metade, segundo a revista Forbes.

EXPERIÊNCIA

No Brasil, ao contrário, os negócios vão bem. A sua experiência com
imóveis, tanto nos EUA quanto no México – onde ajudou a criar a Homex,
hoje a maior construtora popular do país – tem ajudado suas empresas a
prosperar no setor.

Hoje, Zell não só é o maior acionista individual, com 13,66%, da
Gafisa – uma das maiores incorporadoras do País, listada na Bolsa de
Nova York -, como também se tornou o maior sócio da BRMalls, empresa
líder no setor de shopping centers, e da Bracor, especializda em
imóveis comerciais e industriais. Tem ainda participação relevante na
AGV Logística, na construtora popular Tenda e na Brazilian Finance &
Real Estate, de hipotecas residenciais, securitização de recebíveis e
estruturação de fundos imobiliários. “Ser sócio de Sam Zell abre
portas. Ele agrega imagem e conhecimento”, diz Fábio Nogueira, diretor
da Brazilian Finance, último investimento do americano no País. A
Equity International pagou US$ 125 milhões por uma fatia de 20,7% na
companhia.

A Bracor acabou de receber mais uma rodada de capitalização dos
sócios, que lhe dará cacife para investir R$ 1 bilhão. “A Bracor vai
fazer quatro anos e já tem R$ 2,5 bilhões em ativos próprios. Sam Zell
ajuda muito com a experiência anterior”, conta Carlos Betancourt,
presidente da Bracor.

Na Gafisa e na Tenda, o investidor pretende injetar mais dinheiro para
aproveitar o crescimento do mercado imobiliário local, especialmente
na baixa renda. “Vamos apoiar Gafisa e Tenda com a maior quantidade de
dinheiro possível. Não vamos comprar mais empresas residenciais, mas
criar gigantes no setor”, diz Garrabrant. “Sam Zell teve uma enorme
importância na definição das estratégias que levaram a Gafisa a ser o
que é hoje”, afirma Wilson Amaral, presidente da Gafisa.

Zell só participa das grandes decisões. Ao Brasil, vem uma ou duas
vezes por ano. Os executivos da EI, Garrabrant e Thomas McDonald, tem
assentos nos conselhos das empresas, o que exige visitas mais
frequentes. Na última viagem ao Brasil, Garrabrant falou pela primeira
vez com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Foi
apresentar a sociedade com a Brazilian Finance e discutir
oportunidades de negócios.

Quem é Sam Zell

Filho de imigrantes poloneses, Sam Zell nasceu em Chicago em 1941.
Formado em direito pela Universidade de Michigan, o investidor começou
comprando imóveis para colegas de faculdade

Criou um império com 220 mil propriedades nos EUA, vendido em 2007
para o fundo Blackstone por US$ 39 bilhões

A Gafisa foi seu primeiro investimento no Brasil. Pagou US$ 55 milhões
por um um terço da construtora. Hoje é sócio de seis empresas no País

Por que o Brasil é a bola da vez, segundo o mega investidor

1 Com mais de 190 milhões de habitantes, o Brasil tem escala para investimentos

2 É autossuficiente em energia elétrica e um país rico em recursos naturais

3 É politicamente estável. Serve de exemplo para toda a América Latina

4 Tem um governo economicamente conservador e socialmente progressista

5 Tem executivos de primeira linha, o que é difícil achar em outros
países onde invisto

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Governo federal intensifica negócios com empreiteiras

7 February 2010

Folha de São Paulo

Cinco maiores construtoras negociam com BNDES, Petrobras e fundos estatais

Candidata à Presidência, Dilma Rousseff vê “com bons olhos” as
transações, que envolvem notórias doadoras de campanhas eleitorais

No ano eleitoral, o governo federal intensificou parcerias e
transações bilionárias com as cinco maiores empreiteiras do país.
Notórias doadoras de campanhas, elas vêm negociando com BNDES,
Petrobras e fundos de pensão de estatais.

Os movimentos avalizados pelo Palácio do Planalto coincidem com a
consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à
sucessão do presidente Lula. As construtoras foram as maiores doadoras
de campanha do PT nas duas últimas eleições.

Entre dezembro e janeiro, a Petrobras anunciou a injeção de R$ 2,5
bilhões na petroquímica Braskem (controlada pela Odebrecht), o BNDES
repassou um terço do capital votante da Cemig para a Andrade
Gutierrez, e a Casa Civil deu aval à Camargo Corrêa para comprar o
controle da Neoenergia e da Eletropaulo e AES Sul.

Em março do ano passado, a Invepar, administrada pela OAS, recebeu
aporte de R$ 719 milhões da Funcef (fundo de pensão dos funcionários
da Caixa Econômica Federal) e da Petros (Petrobras), o que viabilizou
a compra do Metrô do Rio de Janeiro e da concessão da rodovia Raposo
Tavares.

Há vários outros grandes negócios recentes das empreiteiras com a
participação, direta ou indireta, do governo.

No caso das ações da Cemig, o BNDES as detinha por conta de uma dívida
de R$ 2,1 bilhões (em valores atualizados) contraída pela americana
AES, inadimplente havia seis anos, para a compra de 33% do capital
votante da companhia energética.

Após dois anos de negociação, a Andrade Gutierrez concluiu a transação
em dezembro, assumindo a dívida da AES e levando os papéis da Cemig,
com dez anos para quitar o débito.

Se não foi um mau negócio para o BNDES, a operação foi melhor ainda
para o grupo AG, cliente assíduo do banco estatal. Entre 2008 e 2009,
o BNDES liberou quase R$ 7 bilhões para a Oi, controlada por AG e La
Fonte, comprar a Brasil Telecom. Lula editou decreto para permitir o
negócio.

No fim do mês passado, a Braskem comprou a Quattor, criando a maior
empresa do setor nas Américas. Uma semana depois, anunciou a aquisição
da americana Sunoco Chemicals, por US$ 350 milhões.

As operações foram possíveis graças ao aumento da participação da
Petrobras na empresa -o controle da Braskem está nas mãos da
Odebrecht, com 50,1% das ações ordinárias.

Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças da petroquímica, ressalta
que a maior operação da companhia foi realizada em 2001, com a compra
da Copene, rebatizada de Braskem. “Não foi só no governo Lula. É uma
história ao longo do tempo”, disse ele.

Conforme a Folha noticiou na semana passada, o Palácio do Planalto
aprovou a constituição de uma superelétrica formada pela Camargo
Corrêa.

Controladora da CPFL, a empreiteira pretende adquirir também as ações
na Neoenergia pertencentes à Previ (fundo de pensão dos funcionários
do Banco do Brasil) e ao BB, e a participação do BNDES na Eletropaulo
e na AES Sul -duas operações na casa dos bilhões. Para concretizá-las,
a Camargo precisará de financiamento do banco federal de fomento.

Na quarta-feira, Dilma confirmou as tratativas. “Não vemos com maus
olhos. É uma tendência internacional ter grandes empresas nessa área.”
Ressaltou que o negócio ainda não foi “colocado de forma completa para
o governo”.

A Funcef anunciou também que pretende comprar metade da participação
da Camargo Corrêa na usina de Jirau, no rio Madeira, o que ajudaria a
capitalizar a empreiteira.

Já a Queiroz Galvão tem na Petrobras um de seus maiores clientes em
construção civil e sua principal parceira na área de exploração de
óleo e gás.

Procuradas pela reportagem, Invepar-OAS e Queiroz Galvão disseram, via
assessoria, que não iriam se manifestar.

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Shoppings desbravam o interior

7 February 2010

Gazeta do Povo

Atraídos pelo crescimento do poder de compra do consumidor, grupos
empresariais avançam sobre cidades de médio porte

Londrina, no Norte do Paraná, tem hoje dois grandes shopping centers.
Em 2011 serão pelo menos quatro. A expansão dos investimentos na
cidade reflete uma tendência não só do Paraná, mas do setor em todo o
país: com as capitais lotadas de empreendimentos, os grupos
empresariais estão apostando em cidades do interior. Segundo
estimativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 25
empreendimentos serão inaugurados nos próximos dois anos em cidades do
interior, contra apenas 14 em capitais.

E o número pode ser ainda maior. A estimativa da Abrasce leva em conta
apenas os empreendimentos com administração centralizada – e não
considera os dois projetos para Londrina. Para a Associação Brasileira
de Lojistas de Shoppings (Alshop) os lançamentos podem chegar a cem em
três anos – a maioria no interior, também nessa projeção.

O foco dos investimentos está em cidades de médio porte, com população
entre 150 mil e 500 mil habitantes, que cresceram em tamanho e poder
aquisitivo ao longo dos últimos anos. No Paraná, o poder de compra do
interior dobrou entre 2003 e 2008, revela um estudo da Target
Consultoria. Londrina, em especial, abrange uma área de influência de
quase 4 milhões de pessoas em um raio de 300 quilômetros.

No fim deste ano, o Grupo Catuaí deve começar a construir seu segundo
shopping na cidade. A inauguração estava prevista para o fim de 2009,
mas, se­­gundo o superintendente Sylvio Carvalho Netto, a obra foi
adiada por causa da crise financeira, que provocou um reposicionamento
das ações do grupo. “Mas o mercado cresceu muito em Londrina, e a
cidade já comporta um novo empreendimento”, avalia. O Londrina Norte
Shop­­ping terá cerca de 180 lojas e deve gerar 1,5 mil empregos
diretos. Com inauguração prevista para 2012, o novo empreendimento
deve receber cerca de R$ 150 milhões em investimentos.

Nos planos do grupo estão ainda um shopping em Maringá e outro em
Cascavel, no Oeste do Paraná. A obra de Maringá também foi adiada por
causa da crise, mas deve ser concluída até o fim deste ano. Nela,
serão investidos R$ 120 milhões. O shopping terá 218 lojas,

distribuídas em cerca de 30 mil metros quadrados de área bruta locável
(ABL). “Em Cascavel já temos o terreno comprado, e o shopping deve ser
inaugurado em 2012 também”, diz Carvalho Netto. A obra deve custar R$
100 milhões.

Antes mesmo da inauguração do novo shopping do Catuaí, Londrina deve
receber seu primeiro empreendimento do grupo português Sonae Sierra. O
shopping, com abertura prevista para outubro de 2011, deve ter cerca
de 180 lojas. O investimento será feito em parceria com a empresa
Marco Zero. O Sonae Sierra já controla outros dez shoppings no país. O
mais recente investimento foi feito também no interior: em novembro, o
grupo português passou a ser o único proprietário do Shopping
Metrópole, de São Bernardo do Campo (SP), com a aquisição de mais 17%
na participação do empreendimento, que lhe custou R$ 40,7 milhões.

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Casa própria: sobram dinheiro e velhos problemas
7 February 2010

Jornal da Tarde
Apesar da grande oferta de crédito para o setor, mutuários são
obrigados a enfrentar atrasos na assinatura do contrato e na entrega
do imóvel, cobranças em duplicidade, entre outras dores de cabeça

O empresário Daniel Braz, de 47 anos, pretende casar-se pela segunda
vez. Para sacramentar a união com a assistente administrativa Cibele
Nakamura, 40 anos, falta apenas que a construtora Tenda entregue seu
apartamento, comprado em fevereiro de 2008 no condomínio Fit Botânico,
no Jardim da Saúde, zona sul da capital.

Segundo o empresário, o imóvel havia sido prometido para abril de
2009, mas até agora, nada. “Compramos móveis para mobiliar o
apartamento, mas tivemos de guardá-los e algumas peças mofaram”, diz.

Com o expressivo crescimento do mercado imobiliário nos últimos anos,
os problemas tendem a se acentuar. O volume de financiamentos feitos
com recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), que respondem por mais de 95% do dinheiro que move o setor,
aumentou 142%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de
Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), entre 2006 e 2009.

Para 2010, informa a Abecip serão R$ 69 bilhões pelo menos. Assim, os
problemas vividos por Braz e outros compradores de imóveis na planta
devem continuar aumentando. A Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP)
registrou 615 reclamações em relação a imóveis somente em 2009. Desse
modo, apesar da fartura de recursos, os cuidados devem ser redobrados.

A advogada Fabiana Ivanchuk, 30 anos, que o diga. Em 2007, ela e o
marido compraram apartamento no condomínio San Pablo, empreendimento
da construtora MRV no Jardim Paris, zona sul de São Paulo.

O prazo de entrega, previsto para abril de 2009, não se confirmou. A
advogada conta que, ao se casar, em 2006, foi morar com a sogra, até
que o imóvel ficasse pronto. “Como não podíamos arcar com prestação e
aluguel, fizemos essa opção, e lá estamos até hoje.”

E o pior é que, segundo Fabiana, com as correções pelo Índice Nacional
da Construção Civil (INCC), como previsto em contrato, o valor inicial
do imóvel, cerca de R$ 70 mil, transformou-se em aproximadamente R$ 95
mil, dos quais R$ 87 mil serão cobertos por financiamento da Caixa
Econômica Federal (Caixa), cujo contrato foi assinado há cerca de 15
dias. “A diferença foi o que pagamos até agora para a construtora, que
não cumpriu sua parte no prazo de entrega”, afirma.

A advogada afirma que vai questionar a empresa judicialmente por não
concordar com uma dívida de cerca de R$ 2,1 mil que seriam referentes
a correções indevidas pelo INCC.

A pedagoga Caroline Sperândio, 28 anos, comprou um apartamento no
Jardim Leonor, zona sul da capital, em 2003. Também erguido pela MRV,
o imóvel foi entregue no prazo combinado e Caroline e o marido sempre
preferiram adiantar algumas prestações a fim de não ter surpresas.

Os problemas, conta ela, começaram em agosto do ano passado, quando
entrou em contato com a construtora para quitar o pagamento do imóvel
a fim de incluí-lo na transação com uma casa que Caroline classificou
como “dos sonhos”. “Tentei todo o tipo de contato com a MRV, mas a
resposta demorou e perdi o negócio”, lamenta.

Mesmo após receber boletos em duplicidade e com a cobrança de juros
por atrasos que tentara evitar, ela conseguiu quitar a dívida em
janeiro. “Paguei até juros que não devia, só para me livrar do
problema”, conta.

A assistente de ouvidoria Marcela Souza, 21 anos, também enfrenta
problemas na compra de um imóvel. Em junho de 2009, conta, comprou a
unidade 5 do bloco Sabiás, do condomínio Vitória Pirituba Juriti,
lançado pela Living, marca da linha popular da construtora Cyrela.

Ela afirma que recebeu a promessa de que em setembro estaria com o
contrato em mãos, o que não aconteceu. O documento só chegou em
dezembro, de acordo com Marcela. Segundo a Living, as obras foram
iniciadas com entrega prevista para fevereiro de 2011(leia mais nesta
página).

Longo caminho

Verifique o registro de incorporação do empreendimento no cartório de
registro de imóveis. Também deve estar registrado um documento chamado
memória, que apresenta detalhes do empreendimento, como a construção
de piscina, playground e principalmente as dimensões dos apartamentos
e as marcas de materiais utilizados

Antes da verificação, anote o número do registro da incorporação do
empreendimento que deve estar nos folhetos promocionais, inclusive.
Compare com o que estiver registrado no cartório. A Fundação Procon de
São Paulo informa que, normalmente, a incorporação é registrada no
cartório da região onde o imóvel será construído

Pesquise no escritório do Conselho Regional de Engenharia e
Arquitetura (Crea) se os profissionais que assinam o projeto têm
registro no órgão e estão habilitados a fazê-lo. Converse com outros
consumidores que compraram imóveis no mesmo

empreendimento. É uma forma de medir a disposição da empresa em
cumprir prazos e demais obrigações constantes do contrato.

Confira se consta na Prefeitura o registro de liberação para execução
da obra. Alterações durante a construção também devem ser informadas à
prefeitura. Em caso de mudanças, procure saber se o órgão fiscalizador
da obra foi notificado. No caso da capital, a fiscalização cabe às
subprefeituras

Não aceite nada verbalmente. Quaisquer ofertas ou promessas feitas no
processo de compra e venda devem estar registradas formalmente no
contrato. Só assim terão valor. Não deixe de ler atentamente o
contrato antes de assiná-lo e, caso haja algum detalhe em desacordo
com o que foi tratado verbalmente, solicite que a informação seja
acrescentada ao contrato de alguma maneira

Fique atento à forma de pagamento do imóvel. Todas as parcelas
mensais, intermediárias e índices de reajuste que serão aplicados
devem estar detalhados no contrato. A medida evita que os compradores
sejam surpreendidos por despesas que não estavam previstas ou pela
cobrança de valores que não haviam sido especificados anteriormente.

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Governo coreano prepara projetos imobiliários ao redor do TAV brasileiro

Valor Econômico
Envolvidos desde 2006 no projeto do TAV brasileiro, os coreanos têm
grandes planos imobiliários para o país. Ainda não se sabe como esses
projetos poderão ser revertidos em receita para a concessão – e assim,
melhorar a oferta do consórcio na hora da licitação -, ou se isso é
possível, mas há planos mais ou menos detalhados para empreendimentos
nos arredores de estações do trem-bala. Campinas e São José dos
Campos, em São Paulo, e sobretudo Rio de Janeiro são candidatos a
receber grandes empreendimentos.

Daniel Suh, coordenador do TAV Brasil, grupo montado pelo governo
coreano para preparar a proposta para a licitação, diz que no Rio de
Janeiro é possível ser feito algo muito parecido com o projeto lançado
na Coreia do Sul para a cidade de Busan. Aproveitando a facilidade de
acesso trazida pelo trem de alta velocidade, a autoridade portuária de
Busan está transferindo parte do seu porto para dar lugar a um grande
empreendimento em uma área degradada da cidade. “Podemos aproveitar
essa experiência e fazer algo parecido”, diz Daniel.

O projeto para o Rio já tem um esboço. A ideia é ocupar a região entre
o futuro terminal do TAV, na estação Barão de Mauá, e a zona portuária
do Rio. A área seria desocupada para receber prédios comerciais, o
cais transformado para acomodar apenas navios de cruzeiro e seriam
instalados veículos leves sobre trilhos (VLTs) para fazer a ligação
com a estação do trem-bala. Uma linha do VLT poderia ser levada até o
Maracanã, que seria uma espécie de prolongamento do negócio.

Mas, segundo Daniel Suh, para que um projeto do tipo pudesse ser
incluído na proposta da licitação, o edital precisaria ser alterado,
de forma a incluir na concessão o direito de exploração imobiliária
dos arredores das estações – o que, admite, tem poucas chances de
ocorrer. Mas para ele, nada impede que o projeto seja discutido mais
tarde. Entre os prováveis sócios do governo coreano no TAV, está a
Samsung Engineering & Construction, um dos maiores empreendedores
imobiliários do mundo.

Bancos agora cortejam as imobiliárias

    De São Paulo
    05/02/2010

Depois de disputarem as redes varejistas de eletrodomésticos para expandir suas carteiras de crédito ao consumo, os bancos partem agora em busca de acordos com as imobiliárias. É a partir delas que as instituições vão distribuir produtos para imóveis, como financiamentos e seguros.

Ao fechar parcerias com os corretores, os bancos estão interessados em marcar posição em um negócio que ainda tem muito espaço para crescer. No Brasil o mercado de crédito imobiliário corresponda a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume bastante inferior aos 69% dos Estados Unidos ou mesmo dos 11% do México. Além disso, é nas imobiliárias que se concentra a maior parte das transações do mercado. Os imóveis usados representam 63% das vendas anuais de casas e apartamentos.

“O importante para o banco é estar perto do cliente logo na hora em que ele decide comprar um imóvel”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o Itaú e a imobiliária Lopes.

Criada por Larine e pela Lopes em 2007, a CrediPronto contratou o banco Goldman Sachs para encontrar um parceiro financeiro. A disputa teve 12 concorrentes. O Itaú saiu vencedor com a proposta de pagar R$ 290 milhões à vista à Lopes e outros R$ 220 milhões vinculados ao resultado da CrediPronto pelos próximos dez anos. Agora, as 152 lojas da Lopes e de suas associadas – número que ainda será expandido – só podem oferecer a seus clientes produtos do Itaú.

No ano passado, a CrediPronto gerou cerca de R$ 150 milhões em financiamento imobiliário. Para este ano, a expectativa é que a companhia ofereça R$ 350 milhões.

A BM Sua Casa, distribuidora de produtos financeiros da Brazilian Mortgages, opera com 30 lojas próprias – que estão até em shopping centers – e mais 500 imobiliárias associadas. “A compra de um imóvel é uma decisão familiar, geralmente tomada fora do horário comercial de um banco, por isso é importante criar canais alternativos de venda do financiamento”, avalia Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.

Tanto a CrediPronto quanto a BM Sua Casa pagam comissões para as imobiliárias, modelo que não é seguido pelo Santander. “Acreditamos que, ao oferecer o crédito a seus clientes, as imobiliárias já são beneficiadas”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do banco.

A estratégia do Santander passa por um site na internet, o WebCasas, comprado pelo banco no mês passado. Ao mesmo tempo em que mostra os classificados de imóveis e informações do mercado, a página também apresenta os produtos da instituição. Em 2002, para avançar no financiamento de veículos, o banco Real, adquirido pelo Santander, comprou o WebMotors e chegou a ter a liderança do setor.

A dificuldade que as instituições financeiras encontram para se associar às imobiliárias é o fato de esse ainda ser um mercado totalmente pulverizado, diferentemente do varejo de eletrodomésticos. Só existem duas grandes empresas no setor, a Lopes e a Brasil Brokers, ainda sem parceiros financeiros.

Para as imobiliárias, as parcerias também são valiosas. “É um importante instrumento de liquidez do mercado. Ao facilitar a venda de um imóvel usado, acaba-se favorecendo também o mercado de novos porque o vendedor pode optar por morar em um apartamento mais atual”, diz Tomás Salles, diretor da Lopes. Ou seja, a corretora ganha duas vezes. “Hoje o brasileiro muda muito pouco de casa porque não tem como pagar”, diz Salles. Levantamento feito pelo Credit Suisse mostrou que os mexicanos trocam de imóvel quatro vezes ao longo da vida, enquanto a média brasileira é de 1,8 vez. (C.M.)

AGRE | Fato Relevante

FATO RELEVANTE
São Paulo, 04 de fevereiro de 2010 - A Agre Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia” ou “AGRE”) comunica que nesta data foi assinado o Contrato de Adesão ao Novo Mercado da BM&FBOVESPA.

A Veremonte Participações S.A. (“Veremonte”) e os acionistas Astério Vaz Safatle, Fernando Bruno de Albuquerque, Luiz Roberto Horst Silveira Pinto e Ricardo Setton (estes últimos denominados “Grupo de Acionistas”) comprometeram-se, na próxima AGO da Companhia, a realizar-se até o dia 30 de abril do corrente, a indicar e votar favoravelmente para compor o Conselho de Administração os Srs. David Barioni Neto, Fernando Bruno de Albuquerque, Luis Fernando Davantel, Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, Marcelo Passaglia Paracchini e Ricardo Setton, sendo ainda o Conselho integrado por mais um conselheiro independente, a ser eleito na mesma ocasião.

Adicionalmente, o acionista Luiz Roberto Horst Silveira Pinto comunicou à Companhia que a procuração dada em seu favor pela Veremonte foi formalmente revogada e ficou sem efeito.

A Companhia informa que não há nenhum Acordo de Acionistas arquivado na sede social.

Finalmente, a Companhia publicará, até o dia 10 (dez) de fevereiro de 2010, Comunicado ao Mercado informando a data em que as ações da AGRE passarão a ser negociadas no Novo Mercado da BM&FBOVESPA.

Para informações adicionais, por favor, entrar em contato com a Área de Relações com Investidores da Companhia:
Ricardo Setton
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
ri@grupoagre.com.br
Sobre a Agre Empreendimentos Imobiliários S.A.:

A AGRE é uma das maiores companhias do mercado de incorporação imobiliária brasileiro, resultado da combinação das operações da AGRA, Abyara e Klabin Segall, todas empresas com grande experiência e tradição no setor. A Companhia utiliza o mesmo modelo de gestão da AGRA focado em resultados e apoiado em uma estrutura organizacional horizontal, baseado em um sistema de delegação planejada. Essa associação criou a companhia mais diversificada do Brasil nesse setor, com presença em todas as regiões do País e atividades em todos os segmentos econômicos.


Você recebeu este e-mail porque está registrado para receber informações de relações com investidores da companhia Abyara. Caso não consiga visualizar a newsletter acima acesse: http://www.mzcenter.com.br/NoticiaVer.aspx?ModoC=EC081F041B056935&a=1&&ModoN=4882625ED50EC27E

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Tendência: Modalidade que inflou a bolha imobiliária americana permite taxa de 1% ao mês no país

Popular nos EUA, “home equity” barateia o crédito

    Carolina Mandl, de São Paulo
    05/02/2010

Anderson Macedo da Cruz tinha uma monstruosa dívida pessoal de R$ 70 mil, entre cartões de crédito e outras modalidades de empréstimos, que crescia assustadoramente mês a mês por conta dos juros altíssimos. Conseguiu trocar a dívida por outra em que paga uma taxa de 1% ao mês mais a correção da inflação, recorrendo a um produto ainda pouco conhecido no país.

Anderson hipotecou sua casa de dois quartos, em Cotia (SP), avaliada em R$ 190 mil. Ou seja, deu o imóvel que comprou a duras penas quando decidiu se casar em garantia ao banco, que, em troca, lhe emprestou R$ 60 mil para serem pagos em 20 anos. O endereço de Anderson continua o mesmo, mas agora a casa já não é mais dele. Se ele cumprir mensalmente o pagamento de R$ 970, terá de volta a posse da casa.

A modalidade de crédito em questão chama-se “home equity”, nome importado do mercado americano. Bastante comum nos Estados Unidos e na Inglaterra, o crédito com garantia imobiliária começa agora a se disseminar no Brasil, em meio ao boom do setor imobiliário no país. Santander, Itaú, Brazilian Mortgages e Intermedium são algumas das instituições que já têm o produto.

Não é o mundo ideal para quem tinha o sonho da casa própria como Anderson, mas ele não viu solução melhor. “Foi a saída mais barata que encontrei para quitar as contas do cartão de crédito, do empréstimo pessoal e do cheque especial”, diz.

Do lado dos bancos, interessa a possibilidade de oferecer mais um tipo de crédito, principalmente pelo tipo de lastro que oferece, que o torna muito seguro. “O imóvel é uma garantia tida como muito segura. É isso que permite conceder um empréstimo com taxas mais baixas”, diz Ademar Larine, presidente da CrediPronto, sociedade entre o banco Itaú e a imobiliária Lopes para a distribuição de produtos financeiros imobiliários.

É o mesmo que já acontece no financiamento de veículos e no próprio financiamento imobiliário. Por meio da alienação fiduciária, quem passa a ser dono do imóvel é quem concedeu o crédito. Assim, caso o devedor não pague, o banco pode vender o bem para cobrir a dívida.

Nos Estados Unidos, o “home equity” ajudou a fomentar a bolha imobiliária e deixou marcas depois do seu estouro. Lá, as pessoas faziam várias hipotecas em cima do mesmo imóvel, se alavancando em excesso. Resultado: quando os preços dos imóveis vieram abaixo, os americanos acumulavam dívidas gigantescas e perderam suas casas.

Do lado dos consumidores, é justamente o custo menor – entre 1% e 2,3% ao mês, valor bastante próximo do crédito consignado – que tem atraído pessoas como Anderson. “O brasileiro tem muito patrimônio imobiliário, é uma tradição. E, muitas vezes, a mesma pessoa que tem vários imóveis está no cheque especial porque não consegue transformar o bem em dinheiro de forma fácil”, afirma João Vitor Menim Teixeira de Souza, presidente do banco mineiro Intermedium. Lançado há dois anos, o “home equity” já corresponde a 75% da carteira de crédito imobiliário da instituição, que é de R$ 40 milhões.

Na BM Sua Casa, braço varejista de produtos imobiliários da Brazilian Mortgages, o crédito com garantia imobiliária já se transformou no carro-chefe em vendas da companhia, que não divulga seus números. “O atrativo desse produto é a flexibilidade que ele oferece. A pessoa pode pegar o dinheiro e fazer o que ela quiser com ele. O desembolso não está vinculado a nenhum projeto”, explica Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages. Dependendo do valor do imóvel, os bancos podem emprestar até R$ 1 milhão.

Tanta vantagem, porém, tem um preço. Quem não arca com as prestações fica sem um teto para morar porque o imóvel vai a leilão. Por isso o produto é mais recomendado para quem tem grandes projetos pela frente, como pagar a faculdade dos filhos ou reformar a própria casa . Também pode ser uma boa alternativa para empreendedores que querem botar de pé seu próprio negócio. Despesas do dia a dia estão fora da lista de recomendações dos especialistas. Se bem usado, o “home equity” oferece uma boa alternativa para que as pessoas se alavanquem em cima do patrimônio pessoal acumulado.

Por aqui, o estrago gerado nos Estados Unidos ainda faz com que o produto não esteja na prateleira de todos os bancos. E quem oferece o “home equity” optou por montar com mais cautela uma versão brasileira. Em um primeiro momento, por exemplo, nenhuma instituição financia mais do que 50% do imóvel. O que varia é o prazo, que vai de um máximo de 30 anos, na BM Sua Casa, ao mínimo de cinco anos, no Itaú.

“Estamos só começando. O produto ainda vai evoluir bastante”, diz Nerian Gussoni, superintendente de crédito imobiliário do Santander, que no ano passado originou R$ 24 milhões em crédito via “home equity”. Por enquanto, segundo banco, o histórico é positivo desde 2008: a inadimplência é zero.

Para Nilton Pelegrino, diretor do Bradesco, o mercado brasileiro ainda é muito pequeno, menos de 3% do PIB, e ainda precisa se desenvolver, mas o banco não pensa em linhas como o crédito ao consumo com garantia do imóvel. Para ele, há muitas diferenças em relação ao mercado americano. “Aqui nós financiamos as pessoas, ou seja, avaliamos a capacidade de pagamento do cliente, enquanto nos EUA os bancos financiam o bem.”

(Colaborou Fernando Travaglini)

Imóveis já são garantia para crédito barato

    Carolina Mandl, de São Paulo
    05/02/2010

Conhecido como “home equity”, o crédito com garantia imobiliária começa a se popularizar no Brasil

Endividado, o bancário Anderson Macedo da Cruz transformou sua casa própria, que vale R$ 190 mil, em dinheiro. Seu endereço continua o mesmo, mas o imóvel agora pertence à instituição financeira que lhe concedeu um empréstimo com garantia imobiliária. Se cumprir os pagamentos mensais de R$ 970 nos próximos 20 anos, terá a propriedade de volta. Foi a saída mais barata para quitar contas de R$ 70 mil no cartão de crédito e do cheque especial. Agora, ele vai pagar juros de 1% ao mês mais correção e não de 10% a 12% ao mês.

Comum em países como Estados Unidos e Inglaterra, conhecido como “home equity”, o crédito com garantia imobiliária começa a se popularizar no Brasil. Em meio ao boom do setor de imóveis, instituições como Santander, Itaú, Brazilian Mortgages e Intermedium já oferecem o produto.

“O imóvel é uma garantia muito segura e isso permite conceder empréstimo com taxas mais baixas”, diz Ademar Larine, presidente da Credipronto, sociedade entre o banco Itaú e a imobiliária Lopes. Os excessos no “home equity” foram uma das causas da crise americana em 2008.

From: Moreno, Andre On Behalf Of Monteiro, Rodrigo

Sent: quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 09:00

Subject: Brazilian Real Estate and Construction Clippings (BTG Pactual’s Monteiro)

•           RPT-Inpar levanta R$280 mi em oferta primária de ações (Reuters Focus)
•           Construção civil recupera terreno (Jornal do Commércio)
•           Programa vira arma para a campanha (Jornal do Commércio)
•           As mudanças na nova Lei do Inquilinato (Jornal da Tarde)
•           CONTRUÇÃO: Norcon nega negociações com a PDG Realty (Gazeta Mercantil)
•           CONSTRUÇÃO: Pesquisa aponta otimismo no mercado de concreto (Gazeta Mercantil)
•           MRV: debêntures podem somar R$ 540 mi com lotes suplementar e adicional (AE Conjuntura e Finanças)
 
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RPT-Inpar levanta R$280 mi em oferta primária de ações
3 February 2010
Reuters Focus
 
SÃO PAULO, 3 de fevereiro (Reuters) – A incorporadora Inpar levantou 280 milhões de reais em sua oferta primária de ações (follow-on), de acordo com informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira.
 
A operação envolveu 87,5 milhões de ações ordinárias. Cada papel saiu a 3,20 reais, o que representa um deságio de 4,6 por cento em relação ao preço de fechamento na Bovespa nesta sessão, de 3,35 reais.
 
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Construção civil recupera terreno
3 February 2010
Jornal do Commércio do Rio de Janeiro
 
Em mais um dia de bom humor nos mercados, as ações de empresas ligadas à construção civil e ao consumo interno foram os destaques na ponta compradora. Rossi ON brilhou no topo da ranking de altas do dia, ao subir 7,78% e fechar em R$ 14,55. As ordinárias da MRV ganharam 4,03% a R$ 12,90, e a fabricante de painéis de madeira e metais Duratex, 4,24%, a R$ 17,20.
 
De acordo com Eduardo Oliveira, da mesa de operações da Um Investimento, circularam no mercado informações de que o programa Minha Casa, Minha Vida, seria ampliado, o que colaborou para o movimento de alta nos papéis de empresas ligadas ao setor de construção. Ao lado disso, os papéis da Rossi não tiveram bom desempenho em janeiro e, mesmo após a alta de ontem, recua 4,91% no acumulado do ano. 
 
Além disso, de acordo com Oliveira, as perspectivas de aumento de renda e crédito para a classe C em 2010 ampliam ainda mais as possibilidades de ganhos com papéis das construtoras. “O mercado de construção civil ligado à baixa renda é um dos que mais vai se beneficiar com a melhora da economia. É o caso de apostar nesses papéis”, disse.
 
No setor de consumo interno, que na visão de Oliveira, também apresentará bom desempenho no ano, as ações preferenciais (PN) do Pão de Açúcar valorizaram 3,62% e fecharam o pregão a R$ 65,29. “Sem dúvida, é a melhor opção do setor. Os mesmos motivos que ajudam a construção civil fortalecem também empresas voltadas para o consumo interno. Essa ação tem boas perspectivas para o ano”, avalia.
 
A informação de que a Telefónica teria o aval do governo italiano para fazer oferta de aquisição da Telecom Itália fez com que as ações da TIM se valorizassem no Brasil. TIM ON subiu 5,41%, fechando em R$ 7,40 enquanto a preferencial (PN) subiu 4,42%, ficando em R$ 5,20.
 
Ainda no setor de telecomunicações, a Oi amargou as maiores quedas do dia. As ações da Telemar, que controla a operadora, caíram 3,36% a R$ 54,31. As ON e PN da Telemar Norte Leste também caíram, 2,52% e 2,62 %, respectivamente, após a suspensão do lançamento de debêntures no valor de R$ 2,3 bilhões.
 
A ação preferencial da Klabin foi positivamente influenciada por uma notícia negativa de sua concorrente, a Suzano Papel e Celulose, segundo Oliveira. A Suzano anunciou que uma fábrica sua na Bahia teve de parar a operação, resultando em uma perda de 42 mil toneladas de celulose por mês. A Klabin PN subiu 4,10% no dia e fechou em R$ 4,10. Para o analista, ainda há espaço para apreciação do papel.
 
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Programa vira arma para a campanha
3 February 2010
Jornal do Commércio do Rio de Janeiro
 
A mensagem presidencial enviada ontem ao Congresso dá o tom de como o Minha Casa, Minha Vida será tratado na campanha eleitoral. Lançado em março do ano passado, o programa é considerado a principal medida do governo para combate à crise financeira internacional.
 
Com objetivo de construir um milhão de moradias populares num período indeterminado, o programa teve viés eleitoral para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Para conferir um contorno eleitoralmente mais afável à pré-candidata petista ao Palácio do Planalto, o programa caiu como uma luva para apresentá-la como a “mãe da casa própria”, e não apenas “mãe do PAC”, o principal programa de infraestrutura do governo federal.
 
“A crise também proporcionou a oportunidade para a atuação governamental em iniciativas estruturais com impactos duradouros sobre a economia. Algumas medidas foram tomadas em 2008: a mudança nas alíquotas do imposto de renda injetou aproximadamente 0,2% do PIB na renda pessoal disponível, em 2009. De maior impacto foi o lançamento do novo Programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida”, diz o documento.
 
Apesar de apontado como o principal medida contra a crise, o Minha Casa, Minha Vida ainda tem execução orçamentária lenta. O último dado disponível, apresentado na mensagem ao Congresso, mostra que foram firmados contratos para a construção de 247.950 unidades habitacionais, 25% do total previsto. Até novembro, apenas R$ 275 milhões haviam sido pagos. Na mensagem, o governo também colocou entre as principais ações de publicidade institucional a divulgação do Minha Casa, Minha Vida no ano passado. “Com o objetivo de propiciar à sociedade maior conhecimento sobre as ações do governo”, informou o texto.
 
A volta do Congresso mostrou que as eleições tomarão conta dos debates. O crescimento da ministra Dilma na última pesquisa do Instituto Sensus foi comentado em todos os cantos. Enquanto o PSDB tentou desqualificar os dados, o PT comemorou. Em reunião de deputados petistas, o tom foi de cautela para evitar o clima de “já ganhou”. “O crescimento da nossa candidata é bom, mas nós não podemos relaxar. Precisamos preparar a campanha como se tivéssemos no início do jogo”, disse o deputado José Guimarães (PT-CE), citando posição da bancada. A ministra Dilma Rousseff demonstrou estar afinada com os deputados. “Na vida, a gente não sobe em salto alto. É só uma pesquisa”, afirmou. (TP)
 
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As mudanças na nova Lei do Inquilinato
3 February 2010
Jornal da Tarde
 
Advogada Especialista em Direito Imobiliário
 
A nova Lei do Inquilinato chega para resolver diferentes conflitos que antes necessitavam de algum tipo de intervenção judicial.
 
Independentemente da condição, locador ou locatário, ou mesmo fiadores, existem vantagens e possíveis desvantagens. E, mesmo com o esclarecimento de diferentes pontos que antes causavam confusão, o cidadão não pode se furtar de prestar atenção ao assinar qualquer tipo de contrato.
 
Para o aluguel residencial, as maiores mudanças dizem respeito às garantias e fianças. Agora, qualquer que seja o tipo de garantia da locação, sua vigência será prorrogada automaticamente até a devolução efetiva do imóvel. Além disso, o fiador poderá pedir o encerramento de seu compromisso, mas ainda responderá pela fiança por um prazo de 120 dias.
 
Por outro lado, o locador poderá exigir a substituição do fiador que estiver em regime de recuperação judicial. Nessa situação, o inquilino tem 30 dias de prazo para apresentar um substituto. Caso contrário, poderá ser efetuado o encerramento do contrato. E, agora, o contrato de aluguel poderá ser firmado sem fiador.
 
O despejo ainda é um dos pontos que causam receio nos locatários. Por isso, é bom deixar claro que não é a qualquer momento que ele pode ser feito.
 
As hipóteses em que o juiz poderá conceder a liminar para desocupação do imóvel em 15 dias, já no início da ação de despejo são: necessidade de realização de reparos urgentes no imóvel determinados pelo poder público que não possam ser executados com a permanência do inquilino ou se ele se recusar a consenti-las; quando encerrado o prazo da notificação para que o locatário apresente nova garantia locatícia; quando encerrado o prazo do contrato de locação não residencial, desde que tenha sido proposta a ação de despejo dentro do prazo de 30 dias do termo do contrato ou da notificação comunicando a intenção de retomada pelo locador; na falta de pagamento do aluguel e acessórios no vencimento, estando o contrato desprovido de qualquer garantia por não ter sido contratada ou no caso de exoneração da fiança.
 
Todas essas novas hipóteses de concessão de liminar de despejo têm como objetivo acelerar o andamento das ações de despejo e punir os inquilinos maus pagadores com a retomada do imóvel.
 
A Lei do Inquilinato dá liberdade de exoneração aos fiadores, tornando tal função mais atrativa, e, ao mesmo tempo, fornece ao locador mais garantias contra os maus pagadores no caso de falta de garantias locatícias.
 
Para o cidadão comum, essas são as principais mudanças. Porém, é necessário ficar atento e, sempre que necessário, consultar um especialista.
 
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CONTRUÇÃO: Norcon nega negociações com a PDG Realty
2 February 2010
Gazeta Mercantil News (Tempo Real)
 
SÃO PAULO, 2 de fevereiro de 2010 – A Norcon (Sociedade Nordestina de Construções) comunicou que desde o dia 10 de novembro de 2009, foram encerradas todas as negociações com a PDG Realty. A Norcon ainda informa que não existe nenhuma negociação em andamento com a PDG, como também não há interesse de retomada de quaisquer tratativas com a referida companhia.
 
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CONSTRUÇÃO: Pesquisa aponta otimismo no mercado de concreto
2 February 2010
Gazeta Mercantil News (Tempo Real)
 
SÃO PAULO, 2 de fevereiro de 2010 – O aquecimento da economia no período pós-crise parece ter animado a indústria brasileira de concreto. Dados da pesquisa semestral realizada neste início de ano pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (BlocoBrasil), apontaram otimismo e grandes expectativas para a atividade econômica do setor no primeiro semestre de 2010. O objetivo da pesquisa, feita com os associados da BlocoBrasil, foi identificar as macrotendências setoriais do mercado pré-fabricados leves (blocos e pisos) de concreto e a expectativa de crescimento dos fabricantes.
 
Os resultados apontaram que 40% dos industriais do setor esperam que o desempenho da empresa cresça em até 20% nos próximos seis meses. Enquanto o restante estima que o desempenho fique acima dos 20% de crescimento, em relação a 2009. Dentre os fatores responsáveis por essa melhora na indústria de concreto, 60% apontam o aquecimento do mercado imobiliário pelas novas condições de financiamento e o aquecimento da economia em geral, o restante acredita que o programa habitacional do governo.
 
Boas notícias também para o mercado de trabalho, de acordo com a pesquisa, nenhum associado da BlocoBrasil prevê redução das atividades neste semestre. Pelo contrário, caso seja necessário aplicar alguma mudança na empresa, será somente adotar medidas para aumentar a produtividade. Entre as medidas, o aumento do número de funcionários e a aquisição de novos equipamentos serão as primeiras atitudes a serem tomadas. “O mercado brasileiro da construção civil continua em ritmo muito forte, confirmando a reação da economia brasileira após o abalo do último trimestre de 2008 e as expectativas são muito boas, o país está crescendo na economia e na construção”, afirma o arquiteto Carlos Alberto Tauil, diretor executivo da BlocoBrasil.
 
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MRV: debêntures podem somar R$ 540 mi com lotes suplementar e adicional
2 February 2010
AE Conjuntura e Finanças
 
A MRV Engenharia e Participações pode emitir até R$ 540 milhões em debêntures simples, não conversíveis em ações. Conforme o aviso ao mercado da oferta, publicado hoje, a quantidade original de 40 mil títulos pode ser acrescida de 6 mil em lote suplementar, ou 15% do montante inicial, e de 8 mil como lote adicional, correspondente a 20%, sendo cada debênture com valor nominal de R$ 10 mil.
 
As apresentações a investidores se iniciam hoje e vão até o dia 25 de fevereiro, e no dia seguinte, 26, será feito o procedimento de coleta de investimentos, após o qual será definida a remuneração, que está prevista em no máximo 1,60% sobre a taxa DI. O vencimento dos títulos é 1º de fevereiro de 2014 e a remuneração será paga semestralmente, come

Bancos
* Banco ABC: Teleconferências sobre os Resultados do 4T09 hoje, 3 de Fev (Banco ABC)
- (Veja nosso relatório anexo)
* Banco Pine: Fato Relevante, “emissão e colocação de instrumentos de dívida subordinada” (Banco Pine)
* BANCOS: Banco ABC Brasil lucra R$ 53,7 milhões no 4º trimestre (Gazeta Mercantil)
* Crédito do BB para exportações atinge patamar recorde em janeiro (Folha de São Paulo)
* Bancos afirmam que pagam bônus “conservador” no país (Folha de São Paulo)
* Proposta de pagar 50% dos bônus em ações desagrada (Valor Economico)
* Para Meirelles, resultado de longo prazo define ganhos (Valor Economico)
* Remuneração no país é menos generosa, diz BC (Valor Economico)

Empresas
* Cielo: Agenda de Divulgação de Resultados do 4T09 (CIELO)
* Grande risco afugenta seguradora (Valor Economico)
* Estrangeiras crescem no vácuo das nacionais (Valor Economico)

Exchange
* CME negocia compra de índices da Dow Jones (Valor Economico)

Macro / Exterior
* A CONTA DA CRISE: Meirelles vê salário e crédito crescendo acima do previsto (O Globo)
* Volcker pede limite em operações de risco de bancos (Reuters)

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BTG Pactual
LatAm Financials Team

Eduardo Nishio
Phone: 55 21 32629748; E-mail: eduardo.nishio@btgpactual.com

Eduardo Rosman
Phone: 55 21 32628859; E-mail: eduardo.rosman@btgpactual.com

Dario Valdizan
Phone: 55 21 32629991; E-mail: dario.valdizan@btgpactual.com
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Banco ABC: Teleconferências sobre os Resultados do 4T09 hoje (3 de Fev)

Teleconferências sobre os Resultados do 4T09
03 de fevereiro de 2010

Português
15h30 Brasília / 12h30 US EST
+55 (11) 2188-0191

Inglês
14h30 Brasília / 11h30 US EST
+1 (646) 843-6054
+55 (11) 2188-0192

Relações com Investidores

Sérgio Lulia Jacob
Diretor VP & DRI

Alexandre Yoshiaki Sinzato, CFA
Superintendente de RI

Telefone: +55 (11) 3170-2186

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Banco Pine: Fato Relevante

São Paulo, 2 de fevereiro de 2010 – O Banco PINE S.A. (“Banco PINE”), banco múltiplo privado especializado no atendimento a empresas, concluiu a emissão e colocação de instrumentos de dívida subordinada (“Notes”), que estarão aptos a integrar, após autorização a ser obtida junto ao Banco Central do Brasil (“Bacen”), o Patrimônio de Referência – Nível II do Banco. Com isso, o Banco PINE estará em uma posição confortável de Basiléia, a fim de sustentar seu crescimento. O quadro abaixo apresenta as principais características da emissão das Notes.

- Emissor: Banco Pine
- Tipo de Emissão: Instrumentos de dívida subordinada elegível a integrar o Patrimônio de Referência – - Nível II
- Formato: Rule 144A / Regulation S
- Rating da Emissão: Ba3 (Moody’s)
- Tamanho da Emissão: US$ 125 milhões
- Vencimento: Jan/2017
- Juros: 8,75% ao ano, a serem pagos semestralmente
- Líder da Operação: HSBC Securities (USA) e Credit Suisse Securities (USA)
- Coordenadores da Emissão: HSBC Securities (USA) Inc, Credit Suisse Securities (USA) LLC e Banco Espirito Santo de Investimentos, S.A.

Para informações adicionais, favor entrar em contato com a Área de Relações com Investidores do Banco Pine:
Tel. (11) 3372-5553
Fax. (11) 3372-5408
ri@bancopine.com.br
www.bancopine.com.br/ri

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BANCOS: Banco ABC Brasil lucra R$ 53,7 milhões no 4º trimestre

2 February 2010
Gazeta Mercantil
SÃO PAULO, 2 de fevereiro de 2010 – A Banco ABC Brasil (ABCB4) anunciou hoje lucro líquido de R$ 53,7 milhões no quarto trimestre de 2009, com crescimento de 237,5% na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

No acumulado do ano, a instituição financeira lucrou 9,7% a mais, passando de R$ 137,8 milhões em 2008 para R$ 151,2 milhões.

Ao final de dezembro, a carteira de crédito da companhia somou R$ 8,50 bilhões, demonstrando avanço de 31,2% em relação ao ano anterior. O retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE, em inglês) foi de 17,9% no trimestre e 12,9% em 2009.

O Índice de Basileia terminou o ano em 14,6%.

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Crédito do BB para exportações atinge patamar recorde em janeiro

3 February 2010
Folha de São Paulo

A liberação de crédito do Banco do Brasil para exportações atingiu no mês passado patamar recorde de US$ 1,3 bilhão, maior volume já desembolsado para meses de janeiro. O valor é mais que o dobro do verificado no mesmo período de 2009, quando efeitos da crise financeira sobre a economia eram maiores, e o melhor resultado em sete meses.

Apesar da melhora, esse segmento ainda apresenta recuperação lenta, após desaceleração no começo do ano passado. Nas três primeiras semanas de janeiro, o crédito por meio de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) de todo o sistema financeiro cresceu 13% na comparação anual. Os números fechados do mês serão divulgados hoje pelo Banco Central.

O comércio exterior é uma das áreas nas quais o banco estatal cresceu acima do verificado no setor privado durante o momento mais agudo da crise. No ano passado, a instituição respondeu por 35% desse crédito, ante 28% um ano antes. No período mais crítico para esse mercado, chegou a 44%.

Para o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB, Allan Toledo, a valorização do dólar foi um dos motivos que puxaram o aumento dessas operações em janeiro, ao lado da expectativa de recuperação das vendas para o exterior. “Houve uma melhora do câmbio, motivando os exportadores a antecipar o fechamento de câmbio e a demandar mais linhas de crédito, mas também uma retomada das exportações”, afirmou.

Outras linhas voltadas ao comércio exterior, como BNDES-Exim e pré-pagamento de exportação, tiveram aumento nos desembolsos em 2009 em relação a 2008. Essa última passou de US$ 500 milhões para US$ 3 bilhões no ano passado.

A expectativa para 2010 é voltar ao patamar registrado em 2008, quando o banco desembolsou US$ 13 bilhões por meio de ACC e ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues). Isso representa um crescimento de quase 20% ante o resultado de 2009, embora ainda esteja abaixo do recorde de US$ 15 bilhões de 2007.

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Bancos afirmam que pagam bônus “conservador” no país

3 February 2010
Folha de São Paulo

Um dia após o Banco Central anunciar abertura de audiência pública para discutir a remuneração do alto comando dos bancos, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que o sistema financeiro nacional tem uma política “conservadora” de bonificação dos executivos e que adota práticas rigorosas de controle de riscos.

Desde ontem, o BC recebe propostas para criar regras para a remuneração dos executivos das instituições financeiras. A ideia é que a remuneração variável leve em conta o resultado em longo prazo da instituição e não estimule os executivos a tomarem decisões imprudentes, como fazer empréstimos a maus pagadores, só para cumprir metas de curto prazo e elevar o valor do bônus.

A federação dos bancos afirmou que vai colaborar com as propostas sugeridas pelo G20, o grupo de países que encabeça as discussões de regulação do sistema financeiro global. Segundo a Febraban, o Brasil dispõe de instrumentos regulatórios eficazes, além de práticas de governança corporativa mais avançadas do que na maioria dos países. “No caso brasileiro, os reguladores estão à frente no trato das questões prudenciais, não apenas pelo histórico da economia brasileira, mas também pelo entendimento da importância de se ter um sistema financeiro saudável”, afirmou em nota.

Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, a proposta colocada em audiência pública visa apenas evitar que os executivos arrisquem a solvência de seus bancos. “A ideia é muito simples. É meramente evitar que, para inflacionar a própria remuneração, os executivos assumam riscos que depois sejam negativos para a economia, para o país e para o próprio sistema financeiro.”

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a mudança compromete o executivo com a solvência do banco em que atua. “A proposta não diminui o ganho, apenas difere no tempo, de modo que eles não se apropriem do ganho independentemente da consequência das ações que tiveram”, disse.

No Brasil, os bancos divulgam em linhas gerais as políticas de remuneração, incluindo pagamento por meio de ações, mas não detalham os valores pagos para cada executivo.

O Itaú e o Santander têm um comitê específico para discutir o assunto. O Bradesco não paga executivos por meio de ações.

Nos bancos públicos, não há remuneração variável baseada em ações e outros benefícios de longo prazo. Os executivos dessas instituições recebem apenas um adicional na forma de participação nos lucros. BB e Caixa Econômica Federal já divulgam hoje, por exigência legal, os salários dos administradores. Na Caixa, variam de R$ 17.055 a R$ 32.760. No BB, o presidente recebe R$ 41.592. Um diretor, R$ 32.130.

A partir deste ano, todas as empresas de capital aberto terão de detalhar anualmente a política de remuneração dos executivos e abrir o valor dos maiores salários da diretoria e do conselho de administração.

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Proposta de pagar 50% dos bônus em ações desagrada

03/02/2010
Valor Economico

“Ainda está cedo para dizer exatamente o que achamos da proposta, mas gostando ninguém está”. A frase dita pelo dirigente de um grande banco de investimento resume bem o clima entre muitos dirigentes de instituições financeiras diante de proposta do Banco Central de regular o pagamento de bônus a executivos do mercado financeiro, colocada em audiência pública na segunda-feira à noite.

Mesmo sem compreender no detalhe o impacto da medida, até porque o texto ainda deve sofrer modificações após a audiência pública, por princípio, os executivos ficaram desconfortáveis com a simples ideia do controle sobre seus rendimentos. Muito embora, vários deles concordem com o “espírito” da proposta. “Alinhar os interesses dos executivos e dos acionistas dos bancos é desejável”, comentou o presidente de uma instituição.

A comissão de recursos humanos da Febraban, a federação que reúne os bancos, debruçou-se sobre o texto ontem para esmiuçá-lo e tentar mapear todo o impacto.

Talvez o ponto que mais tenha desagradado foi a proposta de fixar um mínimo de 50% da remuneração variável para ser paga em ações. Essa fatia, de acordo com a minuta, terá que subir conforme o grau de responsabilidade do executivo. “Me parece uma ingerência muito grande o Banco Central definir esse percentual. Esse é um ponto a ser discutido na audiência”, observou um executivo. “Imagine um executivo bem-sucedido, quanto ele vai acumular em ações do banco? Deveria ao menos haver um teto de acúmulo”, completou

Outro aspecto da proposta que também gerou incômodo foi a fixação de um mínimo de 40% da remuneração variável para ter o pagamento diferido por três anos ou mais. Neste caso, se o resultado da instituição se deteriorar nos anos seguintes, o bônus ainda retido seria reduzido.

“Esse conceito já está implícito na prática de muitos bancos”, disse um executivo, observando que o diferimento já ocorre quando o executivo recebe parte do bônus em ações. Em geral, quando os bancos estrangeiros entregam ações da matriz aos executivos, há um cronograma escalonado para que os papéis fiquem livres para venda, ou seja, para que o executivo possa transformar as ações em dinheiro vivo. Em algumas instituições, por exemplo, o cronograma prevê três anos, sendo que a cada ano é liberado um terço das ações para negociação. Durante o período, o executivo fica exposto à variação do papel em bolsa.

JP Morgan, Crédit Suisse, Citi, Morgan Stanley e Goldman Sachs são alguns dos que costumam pagar parte dos bônus em ações. Neste ano, muitos estrangeiros em operação no Brasil até mesmo ampliaram a fatia paga em ações, acompanhando uma tendência global. Bancos nacionais também adotam a prática de remuneração em ações. Reunião do conselho de administração do Santander hoje vai deliberar sobre o plano de opção de ações aos executivos, agora que a instituição tem papéis negociados em bolsa.

A proposta do BC também limita uma prática bastante comum no mercado, que é o pagamento de “luvas” para atrair um profissional de instituição concorrente. Pelas regras, essas “luvas”, quando fixas, só poderão ser pagar por um ano. Luvas fixas por um prazo de três anos foram pagas, por exemplo, a um grupo de executivos contratados pela Merrill Lynch em 2007, tirados do então UBS Pactual.

Bradesco, Itaú e Santander não quiseram comentar.

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Para Meirelles, resultado de longo prazo define ganhos

03/02/2010
Valor Economico

O foco da proposta da nova legislação para a remuneração dos executivos financeiros, colocada segunda-feira em audiência pública pelo Banco Central, fará com que os executivos tenham seus ganhos relacionados aos resultados de longo prazo de suas ações. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Segundo ele, a ideia das novas regras é evitar que os executivos tomem iniciativas para aumentar os ganhos de curto prazo e inflacionar sua própria remuneração e assumam, ao mesmo tempo, riscos que podem ser negativos para a economia do país. “O Brasil, como já tem feito nos últimos anos, será um dos primeiros, senão o primeiro, a implementar as novas medidas”, afirmou Meirelles.

A nova proposta prevê que os profissionais do setor financeiro recebam bonificações vinculadas aos resultados de longo prazo da corporação e não somente com base em um ano, como é feito hoje. Assim, os pagamentos que hoje são realizados anualmente e de uma só vez seriam divididos no horizonte de três anos. “Sou favorável à regulamentação porque não tira o ganho, apenas o dispersa no tempo”, concordou o ministro da fazenda, Guido Mantega. “Assim, os executivos não se apropriam do ganho independentemente da consequência de suas ações”, disse Mantega.

Conforme o presidente do Banco Central, a massa salarial, o comércio e o crédito no Brasil estão crescendo acima da tendência de longo prazo. Meirelles reiterou que o Brasil cresce em bases sólidas e que o BC atua de modo equilibrado. Ele lembrou que o Banco Central tinha liquidez para enfrentar a crise e apresentou iniciativas rápidas em seus canais de transmissão, o que colaborou para a restauração do crédito na economia, a geração de emprego e o aumento da renda dos brasileiros. “Temos uma inflação que está dentro da meta e uma política monetária equilibrada que mantém resultados, não é nem excessivamente frouxa, nem apertada”, afirmou Meirelles.

O presidente do BC recordou que a responsabilidade macroeconômica da autoridade monetária produz um ciclo virtuoso na economia. Segundo ele, a redução do risco inflacionário, aumento das reservas internacionais e a dívida externa cadente – que geram risco externo menor – “já levam à redução dos juros internos ao longo dos anos “.

” A tendência de queda do prêmio de risco reflete, entre outras coisas, na queda da taxa real de juros “, enfatizou.

Quando questionado sobre a possibilidade de um superaquecimento da economia brasileira, Meirelles se esquivou e disse que a ata do Copom é o documento oficial que trata desses assuntos. Sobre a mudança na diretoria do BC, ele afirmou que só irá pensar no futuro a partir do fim de março. “Até lá, estou 100% voltado para o Banco Central “, comentou Meirelles.
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Remuneração no país é menos generosa, diz BC

03/02/2010
Valor Economico

O Banco Central avalia que a proposta de resolução que estabelece os parâmetros mínimos da política de remuneração dos executivos do sistema financeiro, colocada em audiência pública na segunda-feira, não é restritiva em relação à prática do mercado, hoje, até porque, no Brasil, os proventos e bonificações pagos pelo sistema financeiro a seus dirigentes e administradores estão distantes da generosidade com que esse assunto é conduzido, por exemplo, pelos bancos nos Estados Unidos.

A minuta de resolução que ficará em audiência pública por 90 dias, foi preparada pelos técnicos do BC para cumprir as recomendações pós crise global do G-20 e apertar as regras prudenciais do sistema financeiro. Novos passos nessa direção devem ser dados no futuro, como a exigência de mais capital mínimo. No Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o controle da remuneração dos dirigentes do mercado foi um dos principais temas e, também, um dos pontos de atrito entre banqueiros e governos que, no aperto da crise mundial, tiveram que usar recursos dos contribuintes para socorrer os bancos.

Todo o foco da proposta é desvincular a remuneração do lucro exibido no ano, privilegiando os retornos de médio e longo prazos, induzindo os executivos a ter uma visão menos imediatista. Caso contrário, pela nova regra, eles terão queda nos ganhos futuros. A crise de 2008 mostrou que a remuneração por desempenho, feita em geral na forma de bônus, pode levar executivos a assumir riscos exagerados, que geram grandes lucros no curto prazo, mas que podem ser mostrar danosos para a instituição num período mais longo. Para atacar o problema, “a remuneração terá que refletir a performance de longo prazo”, explicou Silvia Marques, chefe-adjunta do Departamento de Normas do BC.

Ficará proibida, por exemplo, a contratação de alto funcionário com a promessa de pagamento de “luvas”, em valores fixos, por vários anos. Este só poderá ocorrer no primeiro ano da contratação. Se as “luvas” forem variáveis, caem na regra geral.

Os bônus de performance será pago de forma parcelada, pelo prazo de três anos. O máximo dessa remnueração paga num mesmo exercício será de 60% e no mínimo 50% desse bônus deverá ser pago em forma de ações – nos casos em que as ações não forem negociadas no mercado, o valor será vinculado ao patrimônio líquido da instituição.

Segundo Sílvia Marques, os parâmetros usados na minuta são exatamente os mesmos recomendados pelo G-20. O BC fez apenas ajustes de nomenclatura. Por exemplo, lucros recorrentes realizáveis descritos na proposta de resolução correspondem a lucros sustentáveis, ou seja, excluídos de itens extraordinários.

Muito provavelmente o Conselho Monetário Nacional (CMN), que terá a última palavra na aprovação da resolução, deverá estabelecer um prazo mínimo para os bancos se adequarem à nova regra.

Depois de aprovada – a audiência pública termina em maio e o BC estima mais uns seis meses para fazer o relatório final – “teremos uma regra unificada para todos e a remuneração (dos executivos e de funcionários com função gerencial) não dependerá da boa vontade do gestor”.

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Cileo:  Agenda de Divulgação de Resultados do 4T09 da CIELO

Resultados do 4T09: Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010, após o término das negociações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Teleconferências / Webcast: Sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010.

PORTUGUÊS
Hora: 11h00 (Brasília) / 08h00 (Nova Iorque)
Tel.: +55 11 2188 0188
Senha: Cielo

INGLÊS
Hora:   13h00 (Brasília) / 10h00 (Nova Iorque)
Tel.: +1 412 858 4600
Senha: Cielo

A apresentação para acompanhamento das teleconferências estará disponível para download no website de RI da Companhia momentos antes do início das teleconferências.

Para informações adicionais, favor entrar em contato com a área de Relações com Investidores:

Tel: +55 11 2184-7930 / 7785 / 7709
ri@cielo.com.br
Site de Relações com Investidores: www.cielo.com.br/ri

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Grande risco afugenta seguradora

03/02/2010
Valor Economico

A abertura do mercado de resseguros, iniciada em 2007 após a quebra do monopólio do IRB, está provocando um rearranjo de forças no mercado de seguros de grandes riscos corporativos. As grandes seguradoras nacionais estão reduzindo sua exposição e, com isso, abrindo espaço para as filiais de multinacionais que estão se expandindo neste ramo no qual se negociam coberturas de seguros para os setores de energia, petróleo, gás, aviação, telecomunicações e construção civil, entre outros.

A Itaú Unibanco Seguros, líder do mercado, reduziu em aproximadamente 15% sua carteira de grandes riscos em 2009, comparado a 2008, estimou Antonio Trindade, diretor de produtos pessoa jurídica da companhia. O percentual está sujeito a revisão, pois o balanço de 2009 ainda não foi divulgado oficialmente e, por esse motivo, Trindade não pode adiantar os números finais. Pelas estatísticas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Itaú Unibanco registrou R$ 1,8 bilhão em grandes riscos entre janeiro e novembro (último dado disponível).

A Bradesco Seguros arrecadou R$ 777 milhões em prêmios na carteira de grandes riscos corporativos, comparado a R$ 828 milhões em 2008. A Sul América diminuiu sua carteira, de R$ 569 milhões em prêmios em 2008 para R$ 551 milhões em 2009 e decidiu não aceitar mais a cobertura para riscos de petróleo e gás “off shore” – ou seja, no mar, especialidade da Petrobras e de outras petroleiras. Apenas operações em terra (“on shore”) serão aceitas para cobertura na Sul América.

“Decidimos não trabalhar com petróleo e gás ‘off shore’ porque os riscos são elevados e o resultado da carteira não fazia mais sentido para nós”, explicou Carlos Alberto Trindade Filho, vice-presidente de Ramos Elementares (RE) da Sul América.

Na Bradesco Seguros, a decisão de recuar no negócio dos chamados riscos elementares foi estratégica, adotada logo que estourou a crise financeira internacional que afetou fortemente as seguradoras e resseguradoras, explicou Samuel Monteiro dos Santos Junior, vice-presidente do grupo segurador.

“Adotamos a política de não ser competitivos em grandes riscos”, reiterou Santos Junior, lembrando que a crise fez cair as receitas operacionais e a rentabilidade das carteiras de investimento das resseguradoras internacionais, parceiras fundamentais na distribuição de riscos corporativos. Com isso, houve uma piora na classificação de risco de crédito destas empresas que poderia repercutir na classificação de risco das seguradoras com as quais operam.

Como as concorrentes, a Itaú Unibanco também está selecionando riscos, porém Trindade nega que a companhia queira reduzir a fatia de mercado. A queda de prêmios em 2009 estava relacionada, diz, à forte redução na carteira de transportes internacionais, afetada pela crise, e à perda de parte dos negócios que pertenciam à AIG e à XL, seguradoras americanas com as quais a Itaú desfez a sociedade. “Estamos escolhendo os melhores riscos, mas nossa marca como líder neste segmento está mantida”, disse Trindade.

Enquanto as grandes nacionais pisam no freio, empresas como Mapfre, Allianz, Tokio Marine, Liberty, Zurich, Chubb e Ace aceleraram e ampliaram fortemente seus negócios no ano passado. Todas as mencionadas são filiais de gigantes – e em alguns casos centenárias – companhias seguradoras internacionais, com operações em dezenas de países nos cinco continentes.

No Brasil, porém, sempre tiveram atuação mais discreta, pequeno porte e pouco capital investido. Com a abertura do mercado de resseguros, quase todas já registraram suas próprias empresas de resseguros nas modalidades permitidas pela legislação brasileira (local, eventual ou admitida) e prometem crescer, apostando nos seguros das grandes empresas.

Neste ramo, as apólices são de milhares de milhões de dólares, que cobrem riscos operacionais, lucros cessantes, veículos, instalações, estoques, máquinas e equipamentos. Em todo o mundo estes riscos são partilhados, primeiro entre consórcios de seguradoras, depois entre os resseguradores no mercado internacional. Cada um assume um “pedaço” do risco e, em caso de acidente e prejuízo, a conta também é distribuída entre todos que assumiram o contrato.

“As seguradoras internacionais têm expertise, estão mais preparadas para aceitar grandes riscos do que as seguradoras nacionais, que têm dado preferência aos seguros massificados internos”, diz José Felipe Vieira de Castro, presidente da Aon Risk Services, uma das maiores do mundo em consultoria e corretagem de seguros.

O que mudou para as grandes seguradoras nacionais é que antes, com o monopólio e a reserva de mercado do IRB, o negócio de ramos elementares era praticamente sem risco porque tudo era obrigatoriamente assumido pelo IRB. As seguradoras apenas faziam o contato e a burocracia com os clientes, tendo pouco envolvimento próprio na operação de análise e regulação dos riscos.

“De certa forma, o bom risco subsidiava o mau”, define Thomaz Menezes, responsável para América Latina e Caribe do grupo Marsh, também um dos líderes em corretagem e consultoria em seguros. Com a abertura, diz este especialista, os clientes estão todos mais expostos ao mercado internacional onde a tônica é a especialização dos agentes e as condições de oferta e demanda, influenciado ainda pela quantidade de prejuízos do mercado com catástrofes naturais ou causadas pelo homem.
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Estrangeiras crescem no vácuo das nacionais

03/02/2010
Valor Economico

Especialistas em riscos corporativos, as seguradoras Tokio Marine, Liberty e Allianz registraram a maior expansão entre as multinacionais instaladas no Brasil, no vácuo deixado pelas grandes seguradoras nacionais que decidiram recuar do negócio.

A Allianz subiu de 7º para 3º lugar no “ranking” das seguradoras que mais operam com grandes riscos em 2009. Os valores em prêmios subiram principalmente nos seguros aeronáuticos (296%), incêndio (56,6%) e riscos financeiros (167,4%).

Angelo Colombo, diretor da Allianz, diz que a seguradora deu um grande salto junto às empresas depois que trouxe para o Brasil sua unidade de resseguros, a AGCS, registrada na Susep na categoria de “admitida” para atender apenas os negócios do grupo. Mas frisa que também tem sido necessário investimento em treinamento de pessoal especializado. “Para fazer risco de petróleo, por exemplo, mandamos profissionais a Houston (EUA), para conhecer a operação off shore”.

Luiz Felipe Smith de Vasconcelos, diretor da área corporate da japonesa Tokio Marine afirma que desde 2008, quando ganhou uma concorrência para fazer o seguro da construção de dez navios do estaleiro Atlântico Sul, a seguradora acelerou seus negócios e em 2009 aumentou em 236% (comparado a 2008) a carteira de riscos nomeados, que concentra o seguro de grandes empresas. Com esse desempenho, a Tokio subiu de 13º para 7º lugar entre as seguradoras que mais atuaram no ramo em 2009, de acordo com a Susep.

A área corporativa também ganhou mais importância dentro da própria Tokio, passando de 18% do faturamento em prêmios para 27%. Com perspectivas de aumentar ainda mais os negócios, a Tokio abriu duas novas resseguradoras. “Há espaço para crescermos mais ainda em grandes riscos, sem prejudicar o nosso resultado”, diz Vasconcelos, lembrando que, além da indústria naval, a Tokio quer focar seus negócios em petróleo, riscos de engenharia, energia (hidrelétricas, termelétricas e transmissão).

No mesmo trajeto, a americana Liberty trouxe da Espanha para o Brasil em fevereiro de 2009 sua divisão de grandes riscos e serviços especializados Liberty International Underwriters. Em dezembro iniciou a operação da Liberty Syndicates, divisão de resseguros do grupo, com a qual pretende atuar como resseguradora para grandes riscos, tanto para seguros captados pelo próprio grupo quanto para outras seguradoras.

Com essa estrutura a Liberty passou a operar seguros de construção, garantia e profissional para executivos (D&O). O próximo passo, segundo Luis Maurette, presidente da companhia, é atuar nos mercados de petróleo e gás, energia e indústria química.

A operação de resseguros mantida por essas empresas há anos no mercado internacional é o que faz a diferença em relação às nacionais – que sempre dependeram do Estado, por meio do IRB, para a atividade. Só a Liberty tem US$ 3 bilhões de capacidade de resseguros para riscos especiais fora dos Estados Unidos. Além disso, elas têm bancos de dados de muitos e muitos anos com o histórico e as estatísticas dos diversos setores.

“Na indústria e na infraestrutura, o país está crescendo rapidamente, e então os negócios menores crescerão na esteira dos maiores”, analisa Even Greenberg, CEO do grupo ACE, que esteve em visita ao Brasil na semana passada.

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CME negocia compra de índices da Dow Jones

03/02/2010
Valor Economico

O CME Group, maior bolsa de futuros do mundo, está negociando a compra dos negócios com índices pertencentes à Dow Jones, controlada pela News Corp, por até US$ 700 milhões, dizem pessoas familiarizadas com o assunto. A decisão é mais um sinal de que as bolsas financeiras internacionais estão procurando diversificar suas fontes de receitas.

As negociações vêm na esteira do acordo da Dow Jones, em novembro, de venda de sua participação de um terço na Stoxx, a empresa de índices, para a Deutsche Börse e a SIX, sua parceira suíça, por US$ 309 milhões. As negociações acontecem após quedas no volume de negócios nos últimos dois anos, depois que a crise financeira tomou conta dos mercados.

As bolsas estão cada vez mais de olho em oportunidades de aquisições externas à sua área de atuação tradicional. “A CME está sempre procurando oportunidades para diversificação e essa é uma das oportunidades”, disse uma pessoa familiarizada com a situação.

Um porta-voz da CME se recusou a comentar. “As implicação estratégica do fechamento de um negócio seria uma integração horizontal, e daria ao CME Group o controle total sobre os direitos de licenciamento dos produtos baseados em índices e uma diversificação que implicaria maior faturamento baseado em comissões e menor receita dependente de volumes”, escreveram os analistas da Keefe, Bruyette and Woods em nota de pesquisa. Comenta-se que as companhias estão engajadas em negociações, e que será improvável que um acordo surja antes pelo menos da próxima semana. O negócio poderá também ser atropelado por uma proposta concorrente da MCSI, uma companhia que opera com índices de mercado.

A Intercontinental Exchange , principal bolsa de futuros concorrente da CME nos EUA, comprou por US$ 50 milhões, em 2007, os direitos exclusivos de trading envolvendo índices da Russell Indexes – que anteriormente negociava na CME. No mesmo ano, a CME renovou, por US $ 73 milhões , um acordo com a Dow Jones para uso exclusivo, até 2014 , de uma série de índices da companhia. A bolsa também paga uma comissão a cada vez que é negociado um contrato de futuros com base num índice Dow Jones. Contratos de futuros baseados em ações são a segunda linha de produtos mais negociada na CME, depois de futuros de taxas de juro, embora cerca de 80% dos futuros de ações negociados na bolsa sejam baseados em índices Standard & Poor´s.

“Estimamos que produtos relacionados com a Dow Jones representam 5% do volume de negócios com índices de ações na CME (que por sua vez é 25% do volume total na CME)”, segundo a KBW. “Caso esse negócio seja fechado, acreditamos que a CME poderá criar novos instrumentos para negociar em cima de índices da Dow Jones e obteria direitos exclusivos a trading, o que lhe permitiria fazer crescer seus negócios.”
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A CONTA DA CRISE: Meirelles vê salário e crédito crescendo acima do previsto

3 February 2010
O Globo

SÃO PAULO. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou ontem que o governo não abrirá mão da disciplina fiscal e monetária neste ano por causa das eleições e propôs um pacto com o setor empresarial para blindar a economia de perturbações comuns em períodos eleitorais. Segundo ele, durante a crise o governo tomou medidas eficazes, e as empresas reagiram com confiança e atitudes positivas. Por isso, há hoje no país um ambiente de otimismo a ser preservado. Esse otimismo, disse Mantega, prova que o resultado negativo da indústria em 2009 “já é passado” e reflete a situação atual do setor, que cresce fortemente, para uma expansão de 7% no ano.

- O governo não vai mudar sua conduta, ou comportamento, porque é ano eleitoral. Ou seja, seguiremos com responsabilidade fiscal e monetárias – afirmou ele a uma plateia de mais de 300 empresários durante o seminário “Brasil: preparado para crescer”, em São Paulo.

Para Mantega, nãoé hora de subir juros

Segundo Mantega, independentemente do candidato que vencer as eleições, os empresários devem “exigir o compromisso pela manutenção dos fundamentos e das políticas bem-sucedidas” na área econômica.

- Acredito que as eleições não vão interferir na economia, e isso já é um avanço que temos hoje. Mas temos de fazer um pacto para que a economia não sofra nenhuma perturbação num ano político – disse, reafirmando o compromisso do governo de não adotar medidas populistas. – E os senhores devem manter o desempenho normal, sem cair em canto da sereia.

Diante do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, também presente ao evento, Mantega afirmou que, se houver problema com a inflação este ano, o BC deverá subir os juros, embora, na sua avaliação, isso não seja necessário no momento.

- Eu acho que não há essa necessidade, a economia brasileira cresce solidamente e não está produzindo inflação – disse, referindo-se à inflação de janeiro como sazonal.

Já Meirelles destacou que a massa salarial e o crédito estão se expandindo acima da tendência de longo prazo, embora tenha ressaltado que a economia hoje cresce ancorada em bases sólidas. Ao ser perguntado se esse ritmo acelerado não indicaria uma alta dos juros mais à frente, Meirelles se esquivou, dizendo essa questão será tratada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser publicada amanhã.

Meirelles: investimento vai liderar crescimento

Na maior parte da palestra aos empresários, porém, Meirelles fez questão de reiterar que a economia brasileira hoje cresce de forma equilibrada:

- Temos uma inflação que está dentro da meta e uma política monetária equilibrada, que não é nem excessivamente frouxa nem apertada.

Segundo ele, o país voltou à condição de antes da crise no que se refere aos investimentos, que hoje são fortes:

- O consumo também será forte este ano, mas a liderança desta vez será do investimento.

Mantega atribuiu ainda a decisão de acabar com os estímulos (redução do IPI de automóveis e eletrodomésticos) à forte retomada da atividade industrial no país. E citou também certos excessos na demanda por aqueles bens.

- Havia também muitas notícias de aquecimento da economia, e começou a haver certa euforia, exagerada a meu ver – disse o ministro.

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Volcker pede limite em operações de risco de bancos

2 February 2010
Reuters
WASHINGTON, 2 de fevereiro (Reuters) – O conselheiro econômico da Casa Branca Paul Volcker pediu ao Congresso norte-americano nesta terça-feira que limitasse investimentos de risco por grandes bancos com o objetivo de evitar que eles se tornem “grandes demais para quebrar”.

O ex-chairman do Federal Reserve –especialista em política monetária e defensor de uma regulação financeira mais rígida cuja reputação está ganhando destaque no governo do presidente Barack Obama– ouviu perguntas de parlamentares sobre o fato de as últimas propostas de Obama poderem afetar grandes bancos.

Obama surpreendeu os mercados financeiros no fim de janeiro ao pedir novos limites na capacidade dos bancos de realizar as chamadas “proprietary trading” –operações que bancos/corretoras fazem para ganhos diretos no mercado, e não aquelas para lucrar com comissões pela execução de transações de terceiros.

Desde então, analistas têm especulado amplamente sobre que tipo de atividades sofreriam limites se o Congresso aprovar a proposta, formulada por Volcker, visando mudanças num amplo pacote na regulação financeira ainda em debate.

Alguns veem o limite entre as “proprietary trading” e o comportamento do mercado em favor de clientes, mas Volcker disse que havia poucas razões para a incerteza.

“Todos os executivos de banco com quem falo conhecem muito bem os significados e as implicações das ‘proprietary trading’”, afirmou Volcker ao Comitê Bancário do Senado.

“Somente um conjunto de grandes bancos comerciais –talvez quatro ou cinco nos Estados Unidos e talvez algumas dúzias em todo o mundo– está comprometido com essa atividade com volume.”

Sob as propostas de Obama, os bancos não poderiam estabilizar ou manter uma mesa de operações separada, capitalizada com seus próprios recursos e não ligada a negócios envolvendo seus clientes, disse o vice-secretário do Tesouro dos EUA, Neal Wolin, que também testemunhou na audiência.

Isso significaria impedir que os bancos utilizassem tais mesas de operações para especular sobre os preços do petróleo, gás natural e ações, afirmou Wolin, acrescentando que as restrições devem ser aplicadas a todos os bancos, incluindo as operações nos Estados Unidos de bancos estrangeiros que atuam no país e estão sob suas leis.

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